Domingo, 9 de Abril de 2006

DESAFIO: A Demanda

Há muito que queria fazer um desafio aos "paineleiros" do Urban Jungle. Resolvi para isso publicar o prologo de um "conto" escrito pelo Flyman, na altura em que estivemos fechados para obras. Como temos excelentes escritores no UJ, o desafio consiste no seguinte:


1.Os "paineleiros" são convidados a dar seguimento a este conto... "DESAFIO" os chamados "carismáticos" e não só... ficam alguens dos nomes que não vão poder fugir. DESAFIO (dos mais "faladores") a Morgaine, Abel, Bonecarussa, Marco Neves, Narag, Lua, SaloiaLoira, Tex, marta, Flyman/Erina, Pataniska, Queen, Devilgirl, Vanessa, SecretSmile... e até eu.. que não sei escrever contos.


Dos mais recentes comentadores o meu desafio vai para Carlos, Encantos e Paixões, Raio de Sol, Joaquim Costa, Mina, Elvira, Shakermaker... e todos os outros que não mencionei... mas que irei fazê-lo ao longo do nosso romance!  Todos podem participar.




2.Cada um de vós escreverá um capitulo, com o tamanho que entenderem, dando o rumo que quiserem à história, pegando no ultimo post do romance. 


3.Quando sair o Capitulo, o "paineleiro" avisa-me nos comentários e diz que quer apanhar a história a partir daquele momento. Os textos serão enviados para cereza@sapo.pt. Se por algum motivo a história estagnar, serei eu a escrever o capitulo seguinte para lhe dar um rumo novo. 


4. Como sou a ditadora do sitio.... a primeira paineleira a dar seguimento a esta história é a Morgaine!
Vou abrir uma pagina onde será editado todo o Conto! Mais á frente deixarei aqui o endereço.




Vamos então ao prologo, sem antes agradecer ao Fly, porque ele já entendeu o tipo de história que me põe "arrepiada".


Que acham da ideia? Há dúvidas? Sugestões? Criticas? Deixem nas nos comentários! Boa sorte, e boa "inspiração"!






             




 
PRÓLOGO
 


Ela sentia-se um reflexo do que se passava em redor daquele chaço que ameaçava parar a todo o instante. Sem poder considerar-se uma tempestade, aquele dia de Março era tudo menos primaveril. Ventos fortes, céus com mais cinzentos era impossível e a chuva não parava de cair, acompanhada a espaços por descargas eléctricas. Até a cor da paisagem tinha soçobrado aos elementos. O som das escovas a passar pelo pára-brisas era a única musica que conseguia ouvir. Isso, e o ranger da chapa e das molas. Quase meia hora se tinha passado, desde que se cruzara com alguém naquele caminho. 



 A angústia crescia cada vez que olhava para as árvores que se debruçavam à sua passagem, vergadas pela força do vento. Nem carros, nem casas, nem indicações de que espécie fossem para confirmar que era por ali. Haviam já umas boas dezenas de quilómetros que a luzinha irritante do tanque de reserva se tinha acendido. Havia de blasfemar ou rezar? De uma coisa não havia duvida: estava a precisar de ajuda, e não era pelo raio do telemóvel que ia chegar. Para além de estar com a bateria nas últimas, tinha deixado de apanhar rede desde que saíra do último vilarejo. Aquele motor também fazia notar que não seria apenas gasolina a mantê-lo a trabalhar por muito mais tempo. Pelo espelho retrovisor, via uma nuvem de fumo que se sobrepunha às gotículas de água lançadas pelo carro à sua passagem. 




De repente, surgido por entre o arvoredo à sua esquerda, um muro alto de pedra. Mais à frente um portão de ferro estava aberto, entrecortando aquela extensa parede. Parou mesmo à sua frente e olhou para dentro da propriedade. Ao fundo de um caminho de terra batida, erguia-se uma grande casa, parcialmente coberta de trepadeiras. Parecia estar desabitada. Quando procurou no mapa alguma referência aquele sítio, ele não lhe disse nada. Não mencionava qualquer casa, solar, castelo. Nada. Estava a entregar-se lentamente ao desespero. Precisava mesmo de ajuda. Estava perdida e o carro não prometia muitos mais quilómetros, já não pensando na pouca gasolina que tinha. Ligou o pisca, voltou à esquerda e entrou. Por breves instantes, relaxou e sorriu a pensar para que teria feito pisca, naquele meio de nada, onde não encontrava vivalma. Avisar quem, de que ia virar?



O som dos pneus a pisar a terra batida parou, quando ela finalmente deteve a marcha da carripana, mesmo em frente à porta daquela enorme casa. Estaria alguém? De facto, estava um pouco constrangida por ir tirar esse alguém do seu conforto e sossego, especialmente num dia como aquele. Mas... e se não estivesse ninguém? Como iria sair dali? 




        


Relutantemente, saiu do seu parco abrigo e dirigiu-se à porta, subindo uns poucos degraus que a levavam ao alpendre da entrada. A casa parecia bem antiga. Tal como o muro, também era de pedra. Estava diante de uma grande e maciça porta de madeira. As janelas estavam com as portadas fechadas. Mesmo assim bateu à porta com a maciça aldraba de ferro, em feitio de sapo, fazendo um estrondo considerável. Nada. Voltou a bater com mais força. Nada. Passados uns instantes, voltou-se para o carro e ainda deu um ou dois passos, mas foi quando finalmente a porta se abriu. Um vulto convidou-a amavelmente a entrar. De início hesitante, teve a tendência de espreitar antes de entrar. Entrou. A porta fechou-se assim que cruzou a entrada.

Nunca mais se soube nada dela. Foi mais uma comentadora do Urban Jungle que deixou de ser vista no blog...






Flyman


Impressão Digital Cereza às 19:12
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9 comentários:
De WG a 10 de Abril de 2006 às 17:39
Vamos ver se tem mais voltas e reviravoltas que as novelas que se vão vendo na TV!!

Como não tenho jeito para a escrita artística, nem gosto de escrever (artisticamente), nem tenho normalmente tempo nem imaginação para isso, à partida não me vejo a participar neste interessante projecto, o que não quer dizer que não vá de vez em quando deitando uma ou outra ideia para a confusão, nos comments, ou através do mail de quem tiver a "bola" a cada momento.
Como por exemplo desde já sugerir, com base no que li até agora, ser a Tex a fazer já o 3º capítulo! LOLOL

Bem, fico curioso de ir acompanhando passo a passo o resultado! Boa sorte e muita inspiração... mas sem doping! hehehe


De Tex a 10 de Abril de 2006 às 13:53
Adorei o desafio!
E já agora...pode ser assim a modos k uma continuação a atirar pó hard core 1º escalão?lolololol


De mathiott a 10 de Abril de 2006 às 11:08
Humm...assim de repente pensei que a protagonista era eu....portadora de um 'chasso' e 'nunca mais foi vista no blog' :ppppp...despertou-me interesse este prólogo de uma história que me 'cheira' a ' A bela e o monstro', mas para adultos ;) pois espero que de infantil não tenha nada :))). beijos e até ao meu regresso seus painelosos envaidecidos!! Tou com saudades vossas!! E o jantar adiado??? Grrrrrr


De lua_de_avalon a 10 de Abril de 2006 às 10:12
Eu cá na vou nessa!!!! isso é que era bom .... /me vai já de férias lollllll


De marta a 10 de Abril de 2006 às 10:02
Bora nessa!!Até porque eu só funciono assim,ou por impulso,ou ´´obrigada``.


De bonecarussa a 10 de Abril de 2006 às 09:40
Boa, boa... bora, bora... k ideia porreira! Juntos seremos mais fortes e... pode ser que seja desta k se edita o livrinho UJ...


De vanessa a 9 de Abril de 2006 às 21:57
para onde é que foi o "after dark" que eu já não o consigo ouvir?? :((

Eu colaboro e com muito gosto, mas deixo já a certeza que não vou poder ser das primeiras, por muito que a história agrade...

Gostei muito da ideia ;)


De DevilGirl a 9 de Abril de 2006 às 21:11
Ena ena... que medooooooo... eu até gosto destes desafios mas é pena n ter a minima imaginação...lol...


De Morgaine a 9 de Abril de 2006 às 20:27
Eu né? quando eu te apanhar... a vingança vai ser tão doce cereza... ou devo dizer, sucubus?


Ah... Comenta-me

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