Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

Wild Roses...

Já tinha saudades de um belo poema de amor, uma bela música e belas imagens.


wild-roses.jpg


Como me partiste o coração em pedaços
Com esse teu gesto tão repente,
Foram meus beijos assim tão escassos
Que te levassem subitamente?



Como me conseguiste desmanchar
E deixar-me tão só e malamente.
Tão mergulhado em loito, sem ar,
Porquê esse teu acto tão imprudente?



Como me não sentir desgarrado
Por esse teu falimento tão duro
Que esfria a cama do teu lado.
Onde se escondeu o nosso futuro?



Como me foi possível em ti não ver
Por entre as carícias o padecimento,
Por entre abraços o teu sofrer,
Que escondias com teu alento?



Como me culpo de não reparar
Em teu sorriso que nunca sorria,
Olhos donde nunca te vi chorar,
Merecia eu esta dor, esta tua tirania?



Como me desdobro a cada só momento,
Sem ti ao meu lado vivo tediosa tortura,
Tu, que me enchias o pensamento,
Porque partiste em tão má altura?



Como me desgrenho ultimamente
E as palavras que me dirigem nada são,
Quando só importas tu, somente,
Alma que me levou o coração.



by Bárbara Sousa aka Narag
10 de Dezembro de 2005


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Comentário da Bonecarussa a este poema.


Não posso falar, mas posso escrever… e escrevendo digo-te, como sempre disse, muito mais do que algum dia direi falando…

Digo-te que não há dia com sol ou chuva ou vento ou frio ou calor em que não me lembre de ti. Digo-te que te revejo em cada presente que compro ou que me oferecem, pois o acto de dar, estará para sempre associado a este sentimento em que me dou constantemente, silenciosamente, quase clandestinamente…

Digo-te que podem passar dias, semanas ou meses em silêncio, mas que nada pode quebrar o laço que se criou, que se estabeleceu e que se mantém. Digo-te que não consigo esquecer… quisesse Deus que eu fosse capaz e tudo seria mais fácil…

Digo-te que comprei um isqueiro para cada um dos meus funcionários… tenho este defeito: passo a vida a pedir lume e fico com os isqueiros…era o mínimo que podia fazer… Digo-te que guardo um isqueiro na carteira que anda sempre comigo. Deste-mo quando te contei deste meu vício. Raramente o uso. É como um amuleto… um talismã…não sei. Acende-me os cigarros naqueles dias em que tu, dono duma enorme teimosia, não me sais da cabeça… Consegui nunca o perder e vive no meio da barafunda sem qualquer originalidade que são as malas das mulheres.

Digo-te que nunca acendeu cigarros senão meus. É como aqueles tesouros escondidos que estão tão à vista de todos que ninguém dá por eles… quem sonharia que aquele objecto tem o valor que tem… só mesmo em sonhos…

Digo-te que é preciso algo muito forte para conseguir reconstituir a emoção da surpresa dos presentes do dia de natal, antigamente abertos apenas na manhã desse dia, e amontoados em frente ao fogão ao lado dos sapatos que ali passavam a noite. Digo-te que era um dos meus momentos mágicos… em que eu saia da cama descalça ( para variar…) e devagar, como quem quer fazer demorar um momento único mas que sabe que não foge… lá ia eu espreitar e… com a respiração suspensa …constatava o que já sabia…lá estavam os presentes…

Digo-te que este Natal, sem o saberes, sem o suspeitares, fizeste-me reviver esses momentos… quando hoje me levantei e li o teu desejo… que gostarias que um dos melhores Natais do mundo fosse meu. Porque sim.

Digo-te que misturei o perfume e o álbum de fotografias – os presentes que recebi no ano passado– com as lágrimas que me correram pela cara enxovalhada pela almofada e com o cabelo despenteado pelo sono.

Digo-te que à dias que a garganta não me deixava fumar mas naquele instante acendi um cigarro com o tal objecto que descansava no fundo da minha mala… enchi a sala de fumo e, deitada no sofá, deleitei-me a imaginar formas, como gosto de fazer deitada na areia a olhar para as nuvens que vêm e vão e se transformam ao sopro da minha imaginação…

Digo-te que hoje ao ler a tua mensagem li mais devagar quando me apercebi do tempo verbal desta frase: Das conversas, das ideias, da identificação do espanto que me causavas quando me contavas as tuas fantásticas histórias.... Digo-te que parece que falas de alguém que morreu… morri… e sinto-me um daqueles fantasmas que não sabendo que morreram teimam em querer continuar a comunicar com os vivos...

Digo-te que adorava continuar a contar-te histórias, estórias, coisas, enfim… esta frase é desnecessária. Mas precisei de a escrever… Absolutamente desnecessário também… queria tanto ver-te... agora não parava … ficava aqui a escrever-te … até à eternidade.

bonecarussa
@ dezembro 15, 2005 01:58 PM

barraflor.gif


Where the wild roses grow


"...On the third day he took me to the river
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he knelt above me with a rock in his fist



On the last day I took her where the wild roses grow
And she lay on the bank, the wind light as a thief
As I kissed her goodbye, I said, "All beauty must die"
And lent down and planted a rose between her teeth..."



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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

2 Euros

E assim dou por encerrado o tema jantar!



Há uns dias recebi este texto do Formasdolhar, tema que acho bastante interessante... até porque me toca pessoalmente. Seja como fôr, gosto sempre de abordar problemas sociais aqui no blog!




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Noticia SIC



Família despejada por não pagar renda de 2 euros por mês.




Hoje vi a noticia que uma família tinha sido despejada por não pagar uma renda de 2 euros por mês. Chocante, não pela incapacidade de pagar a renda. Permitindo-me fazer juízos de valor, não creio, nem quero crer, que alguém seja incapaz de pagar tal montante por um tecto condigno.
Mais sendo uma família constituída por 4 membros. Pais e respectivos 2 filhos. Pouco para darem aos filhos… 2 euros!!!



Sou capaz de apostar que os pais não prescindem dos seus pequenos luxos diários (coisa que também não faço), leia-se o cafezinho, tabaco e talvez, quem sabe, uma cervejinha quando o calor aperta.



Para mim, é um daqueles casos típicos de que “não pago porque não quero”. “A habitação é camarária, o montante é reduzido, a justiça é lenta e burocrática. Alguém vai dar importância ao caso? Nem pensar!!!”



É o que se chama a vigência da sensação de impunidade. O comentário da mãe da família é o exemplo disso: “ É incrível como se despeja uma família por tão pouco dinheiro.” (valor que ascende a 50 euros, contando com os juros). Eu diria que isto até é indiciador de alguma premeditação na atitude que tomaram. Bem-haja a jornalista que imediatamente deu a volta ao texto e perguntou como era possível alguém deixar de pagar tal montante de renda, deixando a tal mãe de família semi-desarmada.



Na minha opinião é apenas pobreza social e não monetária. Perda de valores e de vergonha. Suponho eu que bastaria pensar nos filhos para não se deixar cair nessa situação.



Formasdolhar




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A saga continua!

E assim dou por encerrado o tema: ALMOÇO! Apenas porque não aguento maisssss! LOL!
Mas este texto é optimo para terminar! Está demaisssssssssss!

O próximo encontro é em Sintra, lá para o fim do mês de Fevereiro... talvez 25..ah e vai ser jantar! Aguardem informações!




paganini3 copy.jpg

Ora veremos a causa do meu silêncio no meio de tanta euforia!

Custa sempre muito, mostrar a nossa total contradição a uma alegria, satisfação e tantas emoções, demonstradas por trinta e tal palermas.

Sim de certeza, eu deveria ser a única pessoa normalzinha no meio de tanto maralhal esquisito e variado.

Mas, como é do meu hábito aqui vai a explicação que de certeza nunca vai ser compreendida:

Achei o restaurante o mais piroso possível, depois de uma viagem atribulada em que o caminho era continuamente mal assinalado pela inculta criatura que me acompanhava.

Enfim, pensando que pelo menos poderia usufruir de uma visita a uma terra típica portuguesa, em que o local de encontro seria uma majestosa Igreja Matriz não !!! o impacto de uma feroz música pimba e acrescentado por uma cabeça vadiando numa procura qualquer, amarela ( que horror), levou-me a fugir rapidamente para um café.

Aí começou outro tipo de martírio. Cumprimentar um monte de trengos. A que normalmente dão um nome de paineleiros (palavra que não encontrei no dicionário, a que sempre associei a uma forma de energia renovável), fazendo eu o papel da eterna sorridente e simpática e maravilhosa Majoca/SaloiaLoira.

Meu intelecto começou a trabalhar (apesar de ser fim de semana) na procura da identidade de cada um.

Alguns tive a infelicidade de reencontrar (mas eu sei que tenho de pagar na terra pelos meus pecados) e como a educadeza me ensina, abracei, bejoquei e fingi amar!

Depois, novamente fui baralhada e confundida até chegar ao célebre restaurante.

Ai, como escolher numa mesa com aquele feitio, o lugar ideal e ao pé de quem!!

Claro que pensei a redonda. Sempre posso fazer minha ginástica andando à volta e talvez esteja num lugar ideal para observar.

Aí meu pensamento parou e disse : parva come e bebe depois logo olhas bem!

E assim foi. Uns conhecia, os mesmos trengos que infelizmente tinha arrumado no meu coração, outros, ao longe!!!!!!!! Guardei lugar para eles, mas como sempre penso em pagar todos os meus pecados, estão todos registadinhos nos meus ventrículos e aurículos e respectivas válvulas, artérias e veias.

Agora , vem a parte mais difícil. Descrever meus sentimentos.

Gajos bons...todosssssssssssssssssss e nada em que eu pudesse tocar com um dedinho!

Gajas safadas... como qualquer mulher que se preze, nem me deixaram chegar perto.

Perdi o apetite e mais uma vez reconheci que ia a um almoço mal organizado (parvas aquela Lua e a Driade), com umas amostras de peixe, nada de sangria de champanhe, um vinho vermelhinho que pouco experimentei, na esperança de um célebre garrafão que nem a visão tive dele, sobremesa nada de especial. Ainda tive esperança quando vi algo em forma de Lua, amarelaaaaa e com três mixirucas cerejas a enfeitar e ahhhhhhhhhhh e umas velinhas que arderam , arderam e arderam ( valentes). Parece que era para alguém especial que também teve direito a beijos a torto e a direito e flores!!!

Do meu lugar tive de aturar um par de apaixonados, só com conversa calientes, que pior me faziam. Ao meu lado esquerdo gramei com dois alunos meus ( ups pareceram-me ). Ao longe, numa névoa, que eu sou ceguinha de todo, havia mais, nem se eram homens ou mulheres. Eu conseguia distinguir (o tal problema do escudo invisível). Ainda percebi que deveria de haver gente aproveitável ( não digo em k) mas sem óculos e sem me deixarem tocar , nada de poder confirmar.

Já escrevi demais! Meu coração sangra pela desilusão que tive e pelo investimento mental que tinha feito de tal encontro.

Vou pedir ao pai Natal que tenha dó de mim... que me meta no sapatinho, ou noutro sitio melhor um rabanete que se preze, que me dê uma santa paciência para continuar a aturar este monte de gajos malucos, e que faça meu coração elástico para continuar a meter lá dentro os que vão aparecendo.

Depois disto...ADORO-VOS !!!!!!!!!!!! cambada de malucos.



Majoca


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Este texto está simplesmentes sublime(para quem nos conhece)! É de ir ás lágrimas! PARABÉNS BOAVISTEIRO!


ALMOÇO NO MONTIJO
DESMENTIDO OFICIAL



Mal acabou o almoço oficial do blog no Montijo, logo se espalharam rumores insidiosos e completamente falsos, que acho imperativo refutar.

1º Eu não fiz strip em cima da mesa.

Ninguém fez strip em cima da mesa.
Já por baixo da mesa, isso não posso garantir. Se o fizeram, foi com muito cuidado, que eu cá não senti nada.

3º Não saiu um homem nu (ou uma mulher nua) do bolo.
Isto é pena que seja mentira, por acaso. Eu teria gostado, especialmente se fosse um homem bem fornecido pela natureza.

4º Eu não fui violado pelo dono do restaurante.
Violado? Eu pedi-lhe, carago! Foi consentido. Mutuamente.

5º Eu não violei o Water em cima da mesa.
Pelo menos em público. Em privado, é cá connosco, tá?

6º Eu não fui apalpado pelo corpo todo, de forma pública e notória.
Que mentira infame! Foram só os meus pujantes seios, com especial ênfase nos mamilos. Ah, sim, e também no meu amplo traseiro. E em mais alguns recantos de interesse turístico. Mas não foi no corpo todo!

7º A manta que me deram não tem uma mulher nua.
A manta tem, isso sim, o símbolo da Playboy, o célebre símbolo da cabeça da coelhinha. Por acaso… Bem que podia ter sido uma mulher nua. Era bom. E melhor ainda se fosse o Water todo nuzinho. Iam!

Parem lá de espalhar mentiras, seus venenosos. Que coisa!

Boavisteiro


UJ copy.jpg



Foto do Setembro



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Domingo, 11 de Dezembro de 2005

Capitulo II e III -almoço do UJ


Ora bem, aqui estou eu para repor toda a verdade e apenas a verdade!

Depois de ler atentamente o guião do almoço, os comentários deixados por todos, de ter falado com alguns dos presentes e sobretudo de ver as fotografias, cheguei à conclusão, o que se torna muito mais cómico é que o almoço onde estive presente foi o mesmo sem tirar nem põr, porque em tudo é igualzinho. Senão vejamos, o dia lindo cheio de Sol, aquela paisagem da Ponte Vasco da Gama, com Lisboa na outra margem, não me era de todo desconhecida.

A refeição era rodízio de peixe, embora os sacrificados tenham sido os carapaus, os besugos e os peixes-espada e o bolo, aiii o bolo, não foi imaginação minha, sim, porque me “abotoei” com uma fatia e estava uma maravilha e depois o mais engraçado é que quase todos que estavam sentados à mesa me eram familiares. Vá-se lá saber porqûe, não é ? ;-))

Bom quase todos, porque não conhecia umas cabecitas vermelhas, uns olhares castanhos, outros azuis e ainda uns esverdeados e sobretudo pelo doce do Boavisteiro que passa a vida a dizer que é chato:-P .

Chego à conclusão que sou mesmo distraída e foi por pouco, que no regresso a Lisboa, e a culpa não era da sangria a saber a Sumol, que não ia até ao Algarve, quando disse à minha Mana, para virar à esquerda quando se tinha de virar à direita.

Quero agradecer do coração à LuaDourada que é a doçura em pessoa, com um sorriso lembrando as noites de Verão e à Dríade que é uma valente, deu 350 para baixo e 350 para cima, quilómetros claro, que não pára quieta , a tarefa árdua que tiveram para juntar um lote magnifico de “paineleiras” e “paineleiros”.

A todos pela vossa alegria, boa disposição e por me aturarem – não vou dizer os nicks de todos senão ainda me esqueço de algum e arrisco-me a “levar” com um texto como o da constancinha :-DD – continuem a ser como são e já que estão todos juntinhos um Santo e Bom Natal. Beijinhos a Todos sem excepção.

Constancinha




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( Antes de passar ao texto escrito pelo Fonz, (ainda faltam alguns) quero aproveitar para fazer alguns agradecimentos, e brindes a paineleiros deste blog.



Primeiro, agradecer do fundo do coração á Lua, que tudo fez para que este encontro fosse um sucesso... e foi! As caras de felicidade da nossa organizadora e a sua assistente a Driade, não enganavam ninguém! Estava tudo nos conformes! Parabens meninas!
Claro que a Lua, aproveitou logo para me pregar um partida, oferecendo-me um bolo de aniversário em forma de Lua e Dourada... e imaginem com quê? Cerejas! Lá tive que ouvir cantarem-me os parabens e soprar as velas!! ai ai!




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Um beijo enorme para a Alic, adorei as rosas vermelhas que me ofereceu... como ela diz, "apeteceu-lhe"... e isso assim é que tem valor, acreditem :) jokas alica*


Recebi de prenda de natal, um fantastico livrinho de citações, que vou muitas vezes transcrever para o blog... Obrigada .... que sei que foste tu! LOL


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Ao abel, um beijo especial, porque sei que anda CHEIO de trabalho e não faltou ao almoço... Em breve estará a escrever regularmente no blog! Finalmente!!!! Escreveu um poema lindo, daqueles de babar mesmo... e uma joaninha (simbolo da sorte) numa lindissima flor! é um verdadeiro cavalheiro este Abel! Um jinho pra ti!



Queria no fundo fazer um brinde a todos os paineleiros/as que fazem destes encontros algo de mágico!
Dos que não estiveram presentes um brinde muito especial para a Vanessa (que ficou tristissima por estar lá longe na Filândia), outro para os "nossos" Shikote e Ideiasavulsos que também não puderam estar na nossa companhia! HIP HIP HURRA!) </p>

Agora sim sim fiquem com mais uma perspectiva deste almoço!


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Um Dia Especial

Não foi a primeira vez que fui a ocasiões destas mas já não me lembrava de alguns dos “procedimentos” habituais nomeadamente os “Quem és tu?”, “Ahhhh tu é que és aquele malandro!” entre outras … Claro que a situação era diferente para a maioria dos presentes pois não era o primeiro encontro. Eu era dos poucos “novatos” naquelas andanças – e n estou a falar de idades, que isso é o menos importante.
Como seria natural, senti-me inibido ao início. Parecia um puto numa festa familiar sempre debaixo da saia da mãe. Neste caso, estava sempre por perto da Cereza – claro que era porque ela não me largava :P – mas tudo isso já vem do nosso “passado” :P Mas ela devia pedir desculpa porque enganou-me a mim e ao Guldan porque queria ir passear a Alcochete e isso fez-nos chegar atrasados ao restaurante. E DEPOIS CULPA-NOS A NÓS!! Que lata …

Não posso deixar de agradecer a todos vós por terem ajudado à minha adaptação. Apesar de paineleiro relâmpago que passa muito tempo sem aparecer, consegui ver que era facilmente reconhecido. “Então não comes peixe?!?” “Então és o Fonz, aquele que manda bocas e depois vai embora!” “Já estás ok da operação?” entre outros … Foi espectacular conseguir ambientar-me, sem conseguir associar caras a nicks, mas assimilando os feitios e quase todos. Entrei como “pequeno desconhecido”, saí como “velho amigo”.

Adorei passar o dia com todos vós e espero ter oportunidade de repetir e cada vez com mais pessoas. VANESSA podes não acreditar mas aqui o totó lembrou-se várias vezes de ti e até comentou com outras pessoas ;)
Parabéns à Lua pela organização do almoço, tal como já foi dito aqui no UJ, o espaço e o ambiente estavam ideais para o acontecimento. Obrigado da minha parte e um grande beijo para ti J

Até uma próxima oportunidade, mais que não seja no nosso dia-a-dia aqui na blogosfera.

Beijos e abraços
Fonz

PS: Obrigado à pessoa que me ofereceu as belas trufas que estou a comer enquanto escrevo – mas eu já sei quem foi a personagem lolol



(Esperem pela versão detalhada do almoço que pedi ao Fonz! Mas com os pormenores sórdidos!!!)


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Sábado, 10 de Dezembro de 2005

Capitulo I: Estamos de volta!

Acabou-se a folga! Vá tudo de volta ao trabalho... ai jesus estes empregados, que abusam logo!




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Pois é, já foi o maior almoço de sempre do Urban Jungle! 34 pessoas! é escusado dizer que foi o maior sucesso... isso já sabiamos á partida!
Mas desta vez, tivemos momentos de grande animação... e muitaaaa gente nova! Gente linda, só vos digo!
O beijo do Shikote (dado pelo Azelom)..... na Truzinha (Nem o Xanito faria melhor)Ai que calor!
E prendassss... a Erina ganhou um ambientador para o carro do Benfica (Lol) Houve quem ganhasse um fio dental, uma abelha Maia para o telemovel, um livrinho com citações... Um U e um J do imaginarium... mas isso são outras histórias que irão ser publicadas ao longo da semana juntamente com as fotos! Ai o bolo que me ofereceram... em forma de Lua Dourada!
Para os curiosos o almoço foi no Restaurante "Moinho da Praia", com o Tejo e a ponte Vasco da Gama a servir de cenário, para um belo convivio. Basta ver aqui nas fotos!


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Aqui vai o primeirissimo texto a chegar a esta "redacção", da nossa irrequieta reporter... ela pede desde já desculpa se esqueceu alguém, mas é que não teve tempo de conhecer todos os "nicks", o que é compreensivel!


À mesa
Texto de Josefa Quitéria

Ali no Samouco encontram-se vários moinhos. Um deles com função nada desvirtuada, embora diferente da original, já se vê, serve refeições, sendo aquilo que normalmente se chama, um Restaurante e dá pelo nome de Moinho da Praia.
Cozinha à vista para quem queira espreitar a confecção das refeições, oferece serviço um pouco lento para quem quer ir saltando de besugo para besugo.

Vamos ao qu’interessa. Lista fixa:

Chiffonade de Pataniskos, vinagreta de Suicidal_kota acompanhada de pequeno legume que não identifiquei. Carpaccio de Boavisteiro com ovo escalfado à flor de sal, confit de Driade com figos e coentros, marinado de Cabeça Vermelha com ervas finas e alho, folhado de Blocas salteado de pinhões.
Creme de Mathiott, sopa de Frisco com óleo de trufas.
Filete de azeloM com cenouras novas, Leoa Mortífera a la plancha, ravioli de Leoa Intocável, postas de Guldan com creme de crustáceos e baunilha.
Fatias de Erina com beringela e sésamo, presas de Abel estufado com alho francês e gengibre, salteado de Majoca com ervas aromáticas, Leowf gaufrette, costeleta grelhada de Anasimplesmente com nozes, crocante de Luadourada com cominhos e perfume de laranjas, cannelloni de WG com penacho de alecrim, noisettes de Flyman com cilindros de batatas, espargos braseados e galette de Cereza, foie gras de Fonz com cogumelos morilles, Strogonoff á Constancinha com cogumelos e pimenta verde.
Sabayon de True_Collours, bolo de Alic e tartelette de bonecarussa.
Num espaço restaurativo desta natureza deu-se pela falta de alguns Pudins, pela inexistência de gelado LuadeCristal, roquefort Shikote e mousse de IdeiasAvulso merengado.

Constatou-se que os ingredientes eram muito diferentes, mas com união valorizada em massa mais ou menos inteira, compacta e macia. A frescura dos pratos era incontestável e de expressividade patente, copiosamente acompanhados de vinho branco e tinto (que estagiaram em barricas de carvalho francês novo) e sangria (sóbria e convincente), embora a galhardia artística também se demonstrasse em sumos e cervejas que, embora não lhes visse a marca, eram de boas datas, que reconheci pela cor que prova a longa maceração pós-fermentativa.
Utensilagem cabal, numa boa refeição, harmoniosa e confortável, talvez demasiado aquecida pelo sol. Os pratos eram bons e recomendam-se ali ou noutro sitio qualquer…



Bonecarussa


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Fotos tiradas pelo Fonz



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Descanso do pessoal!

FECHADO PARA DESCANSO DO PESSOAL


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ESTAMOS NO ALMOÇO.
Voltamos mais tarde, volte você também!


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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2005

E o beijo vai ser dado por...

Quinta-feira, feriado, dia 8 de Dezembro... contagem decrescente para o grande almoço do Urban Jungle


glamour-kiss-01.jpg


Bem, já que este tem sido um mês de festa, vamos continuar, pelo menos até ao Natal.
Mas antes, temos para já a nossa terceira MegaRave, no Montigo. Como já todos devem saber o restaurante foi alterado... A Lua encontrou um lugar magnifico, onde podemos passar o dia se quisermos... e... e olhar o tejo! O local de encontro continua a ser o mesmo, ou seja na Igreja Matriz do Montijo, ao meio dia e meia, e o preço mantem-se nos 15€.

Ementa:

Entradas – Queijo, azeitonas e pão.
Rodízio de peixe – Carapau, sardinha, besugo, espada e choco.
Bebidas – Vinho tinto e branco da região do Montijo, sangria c/vinho branco ou tinto, sumo, água e cerveja.
Sobremesa – Salada de fruta, mousse de chocolate e café.

Para o Fonz acho que se arranjou um "cadito" de carne!

AHHH, e não se esqueçam da prenda até 5 euros!
Lembro-vos, tentem todos levar pelo menos uma VHS, para podermos entregar ao IPO do Porto



Bem vamos agora ao mais importante... como já devem saber o Shikote não vai poder estar no almoço, e por isso o prémio que tinha para a Marta (por ter ganho o concurso do poema, em uma só palavra) será atribuido por outra pessoa... Assim, a comissão, escolheu..........
......
......
.
.
.
o...
.
.
.
.
.
.
.
AZELOM!
(clap, clap, clap... batam palmasss)



No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tampoco te pido que vuelvas rogando perdón
Si lloras con los ojos secos
Y hablando de ella

Ay amor me duele tanto
Me duele tanto

Que te fueras sin decir a donde
Ay amor,
fue una tortura
perderte



Assim sendo, até sabado!



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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005

A primeira vez!

"O primeiro concerto... hummm... tenho estado para aqui a pensar... Acho que foi num espaço reservado para 50 pessoas... Acho que conhecem o conjunto musical: ROLLING STONES!!! Fui buscá-los a Berlim logo a seguir ao concerto que lá tinham dado! Chegaram ao avião ainda com a roupinha de palco, improvisaram uns reposteiros que dividiram o avião em 5 ou 6 partes, mudaram de roupa, sentaram-se e arrancámos para Lisboa. Eu, como chefe de cabine do voo, dei-lhes as boas vindas e umas ofertas da companhia. Depois do mata-bicho (o Keith Richards não deu hipótese ao bicho, com uma garrafinha de Jack Daniels só para ele... eheheheh), não é que o Mick Jagger vem pedir para cantar ao microfone (P.A.-Public Adress lol) do avião?!!! Então lá veio ele e mais outros da comitiva, e lá fizerem uma cantata ali mesmo junto a mim e ao resto do pessoal da tripulação, só pelo gozo de cantar... e nós não estavamos a acreditar na singularidade do momento. A Mandy Smith, companheira da altura do Bill Whiman, ainda foi à carteira de uma colega minha buscar o baton para pintar as beiças... Enfim, gente fina... lol Isto foi em Junho de 1990 num voo da Air Atlantis, especialmente fretado pela banda... Único!..."

flyman
@ dezembro 7, 2005 03:04 PM



Quem não se lembra do primeiro concerto a que assistiu? Eu nunca me vou esquecer!




bryan-ferry.bmp

As primeiras grandes bandas só começaram a chegar a Portugal alguns anos após o 25 de Abril. Até então restava imaginar como teria sido o "tal" concerto dos Pink floyd, dos Genesis, Supertramp... nas suas tournés pelo mundo. Claro, Portugal passava sempre ao lado.



Quando ainda era uma "teenager inconsciente" uma das grandes bandas que sonhava poder ver um dia, eram os Roxy Music... mais pelo vocalista claro! Lembro-me como se fosse hoje - ainda vivia em Faro - chegar ao café e dizerem-me "Cereza" o Brian Ferry vem cá! Claro que não acreditei...impossivel! Um concerto em Portugal, não podia ser! Lá me disseram para ir ver o cartaz na montra de uma loja... e lá fui eu a correr! Bingo!! Os Roxy vinham mesmo a Portugal, e ainda por cima o concerto era no estádio do Farense (era Verão, e o Algarve estava replento de gente, a passar férias...para variar)!



Nunca mais me vou esquecer... eram 17 horas de um sabado, um calor de "morte" e lá estava eu numa fila enorme, para entrar no Estádio do Sporting Club Farense! Consegui ficar lá mesmo á frente, bem perto do palco... nos dias seguintes não conseguia pensar noutra coisa!



Depois disso, foi a dezenas de concertos. Rolling Stones, Prince, Tina Turner, Joe Cocker... enfim... alguns nem me lembro bem deles... mas Roxy ficará para sempre na minha memória!

E tudo isto a proposito porquê? Porque num dia destes, no UJ assim que se falou de concertos, foi tudo ao album de recordações... Por isso "Let´s take a walk down memory lane" e recordar o vosso primeiro "concerto"! Lembram-se da emoção de ir ver uma das vossas bandas preferidas ao vivo? Contem! Toca a aquecer para o almoço no dia 10...

Já agora, para quem ainda não sabe... foi alterado o restaurante... falem com a Lua ou com a Driade!

Até lá..."Don´t stop... don´t stop the dance"!


roxy copy.jpg


"Mama says: truth is all that matters
lying and deceiving is a sin.
Drifting through a world that's torn and tattered;
Every thought I have don't mean a thing.
Don't stop
dont' stop the dance.
Don't - mama says - don't stop the dance.

Mama says: love is all the matters

beauty should be deeper than your skin.
Living for the moment
lips and lashes;
Will I ever find my way again ?
Don't stop
don't stop the dance.
Don't - mama says - don't stop the dance.
Don't stop
don't stop the dance.

Mama says: only stormy weather

don't know why there's no sun in the sky.
Footsteps in the dark come together..."



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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005

Filhos, e pais separados!

Este é um tema que vai tocar fundo na maioria das pessoas que visitam este blog. Falar de filhos de pais separados, falar nas crianças que têm agora dois lares, dois “pais” duas “mães”, duas familias ... ou... no fundo, não têm nada! Falar deste assunto mexe com os mais profundos sentimentos, com feridas por sarar, tristezas, alegrias, com “terceiros”... enfim, um emaranhado de emoções!

Quer queiram quer não... a maioria dessas crianças sofrem, algumas não mostram, mas a magoa está lá!

Fica o texto de uma mãe separada... que faz o possivel e impossivel para que o filho ultrapasse a separação... uma mãe que se desdobra, para dar ao filho tudo o que precisa, sobretudo amor!
Deixo aqui a letra e o video que o Eminem dedicou á filha, depois de se separar da mulher. Chama-se Mockingbird.




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"...Daddy's always on the move, mamma's always on the news
I try to keep you sheltered from it but somehow it seems
The harder that I try to do that, the more it backfires on me
All the things growing up as daddy that he had to see
Daddy don't want you to see but you see just as much as he did
We did not plan it to be this way, your mother and me
But things have got so bad between us
I don't see us ever being together ever again
Like we used to be when we was teenagers
But then of course everything always happens for a reason
I guess it was never meant to be
But it's just something we have no control over and that's what destiny is
But no more worries, rest your head and go to sleep
Maybe one day we'll wake up and this will all just be a dream..."



[Chorus]
Now hush little baby, don't you cry
Everything's gonna be alright
Stiffen that upper lip up little lady, i told ya
Daddy's here to hold ya through the night
I know mommy's not here right now and we don't know why
We feel how we feel inside
It may seem a little crazy, pretty baby
But i promise momma's gon' be alright


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A transformação dá-se nos pais e nos filhos. A mágoa, a raiva, o desinteresse, novos interesses e mais mil outras situações levam os pais, muitas das vezes, a assumirem-se como pessoas diferentes das que tinham sido até ali. Frequentemente, o Dinheiro é o grande motivador. Os filhos são confrontados com uma dualidade, onde raramente se mantém a unicidade do ser, nas mais variadas perspectivas das suas ainda curtas vidas.


Penso que este é um dos exemplos onde a quantidade pode, e é, tantas vezes maléfica. As crianças passam a viver num mundo duplo onde os espelhos abundam e onde os reflexos se confundem com as identidades verdadeiras. Passam a ter duas casas, dois quartos, brinquedos a dobrar, fins-de-semana e férias diferenciadas, natais à vez, aniversários com ‘convidados’ impostos. Deixam de ter pais e passam a ter pai e mãe.


As exigências parecem andar de mãos dadas com a divisão das famílias, quer em forma de separação, afastamento ou divórcio efectivado. As crianças, as doces crianças, podem tornar-se em pequenos monstros que nos controlam, que nos seguram numa caverna fria e escura. Podem chantagear-nos também, como se tivessem aprendido tácticas e estratégias com os melhores mafiosos… mas também podem ser usadas como moeda de troca em muita coisa e, ai sim, são tratadas como objectos e de pouco valor, pois aquilo a que damos muito valor, não queremos trocar por nada na vida. E é nesta condição de moeda de troca que as crianças muitas vezes, apercebendo-se do seu novo valor, exigem tudo e mais alguma coisa, ameaçando mais ou menos silenciosamente com chantagens emocionais… e comerciais. ‘O pai dá-me isto e tu não dás…’ ou ‘A mãe leva-me ali e tu não levas..’ ou ainda ‘Ele/a deixa-me fazer isto e tu não deixas…’ Infelizmente os exemplos são muito variados. Mas, tal e qual como numa loja de brinquedos, onde as ofertas são muitas e a atenção dos miúdos é chamada para todos os lados em simultâneo, fazendo-os sentirem-se perdidos, sem o saberem, tal também acontece no processo da separação dos pais… as crianças ficam com (quase) tudo a dobrar, mas perdidas, quais meninos da Terra do Nunca, onde a imaginação funciona e faz aparecer coisas, mas onde não há lei nem roque… que o mesmo é dizer, nem mãe nem pai.


Assisti a isto diversas vezes, vezes demais, nos anos que trabalhei em colégios e infantários. No momento em que me separei temi o pior… o pai tem dinheiro e eu não tenho. O pai tem uma casa fantástica e eu não tenho. O pai passeia onde quer e eu vou ao café ao fim de semana. Hoje, separada, a viver sozinha com o meu filho, dá-me uma vontade de rir incontrolável, digna duma bebedeira enorme… vontade de rir, sem qualquer desrespeito pelo pai do meu do filho, com quem mantenho uma relação 100% saudável. Mas rio-me dos meus medos… o meu filho é o meu grande cúmplice em tudo: ajuda-me nas tarefas caseiras, quando suspeita que não tenho dinheiro para farras – tipo jantar no mcdonald’s… - paga do dinheiro dele (que eu reponho no princípio do mês), fazemos brincadeiras diversas, como por exemplo vestirmo-nos muito bem e jantarmos na sala à luz das velas, sopa de cebola com pão, e falando como se ao nosso lado estivessem duques e embaixadores (aproveitamos para treinar línguas…)… normalmente o jantar acaba connosco a dormir no sofá. Mais ainda: ontem mesmo, ele descobriu que eu fazia limpezas para equilibrar o nosso orçamento e prontamente se ofereceu para me ajudar a varrer, enquanto eu lavo.


Confesso que o meu filho baixou o rendimento na escola… o pai era super atento e dava-lhe explicações todas as noites e eu… eu todas as noites, ou quase todas, lhe falo dos nossos problemas. Considero-me cansativa… mas digo-lhe que sonhe todas as noites, sem faltar uma única. É a única obrigatoriedade que lhe imponho.


Se eu pudesse escolher, viveria com o pai do meu filho, como uma família tradicional. Mas valores mais altos se levantam, como por exemplo a minha sanidade mental. E a última coisa que a minha criança não precisa é duma mãe cansada e passada dos carretos. Aquilo que a minha adorada criança precisa é duma mãe saudável, brincalhona, bem disposta, para que lhe permita continuar a responder, quando lhe perguntam que defeitos tem a mãe: só um… não é rica.


Maria Mãe


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"...It's funny
I remember back one year when daddy had no money
Mommy wrapped the Christmas presents up
And stuck 'em under the tree and said some of 'em were from me
Cuz daddy couldn't buy 'em
I'll never forget that Christmas I sat up the whole night
crying
Cuz daddy felt like a bum, see daddy had a job
But his job was to keep the food on the table for you and mom..."



Impressão Digital Cereza às 00:05
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005

From Lillie!

Caros amigos, finalmente temos noticias da Lillie... ela ficou surpreendida e emocionada com os nossos comentários e mandou-me este mail:




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Cereza, I tried to thank all the lovely people who commented in your blog, and in mine, but I cannot understand how to post to your blog because the buttons are all in Portuguese. I think I deleted what I wrote! Will you tell your friends that I have written to thank them in my blog: http://unsheltered.blogspot.com? Your kindness is a treasure.

I continue to look at your wonderful pictures and try to puzzle out the words you've written. I hope you are well and enjoy your emails.



Thanks again,
Lililie



Já podem ir ao blog dela e ver os vossos comentários e o pequeno mas sincero texto que ela deixou para todos! http://unsheltered.blogspot.com/



To my friends from Portugal

You have been so kind to me, and I cannot tell you how much I have appreciated your comments. It is a surprise to me that 10 minutes of admiration about Cereza's Urban Jungle blog has turned into my own blog and the wonderful support and sympathy you have all been so quick to offer. It is astonishing and reassuring that total strangers, from across the world, with limited shared language can still manage to say so much, so thoughtfully. Surely there can be very little wrong in a world where this can happen.
I see I must begin to learn Portuguese!

posted by Lillie at 7:54 PM | 0 comments



Impressão Digital Cereza às 11:39
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Domingo, 4 de Dezembro de 2005

Para aquecer o dia!

A Erina mandou-me este mail, que por sua vez recebeu de alguem... enfim.... aqueles "fw" que todos conhecemos bem! O texto está um espanto... engraçadissimo!

Já todos tivemos uma vez ou outra, uma daquelas dores de barriga insuportáveis no momento mais inconveniente... só que neste caso, foi o caos! Pena o texto não vir assinado! Mesmo assim aqui fica! Lol



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"Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é... esta é uma simples história que poderia ter acontecido contigo...

Aeroporto de Lisboa, 15h30m.
Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma cagadela não aliviasse. Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade, de onde partiria o voo para Estocolmo, resolvi segurar as pontas "Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma cagadela tranquilo".

O avião só sairia as 16h30m.
Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no W.C. do aeroporto.

Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e, subtilmente, disse-lhe:
"Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto porque preciso largar a farinheira."
Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda.

O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:
"Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora".
Aí o cagalhão ficou maluco e tentou sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali.
Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho com uma sanita, tão branca e tão limpa que daria para almoçar nela! E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops!

Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra!

Daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:
"Olha, caguei- me."
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, onde o autocarro faria escala a meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo. "Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que estou não fico".

Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.
Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés.

Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar...afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado?? Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez.

Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.

Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas. Olhei para cima e blasfemei:
Agora chega, Pá!!"

Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o "check- in" e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava e já tinha despachado a mala com roupas.

Na mala de mão só tinha um pullover de lã com gola em bico. A temperatura em Lisboa nesta altura era de aproximadamente 37 graus.
Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As minhas cuecas, mandei- as para o lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do rapaz que estava na casa de banho" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:
"Nada, obrigado... eu só queria mesmo era esquecer este dia



Adaptado do original de: Luís Fernando Veríssimo
(a nossa Lena já nos deu o nome do autor)


Impressão Digital Cereza às 12:46
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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005

Ultima chamada!

Pessoal ultima chamada para a nossa MegaRave!NÃO EMPURREM SFF


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"...U're so cool (Cool)
Everything u do is success
Make the rules (Rules)
Then break them all cuz u are the best..."




Ora bem, caros "paineleiros", "paineleiras", comentadores, e visitantes da "Selva Urbana", de hoje a 8 dias, ou seja, no próximo sabado dia 10 de Dezembro, tem lugar o tão aguardado almoço de Natal deste blog... Portanto este post digamos que é a "ultima chamada"



Até ao momento temos 36 pessoas CONFIRMADAS, e 3 por confirmar... por isso meus carissimos amigos/as se querem ir á nossa MegaRave e ainda não disseram nada , têm até segunda-feira á noite para confirmarem a vossa presença com as nossas RP´s Lua Dourada e Driade!



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<p><strong>Pessoal ultima chamada para a nossa MegaRave!NÃO EMPURREM SFF</strong></p>
<p><img alt="itc_014 copy.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/itc_014 copy.jpg" width="400" height="300" border="0" /></p>
<p><strong>"...U're so cool (Cool)
Everything u do is success
Make the rules (Rules)
Then break them all cuz u are the best..."</strong></p>


<p>Ora bem, caros "paineleiros", "paineleiras", comentadores, e visitantes da "Selva Urbana", de hoje a 8 dias, ou seja, no próximo sabado dia 10 de Dezembro, tem lugar o tão aguardado almoço de Natal deste blog... Portanto este post digamos que é a "ultima chamada"</p>

<p>Até ao momento temos 36 pessoas CONFIRMADAS, e 3 por confirmar... por isso meus carissimos amigos/as se querem ir á nossa MegaRave e ainda não disseram nada , têm até segunda-feira á noite para confirmarem a vossa presença com as nossas RP´s Lua Dourada e Driade!</p>

<p<Tal como foi falado, TODOS, mas TODOS mesmo... (até os acompanhantes) têm de levar uma prendinha ATÉ 5 euros... é apenas uma lembrança para podermos fazer uma pequena brincadeira e nos divertirmos! (Ai nem quero pensar quem vai ficar com a minha prenda... vai ser lindooooo LOL)
Quanto mais originais e audaciosos forem, mais piada terá, como é evidente!</p>

<p>Vou então deixar aqui, mais uma vez os dados e a ementa do almoço! E não reclamem de ser peixe, porque peixinho faz muito bem á saude! Ouviram Fonz e Azelom?!</p>

<p><strong>Local: MONTIJO

Hora: 13:00 horas</p>

<p>Ponto de Encontro: Igreja Matriz do Montijo, às 12:30 horas.</p>

<p>Menu: Rodízio de peixe grelhado (carapau / sardinha / besugo / dourada / lula).</p>

<p>Preço aproximada: 15 € (inclui: sopa + rodízio + vinho da casa (ou sumo) + café + digestivo + sobremesa (salada de frutas ou mousse de chocolate).</p>

<p>Confirmação da presença até ao dia 04/12/2005 por e-mail a enviar para a.p.correia@netcabo.pt, no qual deverá constar o n.º de pessoas, o endereço de e-mail e o n.º de telefone para contacto.</strong></p>

Impressão Digital Cereza às 22:10
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Eles andam aí!

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Dia 28.11.2005, pelas 18h30.


No aeroporto de Lisboa, pórtico de deteção de metais voos Schegen.
Um pouco à minha frente, na fila, um Deputado da Nação. Com um grupo de 3 outros cavalheiros. Para ajudar a passar o tempo iam-se dizendo coisas sobre o pórtico que apitava frequentemente.



O dito Deputado a certa altura comentou: "se tiver tomates de aço tá lixado".
Não sei a quem se referia mas a sua passagem pelo irrequieto pórtico não o fez tocar.
Um dos seus companheiros fez apitar a máquina. O que será?



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<p><img alt="A4143~Casino-Royale-2 copy.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/A4143~Casino-Royale-2 copy.jpg" width="400" height="138" border="0" /></p>
<p><strong>Dia 28.11.2005, pelas 18h30.</strong></p>
<p>No aeroporto de Lisboa, pórtico de deteção de metais voos Schegen.
Um pouco à minha frente, na fila, um Deputado da Nação. Com um grupo de 3 outros cavalheiros. Para ajudar a passar o tempo iam-se dizendo coisas sobre o pórtico que apitava frequentemente.</p>

<p>O dito Deputado a certa altura comentou: "se tiver tomates de aço tá lixado".
Não sei a quem se referia mas a sua passagem pelo irrequieto pórtico não o fez tocar.
Um dos seus companheiros fez apitar a máquina. O que será?</p>

<p<O dito Deputado alvitrou com bom humor "é uma pistola". Não me parece, o senhor em causa tirou as botas e passou sem mais alarido.</p>

<p>O tal senhor Deputado não estava ali com uma etiqueta na testa a dizer que era Deputado. A maioria das pessoas não sabiam quem ele era, ou por serem estrangeiros ou porque o não reconheceram.</p>

<p>Reconheci-o eu, que achei que era um comportamento de "viagem de finalistas", no mau sentido do termo.</p>

<p>Reconheci-o eu, como Deputado que fiquei a pensar que mereceriamos ter na Assembleia da República gente menos brincalhona. É que certos comportamentos não ajudam nada a melhorar a imagem da classe política.</p>

<p>Lembrei-me eu, que ele só chegou a Deputado em resultado de uma negociata entre um partido e a sua organização (que também é um partido político).
Fiquei a pensar que se no lugar dele houvesse outra pessoa a ocupar a função de Deputado, a Nação poderia estar melhor servida. Se calhar sou optimista...</p>

<p>Enfim, o senhor Deputado encontra-se hoje em Bruxelas com um grupo de pessoas.
Eu penso que se calhar não há qualquer tipo de problema em Portugal. Tudo é talvez uma questão do nosso FADO.</p>

<p><strong>Emotive</strong></p>


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