Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2005

Cuida-te quando fazes chorar uma mulher

A Erina mandou-me este texto, e confesso que mexeu comigo. Talvez diga alguma coisa, a muitos homens, que não respeitam nem nada sabem sobre as mulheres.



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(Marilyn Monroe durante as filmagens de "The Misfits", Nevada desert. 1960)




O Talmud é um livro onde se encontram condensados todos os depoimentos,
ditados e frases pronunciadas pelos Rabinos através dos tempos.




Há um que termina assim:



"Cuida-te quando fazes chorar uma mulher,
pois Deus conta as suas lágrimas.
A mulher foi feita da costela do homem,
não dos pés para ser espezinhada,
nem da cabeça para ser superior,
mas sim do lado para ser igual....
debaixo do braço para ser protegida
e do lado do coração para ser amada".



monroeq.jpg


(Uma Diva sempre incompreendida pelos homens)




Alone de Mira>
"...only thing i feel
can i make it real
only thing i see
loneliness in me

we only have what's left to be
we only have what's left you'll see

i need to belong
my heart is not that strong
i'm far from denial..."

shall i dare to dream
are you listening
we only have what's left to be
we only have what's left you'll see

only thing i feel
can i make it real




Impressão Digital Cereza às 23:05
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Domingo, 27 de Fevereiro de 2005

Somos Fetichistas?

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Sempre achei interessante o tema fetichismo… mas refiro-me ao fetiche “soft”… Aquele que povoa as nossas cabeças, e ninguém parece querer confessar por uma questão de pudor! Ora, por amor de Deus, que mal tem? Sempre que leio algo sobre o assunto, parece que é um bicho de sete cabeças… algo de muito mau e degradante para o ser humano, e de facto não acho que assim seja. Alias acho que pode até ser muito saudável, dentro do razoável, como é evidente. Senão vejamos:
Qual a parte do corpo da mulher para o qual o homem em geral mais olha? O mais natural é fixar-se no rabo, ou nos seios… Pois é, mas pode também ser a voz, o cabelo, ou até os pés….esse gosto tão peculiar e à primeira vista esquisito é mais comum do que se imagina. A quantidade de sites de adoradores de pés femininos na Internet é impressionante.


Mas a veneração dos pés é apenas uma das muitas formas de fetichismo, essa manifestação tão particular da sexualidade. Os objectos do desejo fetichista são os mais variados… Podem ser partes do corpo não directamente ligadas ao sexo, como os saltos altos, meia de liga, lingerie, batom, o cabelo, roupa de couro ou latex... Quando se quer atiçar a fantasia, tudo parece valer a pena!

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A palavra Fetiche vem do francês fétiche, que quer dizer “feitiço”. Nada mais adequado!! Os fetichistas ficam mesmo enfeitiçados pelo objecto que os excita.
Pessoalmente acho que no fundo, no fundo, todos nós somos fetichistas.
Dizem que o fetichismo é muito mais comum entre os homens do que entre as mulheres, e isso tem explicação. O homem estimula-se muito mais visualmente, excita-se com uma lingerie sexy, ou umas pernas bonitas, ou então um jogo sexual... Já a mulher tende a ver o sexo de uma forma mais global, e seu estado emocional no momento da relação sexual é o mais importante.
São curiosas as simbologias e associações ligadas aos fetiches… há muitas e nem todas são racionais…a lingerie branca, por exemplo, pode remeter à pureza; a preta e a vermelha sugerem ousadia; as roupas de couro lembram sadomasoquismo.


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Temos de ser honestos, todos nós já sentimos isso, uma ou outra vez…. Os fetiches acabam por ter um poder muito grande, pois dão vazão aos pensamentos e desejos mais secretos de cada um.
O único problema é quando o fetiche limita a vida sexual, Aí já as coisas são diferentes, e não vou sequer tentar entrar por esse caminho, porque não sou nenhuma estudiosa do assunto.
No entanto, na minha opinião o fetiche “soft” pode ser altamente saudável como um complemento da vida sexual, como uma forma de dar mais graça e fantasia ao sexo. Aposto que você que está a ler este texto, está neste preciso momento a pensar numa situação mais ousada que já teve na sua vida sexual, ou então que gostaria de ter. Estou certa?


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N.E.R.D – She want´s to move


“…Shake it up.. shake it up girl
Shake it up.. bass
Hey! Shake it up.. shake it up

She makes me think of lightning in skies
(Her name) She's sexy!!
How else is God supposed to write
(Her name) She's sexy!!
Move, she wants to move…”



Impressão Digital Cereza às 22:21
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Sábado, 26 de Fevereiro de 2005

Sexo na cabeça

Encontrei este texto fantástico na net! Fala sobre sexo, mas numa perspectiva muito engraçada e interessante. sexo! divirtam-se!



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"Você tem o sexo na cabeça, rapaz. E aí, definitivamente, não é o lugar dele."
Mae West


Lembro-me como se fosse há 8 bilhões de anos. Eu era uma célula recém-chegada do fundo do miasma e ainda deslumbrado com a vida agitada da superfície e você era de lá, um ser superficial, vivida, viciada em amônia, linda, linda. Nós dois queríamos e não sabíamos o quê. Namoramos 1 milhão de anos sem saber o que fazer, aquela ânsia. Deve haver mais do que isto, amar não deve ser só roças membranas. Você dizia "Eu deixo, eu deixo" e eu dizia "O quê? O quê?", até que um dia, um dia minhas enzimas tocaram as suas e você gemeu, meu amor, "Assim, assim!" E você sugou meu aminoácido, meu amor. Assim, assim. E de repente éramos uma só célula. Dois núcleos numa só membrana até que a morte nos separasse. Tínhamos inventado o sexo e vimos que era bom. E de repente todos à nossa volta estavam nos imitando, nunca uma coisa pegou tanto. Crescemos, multiplicamo-nos e o mar borbulhava. O desejo era fogo e lava e o nosso amor transbordava. Aquela ânsia. Mais, mais, assim, assim. Você não se contentava em ser célula. Uma zona erógena era pouco. Queria fazer tudo, tudo. Virou ameba. Depois peixe e depois réptil, meu amor, e eu atrás. Crocodilo, elefante, borboleta, centopéia, sapo e, de repente, diante dos meus olhos, mulher. Assim, assim! Deus é luxúria, Deus é ânsia. Depois de bilhões de anos Ele acerta a fórmula. "É isso!" gritei. "Não mexe em mais nada!".


- Quem sabe mais um seio?
- Não! Dois está perfeito.
- Quem sabe o sexo na cabeça?
- Não! Longe da cabeça. Quanto mais longe melhor!
Linda, linda. Mas algo estava errado. Não foi como antes.
- Foi bom?
- Foi.
- Qual é o problema?
- Não tem problema nenhum.
- Eu sinto que você está diferente.
- Parvoice sua. Só um pouco de dor de cabeça.
- No caldo primordial você não era assim.
- Nós mudamos, não é? Nós não somos mais amebas.


E vimos que era complicado. Nunca reparáramos na nossa nudez e de repente não se falava em outra coisa. Você cobriu seu corpo com folhas e eu construí várias civilizações para esconder o meu. "Eu deixo, eu deixo - mas não aqui." - Não agora. Não na frente das crianças. Não numa segunda-feira! Só depois de casar. E o meu presente? Depois você não me respeita mais. Você vai contar para os outros. Eu não sou dessas. Só se você usar um quepe Gestapo. Você não me quer, você quer é reafirmar sua necessidade neurótica de dominação machista, e ainda por cima usando as minhas ligas pretas. O quê? Não faz nem três anos que mãe morreu! Está bem, mas sem o chicote. Eu disse que não queria o sexo na cabeça, Senhor!
- Nós somos como frutas, minha flor.
- Vem com essa...


- A fruta, entendeu? Não é o objetivo da árvore. Uma laranjeira não é uma árvore que dá laranjas. Uma laranjeira é uma árvore que só existe para produzir outras árvores iguais a ela. Ela é apenas um veículo da sua própria semente, como nós somos a embalagem da vida. Entende? A fruta é um estratagema da árvore para proteger a semente. A fruta, se soubesse a importância que nós lhe damos, enrubesceria como uma maçã na sua modéstia. Deixa-me só desengatar o sutiã. A fruta não é nada. O importante é semente. É a ânsia, é o acido, é o que nos traz de pé neste sofá. Digo, nesta vida. Deixa, deixa. A flor, minha fruta, é um truque da planta para atrair a abelha. A própria planta é um artifício da semente para se recriar. A própria semente da semente, chega para cá um pouquinho. Linda, linda. Pense em mim como uma laranja. Eu só existo para cumprir o destino da semente da minha semente. Eu estou apenas cumprindo ordens. Você não me está a negar. Está a negar os desígnios do Universo. Deixa.


- Está bem. Mas só tem uma coisa.
- O quê?
- Eu não estou a tomar a pílula.
- Então nada feito.


Mais, mais. Um dia chegaríamos a uma zona erógena além do Sol. Como o pólen. Meu amor, no espaço. Roçaríamos nossas membranas de fibra de vidro, capacete a capacete, e nossos tubos de oxigênio se enroscariam e veríamos que era difícil. Eu manipularia a sua bateria seca e você gemeria como um besouro eletrônico. Asssssiiiim. Asssssiiiim.


Um dia estaríamos velhos. Sexo, só na cabeça. As abelhas andariam a pé, nada se recriaria, as frutas secariam. Eu afundaria na memória, de volta às origens do mundo. (O mar tem um deserto no fundo). Uma casca morta de semente, por nada, por nada. Mas foi bom, não foi?



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Luís Fernando Veríssimo



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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005

Parabéns a todos: 10 000 visitantes!

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(Nunca soube onde meter esta foto, finalmente está num texto apropriado lol)


Bem a musica é para começarem já a dançar! Sim, estamos em festa! Já ultrapassamos as 10 mil visitas! Confesso que nunca pensei chegar aqui... alias quando comecei o blog não pensei em nada mesmo. Mas agora que estou aqui, com mais de 10 000 visitantes, acho que quero ir ainda mais longe... claro sou uma rapariga ambiciosa! Ehehehheehe.


Mas sei, que não conseguiria nada, se não fossem voces a manterem este blog vivo e tão animado.... Acho que já se falou de quase tudo neste espaço (menos sexo puro e duro, como diz a Starry – alguém se oferece? Lol Emmanuelle? ) já rimos, choramos, ficamos felizes com as conquistas dos outros, e tristes com alguns testemunhos de vida...acho que tudo isso nos uniu, tornou-nos menos virtuais e mais reais. Voces agora fazem parte da minha vida! Eu sorrio quando voces estão felizes, choro quando estão tristes, rio-me imenso com os comentários... aliás estou sempre mortinha para chegar a um pc, para vos ler, perceber as vossas reacções! Sem querer formamos uma espécie de familía virtual!


Do fundo do coração obrigada a todos... aos que me ajudaram a construir este espaço e a torna-lo mais bonito, aos que escrevem comigo os textos, aos que comentam, aos que vêm cá todos dias ler, e também aos visitantes ocasionais!
Sei que ultimamente o blog anda um “cadito” dramático com as histórias de vida... mas sei também que a Queen, a Morgaine, o Formasdolhar, a marta e a anasimplesmente se sentiram mais aliviados, e se somos uma familia, ficamos mais felizes por eles!
Todas a pessoas que por aqui passam são importantes, mas quero destacar algumas pela sua resistência, bom humor, alegria e companheirismo:


Alic: A mais antiga comentadora “residente” deste blog (é verdade alic, começaste logo a comentar no segundo texto)sempre bem disposta, e com uma palavra para nos fazer dar uma gargalhada.*


Erina: A mais doce, e chorosa do blog....ela tem sempre uma palavra amiga, está sempre lá, nunca deixa ninguem sem uma palavra de conforto...chora que se farta mas pronto!!! Lol Foi sobretudo graças a ela que continuei com este espaço...(ainda me inudava isto com lágrimas...Obrigada linda, adoro-te!


Maslow: O nosso poeta, a voz da razão, o equilibrio, o homem que nos faz pensar, uma pessoa linda! Excepto quando fala nas morenas, mas pronto, não se pode ser prefeito!*


Starry: Sua boazuda :P A mulher que desencanta sempre uma maneira especial de nos dizer as coisas, que nos conforta com as suas palavras sábias* Tenho um recado para ti: podes aproveitar e dizer: e à Starry que disse à Emmanuelle que iria deixar de vir aqui porque ficava deprimida, obrigada Emmanuelle caso lhe tenhas dado uma valente carga de porrada para ela se livrar de tal pensamento...(na entendi nada LOL)


Morgaine: Minha lutadora, minha amiga... és a alegria de viver em pessoa! Promete-me que não vais mudar nunca! Obrigada por tudo! És um anjo, sabias?


Emmanuelle: Sua doida! Há sempre alguém num grupo, que nos dá a alegria de estar vivo... Emmanuelle, para ti não há limites, nem vergonhas, nem inibições, é sempre a “bombar”! Por favor continua assim! És um furacão, uma linda rebelde!


Marta: A alegria de viver, mesmo com tanta tristeza que a rodeia! É um motor, uma força da natureza, e ao mesmo tempo um doce!


Heaven: Bem... nem há palavras... está sempre aqui, está sempre presente para incentivar, para nos dizer a palavra certa, no momento certo! Sempre me incentivou, mas sempre!


Pataniscalight: Sua doida! Não tem papas na lingua, sempre cheia de energia e alegria... deixou-me um dos comentarios mais bonitos que li, sobre o Urban Jungle:
“Sem dúvida, Cereza, q o teu blog faz-me lembrar Manuel da Fonseca; um dos escritores do movimento Neo-Realista portugês... homem bom "vivant"... contador de histórias... senhor das 1001 tertúlias de café....Dizia Manuel da Fonseca que "Antigamente o largo era o centro do mundo" (in O Fogo e a Cinzas)...era no largo q se falava e se tomava conhecimento das vicissitudes da vida, onde o mundo estava mais perto de cada um.... O teu blog Cereza é o "Largo" de MF onde nos encontramos, tal como o faziam os antigos, as pessoas da aldeia....”


Formasdolhar: Das pessoas mais sensiveis e amigas que conheci aqui! Apesar da vida lhe ter pregado uma grande partida, é a alegria em pessoa! Um grande amigo! Um grande homem!


Suicidal kota: Raio do homem tem sempre algo engraçado ou interessante para dizer... Adoro os comentários dele, e já lhe disse! É fantástico! És especial!*


Queen:É a sensibilidade em pessoa, reservada, caladinha, mas lá vai dizendo das suas! Converso bastante com ela, e sei que tem muito para nos dar. És linda!


Anasimplesmente: Ora aqui está um caso de quem não ligava a blogs e agora não quer outra coisa. A sua coragem emocionou todos, bateu o recorde de comentarios, tornou-se mais solta... e agora tá sempre presente. Ana estou muito feliz por ti!*


Francisco: Sou tua fã! O que escreveste sobre o teu avô, emocionou todos! É um orgulho ter aqui um dos netos do Dr.Aristides Sousa Mendes! Um bem haja!


Fonz:Meu “fedelho” preferido, sempre presente, sempre um amigo do coração, sempre... tudo. Adoro-te fedelho!


Constancinha: Uma das mais recentes comentadoras, sempre critica, atenta, esperta, gosto muito de ti linda.


Sucubbus:A minha anjinha do blog, (ops, ela prefere vampirinha) é ela que me ajuda com as musicas, com a parte mais estética do Urban Jungle. Sempre pronta,, nunca se nega a nada... e eu que sou uma chata! Imginem, com 17 anos, ninguem lhe faz frente!Obrigada minha linda!


WG:O terror das ninas! meu grande amigo, confidente mesmo! Tou com saudades tuas peste!*


Atenas: É raro comentares, mas sei que estás sempre aqui! gosto muito de ti nina :)


Louis Phere:A primeira vez que falou comigo no irc tratei-o tão mal! Estava naquela fase de acabar com isto... Desculpa! Tornou-se das presenças mais agradáveis e engraçadas do Urban.


Azelom: Obrigada por me aturares com o blog eheheheh borracho!


Monstra: A simpatia em pessoa! Adoro-a! Escreve pouco, mas está sempre presente... mal escrevo lá está ela a ler! Linda!


Nita_: Uma nina ainda, mas sempre tão adulta no que diz. *
Laskinha: Outra doida querida*
Majoca: Outra simpatia, uma kida*
Zila: Começou agora na net, mas tornou-se numa grande comentadora deste blog*
Boavisteiro: Um amor de pessoa, caso não saibam ainda*
Ice Pincess: Uma querida*



Criador de Sonhos:.... Lol, pensavas que me tinha esquecido? É o meu anjinho... lá anda ele sempre atras de mim a falar do blog, faz-se isto e aquilo! Tem sempre, mas sempre uma palavra amiga para todos! Nada paga uma pessoa assim!


Uffa.... falta tanta gente.... não levem a mal, mas isto está a ficar enorme... quero agradecer a todossssssssssss!!!Até aqueles malandros que eu sei que vêm cá ler sempre, e nunca deixam um comment *humpf* tipo: Vir, Mega, w´s, sof. fict, etc etc jinhos****
Hoje comentem o que quiserem, digam disparates, sei lá.... usem e abusem deste blog!




PARABENS A TODOS!



Agora cantem comigo a musica que tá a tocar:

"Thank you, thank you, thank you, you're far too kind

[Chorus]
Now can I get an encore, do you want more
Cookin raw with the Brooklyn boy
So for one last time I need y'all to roar

Now what the hell are you waitin for
After me, there shall be no more
So for one last time, nigga make some noise..."






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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2005

"Só Deus tem os que mais ama."

A música “She" de Elvis Costello foi escolhida pelo formasdolhar, para dedicar á filha Beatriz. Os filhos são a coisa mais importante na nossa vida. Não tenho mais palavras, fica o testemunho do meu querido Formas!



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”Resolvi escrever isto depois de ler os testemunhos da Marta e da Morgaine. E faço delas as minhas palavras no que toca ao sentimento de pena. Por favor, não tenham. Não é isso que procuro. Por favor, encarem isto como mais um testemunho e nada mais que isso.



Fui pai pela primeira vez, está quase a fazer 4 anos. Fui pai duma menina. Nasceu num dia marcante do ano, para mim, 21 de Março. Foi chamada Beatriz – aquela que traz a felicidade. E trouxe. Muita.
Era a razão para viver, trabalhar, esforçar-me e lutar para lhe dar o melhor que a vida pode dar, para além do amor meu e da mãe. Esse estava garantido.
Era a realização dum amor que leva, hoje, quase 15 anos de existência. Era o que queríamos e desejávamos. Era a nossa luz.
Tudo corria bem, andava nas nuvens. Tinha tudo. Era feliz, só que não me apercebia, nem sabia dar o valor à felicidade que tinha.



Isto porque no dia 29 de Outubro de 2001, como era usual, deixei a minha filha no infantário. Por volta, das 12H30 recebo uma chamada telefónica para ir ao infantário. Tinha-se passado qualquer coisa com a minha filha. Mas nada de grave, diziam eles. Venha com calma. Achei estranho o tom de voz.
Aquilo que eles apelidaram de nada de grave, era “só” o facto da minha filha ter feito uma aspiração de vómito. Levaram-na para o hospital, onde a conseguiram reanimar, pelo que dizem, após 20 minutos de paragem cardíaca e respiratória. Daí foi transferida para um hospital central, para os serviços de cuidados intensivos pediátricos. Esteve lá das 19H00 de dia 29 até às 12H00 do dia 30. Hora em que lhe tinham que mudar os cateteres que a prendiam à vida. Quando essa troca estava a ser realizada, não resistiu. Acabou por falecer.



A minha felicidade, os meus objectivos, a minha força, a minha vontade de viver e de lutar, tudo desapareceu no mesmo instante.
Começou aí a descida ao inferno, e acreditem que não estou a exagerar. A raiva, o ser incapaz de compreender a situação, o desespero, a revolta contra tudo e contra todos. O querer ser racional e não ser capaz de o ser. O procurar respostas para aquilo que não tem resposta. Valeu-me na altura o apoio de familiares e amigos. Estive escondido do mundo durante quase um mês. Não me sentia capaz de enfrentar ninguém, não me apetecia estar com ninguém, não queria ver nem ser visto.



Após essa fase mais intensa de luto, a racionalidade foi voltando aos poucos. Muitas vezes com ajuda de medicamentos e longas conversas, geralmente, com o meu pai. Aos poucos o readquirir de objectivos foi voltando, o primeiro dos quais não perder a minha relação com a minha mulher, ser capaz de manter o casamento. Depois vieram os outros, normais de qualquer pessoa.
Hoje, ainda não totalmente recuperado (acho que nunca vou ficar), sou pai de um rapaz, salvei (salvamos) o casamento e vivo uma vida aparentemente normal.
Como é óbvio continuo a ter os meus altos e baixos, principalmente quando se aproximam as datas criticas. Uma delas está a chegar, a outra há-de vir ainda.



Façam-me só um favor: SEJAM FELIZES.”
Formasdolhar



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(Uns dias antes de me mandar este texto o Formasdolhar, mandou-me isto)



Ontem, estava deitado com o meu filho. Adormeceu. Era a personificação da tranquilidade e da segurança. Naquele momento só tinha uma única preocupação. Não largar a mão que me tinha dado para adormecer. Fiquei a contempla-lo mais de uma hora, até eu ser vencido pelo sono também.
Apesar de já o saber, o AMOR irracional e puro existe. Ontem foi só mais uma prova que tive.



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Para a Beatriz:



Elvis Costello – She
“…She, who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She maybe the love that cannot hope to last
May come to me from shadows in the past
That I remember 'till the day I die…”



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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005

Amor versus Odio

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(Uma boa maneira para acabar com ele.... O ódio)



Dizem que o ódio é o sentimento mais próximo do amor que existe, pois só somos capazes de odiar a quem um dia muito amamos, sendo portanto bem tênue a linha que separa esses dois sentimentos tão conflitantes.
Não deixa de haver uma certa lógica nisso, pois se a pessoa a quem amamos, a quem entregamos nossos melhores sentimentos comete uma traição grave, uma agressão... enfim, algo que, mais do que ferir nosso físico, fira nossa dignidade, forçosamente estará a matar o amor que um dia sentimos. E possivelmente, transformando o amor em ódio.
Dizem, que nunca se deixa de amar a quem já se amou. O amor quando se instala, cria raízes e permanece. Quando alguém diz que "deixou de amar" alguém, talvez seja porque nunca a amou de facto! Sentiu algo parecido com amor. Pode até ter confundido os sentimentos. Mas amar, mesmo, não amou.
Mesmo quando passamos a odiar alguém devido alguma maldade cometida ou alguma cobardia não deixamos de amar... simplesmente transformamos o amor em ódio. Daí dizer-se com propriedade que os dois sentimentos andam lado a lado. Geralmente essa mudança é definitiva. Não seremos mais capazes de amar alguém que conseguiu matar o que sentíamos antes.
Pode-se até voltar a viver juntos... mas aquele amor ficou perdido em algum lugar do passado. O ódio surgido fez com que o amor se perdesse.



Skunk Anansie - Secretly



"...So now you've gone rusty
You're bored and bemused
You wanna do someone else
So you should be by yourself
Instead of here with me
Secretly..."



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Domingo, 20 de Fevereiro de 2005

Uma mulher de Coragem: My Immortal

Fiquei sem palavras quando recebi este testemunho da Morgaine. Li e pela primeira vez na curta existência deste blog, fiquei com um nó na garganta. Disse isso à Morgaine, e ela respondeu: não quero que tenhas pena de mim! Não tive, apenas não esperava um história de vida tão forte, e escrita de uma maneira tão linda e directa. Morgaine és a beleza em pessoa!



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"Eu tinha 5 ou 6 anos.. e brincava como todas as miúdas da minha idade, nos pátios e recreios disponíveis junto às habitações e embora fosse uma cidade, era a cidade das luzes, do amor, dos campos Elíseos, era a minha cidade.



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Quando mudamos para uma vila mais pacata, erguia-se à minha frente um enorme edifício de côr branca e amarela, onde se vislumbrava muito movimento, de uma zona alta do terraço, sentava-me horas e horas a observar pessoas minúsculas os carros, ambulâncias e helicópteros. Estava perante um dos maiores hospitais da Europa especializado nos tratamento do cancro. E vi-me com 7, 8, 9 e 10 anos a crescer em frente à casa da Morte como eu lhe chamava, porque via quase todos os dias carros funerários entrando e saindo.



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Quando a minha mãe me deixava sair à rua com as minhas vizinhas ,íamos passear, andar de patins ou bicicleta para as pistas construídas para o efeito; E conheci- os. Conheci aqueles seres humanos que ali passeavam de braço dado com alguém, crianças, idosos, vi de tudo. Eram italianos, árabes, espanhóis, turcos.. e sendo o italiano uma mistura de português com francês, lá travei autenticas amizades com um rol de pessoas que me ficarão para sempre no coração. Poucos sobreviveram ao cancro que os atingia. Os que sobreviveram, apesar de a milhares quilometros de distancia de mim, continuamos unidos pelas palavras e pela amizade!



E assim fui aperfeiçoando o meu italiano, fui aprendendo algumas palavras em árabe e a conhecer os costumes e tradições destes povos. Aprendi a fazer “couscous” e “pasta” com tomate a sério! E quando o sol se punha lá me despedia dos meus amigos doentes e ia para casa resignada. “Mãe, quando for grande quero ser médica e cientista! Quero ajudar a curar as doenças para mais ninguém sofrer”. E a minha mãe chorou. Não sabia porquê...
Nem queria saber aliás.. eu tinha um sonho! Tinha os meus sonhos e ninguém me disse o contrário. Eu queria ser médica, cientista, casar e ter uma casa e cinquenta bebés todos iguais e loirinhos como eu era. Eu queria o meu microscópio de plástico, os meus bisturis pinças e as minhas amostras, queria ir ajudar o Louis Pasteur a descobrir outra vacina.. Eu queria.. e tinha 13 anos.
Tornei-me frequentadora fanática da biblioteca local, onde sempre que podia devorava livros e obras de tudo o que me interessava. Apercebi-me que decorava com muita facilidade certas coisas e ia para casa a recitar os textos mentalmente. A minha mãe continuava a chorar. Não sabia porquê...



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A música começou a incomodar-me.. que raio de barulho é este?? Nas aulas parecia desatenta disse a professora,; as aulas de ginástica tornam –se penosas, as caminhadas, as dores... estava diferente. Ouvia os médicos a sussurrar, não há nada a fazer, antes dos 20 anos, vegetal, cadeira de rodas, não sobrevivem muito mais tempo. Agora percebia porque a minha mãe chorava... Mas eu continuava com os meus sonhos. Tinha uma doença desconhecida misteriosa, dessas modernas que afectam o sistema nervoso e muscular, sem hipóteses de cura. No máximo, ia aguentar até aos 20 altura em que os pulmões deixam de funcionar..



Estou em Portugal porque o sol aqui é melhor diziam eles lá, o clima é melhor. E continuo portadora de uma doença “Sem Nome”. Tenho 35 anos e não morri, não estou na cadeira nem sou um vegetal. Casei e tenho um homem fantástico. Tirei o curso na universidade mas tive de largar o sonho de ser médica por razões óbvias. Mas pertenço ao mundo dos cientistas! E sempre que sinto que ajudei alguém é um vazio que é preenchido. E enquanto aguardo que esta coisa sem nome me vá roubando o que de mim resta, me tira o fôlego em dias e noites de agonia, sempre que me esqueço dela, renasço outra vez. Tudo o que dói acaba por passar até doer de novo. E lembro-me sempre dos meus italianos, árabes e turcos e dos raios de sol que me traziam todos os dias."



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Por favor, amigos, eu digo sempre, quem tem saúde tem tudo. A vida é mesmo uma dadiva. Sejam felizes, mas com aquilo que têm!



MorgaineLaFaye



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”…These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase


When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have
All of me…”



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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2005

Anjinho Gabriel

Ai o que eu me ri já com este texto! Muito humor do...Louis_Phere!



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Quando era miúdo, tal como muitos de nós, andei na catequese. Recordo-me de na altura, tanto a catequese como as confissões serem após a missa tendo que um de nós ir avisar o padre à sacristia se houvesse alguém para se confessar. Por norma calhava-me a mim na rifa e quando lá chegava ao pé do padre Ramos (assim se chamava) ele ou me dizia 'já vou' ou 'está bem'. Mas sempre que lá estava a D. Catarina que, à altura, era uma trintona cheia de saúde e que se vestia com um look já 'muito à frente', como dizem os putos agora, o padre dizia-me invariavelmente 'obrigado meu anjinho Gabriel'. Só mais tarde vim a perceber a fina ironia quando descobri que o Arcanjo Gabriel é o portador de boas novas.


Tudo se ia passando até que um dia lá o nosso sacristão, que ainda era novo por sinal, lhe deu um ataque cardíaco e foi desta para melhor. O padre Ramos, em estado de aflição, para ajudar à missa destacou logo a mão de obra disponível mais próxima. Saiu-me a fava a mim, ao Bruno ainda hoje meu grande amigo, e que era da minha idade e o Ricardo, que era dois ou três anos mais novo que nós e sobrinho do padre. Tínhamos como tarefa na altura encher os galheteiros antes da missa e fazer as hóstias. Isso mesmo…fazer as hóstias. Aquilo vinha numas folhas rectangulares fininhas e grandes e nós com umas pequenas tenazes que só me fazem lembrar aquelas das gelatarias (uma para as hóstias pequenas - as da plebe e outra para as hóstias grandes – as do padre) lá íamos picotando as folhas e iam saindo as hóstias e ficando umas aparas do que sobrava.


O Bruno que era um tipo com um feitio sui generis (já na altura coleccionava asas de mosca que guardava em caixas de fósforos enquanto nós fazíamos a colecção de cromos do Espaço 1999) lembrou-se de nos desafiar, já que trabalhávamos, para ir provando umas hostiazitas das pequenas à socapa do padre. Eu fiquei estarrecido e disse-lhe logo que nem pensar e o Ricardito idem idem, aspas aspas. Lá acordámos que ele podia ir debicando umas hóstias das pequenas enquanto nós mastigávamos as aparas sobrantes. Só que o Bruno, com o andar da carruagem, depressa se pôs à vontade e até se dava ao luxo de encastelar às 5 e às 6 tipo sanduíche, e eu martirizado com aquilo…Até que um belo domingo, cheguei mais atrasado, não sei porquê, e fui dar com o Ricardito escondido na sacristia a papar hóstias deliciado. Para mim deixou de ser uma questão de fé e passou a ser uma questão de orgulho ferido…a partir desse dia devorei hóstias das pequenas, das grandes, à unidade, aos pares e aos molhinhos, conforme o stock e consoante a disposição. Este festim herege só foi interrompido quando o padre nomeou para as nossas funções de assessoria eclesiástica, um alfaiate lá vizinho dele, que presumo que ainda agora por lá continua…até ao dia de hoje nunca passou pela cabeça ao padre Ramos que o anjinho Gabriel que lhe entrava pela porta da frente da igreja, lhe saiu pela porta da sacristia já bem transformado num pequeno Lúcifer. Desta pequena peripécia da minha vida, que é real note-se, tirei três grandes lições:


1º- Os maiores inimigos da igreja nascem e crescem lá dentro.


2º - O inferno esta mesmo cheio de boas intenções.


3º - A vida não é como se projecta…é como ela calha.”





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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2005

Viagem à Tailândia, após a tragédia!

O testemunho da Emmanuelle, que já esteve na Tailândia por duas vezes, depois do Tsunami! Na primeira pessoa ela conta-nos o que viu por lá... As fotos foram tiradas por ela.



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Pois é! Andei a alimentar elefantes:) Quem diria que estas “bestas” comem 250 kg de fruta por dia, fora o bambu e os pepinos? Com a falta de turistas, não fazem os trilhos, não ganham dinheiro e os bichos estão com fome. Tive o prazer de fazer alguns quilometros (15 para cada lado) com um "cardume" de elefantes para uma cidade próxima e andar de bar em bar com saquinhos de bambu que eram vendidos a 80 cêntimos, (sou boa negociante) os quais os elefantes devoravam e agradeciam no final com uma vénia:) Um dos bebés, que já é um monstrinho e ainda nem sabe fazer a vénia, agradecia com um rugido:) Era fantástico ver a alegria deles ao saberem que iam comer apesar de tantos kms que tinham de fazer para ir e voltar já tarde. Não esquecerei estes episódios.



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Uma dor no coração ver os donos deles sem dinheiro para os poderem alimentar. Embora o dinheiro obtido não chegue para os alimentar como antes, ajuda imenso. Os tailandeses recuperam depressa, não pedem dinheiro, nunca pediram, pedem sim, utensílios para trabalhar e barcos para poderem voltar a pescar. Estive com pessoal da equipa do Rotary que estão a fazer um trabalho fantástico. Angariam fundos para comprar os barcos e abrir escolas. Neste momento já têm dinheiro para 4 barcos e vão ocupar-se de 50 crianças que ficaram sem pais nesta desgraça.



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Todos os tailandeses agradecem ao povo português pela ajuda e eu peço que, mesmo pouquinho, continuem a ajudar, eles não precisam de roupa mas sim de utensílios que esta equipa compra e mostra-nos todas as contas. Podem visitar o site: www.rotarypattayamarina.org Phuket já está habitável para turistas mas em muitas cidades ao lado é a miséria completa. Não têm nada, nem uma frigideira para cozinhar. Phuket, claro que teve de ser reconstruída a toda a velocidade por causa dos turistas, (a ainda muita miséria está tapada com painéis e toldos) e como houve eleições, obviamente que as promessas foram muitas. Agora cumprir é o pior. O eleito ajudou mas esqueceu-se dos arredores, dos pobres pescadores, pessoas sem casa, sem filhos, sem nada para comer...As crianças pedem ursos de peluche para se agarrarem a eles - seguramente para compensar o sentimento de perda dos pais - os adultos pedem que os ajudem de forma a poderem voltar ao trabalho. Nenhum deles pede dinheiro. Todo o que foi enviado pelo mundo inteiro, serviu para reconstruir Phuket para que os turistas voltem depressa. E pergunto eu: os restantes não merecem também uma ajuda, por mais pequena que seja? Até custa a crer que em determinados terrenos, alguns agora já terraplanados, existiam até há bem pouco casas, ainda que modestas, onde os locais descansavam após a sua labuta diária. Agora nem isso!



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Uma mãe, nesse dia 26, foi meter gasolina no carro, os 2 filhos queriam ir com ela mas esta disse-lhes que ia só à bomba e voltaria para irem todos à praia. Quando voltou, nem casa, nem marido, nem filhos. Ficou sem nada. A expressão da sua face, que se pode constatar na foto, é mais elucidativa que mil palavras.



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E, como esta, existem muitas outras...Imensas. Proponho que visitem esse site e qualquer ajuda, mesmo pouquinha, será super bem recebida pela equipa do Rotary que se empenhou a ajudar este povo. Em Ban Nam Kem, só 40 das 1650 habitações se salvaram bem como apenas 6 embarcações de uma frota de 200 barcos. Esta equipa já conseguiu até agora 10.000 euros que são para comprar barcos e veículos motorizados para transportar alimentos vitais... Tudo que eu possa dizer, não espelha o que na realidade se vê por lá e, mesmo assim, sorriem para nós, agradecidos por estarmos lá. Mas quando viramos as costas, o rosto deles muda para uma tristeza que não dá para narrar. Estou a escrever isto, queria contar tudo, mas não sou capaz...Impossível não chorar...As crianças mais pequenas sorriem, não sabem bem o que aconteceu. “Talvez os pais voltem”, devem pensar aquelas cabecinhas que fazem desenhos de uma onda gigante a devorar os barcos dos pais.



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As mais crescidas, sabem e choram. Que vai ser deles num país já tão pobre e agora orfãos? Ao menos esta equipa vai ajudar até acabarem os estudos...Que Deus ilumine e abençoe estes homens que ajudam este povo sem qualquer outro interesse que não seja o de minimizar esta infortúnio...



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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2005

Para Ti que estás comigo!

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A minha vida resume-se numa linda história de amor.

Momentos bem vividos, já outros perdidos, amores impossíveis, alguns inesquecíveis, amores intensos, e outros foram-se com o tempo.

A vida é feita de mistérios, de dolorosas lembranças, saudades daquilo que nos ficou e até mesmo as decepções que nos deixou.

Pessoas incríveis, que nos deixam nas nuvens, assim fora de si, feliz sem motivo, rindo a toa, pessoas que fazem de um pequeno instante um grande momento, um acontecimento.

Tantos momentos importantes, coragem para conseguir vencer, disposta a tudo menos a perder, posso estar errada mas não penso em desistir, pois, temos que encarar de frente tudo o que a vida nos pode trazer.

Para ti, que estás a meu lado!



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(Para ti Guldan que estás comigo!l)
Hoobastank - Reason



“… I'm sorry that I hurt you
It's something I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all your tears
Thats why i need you to hear

I've found a resaon for me
To change who I used to be
A reason to start over new
and the reason is You…”



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Quero avisar que amanhã terão aqui um texto da Emmanuelle, a contar a viagem que fez agora à Tailândia e as tristezas que lá encontrou, com fotos tiradas por ela.Vai valer a pena!



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Uma mulher de coragem

Quero dar especial destaque a este texto, que considero de uma coragem inacreditável, pela sinceridade, pelo problema que enfrenta corajosamente, pelo facto de não ter medo de se assumir, com o objectivo de ajudar os outros. A anasimplesmente, surpreendeu-me! Sempre tão caladinha, tão envergonhada, mostra aqui ser uma grande mulher! É mais caso real!
Força Ana, e que tudo corra bem!



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Olá, venho falar um pouco de mim.
Tenho 41 anos..sempre me considerei uma pessoa feliz, mas quando olhava para o espelho, não me sentia bem comigo própria, pesava na altura 120 kilos!
Sempre fui uma pessoa muito acomodada, ficava triste nesse momento, e depois voltava a ser a mulher divertida que sempre fui.
No final de 2003, arranjei um namorado, e isso fez-me olhar com mais atenção para o espelho. Comecei a perceber então que não gostava muito de mim. Sou muito vaidosa, mas não invalidava o resto.

Há uns anos atras (talvez uns 15) andei no Dr. Tallon e emagreci trinta quilos. Fiquei o máximo. Mas depois engordei os trinta quilos e mais uns tantos.
Em 1995 tive um AVC e meti na cabeça que o tratamento tinha me prejudicado. Os médicos bem disseram que não, mas eu não consegui acreditar.
Nunca mais me meti em grandes dietas, sobretudo que tivesse que tomar medicamentos.
Bem, mas voltando um pouco atrás, em 2003 a minha mãe foi com a minha avó a uma consulta no hospital de S. José, de gástrica, pois tinha sido operada a vesícula. Por um acaso, a minha mãe estava ao balcão e ouviu uma conversa de duas senhoras. Depois de ouvir a conversa a minha mãe pergunta a Dª Paula (empregada do balcão do hospital - a quem enviou um abraço e o meu muito obrigada), se eram empregadas do hospital, e ela disse que não, eram doentes que tinha posto a BANDA GASTRICA. E tudo se desenrolou a partir da ajuda dessa senhora Paula.

O medico da minha avó é o médico que faz parte da equipa que faz as laparospocias.
Arranjou-me logo uma consulta ( obrigada também ao Dr. Mário Fernandes).
Fui vista, e logo nessa consulta mandaram-me fazer exames a tudo.
Informaram-me que para se puder seguir em frente têm que se cumprir tudo o que nos é dito.

Temos de frequentar consultas de psicologia e de diétista, não podendo falhar nenhuma, até temos de assinar algo em como nunca deixamos de ir ás consultas.
E aí começou todo, uma nova esperança.
Chamaram-me para ir lá dia 6 de Janeiro, e o DR. Rui Ribeiro propôs-me fazer um bypass. Eu aceitei, pois eles sabem mais que eu. Marcaram-me a operação para de 24 de Janeiro, mas que me tinha de apresentar no hospital dia 21.
Nesse dia lá fui eu, falei com a anestesista, e por causa do AVC, fizeram-me imensas perguntas.

Voltei para casa com a indicação de voltar domingo de manhã para ser internada.
Sábado, á tarde ligou-me o Dr. Rui Ribeiro, a dizer que estiveram reunidos a estudar o meu caso, e chegaram á conclusão, que eu poderia correr riscos fazendo o bypass, então que iam por a banda.
Domingo, fui internada. Segunda fui operada de manhã. Correu tudo bem. Acordei com algumas dores, sobretudo nas costas, queixei-me e trataram logo de me dar medicamentos. Não tive mais dores. Passei 24 horas no serviços intermédios, onde fui tratada que nem uma rainha.
Voltei para a enfermaria na terça por volta do meio dia. Quarta vim para casa com uma dieta liquida para fazer durante um mês.

Não tem custado nada. Passeio a pé. Já comecei a guiar,
Tou com a moral muito em cima...pois ainda não disse, mas nestas duas semanas e meia já perdi quase dez quilos. A roupa já está larga. È bom ver os progressos.
Sei que a próxima etapa é começar a comer comida, mais pastosa, mas aguenta-se bem.

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E agora a boa noticia, é que não tenho fome nenhuma, nenhuma mesma.
Agora dirijo-me a pessoas que como eu, com obesidade mórbida, vão em frente, não tenham medo e lutem por uma vida mais sã. Se há pessoa neste mundo com medos, essa sou eu, se eu consegui, todos conseguem... LUTEM





De uma gorda medrosa



Anasimplesmente





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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2005

Insónias

A inquietude de mais um dia dava lugar à inquietude de mais uma noite.


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Destroçada, tinha de reconhecer que o universo do ser humano é frágil demais. Inúmeras as noites de insónias em que claramente me apercebi dessa fragilidade. Olhando para o tecto, o tempo que passei esperando - acordada - pela chegada da manhã foi mais do que suficiente para tal realização. A noite, com os seus mistérios e constelações desdobrava-se para mim. Mostrava-se exactamente como é!


Perguntando-me se na cidade existiriam estrelas no céu, acendia, tantas vezes, um cigarro e ía até à janela, mas perante os meus olhos cansados de olhar sem ver, ja não havia mais nada que me preenchesse o esgazeamento do olhar. Passeava-o pelos prédios, muitos prédios, num amontoado de blocos cinzentos, altos, frios, tão impessoais como o olhar com que os percorria do rés-do-chão ao último andar, contando andares em lugar de carneiros. Por vezes, reparava que a chuva continuava caindo, mais depressa do que alguma vez caíra e o vento também soprava desalmadamente numa manifestação brutal da sua força. E a noite permanecia precisa, fria e sólitária como sempre.


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Tantas e tantas noites roubada da possibilidade de embarcar num sonho de sonho, deixada â mercê da incompetência do pensamento. Deram-me, essas noites, tempo suficiente para pensar. Penso, agora, que é o minimo que posso dizer sobre tantas noites passadas em branco. Tempo para pensar e imaginar coisas. – Imaginar como poderia ter sido, como poderia ser e como deveria ser, e no fim só sentia aquela dor imensa. A mágoa era pelas oportunidades perdidas – o longo e o vazio das noites; a frustração das palavras quando eu queria beijos.


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Starry-Night




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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005

Wicked Game!

Um texto lindo, do Suicidal_kota! É uma situação fictícia



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(O reencontro!)



Todos os dias sou abraçado por recordações de todos os tipos mas nada me deixa mais melancólico que as recordações de uma relação mal acabada.
Aquela sensação de uma refeição mal digerida envolta em culpa e pena... um turbilhão de sentimentos e de lembranças. Por momentos quero voltar para trás no tempo, concluir o incompleto, preencher aquele vazio que parece que nunca terá saciado. A vida é para a frente mas tenho sempre a curiosidade de olhar para trás! Envolto em reflexão, não deixo passar o tempo já perdido como se este estivesse parado. E volta aquela imagem solta de movimentos, apercebendo-me que é real. "Como isto ainda me faz tremer!" E dou-me lado a lado com aquela alma que conviveu comigo, deixando recordações inequecíveis... neste momento trava-se uma guerra que tinha sido adormecida pelo peso do tempo! A razão e o coração, este que, de tão palpitante quer sair disparado da boca.
Ao fim da noite bem passada, ou nem tanto, dou por mim envolvido naquele corpo que não é-me estranho. "Meus Deus, que loucura é esta!" A razão volta ainda mais gritante e assombrada por uma névoa negra e medonha.- "Isto é um erro, não devia ter acontecido!". Engulo o passado e aparece a segunda oportunidade como que se fosse genial para explicar o raio dos acontecimentos. A razão diz-me que é impossível viver assim, mas afogo-a neste amor redescoberto nas teias do tempo.
Tudo volta a ser o que era... sinto-me feliz, afinal, esta é a segunda oportunidade para mim também!



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(O momento de Paixão!)



Não há nada de novo, tudo é previsível e rotineiro! E vejo-me outra vez a berrar e a discordar com aquela alma mutante! Do céu à terra é um passo e a razão grita- "Eu avisei-te! Tudo isto não passa de uma atracção sexual, fatal por sinal!" Choro porque o coração tornou-se numa armadilha, não me conheço! Sou fraco e pobre por dentro!
No próximo reencontro, enfrento uma outra luta com a alma que me fervilha o sangue e deixa-me num estado de euforia interior capaz de mover mundos e tempos. Mas resisto! Sinto-me feliz e rico por ter evitado uma nova recaída. Mas só e vazio, querendo que o tempo volte para trás.
Assim são as relações mal acabadas, interferindo na vida sem aviso prévio, transformando o coração num campo minado, num trapaceiro!
Já está tudo dito mas há sempre uma palavra por afirmar!

Suicidal_Kota



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(O Adeus!)


Wicked Games
“…The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you

No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you…”



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Sábado, 12 de Fevereiro de 2005

Gosto de beijar!

É deplorável que me sinta tentado a pensar! Por ignomínia, como tenho repetido sempre, mais uma vez vivi tudo completamente sozinho. Que me importa a provocação de olhos frios? Não me aquece a noite. Neste aeroporto, perdido no meio de nada, em Stansted, dormem pelos cantos imitações de uma humanidade pouco esclarecida e muito pouco esclarecedora. Tão intragáveis quanto o café com leite que me serviram, lançando olhares meio entorpecidos – surpresos – mulheres, quase sempre aos pares, mostram pedaços de pele como se eu pensasse, sequer, na pele de mulheres intragáveis.



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Cigarro após cigarro, vou queimando o tempo desta espera que se demora, perfurando a noite muito devagar. Valha-me que, como é habitual, são quase sempre morenas – ao menos não me desvio nem por um momento da senda que me foi distribuída pelo plano da minha paixão – e parece que te trago agarrada a mim. Será ? Convences-te que é carinho o que deposito através de todas as minhas acções. Convences-te que é amor – “O amor só convém aos que são capazes de suportar essa carga psíquica.” (Charles Bukowski) – Não será?

Mas está a fazer-me muito bem estar aqui. O torpor já me passou. (O raio da morena no bar, até de costas, não deixa de olhar para mim. Serve-se dos olhos da amiga para me provocar). Raios, mais 24 horas e deixava-me convencer.

Por terras de S. Majestade está um tempo ameno. São quase 5 horas da manhã e, de repente, à minha volta sucede uma explosão de vida.

(Se levanta mais a camisolinha vou acabar por lhe ver os sovacos. Peles!)

Será que esta minha atitude para com as mulheres é condenável? É, deve ser. Daí que, cada vez mais, vozes agudas de contralto chamando-me filho da outra, cresçam continuamente. O pior é que, quanto mais sou pior, mais pareço transportar um íman. Porra, eu devia ser anexado! Um dia ainda vou tentar a castração psicológica.

Ouvindo Gary Moore, finalmente entrei num universo mais bonito. Como é diferente depois do check-in. Finalmente no meio de pessoas “vivas”. Interrogo-me acerca dos diferentes destinos destas pessoas todas. Algumas destas mulheres devem ir para o céu, de tão lindas que estão. Não me custaria muito admitir partilhar com elas um pouco deste inferno que trago sempre comigo. Vou-me interromper, na escrita, antes que comece a gritar “how much I miss you”.



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Às vezes penso que é uma maldição eu escrever assim. Temo por tudo que pode acontecer por causa da forma como escrevo. Sinto-me desprotegido! Ao escrever, seco-me, seca-me a alma. Como se me chupassem por dentro, caem-me mulheres na vida, apenas interessadas em chupar-me por dentro. Começam sempre por procurar alguma coisa dum “inner” inexistente e, é inevitável, acabam sempre por me estender os braços, num abraço que termina sempre num amplexo sistemático e violento, agressor – Amor! Não sei se aguento. Consigo contar, facilmente, meia dúzia de desvios emocionais, perdidos entre aquilo que eu escrevo e aquilo que eu abraço. É duro permanecer. Sou inconstante. Não existe um mínimo de consistência naquilo que ofereço. Realizo-me com esta fome permanente e inultrapassável que tenho de laços – I’m addicted to sex.

Gosto imenso de beijar. Tudo aquilo que termina com um beijo, acaba bem. O pior é esta incapacidade que as mulheres têm para resistir a um beijo. Desde que beijem, abrem uma auto-estrada para o sexo. Ao menos se entregassem sem se justificarem. Mas não, há sempre o amor, a promessa, os olhos muito abertos, a relação. Esvaziam-me. Vou passar a colocar um qualquer aviso em tudo aquilo que escrever, do tipo : Perigo, sexo! Assim, as suas personalidades hesitantes e incapazes de fugir ao logro, quiça, se coíbam de me chuparem por dentro.



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Maslow



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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005

Metro - Sexual ?

Republico aqui um dos primeiros textos que meti neste blog... naquela altura pouca gente aparecia por aqui :)
é um tema batido, mas não deixa de ter o seu interesse.



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Pois é, apesar do termo ser cada vez mais utilzado poucos sabem o significado de metrosexual! Será um fetiche de fazer sexo no metro???? Não nada disso meus amigos. Um metrosexual até nem é um termo relativamente recente.

No original inglês, contração de heterossexual com metropolitano. Trata-se de um empreendedor bem-sucedido, entre 25 e 45 anos, que vive nas grandes cidades e se preocupa com seu aspecto visual, dedica-se a essa preocupação e gasta dinheiro com ela, como fazem seus colegas gays do mesmo extrato social. Com uma diferença fundamental: o metrossexual é heterossexual... Tem um interesse cada vez maior por seu aspecto. Recorre ao cabeleireiro em vez de ir aos barbeiros; evita a clássica barra de sabão porque é áspera demais para sua pele; pratica desporto e tem dificuldades para decidir que roupa usar. Mas a definição não se fica por aqui... estende-se a uma area mais social.... Adora tratar dos filhos, participar de festas, ir á opera, ao teatro... gosta de estar em casa, e tratar da mulher... adora confecçionar pratos especiais...enfim, digam-me meninas... não era tão bom ter um namorado ou marido assim... que chega a casa ainda a cheirar Dolce e Gabbana, cabelo artisticamente despenteado, com estilo de rebelde, mas tratado até ao ultimo pormenor? Quem gosta dedo no ar!!!!!!



Particularizemos: um dos ex-líbris desta tendência chama-se David Beckham. Porquê ele? As revistas do coração dão conta de que adora moda – o que é visível nas suas mudanças de visual, nos diversos estilos de cabelo, que aliás muda de cor com frequência. Também sabemos que é gentil, carinhoso, atento e tem sentido de humor. E que adora comprar roupa para a mulher. E quando uma certa imprensa, mais exigente em matéria de estilos, censurou recentemente a sua falta de gosto, Victoria veio a lume defender o seu marido: “O David pode não ser o melhor a vestir-se ou a vestir-me, mas é de certeza o melhor do mundo a despir-me.” Ai e eu acredito, senão vejam estas fotos tão sensuais do casal beckham!


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