Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

De Tomar a Fátima...

A Queenie faz a sua prória intodução :)



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Olá,
Vi aquele texto sobre os avós e lembrei-me de ir à procura de algo que tem a ver com o meu avô materno. Fartei-me de mexer e remexer nas gavetas, até que encontrei o que pretendia.



Mas antes de tudo, passo a esclarecer o seguinte:
O meu avô pertence ao Grupo Caminheiros de Vila Real, do qual também foi fundador, há coisa de 40 anos. A faixa etária do grupo situa-se entre os 50 e os 80 e poucos anos. Isto, quando eu não estou com eles, eheheeh.



Começou a fazer ginástica por volta dos 2 anos de idade e ainda hoje, com 82, continua não só nas caminhadas (a passo de marcha), como ainda faz musculação num ginásio de uma faculdade e até em casa, onde tem algumas máquinas para o efeito. As caminhadas costumam ser por volta de Vila Real e arredores – isto, o circuíto – ou então, aventuram-se para mais longe, como Fátima, Tomar, etc, e, há uns anos, a Roma. Já antes disso, tinha ido a Lourdes.



Ele costumava escrever para o jornal “A Voz de Trás-os-Montes”. Fazia relatos das suas caminhadas, algumas passagens com bastante humor e verdadeiras. Cenas que aconteciam durante a sua passagem pelos mais diversos locais. Penso que já não o faz.
Eu tenho orgulho no meu avô. Sempre tive desde pequena. Ele é bastante culto e tem sempre interesse em saber a cultura dos locais por onde passava, juntamente com os companheiros de marcha.
Vou transcrever aqui um dos seus artigos que saíram no jornal que referi anteriormente.



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“De Fátima a Tomar – Pelo Dr. António Júlio Monteiro (30/05/1996)



No dia 27 de Abril, alguns Caminheiros regressaram a Vila Real, mas outros recém-chegados juntaram-se a nós às 11h e iniciámos a caminhada para Tomar. Este grupo incluia a Carmem, Mª Ângela, Ilídio, Gaspar, Américo, Pito, Euclides e eu. À hora do almoço chegámos a uma localidade com um nome estranho – PAFARRÃO – e entrámos no Restaurante Palhinhas. Pouco depois, tornou-se evidente que nos tratavam com grande afabilidade. O mistério só foi decifrado quando o Sr. Teófilo se apresentou como primo do Carlos de Sousa e disse que o Sr Henrique de Sousa casara em Pafarrão onde vivera alguns anos antes de ir residir para Vila Real.



A inscrição CAMINHEIROS DE VILA REAL nas nossas camisas de desporto e nos impermeáveis foi o “abre-te, Sésamo” da simpatia daquela boa gente.



O sr. Teófilo recordou que o sr. Henrique de Sousa levara para aquela terra o primeiro automóvel, o que foi motivo de grande regozijo popular. Fizeram muitas fotografias, tendo sido uma delas reproduzida em azulejos. O quadro figura em lugar de honra em casa do sr. Teófilo.



O Carlos contou-me uma saborosa história. Quando pilotava um avião de Lisboa para Vila Real acompanhado do pai, o sr. Henrique de Sousa disse ao filho que aterrasse.
-Não é possível, pai.
-Levei o primeiro carro para Pafarrão e quero ser o primeiro a descer ali de avião. Aterra em qualquer sítio!



O Carlos deu umas voltas, mas não havia qualquer possibilidade de descer e lá trouxe o pai desgostosíssimo por não ter aterrado em Pafarrão...
Em Tomar, juntaram-se ao Grupo a Drª Adriana, a filha e a D. Lucinda com os seus excelentes covilhetes que merecem honras imediatas.



No dia 28, tomámos parte do 8º Encontro Nacional de Caminheiros, com cerca de 600 participantes, um percurso de 18 km, chuva a potes e, no fim, a apresentação do Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira. Este Rancho é extraordinário e, por si só, justificava a deslocação a Tomar – 334 km a pé!
Vila Real, 16-5-96”



Queen_Akasha



Impressão Digital Cereza às 00:26
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16 comentários:
De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 09:47
Se és uma MULHER que aspira encontrar um HOMEM MADURO



Faço-te um repto, um convite, para que me digas:



O QUE É PARA TI UM HOMEM MADURO?
Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 11:32
Quenieee eles é que curtiam lolol

E já agora, esse tal do avião (e já que ele aterra em qualquer sitio) será que pode fazer o favor de pilotar uma Cessna pa mim e aterrar ali para os lados de.... lolollTex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 12:04
Hããimm kilometros, Hããimm distância... Hããimm tu!!!Marco Neves
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(mailto:megabife@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 12:14
Voo por obrigação e por gosto. Depois de quase vinte anos a ver o mundo pelos olhos dos anjos (eu não o sou, lol...), de modo quase diário, sempre que posso não me canso de olhar cá para baixo. Também gosto de andar. No Verão, a minha praia é feita de mochila ás costas, com água e fruta lá dentro. Posso dizer que conheço como as palmas da minha mão, bem mais de cem quilómetros de costa nacional. O meu recorde foram 6 horas sempre a andar entre a Ilha de Faro e a Quarteira, entre ir e voltar. Nestes períodos de marcha sabe muito bem descontrair, cheirar o ar do mar, dar asas à imaginação e continuar a voar. É libertador e além disso, tal como as melhores coisas da vida, para além de fazer bem à alma e ao corpo, é de borla! lol :)flyman
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(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 12:44
Bem, quanto aos aviões e aeroportos é melhor não falar muito sobre isso hoje. Tou aqui com um "jetlag". Andar de avião é giro, o que não é giro é dormir em aeroportos e ter os seguranças a revistar as malas cujas coisas encaixamos lá tão pacientemente... Mas eu também gosto muito de caminhar. Em Portugal moro perto da praia e, como muitos sabem, Vila Nova de Gaia tem uns passadiços muito jeitosos para isso. Não estou habituada a ver pessoas já na terceira e quarta idade com tanta genica como o teu avô! É bom que ele se mantenha assim tão activo. De certeza que ele te contou muitas histórias dessas caminhadas que ele fezvanessa
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(mailto:mina_aeternus@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 14:41
Um dia perguntei a mim mesma se queria fazer apenas mais umas férias ou se tinha chegado o momento de optar pela verdadeira viagem. Se queria só "passar uns dias" ou acrescentar a isso outras experiências.
O viajante busca o desconhecido, o prazer da descoberta do espaço em todas as suas instâncias, sejam elas, sociais, culturais ou históricas.
O turista tende a cumprir uma programação previamente elaborada, de acordo com as suas possibilidades aquisitivas.
Hoje considero-me uma viajante.

Adoro andar por aí sem destino.
Se não fossem as minhas caminhadas acho que nunca teria visto tanto do que vi..
Mesmo aqui na minha cidade dou por mim ainda a descobrir... Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 15:58
Vou arranjar um namorado para andar...ui tantos km que seriam ( arre que tou parva) mas que tenho inveja , tenho.Se não tiver companhia custaaaaaaaa.
Majoca/saloiaLoira
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(mailto:manejorge@netcabo.pt)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 21:14
Murat: um homem maduro é aquele que já caíu da árvore... :PQueen_Akasha
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(mailto:aiaiaiaiaaaai@ui.pt)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 21:17
Murat, não, enganei-me... era para o Carlos. Queen_Akasha
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(mailto:aiaiaiaiai@ui.pt)


De Selvagem Anónimo a 23 de Janeiro de 2006 às 21:23
Sempre gostei muito de viajar e conhecer novos lugares. Andar a pé é que nunca foi o meu forte, mas quando o faço, gosto de ter companhia, detesto apreciar as coisas sózinha. Andar quilómetros a pé na praia, é que não contem mesmo comigo. Na praia gosto de sol e água quentinhos e poder saborear ambos, aiiiii!!!! que saudades do verão!! Mas é engraçado como narra o texto, fazerem-se caminhadas a pé com pessoas que tem o mesmo espírito. Mas realmente não era para mim :P^Erina^
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(mailto:paula_m_sousa@hotmail.com)


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