Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2006

Divagações



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As pessoas perdem tanto tempo a pensar se devem escolher esta ou aquela pessoa,(seja a nivel de amizade, familiar ou amorosa) mas nunca se lembram de escolher a elas próprias.

Qualquer escolha implica uma renúncia. Ao escolher uma pessoa e desistir de outra, corremos sempre o risco de nos arrependermos. É um facto.

Não devemos nunca comparar, mas sim separar... Não existe uma escolha certa, uma escolha ideal.

Uma vez feita a opção corremos sempre o risco de no futuro, num momento de crise, questionarmo-nos: "Ah... e se eu tivesse escolhido o outra/a"





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Come up to meet you, tell you I’m sorry
You don’t know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
Tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh lets go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart



Nobody said it was easy
Oh it’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said that it would be this hard
Oh take me back to the start
I was just guessing at numbers and figures
Pulling your puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me, come back and haunt me
Oh and I rush to the start



Impressão Digital Cereza às 00:10
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Sábado, 14 de Janeiro de 2006

As Palavras ....

Não há maior verdade que esta... Palavras para quê? Sobretudo para quem não as sente!
Um lindo poema da Constancinha!




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Palavras?
Quem as quer ouvir?
Apetece-me ser surda!
Ora ... Não sei ler.
Palavras?
Para que servem?
Por vezes magoam,
São punhais afiados
Em sonhos já sonhados.
Ficam no ar.... por dizer,
Escritas por quem sabe,
Ditas por quem não sente.
As palavras são fáceis de dizer ,
Mas o mais difícil não é dizer
Mas sim escrever.


Constancinha


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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006

Interpretações

Eu achei uma piada enorme a este texto... talvez porque trata de situações que nos acontecem frequentemente no dia a dia.

O toque de uma perna num desconhecido, e ficamos logo incomodados a pensar em mil coisas!

O texto é de um novo paineleiro Paulo Tiago





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Num dos meus constantes exercícios de pensamento, perguntei a mim mesmo como interpretam as pessoas as atitudes de outrem... Um olhar, um gesto, uma simples expressão são motivos para eu imaginar o que a pessoa estará a pensar, se está a tentar transmitir-nos alguma mensagem, se está a tentar chamar a atenção de alguém ou se simplesmente está a viver despreocupadamente.

Como exemplo tenho a viagem de autocarro na sexta-feira para casa.
Depois de por o saco na bagageira, comprei o bilhete e entrei no autocarro. Havia já bastante gente, e por isso tive que me sentar ao lado alguém, coisa que evito quando posso (como a maioria das pessoas) para ter mais espaço e à-vontade. Sentei-me ao lado de uma rapariga, uma pessoa como qualquer outra ali dentro.

Passado algum tempo do autocarro arrancar sinto que a perna dela vai encostada á minha, ou a minha á dela. Tento não pensar durante 10 segundos, apenas ver o que acontece. Não aconteceu nada, as pernas continuaram juntas. Se já alguma vez acontecera nunca tinha dado conta, mas penso que a maioria das pessoas se remetem ao seu minúsculo espaço no banco, evitando tocar na pessoa do lado, até porque nem sequer se conhece (ou pelo menos é a ideia que eu tenho).

Nas curvas as pernas balanceiam e sempre a tocarem-se. Eu mexo-me, ela desencosta a perna, mas de imediato a volta a colocar suavemente na posição em que estava. Não estão mais para o meu lado nem mais para o lado dela, vão exactamente no meio, mas parece-me que o corpo dela tem uma certa inclinação de maneira que as pernas dela se encostem ás minhas. Isto durante praticamente todo o caminho até Viseu, onde tínhamos que trocar de autocarro.

Quando ia já a sair olhei para trás e senti que ela me olhou, ainda do lugar onde estava, de uma maneira especial, fosse qual fosse essa maneira. Enquanto esperávamos pelo autocarro que fazia a ligação procurei-a com o olhar e encontrei-a a olhar-me.

Não terão sido as minhas interpretações mais que mera imaginação perante uma situação casual na qual a rapariga nunca pensou, quando fazia a viagem a olhar pela janela? Ou será que a perna dela estava encostada á minha intencionalmente? Será que ela estava a olhar para mim, ou estava apenas a olhar para o mundo onde por acaso eu estava naquele momento?

Foi a interpretação que fiz do momento, todos os gestos, atitudes e olhares poderiam ter sido interpretados de outras maneiras…



Paulo Tiago aka [M]orcego
in:Caderno de Apontamentos




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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

Apoderando-me de ti

Espero ter conseguido dar o "ambiente" que este texto do Marco merece... As fotos e a música, tentam acompanhar a sensualidade e erotismo deste trabalho.
O som, marcou uma época que vale a pena recordar.




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Beberei este vinho à nossa saúde

sussurrando o teu nome a cada instante

Beijarei esta noite todo o Universo</br>
revelando ao cosmos o meu sentir</br>
Encantarei as estrelas e a Lua</br>
brilhante ser, majestoso amar</br>
Rumarei por infindáveis destinos</br>
entre o teu ventre e coxas</br>
Caminharei pelo teu corpo</br>
encantado pelos teus inúmeros sonhos</br>
Comendo da tua fruta,</br>
bebendo do teu néctar toda a essência</br>
No teu brilho fico-me,</br>
condeno o meu corpo até ao limite</br>
Extasiado, ofegando,</br>
apoderando-me de ti,</br>
apoderado por ti</br>
Céus…




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Como pode a dor ser tão boa

Como me assolo com a tua vastidão

Nos teus hectares de delírio</br>
Na tua fina flor</br>
O meu Sol rompendo</br>
tuas nuvens, com luz</br>
Garbosa, soberba,</br>
Libido… chamo-te Amor</br>
Brota no meu peito</br>
tudo de ti… e para ti</br>
Em todas as estações,</br>
veremos o mar,</br>
rebolaremos no areal,</br>
atiçando vontades, desejos</br>
Viveremos…</br>
Viveremos…


Marco Neves
08/01/06




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Tu vas, tu vas et tu viens

Entre mes reins

Tu vas et tu viens</br>
Entre mes reins </br>
Et je Te rejoins



Je t'aime je t'aime</br>
Oh oui je t'aime</br>
Moi non plus



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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

Caso de Vida

Este é um tema que há devia ter sido tratado neste blog... não o foi, talvez porque nós mulheres tentamos evitar falar neste assunto... Medo, quem sabe!
Este é um testemunho do tamanho do Mundo... De uma coragem inspiradora. Obrigada MMM!




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Sete horas da manhã.
Sai de casa no seu passo metódico mas desordenado, metida nos seus “jeans” já gastos pelo tempo, uma pólo azul escura e um agasalho pelo sim pelo não, sobre as costas. Vai tomar um café antes de apanhar o autocarro. Não se podia atrasar. Tinha uma mamografia marcada para as 8.30 horas da manhã e havia que contar com o tempo da viagem.

O dia amanhecera cheio de Sol e adivinhava-se o calor que iria cair sobre a cidade. Já no autocarro colocou os “head-phones” e sintonizou a rádio marginal. Como está lindo o dia, pensava.

Chegou antes da hora e às 8.40 foi chamada. Entrou numa salinha onde se despiu da cintura para cima e passou à câmara de tortura como muitas mulheres dizem. Não custa assim tanto, pensava, são só uns instantes.

Pode vestir-se a aguardar ao lado que a chamem de novo para fazer a eco–mamária. Assim fez. Sentou-se num banquinho. Decorou quase todos os pontos daquela salinha minúscula enquanto esperava ouvir o seu nome. Sim, sou eu… faz favor de entrar.

Perguntas sobre a família e o gel fresco na mama escorria. Não se vista, que uma enfermeira vai colocar-lhe um pequenino chumbo na mama para fazer novos exames.
Não se lembra se o Mundo tremeu, se o calor se transformou em frio ou se ainda era a mesma pessoa que tinha saído de casa horas antes. Sim, tudo bem. Chegou a minha vez. Até quando ? perguntava sem intervalos. Não, não vai ser desta ainda. Não, não pode ser, ainda lhe falta tanta coisa para fazer.

Completou o resto dos exames e com uma carta num envelope fechado disseram-lhe para ir o mais depressa possível à medica de família. Sim, iria, talvez… definitivamente depois das férias. Era Verão. Não ia morrer em pleno Verão. Foi de férias. Aproveitou os dias como se todos fossem os últimos, nunca se sabia o que iria acontecer.

Acabaram as férias e tratou de começar a arrumar “coisas”. Organizou papeis, conversou com quem há anos o não fazia, pediu desculpa por alguma dor que tenha causado, sentou-se com o Pai do seu Filho e desejou-lhe tudo de bom e que tomasse conta dele. Falou com o irmão de “homem” para Homem e pediu-lhe que tivesse força e que adoptasse o sobrinho para sempre, enquanto ia fazendo os exames que lhe tinham pedido para fazer.

Sentou-se ao pé do Filho e contou-lhe o que se ia passar. Perguntou-lhe: Quando? Quanto tempo? Que vais ter de fazer? Vais morrer? Explicou tudo e disse-lhe convicta que não, não iria morrer. Tá bem Mãe.

O resultado ela já sabia, mas os médicos precisam sempre de confirmações. Não sei bem para que. Existirá alguém que se conheça tão bem a si próprio como nós? É maligno. Vai ser operada depois de amanhã. Chorou e por mais que tentasse as lágrimas teimavam em não parar.
Como dar a noticia a uma Mãe? Na véspera, encheu-se de coragem e contou. Mãe, vai correr tudo bem, vai ver. Não vai ser desta, ainda.

Chovia. Saiu de casa sozinha. Pegou no saco e apanhou o autocarro. Entrou no Hospital e deu entrada. Tentava acreditar que era ela que ali estava. Pensou no Pai e pediu-lhe que tomasse conta dela, como o fazia quando ela era pequena. Tentou ser forte e de uma certa maneira conseguiu. Foi operada de manhã, bem cedo. Acordou cheia de frio e a rir. Acabava de chegar de um local onde todos sorriam e lhe acenavam dizendo até um dia destes …
Ao fim de quatro dias pegou de novo no saco e sozinha abandonou o hospital de regresso a casa.

Chegou sorrateira a quimioterapia e com ela adoptou um ar radical e passou a gostar de chapéus. A seguir a radioterapia e … assim passaram-se quase cinco anos. Ainda hoje tem a sensação que tudo foi um sonho menos bom. Apenas se lembra que não o é, quando se vê nua à frente de um espelho ou tenta estender a roupa e lhe dói o braço ou quando “foge” de alguém por ter medo de não ser aceite.

Quando tenta ser corajosa e se lembra que já não tem quem mais amou. Mas rejubila por ver tudo o que fez nestes quase cinco anos, porque teve o privilegio de ver o Filho crescer, de criar laços com pessoas que lhe aconteceram durante esse percurso. De continuar a ver o Sol e a chuva quando cai. De se poder agasalhar quando o frio aperta e passear ao longo da praia com o vento a bater-lhe na cara. De sentir o coração bater por se apaixonar e ferver de alegria por o sentir. Poder agradecer todos os dias que já passou sem pensar que existe o amanhã. Hoje é hoje e logo se vê. Talvez seja uma vencedora, talvez mas se o é, a todos que a rodeiam o deve. Obrigada

E a todos que me lerem, força e em especial para as MULHERES tomem conta de vós, não adiem, não tenham medo porque ser MULHER é ser Forte, é ser capaz, é ir sempre mais longe e NUNCA desistir.


MMM


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"Tough, you think you`ve got the stuff
You`re telling me and anyone
You`re hard enough



You don`t have to put up a fight
You don`t have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight



Listen to me now
I need to let you know
You don`t have to go it alone



And it`s you when I look in the mirror
And it`s you when I don`t pick up the phone
Sometimes you can`t make it on your own..."




Impressão Digital Cereza às 01:05
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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Cronicas de um esquizo II

O segredo está em não analisar.


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Não consigo, não consigo deixar de analisar, não consigo deixar de tentar perceber tudo o que se passa à minha volta. Decifro os códigos nas entrelinhas, as letras das músicas e o significado dos filmes tentando aprender.

Podia simplesmente ouvir e gozar do que não tem propriamente de fazer sentido, mas as obras de algumas pessoas transcendem-me. É bom saber que o mundo não dorme porque no meio desta selva toda sempre há quem pense, e melhor que isso, exprime o que pensa.

Centenas de vezes algo desapareceu porque eu pensei. Ora isto impede-me simplesmente de gozar o que é bom… É como se estivesse a beijar a vizinha, e de repente analizasse o que estava a fazer. Aparentemente nada, tirando o simples facto que ela é casada, e eu também. Ora por muito bem que ela beijasse ou se empenhasse em beijar ao analisar a situação quebrava o momento e o beijo ficava de imediato em ferida.

Um dia destes visto-me de mulher para quebrar esta mecânica involuntaria de procurar um sentido, e ai vou poder finalmente apreciar as coisas mais simples, como a beleza de uma flor.



Esquizo




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Domingo, 8 de Janeiro de 2006

Jungle Rave: novos dados

All I wanna do is have some fun</br>
I got a feeling I’m not the only one</br>
All I wanna do is have some fun</br>
I got a feeling I’m not the only one</br>
All I wanna do is have some fun</br>
Until the sun comes up over santa monica boulevard (Sintra)



Pessoal do UJ






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Resolvi mudar a data do jantar, porque a outra escolhida calhava no Carnaval, o que por um lado podia ser engraçado... mas tem o inconveniente de estar tudo cheissimo.
Assim, resolvi passar para o sabado seguinte, ou seja 4 de Março!



Como disse, vai ser em Sintra, num local onde podemos jantar, tomar um copo no bar, e depois ir para a disco dar um pezinho de dança, sem sair do mesmo sitío. Gostava que esta fosse a maior festa de todas, mas sei que por ser jantar por vezes torna-se mais complicado.



De qualquer maneira espero juntar um grupo com o minimo de 30 pessoas. :P



Acho que chegou o momento de deixarmos os almoços e passarmos á "acção". Quem não tiver "boleia", que deixe nos comentários, para podermos tentar arranjar transporte para todos. Se preferirem dormir por cá, digam algo, que vou ver o que se arranja.



Agora estou só á espera que a "menina" BLOCAS, me dê as informações que pedi, para eu ir lá uma noite jantar, e combinar as coisas com o dono do restaurante!



Assim, paineleiros, comentadores e visitantes podem começar a mandar os mails a confirmar a vossa ida.Aqui fica: cereza@sapo.pt . Nesse mail digam o numero de pessoas, telefone e mail.


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Sábado, 7 de Janeiro de 2006

Avós Lindos!

Recebi este mail há algum tempo da Safira, e achei uma ternura! Porque será que os avôs são personagens tão maravilhosas? Têm uma paciência para os netos, ( que na maioria das vezes ) nunca tiveram com os filhos. Pessoalmente ADORO os meus avozinhos.




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Artigo ( supostamente) redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo.
Uma delícia!




"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos
outros.

As Avós nao têm nada para fazer, é só estarem ali.

Quando nos levam a passear, andam devagar e nao pisam as flores bonitas nem as lagartas.

Nunca dizem "Despacha-te!".

Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.

Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.

As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.

Quando nos contam historias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.

As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo.

Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.

Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."


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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006

Tattoos

Ora aqui está um texto, pelo qual esperava há muito do Suicidal Kota! Tattoos, ou melhor: tatuagens!
Inspirada no texto, resolvi dar-vos TPC para o fim de semana... Ou melhor TPC, para os que têm tatuagens! Tirem uma foto á vossa tatuagem, e mandem-me para eu publicar aqui no UJ. Vamos ver qual a mais bonita :)
Para aqueles que querem fzer uma, mas ainda têm dúvidas, podem deixar as vossas questões que o Suicidal ajuda-vos... certo Suicidal? Divirtam-se!





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Todos devemos reconhecer que existem pessoas com certo receio de fazer uma tatuagem devido aos perigos que estao envolvidos com elas... alergias, doenças transmisíveis, falta de condicões e de higiene. Há também o receio de a tatuagem ficar aquém das expectativas!

Bem... antes de alguém se meter de cabeça neste mundo dito misto de beleza-tortura, aqui vão uns conselhos:

Desenho, Tamanho e Localização da tattoo: Isto é importante! Ter uma ideia do que se vai fazer e onde! Note-se que fazer uma tatuagem é fazer uma cicatriz (ou seja... DOI!!!), a localização dela é fundamental nesse sentido e também por outra razões( seja profissional, social( país este nosso!!!) ou mesmo de estética). Um conselho: Pensa-se em algo que nos diga ou represente alguma coisa, pois o valor da tattoo vai ser maior!

Alergias!!!: Problemas de pele = Dermatologista. É aconselhável!!!

Caso já se tenha uma ideia do que ser quer, mas ainda existe aquela hesitação, receio, e queira-se ouvir mais opiniões... nada melhor que ir à fonte! A opinião do tatuador é a mais preciosa de todas e para além do mais, uma visita a uma loja esclarecem-se muitas dúvidas sobre desenhos. Existe uma variedade de desenhos e tatuagens criadas que podem dar novas ideias. A outra vantagem sobre isto é a de que se vai conhecer pessoalmente as condições desta ou doutra loja. Normalmente o material é descartável e/ou esterelizado por processos seguros

Tempo como factor: É preferível organizar tudo para se fazer a tatuagem no Fim de Verão/ Inicio do Outono do que no inicio do Verão... mostrar uma tatuagem de tronco nú é bonito mas existem riscos nesta altura do ano! Mesmo uma tattoo já com algum tempo tem de ser cuidada a época balnear (protector solar à farta em cima dela... constantemente).



Está decidido! Vai-se fazer uma tattoo! Por norma, é feita uma marcação prévia da data e da hora para a tattoo. Isto ajuda porque apesar da espectativa, uma pessoa vai-se mentalizando que vai ficar com uma marca no corpo para sempre ( existem processos de remoção de tattoos mas isto é outra conversa).

Rendez-vous, engarde!!! Depois de uns dias de uma meditação louca, chegou o dia e a hora! Após o primeiro toque da máquina na pele... não podem voltar atrás!!!

A cicatrização depende de pessoa para pessoa e do tamanho da tattoo!
Sofrimento que resulta naquela cicatrização maldosa mas por vezes deliciosa, a comichão e não se poder coçar... não se vá estragar a obra-prima! É a loucura!

Pessoalmente considero as tattoos como uma forma de arte, o que não quer dizer que todos partilhem da mesma opinião! É um mundo impressionante e existem trabalhos realizados expectaculares! Dor - uns doeu mais outros doeu menos, dependendo do sitio, mas a maioria sente aquele “bichinho maluco”, aquela “saudade” do zunir da máquina a debicar num pedaço de pele.



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Suicidal Kota


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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

Expresso Nº 85

Antes de irmos até ao texto própriamente dito, quero antes... dar... os... PARABENS ao nosso alentejanito MARCO (Mega pros amigos) á nossa coisa mai lindaaaa... Meu querido amigo, que contes muitos e que sejas muito, mas muito feliz... um jinho para ti, e para a tua maravilhosa mamã!



Agora sim, é um texto grande, mas vale a pena a viagem com o Marco até ao Alentejo


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Expresso Nº 85, 18 horas. Lisboa, rumo a Serpa


Nunca escrevi realmente algo que fosse significativo para o meu próprio bem-estar. Pelo menos que fosse em relação a isso. Não entendo o que se apodera do meu corpo. Sabe-me bem viajar desta forma. Encontro a minha liberdade nestas longas maratonas (cheira-me a frango, alguém come uma sandes no expresso). Hum, onde ia eu? Ah… A2 rumo ao Sul, novamente.



Faço uma breve pausa, o Sol já se encosta nas minhas costas, ainda deu para lhe olhar nos olhos. Alguém grita, uma velha gorda no último banco mais um puto super obeso que não pára de comer. Só espero que não rebente até Serpa. E porque escrevo eu estas m*rdas? Nem interessam ao Diabo ou à avó torta.



Os carros passam, ultrapassam, nem lhes vejo a matricula. Quem lá vai? Quem? Quantos? Nós rolamos pacientemente, ainda me falta bastante até chegar a casa.



À minha frente três miúdas vão conversando, não as oiço. Estou na teia de Ilya, poderosa e de voz quente, arrebate-me por completo nestas viagens. Haja pilha que aguente estes meus momentos de total autismo para com o mundo. Sentado, mascando pastilha, olhando para a paisagem mais que vista. Há sempre algo de novo, nem que seja os meus companheiros de viagem… quem são eles? Pouco importa, neste momento fazem parte de mim, só de mim. Já são 19 horas e nem cheguei a Setúbal.



Uma pausa para mudar de disco, hum Transatlantic – All of The Above. Aproveito e vou comer uma sandes. E pronto, já comi e continuo pela onda de Transatlantic enquanto espero na gare de Setúbal, não sei por quem ou pelo quê.
São giras as três miúdas que estão à minha frente, duas no lado direito e outra mesmo à minha frente. Adoro este cheirinho a menininha (era suposto dizer coisas destas?). Porra, sinto-me velho e estou cheio de migalhas.



Morena e de olhos pestanudos, cabelo escadeado, com dois ganchos, engraçadinha. Do lado direito uns olhos azuis puros, sorriso simpático e nariz com personalidade. O nariz à minha frente é correcto, fino e seguro. Esta tem personalidade mesmo. Parece que fala! A outra que vai ao lado, junto do vidro parece-me ser morena, mais não consigo ver. Há mais duas lá para a frente mas pronto. Quando entrei no expresso olharam-me da cabeça aos pés. E esta m*rda de escrever em andamento é uma cegada do caraças! (Nota: ainda na onda de Transatlantic)



Aproveito um semáforo vermelho para escrever mais depressa, mas a porra do tempo que levei a descrever o que se passava, o sinal ficou verde. Pronto, olha outro vermelho mesmo ao pé do Jumbo. Que venha a auto-estrada, apetece-me comer alcatrão até Serpa. Chegar a casa, enviar um fax para Tóquio e ir beber uns copos. Cerveja… cerveja…



De que mais vou falar? São 19h32m, coço a sobrancelha direita com o polegar esquerdo, pegando ao mesmo tempo no caderno. Nem o Gervásio conseguia fazer isto, lembram-se dele? Reparo que nem dei pelo semáforo abrir. Agora deu-me sede mas só tenho um Ice Tea, que se lixe, como a outra sandes a seco. Será melhor aguentar? Mas para quê aguentar? Em Grândola compro qualquer coisa. Sendo assim terei menos tempo para fumar. Como acabo de passar as portagens, o expresso deu um solavanco e fiquei com um risco enorme do caderno.



Oh, como é simples fazer um relato destes, basta escrever. Até é vergonhoso estar a poluir o ambiente com isto. Cá continuo a escrever sem me cansar e sem saber realmente porque o faço.



Já dorme a do nariz correcto, daqui consigo ver um pouco do seu rosto. Abandona aos poucos as suas amigas e a sua consciência, enquanto isso acabou Transatlantic – My New World. Pura coincidência, a miúda adormece no final da música. A miúda do nariz com personalidade olha vagamente para a paisagem, perdida entre as ervas dos campos e a linha do horizonte.
Não gosto do nariz da que olhou para mim quando entrei (Nota: reparo agora na minha esferográfica de óleo. Está no fim, que cena!). Já dormem as três miúdas, pelo menos descansam neste filme.



Será que não tenho outra caneta aqui na mala? Que facada! Ando com o caderno tempos e tempos sem escrever, agora que me apetece está a caneta quase no fim (Novamente uma Nota: Elas não usam brincos, yeah!).



O Sol encosta-se mesmo por trás de mim, aquece-me lentamente o pescoço. Despede-se de mim aos solavancos no expresso dos tremeliques. Velocidade de cruzeiro, trespassando aos poucos o campo, na língua negra de alcatrão. Deus, leva-me a casa se assim tiver de ser. É nisso que acredito, é isso que me faz viver, eu. Faz-me sorrir, tal como as quase duas horas que ainda tenho de viagem, assim espero.



A terceira ainda não dorme, só dá para lhe ver os olhitos. Vou é guardar tinta da caneta para qualquer eventualidade de maior relevo (E mais uma Nota: ai estas pestanas que vão mesmo à minha frente… ai ai).



O Sol agora beija-me o rosto no lado direito. Tiro os óculos escuros e olho para aquele gigante amarelado.. bolas! Distrai-me e nem dei por acordarem. Meteram-se à conversa novamente. Eu continuo autista na onda de Transatlantic. Passo agora pela grande placa que diz ALENTEJO, assim, graaaaaande! É um pouco como estar em casa, e lá se foi Transatlantic.



Sempre achei piada aos ganchos no cabeço. Mas já me dói o traseiro de estar sentado. A bem dizer desde as 15h30 que não estou nem 5 minutos de pé. A mudança em Lisboa fez-se de forma rápida e directa, sem direito a cigarro. Agora pergunto-me, estava eu a olhar para os ganchos do cabelo e vim parar aqui. Ai nicotina...



Oiço agora Enchant – Living in a Movie, vem mesmo a calhar, não é? Parei um pouco para esticar os braços mas acho que vou voltar a uma nova pausa. Já chega de óculos escuros por hoje. Daqui a pouco já vou meter aos que estou condenado. Começa agora e na onda de U2 – Discothéque.



Olha… o nariz correcto vai cuscando para o meu caderno pelo meio dos bancos, porquê? Apetece-me um cigarro, nada mais. Apesar de tudo, sinto-me livre dentro destas viagens, isto quando a vontade de urinar ou algo pior não me atraiçoam. Por vezes é bem mais forte que o meu poder de abstracção da realidade. Repenso no que escrevi, abstracção ou assimilação do que me rodeia? Uma realidade assimilativa abstraccionável talvez. Bom, esta agora até me deu para pensar se me haveria de … ou não. Para que conste, acabei por não o fazer (O raio da Nota: passo agora pelos arrozais de Alcácer ao som de U2 - Do You Feel Loved).



O nariz correcto adormece novamente, a sua boca faz um leve beicinho assim dormindo. Melhor que isso, a caneta ainda tem qualquer coisita, é capaz de durar o resto da viagem. Eu que ando sempre com duas canetas na mala, bolas. Podia pedir emprestado ao nariz correcto ou ao nariz com personalidade. Então e porque não à velha gorda e rezingona do último banco? E novamente me questiono, para quê escrever isto tudo?



São agora 20h12m e vou na onda de U2 – Mojo. Os minutos passam e eu vou olhando para a estrada. Tu e eu que olhamos para além destas quatro horas. Fazes parte do meu filme, da minha viagem. Bebes água enquanto escrevo, sei que sentes a minha presença, já vou assim desde Lisboa. Sinto-me na obrigação de agradecer a todos os ocupantes deste expresso. São eles que me motivam e estimulam, salvo outro qualquer tipo de estimulo. Sei lá, por vezes acontece-me nas viagens… isto… isto coiso!



Enquanto vou sorrindo maliciosamente e sem saber porquê (Ohoh!), as luzes acendem-se sobre a minha cabeça. São 20h21m e tenho uma fila de luzes azuis de cada lado, eis a minha pista de aterragem ao som de U2 – If You Wear That Velvet Dress.



Acabou-se este momento de paz dentro do expresso. A velha e o puto obeso atacam novamente o farnel de forma violenta. Este resmalhar frenético de sacos de plástico sobrepõe-se ao meu autismo para com o mundo. Um cheiro a chouriço invade o habitáculo… deu-me fome. Sorrio e vou continuando a escrever, enquanto isso as miúdas mais à frente passam as mãos pelo cabelo… largam pêlo! O nariz correcto vai levitando nas luzes dos postes (Nota: são 20h26m, saímos da A2). Ela levita na luz meio laranja, o mesmo tom de cor que me passa pelas folhas do caderno.



Enganaram-me, a saída da A2 é já depois de Grândola, afinal este sacana só vai parar em Ferreira do Alentejo. A estrada é má, Stª Margarida do Sado está perto, a luz natural escasseia lá fora. Ligam-se as luzes do lado direito, não incidem sobre mim, muito menos no caderno. Vou esperar mais um pouco ao som de Neurosis – A Sun That Never Sets. São 20h33m e mal vejo o que escrevo. Espero, uma luz que se acende mas não me serve de nada. Já escrevo às escuras, tenho de mudar de banco.



Neste momento são 20h38m e já me encontro no outro lado, atrás do nariz com personalidade. O correcto repara em mim, é bom ver-te novamente desperta para a vida. És nova, jovem… não tens maldade no rosto nem olhos que denunciem ódios, talvez por agora. Daqui consigo ver a terceira jovem, tem brincos… oh. (Música às 20h41m, Devin Townsend – Bad Devil).



Neste lado vou mais apertado mas não sei porquê. Olha para um banco e para outro mas não distingo qualquer diferença na distância com os da frente, nem as costas dos mesmos. Para ter luz e continuar a escrever tenho de ir com os joelhos cravados no plástico das costas do banco.


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Passamos agora por Figueira dos Cavaleiros às 20h44m. O tal… volta-me a incomodar, eu reprimo-o com um golpe seco. Seco, infalível e impiedoso! As mulheres devem ser infalíveis nesta técnica, ou então sabem como não fazer barulho. São 20h46m e vou ao som de Dysrhythmia – Bastard, outra musica que calha bem.



Vejo Ferreira do Alentejo ao longe, já falta pouco para o cigarro, a latinha de Sumol de Ananás e libertar este… maldito. Assim espero… ai! A caneta por vezes falha! A paragem teve direito a dois cigarros e à libertação do maldito. Na verdade foram assim três pouco espaçados. São agora 21h08m e o puto obeso não pára de comer. Pela conversa que ouvi da velha rezingona, presumo que sejam de Serpa (Agora ao som de Dysrhythmia – Body Destroyed, Brain Intact)



Esta pausa deixou-me meio em branco, foi um corte. Vou beber o Ice Tea porque a sede aperta e não havia Sumol em Ferreira. Ice Tea de manga bem morno, juntamente com o bafo típico de expresso, maravilha! Poderia eu ser um tipo mais sortudo? São 21h13m e já despachei o sumo de uma só vez.



Chegamos a Beringel ao som de The Missing – Boogey Man às 21h16m. Já não sei o que escrever. A música transmite-me pesadelos nocturnos e tenho vontade de espancar na velha e no puto apenas por maldade. Por sorte chega a onde de Collide – Euphoria. Lembro-me bem desta música, foi a responsável por me ter inspirado entre a viagem aos montes e vales, algures em Portugal. Voltei-os a redescobrir num abrir e fechar de olhos. Dançando ao ritmo dos pinheiros e eucaliptos. Peguei na minha armadura e senti todos os penedos e cristas de pedra a rasgar-me o coração. Foi renascer em parte, foi mostrar à luz do dia mais um pouco de mim. Saio desta viagem com um horizonte mais abrangente.



É Beja que se vislumbra já aos poucos, faltam poucos quilómetros. Lá vão os meus olhos calcorreando estas planuras, regressando à terra a que pertenço. São 21h23m e pelos meus ouvidos passa The Missing – Family Values. Rotunda de Beja, viramos à direita, mais uma volta pela variante, blá blá blá. Outra rotunda, blá blá, McDonalds, blá blá, e lá estará a gare. Entro precisamente em Beja às 21h28m, começa Liquid Tension – Biaxident.



Ponho agora a hipótese de o expresso esvaziar por completo. A maioria dos ocupantes, como sempre, fica por aqui. Bingo, beijinhos e abraços a quem sai, eu quero é chegar a casa. Só somos meia dúzia e cheira-me novamente a chouriço. A velha feliz por se fazer sentir presente. Agora desprovido da maioria das minhas personagens nem sei o que faça.



O expresso toma novamente o rumo serpenteando as ruas da cidade. São 21h33m. Às 21h38m chego à última rotunda e saio de Beja. A minha tribo contacta-me para saber por onde ando. Ânimo, já não falta muito. Procuro Serpa na linha do horizonte e não volto a escrever sem ver as luzes. Passo agora pelas Neves, ali está Serpa no horizonte, ao alcance dos meus olhos (suspiro). São 21h42m e vou ouvindo Lambchop – Sunrise. Vou-me encostar um pouco no banco, bem preciso.



Vou saboreando a música e a escuridão da planície enquanto regresso, sem muitas pressas. Passo pela placa que distancia o meu refúgio a 14km às 21h46m. Oiço Lambchop – Low Ambition. Sentindo no corpo e na pouca distância, o final desta viagem e o começar de outra. Começará assim que esta finalizar. Cada dia é um dia, são vidas que entram em mim, são imagens que me alimentam e me fazem largar todo este mundo. Faço parte dele e ele de mim, estou feliz.



Mergulho em Lambchop – There Is Still Time a escassos segundos de passar o Guadiana, entro no tabuleiro da ponte às 21h51m. Lá fora está escuro, mas sei que Serpa brilha para mim. Sinto-me o único ser vivo neste expresso. Não vejo ninguém à minha frente. Vão todos recostados nos bancos.



São 21h53m, despeço-me agora da viagem antes que chegue e não tenha tempo de escrever o final. Foi apenas o relato de uma parte da viagem, esta começou bem de manhã, perdido no mapa. Por onde andei eu e onde já estou, haja maior felicidade que esta que me passa pelo pensamento. Sorrio já com Serpa ao meu lado direito. Passo pelas bombas de gasolina ao som de Lambchop – Nothing Adventurous Please.



São agora 21h56m e espero que entre já aqui… virou! Rotunda dos bombeiros às 21h57m e com o castelo iluminado à minha esquerda. Acabo aqui a minha viagem pelas linhas de papel. Obrigado caneta por te teres aguentado. Um sorriso para tudo e todos, para mim principalmente. O ponto final tem de ser aqui. Até…



(Última Nota: o expresso pára às 22h01m na gare. Escrevo já em terra firme)




Marco Neves – 12-04-04



Impressão Digital Cereza às 01:54
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006

Apatia

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Apatia é um disparo indolor no braço.
Uma morte não dolorosa sem teu regaço.
É perecer de velhice sem um sequer laço.
Viver eternamente sem ter meu espaço.

Apatia é tropeçar pesado por não ver.
Não saber rostos para os não esquecer.
É saber das tuas cores mas não conhecer.
Ter-te perto de mim e não o perceber.

Apatia é correr por campos inodores.
Ver árvores e não poder sentir flores.
É não cheirar nenhum dos meus amores.
Não ter sequer essência em meus horrores.

Apatia são gritos meus saídos moucos.
Lamentos, relambórios eternos e loucos.
É sentir-me, inaudível, escoar aos poucos.
Declarar paixões em sussurros roucos.

Apatia é beijar e não sentir gosto algum
Seres diferente a saber como qualquer um.
É deliciar-me em paladar e sentir nenhum.
Desejar que tudo isto não fosse comum.



by Bárbara Sousa aka Narag
27 de Dezembro de 2005




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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

A cores!

Tinha este texto guardado na pasta do blog, mas não apontei logo o nome ou nick do autor, por isso peço imensa desculpa.

Por isso peço a quem de direito, que se faça "ler".


( Já apareceu a dona : Ó despassarada!! Eu culpada me confesso. Sou a autora dessa esparvoadela e enviei-ta há uns tempos atrás :)

mathiott
@ janeiro 3, 2006 12:36 PM





1mouth.jpg

Numa das minhas mais recentes divagações, desta feita sobre os relacionamentos, ocorreu-me uma analogia entre estes e as cores, já que estão muito na moda as «amizades coloridas», que é coisa que antigamente não se ouvia falar, ou se namorava ou não. Ou éramos namorados/as ou amigos/as.

Tal como as cores, havia as cores base e as restantes eram misturas. Os relacionamentos convencionais e os ‘à parte’, ou seja, as misturas.

Hoje há toda uma complexidade de relações e de cores também, já não nos limitamos ao amarelo claro ou escuro, há o limão, o mostarda, o verde pode ser bandeira, alface, pinho e por aí fora. Mas afinal o que é isso, uma «amizade colorida»?

É que na verdade nunca ninguém me soube explicar e o termo é tão usado que a única elação que consigo tirar é que se trata de um pseudo-namoro onde todo e qualquer tipo de compromisso foi abolido; a chamada ‘curtição’. Que pode ou não incluir mais que um parceiro/a, de forma a deixar sempre uma porta aberta, sob perspectiva de se poder encontrar sempre coisa melhor, ou que mais nos convenha.

Esta premissa apoia-se noutra, a de que não desviemos o olhar do nosso umbigo porque ele vem sempre em primeiro lugar.

A palavra namoro tornou-se assustadora, por ser comprometedora., por prever uma evolução da relação para algo mais sério ou com uma maior durabilidade. Mas se antigamente terminar um namoro representava um enorme problema, hoje apenas requer um pouco de bom senso e determinação. As pessoas fazem opções, têm (ou deixam de ter) sentimentos por outras e há que aceitar o facto de quererem, ou não, continuar com o/a parceiro/a.

Então porquê arranjar todas estas variantes para o definir?

Iremos assim, assistir nas gerações futuras a uma parafernália de cores derivadas de outras? Talvez se crie um vermelho inferno, um verde baço ou um azul gritante E qual é o lugar do coração no meio deste arco-íris?

E finalmente, se as amizades sexuais são coloridas, as outras, as que não incluem sexo, serão a preto e branco…??


Mathiott




Need you tonight - INXS
"So slide over here
And give me a moment
Your moves are so raw
I've got to let you know
I've got to let you know
You're one of my kind

I need you tonight
'Cause I'm not sleeping
There's something about you girl
That makes me sweat..."




Impressão Digital Cereza às 00:27
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Domingo, 1 de Janeiro de 2006

Pimeira "Jungle-rave" de 2006

E lá entramos em 2006...
Por isso o primeiro post, é para marcar o próximo encontro do blog!




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Desta vez alterou-se um pouco a filosofia dos nossos encontros, já que não vamos fazer um almoço, mas sim um jantar, para depois continuarmos pela noite.

A "Jungle-megarave" desta vez é em Sintra, e o local está a ser estudado...

Para já temos em vista um sitio (indicado pela blocas ) onde se pode jantar bem, beber um copo, e depois "abanar o capacete". Quanto á data, está previsto para o dia 25 de Fevereiro!

Mais para a frente darei mais novidades, e vou pedir ajuda uma das nossas "relacções públicas" para me ajudar na organização.

(Alguém se oferece?)

Comecem a pensar no assunto!





Bom ANO!




Impressão Digital Cereza às 20:59
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