Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

Do Flyman

 

 

Porque existem "sereios".... companheiros das sereias.... Para o Flyman, com um beijo.
O uj não morreu... aliás vou acertar todo o arquivo que está com lguns erros, desde que passei para beta... depois teremos comentadores novos, e posts novos :)
Com papel, madeira e carvão, consegue-se fazer luz desde que se consiga pelo menos uma faísca, uma centelha por muito fraca que seja...

Electricidade... fios descarnados, positivo e negativo em contacto cru: faísca.

Álcool dentro dum vidro também pode fazer chama, dependendo da maneira como se procede... Se não for com cuidado até a pode apagar de vez!

Gasóleo, ou gasolina... um motor em funcionamento, alternador, bateria, faróis... ou o dínamo encostado à roda da bicicleta.

Espelhos, confluentes na posição em relação ao Sol, à Lua... ás estrelas?...

Quantas formas há, de se fazer luz? Estas bastariam? Seria mesmo alguma destas? Alguma que eu não tivesse pensado?

E um carinho?... Faz luz?...

...e quando eu menos esperava, a luz apagou-se...

Por breves instantes, fiquei cego. Assim que os olhos se acostumaram à escuridão, comecei a vislumbrar sombras. Silhuetas que me orientavam no espaço onde me encontrava.

Um pouco depois, pareceu-me ver lá muito ao longe uma luz. Mas uma luz tão ténue, que mais parecia sugestão minha. Fiquei na dúvida por uns momentos. Quieto. Podia mesmo ouvir o meu coração.

Insisti em voltar a encontrar essa centelha.

Sim, agora não tinha qualquer dúvida. Ela existia. Muito sumida, pequena, frágil. Qualquer ínfimo sopro acabaria com ela. Tinha de me apressar, se não quisesse ficar na mais absoluta escuridão.

Se calhar era melhor não fixar aquele fraquíssimo foco de luz directamente. Alguém, alguma vez, me tinha dito que na escuridão, a visão periférica funciona melhor. Valia a pena tentar.

Não é fácil procurar ver, e concentrarmo-nos naquilo que não está à frente do nariz, mas sim no que está de lado. Sentia-me desorientado. No entanto, se olhasse noutra direcção, via mais claramente a luz pelo canto do olho. Afinal isto funcionava. Chegar lá é que não era nada fácil.

Com os braços e as mãos esticados, procurava o caminho sem esbarrar contra objectos perdidos. Sem tropeções nem caneladas.

Devagar, mas tão depressa quanto a prudência me permitia, avançava ao encontro da luz.

Estava mais perto. Estava mais confiante.

Algum tempo depois, consegui ver a luz mais claramente. Afinal, aquilo que parecia ser uma vela à mercê de uma brisa qualquer, era uma minúscula lâmpada de néon, que parecia estar mesmo nas últimas, e por isso variava a intensidade da claridade emitida.

Curioso o formato da lâmpada... um U e um J fundidos, como se se tratasse de um ferro de ganadaria.

Será que já alguém teria sido marcado por semelhante símbolo?

Tinha de descobrir como manter aquela luz acesa. E se possível, descobrir se alguém se tinha sentido marcado por aquele UJ estilizado por um ser com um sentido estético muito especial.

E bem depressa!...

 

By: Flyman


Impressão Digital Cereza às 20:18
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37 comentários:
De flyman a 2 de Dezembro de 2006 às 22:48
Cereza!... Cereza!... Cereza!...

Quem foi que te deu aquele filme, comigo a dar uns passinhos de ballet?!... Pensava que se tinha perdido para sempre!...

ahahahah

Um beijo também para ti. :)


De flyman a 2 de Dezembro de 2006 às 22:58
Ah!... Já me esquecia, e a propósito dos sereios:

Esta manhã, depois do banho, pus-me a ver o meu rabo no espelho... Não se parecia nada com o dos lúcios, dos meros, dos pargos, dos gorazes, nem com os dos carapaus...

bem...

...só se for com os de corrida...

ahahahah


De marta a 3 de Dezembro de 2006 às 14:53
As coisas que a gente aprende!!
Sempre pensei que eram "neros",mas antes sereio que rabanete.
Tiveste muita sorte!!!
AHHHH POIS É!!
:p


De cereza a 3 de Dezembro de 2006 às 23:19
aiiiiiiiii a gargalhada que dei a imaginar-te a ver a cauda de peixe LOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

tu e e erina metidos na banheira a chapinhar com as caudas na banheira ahahahaahahahha

beijoooo


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