Quinta-feira, 30 de Junho de 2005

Não dá!

Sabem que mais????? Já tou farta disto!



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Quarta-feira, 29 de Junho de 2005

Em nome das nossas crianças!

Estava ontem a ver o “Jornal Nacional”, quando a certa altura, dá uma reportagem sobre o “Afonso”, uma das testemunhas do Caso Casa Pia. Um miudo que hoje tem 20 anos, e durante de 8, foi alegadamente violado e “usado” por todos os arguidos deste processo. Meteu-me nojo! Meteu-me nojo não a noticia em si, mas sim imaginar uma criança indefesa, sensivel, carente, amedrontada na mãos daqueles animais. Não sou mãe, mas lembrei-me dos meus 3 sobrinhos... uma dor e um ódio encheu-me o peito. Imagino o que sentiria o meu irmão e a minha cunhada!


Pois é, na sequencia do caso Casa Pia, e mais recentemente a “Operação Icebreaker”, (destinada a combater a pedofilia na Internet, pela Europol, em 13 países europeus) Lembrei-me novamente da história do Rui Pedro, e de tantas, e tantas outras crianças na mesma situação. Fui buscar um texto que tinha aqui no Blog, resumi-o um bocadinho, e aqui está ele.Nunca é tarde para relembrar estas tragédia


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Rui Pedro onde andas?


Na verdade, não quero deixar este caso cair no esquecimento, marcou-me a mim e a muitos portugueses, quando a história surgiu publicada nos jornais, e apareceu nas televisões... eu acompanhei-a de muito perto, através de uma amiga que investigava o caso para um órgão de comunicação social, a jornalista Ana leal (a mesma que tem feito uma guerra serrada aos arguidos da casa Pia, investigando o caso até á exaustão). A Ana viveu meses obsessão com o desaparecimento do menino... E fez tudo juntamente com a mãe Filomena, para trazer mais luz a esta história... Aconteceu muito antes de se começar a falar no caso Casa Pia.... Muitas vezes vi a mãe de rui Pedro após o desaparecimento do filho. Estava esquelética, um rosto amargurado, com os olhos tristes, perdidos no infinito, baços, e sempre cheios de lágrimas... cortava-me o coração.


Rui Pedro tinha 11 anos quando desapareceu…
Conta filomena: Foi no dia 4 de Março de 1998, em Lousada. Por volta das duas da tarde, o meu filho pediu-me para ir dar uma volta de carro com o Afonso, um amigo dele. Disse-lhe que não. E ele foi andar na bicicleta da irmã. Desde esse dia, até hoje, nunca mais soubemos dele. Todavia, há miúdos do ciclo que o viram entrar no carro do Afonso.»
Depois de ter faltado à explicação e a bicicleta ter aparecido num mato... começaram as buscas.


O tal Afonso, foi interrogado pela família, e a chorar respondeu que não sabia do Rui mas que se quisessem encontrá-lo deveriam ser fechadas as fronteiras pois ele podia estar já muito longe, a caminho do estrangeiro. Pelos vistos o Afonso tinha-o convidado para irem de carro ás prostitutas. O local escolhido para se encontrarem chamava-se Quinta da Costilha.


Nesse mesmo dia a família recebeu um telefonema em que uma criança com a voz igual à do Pedro... só conseguia chamar pela mãe, tendo sido cortada a comunicação por alguém que lhe tirou o telefone das mãos e depois desligou. Infelizmente nenhuma destas chamadas foi localizada.


A partir daí foi um desenrolar de situações.
Várias fotografias alegadamente de Rui Pedro foram encontradas na Internet. Estava vivo, mas "preso" nas teias de uma rede pedófila internacional. Os pais não tinham dúvidas, era o filho deles naquelas fotografias degradantes…. Aparecia nu, amarrado, enfim…


Pessoalmente o que me choca mais, foi uma fotografia que apareceu na revista “Caras”, tirada há uns 3 ou 4 anos, em que por mero acaso, se vê ao fundo Rui Pedro junto a uma piscina com alguns homens de idade. Na minha opinião essa poderia ser uma pista muito importante. Confesso que não sei no que deu… A mãe do Rui, pediu ajuda aos portugueses, à polícia Judiciária, até ao governo… mas até hoje nada. O caso parece ter morrido.


Mas a questão agora é outra…
Rui Pedro tem agora 17 ou 18 anos! Como estará a cabeça deste adolescente... como estará ele física, psicológica e emocionalmente? Uma criança perturbada, sofrida. Será que está tão embrenhada no mundo da pornografia, que quer voltar para casa? Será que está vivo? A mãe contínua a chorar o filho,e já sofre este drama há 7 anos…


Com o caso Casa Pia, torna-se cada vez mais urgente, estarmos atentos! Atentos ás pessoas que rodeiam as nossas crianças, e alertar as autoridades para a mais pequena desconfiança... mas sem exageros e sem histerismos.


filomena copy.jpg


Carta de uma mãe ao filho desaparecido:
Quando penso em ti, um misto de dor e alegria invadem o meu ser, torno-me de repente melancólica e feliz e há um aperto no meu peito que não sei decifrar.
Pensar em ti!? Penso sempre! É! Tu estás nas coisas mais simples e também nas coisas mais complicadas, fazes-me sonhar com outras eras e sofrer no presente... Queria dizer-te tanta coisa de certeza com um olhar seria o bastante e um abraço e mil beijos e... como estarás? Que transformações sofreste? Cresceste muito? Que pensas? Que te dói? Que posso fazer por ti?
Aqui tenho as tuas coisas, os teus objectos, as tuas roupas, os teus perfumes, a tua imagem passada aparece-me a cada instante... mas de repente "acordo" e vejo que "realmente" não estás aqui, e sofro, às vezes choro, noutras alturas ficam simplesmente parada com o olhar ausente! Não quero acreditar nesta realidade!!!
Quero ver-te pegar em mim ao colo, enrolar-me com o teu corpo num enorme abraço, sentir-me baixinha e com o coração a derreter de felicidade por estar aqui, apenas porque nos completas e não há nada mais feliz que isso!
Para ti, toda a saudade do mundo
Até sempre,
Tua Mãe
Filomena Teixeira




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Segunda-feira, 27 de Junho de 2005

Encontros

Eu adorei este texto do Maslow... Não podia concordar mais. Não consegui o video que queria, fica para a próxima


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Duas pessoas encontram-se por acaso. Mas não é por acaso que essas mesmas duas pessoas se continuam a encontrar.


A minha experiência dita-me que temos sempre que ter muito cuidado em encarar o acaso como sendo apenas uma realidade circunstancial na medida em que, se bem que a materialidade da nossa existência não seja refugio para grandes metafísicas, todos nós já nos interrogamos acerca do algo mais que parece comandar a construção de tantas e tantas vertentes das nossas vidas. Assim, tenho dias, considero que há pessoas que se revelam como inevitáveis na nossa vida, que a preenchem não por mera determinação ocasional mas sim para cumprimento de algum desígnio que nos transcende e, ainda, porque sem elas não completaríamos o ciclo da nossa existência.


Dou de barato que tudo isto é perfeitamente refutável, obviamente, mas o que não dou de forma nenhuma é a minha extrema convicção de que alguém me é essencial.


Não esperem de mim um ser humano só racional. Eu coabito com a minha extraordinária propensão para o fantástico. A Magia complementa-me como se fosse uma criança brincando com a realidade absoluta do seu mundo de fantasia.


Os meus brinquedos, como é costume dizer-se, apenas são mais caros, normalmente. Tão caros que, às vezes, acontecem ser pessoas. Brincar, nesse caso, torna-se uma coisa extraordinariamente perigosa. Pessoas, se as encararmos como “brinquedos” nas nossas vidas, são muito, mas mesmo muito especiais. Detêm a capacidade aleatória, têm espírito crítico, são extremamente instáveis emocional e sentimentalmente, enfim, são explosivas.


Quando menos esperamos, estamos nós mesmos transformados numa pessoa “brinquedo” de alguém. Aí é que é mais complicado! Imaginem só, como mero exercício estupefaciente, que de repente o nosso triciclo se virava contra nós desejando brincar connosco?


Nas relações humanas, tal como nas que nem são assim tão humanas quanto isso, tudo pode acontecer. O caçador torna-se caça ao sabor das circunstancias, o agressor vítima, o apaixonado amado, também a vice-versa. Todas as cambiantes são possíveis.


Eu digo-vos, de tudo isto que digo é feita a minha vida e desassombradamente vos digo que já brinquei e já fui brinquedo de alguém. Aliás, nem sequer é assim, acontece que o sou diariamente, tanto quem brinca como quem é brinquedo. Não ajuízo como sendo uma coisa má ou negativa, de todo o faço, antes considero que é isso que nos faz correr, exactamente isso. Não como um jogo, não é isso, mas como a única liberdade que nos resta de abraçarmos decididamente as pessoas das nossas vidas!


Maslow




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Domingo, 26 de Junho de 2005

A brincar, a brincar...

Falei com o "nosso" Fonz, para escrever mais um dos seus "imparáveis" textos... claro ficou logo empolgado, e em meia hora lá tratou de escrever um"tratado"... que a brincar, a brincar...
Mas vocês nem imaginam, é que ele ficou tal maneira empolgado, que de 5 em 5 minutos está a transcrever-me para o messenger parte dos texto.... grrrrr... mas valeu a pena!
Disse-me ele logo para fazer pub ao blog que tem agora (irra, é só concorrência)! Pediu-me para apresentar assim: "O Fonz como é maluco arranjou um blog para ele e aqui está mais um dos seus fascinantes poemas de casa de banho" Portanto pessoal toca a visitar o blog do nosso fedelho em: O Blog do meu amigo FONZ

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"Pois bem, como a maioria de vocês deve saber eu sou Estudante – Nesta parte surge um pouco a confusão entre o que é um Estudante e o que é um Aluno, do estilo, qual deles é que define quem vai às aulas e estuda e qual deles significa ir à faculdade passear os livros (Analogia: Trabalhador versus Empregado) - na área da Economia e Gestão, mais concretamente, frequento (ahah esta tem rasteira) o curso de Finanças. Isto torna-me além de português preocupado com o futuro, bem como um suposto leigo na matéria que percebe das cenas quando começam com o parlapié de “Ah e tal taxas de juro, coiso do défice, o camandro da inflação, obrigações com os gajos da União Europeia”.



Tal como todos os génios, além de momentos de investigação, também tenho os meus rasgos de criatividade em que parece que se liga o interruptor e surge logo qualquer ideia brilhante na minha cabeça. Contudo, fiquei assustado com os meus pensamentos – quem não ficaria ? LOL – mas mais à frente vão entender o que digo …



Nos últimos tempos, esta conversa do défice e governos tem sido constante. Recentemente, falei num outro dos efeitos que as Bebidas Alcoólicas podem ter sobre a Economia Nacional, agora num dos meus raros rasgos de genialidade surgiu-me uma teoria que eu fui aperfeiçoando e agora exponho perante vós.



Quero que saibam antes de mais que eu sou a favor de diversas Legalizações. Drogas, Aborto, Prostituição, Casamentos Homossexuais, etc … Porquê? Para aumentar as receitas do Estado. Não é disso que se queixam desde sei lá quando?? Passo a explicar:
A determinação de o preço de um produto vem além do seu custo de produção. Há que ter em conta vertentes como a oferta e a procura, custos comerciais, etc …



No caso das drogas, aborto e prostituição a verdade é que o preço também é determinado devido à margem de Risco dessa pratica. Uma vez que é ilegal, corre-se o risco de ser preso ou multado ou seja lá o que for ao recorrer a estes meios ilícitos. Por isso há que pagar o prémio de risco aos fornecedores (Clínicas, Dealers, Xulos, etc…)
O que fazer?:


1- Legalizar estas práticas para retirar a margem de risco que surge implícita no preço, tornando o bem/serviço mais barato;


2- Espetar-lhe com IVA (agora 21%) em cima para o Estado ter mais receitas.



Será assim tão difícil de ver?
1- Um aborto clandestino custa entre 300 a 400 euros mas se for legalizado, passa a uns 100 ou 200 euros. Acaba-se com a exploração maldosa por parte de pessoas que se aproveitam dos problemas das pessoas e o Estado ainda ganha com isso, uma vez que ainda arrecada uns 21 ou 42 euros em IVA por aborto praticado;


2- Prostituição – Epah por exemplo, o “beijinho” de uma senhora de rua custa por volta de 20 euros. Vamos supor que o preço se mantém apesar da liberalização, então o estado arrecada 4,2€ por “beijinho”. Se a senhora ( ou os “senhores”) tiverem uma noite activa, e conseguirem, sei lá, digamos 10 beijinhos, são 42€ para o Estado. Agora multipliquem pelo nº de dias de trabalho e pelo nº de profissionais do ramo em todo o país … Já para não falar que caso haja as casas próprias para a situação, deixa de se ver o degredo que se vê nas Ruas de Portugal…


3- DROGA – Pessoal, muita dela chega a custar 1000 vezes mais do que o seu real custo de produção (Ai como é que eu sei tanto sobre isto? :x). Além disso, a maioria das doses vem com farinhas, açucares, caldos Knorr e outras porcarias misturadas. À droga aplica os pressupostos do nº 1. Acaba-se com a exploração das pessoas que a vendem e se aproveitam de quem se perdeu pelas “ruas da amargura” … Mas mesmo assim, dado o tamanho do mercado, acho que o Estado é que devia ter o monopólio, tipo Portugal Telecom há uns anos. Toda a gente tinha de recorrer ao mesmo fornecedor…



Dá para terem uma ideia da minha teoria … Quando tiver disponibilidade, vou acrescentar alguns pontos que a tornem mais completa e fundamentada.



No início referi que isto me deixa assustado. Alguém já percebeu porquê? Bem, a verdade é que eu sou Estudante – sim, aqui está o dilema. Ainda estou a tirar o meu curso e nunca geri nenhuma grande empresa ou sequer uma pequena empresa, muito menos tive nas mãos o futuro de 10 milhões de habitantes…



MAS SERÁ ASSIM TÃO DIFÍCIL VER QUE EXISTEM FORMAS MAIS FACEIS DE ARRANJAR DINHEIRO PARA PONTES E ESTRADAS E SALÁRIOS E ESCOLAS E HOSPITAIS E EQUIPAMENTO PARA A POLICIAS E ESSAS CENAS IMPORTANTES, SEM SER EXPLORAR O COMUM DO ZÉ POVINHO???!?!?!?!



Eu tenho 21 anos e consigo …



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Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

Essas Belas Criaturas

Encontrei este texto enquanto navegava na net. Não sei quem é o autor, mas gosto de pensar que os homens pensam em nós desta maneira.


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( Foto de Herb Ritts )


Quem já não sucumbiu aos encantos de uma mulher? Belas criaturas, que despertam os mais íntimos desejos, donas de imagens e aromas entorpecentes, que nos enlouquecem...


E quem já não se sentiu humilhado, por não ter o seu amor correspondido, e viu o inevitável ódio, nunca antes experimentado, surgir arrebatador dentro do peito e se extinguir por completo e curvado, diante de sua beleza, desarmar-se por completo?


Mudas, nos tiram o controle e esboçam mínimas carícias, nos tirando o juízo.


Mulheres são seres possuidores de belezas estonteantes, que sempre despertam paixões avassaladoras. Anjos-demônios, cujos leves toques arrepiam, sagazes portadoras de meiguices bélicas...


Com suas vozes e sorrisos suaves, nos falam ao ouvido, nos convencem de qualquer coisa, nos impõem uma prisão da qual, utopicamente, não nos queremos libertar.
E, se nos guiam, iluminam o caminho, também nos condenam ao vazio, se nos deixam sozinhos...


Princesas -serpentes, conquistadoras...Ah, essas mulheres! Com sua inevitável e irresistível mania de serem docemente maquiavélicas...



Poison Arrow:


Shoot that poison arrow to my heart
Shoot that poison arrow
Shoot that poison arrow to my heart
Shoot that poison arrow

Ele:I thought you loved me but it seems you don’t care
Ela:I care enough to know, I can never love you

Who broke my heart
You did, you did
Bow to the target
Blame cupid
You think you’re smart
That’s stupid
Right from the start
When you knew we would part



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Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Quem quer bons despedimentos arranja-os!

Mandado pelo Maslow. Está demais!

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Desculpem lá ter-me baldado a escrever a crónica na ultima semana, mas acontece que estive muito ocupado, sem tempo sequer para me coçar. É que, finalmente, fui despedido! Não, esperem lá, ainda não foi desta que se livraram de mim. Fui despedido do “tacho” na empresa onde tinha a secretária, o telefone e os cartões de visita, mas continuo naturalmente com a meia dúzia de biscates que fui acumulando ao longo dos anos, daqueles que, como este, não dão trabalho nenhum e sempre rendem umas massas valentes ao fim do mês.



Como se sabe, ser despedido é hoje uma tarefa muito mais difícil e complicado do que arranjar emprego. Mas, confesso, muito mais interessante e produtiva. Para arranjar um despedimento em condições não basta responder a uns anúncios num jornal, ir a umas entrevistas idiotas e fazer uns testes concebidos por anormais em que nos perguntam se depois de um triângulo deve vir um quadrado ou uma bola.



Um despedimento exige uma preparação de meses ou anos, muita encenação e uma dedicação em “full-time”.



Bem vistas as coisas, o que um tipo deve procurar no mercado não são empresas que assegurem bons empregos, mas antes que garantam bons despedimentos.



Para a coisa ser bem feita, o despedimento deve começar a ser preparado logo no primeiro dia em que assentamos a “bunda” na cadeira do novo gabinete. Tudo o que façamos a partir desse minuto tem que ser orientado tendo em vista atingir a coroa de glória do dia em que somos corridos pela porta.



É assim que, independentemente da função que nos é atribuída, devemos começar por demonstrar ao chefe ou ao patrão que o nosso antecessor era uma besta quadrada, que roubava esferográficas e borrachas, que fazia telefonemas para as linhas eróticas, enfim um ladrão e um incompetente. Asseguramos assim que o homem se sinta satisfeito e agradecido aos deuses por ter corrido com o inútil e finalmente ter contratado um gajo às direitas e com eles no sítio.



Segue-se depois a segunda fase, claramente a mais difícil, que consiste em ir coleccionando pacientemente todos os papelinhos comprometedores. Vale tudo: golpadas ao fisco, cartas das amantes, contas do “Hipopótamo” ou do “Elefante Branco” metidas como despesas com clientes, etc.



Devidamente habilitados com este manancial e ganha a confiança dos tipos que passam os cheques, há que passar à fase do não fazer nenhum, deixando acumular os processos, inventando baixas e faltas pela morte de tios, padrinhos e avós, mas sempre, é claro, mantendo a postura de completo respeito e subserviência e cumprindo religiosamente os horários nos raríssimos dias em que pomos lá os pés.



É certo que passados uns meses o chefe irrita-se com aquela fantochada e dá-nos uns berros valentes à mistura com meia dúzia de insultos à nossa querida mãezinha. Há que esfregar as mãos que o momento de glória está próximo. A atitude a tomar é sair de cabeça baixa e no dia seguinte recolher a uma clínica psiquiátrica com uma depressão profunda, não sem antes ter feito constar de uma tentativa falhada de suicídio “derivado” aos maus tratos a que fomos sujeitos com o consequente trauma emocional. Passadas umas semanas, somos chamados à administração, em que uns gajos meio enrascados que nunca vimos mais gordos, nos despejam aquela conversa gasta de que é necessário reestruturar o sector, que o nosso perfil talvez não seja o mais adequado à função, que não é nada pessoal contra nós, que se calhar as nossas capacidades não estejam a ser aproveitadas naquele lugar, e por aí adiante. E a gente a abanar a cabeça, a dizer que concorda e que agradece, que está completamente disponível para aquilo que for preciso, que ainda bem que nos estão a mostrar o caminho da verdade, que até já nos tinha passado pela cabeça tomar a iniciativa mas a esposa não deixou.



Quando os gajos se começam a encostar para trás na cadeira com ar de quem já nos têm no papo, é que puxamos do dossier com o repertório de falcatruas, perguntando inocentemente se o podemos deixar ali ou se também querem as fotocópias que temos em casa.



A partir dali a coisa já não tem história. Piramo-nos com uma boa indemnização no bolso e uma carta de recomendação a condizer e vamos direitinhos ao fundo de desemprego sacar uns mesitos de salário sem fazer nenhum, e só quando estamos refeitos é que partimos para outra.



É claro que esta técnica, que generosamente aqui compartilho, pode e deve ser adaptada às circunstâncias. O que é mesmo importante é termos a consciência de que quando alguém mete na cabeça que nos vai pôr a andar passa a ter um problema. E o problema é dele e não é nosso.



A crescer a isto, ajuda muito a ideia de que o desempregado é uma vítima. São as empresas que não prestam, os chefes umas bestas, o “sistema” que não funciona. O desempregado é, portanto, um infeliz, um desvalido, que até merecia a Cruz de Guerra. Dão-nos lugar na bicha do eléctrico, isenção de impostos, apoio de umas simpáticas senhoras da segurança social. Enfim, um maná!



Está tudo na sua mão. Quem quiser bons despedimentos, arranja-os!



(Manuel Ribeiro, economista – publicado em “Notícias Magazine”)








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Terça-feira, 21 de Junho de 2005

Voos

Finalmente! Finalmente chegou-me o texto do Flyman! Encostem-se na cadeira, leiam o texto, oiçam a musica, vejam as imagens, e voemmmm com ele! O video fica maravilhoso neste texto.(video retirado)


Simply.jpg



Nesta praia deserta, voltado para o mar, o Sol aquece-me. Abro os braços, fecho os olhos, solto as amarras e deixo-me zarpar.


Estou a subir bem alto e agora já ninguém me consegue agarrar. Nas asas do sonho, só tenho de ter cuidado com o Sol, forte como está, não me vá queimar... Livre de pensamento, só espero que os ventos soprem de feição, enfunem a vela da imaginação. Levem-me para lá deste mundo onde ainda sinto a brisa que me passa por todo o corpo.


Estou a voar e difícil, difícil, vai ser voltar. A sensação é boa, como gostava de a fazer durar. O melhor será não me preocupar, deixar correr o tempo enquanto aqui estou, e aproveitar – lie back and enjoy... Não sei o que pensar deste devaneio, que me leva mais longe e mais além que aquilo em que creio.


Hoje apetece-me ir para sul, para cenários tropicais, onde o verde é muito verde e as cores são os animais e as flores.


Afloramentos rochosos, de onde brotam cascatas de temperaturas várias, que se quedam em lagos de transparentes águas. Se por acaso neles mergulhasse, deles não conseguiria sair, raptado por pelas ninfas encantadas que neles continuam a cair.


Virgens areias brancas e rosadas de coral feitas, juncadas de conchas e búzios, onde se espalham as suaves ondas de um mar morno, com todas as tonalidades de azuis e verdes, até chegar ao transparente capaz de converter o menos crente.


A raiva, a inveja, a desconfiança, o cinismo, a mesquinhez, o egoísmo, a exclusão e a doença, são palavras desconhecidas e sem sentido por aqui. A harmonia reina. Os sentidos estão bem despertos. Usufrui-se na máxima amplitude tudo o que se vê e não vê.


As crianças vivem felizes e confiantes, os adultos despreocupados. Nem sabem o que é isso de stress diário. Os mais velhos são escutados, doces professores de vida empossados. Caçam, pescam, colhem fruta, dádivas de uma Natureza generosa que nunca se sentiu violada.


Quero subir ainda mais alto, comparar os contrastes deste com o nosso mundo. Por breves instantes, acho que não vou voltar, mas acabo por regressar.


De chegada, baixo os braços. Ainda não quero abrir os olhos. Então uma voz meiga segreda-me ao ouvido “Só agora? Estava à tua espera...” Doce acordar, minha deusa... ou continuo a sonhar?...



Flyman

16/06/2005




CHORUS:

I wanna fall from the stars

Straight into your arms

I, I feel you

I hope you comprehend



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Segunda-feira, 20 de Junho de 2005

Mais justo?

A Tex mandou-me este interessante mail com uma frase "Concordo plenamente! Este tem toda a razao!"


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Mais justo? Parece que o Primeiro Ministro terá dito que desta vez os sacrificios serão distribuidos de forma mais justa. Mais justa!!!!?????

São 23 horas cheguei agora a casa e trabalhei hoje doze horas. O meu filho já está a dormir. Este ano ja paguei em impostos e multas dezenas de milhares de euros, todos os meses pago um balúrdio de TSU, tenho custos financeiros indescritiveis por causa da forma como é cobrado o IVA, pago o PEC sobre um rendimento que pode não acontecer, e este filho da puta vem dizer que os sacrificios serão distribuidos de forma mais justa???

Tenho semanas durante o ano em que trabalho 20h por dia, este fim-de-semana não
sabia sequer que dia era. No dia da greve de uma chusma de paneleiros andei na
estrada a pagar portagens e a trabalhar para poder pagar impostos, comecei numa
puta duma garagem sozinho e dei trabalho a uma carrada de gente a quem pago o IRS, a Seguranca Social, Seguros de Trabalho e todas as taxas que o estado me exige, não negoceio salarios brutos, por isso que vão para o caralho com as contribuicões dos trabalhadores, pago salarios decentes e recuso-me a pagar o salario minimo seja quem for, investi e perdi, arranjei-me, voltei a investir e falhei de novo, recuperei e investi de novo e consegui.

E estes paneleiros de merda vêm agora dizer que os sacrificios sao distribuidos de forma justa??? Sabem lá sequer o que é nao dormir, desesperar, cair e levantar sem pedir um tostão que seja ao filho da puta do Estado? Nem subsidio de desemprego nem o caralho?! E tenho que ouvir todos os dias as queixinhas dos policias, dos funcionários, dos professores com horario zero, dos funcionarios dos correios, dos anacletos e afins, que fujo ao fisco, que exploro os trabalhadores, que tenho que pagar mais impostos, que sou um parasita????

Ja paguei todos os impostos de facturas que até agora nao consegui cobrar (IVA e IRC), paguei IRC sobre stocks que nao sei se algum dia conseguirei vender e os sacrificios sao distribuidos de forma justa??!!!

Os 2000 funcionarios da CM de Albufeira trabalham das 9h as 15h com intervalo para almoco, e de caminho a mesma CM entrega e paga servicos a empresas privadas.
Decidiram mudar a escada da parte velha, fecharam-na, derrubaram a antiga e colocaram a estrutura em metal, após quinze dias retiraram a mesma estrutura e colocaram-na em madeira! E ainda queriam fazer um elevador ate à praia!!! E eu pago.

Num qualquer Instituto mais de 50 chulos tratam de 9 putos. E eu pago.
Substituem administradores pagando indemnizacoes, contratam o Fernando Gomes e o Nuno Cardoso. E eu pago. Inventam Institutos e Fundacoes. E eu pago.
Inventam as SCUTS. E eu pago. O PEC. E eu pago.
O Presidente apela ao patriotismo. E eu pago.
Sr Presidente, com todo o respeito que me merece, va-se foder!

A CM de Paredes de Coura faz Parques de Estacionamento sem transito. E eu pago.
O anacleto Sá Fernandes rebenta com o orcamento da CM de Lisboa. E eu pago.
Sacrificios???!! De quem caralho?!

Prestam-me um servico de merda na saude, a educacao e tão miserável que sou obrigado a pôr o meu puto num colégio privado, nem me atrevo a cobrar dividas em Tribunal devido à miséria que é a Justica. E pago.

Preciso de uma puta de uma cirurgia e tenho dezasseis mil pessoas em lista de espera, pelo que se não tivesse um seguro de saude estaria como milhares de desgraçados que se calhar já morreram. E eu e eles pagamos.

Os sacrificios são distribuidos de forma justa??? Como caralho??!!! E aquela esfinge paneleira de oculos que preside ao Banco de Portugal está a espera de colectar mais 0,03% do PIB com o aumento do IVA?

Pois tenho uma pequenina novidade para o reconhecido génio. Talhos, advogados,
lares, lojas de móveis e outros pequenos negocios que conheço já têm a contabilidade e pagam impostos em Espanha... e eu, assim seja possivel, no ano da graca de 2006 pagarei todo o IVA, IRC e contribuicões em Vigo.

A chulice destes filhos da puta que vão cobrar ao caralho! E quero que se foda a solidariedade e a conversa de merda porque nao me sai do corpo para o dar a chulos. Por alma de quem? Mais justo??!! "



(Autor Desconhecido)



Impressão Digital Cereza às 21:03
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Domingo, 19 de Junho de 2005

O colchão da Majoca!

Eu não aguentava até ter aqui um texto assinado pela Majoca, pela sua boa disposição.... e de facto foi o que aconteceu! Muito me ri, quando ela me falou pela primeira vez do colchão dos tremeliques! Majoca SUA NAUGHTY GIRL!!!


Fox copy.jpg


A pedido da nossa querida “ patroa” vou ter a humildade suficiente de assumir publicamente a minha burrice, contando um episódio que vos poderá ensinar qualquer coisa.

Recuando para um dia vulgar da minha vida, meu telefone fixo despertou. Uma voz masculina, deveras interessante, perguntou por mim, solicitando a minha ajuda para um inquérito sobre Segurança Rodoviária.
Minha vaidade bloqueou grande número de meus neurónios e lá me dispus a colaborar…e acertei tudo !!!

Ao fim duns minutos, como tinha sido tão gentil, acabava de ganhar um Kit especial para o carro, de um certo valor atraente, e que deveria levantar num local, por acaso bem acessível para mim.
Ora, porque não ir receber meu rico prémio?!

Tudo fácil. Aqui, a menina, lá encontrou a morada e alguém muito delicadamente, solicitou a resposta a questões sobre a saúde, fazendo-me entrar para uma grande sala.
Não percebendo ainda nada, verifiquei a presença de muitos grupos de casais, na sua maioria de classe etária mais elevada que eu, conversando atentamente com uma doutora.

Uma senhora muito simpática pediu minha colaboração num certo estudo, intensivo e extensivo, de que eu tentava encontrar o objectivo, a que me dispus a colaborar.
Por fim fez-se luz! Mas só depois de me levarem a outra sala, onde pasmando, encontrei uma grande cama. Aí acordei e só me apetecia rir… Mas educadamente ouvi a derradeira e única explicação de todo o cenário: era candidata a compradora de um fantástico colchão que fazia muita coisa…oh oh oh !

Mas tinha um senão…o preço!!
Na moeda antiga, 700.000 contos (nem devia dizer).Claro que aí me ri. Eu com aquele acessório? Jamais! Ainda se falasse…porque era realmente dotado de uma características deveras interessantes, conforto, material que anulava doenças e… massajava dos pés à cabeça com intensidades variáveis!
Não podem mostrar este tipo de acessório a uma loira e mais assumidamente burra naquele dia.

Imaginem a confusão de emoções associadas a um desejo compulsivo de ter tal elemento na minha grande cama e a impossibilidade financeira de o adquirir.
Eu até nem respondia às características necessárias. Era saudável, não tinha sido enviada por qualquer médico ou afins, da saúde pública, mas poderiam facilitar-me, com um pagamento em dois anos.

Tão naife que sou…pensando que finalmente estava esperta, olhei à minha volta, e questionei a presença de pessoas idosas, que deveriam ter reformas baixas, o poderem pagar tal coisa. Essas teriam facilidades de pagamento em 4 anos, mesmo que pobrezitas, iriam de certeza gozar seus últimos anos, nas delícias de tal objecto, com mais saúde e mais felizes ( aquelas massagens… ai )

Bem, finalizando, respondi: Será que eu estou na 3ª idade? Aí estraguei tudo…
Um elemento charmoso, moreno, destilando mel, na hierarquia, sr. Director, veio ao meu encontro.
A partir daí, eu também era a doutora. Teria muito gosto mas de certeza não era possível visto não corresponder à idade.
Não devo estar muito longe…respondi eu.
Só vendo O BI respondeu ele. E eu mostrei!!! O tal ser vivo lindão, aceitou e disse, façam todas as facilidades…

De repente tinha à minha frente montes de papéis sem eu me poder safar daquela encrenca.
Saí dali atordoada, mas sem esquecer meu rico e malfadado prémio, acompanhada de alguém que ia medir minha grande cama ( ainda por cima) .

Como devem calcular, enquanto me delicio com os tremeliques deste bendito colchão, relembro a burrice que me sai da carteira, durante 4 anos, com a esperança de uma maior longevidade e sim…pensando que poucos têm algo que a qualquer hora faz massagens de cima à baixo ( cof cof cof) e sem barafustar!!!

O que eu vou sofrer com os vossos comentários!!! Mas a patroa mandou!




Majoca


Impressão Digital Cereza às 23:13
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Sábado, 18 de Junho de 2005

Onde anda esta gente?

Ultimamente tenho dado uma volta pelos arquivos, e temos falado entre nós! Algumas pessoas muito importantes para este blog têm andado por vezes desaparecidos... "paineleiros" activos e entusiasmados! De resto, é normal, uns vão, e outros aparecem... mas há algumas pessoas que gostaria de referir, porque foram determinantes para o desenvolvimento do UJ


visage copy.jpg

À Procura deles...


Pataniska, sei que andas alucinada com livros, livros, livros... alias estás em transe mesmo, mas tenta arranjar uns minutos para falares conosco.

Heaven, tu também... também sei que andas cheio de trabalho, ou então a namorar...mas bolas e nós?

Suicidal_Kota, ai que raiva que me dás.... tu sabes que eu adorava os teus comments, agora tens aparecido de vez em quando, e tão "amargo", que se passa?

Constancinha, onde andas tu??? Voltaaaaaaaaaaaa

E finalmente uma pessoa que todos adoram neste blog, o diabinho Louis_phere... que é feito de ti????? estamos fartos de pensar em ti!!!! Já vi que ele nem ao IRC tem ido... passa-se algo? VOLTA RÁPIDO.


Agora uma palavra especial para a mais antiga das paineleiras... a nossa menina... a nossa relacções públicas... A Erina! beijinhos nina... que andes por aqui por muito tempo!


Impressão Digital Cereza às 22:47
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Sexta-feira, 17 de Junho de 2005

Agradecimentos.

Ainda o almoço... O Abel quis agradecer a vossa simpatia ao comentarem o poema que ele me mandou. Acho que temos mais um novo bloguista. pelas nossas bandas.


_DSC2307-26-02-05-Olhosamou copy.jpg


O coro melodioso que até mim chegou
Trouxe sinfonia que me entusiasmou.
Mau abalado coração
Resolveu dar uma explicação



Namibe, deserto onde nasci
Sol e maresia abundam por ali
Nu nadava na enseada que era grande
De seu nome, era mas já não é Alexandre.



Articulava fantasmas que se mantêm de pé
E naquele dia, estava na amena Nazaré!
Até o chocolate lembrou gente que não estava
E que agora até na Suiça habitava.



Pescadores eram meus pais
Tal como nesta Vila foram tantos
Agora são recordações banais
De vidas doridas, em poesia, encantos.



Claro que a Musa ajudou no esquema
Pelos traços da minha gente morena
Trazendo à memória coisas guardadas
Que quero tanto, agora reveladas.



Bondade a vossa pelo elogio carinhoso
E a simpática Cereza não rejeitou, na selva, a participação
Por isso meu humilde corpo flecte por tamanha ovação
Não habituado na descoberta deste desvio fabuloso.



Abel



Impressão Digital Cereza às 09:57
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2005

Construo Metáforas... (video já retirado)

Uffa que este post estava dificíl de sair! Tinha pensado noutro video, mas não encontrei... São quase 5 da manhã e ainda ando aqui! Resolvi então por este tema lindissimo! Quem não viu o filme "Closer"?
Acho que se adequa na prefeição ao texto do nosso mais recente "reforço" deste blog. Aqui fica o primeiro "trabalho" da Safira.



3573 copy.jpg


Se cruzasses o meu caminho naquele dia, certamente eu teria parado. Subtilmente inclinaria a cabeça e ter-me-ia encostado à parede fatalmente fria. De certo teria desviado o olhar até que os teus passos se afastassem. Em seguida apagaria o seu som… porque ocupa espaço.


Desmaiam as tempestades nos beijos do nosso olhar que mal o dia entristece como fumo se desfaz. Até quando vamos resistir?


Brincam raios de luz no teu sorriso… no fundo dos teus olhos entrevejo o brilho onde se esconde o paraíso e morre o meu desejo. Morre? Subsiste? Já nem sei...
E é na insónia da noite que pesquiso o coração e tento desvendar os seus mistérios. Tento que o senso – que não é comum – me ajude a abrir portas e a fechar janelas.


Olho para o outro lado e com desvelo de memórias dispo o teu rosto de rugas como um retalho de céu a brincar no teu cabelo… que bem me fazes sentir! E com dedos juvenis moldo o calor do teu corpo em melodias de pele a preguiçar no desejo… há muito contido.


Quem te disse que o amor era a voz da juventude?! Na brisa do coração até a idade voa. Amar não deve ser pecado, quando o coração se despe no incêndio da ternura onde os destinos se inventam.


Os meus olhos buscam as imagens onde irá descansar o pensamento. Fecho-os, sinto-te, aquieto-me, descanso... Aguardo o dia seguinte na esperança que me traga calma.
Não consigo... construo metáforas!


Safira
06-05-05




Impressão Digital Cereza às 05:03
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Terça-feira, 14 de Junho de 2005

Urban Jungle

Este almoço foi um sucesso... mas sabem porquê? Porque criou entre todos nós uma grande cumplicidade! Talvez por isso o Maslow resolveu deixar-nos esta espécie de "mensagem".




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<p>Este almoço foi um sucesso... mas sabem porquê? Porque criou entre todos nós uma grande cumplicidade! Talvez por isso o Maslow resolveu deixar-nos esta espécie de "mensagem".</p>
<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><a href="<a href="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/Wiejewiatr3 copy.jpg"><img alt="Wiejewiatr3 copy.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/Wiejewiatr3 copy-thumb.jpg" width="266" height="400" border="0" /></a>
</td></tr></table>
<p>De todos entre todos eu fui todo,
Semeando sorrisos que me abriram à chegada...
No prolongamento da vasta mesa o infinito desses olhos, brilhando,
No conforto de nos sabermos apetecidos, apetecendo-nos as mãos e os dedos,
De forte desejo que pensei entre todos os abraços que os lábios repetiram.
A visão implícita de todas as promessas que cruzamos, limiares da nossa alma,
Fazem-me pulsar o coração mais forte e o sangue carregado de emoção viaja, louco,
Num insano desvio sobre todos os rostos, sobre todos os olhos, sobre todas as vozes!
Evitei adicionar o potássio que transforma em desejo intenso o calor dos corpos,
Na beleza humana em movimento perpétuo entre a mesa e o dia.</p>
<p>É pura imaginação a realidade mais próxima de mim, não sei até onde existem,
Ignoro onde termina e até onde se estende esta vontade de encontros,
Não imagino sequer se os irei ver a todos outra vez. Sei sim que vos quero!
E assim escorreu o encontro de todos num todo onde eu fui tudo...</p>
<p><STRONG>Maslow</strong></p>

Impressão Digital Cereza às 23:42
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Fantasias da Nazaré!

Para encerrar o capitulo do almoço, resolvi publicar aqui dois textos. O primeiro do Flyman, que deixou nos comentários. Achei o texto tão genial que resolvi destaca-lo.Uma visão romanceada do nosso já famoso almoço em terras da Nazaré.



migrations copy.jpg



Eu não sei a que almoço voçês foram... Mas aquele onde eu fui não foi bem assim... e estavamos lá todos... será que comi alguma coisa estragada?... Passo a descrever: Finalmente, os urbanos paineleiros largaram por um dia... por um dia, não... por umas horas, os teclados e as telas luminosas, onde afixam as suas mais profundas crenças, reunindo-se num espaço surrealmente espantoso.


Vindo do céu, acompanhado pela minha deusa ^Erina^, montados no meu negro garanhão alado, apercebi-me antes de pousar, de um perímetro de segurança, criado por uma dezena de seguranças de 2,20m de altura por 2,20m de largura, de fatos e óculos escuros, com auriculares, que zelavam pela nossa privacidade. Quando o meu Pegasus pousou suavemente, levantando uma ténue nuvem de poeira, ao fechar as grandes asas, aparecem irrepreensivelmente fardados, dois valetes que se encarregavam de levar os nossos fantásticos meios de locomoção e de os entregar, a uma equipa devidamente certificada, que deles iam tratando.O meu fantástico cavalo, logo foi brindado com um fardozito de palha de Abrantes.


Mais lá ao fundo, destacava-se uma cerejeira deslizante, pensei logo que era o transporte da Cereza, claro. A um canto estava uma vassoura, a da Morgaine... (num canto especial, bem entendido, não era um canto qualquer...). No hall de entrada, a primeira surpresa: uma belíssima morena, de olhos vendados, qual filme de Kubric, ia distribuindo toalhetes húmidos perfumados, com os quais nos refrescávamos da viagem. A seguir, veio outra belíssima morena, que igualmente de olhos vendados nos indicava os "changing rooms", onde eram distribuídos macios roupões turcos, usados sobre os sexy fatos de banho, por nós escolhidos para a ocasião. Depois de estarmos já mais à vontadinha, apareceu então um dos dois eunucos (vendados, claro...) que nos indicou o caminho, através de um túnel de paredes de pedra, iluminado por milhares de velas, para a zona da festa propriamente dita.


Era uma área cheia de árvores tropicais, que circundavam uma piscina de água morna azul turquesa. Pedregulhos de granito negro, interrompiam as paredes e muretes caiados, de onde pequenas quedas de água brotavam por entre as plantas e flores de mil cores. Confortáveis espreguiçadeiras, encontravam-se estratégicamente colocadas em torno da piscina, acompanhadas por mesas de apoio. Os empregados, uma dúzia de belíssimas morenas e dois eunucos (todos vendados, claro), moviam-se com destreza e elegância por entre os convivas e pelos obstáculos fixos e móveis, sem nunca lhes tocarem, nem correrem o risco de cair à água.


Entretanto, enquanto a tribo não estava toda reunida ia-se bebericando uns aperitivos... Quando finalmente só faltavam o meu caro Watergod, o Maslow e o Absurdo, foi-se lentamente degustando umas ostras, deitadas em cima de gelo em tabuleiros de prata. A ementa prometia... a luadourada com um ar muito satisfeito, o frisco um pouco nervoso porque a responsabilidade da escolha do local era dele e da morgaine que esta sim, de nervoso não tinha nada e estava completamente endiabrada. A Cereza linda, ao lado do Guldan, que olhava para ela como se fosse Afrodite na Terra... O Corto_Maltese, muito calado mas muito atento... A platinada morena Majoca distribuia simpatia. A bem disposta constancinha sempre sorridente. A Marta espalhava charme... O Criador_Sonhos, tinha à sua volta uma bruma rosada, própria de quem sonha muito... A ^Erina^, deusa minha, Luz dos meus olhos, Flor do meu jardim, Sol da minha vida, estava deslumbrante (e quase me ofuscava)... a Starry trouxe miminhos para todos (quando a vi nem acreditei que ela estava lá!...) Jatgo, um Senhor... anasimplesmente, caladinha, a curtir o momento... e eis que chegam o meu caro Watergod e a sua linda deusa (se ele é um deus, deve estar com uma deusa, não?), que logo se pôs a ver quem estava com o flanco desguarnecido, para de pronto espetar uma alfinetada...


De repente, todas as morenas vendadas saltaram para a piscina!!! Era o Maslow que tinha chegado! A vibração provocada pelo seu potente veículo, provocou-lhes esse efeito. Já sabiam da sua fama e assustaram-se, quais gazelas temerosas. Assim que ele entrou, logo se acalmaram, não podiam ver a mal contida expressão de diabinho dos seus azuis olhos... e finalmente depois disto tudo, lá apareceu o Absurdo que tinha ido dar a volta a Portugal. O almoço decorreu calma e languidamente. O Sol cada vez mais forte, convidava ao mergulho naquelas tentadoras águas. Espanto dos espantos!!! Olho para as miúdas e estão todas de fio dental!!! Mas... mas... e a escova de dentes e o elixir não se usam depois das refeições?!... Depois deste susto, lá fomos para outra zona onde estava outra belíssima morena a mover-se num misto de dança dos sete véus com dança do ventre. Era a zona chillout... mas a alguns de nós só conseguiram o hotin... E como o tempo passou a correr, meus amigos!... O entardecer alaranjado levou ás inevitáveis despedidas... A época de Verão está lançada nesta Selva: COM ESTILO!


Flyman
@ junho 13, 2005 12:35 PM



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Agora vou publicar um texto, que me mandaram depois do almoço do blog. Quem esteve na Nazaré deu concerteza por um senhor, sentado ao fundo da mesa, de bigode, um pouco deslocado... estava acompanhado da mulher, a Luadourada. Descobri que escreve maravilhosamente. Mandou-me este texto que adorei. Fico sempre muito sensibilizada quando me escrevem algo. Abel, obrigada...está lindissímo. Espero que a partir de hoje te tornes um dos nossos... que nos mandes alguns textos, e nos brindes com os teus comentários.



Imaginary_by_TheTragicTruth_Of_Me copy.jpg



Atractiva, quando te vi, não sei!

Depois, observando, apreciei

Que medir os outros por dentro

Nunca ou raramente… tento.


.

De um encontro informal

Num dia com gente consciente

A junção de mero acaso

Colocou-nos frente a frente.


.

Os teus loucos vintes já se foram

E muitas mais coisas também

Graciosidade e beleza ficaram

Pertinho de mim, um bem.



Maturidade, são coisas delicadas que nem toda a gente tem.

A tua é bem saliente

E o “OCEANO” estava cheio desse presente

Pertinho de mim também.



Na comunicação, homens e mulheres contentes

Melhores ou piores, somos diferentes.

Os sentidos que a mulher encerra,

Sugiro a competência na guerra.



Veio o maligno cigarro

Que nos mata lentamente

Embora traga catarro,

Mesmo assim gostamos

Porque também somos

Gente que sente.



Pela satisfação que me sobeja,

Esvoaça uma branca rosa de Presente

E que a Divindade proteja

A “CEREZA” eternamente.



11/6/2005
Abel Marques





Impressão Digital Cereza às 00:54
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Domingo, 12 de Junho de 2005

Sua cambada de doidos!

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(Foto de Corto_Maltese)



Afinal ninguém se chegou á frente para escrever o texto do almoço... E pronto lá tenho eu de teclar qualquer coisa. Preferia que isto fosse um texto de humor, mas infelizmente não faz o meu género.
Acho que hoje vou mais para o “lamechas” ... é verdade eu lamechas vejam só! Mas a certa altura do almoço estava a olhar para as pessoas que lá estavam, e pensei como é possivel um blog reunir tanta gente, e cada uma com uma história de vida tão diferente... histórias que foram contadas exactamente neste blog, e que nos uniram de uma maneira muito especial, direi mesmo de uma estranha cumplicidade. Dei por mim, a abraçar e a beijar efusivamente pessoas que nunca tinha visto na minha vida, mas que para mim eram-me tão queridas, como as amizades que tenho de longos anos.



Bem... passando á frente... Como todos sabem o almoço foi na Nazaré com o Francisco Sousa Mendes (frisco) e a Morgaine a organizarem tudo! Foram incansáveis, e mostraram porque razão são pessoas tão especiais! Acaba por ser estranho, se pensarmos que o neto do Dr Aristides Sousa Mendes, que nos encantou no blog, com as histórias fantásticas do avô, foi quem tratou de tudo... indo várias vezes de Santarém à Nazaré a propósito tratar do nosso almoço com o dono do Restaurante.... apenas porque queria que esta reunião fosse para a frente....mas há pessoas assim, maravilhosas. Obrigada Francisco! Da nossa “bruxinha” Morgaine já falo mais abaixo!



Bem mas está tudo curioso para saber quem foi, né? Então vejam os nicks:
Mart_30, Starry_Night, Maslow, Criador_sonhos, ^Erina^, Flyman, Watergod, Ana_, Frisco, Morgaine, Anasimplesmente, Majoca, Jatgo, Driade, Constancinha, Luadourada, Abel_, Absurdo_25, Corto_Maltese, Guldan e eu, claro!



Um bando de doidos, acreditem! A Starry veio directamente da Suiça para este almoço... é que só pode ser mesmo passada do juízo! A Constancinha apareceu de surpresa, (avisaram-me na noite antes que ela ía, mas eu fiz o meu papel – Constancinha ;)) Em contrapartida o Absurdo para ir de Lisboa á Nazaré, passou primeiro por Santarém e outras terras... nunca pensei que chegasse antes do lanche!



O Maslow chegou atrasado.... assim que entrou no restaurante, levantou tudo o braço a chamar por ele... Lá nos apertamos todos, e ele conseguiu sentar-se a meio da mesa.... Só se ouvia tudo a rir.... Bolas que ele tem mesmo piada! Que o diga a Erina o Fly, a Anasimplesmente (elegantissima), a Starry, a Mart, e a Driade (Nova comentadora, né Driade?) que estavam perto dele.
Bem, por falar em Erina e Flyman... mas que dois!!! São danados para a brincadeira!!! O flyman vou confessar é outro que não se consegue estar sério ao pé dele... Só as gargalhadas dele, contagiam o pessoal.



Numa ponta da mesa estava o Watergod, o Jatgo (conseguiste vender o teu lugar?), a Ana_ o Criador, não sei bem que conversa ía para aqueles lados... só sei que quando o Water veio ao pé de mim, já enrolava um cadito as palavras LOLLLL.... joking, mas que estava muito alegre, estava... ehehehehhe!
Por falar nisso o Criador também estava no mesmo estado! Criador tens e nos contar o que se passou para aqueles lados.



Ao meu lado ficou a Majoca... acreditem fiquei fã! Ai ri tanto... a certa altura falamos do video dos simply red que estava no blog, a dar as ultimas instrucções sobre o almoço... a que proposito o Flyman diz que prefere praia, diz ela: ai é tão bom estar na piscina, sobretudo á noite, e mergulharmos nús nela! E eu: mas quê nós? Todos nus? Foi a gargalhada geral e risada para toda a tarde... a Majoca ficou vermelhaaaaa, mas cada vez que abria a boca ainda riamos mais! Majoca fiquei tua fã!



Á minha frente tinha o Corto_Maltese, e ao lado o Guldan... a sério, não sei qual dos dois é mais calado!!! Lollll Sei que estavam a gostar, mas falar não é o forte deles. Guldan, mas tu, eu sei, que falas buéeeee :P



Imagem 1274 copy.jpg

(Foto da anasimplesmente)



Ao pé de mim tinha a bruxinha mais querida, mais linda, mais fantástica, mais... ai... nem tenho palavras para descrever a Morgaine! Acho que a Morgaine foi a pessoa mais adorada pelo grupo. Ela estava triste e cansada, e eu sei porquê... o que não interessa para caso... mas esteve sempre feliz ao pé de nós! A marota juntamente com o Frisco, e a cumplicidade da Lua (és outra marota tu) e do Abel_ apareceram-me com um bolo com o nome do blog... cheio de cerejas, e uma bruxinha (que é a Morgas claro).Houve champanhe e tudo vejam só!



Não sei o que estavamos a comemorar.... os 20 mil visitantes ao blog, os 30 mil que estão quase aí.... os 9 meses de existência, não sei... mas também não interessa nada... Só sei que nos divertimos imenso!
O meu obrigada a todos, vocês são simplesmente MARAVILHOSOS!



Mas... ahpoizé, não é só serem maravilhosos, para completar esta historieta, peço que nos vossos comentários contem mais pormenores do almoço... é que muita coisa passou-me ao lado!



Até ao próximo encontro!




Impressão Digital Cereza às 15:22
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