Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2005

Boas entradas!

Desejo a todos aqueles que fazem o UJ, um FELIZZZZZZZZZZZZZZZ ANO NOVO!





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Chegou a altura de pensarmos no que conseguimos e não conseguimos fazer em 2005.
Chegou a altura de delinearmos a que queremos para 2006.
Chegou a altura de fazermos a nossa lista de resoluções!
Fica aqui a da Tex... doida como sempre :)



O mail dela:

"Cerejolas, envio-te aki as minhas resoluções para o Novo Ano que se avizinha lol
espero que te sirvam de inspiração lolololllllllllllllllllllllllllllll
Feliz Ano Novo!
Beijos***************




As minhas Resoluções de Ano Novo:

- Aprender a dizer”BAZA” em varias línguas
- Não pagar às Finanças
- Fazer longas viagens pelo meu Ego
- Bater com a porta nas fuças da minha vizinha do 3º andar
- Comprar mais lingerie “Agent Provocateur”
- Não tentar consertar nada lá em casa
- Ter pensamentos indecentes
- Remover o vidro da TV e entrar direitinha no anúncio do gajo de kilt
- Construir a minha própria nave espacial
- Beber mais tinto
- Cortar o cabelo
- Deixar crescer o cabelo
- Fazer uma lista negra de quem não responde aos meus mails
- Apalpar o rabo aquele jeitoso que vejo todos os dias no autocarro
- Intimidar ainda mais os meus colegas
- Dançar nua em cima do piano
- Ser mais, mau feitio, mimada, caprichosa, arrogante e manipuladora
- Mandar à m*erda as minhas tias beatas
- Lembrar-me sempre que o mundo é meu e outros só habitam nele"



Tex



Tex e um pontapé no fundo das costas pra ti***** ehehehehe


Impressão Digital Cereza às 23:03
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Body Talk

A blocas mandou-me um texto sobre a Gala de Travestis que todos os anos se realiza... Até que ponto podemos considerar o transformismo uma arte? é um tema que tem mais que se lhe diga. A blocas mandou-nos também algumas fotos! Boa Blocas!


Girls1 copy.jpgGirls3 copy.jpg


Bom é apenas uma curiosidade, mas no dia 01.12.05 realizou-se a 13ª Gala
de Travestis a favor da Abraço e foi EXPECTACULAR, foram quase 4horas de um
show lindissimo, de muita sensualidade, de um glamour sem tamanho.

Tanta pluma, tanta lantejola, tanta gente bonita sem pudor em mostrar a sua
arte.

Durante o expectaculo foram feitas 4 homenagens devidamente premiadas a
algumas pessoas que de alguma forma se destacaram: Marco Paulo, Madalena
Iglesias, Alexandra Lencastre e por fim Guida Scarlaty.

Foi uma noite como á muito não assistia, admito que sou fã do transformismo
e é dificil superar este show anual.

Na assistência esteve todo o tipo de expectadores, desde o travesti
devidamente trajado, ao Gay assumido, ao Gay escondido, pessoas da
conhecidas da nossa televisão e sociedade e gente comum como eu.

Mais uma vez se realizou esta noite, com tudo o que a envolve e com tudo o
que move por trás.
E como la disseram para terminar: "The show must go on"

"Gostava de ver este assunto exposto se fosse possivel é claro, até porque
gostava de ver as mais variadas reacções que certamente os comentadores do
UJ teram."



Blocas


Imagem 116 copy.jpgImagem 136 copy.jpg




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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Crónicas de um Esquizo I

É sempre com um prazer enorme que publico algo de um novo paineleiro. Amanhã teremos mais uma estreante, a Blocas




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A fé de não ter fé
Já tive fé, e já tive a fé de não a ter…


Numa infância atribulada, mas rica em irmãos, decidi não ter fé. Éramos cinco garotos sem pai nem mãe presentes, calções sujos, sem outros para trocar, e o típico pé descalço. Não tinha sido baptizado, e os meus conhecimentos católicos resumiam-se à ave-maria e ao pai-nosso que a minha avó me tinha ensinado. Um livro velho de doutrina me fora oferecido, mas a minha cabeça andava longe e de todas as formas não o sabia ler, era preciso sonhar, e como sonhar enche a alma…

Decidi não ter fé, mesmo sendo novo demais para a ter. Afinal se Deus existisse onde é que estava o Pai e a Mãe, porque é que eu levava tanto açoite por ser criança, e tanto açoite por nada ter feito.

Passei a ter outra atitude de vida, passei a chorar porque um dia ia morrer, e aos meus seis anos passei a ter medo da morte. Longe de imaginar que havia fé, em não ter fé.
Vivia numa grande quinta de muros altos e cegos, longe de tudo, e mesmo que pudesse sonhar muito, os meus sonhos não iam para além de uma bicicleta que nunca chegou. Estava fechado dentro dos meus próprios sonhos e esses eram os tempos em que eu ria.

As minhas atitudes estavam comprometidas, pois, se não havia Deus, tinha de olhar por mim. Começa uma nova atitude, oposta à dos meus amigos que tinham a sorte de poder ir à catequese, começa ai a odisseia da fé.

Numa aldeia pequena só existiam três salas de aula, era obrigado a frequentar as aulas da 2ª classe, pois só para o ano haveria 1ª classe, e a professora por respeito ao pedido de família aceitou-me, e prometeu dar-me um acompanhamento diferente.

A curiosidade sempre me marcou, tentava fazer os exercícios de 1ª classe o mais depressa possível, para poder ouvir o que se passava dentro da sala de aula. Aos poucos e poucos já estava mais na 2ª classe do que da 1ª. Não tinha fé mas sim medo, medo de ser deixado para trás e apressava-me porque Deus não me dava a mão. Mais uma vez sentia-me excluído, não passava de um intruso, um incómodo, um pedido aceite.

Não queria estorvar ninguém e travo numa luta contra mim para me integrar na matéria corrente. Depressa dei nas vistas, e passei de espécime a exemplo, era a prova de vergonha dos que frequentavam a sala de aula. Se eu percebia, porque é que eles não haveriam de perceber? – perguntava a professora.

Eles não se esforçam porque não sabem que Deus não existe, não compreenderam que estão por conta própria. - pensei.
Desde esses tempos fui incrédulo, ateu se é que os ateus existem. Olhei por mim como pai e mãe, fui diferente de tudo que conhecia, e atirava-me de cabeça para as coisas com medo de as perder. Longo foi o percurso, e muitas foram as acções semelhantes, até eu acordar, acordar para a verdadeira realidade…

Tinha sido derrubado! Deus tinha mudado a minha vida, simplesmente por não existir. Apercebi-me que ele já lá estava, já lá estava dentro de mim, tinha existido quando eu mudei de atitude por Ele não existir, estava no reflexo de todos os meus actos, inundava todas as minhas acções.

Não condeno quem não tem fé, embora não perceba como é possível, mas ainda hoje não deixo de pensar nas limitações de quem as têm…



Esquizo


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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005

Artigo de Opinião

Já sei que vai dar discussão... mas digamos que este é um "artigo" de opinião do Formasdolhar. Concorda quem quiser, quem não quiser tem o direito de se expressar.




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Um apelo à desistência ou a tentativa de não ficar em 3º lugar nas eleições




Fiquei espantado quando soube do apelo do Dr. Jorge Coelho à desistência dos outros candidatos de esquerda às eleições presidenciais.
Para mim quer dizer duas coisas muito simples:

1- As sondagens postas ao dispor do PS dão Cavaco Silva como vencedor à 1ª volta.
2- A tendência de voto em Manuel Alegre é superior ao candidato oficial do partido.

Se o 1º motivo não me surpreende de sobre maneira, o 2º soa-me ao desespero dum partido que a todo o custo quer salvar a face duma má escolha do candidato presidencial. Também concordarei que se Manuel Alegre fosse o candidato do PS perderia a parte “poética” da candidatura, que reconheço ser aglutinadora de várias pessoas, com diversas correntes politicas exactamente por ser independente (partidariamente falando, mas não ideologicamente).

Mas vejamos as coisas com mais calma. De certeza que se essa desistência fosse avante, a fixação do eleitorado nos candidatos dos partidos deixaria de existir, tornando-os flutuantes, e por conseguinte correndo o risco de aumentar a abstenção, o que, certamente, favoreceria a candidatura de Cavaco Silva. Para dizer a verdade não estou a ver que qualquer um dos candidatos desista. Manuel Alegre, tanto quanto sei, nunca virou a cara a uma luta, Jerónimo de Sousa e Francisco Louça, na minha opinião, perderiam toda a legitimidade para eleições futuras (mesmo que estas só se realizem daqui a uns anos) caso o fizessem. Seria o assumir dum mal menor e o deixar passar a oportunidade de fazer passar as suas ideias. Teriam sempre essa “pedra no sapato”.

A duvida que me resta, neste momento, é se o PS realmente optou por Mário Soares como candidato ou se ele se auto impôs ao partido, para alimentar um ego enorme, como prova o auto-titulo de “Pai da Pátria” (entrevista à Antena1, 15-12-2005).

Quanto à impossibilidade de Manuel Alegre passar à 2ª volta, só vejo um motivo para isso acontecer. Esse motivo é pura e simplesmente não existir 2ª volta. Uma prova mais cabal desse enorme ego, mal contido e mal disfarçado, é a contradição em que Mário Soares caiu, no espaço de poucos minutos ao dizer que se caso Manuel Alegre passasse à 2ª volta só faria campanha se fosse convidado, porque “para campanhas só vai quem é convocado e não quem se oferece”, mas no caso de ser ele a passar Manuel Alegre teria que se oferecer para fazer campanha por Soares!!! Em que é que ficamos? Umas acções para outros e outra para mim? Rica demonstração de democracia e de equidade!!!

No meu entender só existem duas candidaturas com capacidade para chegar a Belém. A de Cavaco Silva e a de Manuel Alegre. E caso eu não tivesse a minha escolha definida, sinceramente, ficaria na dúvida em quem votar. Para esta situação só me ocorre a ideia expressa por Maria José Nogueira Pinto: “…se tivesse dois votos que não se anulassem…”.



Formasdolhar



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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Quando!?

Fico muito feliz, quando pessoas que admiro escrevem para o UJ




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Quando falamos acerca do mundo que nos rodeia
Quando nos cercamos de dúvidas
Quando nos envolvemos no escuro manto
Quando… quando sentimos



Inconstâncias… fluxos de sentimentos



Quando nos aterrorizamos com a perda de alguém
Quando um surdo egoísmo nos ataca
Quando as ruas ficam vazias
Quando… quando as horas não existem



Murmúrios… ruídos brandos do nosso oceano



Quando desenvolvemos anticorpos para o mal
Quando arranjamos doenças para o bem
Quando sangramos, degoladas almas a nu
Quando… quando saciamos o corpo de Luz



Vertigens… tentativas de unicidade



A cada passo…
Quando queremos
A cada murro…
Quando amamos
A cada ímpeto…
Quando quase tudo
A cada minuto…
Quando quase nada
A cada parte de mim
Quando tu…



Quando nem as palavras me satisfazem
Quando o tanto é tão maior que o tudo
Quando o sentir-te se torna parte de mim
Quando… quando a inquietude me invade



Relevos… tuas sumptuosas curvas



Quando o Sol se esgueira por entre as nuvens
Quando pintamos paredes pela cidade
Quando dispersamos carinhos por todo o corpo
Quando… quando me deixas sem palavras



Declarações… doces exibicionismos a dois



Quando ao fim do dia um outro começa
Quando o teu brilho me dá vida
Quando ficas a dois centímetros dos meus lábios
Quando… quando partilhamos o mar
Momentos… profusos e eternos



A cada não…
Quando dizes sim
A cada beijo…
Quando dizes não
A cada toque…
Quando nos falta ar
A cada olhar…
Quando paramos
A cada momento…
Quando eu…



Quando a tua pele toca na minha
Quando os teus lábios se colam nos meus
Quando nem o frio me derrota o sorriso
Quando… quando digo que gosto de ti



Sentimentos… minha alma tomada



Quando volta a amanhecer
Quando o resto do mundo acorda
Quando te contemplo, fumando um cigarro
Quando… quando nem sei…



Vidas… dinâmica, energia



Quando ateamos fogos ao luar
Quando roubamos beijos um ao outro
Quando queimamos as roupas
Quando… quando te olho



Gestos… discursos de paixão



A cada escalada…
Quando me exploras
A cada gota de suor…
Quando me consomes
A cada despedida…
Quando a noite morre
A cada momento…
Quando ao teu lado
A cada pulsar…
Quando nós…



Marco Neves – 16/12/05





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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005

UJ

Pretendia publicar este texto no fim do ano... mas vou antecipar o momento. Os animos andam exlatados, fruto talvez do stress da quadra natalícia. Por vezes temos de "saber dizer as coisas", sem as dizer... por vezes temos de contar até 100, e por vezes temos de ter grande poder de encaixe para aguentar as palavras menos agradaveis dos outros! Meus senhores, benvindos a um blog, e ao UJ.

Para quem ainda não entendeu há posts que servem mesmo para gerar a discussão... Discutir é salutar, impôr ideias não!

Acho que chegou mais um dos nossos "famosos" momentos de refelxão.. e dizer o que nos vai na alma!

Para que conste, este texto foi-me enviado há MAIS de 15 dias... é só para evitar desconfianças e confusões!




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A concepção base dum blog tem como plataforma teórica a abertura ao mundo, ou não fosse disponibilizado na Internet. É de todos e não é de ninguém. O seu ‘dono’, a pessoa ou pessoas que o mantêm, deixam de ter mão nele, como um filho a quem não conseguimos controlar, mesmo que durma debaixo do nosso tecto e coma connosco à mesma mesa. Não existem fronteiras e o espaço shenguen ou outros são aqui completamente irreais.

Quem esteja atento, verifica que as entradas aumentaram nos últimos tempos. Fruto das noticias nos jornais...? Talvez... com certeza, tiveram a sua quota parte, mas o boca a boca funciona sempre muito, com uma eficácia bem grande. E nós ficamos todos contentes e felizes e festejamos à nossa maneira.

Com o canal passa-se a mesma coisa: intimamente ligado ao blog, é absolutamente normal que por lá encontremos caras novas – leia-se nick’s... – e cada vez mais. Porém, enquanto no blog, quem por lá passa nem sempre deixa a sua marca, em forma de comentário e, mesmo que o faça e atente contra o espírito do blog, contra as boas maneiras ou contra alguém em especial, é tudo em diferido, e a falta de simultaneidade dá-nos um tempo para pensar e as reacções são mais lentas, ou seja, temos mais tempo para contar até 10... ora, no canal isso não acontece... a maravilhosa faculdade do on-line dá-nos ‘direito’ de resposta automática... e funcionamos como um polvo... cada um manifesta-se como um tentáculo da mesma cabeça, como se nos estivessem a assaltar a casa e nós, membros da mesma família, reagimos em uníssono...

Com algumas excepções, isso só não acontece se o alien for convidado de alguém... ai é tratado nas palminhas, como eu fui e como eu sou! Mas na verdade, isto nem sempre se verifica...

Contudo, todas as moedas têm duas faces... é impossível o blog manter a abertura que tem tido, com um número crescente de visitantes e o canal, seu directo parente, mostrar reticências em aceitar novas entradas. É claro que o canal está a passar duma sala de estar, onde todos nos sentamos em confortáveis sofás, para uma esplanada barulhenta, confusa, onde não sabemos quem se vai sentar à nossa mesa... muitas vezes brincamos uns com os outros mas, se a mesma brincadeira for perpetrada por um desconhecido, levamos a mal e reagimos de forma imediata, provocando uma reacção em cadeia pois, ou outros fregueses habituais, solidarizam-se connosco... Ora, sendo o blog um local de solidariedade e empenho, mesmo com quem desconhecemos, onde há palavras amigas e quentes, gestos de profunda camaradagem e adesão, parece haver aqui qualquer coisa disfuncional...

Senti-me na obrigação moral de escrever esta reflexão pois há dois ou três dias tive um mal entendido com um ‘estranho’ no canal e jurei que não lhe voltaria a falar, pedindo as minhas desculpas em público. Porém, no dia seguinte, tive oportunidade de ‘falar’ com alguém conhecido dessa pessoa e que me disse que tinham ido ali por ouvirem falar muito bem do canal e que as coisas tinham corrido mal... e eu, falo por mim, penso que não o tratei como deveria, ou seja, como gostava de ser tratada, ou melhor ainda, como fui efectivamente tratada e recebida desde o primeiro dia. Embora considere que não fui ofensiva na ‘conversa’ que tivemos (aliás foi em canal aberto), mas antes fui brincalhona, mas pensei também que não gostaria de chegar a um lugar desconhecido e ser tratada com ironias...

Em face disso, peço desculpa novamente, como símbolo da abertura da minha parte a conhecidos ou desconhecidos pois, quem vier por bem, de desconhecido passará a amigo, na senda dos clientes habituais, quer do blog, quer do canal. Obrigada por me aturarem.

bonecarussa



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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005

Feliz Natal a todos!

FELIZ NATAL A TODOS OS PAINELEIROS, PAINELEIRAS, COMENTADORES E VISITANTES DO URBAN JUNGLE!





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Dedicado ao meu Pai!

Dia 25 de Dezembro, perto da meia, há 13 anos atras.
O meu pai entrou pelo seu pé no Hospital de Faro.
Sentia falta de ar.
Um médico aproximou-se e perguntou-lhe o que sentia, ofegante explicou.
O médico disse-lhe para esperar, que já voltava.
Instalou-se a revolta e a confusão.
O meu irmão agarrou o médico pelos colarinhos, encostou-o á parede e exigiu que o meu pai fosse atendido de imediato.
Levaram-no lá para dentro. O que se passou depois não sabemos.
Esperamos horas e horas sozinhos na sala de espera.
Não nos passava pela cabeça o que se ía passar a seguir.
Apenas esperavamos ver o meu pai sair pela porta.
Nada.
Não sei quanto tempo depois uma enfermeira entregava o fio de ouro que o meu pai usava à minha mãe.
A minha mãe pressentu algo, mas não disse nada, e continuamos a esperar por ele.
Passado umas horas chamaram-nos. Uma médica disse-nos que ele tinha morrido.
Um ataque cardíaco fulminante.
A minha mãe começou aos gritos e desmaiou.
O meu irmão procurava pelos quartos do hospital ver se o encontrava.
Eu agarrada á minha mãe chorava.

O pilar da familia desapareceu.
A minha mãe nunca mais foi a mesma.
Eu e o meu irmão tentamos tomar o lugar dele, mas nada será como dantes.
Tombou tudo.
E nada parece fazer sentido.
Explica-se assim por frases curtas porque detesto o Natal.</p>

"Meu querido papá,
amar-te-ei o resto da minha vida, e estás sempre comigo.
Quando me sinto triste, falo contigo e peço-te ajuda, porque sei que nunca mais vais abandonar. Não consigo conter as lágrimas quando penso em ti, mesmo depois de tantos anos. Foste o amor da minha vida, a minha força, foste tudo. Trabalhaste uma vida para me dar o que tenho hoje... mas trocaria TUDO neste instante, para te ter de volta.
És eterno, e amo-te tanto, que até doi."




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O ano passado ofereceram-me este poema. Diz tudo o que sinto no Natal, por isso o guardei para hoje prestar uma homenagem ao homem que mais adorei na vida.



Ficou vazio o teu lugar à mesa.
Alguém veio dizer-nos que não regressarias,
que ninguém regressa de tão longe.
E, desde então, as nossas feridas têm a espessura
do teu silêncio, as visitas são desejadas apenas
a outras mesas. Sob a tua cadeira, o tapete
continua engelhado, como à tua ida.
Provavelmente ficará assim para sempre.



No outro Natal, quando a casa se encheu por causa
das crianças e um de nós ocupou a cabeceira,
não cheguei a saber
se era para tornar a festa menos dolorosa,
se para voltar a sentir o quente do teu colo.


Maria do Rosário Pedreira
"A Casa e o Cheiro dos Livros"


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Até segunda



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A todos um Feliz Natal!

Feliz Natal da Bonecarussa e da Tex
Já agora vejam a doçura do pedido do meu sobrinho ao pai Natal... pelo menos é menos exigente que o Guldan




Natal 2005 011 copy.jpg

Conta-se que Elvis Presley, querendo agradar à sua filha de 6 anos e não sabendo o que havia de lhe oferecer, deu-lhe um anel de diamantes. Conta-se também que a mulher nunca deixou a filha usá-lo, culpando o marido pela aberração da oferta.

Desconheço se isto é verídico ou não, apenas sei que as ofertas que as crianças recebem são, frequentemente e no mínimo, discutíveis… digamos assim. Falo em quantidade, qualidade e valor.

Grande parte da miudagem hoje em dia acha que o dinheiro nasce nas caixas Multibanco pelo milagre da multiplicação das notas ou por uma qualquer generosidade dos senhores do banco que lá colocam o dinheiro… não pensam que custa a ganhar e nós também não os ensinamos.

Mas quando chega o Natal ou nos aniversários, os brinquedos aparecem, quer sejam comprados na famosa Hamleys ou na loja dos 300 mais próxima… e aparecem como se em cada casa houvesse uma convenção de bonecada: carros ou bonecas, legos, jogos de play station ou tradicionais, livros, telemóveis, computadores, motas, carros… para não falar da roupa e calçado que os garotos tendem sempre a achar que não são prendas. Os embrulhos são rasgados ansiosamente mas a pressa não é para verem o que lhes coube em sorte, mas sim para passarem rapidamente ao presente seguinte…

Conheço garotos que recebem uma prenda do pai e outra da mãe, da avó e avô e por ai fora, fazendo-se excursões a sua casa para ver a pilha de presentes, que faz concorrência em altura com a árvore de Natal do Terreiro do Paço…

Devemos dar tudo às crianças? Devemos deixá-las escolher o que querem? Devemos abrir a carteira e não olhar a meios para as alegrar? Devemos aderir ao espírito do ‘amanhã não sei se posso dar, portanto hoje dou tudo’? Devemos explicar-lhes quanto ‘vale’ o presente que querem… ou são muito novas para se terem que preocupar com essas coisas? E se são muito novas, quando devem começar a aprender, numa tentativa de lhes incutir respeito pelo dinheiro… pelo seu e pelo dos outros? Devemos dar e deixar dar curso livre à quantidade de presentes? Devemos lembrarmo-nos do que demos nos anos anteriores para… superar a oferta?

Podemos não ter filhos, mas temos sobrinhos, filhos de amigos ou outros familiares pequenotes e com o Natal à porta penso que é matéria que se impõe…
Como última nota quero dizer que não está aqui em causa qualquer critério sobre se as crianças merecem ou não… Indiscutivelmente, todas merecem! Como merecem lugar de destaque os presentes que os garotos fazem na escola, nos tempos livres, com as suas próprias mãos!



bonecarussa




texinha.jpg


Descalcem-se os pés sobre a terra húmida de todos os que teimam em vinganças e sentimentos mesquinhos…

Deixem de acordar a dizer “quero mais!” …acalentem antes, sonhos de harmonia e
paz e maravilhem-se com a luz das estrelas…
Olhem para o mundo, e apreciem o milagre da vida.

É tempo de preencher o coração com humildade e gestos de ternura…
Até todos sentirem essa ternura o Natal não existe…

Quero-vos a todos felizes para que também o meu Natal seja feliz.

Foto e texto daTex


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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

Parabéns Guldan*

Hoje tinha decidido escrever um post muito especial para o meu "rabanete" que faz anos... MAS DESISTI! Meus amigos é que não dá, definitivamente amuei!

Então vocês sabem lá? Não é que ele agora deu-lhe para os carros e para a os motos? ( Eu sei, podia ser pior )

O homem adormece a pensar em carros, acorda a pensar em motas, passa o dia a falar em automoveis, só vê programas de desportos motorizados... e eu? Niente! Desesperei!

Sabem o que ele me pediu pelo Natal? Um porsche embrulhado num enormeee laçarote vermelho! Mas isto é normal?
Eu até lhe comprava o porsche, é que isto nada tem a ver com dinheiro... não posso é habitua-lo mal... quer dizer, então para o ano pede-me o quê? Um Ferrari?

Portanto hoje não há poemas, nem palavras de amor a desejar um feliz dia de aniversário... Vou apenas deixar-lhe este video... Ele vai entender, ai vai sim!!! Neste video ele vai saber exactamente o que lhe vou fazer ao carro, se ele continuar assim, com esta obsessão "motorizada"!


Porsche-17_1024 copy.jpg


Tá bem... só um miminho!Fanatismo:

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...



Tudo no mundo é frágil, tudo passa ...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!



E, olhos postos em ti, digo de rastros:
Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: principio e fim! ...



Florbela Espanca (sempre)



Guldan adoro-te@




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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

XMAS - Um milagre

Tenho deliberadamente tentado adiar o tema Natal, mas como é obvio não é possivel fugir mais. É uma época que me deixa extremamente deprimida, e muito triste! Para mim a o Natal deixou de fazer sentido há cerca de 13 anos. Mas sobre isso falarei na vespera de natal. Talvez seja o meu caso de vida!


Christmas copy.jpg


Depois aquela sensação angustiante que temos de estar felizes nesse dia, e comprarmos “obrigatóriamente” prendas para toda a gente... sinceramente, só me apetecia adormecer nesta altura, e acordar depois da passagem de ano... mas como não é possivel, vou pensando nos “amores” da minha vida... os meus sobrinhos... que estão na fase de pedir os “Sherks”, as “fionas”, os “spiderman´s”, e essa gentinha toda... J Para eles sim, compro este mundo e o outro se fôr necessário... e se quiserem o Shrek em carne e osso, eu vou á procura dele, e não descanso até o encontrar... Alias o Manuel, (o do meio, que tem 3 anos) até pensa que o Shrek mora aqui ao pé da minha casa, e o Rei Fakua (será assim que se escreve?)mora no castelo dos mouros, e o principe Charming no palácio da Pena... Até já lá fomos... escusado será dizer que quando cheguei ao castelo tivemos que fugir porque o Rei viu-nos e queria-nos apanhar... Lá fomos nós assustadissimos e a correr para o carro! O meu sobrinho, claro que não viu nada... mas sentiu, ai isso sentiu...

Bem chega de falar neles, que me perco...

Vou começar a publicar os textos de natal que muita gente me tem mandado nos últimos dias... (apenas quarta-feira será um excepção, já que vai haver um aniversariante muito especial) .Depois da data tenho uma série de textos fantásticos para publicar (desde já peço desculpa a quem ainda não viu os trabalhos postados aqui no Urban Jungle... mas descansem... eles vão aparecer!

O meu pedido de desculpas também pelo video... aos mais susceptiveis peço que não vejam... basta clicar no stop. Não são imagens inéditas... mas chocam sempre... a mim partem-me o coração, e sinto-me impotente para fazer seja o que fôr... e se há coisa que me deixa desorientada é sentir-me impotente para ajudar, nem que seja apenas com um carinho ou uma palavra amiga... Por isso por favor, aproveitem esta altura, para fazer bem á alma, e menos á carteira (mais que não seja) e vão ao site da organização, “Make Poverty History” e juntemse a milhões de pessoas em todo o mundo que com apenas um click e o nome tentam pressionar os mais ricos lideres mundiais a acabar com a pobreza extrema. ( www.makepovertyhistory.org )

Enfim a introdução já vai longa, e não vos quero deixar também deprimidos nesta quadra. Apenas quero que reflitam no verdadeiro sentido do Natal. A Constancinha mandou-me este lindissimo texto.


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Milagre de Natal

Desde que sou gente, que me lembro de no dia 1 de Dezembro, os meus pais colocarem numa mesa, ladeada com uns panos dourados , as figuras do Presépio, menos o Menino Jesus, que seria colocado à meia–noite de 24 para 25 de Dezembro e um pinheiro que traziam de Tomar. Cresci e comecei a ajudar. Uns anos depois, já éramos dois que em vez de ajudarmos, “desajudavámos”. A tradição manteve-se, tendo sido quase quebrada em 1979 mas sobreviveu até 2001. Em 1980 “ganhei” o meu espaço e com humildade conseguia ter um presépio e um pinheiro artificial, ambos minúsculos, em cima de uma mesinha de apoio, num canto da salinha para não incomodar os menos crentes.

Fui Mãe. Os Natais começaram a ter outro sabor e com eles a tradição de casa dos meus Pais estendeu-se até à nossa. Durante quase quatro anos, manteve-se o ritual. Nesse ano, 1987, eu queria que o meu Filho tivesse a alegria de colocar as figurinhas, uma a uma e enfeitasse o pinheiro mas não sabia como o iria fazer porque não conseguia comprar um pinheiro por mais pequenino que fosse.

Saímos os dois naquela sexta-feira e caminhámos pela rua. “Encasacados” até aos ossos fomos vendo as iluminações, as montras e até dois beijinhos ele recebeu do Pai Natal, que badalava um sino dourado. Mas e o pinheiro? A tristeza que me roía os ossos fazia-me esquecer o frio que estava. Como iria eu conseguir arranjar um pinheiro com 500$00?

Demoramo-nos por lá e já a noite tinha chegado encontrámos uma barraquinha, daquelas que a Câmara Municipal distribuía pela cidade, repleta de pinheiros.
– Ó Mãe, Mãe olha tantos pinheiros.
Encolhida e a muito custo consegui balbuciar.:
- Tantos sim e tão lindos , Filho.

A vendê-los estava uma Senhora preta, gorducha como as “amas” que apareciam nos filmes da Shirlley Temple. À sua volta, três crianças brincavam numa alegre algazarra.

- Boa-noite, não se importa de me dizer quanto custam os pinheiros?
Num sorriso doce e rasgado respondeu-me.
- 300 escudos.
Ganhei vida ao ouvir o preço.
- Mãe, podemos levar um, podemos?
Olhei para aquela carinha e os olhos saltavam de felicidade.
- Podemos sim, Filho. Vamos lá escolher um.

A Senhora ajudou-nos e dei-lhe, não os trezentos mas os quinhentos escudos pelo pequeno milagre, o do ter encontrado um pinheiro tão barato. Mas se eu pensava que tinha sido milagre mal sabia eu o que ia acontecer.

No mesmo passeio ficava, nessa altura a praça de táxis e como ainda tinha algumas moedas no bolso pedi a um motorista, se nos levava a casa mais a nossa compra.
Coloquei o pinheiro na mala do carro e quando me voltei para desejar-lhes um Bom Natal, não encontrei vestígios nem dela, nem das crianças e muito menos dos pinheiros. Fiquei ali, parada, com o meu Filho pela mão tentando entender o que se passava.
- Mãe onde está a Senhora?
Não sabia o que responder e não encontrava as palavras certas. As lágrimas que se soltaram embargaram-me a voz e balbuciei:
- Não sei Filho, não sei.

Os anos passaram e entretanto, por uma questão de príncipios, abolimos de vez o pinheiro natural e optámos por um artificial, maior, “muito mais maior” do que aquele que eu tive, no meu espaço e no dia 1 de Dezembro, todos os anos nos lembramos daquela sexta-feira, da Senhora rodeada dos três filhos e do pequeno grande milagre que aconteceu e, sem dar por isso os meus olhos continuam a encherem-se lágrimas.



Constancinha



Impressão Digital Cereza às 21:10
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Queremos a sua voz, não o seu dinheiro!

Estes homens e estas mulheres têm feito mais pela pobreza no mundo, que os todos os politicos mundiais metidos num saco!


bono.jpg Bob-Geldof-sm-7 copy.jpg


Sir Bob Geldof (mais conhecido pelo “homem que nasceu para mudar o mundo”) e Bono (vocalista dos U2) têm sido a face mais “distinta” da “Make Poverty History” (Faz com que a pobreza passe à história), uma organização que tem como objectivo obrigar os líderes do G-8 (G-7 mais Rússia) a tomar medidas drásticas para reduzir as diferenças de desenvolvimento no mundo – tendo o continente africano como alvo principal.


É deveras interessante perceber como estas caras ( que vemos nos videos, na tv, no cinema, nos palcos ) não precisam comandar nenhum país, nem nenhum lobby , para alertar a opinião publica de maneira tão energica para a miséria instalada em certos paises do mundo.


A credibilidade deles, tem gerado uma onda de solidariedade extraoridinaria e quase impensavel. Basta ver o sucesso que foi o Live 8! Os números mostram a grandeza do evento: 10 concertos, com cerca de 100 artistas... a que terão assistido nos locais ou pela telvisão e rádio ou pela Internet uns estimados 5,5 mil milhões de pessoas em 140 países, o que equivale a 85% da população mundial. O objectivo? Segundo Geldof : “Fazer com que esses oito homens, se reúnam numa sala para impedir que 30 mil crianças morram todos os dias vítimas da pobreza extrema”.


http://www.makepovertyhistory.org/video/


Aqui pode encontrar os videos do Make Poverty History... “click” foi o último a ser feito, e conta com a presença da Brad Pitt, Kate Moss, J.Timberlake, Bono... uma série de grandes estrelas.
Ou seja, um click no vosso PC pode ajudar a pressionar os lideres do mundo a ajudarem os mais desfavorecidos.Por isso aceitem a minha sugestão e vão ao site da organização humanitária MPH em www.makepovertyhistory.org


Leiam as noticias, vejam os videos e juntem-se ás estrelas no combate contra a pobreza!

Tal como eles dizem “Queremos a sua voz, não o seu dinheiro”



Impressão Digital Cereza às 00:13
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Domingo, 18 de Dezembro de 2005

Boa noite! Eu sou a ...

Quanto a mim despeço-me com muita pena, mas tem de ser. Boa Noite, continuo a ser a Manuela Moura Guedes.”




guedes copy.jpg

Confesso que vou sentir a falta dela! Na passada sexta-feira a "dama forte" da TVI disse adeus aos ecrãs! É pena!


Devo ser das poucas pessoas á superficie da terra que gostam da Manuela Moura Guedes. (Apesar das audiências dispararem quando ela apresenta o Jornal Nacional). Alias acho que se tornou moda falar mal dela... mas muita gente desconhece a verdadeira Manuela. Ela por vezes exagera, ninguém tem dúvidas disso (nem mesmo o marido, o Homem Forte da TVI) ... mas a verdade é que é uma mulher forte, justa, e que se está a borrifar para ser mais uma pivot bonitinha, que não tem opinião!




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Os tempos mudaram, e o jornalismo já não tem que ser cinzento... pode ter opinião, pode alertar para injustiças, pode defender os mais fracos!


Eu gosto de personalidades fortes, gosto de pessoas que que não têm medo de dizer o que pensam... se calhar porque eu própria, não sou de trato muito fácil.


Contra a opinião da maioria das pessoas (e com muitos politicos a soprarem de alivio)... Manuela volta rápido!


“Não dá para andar com ‘rodriguinhos’. Em nome do interesse público, há que fazer as perguntas certas e o mais directas possível. Aquele espírito de subserviência e do culto do senhor doutor nunca o tive. Acho que não é compatível com o jornalismo”


“Quando se apresenta um noticiário, não estamos a falar de coisas abstractas ou de ficção. Estamos a falar de pessoas, de situações inacreditáveis que acontecem no mundo de hoje, coisas dramáticas como gente a passar fome, a vi-ver em circunstâncias injustas… O que podemos nós fazer? É uma pergunta poderosa. Podemos chamar a atenção da sociedade, tentar arranjar respostas, abrir olhos e levar à acção”, afirma. E exalta-se: “Que digam que sou agressiva, quero lá saber. À medida que fui envelhecendo, fui ganhando a tendência de me estar nas tintas.”


In: Máxima




mmguedes copy.jpg

Foram Cardos, Foram Prosas:

Há luz sem lume aceso
Mas sem amar o calor
À flor de um fogo preso
À luz do meu claro amor



Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto
Dedos que tens em respeito
Oh, meu amante deposto



Não foram poemas nem rosas
Que colheste do meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancadas do meu solo



Tu que ainda me queres
O amor que ainda fazemos
Dá-me um sinal se puderes
Sejamos amantes supremos



Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim. . .




Musica: Miguel Esteves Cardoso
Letra: Ricardo Camacho
Voz: MMG


Impressão Digital Cereza às 02:18
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Sábado, 17 de Dezembro de 2005

Cry me a river...

tuca1.jpgtuca2.jpg

tuca3.jpgtuca4.jpg


O Amor…
O desejo…
A fantasia…
Cada um tem seu lugar…
Cada um tem sua vontade…
Encontrá-los na mesma forma…
Dentro das mesmas linhas…
Dentro do mesmo Ser…
É possível mas não é fácil?
Ou será fácil sem ser possível?
Conseguirá o Homem amar o Príncipe sem desejar o Canalha?
Conseguirá o Homem desejar o Príncipe depois de possuir o Canalha?
Eu amo o Canalha… Desejo o Príncipe, até possuí-lo.
E o que isto faz de mim…


Badboy
in: http://www.stuffipost.net/



"...I know that they say
That somethings are better left unsaid
It wasn't like you only talked to him and you know it
(Don't act like you don't know it)
All of these things people told me
Keep messing with my head
(Messing with my head)
You should've picked honesty
Then you may not have blown it..."

"...The damage is done
So I guess I be leaving
Oh
(Oh)
The damage is done
So I guess I be... leaving..."




Impressão Digital Cereza às 01:03
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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005

Amar...

Um tema muitissimo interessante proposto pela Tex


human-nature_005 copy.jpg


Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?


As implicações de qualquer resposta, a esta pergunta, sim ou não, envolvem dois níveis de realidade: a dos sentimentos e a das convenções sociais.
Além dos instintos, possuímos uma consciência capaz de regular o nosso comportamento. Há também a convenção social que determina quantos parceiros alguém pode ter. Dependendo da cultura, da sociedade ou da época histórica, esse número pode mudar. Na sociedade ocidental cristã admite-se a monogamia. O amor por uma única pessoa é um comportamento relativamente recente na história da humanidade. A partir do surgimento do amor romântico, o homem passou a regular o seu comportamento admitindo apenas um parceiro.

Isto não impede que nós possamos desejar outras pessoas. Mas nem por isso somos forçados a sucumbir toda a vez que nos sentimos atraídos, uma vez que a construção de uma relação exige entrega e energia. Compreender que o sentir não é construído, mas que a relação é.
O amor, a paixão têm movimento próprio, são potencialmente ilimitados. Não se subordinam às conveniências nem à vontade.

Se alguém ama duas pessoas e vive numa sociedade monogâmica, terá de enfrentar o conflito entre os seus sentimentos e os sentimentos das pessoas envolvidas. A sua decisão não poderá excluir nenhuma das partes e vai envolver sacrifício e comprometimento com as consequências da sua escolha.
Contudo, não há dúvida de que podemos amar várias pessoas ao mesmo tempo. Não só pais, irmãos, amigos e filhos, mas também aqueles com quem mantemos relacionamentos afectivos. E podemos amar com a mesma intensidade, do mesmo jeito ou diferente. A questão é que nos obrigamos rapidamente a fazer uma opção, descartar uma pessoa em benefício da outra, embora essa atitude costume vir acompanhada de muitas dúvidas e conflitos.

Mas afinal, porquê tanto medo de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?
Existe uma certa “mesquinharia afectiva” que se desenvolveu a partir da crença de que somente através da relação amorosa com uma única pessoa é que nos sentimos completos. Não é à toa que exigimos que o outro seja tudo para nós e nos esforçamos para ser tudo para ele. Mesmo à custa do empobrecimento da nossa própria vida.
Eu acredito que podemos sentir amor por várias pessoas. É o amor incondicional, o amor pelos pais, pelos amigos, pelo namorado, pelas amigas. Acho que é contra a natureza humana amar só uma pessoa.

O amor não deve prender, muito pelo contrário deve libertar. O amor não mata, não destrói, mas une as pessoas e não somente duas pessoas, mas pode unir a humanidade.
E no entanto acredito não ser possível estar-se apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo. A paixão é um sentimento absoluto de entrega e não comporta mais do que um protagonista. O amor, por sua vez, é um sentimento menos obsessivo que a paixão. Acredito que qualquer relação duradoura deve ser composta de amor e surtos de paixão. Sem esses "surtos" o amor torna-se um sentimento difuso no que diz respeito à exclusividade. Isto porque é possível amar-se não só duas pessoas mas o mundo inteiro :)


Tex


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Impressão Digital Cereza às 01:06
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