Terça-feira, 18 de Abril de 2006

Crise - À beira rio

 

 

 

 Bem, antes de mais quero avisar que já temos o capitulo 4, do Conto UJ,

escrito pela Marta!

Espero agora alguém que siga com o quinto.

 

O texto que se segue é do Pudim, e nele está espelhado a crise tremenda

que estamos a atravessar

 

 

 

   

 

 

 

Fim de tarde, Cais do Sodré…

 

Terminei de jantar à pouco mais de cinco minutos, chego á esplanada, está frio, o Tejo está calmo, como se de um lago se trata-se, não há clientes.


As causas só penso em duas, o facto de estarmos no Inverno e a crise que se abate sobre todos nós, vá-se lá saber porque..? Em algumas conversas que tenho tido com alguns clientes, todos se queixam do mesmo, falta de Euros.


Uma hora e meia sem viva alma aparecer, que seca, bem vou olhando para os barcos e para os autocarros que chegam e partem, que rotina a dos pobres coitados que conduzem tamanhas “naves” lisboetas.


Ainda não apareceu ninguém, a não ser uma pobre coitada que me disse, “estou aflita” ao que eu respondi amavelmente indicando o caminho, “ó minha senhora a casa de banho é ali, faça favor”.


Vinte minutos depois disto, aparecem duas senhoras, dois cafés um é cheio, quando levo os cafés uma dá-me imediatamente os parabéns pela música, estava a ouvir a rádio Marginal FM, que para quem não sabe passa essencialmente jazz e blues.


Na meia hora seguinte mais duas senhoras chegaram ao meu local de trabalho, estas com gostos mais refinados, dois bayley’s com gelo, registo mesa oito dois licores importados.


Bem está na hora de ir espreitar o rio, está maré vazia, levanta se o vento, que frio brrrr, este é daquele tipo de frio que entra pelos ossos a dentro xissa!!


Bem vou começar a fechar o estaminé, que é como quem diz arrumar a esplanada, e não podia ter mais azar, começa a chover, ainda por cima está mais gelada que o costume a chuva, cada pingo que cai na minha fina camisa, mais parece uma golpe de uma faca muito bem afiada, mas as mesas e as cadeiras não se arrumam sozinhas, era tão bom não era..?

Mas a arrumação não fica por aqui, á que arrumar os bolos, lavar toda a maquinaria, e louça.


Depois de tudo isto faço a caixa, contos os poucos euros que se fez, confirmo se todas as portas e janelas estão fechadas, não vá o diabo tece-las, vou ás casas de banho ver se lá está algum larápio escondido, pego no envelope dos euros, desligo as luzes ligo o alarme e fecho a porta á chave com 2as voltas.


Olho mais uma vez para o rio Tejo como se me despedisse dele, até amanhã; afinal é o meu mais fiel amigo e companheiro..

Pudim


Impressão Digital Cereza às 00:01
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7 comentários:
De WG a 19 de Abril de 2006 às 19:00
Pois. Claro.

Sempre que há uma crise, são sempre os bens mais supérfluos que mais se ressentem. São aqueles pequenos luxos que estão à disposição da grande massa da população, pois os grandes luxos são sempre a subir (vide vendas de carros e casas de luxo!). E não tenhamos dúvidas que coisas como tomar o pequeno almoço num café/pastelaria é um luxo e é supérfluo, e sendo acessível a grande parte da população, é normal que aqueles que sintam mais a crise cortem essas coisas antes de outras. Quem diz tomar o pequeno almoço diz igualmente (ou mais ainda) ir tomar um copo (seja um Bailey's, uma 'jola, ou qualquer outra coisa).

Por outro lado, não podemos esquecer o lirismo do bom do Tuga. Então não é que há certas zonas em que porta sim porta sim temos o belo do café ou pastelaria ou snack bar? Acham mesmo que a proliferação destes estabelecimentos, que disparou nas últimas 2 décadas, é sustentável?
Muitos dos que ainda se vão aguentando, é porque a loja é própria e como tal não têm despesas de arrendamento, ou é um arrendamento antigo super barato, ou coisa do género. Isto aliado a margens estupidamente altas (vejam bem a diferença de preço de qualquer bebida, ou bolo ou snack num estabelecimento destes ou num Hiper/Super).
E mesmo assim, muitos deles perdem dinheiro e só se vão mantendo por carolice, à conta da riqueza acumulada em tempos de vacas gordas, e também por uma falsa esperança de grandes futuros para este sector.
Ainda para mais, os produtos à venda são cada vez mais aqueles que podemos encontrar em qualquer grande superfície, e cada vez mais industrializados. O fabrico próprio está a acabar. Mesmo os bolos, pastéis e folhados que não estão embalados, são cada vez mais industrializados, aparecem todos com aquele "bronze" à solário. A qualidade está a descer e a ser substituída pela "média" que os portugueses tanto gostam em tudo.
Além disso, cada vez mais as pessoas têm pouco tempo e acabam por ter o prazer todo no mesmo sítio, ou no sítio onde têm que ir fazer determinadas coisas. Leia-se, em centros comerciais!!!
Posto tudo isto, tenham juízo e façam mas é bem as contas à vida e pensem bem se não vale mas é a pena dedicarem-se a outro ramo de negócio. Não dá para todos e não vai dar para todos!!! Se juntarmos tudo isto vemos que sim, a crise tem algum peso, mas não brinquem comigo... os comerciantes têm que acordar para a vida!!!!!

Atenção, apesar de achar que são luxos e que com o tempo poderão ter tendência a diminuir, não me retira o prazer de gozar deles, dentro das possibilidades que as crises me vão permitindo. Ou seja, não é uma crítica, mas uma mera constatação. Aprecio muito um jantar ou almoço "fora", junto de quem gosto! Ou ir beber um copo. Ou tomar o pequeno almoço ou lanchar. Só que cada vez tenho menos tempo para o fazer, o acho mais caro, e cada vez mais o faço em centros comerciais. E como eu, temo que muitos outros, e cada vez mais, o achem também.

PS - Pudim, não leves a mal o seguinte, mas estive quase para não ler o texto devido à quantidade de erros ortográficos que me iam ferindo a vista. Há quem tenha mais jeito para a escrita e quem tenha menos, o que importa é que se façam entender, estou de acordo. Mas há que traçar a linha nalgum sítio, e para mim esse sítio são os erros crassos de ortografia. E parece mentira, mas cada vez mais há pessoas a escreverem pior... que grande contrasenso!


De muneka a 18 de Abril de 2006 às 18:44
ao menos é um sitio bom para se trabalhar :)


De Carlos a 18 de Abril de 2006 às 15:09
O amar do mar

boca do mar
beijo de sal
lábios da praia
pele de areia

língua de rio
decote de dunas
seios de ilhas
abraço do sol

correntes de desejo
cheiro de algas
ondas de prazer
espuma que rebenta

gemidos das gaivotas
gozo das nuvens
céu que se funde
no azul do mar



De Tex a 18 de Abril de 2006 às 13:22
PUDIM, pá, gostei!
E sabes que mais? Haja saudinha que os "aerios" lá vão aparecendo!lolol

:))*********


De marta a 18 de Abril de 2006 às 12:08
Ainda dizem que o dinheiro não trás felicidade!!!Pois eu acho que ajuda!!Eu com EIRÓS,era muito mais feliz!!
;)P jinhos Pudim


De RS a 18 de Abril de 2006 às 10:03
Realmente Pudim a crise eatá péssima ... Gostei e vê se escreves mais um jinho


De Gugas a 18 de Abril de 2006 às 06:02
The dawn is breaking
A light shining through
You're barely waking
And I'm tangled up in you
Yeah

I'm open, you're closed
Where I follow, you'll go
I worry I won't see your face
Light up again

Even the best fall down sometimes
Even the wrong words seem to rhyme
Out of the doubt that fills my mind
I somehow find
You and I collide

I'm quiet you know
You make a frist impression
I've found I'm scared to know I'm always on your mind

Even the best fall down sometimes
Even the stars refuse to shine
Out of the back you fall in time
I somehow find
You and I collide

Even the best fall down sometimes
Even the wrong words seem to ryhme
Out of the doubt that fills your mind
You finally find
You and I collide

You finally find
You and I collide
You finally find
You and I collide

----

Obrigado Cereza por me teres mostrado esta música, especialmente depois de ter acabado de ver o "Crash"

:)



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