Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Interpretações

Eu achei uma piada enorme a este texto... talvez porque trata de situações que nos acontecem frequentemente no dia a dia.

O toque de uma perna num desconhecido, e ficamos logo incomodados a pensar em mil coisas!

O texto é de um novo paineleiro Paulo Tiago





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Num dos meus constantes exercícios de pensamento, perguntei a mim mesmo como interpretam as pessoas as atitudes de outrem... Um olhar, um gesto, uma simples expressão são motivos para eu imaginar o que a pessoa estará a pensar, se está a tentar transmitir-nos alguma mensagem, se está a tentar chamar a atenção de alguém ou se simplesmente está a viver despreocupadamente.

Como exemplo tenho a viagem de autocarro na sexta-feira para casa.
Depois de por o saco na bagageira, comprei o bilhete e entrei no autocarro. Havia já bastante gente, e por isso tive que me sentar ao lado alguém, coisa que evito quando posso (como a maioria das pessoas) para ter mais espaço e à-vontade. Sentei-me ao lado de uma rapariga, uma pessoa como qualquer outra ali dentro.

Passado algum tempo do autocarro arrancar sinto que a perna dela vai encostada á minha, ou a minha á dela. Tento não pensar durante 10 segundos, apenas ver o que acontece. Não aconteceu nada, as pernas continuaram juntas. Se já alguma vez acontecera nunca tinha dado conta, mas penso que a maioria das pessoas se remetem ao seu minúsculo espaço no banco, evitando tocar na pessoa do lado, até porque nem sequer se conhece (ou pelo menos é a ideia que eu tenho).

Nas curvas as pernas balanceiam e sempre a tocarem-se. Eu mexo-me, ela desencosta a perna, mas de imediato a volta a colocar suavemente na posição em que estava. Não estão mais para o meu lado nem mais para o lado dela, vão exactamente no meio, mas parece-me que o corpo dela tem uma certa inclinação de maneira que as pernas dela se encostem ás minhas. Isto durante praticamente todo o caminho até Viseu, onde tínhamos que trocar de autocarro.

Quando ia já a sair olhei para trás e senti que ela me olhou, ainda do lugar onde estava, de uma maneira especial, fosse qual fosse essa maneira. Enquanto esperávamos pelo autocarro que fazia a ligação procurei-a com o olhar e encontrei-a a olhar-me.

Não terão sido as minhas interpretações mais que mera imaginação perante uma situação casual na qual a rapariga nunca pensou, quando fazia a viagem a olhar pela janela? Ou será que a perna dela estava encostada á minha intencionalmente? Será que ela estava a olhar para mim, ou estava apenas a olhar para o mundo onde por acaso eu estava naquele momento?

Foi a interpretação que fiz do momento, todos os gestos, atitudes e olhares poderiam ter sido interpretados de outras maneiras…



Paulo Tiago aka [M]orcego
in:Caderno de Apontamentos




Impressão Digital Cereza às 00:16
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22 comentários:
De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 02:29
Tinha que ser eu o 1º a comentar, n era? É pá, só ainda não percebi essa coisa dos paineleiros... não sou pai (nem tenciono ser nos proximos tempos, sou mt novo para isso), muito menos faço paineis ou outras coisas cuja profissão seja acabada em "eiro"... mas logo tiro isso a limpo..PauloTiago aka [M]orcego
(http://caderno-de-apontamentos.blogspot.com/)
(mailto:paulo_tiago_s@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 09:05
oi abri uma template shop http://romanticshop.blogs.sapo.pt se tiveres interesada passa por la...os templates sao gratis e se kiseres tmb faço um exclusivo pa ti...e da uma passadinha ao meu blog http://mysensualityblog.blogs.sapo.ptsofia
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De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 09:29
Bom dia!! Eu acho que todos os dias milhares de pessoas pensam sobre isso. Há algum tempo também ia no autocarro e tinha e entrou uma senhora que podia ter escolhido montes de lugares, pois o autocarro estava vazio, mas escolheu precisamente o que estava ao meu lado. Pensei que a pobre senhora queria companhia, pela viagem também se encostou a mim, mas o meu unico pensamento foi que ela era gordinha e o banco dela não chegava para o seu porte. :) devil_girl
(http://..)
(mailto:joana.patrici@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 10:42
No autocarro procuro sempre um cantinho para que niguem se encoste em mim nem eu em ninguem.
Do mesmo modo nem sequer estendo a mão ou dou beijo a quem não conheço, limito-me a um ligeiro aceno...
Odeio qualquer tipo de contacto físico com gente desconhecida...
agonia-me...Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 11:11
Cereza, há um paineiro novo neste blogue.... parabéns [M]orcego. Geralmente ando de comboio e sempre com uma colega e comadre , sentamo-nos onde haja lugar, não me preocupo quem vá ao lado porque abstraio-me de tudo e de todos para ir a ler, escrever e até já fiz ponto cruz :)))))!!!! ida para casa uuuui ai é sempre a dormir eheheehehehee
lua_de_avalon
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(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 11:28
Há pernas assim!!!LLooLL Esta história fez-me lembrar uma num eléctrico,há muitos ,muitos anos.Ia eu,com uma amiga feliz e contente,a pensar com os meus botões, distraidissima da silva,(talvez com cara aparvalhada,pq ía mesmo feliz,o dia tinha-me corrido bem LLooLLL),quando a Srª da frente me começa a insultar,que eu me estava a rir dela,e que não parava de olhar para ela,e que isto e que aquilo(acreditam que eu nem sequer a tinha visto!!!)Resultado,começamos as duas(eu e a minha amiga)a rir que nem umas perdidas,quanto mais a Srª se queixava ,mais vontade nos dava de rir....tivemos de sair na paragem seguinte,porque já estava a ser uma vergonha e vimos o caso mal parado...LLlooLLL Mas o mais giro é que tudo se desenrolou,sem uma unica palavra da nossa parte,a vontade de rir era tanta,mas tanta,pelo insólito,que aguentamos até onde podemos,levantamo-nos saímos,e a unica coisa que conseguimos fazer era RIR!!Bem....graças á cena,tivemos de esperar pelo electrico que vinha a seguir.Mas não acabou aqui...o conductor vinha completamente bebado,não queríamos acreditar!!!Ele metia-se com todas a pessoas,quer dentro quer fora do electrico...mas com graça...Foi uma tarde de completa loucura....nós só nos perguntávamos,no meio de gargalhadas :Será que isto tá a acontecer??!!marta
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De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 11:40
Como eu te entendo Paulo looollllll. Não gosto muito do contacto com estranhos, mas num expresso apinhado de gente durante 4 horas ou até mais... apodero-me de todos! Passam a ser meus lool! Ouvindo música, magicando o que irá na cabeça daquela malta e por vezes conspirando contra o mundo (wahaa!). Ao longo de 10 anos na rota do Nº85, já vi tanta cara... já vi tanta coisa... ufff!... Parabéns Paulo, gostei! Compreendi :) Marco Neves
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De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 11:42
Paulo Tiago, imagina a tortura que não seria para a tua cabeça andares no metro à hora de ponta! looolllllllll Tex, com essa do aceno de mão me fizeste lembrar a rainha de inglaterra :PPP hahahaha (se bem que não joga muito com o autocarro, mas prontox)WG
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De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 12:11
A última vez q andei de autocarro, eu e o meu saco de fds, aconteceu-me uma gira...como são só 3 paragens e o autocarro tinha bastante gente, fiquei ao pé de uma porta de saída. Qdo a porta abria, eu olhava para trás a ver se me tinha q afastar para alguém sair, natural...Qdo sai em Sete-Rios, oiço: "Ali a "madame" devia estar incomodada de estar a andar de autocarro....estava sempre a olhar para trás!!" Ia-me dando uma coisinha má!!! MADAME????!!! EU???!!! Mas fartei-me foi de rir cada vez q me lembrava da situação!!!PatanisKa
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De Selvagem Anónimo a 13 de Janeiro de 2006 às 13:00
Compreendo perfeitamente a Tex. Detesto contactos físicos que não dependam da minha vontade. Evito beijos, apertos de mão, abraços e afins. Porquê? Talvez porque reconheça ao toque uma importância muito maior que a maioria. Odeio metro e comboio à hora de ponta e odeio principalmente a linha azul. Abençoada mudança de ares!!Safira
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