Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Pequeno Conto: Pela ultima vez

Eu avisei, não tenho jeito para este tipo de texto... mas aqui vai! Ai!


                  



De joelhos implorou que se fosse embora.
Gelada e perdida na imensidão do quarto, chorou ao pensar no que viria a seguir.

O corpo dele sobre o dela, tinha a dor de setas, punhais, facas e lanças, que derrotavam todas as suas defesas. Ela era a sua derradeira conquista.


Com a lingua decifrou os poros, um a um.
Com as mãos decifrou os medos, um atras do outro.
Com o olhar guardou os gritos, gemidos e silêncios.
Conhecia os seus abismos, e tomou-a de uma só vez, e por inteiro.



Enquanto voltava a explorar os lugares mais reconditos do seu corpo, segredava-lhe:
- Envolvo-te nesta teia que pacientemente construo, aprisono-te a mim neste gélido e derradeiro momento.
Ouve apenas a minha voz, neste cantico que para ti preparei.
Usufruir-te.

Minha presa favorita, retomo-te nos meus dentes, e neste chão de pedra, devoro-te de uma só vez, devagar, nesta solidão perfeita.

Não podes fugir.





CC.jpg


Muito depois, levantou-se, olhou para ela, e com a voz presa e rouca disse-lhe:
-Não te movas, deixa-me olhar-te... ver o teu cabelo brilhar, os teus seios redondos de uma brancura candida e ultrajante.

Não ligues ao tremor da minha voz, quero recordar-te assim, indefesa e minha para a eternidade.



Ela... não sei como reagiu.





DD.jpg


How can you see into my eyes like open doors
Leading you down into my core
Where I've become so numb
Without a soul
My spirit's sleeping somewhere cold
Until you find it there and lead it back home

(Wake me up) Wake me up inside
(I can't wake up) Wake me up inside
(Save me) Call my name and save me from the dark
(Wake me up) Bid my blood to run
(I can't wake up) Before I come undone
(Save me) Save me from the nothing I've become



Impressão Digital Cereza às 00:04
link do post | Rugir | Adicionar aos Favoritos
|
19 comentários:
De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 00:39
"Muito depois, levantou-se, olhou para ela, e com a voz presa e rouca disse-lhe:
-Não te movas, deixa-me olhar-te... ver o teu cabelo brilhar, os teus seios redondos de uma brancura candida e ultrajante.

Não ligues ao tremor da minha voz, quero recordar-te assim, indefesa e minha para a eternidade.Ela... não sei como reagiu." Eu sei como reagia....ira sentir-me (finalmente...) a mulher mais feliz do mundo, iria acreditar no amor e na paixão....iria pensar que valeu a pena sonhar.... Cereza numa palavra LINNNDO!!

PatanisKa
</a>
(mailto:sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 01:54
Enquanto o regojizo de uns é a impaciência de outros... como se tratasse de uma maldição! Raios e coriscos grita a alma por dentro ao ver um corpo nú, isento de movimentos bruscos. Ora vem outra possessão, e mais uma e mais uma até se chegar ao limite de uma ruptura física! Corpos humanos à luz de uma noite que só de si marca a magia e as trevas. A batalha do amor e da paixão é eterna e jamais deixará de atormentar almas mortais. Apesar de a dor ser aliviada por breves instantes... esta mesma dor percorre nas veias de quem deu e ofereceu a nós nesse instante. Mais uma laceração de uma adaga que mais parece uma guilhotina em constante trabalho. De luzes cinzentas e manchas coloridas de aguarelas na alegria e no calor da noite, no regojizo pessoal e bilateral... à frieza ensanguentada de um punhal em fúria durante um instante por mera ganância. Manchas estas de um brilho negro a um luar, que de dia se tornam num vermelho seco.Suicidal_kota
</a>
(mailto:cromokamikaze@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 09:50
Ceejolas xiça!Logo pela manhã aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!

Lindo :))**Tex
</a>
(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 09:52
welll esta cabeça vermelha anda a sair da casca... anda anda..Ideiasavulso
(http://2)
(mailto:Ideiasavulso@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 09:55
"Eu avisei, não tenho jeito para este tipo de texto"... vocês acreditam???? eheheheheh Lindo!!! volto mais tarde :))))))) lua_de_avalon
</a>
(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 10:10
......O texto está divino Cerezita!!!:)*marta
</a>
(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 10:23
Ela... olhou-o profundamente, perguntando-se como era capaz de amá-lo tanto.Tex
</a>
(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 10:47
O texto está uma delicia... aqui vai um pagamentozito: Sinto raiva e ciúmes de um lugar distante // Vais e eu fico // Deixas-me cega, condenas-me ao cinzento, levas o sol // Deixas-me surda, abandonas-me ao silêncio, levas a melodia // Vais e eu fico // O que farei com os olhos? // O que será dos meus sentidos, sem a tua voz melosa a acordá-los? // O exotismo do longínquo não te embriagará // A obscenidade do desconhecido não te saberá provocar // O meu espírito estará ocupado com a segunda tarefa que melhor desempenho // Esperarei. E tu virás.bonecarussa
</a>
(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 11:22
Guardamos segredos de infindaveis e deliciosos momentos. Quando o corpo se apodera da alma, quando tudo deixa de ter forma. Cega-nos, morde-nos vorazmente cada pedaço de nós... e mais nao digo.Marco Neves
</a>
(mailto:megabife@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 12:19
Cerejolas essas coisas lidas pela manhã já nem me aptece levantar. E acho que estás a arranjar um rico problema ás pessoas que tem falta de peso......Mas está muito bonito o texto....Carlos Murat
</a>
(mailto:carlos.murat@clix.pt)


Ah... Comenta-me