Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

Tu és assim

Já há algum tempo tinha este texto da nossa mathiot, não estava esquecido...apenas esperava a altura certa para o colocar aqui





beijo40 copy.jpg



Tens no rosto profundas cicatrizes,
De dias mais felizes,
Que o tempo apagou.

A tua voz, reflecte a tua alma,
Numa aparente calma
Que teimas em mostrar.

As tuas mãos, perfeitas e esguias,
Feiticeiro sem magias,
Prisioneiro de emoções.

Os teus olhos, cansados das viagens,
De repetidas paisagens,
Perdem-se pelo horizonte.

A tua pele tem sabor a maresia,
Suor de fim de dia,
Que o amor adocicou.

Os teus gestos, são brandos por instinto,
Moves-te num labirinto,
De contornos indefinidos.

A tua boca tem gosto a mentol,
Frescura numa tarde de sol,
Calor na noite fria.

E eu, não te digo o que sinto,
E nem sei porque te minto,
Quando chamas por mim…
mathiott




You say you don't want it again
And again but you don't really mean it
You say you don't want it
This circus we're in
But you don't you don't really mean it
You don't really mean it
if the Divine master plan is perfection
Maybe next I'll give Judas a try
Trusting my soul to the ice cream assassin
Here




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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

"Olá amor!"

Acho que estamos todos a precisar de rir um bocadinho...

Então lembrei-me publicar este mail, se não me engano pela Alic. Ao lê-lo, pensei de imediato... "Onde é que já ouvi isto?" LOLLL



UmaThurman23e copy.jpg catwoman copy.jpg



- Olá! - Trabalhaste muito?
- Sim.
- Tás cansado?
- Um pouco.
- Toma um banho!
- Vou já... preciso de sair.......
- Ah!... vais sair?
- Vou dar uma volta.
- Sozinho?
- É... sozinho. - Vais aonde?
- Por aí. - Sozinho?
- Sim.
- De certeza?
- Sim.
- Queres que eu vá contigo?
- Não... deixa lá... prefiro ir sozinho.
- Vais sozinho andar pela cidade?
- Vou.
- De carro?
- Sim.
- Vais demorar?
- Não... p'raí de uma hora.
- Vais a algum lugar específico?
- Não... só andar por aí.
- Não preferes ir a pé?
- Não... vou de carro.
- Traz um gelado pra mim!
- Trago... que sabor?
- Chocolate.
- Ok... na volta eu passo e compro.
- Na volta?
- Sim... senão derrete.
- Passas lá, compras e deixas aqui.
- Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
- Ahhhhh!
- Ok! Beijo... volto logo...
- Ei!
- O que é?
- Chocolate não... Manga...
- Não gosto de Manga!
- Então traz de manga prá mim e o que quiseres prá ti.
- Ok! Vou indo.
- Vem aqui dar-me um beijo de despedida!
- Querida! Eu volto já... depois.
- Depois não... quero agora!
- Tá bem! (Beijo.)
- Vais com o teu ou com o meu carro?
- Com o meu.
- Vai com o meu... tem leitor de CDs... o teu não!
- Não vou ouvir música... vou espairecer...
- Tás a precisar?
- Não sei... vou ver quando sair!
- Não demores!
- É rápido... (Abre a porta de casa.)
- Ei! - Que foi agora?
- Pronto, malcriado! Vai embora!
- Calma... estou a tentar sair e não consigo!
- Porque queres ir sozinho? Vais encontrar alguém?
- O que queres dizer?
- Nada... !
- Olha lá... achas que te estou a trair?
- Não... claro que não... mas sabes como é...
- Como é o quê? - Homens!
- Generalizando ou falando de mim?
- Generalizando.
- Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!
- Tá bem... então vai.
- Vou.
- Ei! - Que foi, porra?
- Leva o telemóvel, estúpido!
- Pra quê? Pra me ligares?
- Não... caso aconteça alguma coisa, tens o telemóvel.
- Não... deixa lá...
- Olha... desculpa pela desconfiança... estou com saudades... só isso!
- Ok meu amor... Desculpa-me se fui chato. Tá.. eu amo-te!
- Eu também!
- Posso mexer no teu telemóvel?
- Prá quê?
- Sei lá! Joguinhos!
- Vais jogar com o meu telemóvel?
- Vou. - De certeza?
- Tá.. ok... então leva o telemóvel senão eu vou mexer...
- Podes mexer à vontade... não tem lá nada...
- Ai é?
- É.
- Então onde está?
- O quê?
- O que deveria estar no telemóvel mas não está...
- Como!?
- Nada! Esquece!
- Tás nervosa?
- Não... não estou...
- Então vou!
- Ei!
- Que ééééééé?
- Afinal não quero gelado!
- Ah é?
- É!
- Então porra, afinal também não vou sair!
- Ah é?
- É.
- Que bom! Vais ficar aqui comigo?
- Não... tou cansado... vou dormir!
- Preferes dormir a ficar comigo?
- Não... vou dormir, só isso!
- Estás nervoso?
- Claro, porra!!!
- Porque é que não vais dar uma volta para espairecer? "



Autor Desconhecido




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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

Ponto Final!

Este é um texto na minha opinião muito bem feito... Não tem pontos finais, só mesmo no fim... e as ideias estão de tal maneira encadeadas, que nem se consegue mesmo fazer uma pausa.

Os espaços que deixo, são apenas para facilitar a leitura. Bonecarrusa parabens!



( Te escribo desde los dentros
De mi propia existencia
Donde nacen las ansias, la infinita esencia
Hay cosas muy tuyas que yo no comprendo
Y hay cosas tan mias pero es que yo no las veo )





389501 copy.jpg


Passavam os dias e eu a pensar que tinha que contar, não podia deixar passar mais um dia, lembro-me claramente de todos os momentos em que decidi fazê-lo e em que nunca o fiz, por medo ,

por falta de oportunidade, por mudança de planos, por chover, por fazer sol, mas agora não podia passar, a cada dia era mais um sufoco e era mais um dia que passava e era mais uma mentira e depois arranjava falsas desculpas, se ele sabe mata-me, se eles não sabem mato-me eu a mim própria, mas eu sou tão cobarde, nunca me conseguirei matar,

para morrer que me mate outra pessoa que não seja eu, não quero ficar com as mãos sujas, mas que se lixem as mãos, eu tenho é que limpar a minha consciência, fugir também não consigo, então tenho que ser capaz de enfrentar quem não me quer matar, mas o mais provável é condenarem-me ao ostracismo, nunca mais me dirigem a palavra,

nunca mais partilhamos cumplicidades e sorrisos e gargalhadas e lágrimas e deixamos de trocar amizades verdadeiras que são os cromos dos crescidos que fazem da vida e do dia a dia as colecções, tanto que custam a sair certos cromos, são os mais difíceis e quando se têm não se podem perder, custe o custar e há coisas que custam tanto, tanto que eu queria não saber como certas coisas custam, mas sei e tento no dia a dia compensar com outras, esquecer, como se esquecer fosse tarefa fácil,

mas eu tenho tantas em cima de mim que até esquecer consigo, de vez em quando, mas de quando em vez lembro-me e lembro-me que não posso fazer mais disparates, já tenho a minha conta, já chega, com certeza não vim ao mundo só para isto,

deve haver alguém que quer disparatar também, tenho que deixar algumas asneiras para outras pessoas e tento-me convencer a que assim seja, mas depois há um íman qualquer que me puxa e que me leva ao desastre outra vez e por vezes gostava tanto de ser uma pessoa normal, com pensamentos normais, com gostos normais, mas afinal, penso também, que anormalidade é que tenho, nenhuma, sou vulgar, faço coisas vulgares, se não o fizesse, nada disto teria acontecido, e eu não me sentiria culpada, é sempre assim, sentir-me culpada de algo de que não tenho culpa, eu quero convencer-me disto, mas a verdade é que tenho culpa sim senhor, para a não ter tinha que ter estado sossegada, mas eu não sou capaz,

se ao menos a minha cabeça parasse um bocado, talvez eu conseguisse alinhavar as ideias, tanta esperança que eu tinha na semana que ia estar sozinha e ia pensar e ia-me decidir, ia rescrever as coisas e até era capaz de andar no tempo e apagar algumas coisas, mas não, alguém tinha que me mudar os planos, mais uma vez é sempre assim,

quando eu preciso desesperadamente de tempo para mim, roubam-mo, a mim que dou tempo a toda a gente, que invento tempo, que o faço nascer, mas não, não é uma recriminação, nem um lamento, é uma constatação pura e simples, até porque eu gosto de dar tempo seja a quem for, tenho prazer nisso e eu tenho que ter prazer nalguma coisa, não posso andar de prisão em prisão, as minhas asneiras não foram tão grandes assim, ou pelo menos é o que eu penso, mas devo pensar mal, só pode ser, senão já tinha aberto um buraco qualquer e já tinha fugido e eu ainda não fui capaz de o fazer,

tanto que eu gostava de ser como os homens que corriam mundo das histórias da minha avó, mas acabo por me contentar com os mundos que correm na minha cabeça e com a amizade de certas pessoas que valem mundos.

Corridos e por correr.



Bonecarussa




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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006

A tarde do Raio

Flyman tá demais, e parabens pela coragem :) O que estão a ver, é o trailler de King Kong :X





kingkong.jpg


Foi mais ou menos numa altura, em que os dinossauros estavam já desaparecidos, as galinhas perdiam os últimos dentes, mas os animais ainda falavam, que eu nasci.

Sendo assim tão antigo, é natural que genes dos animais que deram origem ao Homem, ainda estivessem bem presentes na minha herança genética. Como tal, e sendo descendente de um antepassado comum com o macaco, seria natural preservar algumas parecenças com o esse meu primo.

Ora acontece que nesses tempos já longínquos do dia em que nasci, vim ao mundo coberto de pelo. A minha própria mãe afirma que nunca viu um bébé tão peludo. Apesar disso sempre conseguiu gostar de mim.

Na realidade, enquanto a minha vida foi passada em casa, nenhum mal do mundo me chegou. O problema começou quando tive de ir para a escola.

O meu farto bigode aos 10 anos, chamava a atenção, assim como a minha voz, muito mais grave do que a dos outros colegas de turma.

Aos onze estava a fazer a barba na cara toda, e aos quinze tinha o corpo coberto de pelos, quando muitos colegas meus não tinham ainda sequer pelos nas partes baixas. Isto tornava-se particularmente desconfortável no balneário da minha equipa de basquete.

Com o passar dos anos, e por me tornar homem adulto, aquele trauma suavizou-se. É normal os homens terem pelos. O que não é tão normal, é terem-nos numa forma de alcatifa, de teddy bear, de urso ou de gorila. Destas imagens, cada qual que escolha uma ou invente outra para melhor visualizar o estilo.

Ora sendo um amante de sol, claro que não ficava vestido quando ia no seu desfrute. Quando tirava a roupa haviam sempre comentários do género: "...então não te despes?...", ou "...bela camisola!...", ou "...os teus pais devem ter pago mais por ti – vieste alcatifado..." ou "...esqueceste-te de ir à tosquia?...", e outros mais ou menos jocosos, seguidos sempre de gargalhadinhas mais ou menos subtis.

Com a minha AUTOESTIMA a ir pelo cano, sempre achei que me devia depilar. Mas a depilação é coisa de senhoras e a cera provocava-me suores frios. Ainda por cima um tipo de voz grossa e modos brutos a ter pensamentos metrossexuais... Apesar desta postura, nunca coloquei essa ideia completamente de parte.

Li algures num blogue muito bom, que a raça humana levará 80.000 anos para se transformar. Pois eu quis provar que posso evoluir, sem ter de esperar todo esse tempo. Já seria demasiado cota quando atingisse o 80.000º aniversário.

Bem, o que é verdade, é que depois de um teste, para ver se eu era alérgico, avancei e bingo!... Fui ao raio laser. O suplício de ser diferente dos outros quando estava despido, ia acabar. Nessa manhã tirei umas fotografias do "antes", para depois comparar os resultados.

E lá estava eu, deitado na marquesa, a ouvir um som chillout qualquer para acalmar, enquanto a esteticista me rapava primeiro as costas e depois os ombros, a barriga e o peito. Ora a sensação era deveras estranha. Deitado, olhando para os pés, parecia que estava de t-shirt e não de tronco nu, tal era o efeito que a pele desprovida dos meus companheiros de tantos anos, me provocava.

Depois da lâmina, fui demarcado em zonas por um giz branco, qual região vitivinícola, e de seguida o gel, para aliviar o contacto do raio laser.

Ora se de início estava à espera de umas picadas dolorosas, bem surpreendido fiquei porque quase não se notava o efeito. No entanto à medida que se aproximavam as áreas onde eu tinha sido mais peludo, lá se ouviam uns treques e cliques da raiz do pelo a despedir-se. Dei por mim a lembrar-me dos tempos de infância em que nos meses de Inverno ia até ás matanças do porco. A imagem do porco a ser chamuscado, o cheiro desse acto, estava a vir-me à memória vá-se lá saber porquê.

Depois de mais de duas horas a ser torturado, o raio não me partiu, mas abrasou o maldito pelâme. Quando me levantei e me vi ao espelho, não me reconhecia! Eu tinha peito! Eu tinha mamilos! E... barriga!... Parecia que esta desgraçada se tinha escondido a minha vida toda e estava agora definitivamente fora da toca, sem qualquer hipótese de se esconder. Já não podia ir para as moitas, para os arbustos, para a floresta... Já não estava camuflada.

Eu estava diferente. Ao princípio custava reconhecer-me ao espelho. Mas gosto mais de me ver agora sem matagal. Principalmente nos ombros e costas.

Quando ia para tirar as fotografias do "depois", não encontrava o raio da máquina fotográfica!... Tudo revolvido, tudo revolvido... Nada... E de repente acordei!... Teria sido tudo um sonho?!... Como há para aí um blogue cujo tópico é "Pensamentos, divagações e tretas da selva urbana", resolvi partilhar esta treta toda.



flyman




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Sábado, 4 de Fevereiro de 2006

Energia

É tão dificil escrever este tipo de texto. Nem eu sei bem o que escrevo e o que quero dizer. É talvez um estado de alma. Esta é a última vez, prometo! (Argh)



Whenever she is raging
She takes all life away
Haven't you seen?
Haven't you seen?
The ruins of our world





bd1.jpg


Sou tempestade de alma,
um vendaval sem destino
perdida numa imensidão de emoções,
de insegurança e ódio.

Sou um quantum de energia
um fotão de luz
no aqui e agora !
Num tempo que não existe,
num espaço indefinido . . .
procurando o Absoluto

Sou a fotografia do instinto
do medo
do desejo.
Sou um sonho rejeitado
mal vivido e abortado
numa vida feita de ilusões
sensações..
Sou pecado e anjo
ardendo de mistério
com alma de sedução
sou céu
sou inferno...

Sou gélida tentação
que queima a tua boca
e arrefece o teu coração

Em resumo:
Sou energia condensada
Sou tudo...
Sou nada!



Meus amigos, fiquem bem


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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

Nada

Hoje faltam-me as palavras.





extremis18 copy.jpg


Mandem-me os vossos textos!



If you want the fruit to fall
You have to give the tree a shake
But if you shake the tree too hard,
The bough is gonna break



And if I can't reach the top of the tree
Mary you can hold me up there
What I wouldn't give to be
When I was Mary's prayerSave me, save me
Be the light in my eyes
What I wouldn't give to be
When I was Mary's prayer</p<


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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Quanto mais simples menos ignorante….

Antes demais, aviso que hoje há dois posts! Sei lá porquê!

Eu acho incriveis estas divagações do Esquizo! Para ele há sempre algo para decifrar.

Quando ontem recebi este texto, estava eu a meio de uma pvt com uma amiga... em que mais parecia uma conversa de surdos mudos. Fazia tudo por tudo para fazer passar a minha "mensagem" de maneira correcta. Pensei: Desisto... um dia qualquer voltamos a falar!





girl_heidi_klum034 copy.jpg

O primeiro paragrafo do texto do Esquizo é o exemplo acabado do que senti. O resto do post diz muito mais...




Quanto mais falo, mais corro o risco de me contradizer. Não por crescimento, mas por falta de ideias que surgem do mesmo rio, mas provêm de afluentes diferentes....

A simplicidade (ou ignorância) das minhas “fontes de inspiração”, isso mesmo “fontes de inspiração” foram a maior consequência deste tumor convertido em escrita.

Na música, por exemplo, sempre que tentava penetrar na filosofia do autor para saber o que ligava uma frase a outra, aparentemente distante, via-me obrigado a tecer uma malha indirigivel de ideias, na tentativa de estabelecer um sentido entre estas.

Claro que mais tarde o meu ego procurava a confirmação. E lá estava a grande desilusão, o desconcerto mental, no site de internet mais próximo.

....”estavamos todos animados, (tinham fumado erva claro!!!!) e o nosso baterista matou uma mosca por acidente. Começamos todos a tocar e eu ia dizendo o que me vinha à cabeça...”

Bem, por muito que me esforçasse para decifrar o código atrás da letra desta canção, a realidade ultrapassava a própria ficção. Este é um de muitos exemplos onde eu me empenhei no mais desafiador enigma, fazendo o meu cérebro florescer de teorias e conspirações, para depois encarar a triste realidade: TINHA SIDO PICADO POR UMA MOSCA MORTA.

Em suma, o meu maior desejo é ser simples e apreciar em vez de avaliar... Até lá cresco ao ritmo de sons que não posso entender, nado em ondas de imaginação que fulminam à mínima falta de compreensão.

A constante é que não desisto de procurar,
de porcurar essa mensagem escondida para mim,
de procurar esse segredo que me é revelado.
Permito-me a existir assim
aqui e ali, nas entrelinhas...


Esquizo





girl_adriana_sklenarikova012 copy.jpg


Talk Talk:

"Well did I tell you before
When I was up
Anxiety was bringing me down
I'm tired of listening to you
Talking in rhymes
Twisting round to make me think
You're straight down the line

All you do to me is talk talk
talk talk, talk talk
All you do to me is talk talk..."



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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

Sinto-me... Despenteada



face-hot-04 copy.jpg


HOJE SINTO-ME... agitada, alienada, assanhada, assustada, atarefada, atordoada, acabada, abandonada, adoentada, atormentada, atrapalhada, azarada,chateada, censurada, contrariada, controlada, chocada, complicada, decepcionada, comportada, concentrada, conformada, congelada, desenfreada, depravada, desorientada, desajeitada, desprezada, desanimada, desapontada, despenteada, desconfiada, descontrolada, desejada, desesperada, desgraçada, desligada, deslocada, desmotivada, desolada, desorganizada, desorientada, despreocupada, desvairada, determinada, disfarçada, dissimulada, destroçda, emocionada, empolgada, encantada, enganada, envergonhada, engraçada, enjoada, entediada, entusiasmada, envergonhada, equilibrada, errada, esforçada, esgotada, espantada, estupefata, excitada, fechada, frustrada, honrada, incomodada, inconformada, indignada, injustiçada, inspirada, intrigada, isolada, magoada, mal-humorada, malcriada, malvada, obstinada, ocupada, organizada, ousada, perturbada, partida, traquina, realizada, sagrada, stressada, torturada, zangada e... cansada ...

enfim, hoje não devia ter saido da cama!!!





face-hot-03 copy.jpg


[ Ora vejam só o que blog encontrei a votos num site brasileiro... isso mesmo o Urban Jungle: http://blogstars.ig.com.br/v2/vote.asp?x=4736

Surpreendidos? Também eu! Ora meninos e meninas toca a votar :) ]

Mas... para comentar é o post abaixo :P



Impressão Digital Cereza às 01:43
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Memories : " Os amantes com casa"

A Vanessa mandou-me este texto, e simplesmente derreti. No mesmo dia pedi o nome de uma musica "sublime" que ouvimos no ginasio, quando fazemos os alongamentos... e subitamente achei que combinava na perfeição.

Se tomarmos atenção até nem tem muito a ver... mas, se pensarmos melhor... até pode ter! o Poema é um relato de uma paixão desmedida... a musica fala em memorias.. Todos temos essas memorias, de paixões, de amores e desamores... memorias de pessoas que nos são queridas outras nem tanto!

Nunca entendi se recordar pode ser bom, sobretudo relacções tempestuosas como a do poema! Por vezes acabam por ser uma desilusão, outras vezes perduram para a eternidade...

Memorias e paixões, afinal quem não as tem?





within copy.jpg



All of my memories keep you near.
In silent moments,
Imagine you'd be here.
All of my memories keep you near,
Your silent whispers, silent tears



Made me promise I'd try
To find my way back in this life.
I hope there is a way
To give me a sign you're okay.
Reminds me again it's worth it all
So I can go home.



All of my memories keep you near.
In silent moments,
Imagine you'd be here.
All of my memories keep you near,
Your silent whispers, silent tears.




standmyg.jpg



Andavam pela casa amando-se no chao e contra as paredes.

Respiravam exaustos como se tivessem nascido da terra de dentro das sementeiras.

Beijavam-se magoados até se magoarem mais.

Um no outro eram prisinoneiros um do outro e livres libertavam-se para a vida e para o amor.

Voltavam a andar pela casa amando-se entao era a música, como se cada corpo atravessasse o outro corpo e recebesse dele nova presenca, agora serena e mais nobre mas avidamente rica por essa pobreza.

A nudez corria-lhes pelas maos e chegava aonde tudo é branco e firme.

Aquele fogo de carne era a carne do amor, era o fogo do amor, o fogo de arder amando-se e por toda a casa, contra as paredes no chao.

Se mais nao pressentissem bastaria aquela linguagem de falar tocando-se como dormem as aves.

E os olhos gastos por amor de olhar, por olhar o amor.

E no chao contra as paredes se amaram e pela casa andava como se dentro das sementeiras respirassem.

Prisioneiros libertados, um no outro eram livres e para a vida e para o amor se beijarem magoando-se mais, até ficarem magoados.

E uma presenca rica, agora nova e mais serena, avidamente recebeu a musica que atrevessou de um corpo a outro corpo chegando às maos onde toda a nudez é branca e firme.

Com uma carne de fogo incarnado o amor, incarnado o fogo, pressentindo que andando pela casa bastaria tocarem-se para ficarem dormindo como acordam as aves.



Joaquim Pessoa
" Os amantes com casa"



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