Domingo, 31 de Julho de 2005

Uma letra, um nome... "B"

Ora aqui vão os B´s




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B, de Baltazar a Bruno



Baltazar – Deriva do assírio Bal-sar-ussur e significa "Baal protege o rei".

Bárbara – Provém do latim “barbara”, que significa estrangeira. Este nome provoca algum receio e evoca uma pessoa auto-suficiente que despreza quem a rodeia. Trata-se de alguém que se isola no seu feudo onde se dedica à reflexão. É uma mulher inteligente e dotada que descobre soluções que lhe permitam comunicar com o comum dos mortais sem descer do seu pedestal.As pessoas sentem-se cativadas pela sua autenticidade e generosidade, mas mesmo quando é adorada não perde tempo com demagogias baratas, razão pela qual pode, por vezes, arranjar inimigos.

Barnabé – Do latim Barnabas tem como significado "filho do profeta".

Bartolomeu– Deriva do aramaico Bar-Talmay existindo o nome quer em grego Bartholomaios, quer em latim Bartholomeus e significa "nascido num monte".

Basílio – Deriva do grego Basileios e significa "Rei".

Beatriz – Deriva latim “beare”, ous seja, aquela que traz felicidade. Inimiga da ociosidade, está muitas vezes insatisfeita com este mundo. Sofre e revolta-se com as injustiça e a miséria, pelo que só tem duas alternativas. A primeira consiste em encontrar o seu princípe encantado, e espera na sua torre de marfim. A segunda alternativa é dedicar-se a uma causa que defenda dignidade humana. Seja como for, Beatriz vive em função do amor, a única coisa que traz felicidade.

Bela – Para este nome temos vários significados, pois várias culturas o utilizaram. Em germânico significa "Urso" enquanto que em basco significa "corvo". No dialecto celta significa "choupo" enquanto que no hebraico significa "senhor". Significa também "linda".

Belmiro – Deriva do germânico Bald+Mir e significa "audaz e afamado".

Benjamim – Deriva do hebraico Benyamin e significa "o filho da mão direita ou da felicidade".

Bernardo – Deriva do germânico Bernhard, ou seja, ber (urso) e hard (forte e corajoso.

Berta - deriva do germânico berth e significa "célebre; brilhante"

Branca– deriva do latim medieval Blanca, ou seja, clara.

Brígida – significa "grandeza e força" e deriva do celta Briganti ou de uma latinização do irlandês Brighid

Bruno – Este nome pode vir do latim “brunus” ou do germânico “brun”, que em ambos os casos significa moreno. Prima pela incoerência e tenta conciliar os seus ideais com a realidade que o rodeia, o que nem sempre é fácil. Todavia é um dos poucos que consegue resolver este paradoxo. Dono de um pensamento analítico e profundo, não cede às soluções fáceis, factor que o resguarda dos azares da vida. Convicto e perseverante, não se deixa abalar pelo infortúnio, podendo muitas vezes atingir o sucesso.



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Sábado, 30 de Julho de 2005

Uma letra, um nome... "A"

Bem chegou o momento de desanuviar! A partir de agora, "de vez em quando" entre posts vou postar o significado dos nomes... mas nomes tipicamente portugueses... por isso peço desculpa ás Katias, vanessas... fabios...
Começamos pelo A... Uma letra, um nome, uma face...




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A, de Abel a Aurélio


Abel – Do hebraico Hével (efémero) ou derivado do assírio Ablu (filho), significa vaidade. Segundo filho de Adão e Eva veio a ser assassinado pelo seu irmão Caim. Este nome define uma pessoa sensível, terna, sonhadora e receptiva. Gosta de viver em harmonia e abomina a competição e as batalhas. A segurança afectiva é para ele uma necessidade e só assim encontra o seu equilíbrio, que se canaliza em criatividade e fantasia. Desta combinação resulta um artista.


Afonso – Da conjugação germânica Hathusfuns que significa pronto para o combate. Este nome, disseminado no sul da Europa pelos Visigodos, combina os termos “adal” (nobre) e "funs" (apto). Falamos aqui de uma personalidade cuja imaginação o transporta muitas vezes para um plano onírico. É normalmente sensível, quase frágil e vive ao sabor das suas emoções. Sabe ouvir os outros e comove-se facilmente com os seus problemas, para os quais busca soluções. A sua pureza e tolerância fazem com seja simultaneamente sedutor e perturbador.


Alberto – Deriva de dois termos germânicos, “adal” e “berth”, que significa nobre célebre e/ou conselheiro dos espíritos. Estamos perante um pensador solitário que abomina os aspectos frívolos da vida. Trata-se de uma pessoa racional com uma grande capacidade de trabalho e que acredita apenas naquilo que vê. Porém, na intimidade pode ser uma pessoa sentimental e na amizade é fiel.


Alda – Este nome vem do germânico “alda”, que significa velho experiente ou grande. Alda é franca e senhora de um espírito aberto. Profissionalmente é conscienciosa, perseverante e, em equipa, um elemento de grande valor. Na vida privada prefere uma amizade forte e livre dos grilhões do compromisso que podem pôr em xeque a sua liberdade. Seduz pela sua simplicidade, generosidade e maturidade.


Alexandra/e – Dos termos gregos “alexein” e “andros”, respectivamente, proteger e homem, ou seja, defensor do homem. O ar sonhador de Alexandra esconde um espírito tenaz, lutador e mesmo conspirador. Na prática impõe-se pela oposição e exprimindo a sua diferença. Propensa a crises existenciais, sai destas fases mais forte e determinada. Alexandre é um líder nato, cuja maior preocupação é melhorar a vida dos demais, desempenhando um papel preponderante a favor do progresso. Mistura bem conseguida de doçura e determinação, o seu segredo reside na sua toral disponibilidade. A filantropia assenta-lhe como uma luva. Alexandre é decidido e muito teimoso, não pensando duas vezes em arriscar-se para obter o que deseja. O facto de ser detentor de uma inteligência muito aguda poupa-lhe esforços para subir na vida, mas raramente enriquece, mesmo apesar de ser uma pessoa económica.


Alexis – Do sânscrito Raksatin ou do grego Alexein e significa proteger.


Alfredo – Nome de origem germânica. Alfredo é um individualista convicto dono de um carácter sensível e introvertido. Quando se apaixona, põe de parte a sua individualidade e pode chegar a fazer muitas concessões, sem que no entanto assuma qualquer compromisso. Abomina os contratempos que o podem travar.


Alice– Nome que deriva do germânico “adal” (nobre) e “haid” (estirpe). É geralmente inteligente e dona de uma imaginação fértil, muito embora a susceptibilidade a possa desequilibrar com facilidade. Pragamática e sensata no quotidiano, jamais desdenha os prazeres que a vida lhe possa proporcionar.


Álvaro – Do germânico Adalvar que significa nobre guerreiro. Este nome caracteriza uma pessoa com os pés assentes na terra e com um grande espírito de sacrifício. Todavia exige dos outros em proporção aquilo que lhes dá. Gosta comunicar, de dar conselhos e empenha-se de facto em compreender as outras pessoas. Senhor de uma inteligência aguda é também bastante susceptível relativamente às suas aspirações. À parte disso tem um bom sentido de humor.


Amália – do visigodo Amal e que significa trabalho


Amélia – é uma variação de Amália e poderá significar também laboriosa, do germânico Amalie


Ana – Do hebraico “hanna”, que significa graciosa. Consciente das responsabilidades, pode à primeira vista parecer um pouco fria. Porém, o seu coração pode ser quente, mas de uma forma selectiva. Prefere a solidão aos laços medíocres, a verdade às noções enganadoras. Ana é uma pessoa com um espírito analítico e moralizador, mas quando encontra uma companheiro à sua altura defende o seu direito à felicidade com tenacidade. Trata-se de uma pessoa capaz, procura as coisas que duram e que tendem a melhorar com o tempo, a paz interior, a sabedoria e a serenidade.


Anabela – é a bela Ana (ver significado de Ana).


André / Andreia – Deriva do grego “andréas” que significa viril, corajoso. Estamos face a uma pessoa inteligente, sólida e equilibrada Optimista por natureza, esta faceta fortalece-lhe o espírito, que é de natureza afável e delicada. É um ser frequentemente dotado para as artes e de cariz comtemplativo. Evidencia-se em determinadas situações alguma dificuldade em fazer escolhas, mas quando o faz assume-o e dedica-se. É um ser humano completo, íntegro e civilizado.


Ângela/o – Pode ter a sua origem no grego “eggelos” (mensageiro) ou no latim “angelus” (anjo). No feminino estamos perante alguém que sabe o que quer, mas que apenas tem dúvidas em relação à forma de o obter. Apesar da sua aparência feminima e frágil esconde-se uma lutadora obstinada capaz de se arriscar por causas inteligentes. As suas paixões são avassaladoras , se bem que por vezes caóticas.


Antónia/o– Este nome poderá ter a sua origem no latim “antonius” (inestimável) ou no grego “antheos” (flor). Antónia reflecte uma personalidade frágil e de grande dependência afectiva para quem constituir família é a principal meta. Dona de uma grande imaginação e sensibilidade, o mundo em que vive é só seu. Os detentores do nome António procuram o equilíbrio, reagem de acordo com os seus sentimentos e têm necessidade de agradar e de estabelecer laços de paz com quem os cerca. Gostam do belo e procuram o prazer. A sua faceta extrovertida encontra eco na forma como comunica. Os planos metafísicos exercem sobre ele uma grande atracção.


Artur – Do celta Art (urso) e Ur (grande). A imaginação ocupa um lugar de destaque para o Artur que muitas vezes confunde os sonhos com a realidade. Tem uma personalidade complexa e uma grande vivacidade de espírito. Vive o presente em busca do futuro, mas o passado pode muitas vezes reservar-lhe surpresas desagradáveis das quais tenta desenvencilharse. Encontra a realização e a paz de espírito na arte.


Augusta/o – Nome que tem origem no termo latino “augustos”, ou seja, aquele que é majestoso, consagrado ou digno de veneração. Augusta é idealista, generosa e dedica-se com intensidade aos projectos ou pessoas que escolhe. Poder ter algumas crises de identidade e angústias, devido a contrariedades na sua contribuição para um mundo melhor. Já o Augusto é rigoroso e combativo, por vezes, belicoso. É um estratega e um gestor de alto gabarito, que assume as suas responsabilidades com prazer. Contorna e ultrapassa os obstáculos que o limitam. Tem um coração generoso.


Aurélio – que significa ouro, do latim Aurelius.




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Sexta-feira, 29 de Julho de 2005

Para ti Morgaine

Já temos a nossa "morgas" de volta :) Deixou-nos estas palavras:
Tinha pensado escrever um post mas mudei de ideias. Provavelmente iam achar enfadonho. Por isso aqui fica o comentário, para este tema poder acabar e a cereza colocar outro dos seus belos posts para nos animar a todos. Garanto-vos que estou a sorrir. Que sorri com as vossas sms. Quando as recebi estava junto da urna do meu irmão a acariciar-lhe o rosto como fazia quando ele tinha dores. O nome dele é Pedro. Tinha 42 anos. Foi-me levado não sei porque, mas também levou uma parte de mim porque ele e eu eramos iguais. E porque ele me chamou 10 horas antes de morrer, porque me pude despedir dele e porque pude ouvi-lo dizer: "Marta, és a minha especial e eu gosto tanto de ti. Preciso que fiques bem, se ficares eu também fico." Quantas pessoas têm esta oportunidade?? Que dizer de alguém que seis horas antes de morrer estava completamente lúcido, e a lutar contra 43 graus de febre inexplicável ainda se preocupou com um ataque de tosse que eu tive naquele momento dizendo-me ofegante e em silabas:" vê se vais ao médico tratar dessa tosse. Ainda tens o mesmo que eu.." Demos as mãos, encostei a minha cara à dele, deu-me umas tarefas para fazer e pediu-me para cuidar de mim. Amei-o mais do que nunca, e jurei a mim mesma nunca deixar de dizer às pessoas mais importantes da minha vida que as adoro. Segui e seguirei sempre o que disse W. Shakespeare. Estavam cerca de duas mil pessoas presentes no funeral! E eu estou feliz, porque o acompanhei desde o primeiro dia até ao fim. Fiz a minha ultima viagem com ele. Até sempre meu irmão! Agora estás em paz, e eu também estou.



Morgaine
@ julho 30, 2005 10:58 PM



==================================================




Levei o dia a fazer este post... parecia que nada ficava bem, nada estava á altura da tua dor! Não vale a pena dizer aqui o que se passou contigo nestes últimos dias... porque todos nós já partilhamos do teu sofrimento há muito tempo. Sabes bem que tenho uma ternura muito especial por ti, que és minha amiga de verdade, que te admiro...porque acima de tudo és a mulher mais corajosa que algma vez conheci! És forte, carinhosa, sensivel, generosa, dedicada,e linda! Hoje sofri contigo, pensei em ti o dia todo, e estive e estarei sempre ao teu lado em pensamento. Adoro-te anjo!
Deixo-te este texto do William Shakespeare, que o Maslow me mandou há algum tempo. É para ti, de todos nós!


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<p><strong>Já temos a nossa "morgas" de volta :) Deixou-nos estas palavras:</strong>
Tinha pensado escrever um post mas mudei de ideias. Provavelmente iam achar enfadonho. Por isso aqui fica o comentário, para este tema poder acabar e a cereza colocar outro dos seus belos posts para nos animar a todos. Garanto-vos que estou a sorrir. Que sorri com as vossas sms. Quando as recebi estava junto da urna do meu irmão a acariciar-lhe o rosto como fazia quando ele tinha dores. O nome dele é Pedro. Tinha 42 anos. Foi-me levado não sei porque, mas também levou uma parte de mim porque ele e eu eramos iguais. E porque ele me chamou 10 horas antes de morrer, porque me pude despedir dele e porque pude ouvi-lo dizer: "Marta, és a minha especial e eu gosto tanto de ti. Preciso que fiques bem, se ficares eu também fico." Quantas pessoas têm esta oportunidade?? Que dizer de alguém que seis horas antes de morrer estava completamente lúcido, e a lutar contra 43 graus de febre inexplicável ainda se preocupou com um ataque de tosse que eu tive naquele momento dizendo-me ofegante e em silabas:" vê se vais ao médico tratar dessa tosse. Ainda tens o mesmo que eu.." Demos as mãos, encostei a minha cara à dele, deu-me umas tarefas para fazer e pediu-me para cuidar de mim. Amei-o mais do que nunca, e jurei a mim mesma nunca deixar de dizer às pessoas mais importantes da minha vida que as adoro. Segui e seguirei sempre o que disse W. Shakespeare. Estavam cerca de duas mil pessoas presentes no funeral! E eu estou feliz, porque o acompanhei desde o primeiro dia até ao fim. Fiz a minha ultima viagem com ele. Até sempre meu irmão! Agora estás em paz, e eu também estou.</p>

<p>Morgaine
@ julho 30, 2005 10:58 PM</p>

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<p>Levei o dia a fazer este post... parecia que nada ficava bem, nada estava á altura da tua dor! Não vale a pena dizer aqui o que se passou contigo nestes últimos dias... porque todos nós já partilhamos do teu sofrimento há muito tempo. Sabes bem que tenho uma ternura muito especial por ti, que és minha amiga de verdade, que te admiro...porque acima de tudo és a mulher mais corajosa que algma vez conheci! És forte, carinhosa, sensivel, generosa, dedicada,e linda! Hoje sofri contigo, pensei em ti o dia todo, e estive e estarei sempre ao teu lado em pensamento. Adoro-te anjo!
Deixo-te este texto do William Shakespeare, que o Maslow me mandou há algum tempo. É para ti, de todos nós!</p>
<p><img alt="im83 copy.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/im83 copy.jpg" width="197" height="249" border="0" /><img alt="im84 copy.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/im84 copy.jpg" width="199" height="249" border="0" /</p>
<p><strong>Um dia aprendes…</strong></p>

<p>“ Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma.

E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprendes a construir todas as estradas no hoje, porque o terreno de amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio vão.

Depois de um tempo, aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo.

E aprendes que não importa o quanto te importes, algumas pessoas simplesmente não se importam…

E aceitas que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te de vez em quando, e tu tens de perdoá-la por isso.

<strong>Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.</strong>
Descobres que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisa num instante, das quais te arrependerás para o resto da vida.

<strong>Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que tens na vida mas o que és na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.</strong>

Aprendes que não temos de mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que tu e o teu amigo podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

<strong>Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos.</strong>

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós próprios.

Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu próprio podes ser.

Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto.

Aprendes que não importa onde já chegaste, mas aonde vais, mas ou tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

<strong>Aprendes que heróis são aqueles que fizeram o que era preciso fazer, enfrentando as consequências.</strong>

Aprendes que a paciência requer muita prática, descobres que algumas vezes, a pessoa que esperas que te calque quando cais é uma das poucas pessoas que te ajuda a levantar.

Aprendes que a maturidade tem mais a ver com o tipo de experiências que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários celebraste.

Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprendes que quando se está com raiva, tens todo o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo.

Aprendes que com a mesma severidade com que julgas serás em algum momento condenado.

<strong>Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para o consertar.

Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar a trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar… que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais.

E que realmente a vida tem valor e tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.”</strong></p>

<p>William Shakespear</p>

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Quinta-feira, 28 de Julho de 2005

Caso-de-vida de uma anoréctica nervosa a entrar nos ‘intas

É já o terceiro artigo sobre anorexia nervosa neste blog... o que não é demais! é um problema que parece atingir, jovens, adultos, homens e mulheres! É uma história de vida, contada na primeira pessoa... por uma anónima... nem eu a conheço, apenas temos uma amiga em comum.... Entendo que não é fácil falar destas coisas... e compreendo não querer revelar quem é. É um excelente relato!





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(- Preciso perder mais 10 kilos, não acham? Comi demasiado, já volto! )



Sim, vomitar. De uma forma muito directa, é isso que alguém que sofre de anorexia faz: come e depois vomita. Ou então pouco come mas vomita na mesma.
E eu sofro de anorexia nervosa. Mas, ao contrário da maioria dos pacientes que compõem as estatísticas, não sou adolescente: tenho 30 anos. Há 3 anos a esta parte que estou doente.

Pergunta-se, neste momento, quem lê: 30 anos e sofre de anorexia nervosa só há 3? Não pode. A coisa tem vir de trás. De certeza que se passou algo na adolescência... de certeza era gordinha, rechonchuda e gozavam com ela no liceu. Ou se não gozavam pelo menos faziam comentários jocosos sobre algumas banhitas que pululavam pela zona da cintura. E se não foi no liceu, deve ter sido na faculdade. Qualquer coisa do género. Mais uma que quer ser top model, que quer caber num 36, quiçá num 34. Que se olha no espelho e se vê com, no mínimo!, mais 10 quilos em cima.

Pois bem, desenganem-se. Aos 30 anos continuo a não poder fazer uma coisa tão simples e humanitária... como dar sangue... Porque sempre pesei menos de 50 quilos. Os antecedentes familiares assim o ditaram.

Para mim uma refeição é e sempre foi um momento de prazer, de puro deleite: sozinha ou acompanhada. Nunca soneguei comida por debaixo da mesa nem tão pouco me recusei a comer. Vá, pronto, quando era mais miúda não gostava de alface e detestava peixe cozido. Confesso que este último continua a ser o meu grande pecado mortal. E não como doces porque não aprecio. É verdade, uma bola de Berlim não me seduz, nem mesmo nos momentos de maior aflição... talvez um rissolzito de carne, um croquete e uma batata frita-de pacote óbvio e preferencialmente com um sabor bem pronunciado.

Sempre tive dificuldade em encontrar umas calças que me ficassem bem, que não tivessem de levar um arranjozito na cintura. Pasmem: durante muito tempo, quase não conseguia comprar calçado porque tenho os pés magros! Hoje pouco me importa. Depois de anos de pesquisa em shoppings e prontos-a-vestir, aprendi a entrar numa loja e a retirar dos mostruários o que sei que me serve e em que não é preciso nem um retoque.

Ah pois.... Afinal há magras que são mesmo magras! Há magras que não são dieto-dependentes, espelho-dependentes, balanço-dependentes, tabelas-de-calorias-o-dependentes, laxantes-o-dependentes, enche-o-bandulho-e-a-seguir-dedos-na-boca-e-bota-para-fora-o-dependentes.

Mais uma vez perguntam: então mas qual é o teu problema??????

Sempre fui extremamente racional, compulsivamente independente.
Nunca soube lidar com as emoções. Fechava-me ao mundo se algo me magoava. Criei barreiras defensivas, ardilosamente construí mecanismos de defesa para sobreviver às agressões que a vida me proporcionou. Chorar só sozinha e fechada entre quatro paredes, onde ninguém pudesse ouvir ou ver. Gritar nem pensar: isso não seria próprio. Dizer asneiras então, completamente fora de questão: é feio. Discutir e ofender quem me ofende só quando na panela já não coubessem mais ingredientes...

Até que um dia as barreiras caíram, os mecanismos emperraram e naturalmente deixaram de funcionar. As lágrimas continuaram presas, os gritos apertados na garganta, as asneiras coladas na língua. Deixei de me compreender. PERDI-ME.

O corpo tratou do assunto já que a mente não conseguia debelar as dificuldades: comecei a vomitar espontaneamente, invariavelmente depois do almoço e, claro, à porta fechada. A refeição continuava a ser um prazer, um deleite. Só que depois, o estômago entrava em contracção e a única alternativa era, naturalmente, abrir a boca. De facto, sentia-me aliviada. Havia cumprido a minha função: sem chorar, sem gritar, sem dizer asneiras, sem manifestar uma gota do que me atormentava, tinha conseguido deitar cá para fora as coisas.

Assim mantive este ritual de auto-punição durante cerca de 1 ano e uns pozinhos, com manifestações cujos intervalos se tornavam cada vez mais regulares: do episódio mensal, passei ao episódio semanal e quase ao diário. Tinha consciência que estava a ficar ainda mais magra, o guarda-roupa encolhia ao mesmo ritmo que o meu corpo. Os outros comentavam o facto, obrigavam-me a comer ainda mais do que já era meu hábito.

Só me apercebi que estava doente quando, para além de não conseguir manter a comida no estômago – não obstante tentar fazer todas as refeições e ter fome – deixei de dormir, as alterações ao ciclo menstrual se começaram a manifestar: tensão arterial instável, enxaquecas constantes, dores lacinantes e o isolamento, por vergonha, se tornava cada vez mais uma alternativa ao convívio.

Por pé próprio pedi ajuda médica, procurei um terapeuta e comecei a tratar-me. Informei as pessoas mais próximas do que se estava a passar e solicitei apoio.
Como costumo dizer, estou clean há mais de um ano. E ASSIM TENCIONO FICAR.

Aprendi a controlar a ansiedade nos momentos de maior pressão, de maior stress, de maior tristeza, de maior angústia. Aprendi que chorar faz bem, mesmo que esteja alguém ao lado, aprendi a gritar, aprendi a dizer asneiras. No fundo, entrei numa estrada de encontro a mim própria. Onde se caminha ora em passos pequenos ora em saltos de gigante mas sobretudo com a mais ínfima paciência.

O que pretendo com isto tudo? Contribuir com mais um testemunho?
Não só.
Alertar, na lisura que me cabe, as consciências: para o perigo dos ESTEREÓTIPOS.


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Não são só os/as adolescentes que têm distúrbios alimentares porque querem ser a Kate Moss ou o equivalente masculino.

Volto a dizer: tenho 30 anos e sofro de anorexia nervosa. Sempre fui magra, todos os 34 e 36 deste mundo sempre me assentaram que nem uma luva sobre o corpo. Nunca olhei no espelho e vi outra pessoa nem nunca vi ninguém disforme nem nunca fiz dieta.
Olhem à vossa volta. Quantas pessoas, mulheres e homens, CRESCIDOS, se auto-punem, secretamente, desta maneira?
Quantas pessoas, mulheres e homens, TAMBÉM se (meio?)auto-punem com-dietas-que-se-começam-agora-faz-pausa-amanhã-porque-o-amigo-tal-vai-fazer-uma jantarada-mas-no-dia-seguinte-recomeço-porque-senão-as-calças-não-servem-e-no-outro-dia-tenho-de-ir-jantar-com-a-maria-ou-o-manel-e-desta-forma-ela-ou-ele-não-vai-gostar-de-mim?

Quantas pessoas, mulheres e homens, CRESCIDOS, não se conhecem a si próprios, andam em direcções erróneas, sofrem porque não conseguem espernear?


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Sem-Nome



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Quarta-feira, 27 de Julho de 2005

Viagem

A vida é uma viagem... por isso hoje vamos viajar na companhia da Safira neste texto assinado por ela, e na companhia do Bono Vox... como se estivessemos sentados de frente para ele nesta viagem de "charrete". Bono fez este clip para pedir desculpa á mulher....é que o Sr. U2 esqueceu-se do aniversário da mulher da sua vida! Como diz a nossa Safira Tsunami: "A felicidade está ao alcance de todos, não deixem nunca de a procurar. A alegria da vida não é a estação, mas sim a viagem!"
o Bono assina por baixa!


"Abramos juntos a porta do tempo e entremos no fantástico mundo, quase surreal das coisas sobre as quais reflectimos, nos inquietamos e conseguimos, apesar de tudo, construir alegrias.

http://wmt.viva.t-bn.de/Ondemand/viva/ondemand/stars/u2/u2_sweetest_thing_dsl.wmv


Ser feliz, hoje em dia, decerto que exige talento. Exige também compreensão daquilo que somos e da nossa missão na vida. É preciso entendermos a mudança não como uma ameaça, mas como o resultado natural e irreversível do processo de desenvolvimento.

Hoje posso dizer que consegui assumir um compromisso interior com o meu destino, que passa por um processo de auto-conhecimento e valorização da vida. Para ser o que hoje sou, fui várias pessoas e, se volto a encontrar-me com as pessoas que fui, não me envergonho delas, foram etapas daquilo que sou. Tenho respeito pelos que procuram, pelos que tacteiam, pelos que erram… e o mais importante é que estou convencida que a minha luz se extinguiria se eu fosse a única a possui-la.

A felicidade está ao alcance de todos, não deixem nunca de a procurar. A alegria da vida não é a estação, mas sim a viagem!

Um beijo a todos e obrigada por embelezarem a viagem da minha vida!


Safira
7.07.05


U2_cuarta_etapa_SweetestThing_video_01 copy.jpg

( E tudo acabou bem...)


U2 - Sweetest thing:
I'm losing you
I'm losing you yeah
Ain't love the sweetest thing

I wanted to run but she made me crawl
Oh oh oh, the sweetest thing
Eternal fire, she turned me to straw
Oh oh oh, the sweetest thing
You know I got black eyes
But they burn so brightly for her
This is a blind kind of love
Oh oh oh, the sweetest thing

I'm losing you
Oh oh oh, I'm losing you
Ain't love the sweetest thing



PS. Se alguém desistir de ir ao concerto dos U2, eu compro 2 bilhetes!


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Terça-feira, 26 de Julho de 2005

Maldita Noite

Ai a noite! A noite pode-nos fazer tão felizes, e ao mesmo deixar-nos tão tristes. Ela pode ser uma boa companheira, e ao mesmo tempo pode deixar-nos tão sozinhos e no meio do nada. A solidão é a maior aliada da noite, mesmo quando estamos no meio de uma multidão. Sobre a NOITE, um texto da nossa Mathiott.


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A noite asfixia e o calor rasga-me a pele. As luzes encandeiam-me os sentidos, que tardiamente se abandonam ao ritmo de sons que me recordam batuques de uma África onde nunca estive.

Perco-me num oceano de olhares desconhecidos, ocos, suspensos em corpos que se contorcem numa simbiose negligente entre o cigarro e o alcool.
Não estás entre eles e temo pelo dia em que possas vir a estar mas a noite prossegue entre risinhos cúmplices e bebidas intragáveis.

É tarde e o fumo fere-me o olhar....quero ir-me embora mas é uma vontade adiada entre o querer e o não te querer encontrar.Decido que não quero.

De volta, a lua atravessa-me o caminho, de um redondo imenso e provocador, gerindo a sua presença, aproveitando-se da rivalidade com o sol que ameaça já nascer num céu claro que já não define o azul. A lua sempre gostou de dar nas vistas.

Escrevo no tecto pérola do meu quarto, apago, corrigo, altero e modifico. A insatisfação é seduzida pela incoerência dum perfeccionismo estúpido que jamais atingirei.

E é quando o cansaço me entorpece a lucidez, que o desencanto de mais uma noite se abate sobre mim...


Mathiott


dior_ballgown_b copy.jpg


Beatles: Eleanor rigby
"Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people

Eleanor rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?

All the lonely people
Where do they all come from ?
All the lonely people
Where do they all belong ?..."






Impressão Digital Cereza às 00:04
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2005

O Machista Gay

Bem eu estou escandalizada! Acham normal que o Mário Soares se candidate à presidencia da republica???? Desculpem mais isto não é normal! O homem tem 81 anos, na altura das eleições terá 82.... se eventualmente vencer...quando acabar o mandato tem nada mais, nada menos que 86 anos!!!!! Mas que raio de páis é este?



Sabem que mais, mais vale ver este sketch que tem passado na sic radical... o machista gay! Para quem não entendeu, ELE É APENAS UM ACTOR!. basta clicar no play para ver!







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Estamos no Inferno

Já não chega a crise, o aperto de cinto, a possibilidade de Mario Soares se recandidatar a presidente da República com 81 anos, a seca... chegou o flagelo dos Incêndos. O Ed the Sock escreveu-nos um texto especializado sobre este tema. Leiam e reflitam:


FIAMME copy.jpg


"Mais um Verão...e mais uma vez, o nosso país é noticia, aliás...tem a mesma noticia dos outros anos: Estamos a queimar o nosso país! De ano para ano, a área ardida é cada vez maior. Anúnciam-se medidas, fundos, reorganização dos comandos, etc; e aparentemente, nada funciona!

Vejamos primeiramente as causas dos incencidios:
- Falta de um plano de ordenamento das nossas florestas que efectivamente funcione
- Falta de limpeza das florestas (onde andam os militares, os reclusos, os sapadores florestais no inverno?)
- Aumento da idade do agricultor e abandono dos campos por parte dos jovens
(as matas, no passado eram limpas pelos agricultores, segundo a lei, cada pessoa é responsável pela limpeza da sua propriedade).
- Criminosa: neste vou especular, poderá ser para especulação urbana (só se
pode construir em área ardida, segundo a lei, após 10 anos; mudança de culturas mais rentáveis a médio prazo (re-lembro as responsabilidades que o sector papeleiro tem neste aspecto, o eucalipto);caçadores (a vingança de quem não tem mais áreas livres para poder caçar, dá que pensar); os lobbies (as empresas de aluguer de aviões e helicopteros
de combate aos incendios, pessoas com doenças mentais,... todas estes motivos, a meu ver sao pretinentes é deveriam ser investigados a 100%.)
- causas naturais; sinceramente as causas naturais, acho que são apenas um agravante dos incendios, as altas temperaturas, os ventos fortes, as secas; transformam os incêndios em fenómenos arrasam o nosso país! (se 1% dos incêndios são de origem natural,é muito!)
- Acidentais; as queimadas dos agricultores. (incêndios desta natureza sao raríssimos).

Falemos agora do drama das pessoas, especialmente daquelas que vivem da terra, que em minutos, perdem as suas culturas, perdem os seus animais, algumas até as
suas próprias casas. O desespero de acordar de madrugada com o alerta de incêndio, com o risco de perder os seus bens e da sua propria vida; Pessoas essas que têm uma natureza social já de si delicada (a vida no campo é dura).

Temos e em especial, quem tem de tomar as decisoes politicas, decidir se a floresta é um recurso estratégico para o país, ou não! Se não, entao tudo bem...deixem arder tudo.
(Eu afirmo desde já que o é!) Podemos não ter petroleo, gaz natural ou carvao; mas temos uma floresta rica (neste andar, até quando é que a temos, não sei, mas nao será por muito tempo!)
Tomando do principio, que existe coerencia pela parte de quem governa, vamos pensar que eles concordam com esta ideia, assim sendo, surge-me uma questão:
Porquê?
Sim, Porquê? Porque é que este drama se repete, e de forma agravada, de ano para ano?


1) A necessidade de um bom plano de ordenamento das nossas florestas, com ajustamentos juridicos, proceder a limpezas, a criaçao de reservas de água em locais estratégicos,estabelecer corta-fogos, classificar a nossa floresta atendento a especie
dominantes (por exemplo as resinosas, sao mais inflamáveis que as nao resinosas), etc;
possuimos muito conhecimento cientifico por nós produzido, sobre esta matéria, é uma questão de haver vontade de aplicá-la!

2) Porque é que o estado aluga aviões todos os anos, em vez de os comprar? A necessidade de nós os possuirmos, está a vista de todos nós!
E uma vez que os incêndios, são uma ameaça nacional, creio que a criação de uma esquadra de combate a incendios (quem diz uma, diz as necessárias) por parte da Força Aerea Portuguesa é pretinente, e já que se fala numa modernização das forças armadas, da sua nova utilidade para a sociedade, aqui está uma boa oportunidade. Não esquecendo tambem do Exercito, a criação de um Corpo de Bombeiros Sapadores Militares, poderia
tb ser uma ajuda.

3) Os bombeiros Voluntarios, esses coitados, dão a vida por nós...mas a necessidade de uma estrutura profissional, bem treinada, com os meios necessários é um imperativo.
É necessário uma estrutura de Bombeiros Sapadores, que cubra o país inteiro e que seja capaz de responder as necessidades. O Estado é ingrato para os Voluntários!
Necessidade e existir uma vigilância de 24h e não apenas durante o dia, pois a maior parte dos incêndios ocorrêm durante a noite.

4) Porque é que os criminosos escapam a lei de ano para ano!?
As causas de ordem administrativa e organizativa; de meios (materiais e financeiros) podem ser facilmente resolvidos, só tem de haver vontade! É impossivel fazer com que os incêndios desapareçam, mas temos todo o know-how para diminuir o seu impacte, nas nossas florestas. A floresta, só é para nós, após vermos o verde transformado em cinza-negro, um bem essencial ao país...só depois de o mal estar feito, é que ganhamos consciencia: caracteristica da natureza humana, bem tradicional e ao jeito do país!

O que podemos fazer cada um de nós?
1) Exigir de quem governa, as medidas necessarias e ACÇÃO que as reflectem
na pratica.
2) Solidariedade de quem sofre, o este terrivel drama na primeira pessoa (no ano Passado, foi de louvar).
2) Educação ambiental nas nossas escolas.
4) Comunicaçao social: uma palavra de apreço, quer pela qualidade de
cobertura da noticia, quer pela informaçao instituicional que transmitem (lembro-me dos mapas de risco a escala distrital)
5) manter-nos vigilantes (todos os olhos sao necessários e a nossa floresta agradece)

Tanto pode ser dito...e em quantidade e em qualidade e para tal... espero que participem!
A floresta é de todos nós...e se o Sol e a Praia sao o nosso petroleo, O Oceano o nosso gáz natural, eu diria que as florestas sao o nosso carvão, e não é ardida que a vamos rentabilizar.
EDtheSock




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Sábado, 23 de Julho de 2005

Saudade

O mestre da guitarra portuguesa morreu há um ano!


f260041 copy.jpg


Carlos Paredes


1925 - 2004




SAUDADE:


Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve como uma recordação duma outra pessôa
Que fôsse misteriosamente minha.
Álvaro de Campos (Ode Marítima)




Eu só entendo o fado
pla gente amargurada à noite a soluçar baixinho
que chega ao coração num tom magoado
tão frio como as neves do caminho
que chora uma saudade ou canta ansiedade
de quem tem por amor chorado
dirão que isto é fatal, é natural
mas é lisboeta
e isto é que é o fado
Amália Rodrigues
(Fado Lisboeta)



Olho em volta de mim. Todos possuem -
Um afecto, um sorriso ou um abraço.
Só para mim as ânsias se diluem
E não possuo mesmo quando enlaço.
Mário de Sá-Carneiro (Como eu não possuo)



Amor da Pátria
Vereis amor da pátria, não movido
De prêmio vil, mas alto e quase eterno:
Que não é prêmio vil ser conhecido
Por um pregão do ninho meu paterno.
Ouvi: vereis o nome engrandecido
Daqueles de quem sois senhor supremo,
E julgareis qual é mais excelente,
Se ser do mundo Rei, se de tal gente.
Luís de Camões (Os Lusíadas, Canto I)


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Sorri !

Já há algum tempo que tenho este texto da Laskinha, aí vai ele, e sorriam!


jack1 copy.jpg jack2 copy.jpg

(Fotos de Herb Ritts)


Voltei a sorrir, porque não tinha nada para dizer. E percebi que os sorrisos servem para uma data de coisas, como por exemplo , tapar buracos que aparecem quando o mar das palavras se transforma em deserto.



Mas o mais importante é que quando se aprende a sorrir, aprende-se também a viver...tento não deixar para epitáfio a minha vida, tento escrever mesmo hoje a história da minha vida e digo que vivi intensamente cada instante do hoje como se não houvesse um amanhã. Tento viver mais, culpar-me menos e também culpar menos.



Tento entregar-me mais...amar mais...Aceitar a vida, pois esta é realizada por mim ...
Tento reparar mais naqueles que me rodeiam e quem eu gostaria que me rodeasse.
Tento acima de tudo lembrar-me que cada um é um ser diferente com suas virtudes e seus defeitos, afinal perfeito só mesmo Deus... Tento reparar também mais no Sol, na Lua, nas estrelas, nos pássaros, nas flores, na beleza da Natureza , enfim....arrisco mais...choro mais... rio mais... brinco mais....curto mais....vivo mais :D



Há um tema dos Titãs que se chama "Epitáfio", o qual eu acho muito bonito e por isso partilho-o convosco .... se não gostarem azarito :P



" Devia ter amado mais. Ter chorado mais. Ter visto o Sol nascer. Devia ter arriscado mais, e até errado mais... Ter feito o que queria fazer. Queria ter aceite as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. O acaso vai-me proteger, enquanto devia ter complicado menos, e trabalhado menos. Ter visto o Sol se por...Devia ter-me importado menos com problemas pequenos.... ter morrido de amor!!! Queria ter aceitado a vida como ela é, a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier..."


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concluímos portanto que... NO VIVER É QUE ESTÁ O GANHO.... vivam a vida e sejam muito felizes :D



Laskinha



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Sexta-feira, 22 de Julho de 2005

Estatua peão

A mim não me choca nada...mas sei que algumas pessoas irão ler este texto, e ficarem no minimo sem saber o que pensar. É verdade, o Bondage ainda choca muita gente (e nem vamos entrar pelo BDSM). O Bondage "soft" pode apimentar bastante uma relacção. Este é tema controverso, podendo dar lugar a uma discussão bastante interessante.
Quanto ao texto, está muito bom. Parece grande mas lê-se bastante bem.


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Deixa-te ficar aí... isso... senta-te. Não te mexas. Espera... vou acender o candeeiro, correr as persianas e apagar todas as outras luzes. Não te mexas... agora vou sentar-me. Vou ficar aqui a observar-te. Vais fazer tudo o que eu disser, não vais? Sim... eu sei que vais... nunca deixaste de ser a boa menina que sempre foste. Xiiiiuuu... não fales... mantém-te em silêncio. Quero-te imóvel e silenciosa. Como uma pena de cisne negro, que outrora dançou com a fúria dos ventos, e que depois do bailado traumatizante, se deixou levar... e cair... Vês? Eu fui esse vento que te fez voar; eu fui esse vento que te fez subir e descer e cair. Numa inesquecível dança... ora de terror, ora de êxtase... Gostaste? Eu sei que gostaste. Tu gostas de terror. Aliás, na verdade tu odeia-lo com a mesma intensidade que o desejas.



Bem me recordo, com grande gozo, o dia em que te lancei, como uma flecha em forma de fuso, direita ao chão; tu abriste muito os olhos. Eu diria que a córnea quase saiu com a força da velocidade vertiginosa. Mas ao mesmo tempo que gritavas, eu via, com as minhas mãos, com os meus olhos... com um sem número de sentidos – que possuo – o quanto gritavas, interiormente, o quanto imploravas que eu te atirasse com mais força, cada vez mais rápido. É uma tortura. Eu sei. Porém, tem as suas vantagens. Eu gosto de o fazer. Tu adoras os meus actos. Estás a ouvir-me? Não precisas responder. Eu conheço o teu pensamento. Eu penetro no teu cérebro. Quando estás acordada. Quando dormes. Eu sou, na maioria das vezes, os teus pensamentos todos. Porque os roubo. Eu roubo-te o pensar. Eu contro-lo as tuas ideias e emoções. Os teus gostos e desgostos. Por isso gostas tanto de mim. Nunca tinhas pensado nisso? Também o sei. Sou eu que controlo as verdades que quero que descubras.



Gosto de observar-te. Gosto de ter-te assim. Como uma estátua e contemplar o teu silêncio exterior e apreciar todos os teus conflitos interiores. Os que eu controlo, como se fosse um jogo. Tu és a minha estátua peão. E não podes falar. Os peões de jogo não falam, não pensam. E tu és tudo isso. Pensas pela minha mente, através dela e moves-te pela minha mão.



Desaperta os três primeiros botões da camisa. Desaperta mais um. Mais outro. Abre-a. Quero ver a brancura do teu peito. Quero examinar daqui, quantas orquídeas pequeninas tens bordadas no teu soutien. Vira-te mais para a esquerda. Olha para o horizonte do quadro acima da minha cabeça.



Eu sei que querias ser um pardal. Vê-lo? Como é belo e frágil... eu tenho isso tudo de ti. Roubei-te esse voo, esse poisar e pintei-o naquela tela. Agora podes observar-te também...
Despe a camisa. Xiiiiuuuu... devagar... eu não tenho pressa e tu sabes o que isso significa para ambos, não sabes? Eu sei que sim....
Vira-te para mim. Isso... quero-te direita. Põe as costas rectas como eu te ensinei. Olha o horizonte. Fixa-o. Poisa os olhos nas asas do pardal. Isso... não te esqueceste... linda estátua. Linda menina. Lindo pardal.
Oiço a tua respiração. Hum... afasta as pernas. Mais um pouco... é bom brincar com a tua libido.



Atira-me o maço de cigarros que está atrás de ti em cima da mesa. Mantem as costas direitas. Roda apenas a cintura. Muito bem. Chegaste lá. Vá... atira-o. Sê gentil. Sê delicada. Sê ao meu gosto.
Sabes, sempre que acendo um cigarro penso no teu corpo. É branco e tóxico. É delicioso e um vicio. E eu adoro consumi-lo... ainda que isso me envelheça e me torne cada vez mais dependente. E manusear-te é como folhear um bom livro. É ter-te como o meu livro. Um livro só nosso que podemos marcar frases a tinta de caneta ou a lápis. Um livro que podemos ler centenas de vezes sem nos cansarmos da mesma história. Um livro ao qual podemos arrancar páginas ou simplesmente marcá-las dobrando-lhes as pontas. E eu faço-te tudo isso. Muitas vezes. Como se quisesse limar-te as arestas. Como se tivesse um lobo possuído dentro de mim que sai só para marcar território por todos os cantos e recantos. Porque tu és minha. E eu marquei-te assim.



Fecha os olhos. Abre mais as pernas. Quero sentir o silêncio que tens, o silêncio que me escondes por baixo dessa saia... não abras os olhos. Tenho um presente para ti. Se os abrires... será desagradável para ambos...
Quero que deslizes o teu corpo pela cadeira... quero ver essa saia a subir... abre as pernas enquanto cais... isso... linda menina... vou avançar para ti. O som dos meus passos dão um movimento quase que teatral ao teu corpo. Estremeces suavemente... tão bom sentir o teu terror... que será desta vez? Hum? Sorrio... tu divertes-me sempre... gostava que visses a tua imagem neste preciso momento. Gostava que visses os teus cabelos espalhados pelo chão. Está frio? Vou tirar-te o soutien para poder saborear a visão dos teus mamilos trémulos... de frio? De excitação? Ah! de terror...



Vou dizer-te o que tenho aqui. É uma pena não poderes ter todas as visões fantásticas que tenho. É uma pena não poderes ver o tabuleiro de jogo... mas eu vou dizer-te. É um telefone. Xiiiiuuu. Ah ah ah! um telefone mágico com um número mágico mas... és tu quem vai fazer o número da noite. És tu quem vai fazer a magia... queres? Não tenhas medo... eu vou estar aqui contigo. Vou observar-te como sempre. E tu vais ouvir tudo o que essa voz tem para te dizer acerca de ti. Vais ouvir o que essa voz gostava de poder fazer-te. Sabes? como se a tua mente fosse controlada à distancia. E tu vais imaginar tudo certinho, ouviste?



Já sabes quem é? Vejo que lhe reconheceste a voz... Vejo como o teu corpo ainda se contorce só de a ouvir. Não adianta moveres a cabeça. Não negues que eu bem vejo! Eu sinto. Eu farejo. Tu ainda estremeces... pena não poder mandar-te calar, nem gritar contigo, nem amarrar-te ou vendar-te os olhos. Estás absolutamente encurralada.
Vais ficar aqui sossegada na mesma posição. Pousa o auscultador. Quando eu regressar vou fazer-te tudo o que aquela voz te disse.



Lágrimas
e sangue
Terror
Prazer
Círculo fechado

alexandrantunes


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Quarta-feira, 20 de Julho de 2005

Cyber Amor

Trata-se de mais um texto do nosso Maslow. Não será difícil alguns se identificarem nele.
Note-se este texto é FICÇÃO!


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- Olá! Um beijo.

- Hey, então? Estás bem? Um beijo e bom dia...

- Sim, estou. E tu? Aposto que nem ias dizer nada.

(Porque será que, de repente, o dia ficou melhor? Hoje já vou estar melhor, por aqui...Será que está sorrindo? Agora parece-me sempre que me levanto de manhã apenas porque pode estar aqui.)

- Eu? Ia pois... acabei de chegar! Ontem pensei em ti, sabes?

- Sim? E que pensaste?

(Se pudesse dizer-lhe o que pensei, aliás nem o saberia transmitir por palavras!)

- Epah, pensei em ti ...que mais? De repente dei por mim contigo na cabeça.

(Eu sou mesmo estúpido, contigo na cabeça? Bem, está dito.)

- Estás a dizer isso apenas por dizer. Quantas vezes já o disseste antes?

(Apenas quando foi verdade, claro!)

- Não, não o disse muitas vezes, a sério.

- Eu fico contente por teres pensado em mim.

(Ai! Ela fala-me estas coisas e eu corro, louco, para acreditar.)

- Ficas? Tanto ?

(Bolas, eu sei ser chatinho, claro...)

- Sim, muito contente...ontem também fiquei a pensar em ti.

(Hmm! Queria agora saber fazer a pergunta de um milhão de dólares.)

- Disse alguma coisa que não devia, foi?

(Eu não aprendo ... chato mesmo, mesmo.)

- Não, claro que não. Apenas porque sim, gosto de pensar em ti.

(Dizes isso e a mim apetece-me tocar-te. Quase me dói não te ter aqui.)

- Não digas isso, olha que é cruel...Deixas-me assim, esquecido de mim...

- Desde que não te esqueças de mim!

(Será que brinca? Começo a ficar a 200, bolas...acho que tenho que lhe dizer.)

- Sabes, começo a ficar viciado em ti ...imenso! Não sei, sinto saudades, muitas ...

(Porque será que se me eriçam os cabelos enquanto lhe escrevo isto?)

- Sentes? E não tens mais nada para me dizer? Eu espero, take your time!

(Bolas, ou está a rir-se de mim ou, então, sou o maior felizardo do mundo.)

- Sabes, eu sou brutal, e tenho sim, algo para te dizer! Quero-te!

(Agora fique lá com esta, menina mágica.)

- Se me queres, porque não me vens buscar?

(Como será que ela olha agora? Que expressão posso adivinhar no seu rosto, no que dizem seus olhos...Será que também se arrepia?)

- E será que tu vens?

(Quase ouço bater o meu coração. Como estará vestida? Será que a poderia beijar, nos ombros, talvez?)

- Quero que venhas, sim...

(Tremo, já sinto que tremo ao pensar no beijo que está a nascer aqui mesmo, dentro de mim. Como preciso de lhe tocar...)

- Quero tocar-te, os meus dedos já nem me obedecem nesta loucura de te querer
tocar.

- E eu queria tanto que me tocasses, agora!

(Será que ela consegue sentir o que se está a passar dentro de mim, a vontade que sinto de a beijar, de a abraçar...será que sente que lhe afasto a blusa, pouco a pouco, fazendo-a descair, escorregar, até que os ombros dela me pertençam definitivamente...onde me perco em beijos cada vez mais perdidos, na sua pele?)

- Só fazes sentido porque não te toquei, ainda, mas toco-te enquanto te escrevo...como podem ser tão quentes as palavras e tão doce a imagem longínqua de ti. Ferves no meu sangue, o meu sangue ferve também....

(Sinto-me como se os seus seios me chegassem através das letras, negras e rápidas, e se encostassem ao meu peito, nus, túmidos, entregues às minhas carícias e eles próprios, carícias.)

- Estás a fazer-me bem, sim! Quase posso sentir os teus beijos! Estás a beijar-me, eu sei que sim, que no teu pensamento apenas podes estar a beijar-me...

(Epah, o sabor da sua pele, bolas...como é possível que tenha na boca o sabor da sua pele? Queria sentir o cheiro, o cheiro dela... Ai, como me falta o cheiro dela!)

- Eu nem sequer estou só a beijar-te ...começo a imaginar a tua roupa, o formato da tua nuca, começo a imaginar como é bom sentir o calor que libertas nos meus lábios, sinto o teu sabor. Chama-me louco mas juro que sinto o sabor do teu corpo!

- Abraça-me, diz-me que me apertas contra ti e que me fazes sentir como se me quisesses dentro de ti. Diz-me tudo o que sentes, nesse abraço.

(Que estranho! Leio o que escreve e cada vez é mais nítida a sensação de que a tenho presente, aqui, aqui mesmo ao pé. Sinto como se me impelissem molas. A tensão de lhe tirar a roupa, de descobrir tudo aquilo que adivinho, com que sonho, com que alimento toda a minha fantasia, sim. É isso, estou quase louco, sem controlo. O meu pensamento voa e, de repente, sinto como se lhe beijasse o ventre, a curvatura da cintura, como se os meus dedos não parassem mais de a apertar, de a sentir, de a tactear gentilmente, procurando seguir-lhe a curvatura até à anca...quase posso ver a sua tez, a textura da sua pele agitada, uma angústia! A angústia de não lhe sentir o cheiro...)

- Sabes, eu quero-te! Quero-te como se fosses a minha ultima vontade. Não me abandones agora, decide...quando nos vemos?

- Não, não decido. Todas as promessas que encontraste nas palavras, toda a esperança que depositaste aqui, são para viveres aqui. Podes avançar até ao mais delirante amplexo, podes provocar-me até à mais impensada carícia, podes até levar o amor físico às ultimas consequências...mas vais viver tudo isto dentro desta janela. Não há outra realidade, não há amanhã, nem ontem, nem hoje! Há apenas, isso sim, que existe, a tua janela. Eu sou produto da tua imaginação, sou a forma como a tua paixão se consome em si própria! Sou o que não podes nunca ter. Para mim existes só em ideia. Se quiseres, és um pária, um condenado a ausência perpétua. És apenas o que fizeres com a tua escrita. Dou-te todas as coisas, mas não te entrego o meu “Cheiro”!


Acordei ensopado em suor. Esta noite ia jurar que sonhei contigo! Aliás, esta noite ficou marcada nos meus lençóis. Uma humidade e um cheiro a prazer envolvem-me, numa atmosfera estranha e promissora, mas não sei o seu significado. Porque será que me apetece levantar e correr para chegar à “janela” mágica da minha vida? Nunca me apeteceu tanto...



Maslow




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Terça-feira, 19 de Julho de 2005

NOVIDADES DA MEGA RAVE

Respire fundo, respire muito fundo... olhe-me nos olhos, e relaxe...leia este post com muita atenção, e depois feche os olhos e oiça a VOZ...relaxeeeeee...você vai ser hipnotizado!



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Chegou o momento de falar no assunto!!! Em Outubro vamos ter uma MEGA RAVE, mas ao VIVO!!! YES!! É que no dia de 1 desse mês o URBAN JUNGLE faz 1 ano!
PORTANTO DEPOIS DE MUITO PONDERAR... APONTAMOS PARA DIA 1 DE OUTUBRO... EM SANTO TIRSO. ESTÃO TODOS CONVIDADOS! ORGANIZAÇÃOÉ DAS "PRODUÇÕES" MASLOW. RELACÇÕES PUBLICAS STARRY NIGHT... ALGUMA DÚVIDA FALEM COM ELA!

AGORA FECHE OS OLHOS!


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Segunda-feira, 18 de Julho de 2005

Wellcome to the candy shop: 30 000

Pessoal está na hora de “abanar o capacete”, e fazer a Rave dos 30 mil visitantes!
Alias, um ritual, cada vez que atingimos mais 10 mil visitantes… aconteceu aos 10, 20, e agora aos 30 mil… a próxima meta claro será aos 40, e quando chegarmos aos 50 mil fazemos uma MEGA RAVE! Hoje escrevam de tudo, façam declarações de amor, falem do tempo, chamem nomes uns aos outros... é com voces! Vamos é chegar aos 100 comments!!!!



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Desta vez não vou falar individualmente dos nossos habituais paineleiros, como tenho feito em outras festas. Desta vez vou falar dos nossos mais recentes reforços! Os novos “paineleiros” e “paineleiras.” deste Blog… Apareceram assim como quem não quer a coisa, meio envergonhados, e com medo de entrar neste grupo de gente que tanto comenta… Alguns quase pediram desculpa por deixarem um “commentzinho”, outros entraram a matar como a nossa SAFIRA. Apareceu tipo TSUNAMI, e encantou-nos logo com a sua boa disposição e inteligência.

Mas há outros nomes ou nicks que quero destacar:Vanessa, Patrícia, Narag, Ângela, Ideiasavulso, Dina, Death_god, Luisv, Play_111 e LuisC. Reparei que todos escrevem bem, sabem o que dizem, e dão um novo folgo ao UJ... Mas meninas e meninos isto não é só chegar, e estamos lá…. Há um especie de praxe!!!! Ah poizé!!! TPC´s… é isso mesmo...toca a escrever um texto para eu publicar neste blog! Escolham os temas e força!

Finalmente quero falar de uma pessoa que tem sido de vital importância para o desenvolvimento deste blog desde o primeiro momento… É sem dúvida muito querida por nós todos… porque todos conhecemos alguns dos seus muitos problemas… é a mulher mais corajosa que alguma vez conheci: a nossa Morgaine. A bruxinha, que de bruxa não tem nada, porque na verdade ela é um ANJO! Eu pelo menos vejo-a assim. Um anjo sempre pronta a ajudar, quando ela nem sabe para onde se virar…Mais que nunca ela precisa do nosso carinho e a nossa força!
Morgaine minha querida amiga, este post é para ti! Adoro-te!
E agora vamos à RAVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE… MOVE IT EVERYBODY!


snoep_gr copy.jpg


"Candy Shop"
(feat. Olivia)

[Intro: 50 Cent]
Yeah...
Uh huh
So seductive

[Chorus: 50 Cent & Olivia]
[50 Cent]
"I'll take you to the candy shop
I'll let you lick the lollypop
Go 'head girl, don't you stop
Keep going 'til you hit the spot (woah)
[Olivia]
I'll take you to the candy shop
Boy one taste of what I got
I'll have you spending all you got
Keep going 'til you hit the spot (woah)..."


lolly_gr copy.jpg


A Tsunami Safira até sonhou com o video!!!
Bem pessoal, a festa de ontem bombou até tão tarde que hoje estou cheia de olheiras, até já me perguntaram se fui para a night!? :S Pois é, atão para quem não foi à festa eu vou contar a história...

A festa estava marcada para as 22 horas, em casa da Cereza. Devo dizer-vos que foi muito bonito ver toda esta gente com trajes de gala. A patroa seguiu o modelo da enfermeira do vídeo. Estava lindissima no seu vestido cor-de-rosa. O Guldan envergava um belo smoking, digno de um lord. De facto, os anfitriões estavam um must.

A malta ía chegando aos poucos. Quando entrei em casa já lá estavam, para além dos anfitriões, o Criador_Sonhos, o Suicidal_Kota, a luadourada , a Starry-Night e o luisv. A conversa estava animada e o ambiente de dança proporcionava um agradável clima de descontracção.

Fui lá ter com a Driade. Fomos muito bem recebidas e começamos logo a dançar. Aos poucos chegaram a Majoca, a Narag, o formasdolhar, o Death_God, a Pataniska e o IdeiasAvulso.

A ^Erina^ e o Flyman chegaram atrasados mas em boa hora. É que eu já estava a ficar preocupada quando vi a Starry de chicote na mão. Mais tarde percebi que estava a adestrar o Watergod, aí sosseguei. Nisto entra o galanteador Maslow, distribuindo poemas de amor por todas as suas morenas belíssimas.

Hummmm... mas estava a faltar alguém muito importante... onde andaria a Morgaine, a nossa bruxinha? Corremos a casa toda e... nada. Foi então que o Criador_Sonhos e a Narag, que namoravam no jardim, se deram conta que a vassoura estava estacionada junto ao Pégasus... não pode ser, ela estava dentro de casa!! E não é que andava disfarçada??? Estava mascarada de nxistence e não dizia nada a ninguém. De castigo enfiamo-la na banheira e cobrimo-la de chocolate :P

A alic e a marta também andavam por lá, a tentar ver se sacavam do flyman a morada do tarólogo do Rio de Janeiro. A coisa começou a ter ainda mais piada foi quando os meninos começaram a competir pela atenção da Driade, puxando pelos neurónios para conseguirem escrever declarações de amor dignas de registo... ai o que o alcool faz das suas às pessoas!

Quem não achou piada nenhuma a isto foi o Watergod, que já estava muito ciumento. Foi então que falou com o bot Urban-Jungle, pedindo-lhe que fizesse companhia à Starry enquanto ele se ía declarar à Driade. E não é que ela sucumbiu aos seus... "encantos"? Pois é, foi um ar que lhes deu, a partir daí num soube mais nada deles. Às tantas eu já estava tão cansada que a minha amiga linda ^Erina^ teve que me dar um redbull. Aí transformei-me na ^Safira^, com uma asinhas iguais às dela, e consegui ficar acordada o resto da noite.

Bom, agora vou acabar este meu relato mas olhem que muita coisa ficou, ainda, por contar... O que é que vocês acham que aconteceu quando o Fonz tentou beijar a Cereza? E sabem quem é que eu vi ir com a Majoca experimentar o tal colchão??? Bom... não percam os próximos episódios porque nós também não!! ****


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Safira
@ julho 19, 2005 09:54 AM




Impressão Digital Cereza às 19:20
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Domingo, 17 de Julho de 2005

Doença AMR (amores mal resolvidos)

Ao ler os comentários, do poema da FLORBELA ESPANCA fiquei a pensar nesses amores, que mesmo quando estão moribundos há sempre uma esperança de os ressuscitar, tal como ela o demonstra. Com o comentário do Flyman, lembrei-me escrever sobre "os Amores ou paixões Mal Resolvidos” (AMR). Todos nós já passamos por isso em determinada fase da nossa vida, ás vezes até na infância, como aconteceu com o Fly. Muito sofremos nós, “maldito/a sejas” parece que deixamos de viver, e até nos esquecemos de respirar, as flores deixam de encher a nossa vida de cor… enfim um drama agonizante que a maioria das vezes acaba por ser ultrapassado pelo actual amor da nossa vida – para ti Guldan – afinal…pelo verdadeiro.


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Doença AMR – os sintomas são facilmente detectáveis: Tensão ao encontrar a pessoa, dúvida de se poderia dar certo, aquela sensação de ainda gostar do outro, tristeza ao vê-lo, ciúmes, impossibilidade de tornar-se amigo e pior… a impressão de que ninguém é melhor! O AMR acontece quando o amor/paixão é interrompido antes que esgote. O amor tem que ser vivido, até porque o platonismo apenas funciona nas novelas. Na vida real exige muita energia, sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. É preciso vivê-lo na totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.


Ora, não há nada mais deprimente do que um AMR na bagagem. Aliás, tudo o que fica mal resolvido torna-se numa pequena, quase ínfima pedra no sapato. E essas pedrinhas, por mais que tentemos ignorá-las, estão lá. Elas vão ferindo os pés, e incomodam a nossa caminhada.


Um amor/paixão, quando chega ao fim, deve ser exorcizado! Precisamos de espaço para viver coisas novas. Precisamos estar abertos, disponíveis e sem traumas para que novas possibilidades possam chegar livremente. Mas quem tem um amor mal vivido faz do seu passado um sofá, e não um trampolim. Acomoda-se, senta-se e não consegue mudar de canal. A receita para prevenir o AMR é muito simples, mas quase ninguém segue a risca a “receita”: AMAR PRA C#$@&%§. Ops!
Desculpem-me, mas é isso! Quando é apenas uma atracção que não passou do platónico ou que fica a meio, não há grande mal… cura-se mudando de canal ou simplesmente desligando… depois é estar disponível para a vida!


Agora… o que torna o amor mal vivido é, o não 'gastar' o amor. É acabar com ele, antes do tempo. Enchemo-nos de medos, de restrições, e orgulhos, tanto que, quando o romance chega ao fim, o pouco que nos sobra é arrepender-nos de não ter feito ou vivido tanta coisa.


Amor/Paixão é para se gasto até a ultima gota, nem que isso signifique uma vida inteira. Sejamos intensos, para que, quando ele acabar, não haja dúvidas de que se viveu tudo o que pôde, de que não foram poupados esforços e isso nos fez feliz, e muito! Para que quando ele morrer, o amor, possa descansar em paz.
Se as pessoas se despissem do orgulho e abrissem o coração sem medo de se magoarem, não haveria amantes mal amados, amores mal vividos, casais incompletos, homens frustrados, mulheres defensivas, traumas e dor de cotovelo!




Impressão Digital Cereza às 22:54
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