Domingo, 18 de Dezembro de 2005

Boa noite! Eu sou a ...

Quanto a mim despeço-me com muita pena, mas tem de ser. Boa Noite, continuo a ser a Manuela Moura Guedes.”




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Confesso que vou sentir a falta dela! Na passada sexta-feira a "dama forte" da TVI disse adeus aos ecrãs! É pena!


Devo ser das poucas pessoas á superficie da terra que gostam da Manuela Moura Guedes. (Apesar das audiências dispararem quando ela apresenta o Jornal Nacional). Alias acho que se tornou moda falar mal dela... mas muita gente desconhece a verdadeira Manuela. Ela por vezes exagera, ninguém tem dúvidas disso (nem mesmo o marido, o Homem Forte da TVI) ... mas a verdade é que é uma mulher forte, justa, e que se está a borrifar para ser mais uma pivot bonitinha, que não tem opinião!




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Os tempos mudaram, e o jornalismo já não tem que ser cinzento... pode ter opinião, pode alertar para injustiças, pode defender os mais fracos!


Eu gosto de personalidades fortes, gosto de pessoas que que não têm medo de dizer o que pensam... se calhar porque eu própria, não sou de trato muito fácil.


Contra a opinião da maioria das pessoas (e com muitos politicos a soprarem de alivio)... Manuela volta rápido!


“Não dá para andar com ‘rodriguinhos’. Em nome do interesse público, há que fazer as perguntas certas e o mais directas possível. Aquele espírito de subserviência e do culto do senhor doutor nunca o tive. Acho que não é compatível com o jornalismo”


“Quando se apresenta um noticiário, não estamos a falar de coisas abstractas ou de ficção. Estamos a falar de pessoas, de situações inacreditáveis que acontecem no mundo de hoje, coisas dramáticas como gente a passar fome, a vi-ver em circunstâncias injustas… O que podemos nós fazer? É uma pergunta poderosa. Podemos chamar a atenção da sociedade, tentar arranjar respostas, abrir olhos e levar à acção”, afirma. E exalta-se: “Que digam que sou agressiva, quero lá saber. À medida que fui envelhecendo, fui ganhando a tendência de me estar nas tintas.”


In: Máxima




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Foram Cardos, Foram Prosas:

Há luz sem lume aceso
Mas sem amar o calor
À flor de um fogo preso
À luz do meu claro amor



Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto
Dedos que tens em respeito
Oh, meu amante deposto



Não foram poemas nem rosas
Que colheste do meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancadas do meu solo



Tu que ainda me queres
O amor que ainda fazemos
Dá-me um sinal se puderes
Sejamos amantes supremos



Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim. . .




Musica: Miguel Esteves Cardoso
Letra: Ricardo Camacho
Voz: MMG


Impressão Digital Cereza às 02:18
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17 comentários:
De Selvagem Anónimo a 18 de Dezembro de 2005 às 20:15
Manhã, sol radioso. Uma brisa quente envolve-nos o corpo!
Entrou na sala de espera onde, dezenas de pessoas com caras aborrecidas e sonolentas, esperavam a consulta. Sentou-se! Um estranho sentimento de raiva, invadiu-a! Calmamente tirou o livro do saco. Abriu o livro, pouco importava em que página o fazia! Com um olhar distante, avistou longos corredores, enfermeiras sorridentes, médicos cumprimentando colegas, um rouco altifalante, trouxe-a novamente à leitura.
Atrás de si, uma mulher contava o seu infortúnio; “…sim, foi logo após ter tirado o peito… pobre, do meu marido! Não aguentou o desgosto e separou-se…” Pouco ou nada ouvira da história, mas irritara-a! Complacência em demasia, fere! Mulheres contrapunham a tese da senhora. Pouco importava! Abriu novamente o livro. Na única cadeira vaga, uma jovem grávida senta-se. Alta, tez morena, despreocupada e alegre. Uma futura mãe, muito jovem! “É só uma consulta de rotina. Consideram-me de risco, por causa da mama. Qual mama (rindo) essa há muito que me arrancaram! Mas agora estou grávida e tudo está bem. Eu estou feliz”!
Levantou-se. Estes apartes começavam a enervá-la! Tardava a nefasta consulta!
O altifalante quase imperceptível, balbuciou o seu nome. Entrou na sala da consulta de grupo.
Numa mesa redonda, muitos papéis. Cartas, radiografias. Reconhece-os, eram seus!
Cinco, talvez seis médicos calmos e sorridentes solicitam que se sente. Falam, gesticulam! Deixa de os ouvir! Sente que está a ser puxada para dentro da pequena cadeira! Não consegue ver a sala! O seu olhar percorre rapidamente o nada! O chão mexe! Não consegue destrinçar as vozes! O seu corpo está preso! Uma surdez impede-a de reflectir! Está confusa! A pressão sentida no interior da sua cabeça, é insuportável!
Levanta-se! Corre até ao táxi mais próximo! “Por favor vá, não pare, vá em frente” O taxista, segue a sua marcha, espreitando com um triste olhar, pelo retrovisor! Um choro compulsivo e silencioso, quase a sufoca! Chorou! Chorou de raiva, medo, desgosto, chorou por não ter ouvido o diagnóstico! Sem que nada tenha dito, o taxista ao fim de uma hora, deixa-a novamente à porta do Instituto! Esboça-lhe um sorriso, quase solidário!
Entra, lava a cara, decidida, bate levemente na porta da consulta de grupo!
Senta-se calmamente com um sorriso nos lábios, ouve o diagnóstico dos médicos!

O cancro mata, anualmente 1 500 mulheres em Portugal. Todos os anos surgem mais de 5000 novos casos de cancro da mama no nosso país. Mais de 90% são tratáveis quando o diagnóstico é feito atempadamente.


Guida Rodriguesmedusa
</a>
(mailto:de.medeia@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 18 de Dezembro de 2005 às 22:06
medusa eu ensino-te, mas por mail é complicado!
Podes sempre mandar-me alguns textos, como este ultimo que aqui deixaste, e eu ponho no blog
jokascereza
</a>
(mailto:lis_tv@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 10:58
Quando alguém sai da costumeira atitude do politicamente correcto, sacode o comum mortal do estado trôpego anestesiado em que se encontra. Essa sacudidela é por vezes violenta. Afinal, quem está habituado nos dias de hoje, a ouvir chamar os bois pelo nome? Quando há quem o faça, corre o risco de ser olhado de forma diferente, de ser "desalinhado". É a individualidade e a singularidade de cada um que nos faz sermos nós próprios. Únicos. Com algo diferente para deixar. Com marca própria.flyman
</a>
(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 13:53
O meu chefe é uma verdadeira besta!!! Peço desculpa mas estava mesmo a precisar de desabafar.Safira (tentando reencontrar o estado Zen)
</a>
(mailto:ana.f.ferreira@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 17:41
Safira!
da-lhe cogumelos dos tais a la plancha! imainadaIdeiasAvulso
(http://2)
(mailto:IdeiasAvulso@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 19 de Dezembro de 2005 às 23:36
Safira, se quiseres um chefe fixe, para onde posso enviar o CV? lolWG
</a>
(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 20 de Dezembro de 2005 às 14:29
Ideias, daqueles que só podem ser comidos uma vez na vida?? LOL Watergod, nem comento... LOLOLOL **Safira (ainda em busca do estado Zen)
</a>
(mailto:ana.f.ferreira@hotmail.com)


Ah... Comenta-me