29 comentários:
De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 08:55
Muito bem Marco, adorei!! Os palhaços têm das profissoes mais dificeis... Têm de fazer rir mesmo que tenham vontade de chorar; têm de inventar muito numeros para não cairem na repetiçao... Geralmente os palhaços são pessoas de mais idade da trupe circense, porque com as pinturas são tapados corpos que outrora davam piruetas mirabolantes. Os palhaços têm uma mascara, mas têm desejos humanos como qq outra pessoa... Da penultima vez que fui ao circo a bancada onde eu estava caiu na altura dos palhaços. Fiquei tão nervosa! Era toda a gente a cair para cima de mim e os palhaços a ajudarem. Foi a primeira vez que os vi tristes, porque mesmo quando via o palhaço que se chamava triste ele me fazia rir. Esse palhaço triste via na festa da empresa do meu pai. Como depois tinha sempre de lá ficar mais tempo para no final o meu pai cumprimentar toda a gente cheguei a observar esse palhaço... o ritual de tirar as pinturas... E na realidade aquele era mesmo um palhaço triste na vida, mas no palco era o melhor! Outra coisa que reparei é que os palhaços têm sempre daqueles dialogos que pouco variam. Em Moscovo no circo os palhaços não disseram uma unica palavra e eu ri-me como uma perdida! Porque é que na nossa sociedade quando queremos insultar alguém lhe chamamos palhaço???Vanessa
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 09:19
Excelente Marco, excelente. Não sei se estarei correcta mas no texto vi algo mais que a vida de um palhaço pobre. Senti que transmitias o confronto de uma pessoa com ela propria, aquelas alturas em que nos sentimos feios e tristes. Estarei errada? ou ando a ver filmes a mais?blocas
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 09:26
Está simplesmente divinal. Parabéns Marco, eu não saberia descrever melhor a vida de palhaço, o palhaço que muitas vezes toma conta de mim! Está fantástico. "pastlha humana mascada até à ultima gota de sabor", é assim que me sinto inumeras vezes!DevilGirl
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 10:03
Gostei muito. É muito branco e negro, sem nunca ser cinzento. É uma fotografia, uma imagem, um reflexo, o que se quiser, de cada um de nós.bonecarussa
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 11:21
Por vezes na vida prega-nos partidas tão crueis, que acabamos por dirigir todo o nosso "odio" contra nós proprios! A personagem do palhaço sempre me assustou, e meteu algum medo... sempre achei que debaixo daquela ,maquilhagem garrida e e exagerada, há uma pessoa triste, que á força nos tem de fazer rir. Talvez tenha sido exactamente essa a mensagem que o Marco quis transmitir...
Seja como for, e como digo na introdução do texto, por muito que estejamos mal, revoltados, magoados e tristes... o tempo encarrega-se de ser o nosso melhor amigo. Caimos, sofremos, mas acabamo-nos por levantar e seguir em frente, pq como dizem no mundo espectaculo: The show must go on!Cereza
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 11:46
Que se viva!!!Em preto em branco,cinzento,ás cores,tanto faz,não importa....desde que se consiga caminhar...de certeza que encontraremos em cada dia uma côr...marta
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 13:04
ainda continuam com esta merda de lamechisses? que persistência dasse!!!!
vão trabalhar em vez de andarem aqui com estas merdas, talvez assim o país avançe.
além de kotas são uma cambada de inúteis
viviane
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 13:13
Oh querida Viviane, e que tem o panorama económico a ver com.. esta lamechice. Nem compreendo tamanho incómodo da sua parte. Talvez ande a olhar demasiadas vezes para o espelho.. sei lá, pouco importa até. Não vou gastar muito mais tempo a responder-lhe, apenas uma coisa, escreve-se "avance" e não "avançe", tá? Beijinhos... palhaça.Marco Neves
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 13:18
Lembrei-me de Nietzsche…
Dizia, haver abandonado todas as ilusões de verdade.
Nada mais era que um palhaço e um poeta.
O primeiro salva-nos pelo riso.
O segundo pela beleza. :))
Tex
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De Selvagem Anónimo a 27 de Janeiro de 2006 às 13:22
"Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia, até a última sílaba do registro dos tempos. E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido…" (Shakespeare)
Tex
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