Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Cronicas de um esquizo II

O segredo está em não analisar.


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Não consigo, não consigo deixar de analisar, não consigo deixar de tentar perceber tudo o que se passa à minha volta. Decifro os códigos nas entrelinhas, as letras das músicas e o significado dos filmes tentando aprender.

Podia simplesmente ouvir e gozar do que não tem propriamente de fazer sentido, mas as obras de algumas pessoas transcendem-me. É bom saber que o mundo não dorme porque no meio desta selva toda sempre há quem pense, e melhor que isso, exprime o que pensa.

Centenas de vezes algo desapareceu porque eu pensei. Ora isto impede-me simplesmente de gozar o que é bom… É como se estivesse a beijar a vizinha, e de repente analizasse o que estava a fazer. Aparentemente nada, tirando o simples facto que ela é casada, e eu também. Ora por muito bem que ela beijasse ou se empenhasse em beijar ao analisar a situação quebrava o momento e o beijo ficava de imediato em ferida.

Um dia destes visto-me de mulher para quebrar esta mecânica involuntaria de procurar um sentido, e ai vou poder finalmente apreciar as coisas mais simples, como a beleza de uma flor.



Esquizo




Impressão Digital Cereza às 00:08
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31 comentários:
De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 07:37
Era boua era... Agora se queres que te diga, já não sei ao certo se eram vermelhas 8-), acho que o despertador tocou antes de eu poder ver...esquizo
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(mailto:alexandre_alfeirao@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 09:15
Eu não tenho vizinhas assim.. :( Mas já me vesti de mulher (no Carnaval)... :PSolDourado
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(mailto:rangercosta@lycos.co.uk)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 10:00
É no despojamento dos dogmas que nos são incutidos desde que nascemos, no largar amarras, na liberdade de pensamento, no individualismo intelectual, enfim, analisar, apreender, teorizar, pensar por nós próprios, sem seguir faróis que nos queiram impôr, que melhor se encontra o sentido das coisas, sentindo-as e observando-as em toda a sua plenitude, procurando e seguindo o NOSSO próprio farol. Mesmo seguindo esta linha de análise individualista, saberemos sem sombra de dúvidas se fazemos ou pensamos o bem ou o mal. Basta ouvir a nossa consciência para nos sentirmos bem ou mal, e assim vermos qual é o caminho que estamos a trilhar. Se o NOSSO farol não sai do campo de visão. A consequência de actos irreflectidos, traz sempre maus resultados. O egoísmo das acções que tomamos como boas, só pensando no nosso umbigo, normalmente trazem amargos de boca. Frustração e arrependimento. Individualismo/Consciência colectiva. Parece contraditório? Não é! flyman
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(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 10:05
Por vezes a impossibilidade de análise está no recalcamento de não querer assumir uma posição realista e concreta. Tudo isto se resolve no simples facto de assumir o impulso do momento, e com isso a responsabilidade de todos os actos que dai derivam gozando finalmente uma paz interior que se manifesta no comportamento exterior.lua_de_avalon
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(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 10:21
"A pessoa que não pode viver significativamente hoje não o pode esperar levar uma vida brilhante amanhã . Não importando que grandes planos a pessoa possa fazer, se não valorizar cada momento, será o exatamente como muitos castelos no ar. Todas as causas no passado e todos os efeitos no futuro estão condensados dentro do momento presente da vida. Se melhoramos ou não o nosso estado de vida neste momento, determinar se podemos expiar as maldades que causamos desde o infinito passado e se seremos capazes de acumular a boa sorte que permanecer por toda a eternidade".(Daisaku Ikeda).

Mina
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(mailto:Mina_@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 10:51
...´´Centenas de vezes algo desapareceu porque eu pensei``...O que foi não me lembro,talvez por a razão falar mais alto.O que me lembro sim!!O que não me sai da memória,é o passado próximo...eu esperei...juro que esperei...esperei ouvir dizer,estás errada.E aí, eu tinha fingido que estava....marta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 11:18
Não me interessa o sentido das coisas…quero só que elas sejam o que parecem ser e que não haja nada que compreender...Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 14:29
Quem vive preso ao passado ou expectante e refém unica e exclusivamente do futuro, deixa que o presente, o irrepetível presente, lhe passe ao lado, numa existência sem sentido. Existir, estar, ser, é presente. É viver agora, aproveitando a experiência e ensinamentos do passado, com esperança e objectivos para o futuro. É bom ter isso sempre presente. Belo lembrete, Mina. :)flyman
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(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 14:53
E se o presente for uma ilusão... > > > > > > > > > > > >
Nada é constante, permanete ou imutável! Sendo assim o agora já está ultrapassado no próprio segundo em que se acaba de soletrar a ultima letra da palavra A G O R A. Como tal é uma ilusão, tal como o presente/passado.
A própria imagem, quando é interpretada pelo cérebro já é passado, e na impossibilidade de parar o tempo, o presente é uma utopia.
Excelente excerto "Mina"
esquizo
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(mailto:alexandre_alfeirao@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Janeiro de 2006 às 15:15
Ainda bem que gostaste esquizo:))) podes consultar... beijos http://www.casadobruxo.com.br/religa/budafrases.htm
Mina
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(mailto:Mina_@hotmail.com)


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