Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Quando!?

Fico muito feliz, quando pessoas que admiro escrevem para o UJ




PeterLindbergh.jpg

Quando falamos acerca do mundo que nos rodeia
Quando nos cercamos de dúvidas
Quando nos envolvemos no escuro manto
Quando… quando sentimos



Inconstâncias… fluxos de sentimentos



Quando nos aterrorizamos com a perda de alguém
Quando um surdo egoísmo nos ataca
Quando as ruas ficam vazias
Quando… quando as horas não existem



Murmúrios… ruídos brandos do nosso oceano



Quando desenvolvemos anticorpos para o mal
Quando arranjamos doenças para o bem
Quando sangramos, degoladas almas a nu
Quando… quando saciamos o corpo de Luz



Vertigens… tentativas de unicidade



A cada passo…
Quando queremos
A cada murro…
Quando amamos
A cada ímpeto…
Quando quase tudo
A cada minuto…
Quando quase nada
A cada parte de mim
Quando tu…



Quando nem as palavras me satisfazem
Quando o tanto é tão maior que o tudo
Quando o sentir-te se torna parte de mim
Quando… quando a inquietude me invade



Relevos… tuas sumptuosas curvas



Quando o Sol se esgueira por entre as nuvens
Quando pintamos paredes pela cidade
Quando dispersamos carinhos por todo o corpo
Quando… quando me deixas sem palavras



Declarações… doces exibicionismos a dois



Quando ao fim do dia um outro começa
Quando o teu brilho me dá vida
Quando ficas a dois centímetros dos meus lábios
Quando… quando partilhamos o mar
Momentos… profusos e eternos



A cada não…
Quando dizes sim
A cada beijo…
Quando dizes não
A cada toque…
Quando nos falta ar
A cada olhar…
Quando paramos
A cada momento…
Quando eu…



Quando a tua pele toca na minha
Quando os teus lábios se colam nos meus
Quando nem o frio me derrota o sorriso
Quando… quando digo que gosto de ti



Sentimentos… minha alma tomada



Quando volta a amanhecer
Quando o resto do mundo acorda
Quando te contemplo, fumando um cigarro
Quando… quando nem sei…



Vidas… dinâmica, energia



Quando ateamos fogos ao luar
Quando roubamos beijos um ao outro
Quando queimamos as roupas
Quando… quando te olho



Gestos… discursos de paixão



A cada escalada…
Quando me exploras
A cada gota de suor…
Quando me consomes
A cada despedida…
Quando a noite morre
A cada momento…
Quando ao teu lado
A cada pulsar…
Quando nós…



Marco Neves – 16/12/05





Impressão Digital Cereza às 01:30
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37 comentários:
De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 08:37
Ora ai está uma coisa bonita, QUANDO.
Quando toda a gente entender que andamos todos ao mesmo, as coisas serão de certeza bem mais simples.
Quando toda a gente perceber que uma das coisas fundamentais na vida é amar e ser amado de certeza este mundo será bem melhor.
Quando toda a gente perceber que não interessa a cor da pele, o credo, o tamanho da conta bancária, o sermos mais ou menos inteligentes, etc etc talvez se acabe com a estupidez que grassa neste mundo.
Quando toda a gente perceber que a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros, talvez nos respeitaremos mais uns aos outros.
Para cimentar-mos estes QUANDOS todos e mais uns quantos que aqui não disse o melhor é mesmo, tentar escreve-los aqui neste cantinho á beira mar plantado pode ser que alguem nos oiço e compreenda, basta um apenas um para que este mundo seja melhor.... Carlos Murat
</a>
(mailto:carlos.murat@clix.pt)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 09:51
O texto está lindo mas este video prendeu toda a minha atenção, esta musica para mim, é assim algo que não sei explicar. A letra traz-me recordações e uma lagrima aos olhos. Muito bom o gosto de quem escolheu este video.blocas
</a>
(mailto:blocas@blo.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 10:18
Quando acordo e leio um texto tão lindo como este....Quando ao mesmo tempo oiço esta musica....Quando depois veijo este video...Quando me comovo assim como agora...Quando fico assim sem palavas...//Simplesmente LINDO.
Há muito tempo q não lia uma coisa tão bonita. Deve ser tão bom conseguirmos por no papel aquilo q nos vais na alma...Parabéns Marco Neves e mais uma vez obrigada Cereza por este lindo momento "blografico".PatanisKa
</a>
(mailto:Sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 10:43
.......LINDO!!!Simplesmente lindoooo.Um beijo pa ti Marcoooooooomarta
</a>
(mailto:martax_@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 10:52
Quando...
Quando eu te apanhar a jeito Marco...aiiiiiiiiiiiiiiii :))Tex
</a>
(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 11:42
É um texto diferente, mas gostei... Marco, "Quando" puderes escreve mais... :)Criador_Sonhos
(http://criadorsonhos.blogspot.com)
(mailto:criadorsonhos@gmail.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 11:49
Entrega-te…mas não me dês nada...
Inunda-me com uma necessidade infinita…de sentir-me tua, de sentir-te meu...
Dá-me um instante que dure para sempre.
Mata-me de paixão com um beijo!
Tex
</a>
(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 11:59
Sinto saudades do dia em que nunca nos encontramos.
Sim, daquele em que não nos vimos pela primeira vez.
Desse em que nunca te tive.
Daquele em que não falaste o que eu queria ouvir.
De nossa primeira noite que jamais houve, quando deixamos de
conhecer-nos biblicamente até o desmaio.
Tenho sede da noite em que nem começamos a beber-nos.
Sinto fome dos momentos em que não estávamos um no outro, devorando-nos
gota a gota.
Poderia desenhar nos mínimos detalhes tudo o que não aconteceu.
O amor que não explodiu; o desejo que não cristalizou; todo esse nada
que não vivemos tão intensamente separados.
É uma saudade tão grande!...
Uma saudade como se nunca tivesse acontecido.
Como este afago que não te mando, e que ainda assim, nunca o receberás.
Carlos
(http://vagueando.blogs.sapo.pt/)
(mailto:c_m_a_n_u_e_l@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 12:50
Tão somente dizer-te que...Marco Neves
</a>
(mailto:megabife@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Dezembro de 2005 às 12:50
Tão somente dizer-te que...Marco Neves
</a>
(mailto:megabife@hotmail.com)


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