Sexta-feira, 31 de Março de 2006

Aromas da minha Terra I

Hoje uma homenagem a ÁFRICA, mais precisamente Angola! Mas a homenagem principal vai para uma pessoa muito especial, para o nosso "paineleiro" Abel que faz anos! Vocês vão já entender a razão a ligação entre Angola e o Abel!

 

É com muito carinho e orgulho que lhe desejo um Feliz Aniversário do Urban Jungle!

 

          

 

1 - Namibe, deserto onde nasci

Sol e maresia abundam por ali

Espectacular oásis onde brinquei

Sintam o lugar lindo que adorei

2 - Na Natureza dessas paragens

Vemos dunas e miragens

O chão ondulado no calor

Expira ar queimado do ardor

3 - Grãos amontoados de areia lisa

Moldados pelo vento e pela brisa

Infinita imagem de áridas ternuras

Inferno que amamos sem verduras

4 - No casario junto à praia

Onde cresci e sonhei

Muito que de mim saia

Dos pescadores herdei

5 - Tenro, nu nadei na enseada, grande

De nome, era mas já não é Alexandre.

Tombua, nome novo. Esquisito!

Agora já soa, para mim, bonito.

À terra o homem quis e ligou

O que Deus há muito semeou

6 - Welwitschia é seu nome

Mirabilis seu sobrenome

Tombua foi nome primitivo

O da Europa é o conhecido

7 - No Namibe foi onde Ele quis

No deserto a planta é feliz

O botânico a beldade estudou

Ao mundo a raridade divulgou

8 - Terra e Planta, Planta e Terra

No Namibe, perfeita combinação

Abençoada Natureza encerra

Os meus sonhos e paixão

9 - Casuarina, taipando aquele Local

Pinheiro bravo, importante Vegetal

Serenou as areias do ventão

E todos viveram na povoação

10 - Ao Norte, na saliente pontinha

Onde o Diogo nos pôs na Historinha

Pela escuridão Cabo Negro baptizou

Logo com Padrão o sítio marcou

11 - Naturalmente defronte em homenagem

O Navegador teve a sua imagem

Donde peixe e mexilhão foi apanhado

No Museu está o pedrão apresentado

 

       

 

O poema que a Cereza tem a amabilidade de divulgar não é de imediata interpretação para quem não viveu naquele lugar. Mesmo que tivessem conhecido, por breve passagem, desconheciam certamente pormenores que eu resolvi reviver. Por isso, achei por bem escorar o texto com algumas explicações. Pela extensão do texto e dos apoios, as minhas desculpas.

Vou ser longo, embora pontualmente, para que possam também gozar comigo um mundo que era só meu… Será gozo, prometo, mesmo para quem não goste de perder muito tempo com leituras, para quem não gosta de viajar, para todos os que gostando, não gostam de viajar lendo. Vou, com todo o prazer, servir de cicerone numa viagem que espero vos enleie e encante. Irão sentir certamente, embora de forma diferente, o que a minha “Lua” sentiu quando viu aquele recanto pela primeira vez, ou quando se banhou nas areias e no mar salgado daquele deserto, ou quando, um belo dia, correu sobre a duna, quebrada abruptamente, e se atirou para aquelas águas mansas. No mergulho apercebeu-se imediatamente que já não tinha pé (era suficientemente profundo). A duna era como se de uma prancha de salto se tratasse e o mar como se uma piscina ali existisse. Esse local era conhecido por Fundão por essa razão. Descolem daí, levantem essas “bundas” dos sofás e venham comigo a um mundo real que não quero virtual por ainda fazer parte do alto-relevo dos meus sonhos.

A 2ª quadra - Onde nasci. Trata-se de uma povoação plantada ao longo da praia de uma enseada (ou angra), localizada no lado contrário ao do istmo (ou língua de areia). A enseada tem a forma bem pronunciada de ferradura, cujo istmo chamávamos ilha (que de ilha nada tinha). Actualmente é mesmo ilha porque o mar entretanto engoliu a areia na parte que ligava a língua ao continente africano. Dentro da enseada, creio que cabe toda a actual esquadra americana. É de facto enorme. O misto de casario e estrutura de pesca (pontes em cimento ou em madeira) estavam compactamente perfilados ao longo da praia, numa extensão aproximada de 5 quilómetros. Desde a primeira casa à última pescaria (estrutura de pesca) só havia uma única rua asfaltada ao longo da praia (longitudinal). Se nos virarmos para Norte temos ao centro a estrada asfaltada, do lado esquerdo as pescarias (viradas para o mar) e do nosso lado direito (Leste) encontramos o casario, também voltado para o mar. Um arvoredo denso de Casuarinas taipava a urbe, retendo as areias trazidas pelos ventos. Ou seja, dum lado da estrada estavam as pescarias e do outro, em fila, as casas, normalmente pintadas de branco, talvez influência dos algarvios, embora as casas fossem diferentes das do Algarve. Toda a gente conhecia toda a gente (cerca de 5 mil habitantes entre negros e brancos – mucurocas, quanhamas, madeirenses, algarvios e poveiros.

Do 3º ao 8º poema - O nome da terra. Os navegadores começaram por lhe chamar Angra das Aldeias (desabitada). A colonização nessa área tem início por volta de 1800. Por alturas de 1835, o explorador inglês, Sir James Alexander, visitou essas terras (já lá havia colonos) e com as graças do Governo Português, as cartas inglesas passaram a constar de Porto Alexandre. Os portugueses, não se sabe bem porquê, cómoda e erradamente aceitaram tal topónimo. Existe uma planta no deserto, a poucos quilómetros de Porto Alexandre, que é única no mundo e com características muito especiais. Os nativos da região deram-lhe o nome de Tômbua, portanto milenar. Em finais de 1859 lá chegou um Sir, botânico inglês de nome Frederico Welwitsch, que se entusiasmou com a raridade. Estudou-a e a divulgou ao mundo. Deu-lhe o nome de Welwitschia Mirabilis (Welwitschia pelo seu nome e Mirabilis devido às miragens do deserto provocadas pelo libertação das vagas de calor emanadas do chão). Proclamada a independência de Angola, em 1975, o nome de Porto Alexandre (colonial) foi substituído por Tômbua (nacional), em homenagem ao nome da planta milenar.

9º poema - Esta quadra dá verdura ao ambiente com a Casuarina. A zona é fustigada por ventos, por vezes fortes, com direcção do deserto para o mar, carrega toneladas de areia tapando tudo à sua passagem. Impossível viver-se naquele local riquíssimo em peixe. As autoridades experimentaram tábuas e árvores para travar as areias do deserto trazidas pelo vento. A única espécie eficaz foi a Casuarina (tipo de pinheiro bravo ligeiramente diferente do existente em Portugal). A partir daí foi possível fazer nascer aquela povoação.

10º e 11º - Estas quadras revivem a história da nossa gente. O navegador português Diogo Cão ao descobrir Angola colocou um padrão (marco) no Norte (Zaire) e outro no Sul (a 10 km a Norte de Porto Alexandre aproximadamente). O do Sul foi colocado no extremo de um cabo marítimo a que chamou Cabo Negro por ser muito escuro, visto de longe. Curiosamente, em frete, dentro da água, está uma pedra muito grande que faz lembrar a cabeça de uma pessoa. Por isso se diz que é a cabeça desse ilustre navegador português. O padrão original encontra-se na entrada do Museu de Marinha em Lisboa pelo que, o existente no local (se não foi retirado após a independência) é uma réplica. Na base da rocha desse Cabo e nas pedras circundantes existe muito mexilhão grandão (com sabor a maresia) que lá íamos apanhar.


14/Fevereiro/2006
Abel Marques


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Terça-feira, 28 de Março de 2006

Acto

Quantas vezes a nossa vida não parece fazer parte de uma peça de "teatro", em que nós somos os protagonistas... O texto é do Marco. 

 

     

      

 

É neste delírio nocturno que me excita uma doçura de inferno. Sempre que passo por ti sinto o teu cheiro. És fêmea, carne de mulher, explosão de sentir. No teu toque apaixono-me, sabendo que no teu calor me queimo. Olha-me nos olhos e beija-me numa passagem intensa por este túnel de luz.

 

 Descia eu por entre nuvens e sonhos, amarrei longas asas nestas costas que carregam todo este meu mundo. É interessante saber que a luz e o palco são meus. Bate palmas, sozinha, para mim.

 

                   

 

Fecho-me no camarim. Suspiro. Perco-me no reflexo do espelho, permito-me a ser um pouco narcisista. Envelheço. Vaidade que me conforta, sou belo aqui na minha solidão. As luzes quentes aquecem-me o rosto. Falo de mim, para mim, sem ser eu que oiço… qualquer coisa assim. Paro, suspiro novamente.

 

Assaltas-me a memória constantemente, violas o melhor do meu íntimo. Os teus lábios cercam-me em pensamentos. Sinto tamanho desejo, tomo medo e reconstruo muralhas antigas. De tanto desejo torno-me frio, metódico e manipulador do sentir. Sou propriedade e proprietário desta longa, pesada e complexa máquina de fazer viver.

 

Abraço-te em pensamento, entrego-me e escondo-me. Desapareço por entre brumas neste respirar de antepassados.
Continuo a afundar-me frente ao espelho, bem dentro de mim. O suor que me escorre pelo rosto, os teus dedos que me apertam, asfixiam-me de prazer.

 

Este gozo entre a verde e virgem folhagem, cheiras a terra. Afago os teus cabelos, raízes de fogo, provando, trocando venenos.

 

Quero-te deixar para poder voltar novamente. Quero-te matar para que em futuras danças renasças mais uma vez em mim.

 

Visto-me, apago as luzes e saio pela porta principal. Apetece-me consumir coisas triviais. Troco um olhar com uma desconhecida, sorri. Acendo um cigarro e caminho pelo passeio. Tento pisar todas as poças de água, é giro.

 

Sinto-me bem.

  
Marco Neves
28/03/06 – 02h24m

 

  

 

"Well, we could let it slip away
we could forget about
that foolish summer night
but if you still betray
my trust another day
I swear that you won´t live
to feel the winter's chill

 

next time you won't obey
I cannot let it slip away
my blood will start to boil
and yours bled to the soil

 

I stand forever locked in a cage
and i can't lose my rage
til you come crawling back to me

 

and we'd stray through the night
I can wait until the sun comes up
and still retrieve
and we'd stray through the night
I don't believe a word you say
I have to ask myself
how could it end this way?"



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Domingo, 26 de Março de 2006

Eutanásia: Sim ou Não?

(Da Morgaine)

Cereza, pedi-te um tema e tu deste-me este. Não constituiu um grande desafio uma vez que já tenho opinião formada. Mas tratando-se de um tema que origina controvérsias fiquei interessada, sobretudo em saber a opinião dos outros.

Conhecendo os nossos amigos "painelinhos", sei que gostam de coisas simples e curtas e assim fiz por isso, sem rodeios. A quem ler, peço apenas que não esqueça que se trata do meu ponto de vista e que cada um terá o seu, seja ele controverso ou não.

Até hoje, nunca ninguém me deu uma resposta que me deixasse satisfeita. Ou seja, eu é que lhes faço um desafio: quem for a favor da eutanásia explique-me porquê, seja de que maneira for, mas colocando-se no lugar de alguém que assiste a tudo. Mas não me venham responder com a dignidade humana. Não há dignidade nenhuma em querer deixar de viver ou em deixar que alguém desista.

 

 

              

 

 

Na ordem natural das coisas, a morte faz parte da vida. Nas sociedades ocidentais, a impressão é de que a morte não existe senão nos filmes ou noticiários televisivos, onde ela faz parte do jogo. Mas na vida real, parece que praticamente permanece oculta. Eu dou um exemplo: Cinco dias após perder o marido, uma viúva tem de regressar ao trabalho apresentável, maquilhada e sorridente.

 

Os colegas sabem do infortúnio mas nada comentam e ela lá terá de carregar o peso sozinha. A sociedade priva-se de algo importante ao querer fingir que a morte não existe. De tal maneira que até num doente terminal tudo se passa como se tivesse de acabar o mais rapidamente possível! Porque apesar de sermos obrigados a aceitar a morte, o sofrimento, o nosso e o do moribundo afigura-se intolerável e quase escandaloso.

 

Com o progresso da medicina este quadro apresenta-se ser menos negro já que cada vez se combate mais a dor ligada à doença, assegurando uma morte pacífica ao doente. Então porque falam em eutanásia?

 

Há de facto situações em que se assiste a um sofrimento agonizante que levam a que se queira pôr fim à vida com o intuito de parar o sofrimento. É óbvio que há aquele sentimento de pena ou piedade. Mas pergunto-me: pena por quem? Pelo doente de facto ou pela pessoa que o assiste (coloquemo-nos no lugar destas últimas)?

 

O sofrimento é insuportável para ele ou para nós? Se de facto, o ajudássemos a morrer, não estaríamos também a acabar com o nosso sofrimento? Não estaríamos a escolher o caminho mais fácil? É mas cómodo "atirar"o doente para a inconsciência total do que assisti-lo prolongadamente! É mas cómodo para a sociedade regular este problema por meios técnicos do que recorrer a unidades especializadas como os cuidados paliativos para assegurar o bem-estar máximo do doente nos últimos tempos de vida.

 

 Pergunto-me por isso, se haverá aqui uma verdadeira compaixão ou se esta "piedade" não esconde outras ambiguidades, mascaradas por motivos nobres, valorizando a eutanásia em nome da "dignidade humana" e argumentando que o ser humano cujo fim está próximo ou que se encontra numa doença totalmente incurável que o lança para o vegetalismo, deve ser poupado ao sofrimento. Sou incapaz de ver as coisas por este prisma. E se um doente pede eutanásia?

 

Estas situações não são novidade para ninguém  e são alvo de extensas polémicas. Por um lado, uns concordam que a pessoa em questão terá o direito de por e dispor da própria vida. Por outro lado, permanece a dúvida por questões éticas, morais e religiosas (só Deus pode dar ou tirar a Vida) que são sem sombra de dúvida as razões por que a eutanásia não é legalizada. Há que ter em conta inúmeros factores sobretudo a questão psicológica naqueles momentos de maior desespero, como numa altura em que um doente se encontra num sofrimento tal que reclama a morte aos gritos.

 

Uma vez a crise passada, e mesmo sabendo que haverá mais, o doente rejubila por não ter ido para a frente. Não é tão rara como se pensa ocorrer uma situação deste género. A vida humana deve ser valorizada seja em que estado for e nunca passar a ser vista quase como objecto que podemos descartar.

 

Para aquelas situações em que não se prevê o fim da vida mas em que uma pessoa considera viver em condições humilhantes, por se encontrar dependente dos outros para tudo, a vida torna-se insuportável. Pedem a eutanásia. Discordo totalmente. Porque na verdade, em muitos doentes interrogados em avaliação psicológicas conclui-se que o problema era um sofrimento mais moral do que físico: " não suportava ver-me ficar assim dependente para vestir, comer ou lavar. É humilhante".

 

Ou outro que ouvira uma conversa da pessoa que lhe prestava os cuidados: "já não aguento muito. Passei a noite a levantar-me, já me doem os braços..", etc.. Situações deste tipo aliadas ao facto de vivermos numa sociedade que honra os modelos, os vencedores, os jovens, os belos, os eficazes e os rentáveis, são o suficiente para destruir a vontade de viver. A capacidade para se sentirem diminuídos está estampada no olhar dos outros. E no entanto, um doente não teria a impressão de ser "menos humano" se estiver rodeado de uma "equipa" que sabe realçar a riqueza da sua pessoa, para além do seu sofrimento. É neste ambiente que um doente ganha uma imagem positiva de si próprio. Quando rodeados destes cuidados, ninguém pede o fim da vida.

 

Se existir realmente a preocupação de aliviar o sofrimento, este é eliminado na sua maior parte. Além disso, numa situação em que seria aprovada a eutanásia num doente deste tipo, seria desumano perguntar-lhe quando quer morrer! É simplesmente macabro!


A situação é diferente no doente terminal, onde se espera o fim da vida a qualquer momento e cujo estado é de grande sofrimento. O desejo surge, como é óbvio, mas por parte das pessoas que o rodeiam. A solução passaria por usar drogas para adormecer, não sendo mortíferas. Injectar numa veia uma solução de cloreto de potássio provocaria a paragem do coração e a morte imediata.

 

Fazer o doente adormecer por administração de drogas é diferente e dar-se-á uma morte tranquila durante o sono, não permanecendo o peso da dúvida nas nossas mentes. Eutanásia? Eu digo NÃO. Ou arriscamo-nos daqui a um tempo a ver nas manchetes do nosso dia a dia, as "interrupções voluntárias da vida, da velhice e de outras cenas."

 

Morgaine


 

 

"...Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave
No one was saved

All the lonely people (Ah, look at all the lonely people)
Where do they all come from?
All the lonely people (Ah, look at all the lonely people)
Where do they all belong?"


Impressão Digital Cereza às 23:06
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Sexta-feira, 24 de Março de 2006

Sem Palavras!

                

 

Não interessa muito a maneira como morrem, para se ganhar dinheiro... pode ser á paulada, como na foto acima.... ou até assim... como nas fotos! A cureldade humana, não tem limites!

 

                      

        (Fotos: Yuri Kozyrrev para: Forum Ambiente /1994)

 

     

E se fosse ao contrário?

 

    

 

"DON´T TREAT OTHERS THE WAY YOU DON´T WANT TO BE TREATED"

 

 

                              

 


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Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Sapadas do Fly

Bem, acho que tenho de dar uma justificação pelo que se passou... Na verdade eu reservava uma "surpresa" a todos aqueles que frequentam o UJ. O "closed" surgiu no seguimento dos problemas que me têm surgido com o Sapo. Acho que me passei por completo, quando migrei o UJ, para os novos blogs beta do sapo. Quando percebi que tinha perdido meses e meses de trabalho passei-me. Não é novidade para ninguém que o Sapo tem um péssimo serviço. Muitos de vós já sentiram isso, ao não conseguir aceder á pagina, ou aos comentários.
 
Agora, imaginem o meu desespero quando posto um texto... que me leva algumas horas a trabalhar... e quando está pronto para ser editado,o sapo vai-se abaixo das "canetas". Fico possessa, óbvio!
 
Então pensei parar, preparar um blog novo, e abrir num local só nosso, com cara lavada... mas estes comentários do Flyman, levaram-me a mudar de ideias, e a postar antes.
 
O novo blog está a ser trabalho, graças ao esforço do Guldan* .. Inicialmente vai começar por ter a parte gráfica igual ao anterior, e quando estiver a funcionar a 100 por cento... mudamos o visual, e vamos introduzir uma novidade... mas disso falarei mais á frente.
 
Muitos aqui falaram dos comentários... que tinha sido essa a razão pelo qual tinha fechado... pois bem, não foi... mas ajudou sim. Como já disse anteriormente, custa-me ver apenas meia duzia de resistentes a comentarem... e os outros a acederem ao blog, como se fosse um jornal que se lê pela manhã, e não deixarem uma palavra.
 
Podem dizer-me que a quantidade não importa... até pode ser verdade... mas é também verdade, que os blogs vivem dos comentários, que por vezes acabam por ser mais interessantes que o post em si!
 
Há também o factor de andar adoentada e desmotivada... sinto que tenho menos paciência para isto... mas também confesso que o UJ se tornou num vicio.
 
Dito isto, deixo-vos com o texto/comentário do Fly, sobre o dito encerramento do "nosso" blog.
 
 
                  
 
 
Raios partam os sapos!"? Naquele momento não podia concordar mais com aquela interjeição, salvo, claro, a fabulosa excepção do meu amigo Cocas.
 
O Cocas continuou a explicação: "Estava eu a curtir o meu BM, quando depois de quase ter atropelado um banana dum primo meu que se atravessou à frente da meu carrinho, encontrei um tipo estranho a pedir boleia. Nem era homem, nem era sapo, e no entanto, ao mesmo tempo era as duas coisas. Naquele deserto, tive pena dele e dei-lhe boleia, mas o sacana ofereceu-me de beber do cantil dele como forma de agradecimento, e eu para não o ofender, aceitei, e o cheirinho a café, limão e canela era irresistível... Passado uns momentos adormeci e acordei aqui aprisionado nestas masmorras.
 
Quando os meus primos lá fora, o viram chegar, vieram todos contar-me o que se estava a passar. Como calculei o desfecho, coloquei aqui estes colchões e almofadas, não fosse dar-se o caso de vir a voar pela sala fora." Agradeci-lhe, e pedi-lhe para me explicar o que era aquilo tudo, o que se passava ali. O Cocas explicou-me então que o sapo-homem era um ser muito invejoso e cobiçava todo o valor das coisas que se destacavam da média, à qual ele na sua essência, não podia fugir, a não ser arranjando subterfugios desta natureza. Pois era ele que supervisionava os "blogs Sapo" e tinha descoberto um verdadeiramente fantástico. Tão bom, que queria ficar com ele só para si. Tudo se estava a tornar claro! "Cocas, vais ajudar-me?" perguntei. "Queria muito, mas não consigo ficar acordado mais do que uns breves intantes.
 
A porcaria da bebida que o sapo-homem me deu, tem efeitos secundários e permanece desde que aqui entrei. Aliás, já estou outra vez com vontade de dormir." Dito isto, caiu como se tivesse sido fulminado por um raio.
 
Aconcheguei-o no meio das almofadas e fui explorar a sala onde agora me encontrava. Por cima de mim, uma grande parede iluminava de vermelho o resto da sala. Era como se fosse um grande painel de neon, com muitos metros de altura por ainda mais de largura, rasgado por vários espaços brancos, na vertical e na horizontal.
 
No meio da sala, por entre uma neblina branca rasteirinha, muitas estátuas. Em fundo, parecia ouvir o som de uma música conhecida, mas de momento não a conseguia identificar.
 
À medida que ia chegando perto das estátuas, um calafrio percorreu os meus ossos. Aquelas estátuas pareciam gente verdadeira! Mais perto delas fui reconhecendo uma a uma. Sem dúvida! Eram eles! Os comentadores do UJ! Estavam petrificados, congelados, estáticos! O que poderia eu fazer para os salvar?
 
O Abel, com uma série de papéis e livros debaixo do braço, a preparar-se para receber um limão que a bruxa Morgaine se preparava para lhe atirar.
 
A Vanessa, frente a um computador dentro de uma sauna finlandesa. A Alic, a vir das compras com sacos da feira de Cascais. O Gambitt, a segurar a testa de modo pensador.
 
A Lua-de-Avalon, a olhar para o espaço à procura da sua irmã. A ^Erina^ a verificar as suas asinhas.
 
O Justin, sentado, com ar meio perdido. Um anónimo, a esconder com as mãos a placa de identificação que trazia ao peito.
 
O Carlos, a olhar para o infinito. A Morgaine Espancada, completamente desgrenhada, roupas rasgadas, enfim uma lástima. Morgaine Neruda, de pé, olhando para o lado, esfregando as mãos, ansiosa à espera do carteiro. A Maria, cheia de graça, de sorriso sereno.
 
A Dríade, com um olhar arisco, a tentar imaginar a próxima traquinice a aprontar.
 
Eu, não estava reflectido em lado nenhum. José Silveira, a botar discurso. A Cereza também lá estava! Até tu, Cereza!
 
Sukkub, a sair do seu leito de descanso. Encantos e Paixões, cheio de passarinhos e flores, a tocar pífaro. O Fonz, com um mapa na mão a perguntar a direcção para um restaurante que lhe tinham dito que era muito bom. O meu caro WG!.. não estava lá. Mas se estivesse estaria com uma grande bilha, a deitar água. Olhei em redor.
 
A parede encarnada, com os riscos brancos, afinal tinha uma mensagem escrita! "CLOSED"! Era o que os riscos brancos desenhavam no meio de tanto encarnado! Aquilo era medonho!
 
Naquele chão coberto pela neblina de gelo seco misturado com um bocadinho de água, era impossível ver mais símbolos de triângulos de "Play" ou "FastForward", ou outros quaisquer. Haveria algo para lá daqueles vidros vermelhos e brancos.

Estava ali aprisionado. Estava em crer que se não tivesse metido os dedos ás goelas, para regurgitar a substância inebriante que o homem-sapo me tinha dado a beber, há muito estaria a dormir, o que tornaria os meus esforços para sair dali, muito mais demorados, de forma que nem o uso de 4300 caracteres seguidos, me tornariam mais rápido na resolução daquela aventura.
 
Caramba, os meus amigos tranformados em estátuas, de certeza que se tinham deixado embalar pelo cheirinho e gosto da poção que estava no copo que lhes fora oferecido, e tinham emborcado tudinho! Mas agora o que me interessava era sair dali, salvando-os. Ainda pensei atirar o meu amigo Cocas de encontro ao painel irritante com a palavra "CLOSED", mas ele era de pano e de certeza que não partiria o sinal. Pensei, pensei, e... EUREKA! Como era possível, eu, flyman, ter-me esquecido de algo tão fundamental como a minha outra metade do meu nick!... PEGASUS, claro!
 
 Assobiei com quanta força pude, de tal forma que nenhum som saiu e fiquei todo cuspido. Estão-se a rir? Os cavalos ouvem sons que nós não ouvimos, tal como os cães. Não sei se isso acontece com todos os cavalos, mas com o meu pegasus, acontece!
 
Nem trinta segundos se tinham passado. Ouvi resfolegar e som de cascos, bem como o da deslocação de ar pelo fechar de asas do meu cavalo alado. Um relinchar vitorioso revelou-me que estava a chegar ao final secante desta história toda. O pegasus estava do lado de lá daquele sinal de vidro "CLOSED"! Não era neon, era um vitral! "PEGASUS!", gritei eu, "dá um coice no "CLOSED"!" Ouvi ele a ajeitar-se. Por breves instantes, silêncio. Depois, BUM! TLIM! TLIM! TLIM!
 
Milhares de bocados de vidro vermelho e branco, tinham-se espalhado pelo chão fora, deixando entrar o sol nascente sala adentro. Aos poucos, iluminados pelos raios descendentes, todos os que estavam petrificados, gelados, estáticos, começaram a mexer-se. Era ridicula a quantidade de bocejos que se ouviam, resultantes desse início de atividade. Até o meu amiguinho Cocas se preparava para se levantar! Hurra! Eia! Salvos!... "Não tão depressa, meus caros..." Uma silhueta surgia no corredor. Era o arrepiante homem-sapo! Huuuuuuuuuuuu!!!!!... "Olha! era mesmo contigo que eu queria falar!" disse eu. "Anda cá, meu desgraçado, que eu já te mostro como se fazem filhoses." (a massa das filhoses tem de ser batida, para ficarem bem boas, depois de fritas (n.a.)).
 
Ante a minha confiança, escudada na presença de todos os meus amigos, do pegasus e do Cocas, o homem-sapo vacilou. Com uma vozinha mais trémula e fininha, começou a perguntar: "O que é que eu fiz?... O que é que eu fiz?... M... Mas o que é que eu fiz?...", Tive de responder-lhe: "És feio! És mau! Não tens amigos nenhuns que gostem de ti! Cheiras mal! És parvo, e agora vamos todos embora e nunca mais queremos saber nada de ti!"
 
Completamente combalido pela dureza e violência das minhas palavras, o homem-sapo capitulou. Ao capitular, foi diminuindo de tamanho, as roupas aristocráticas, cairam aos seus pés, aliás não eram pés, eram barbatanas, revelando-o em toda a sua verdade: era um sapo com pretensões a algo mais, sem importar quem esbarbatava! Saímos todos dali para fora deixando o sapo à sua sorte.
 
Forcei-me a não voltar para trás, não fosse ter pena dele. Ali seguiamos nós de frente para o Sol, iluminados por uma nova luz, que nos augurava os bons tempos que se avizinhavam! Fim/The End/Fin/Koniek/Finito Até que enfim irra! Estava ligado à corrente!...

Flyman

 

Pro: SAPO:

"...Oh now go,
Walk out the door
Just turn around now
You're not welcome anymore
Weren't you the one who tried to break me with desire
Did you think I'd crumble
Did you think I'd lay down and die
Oh no, not I
I will survive
As long as I know how to love I know I'll be alive
I've got all my life to live
I've got all my love to give
I will survive
I will survive
Yeah, yeah..."


Impressão Digital Cereza às 00:08
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Sexta-feira, 17 de Março de 2006

High and Low

 

"Hunting High And Low"

Here I am
And within the reach of my hands
She sounds asleep and she's sweeter now
Than the wildest dream could have seen her
And I Watch her slipping away
But I know I'll be hunting high and low

High
There's no end to the lengths I'll go to
Hunting high and low
High
There's no end to lengths I'll go

To find her again
Upon this my dreams are depending
Through the dark
I sense the pounding of her heart
Next to mine
She's the sweetest love I could find
So I guess I'll be hunting high and low

High
There's no end to the lengths I'll go to
High and Low
High
Do you know what it means to love you...

I'm hunting high and low
And now she's telling me she's got to
go away
I'll always be hunting high and low
Hungry for you
Watch me tearing myself to pieces
Hunting high and low

High
There's no end to the lengths I'll go to
Oh, for you I'll be hunting high and
low

 


Impressão Digital Cereza às 20:25
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Quinta-feira, 16 de Março de 2006

sapadas

O BLOG UJ ESTARÁ AQUI NO SAPO TEMPORARIAMENTE.

Infelizmente ao migra-lo para o sistema beta do sapo, para poderem aceder ao seu conteudo com mais facilidade... perdi a parte grafica que o UJ tinha.... o que me deixa bastante triste, pq estava muito mais bonito.

 

Espero que esta nossa estadia no sapo seja breve, pq só nos tem dado chatices.


Impressão Digital Cereza às 01:20
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O meu Segredo: Parte II

Resolvi voltar a escrever sobre um tema que me apaixona: Vampiros. Provavelmente numa outra vida fui um ou uma, como queiram. Gosto de imaginar o mundo em que vivem. Poucos saberão que existem clãs de vampiros... grupos que pouco têm em comum, a não ser beber o sangues das vitímas.

 

Inspirei-me neles, e em algumas imagens do filme "Entrevista com um Vampiro" para escrever este mini conto. Este texto vem na sequência de um que escrevi para este blog, no dia 9 de Dezembro de 2004. Se não o leram, era interessante primeiro passarem os olhos por ele, para servir de enquadramento. Espero que gostem.

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I want some more!

 

Há muito que sentia esta necessidade, tanta vez oprimida pelos crimes hediondos que já cometi... esta necessidade de revelar a segunda parte deste segredo que me atormenta há séculos. É um tormento perverso, mas tão tão excitante... Sim, eu sou e gosto de ser uma vampira. Gosto do escuro, da luz das velas, do belo, e acima tudo do sangue que as minhas presas me oferecem quase sem resistência.



 

É preciso que entendam que não sou uma vampira qualquer... pertenço a uma espécie superior..."creme de lá creme"... que busca a todo o instante o belo e a perfeição. "Impossível direis vós"... Pois eu garanto que é verdade. Sou uma "Toreador". Eu explico... Há 5 clãs de vampiros ... clãs esses que não se misturam. Alias tirando os Toreador os restantes grupos são seres altamente repugnantes. Para que entendam a diferença entre cada um destes clãs, passo a enumerar e explicar as diferenças.

 

Nosferatus : Os primeiros dos vampiros. Trazem o horror e o medo para todos aqueles que os vêem na sua verdadeira forma. Autênticos lobos com pele de cordeiro. Primários, apenas bebem o sangue das vitimas para se alimentarem, nada mais.

Malkavianos São o nómadas e forasteiros dos Vampiros. No sangue corre-lhes a força dos Lobishomens e a astucia dos ciganos. Convivem com eles porque são praticamente como família. Têm um ancestral em comum: Lilith. Foi ela, que depois de deixar o paraíso, os pariu numa floresta.

Tremere Os mais estranhos do vampiros, embora bem organizados e dedicados. São agressivos e manipuladores. Muito inteligentes, e altamente dependentes do sangue. Não apenas para saciarem a fome, mas para adquirirem poderes extraordinários.

 

Assamita Os fundamentalistas. Os predadores nocturnos. Matam elementos do próprio clã. Muitas vezes são contratados para matar... e se for preciso seguem a presa até o fim do mundo para o conseguir. São misteriosos, escuros, assassinos puros.

 

Brujah Os anarquistas. Dependem do caos para sobreviver. São agressivos, egoístas, e vingativos.

 

Giovanni é o clã que mais se preocupa com a família... e é regido com mão de ferro pelo patriarca.São negociantes, comerciantes e especuladores abastados. Não gozam a vida.. ou estão a manipular os vastos bens, ou então estão enfiados em criptas praticando os seus rituais mórbidos.

 

Depois existimos nós... Os belos e perfeitos Toreador...Os amantes da arte, os pervertidos, exuberantes, hedonistas, cativantes, passionais... e ... humanos. Somos os desejados. Todos querem a nossa companhia pela luz que irradiamos. A nossa personalidade é o nosso maior trunfo... um poder subtil, mas altamente perigoso.

 

Fugimos do asqueroso, do feio, do repugnante. Refugiamo-nos nos nossos palacetes faustosos, cheios de obras de arte... vivemos uma vida sem limites, como se não houvesse amanhã. Assim ganhamos o nome de degenerados. Mas que nos importa isso? O que interessa é apreciar, sentir, saborear... Beber o sangue da nossa sublime presa (homem ou mulher é-nos indiferente) é a mais explosiva dos emoções. Aquele néctar, um misto de doce e salgado que nos abrilhanta os lábios e nos entra para as veias... é o nosso êxtase. Acreditem que nada me dá mais prazer, que sentir a minha bela vitima entregar-se incondicionalmente aos meus loucos devaneios... sentir que ela própria afasta a roupa do pescoço para eu cravar sem esforço os meus caninos... senti-la desfalecer de prazer para logo a seguir acordar já faminta de sangue.

 

Já diziam os meu antepassados no "Clanbook Toreador":

"Música, luzes, beleza e sangue! Mergulhe nisso. Agarre-o com essas mãos sufocantes. Segure-o contra seu seio morto. Erga-o até lábios sem vida e beije-o com uma boca que nada conhece além de mentiras obscenas. Isso é a vibração que você não pode sentir. Isso é a excitação raivosa que você esqueceu. Isso é o sedutor canto da sereia que falta em você. Isso é inspiração. Isso é vida."



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Tornei-me uma Toreador há alguns séculos, num palácio renascentista, junto a um qualquer canal que banha a cidade Italiana de Veneza. O vampiro Armand foi o Senhor que me deu vida eterna. Armand um antigo Toreador... oh, não é dos mais antigos, mas guardou consigo o espírito dos antigos, embrenhado no obscurantismo de uma época. Ele foi o primeiro a ver o humano não apenas como uma presa, mas como família, amigo, e amante. O Mestre Armand ensinou-me que a existência dos Toreador não tem o sangue como principal combustível, mas sim a paixão.Talvez por isso nos conseguimos misturar facilmente com os humanos, despertando neles as mais fortes e perversas paixões. Assim é fácil entender que os Toreador são os únicos vampiros a ter sentimentos.

 

Lembro-me da primeira vez que vi Armand. Foi em Paris, tinha eu 13 anos, e apesar de ser ainda uma simples e jovem mortal, já vivia no seio dos Toreador... Numa noite quente de Setembro, assistimos á maior manifestação de paixão e entrega... Num castelo seu, a algumas centenas de quilómetros de Paris, Armand organizou o mais belo ritual de vida eterna. Escolheu uma bela e inocente camponesa, que por muito que tentasse não resistiu aos encantos do Mestre. Ela estava lá por vontade própria. Ela mesmo entregara o seu destino ao mais encantador dos Toreador.

 

Assistimos ao "Ritual-Espectáculo" sentados em poltronas de veludo vermelho, com taças de prata, cheias de sangue novo e morno.... Todo aquele ambiente já me fazia fervilhar por dentro. Imaginava o momento tão ansiado de me tornar numa vampira... numa bela e inatingível Toreador. Sonhava com Armand.... E a verdade é que foi ainda mais apaixonado que aquele momento que presenciava.



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Entre a plateia, havia centenas de vampiros e mortais... eu era um deles. Subitamente apareceu Armand, que se aproximou da jovem arrancando-lhe a roupa, enquanto lhe sussurrava ao ouvido palavras de paixão e morte...



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Depois carregou-a nos seus braços até ao centro do teatro... Todos sentiram nas veias aquele momento de pura luxuria...



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Ao pousa-la, passou as suas finas e delicadas mãos pelo pescoço da presa... olhou-me nos olhos, e num gesto brusco e surpreendente, cravou os dentes e bebeu o seu sangue... Quase senti o sabor dela na minha boca... ah, doce néctar!



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De seguida deixou-a cair... para que vampiros mais famintos de outros clãs a sugassem até saciarem a sua fome. Como um cordeiro, á mercê de uma matilha de lobos.

 

Quando a cortina caiu... Armand com a boca e as vestes ainda manchadas de sangue, fitou-me de maneira lânguida e obscena, e eu entendi de imediato, que seria ele a dar-me o prazer da vida eterna.



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Apenas consegui dizer: I want some more! (Quero mais!)


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Terça-feira, 14 de Março de 2006

Cientologia Parte II

A Igreja é ainda acusada de estar ligada a acontecimentos menos claros: extorsão de dinheiro, práticas de "lavagem cerebral", burla, roubo, intimidação, "lavagem de dinheiro" e fraude fiscal.





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(J.Travolta, seguidor da Cientologia)




A Igreja dedica-se à 'limpeza' espiritual da pessoa e tem um plano total de cura que pode custar entre 30 a 60 mil contos e... vários anos de vida. Os membros contraem frequentemente empréstimos (que por vezes levam à ruína financeira) para pagar os seus cursos. Estes cursos são em número bastante elevado (mais de 100!) e abrangem variadíssimos temas.



O procedimento usado pela Cientologia é, talvez, semelhante ao de muitos outros novos movimentos religiosos. Os seus alvos preferenciais são os marginalizados, os descontentes da sociedade, os solitários, todos aqueles que se confrontam diariamente com problemas sociais e/ou pessoais e que procuram uma solução que não encontram por outros meios. Isto abrange não só as camadas mais desfavorecidas da população, mas efectivamente estende-se a todos os extractos sociais.



As dúvidas não são bem-vindas dentro da Cientologia. Quem faz objecções é catalogado como subversivo, podendo mesmo ser considerado "Pessoa Supressiva", ou seja, excomungado da Igreja, não podendo estabelecer comunicação com qualquer cientologista.



A Cientologia e o cristianismo


Embora haja por parte dos cientólogos considerável esforço em conciliar os ensinos de Hubbbard com o cristianismo (como se vê em diversas das suas publicações, como, por exemplo, Cientologia e a Bíblia), a verdade é que existe um enorme disparate entre a Palavra de Deus e os ensinos de Hubbard. Vejamos alguns:



Deus


Devido ao seu caráter eclético, a Cientologia tem procurado, nos últimos anos, assim como a Maçonaria, designar Deus simplesmente como "Ser supremo", "Força de vida", a fim de facilitar a entrada de pessoas de qualquer segmento religioso. Adoptam, ainda, a posição politeísta: "Existem deuses que estão acima de todos os outros deuses, e deuses além dos universos". Em toda a Bíblia encontramos uma afirmação inflexível a favor do monoteísmo e da singularidade do Senhor Deus (Is 43.10,11; 44.6,8; 45.5, 21,22). O apóstolo Paulo é muito claro e enfático ao afirmar que, no que diz respeito ao mundo, "há muitos deuses e muitos senhores, todavia, para nós há um só Deus, o Pai de quem são todas as cousas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo" (1Co 8.5,6).



O lugar de Cristo


Hubbard formou o pensamento da Cientologia sobre Jesus Cristo tomando emprestado o mesmo ensino do Budismo, do Hinduísmo, do Taoismo e do Judaísmo: "teoria moral", que defende a ideia de que Jesus é apenas um exemplo de fé, de moral e de conduta. "Nem o senhor Buda e nem Jesus Cristo eram 'espíritos operativos' (do nível mais elevado), de acordo com as evidências. Eram apenas uma sombra limpa acima".
Não compactuamos com esses ensinos da Cientologia, pois a Bíblia proclama que Jesus é o Filho de Deus, sendo vero e eterno Deus, de uma só substância com o Pai e igual a Ele.



O único mediador entre Deus e os homens. Em todo o registro da vida do Senhor Jesus Cristo em suas palavras e acções, encontramos sua singularidade. No livro de Atos, Ele é chamado, muitas vezes, de o "Santo", o "justo" ( Is 9.6; Jo 1.1, 18; 8.58; 20.28; 1Jo 5.20; Fp 2.6; 2Pe 1.1; Hb 1.8-12; Tt 2.13; Rm 1.3,4; 1Tm 2.5; 1Pe 2.22; 1Jo 3.5; Hb 7.26; At 2.27; 3.14; 4.30; 7.52; 13.35).



Hubbard fez várias declarações infundadas sobre Jesus. E uma delas foi que "Jesus era membro da seita dos essênios, que cria na reencarnação". Os essênios tinham um sistema de vida profundamente ascético, alimentavam-se frugalmente e possuíam um "Manual de Disciplina" que estabelecia regras para a vida da comunidade quanto ao que se podia comer ou não. Não aceitavam o sacrifício de animais. Impunham o celibato para seus membros, entre outras crenças. Basta uma leitura imparcial das Sagradas Escrituras para vermos que Jesus não era um "essênio". Jesus não se apartava do povo, não tinha restrições quanto à comida, chegando ao ponto de ser acusado pelos judeus: "Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!".



Os "essênios" primavam pela pureza exterior. Ao serem os discípulos acusados de comer sem lavar as mãos, Jesus os defendeu, dizendo: "Convocando ele, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me todos, e entendei. Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina" (Mc 7.14,15).



Os essênios não criam na ressurreição do corpo. Não podiam harmonizar a ideia de um espírito puro reunido a um corpo de substância material, já que esta era má. Ao contrário, Jesus ensinou claramente que lhe era necessário sofrer muitas coisas e, por fim, ressuscitar: "Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos" (Mc 9.9).



Jesus opôs-se à reencarnação (Jo 9.1-3) e ensinou a impossibilidade de qualquer pessoa se salvar por ela (Mt 25.34, 41, 46). Em lugar de ensinar a preexistência de todas as almas, como é próprio da Cientologia, Jesus afirmou que era o único que preexistiu de facto, e não estava num estado reencarnado: "Vós sois cá debaixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou" (Jo 8.23). O homem não veio de uma "estação de implante" de outro planeta. O homem é deste mundo, unicamente da terra. O género humano começou na terra, com a criação de Adão.





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(Michael Jackson e Lisa Marie Presley)


EM SÍNTESE


Cientologia é uma pseudo-ciência que por meio de técnicas psicoterapêuticas afirma poder despertar nos seus adeptos a consciência de sermos seres imortais dotados de poderes semelhantes àqueles dos deuses da mitologia da antiga Grécia.
Com um pesado emprego das técnicas de "vendas forçadas", os "crentes" são levados a frequentar cursos e a receber sessões de psicoterapia chamada "auditing". Para pagar estas sessões os membros encontram, com frequência, sérios problemas financeiros; enquanto a seita se apresenta como uma religião para não pagar impostos.



A finalidade destes cursos e sessões de "auditing", seria de livrar a mente dos traumas surgidos no passado e a procura destes, os quais se encontram sobretudo em "vidas passadas", algumas de até milhões de anos atrás.



Vanessa


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Segunda-feira, 13 de Março de 2006

Cientologia Parte I

Um trabalha muito interessante da Vanessa. é a primeira parte... amanhã segue a segunda. Boa leitura.





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(Tom Cruise - Feroz seguidor da Cientologia)



Há 75 milhões de anos, a Confederação Galáctica era governada por uma criatura de maus-fígados chamada Xenu. Este poderoso oligarca tinha um problema bicudo para resolver: todos os planetas sob o seu domínio tinham uns biliões de habitantes a mais.



Que fazer? Simples: o traiçoeiro Xenu, com o apoio de uns quantos meliantes, droga todos os incontáveis supranumerários e enfia-os em foguetes com a Terra (que então se chamava Teegeeack) por destino. Uma vez cá chegados, os infelizes foram armazenados junto a vulcões e posteriormente reduzidos a vapor por poderosas bombas nucleares.



Eventualmente, Xenu teve o fim de todos os tiranos e foi deposto, embora ainda continue vivo. O grande problema é que as almas (Thetans) de todos os massacrados continuam a assombrar o nosso planeta. Na sua configuração mais perigosa - Operating Thetans - pegam-se às nossas pobres cabeças como carraças num collie. Para os exterminar, entra em cena a Igreja da Cientologia, mais a sua doutrina da Dianética: com caros e prolongados tratamentos, os devotados sacerdotes conseguem livrar os pategos, perdão, os crentes, de tais pragas intergalácticas. Por coincidência, parece que quanto mais rico é o fiel, mais Operating Thetans carrega às cavalitas e de mais tratamentos carece...



Ridículo? Ora perguntem ao Tom Cruise, a resmas de celebridades e a hordas de tontos anónimos se a igreja fundada pelo escritor de ficção científica Ron L. Hubbard não é a resposta para todos os dilemas da Vida e da Morte...





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(Futura Mrs Cruise, já seguidora da cientologia)




L. Ron Hubbard é o fundador da Cientologia. Ele descreveu a sua filosofia em mais de 5.000 obras, incluindo dezenas de livros, e em 3.000 conferências gravadas em fitas.
A vida familiar de Hubbard foi conturbada, tendo casado por três vezes e tido 7 filhos. Em 1976, um dos seus filhos, Quentin, foi encontrado no deserto com um tubo a introduzir os gases de escape para dentro do carro. Não trazia qualquer identificação e estava em coma. Um aparente suicídio, tendo Quentin vindo a morrer no hospital 2 semanas depois.



Outro filho, L. Ronald Hubbard Junior, trabalhou com o pai entre 1949 e 1950, mas nos anos 70 mudou o seu apelido para deWolf e renegou Hubbard. Foi também testemunha de acusação num caso contra a Igreja, tendo feito um depoimento no qual declarava que o pai era fraudulento e mentiroso, negando inclusivamente a veracidade dos seus títulos académicos e afirmando mesmo que as suas teorias mais não eram do que exercícios de imaginação, em vez de sério trabalho científico...



Os adeptos veneram o fundador da seita, o americano L. R. Hubbard, como um Deus, e sua biografia oficial divulgada pela "igreja" é tão rica de anedotas que exaltam suas extraordinárias capacidades e a grande quantidade de feitos "heróicos", que é preciso ser muito devoto para acreditar somente na metade dela.



Antes de inventar Cientologia, L. Ron Hubbard (1911-1986) foi por anos um ordinário escritor de ficção científica. Muitas são as "invenções" que passaram de sua literatura para a cosmogonia cientológica. Mas com o passar dos anos, as suas teorias (formuladas entre 1950 e 1970) foram abaladas pelas novas descobertas da ciência, a qual demostrou como os acontecimentos fundamentais da doutrina cientológica não vão além da pura fantasia. Como no caso do trágico "implant" no qual foram submetidos bilhões de thetans. Hubbard afirma que isso aconteceu 75 milhões de anos atrás no Hawai. Infelizmente, para ele, naquela época ainda faltavam cerca de 50 milhões de anos para o Hawai aparecer no meio do oceano.



A dianética é um exemplo clássico de pseudociência. E a cientologia um clássico exemplo de fraude construida sobre uma pseudociência e sustentada pelas desesperadas necessidades e esperanças de pessoas doentes, sós e/ou acriticas.



Hubbard diz-nos do que deve ser composta uma ciência da mente: "Uma fonte única de todas as insanidades, psicoses, neuroses, compulsões, repressões e desarranjos sociais....evidência cientifica da natureza básica e funções da mente humana....a causa e cura de todas as doenças psico-somaticas...." Tambem nota que é irrazoável esperar que uma ciência seja capaz de encontrar uma causa única de todas as insanidades, visto algumas serem causadas por "cérebros malformados ou patologicamente deformados ou sistemas nervosos" e algumas são causadas por médicos.



Sem preocupação por esta aparente contradicão, continua afirmando que esta ciência "deve igualar, em precisão experimental, a fisica e a quimica." Diz-nos então que a dianética é "...uma ciência organizada do pensamento baseada em axiomas definitivos: afirmações de leis naturais da mesma ordem das ciências fisicas....".



As ciências não se baseiam em axiomas e não podem afirmar conhecimentos a priori do número de mecanismos causais que devam existir para qualquer fenómeno. Uma ciência é construida sobre propostas para explicar observações. Conhecimento cientifico de causas, incluindo o número destas, é uma questão de descoberta e não de estipulação. Também, os cientistas respeitam a lógica e têm dificuldade em dizer sem se rirem que uma nova ciência tem de mostrar uma única causa para todas as insanidades excepto para as que são provocadas por outras causas.



Outra indicação de que a dianética não é uma ciência e de que o seu fundador não faz a mais pequena ideia de como a ciência funciona é dada em afirmações como: "Várias teorias podem ser postuladas sobre como a mente humana evoluiu, mas isso são teorias, e a dianética não se preocupa com estrutura."



Vanessa



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Domingo, 12 de Março de 2006

Dor

Encontrei esta frase no blog de uma amiga "Of Dream and Drama"... chamou-me a atenção... porque nada é mais verdadeiro...





"...E a dor, afinal, é o mais individual poema de amor."






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I'm so tired, of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a temptress too long

Just. .

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman





Vale a pena visitar o blog da Sukkub... Of Dream and Drama



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Sexta-feira, 10 de Março de 2006

Huanted!

Ora aí está algo que faltava no blog... uma história fantasmagórica. A experiencia é da Queen





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Estive a pensar se escreveria este texto ou não e se sim, como o fazer... e mesmo assim, corro o risco de ser considerada maluca. (Mais ainda!) :)
Vá, fora de brincadeiras... este é um assunto como muitos outros, sobre algo que é falado desde tempos remotos, com mais ou menos importância; isto, dependendo de quem leva a sério, ou não.
Então, cá vai...



No mês passado, uma grande amiga minha combinou comigo uma ida a Coimbra por 3 dias, não só com o intuíto de uma pequena mudança de ares, como fazendo também parte de um projecto para ganharmos um dinheirito extra. Consistia em irmos para uma casa antiga, desabitada há 9 anos, situada na zona histórica, para darmos uma limpeza, abrir janelas, dar um arzinho habitado.
A casa tem cinco pisos e estava, obviamente, coberta de pó e cheirava imenso a bafio. A dona da casa, uma pessoa já de idade avançada, tenciona pô-la à venda brevemente, daí querer que lhe déssemos uma “desempoeirada” geral. Até aqui tudo bem. A zona era gira, sossegada, com mais prédios antigos e recuperados à volta, um cafézinho simpático e uma vez descendo a rua e passando pelas arcadas, estavamos no meio de todo o tipo de comércio local e ruas simpáticas.



No 1º dia chegamos já ao anoitecer, estivemos a dar uma olhadela geral, não só para nos familiarizarmos com a casa e ver o que seria necessário em relação às limpezas, como para escolhermos um quarto onde “acampar”. Resolvemos ficar com o da dona da casa, por ser mais amplo e menos atravancado de móveis.
Já nessa altura, havia uma sensação de que talvez a casa não estivesse assim tão desabitada...



Começamos por limpar a casa de banho e a arrecadação ao lado e, a seguir, fomos dar uma voltinha e escolher um restaurante para jantar. A seguir, fomos para casa dormir, pois tínhamos muito que fazer no dia seguinte. A minha amiga adormeceu primeiro e eu mantive-me acordada bastante tempo, não só porque estranhava a cama, mas também tinha a sensação de que não estavamos sozinhas ali dentro. Acabei por conseguir adormecer, mas não foi propriamente um sono repousante.



No dia seguinte, pegamos na tralha e resolvemos começar pelo último andar, o sotão. Para a tarefa ser menos monótona, levei também o leitor de CD’s portátil, as colunas que havia comprado no fim-de-semana anterior e dois CD’s de Depeche Mode. Pousei aquilo em cima de um móvel, liguei e dei então início à limpeza. A primeira canção decorreu bem, mas a partir da segunda, aquilo começou a dar problemas, género encravar a meio, ou saltar faixas, até acabar por se silenciar. Fui ver o que se passava. O CD não estava riscado ou algo do género, as pilhas eram novas, o equipamento também e tinha funcionado tão bem durante a viagem, que não percebi o que se passava. Voltei a ligar aquilo e desta vez, desatou a dar problemas logo na primeira canção, outra vez a encravar, a dar sinais de ir avariar e acabou por se “calar” sozinho. Eu já resmungava, porque aparentemente, estava tudo bem e não entendia o que estava a acontecer. Acabei por desistir. Mais tarde, fiz a experiência de usar o leitor fora da casa e este funcionou bem... o que me fez pensar que a entidade não tinha os mesmos gostos musicais...!



Ao fim da tarde, entramos no quarto do 3º piso, acendemos a luz... e notamos variações de temperatura lá dentro, a luz a tremelicar e a faíscar de vez em quando e a nítida sensação de que não estavamos sós. Chegamos a considerar que era ali o foco principal. Era incómodo, ao ponto de começarmos a trocar impressões, coisa que havíamos evitado um pouco desde que tínhamos chegado à casa. A minha amiga, muito calma, disse: “Acho que este era o quarto dos sogros da dona da casa. Provavelmente, o que aqui anda deve ser a sogra dela, um tanto contrariada por estarmos a invadir o quarto. Coisa que acho natural, porque também eu me chatearia se visse pessoas no meu quarto a mexer nas minhas coisas...”



Ah, devo esclarecer que tanto a minha amiga e eu somos sensitivas, embora a percepção de cada uma seja diferente da outra.
A cena que mais me impressionou foi à noite, na altura em que estavamos a descansar no quarto por baixo desse. Estavamos a conversar e a aquecer os pés no aquecedor, quando de repente, ouvimos o som de passos no quarto de cima. Olhei para cima, num misto de espanto e impressão (senti os pêlos da nuca a arrepiar) e nisto, a minha amiga disse: “Ainda bem que estás aqui para comprovar isto. É que houve uma altura em que foste lá abaixo à cozinha e ouvi os passos lá em cima. Se não soubesse que estavas lá embaixo, pensaria que andarias por ali.”
Ao contrário do que se vê nos filmes, nenhuma mostrou interesse em ir lá acima ver o que se passava. Passou-me pela cabeça agarrar na máquina fotográfica e ir tentar a sorte, mas a coragem falhou-me. Ainda comentei: “Sabes, uma coisa é ver estas cenas nos filmes, outra, ao vivo... isto faz-me impressão. É a primeira vez que passo por uma destas...”



Nessa mesma noite, também me vi doida para adormecer, porque a sensação de uma presença a mais estava um pouco mais forte, embora, felizmente, não ficasse por muito tempo. No dia seguinte, ainda consegui dar um tom de brincadeira, ao dizer “Olha, tivemos uma visita aqui no quarto, já tu dormias...”
A resposta foi: “Pois, é natural que tenha vindo.”
Ao fim de um tempo, fui-me habituando àquilo, pois, das duas, uma: ou andaria impressionada os dias todos, ou passaria a encarar a sensação como se de algo normal se tratasse.



Como é meu costume fazer, por acaso.





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Queen_Akasha









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Quarta-feira, 8 de Março de 2006

Sofrimento ....dieta....

Ai o que eu me ri, ao ver este video ( já retirado ) e este texto da Majoca... Raios... ela tem um sentido de humor e boa disposição, inigualável!



Quem disse que as gorditas não são desejadas? ui ui... um texto apropriado para o Verão que se aproxima a passos largos! Divirtam-se, porque vale a pena!






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Muitos e muitas de certeza poderão perceber o suplício que é olhar para uma balança diariamente.



Claro que a balança só vai confirmar aquilo que meu espelho me oferece.



Guerra diária...gostar de mim tal qual sou. Mas a vaidade impera e teima em ver os montes e vales que observo em cada lado de meu corpo. Não vamos discutir que há alguns ( formas de relevo ) particularmente apetecíveis, mas essa certeza atenua-se quando eu olho os locais impróprios onde aparecem.



Não interessa aquilo que nos dizem quando o nosso diálogo se faz só com o amaldiçoado espelho. Podemos sorrir, podemos colorir, podemos mostrar o brilho que vem de dentro, mas ele só nos transmite a grande realidade....peso a mais.



Milhentas ideias vão aparecer para alterar a situação. Desde o querido e bendito ginásio ( que todos sabem que amo) até ao simplesmente passar fome.



Digamos que depois de um dia santo de trabalho apetece chegar a casa e mimar nossa boca ( estou a falar de comida) nossas glândulas gustativas, com alguma iguaria assaz eficaz.



Aí não há vontade que resista. Decididamente, na falta de algo melhor vai ser a comida a razão do meu bem estar moral e físico.



Com isto estou lixada (desculpem a expressão).



O tal senhor ....o espelho ... vai contribuir para eu me sentir frustrada ( até parece um estudo de...não liguem), mas o certo é que começa o suspirar contínuo pela praia, sol , mar!!! Aí, nossa vaidade está no auge...remédio santo para falta de apetite e mais se juntar aquela sensação boa de que algo pode acontecer com o calor do sol.



Perdi-me nesta divagação ...neste tormento!



Mas de certeza que estou em guerra hoje!!

Saboreiem o vídeo que acompanha meu desabafo :P

Bejocas doces …mas por pouco tempo que vou cortar neles…os doces:P



Majoca






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Terça-feira, 7 de Março de 2006

Um lapso de tempo

Ai como o amor é lindo!!! ops... Tex eu sei que é apenas um conto! muahhhh





ysl-01-08 copy.jpg


"You said when you were with me that nothing made you high.
We drank all night together and you began to cry so recklessly.
Baby, please, don't take my hope away from me.
...
Every night on sep'rate stars, before we go to sleep, we pray so breathlessly.
Baby, please, don't take my hope away from me."





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A tarde estava morna e silenciosa.
Parei por um momento e enquanto olhava em redor vi-o. Estava muito perto de mim.
Com imensa tranquilidade, fitou-me. Os olhos dele tinham um brilho que eu nunca
tinha visto.
Quis aconchegar-me naquele olhar que me incendiava. Ele percebeu e sorriu.
Aproximou-se. Sacou de um cigarro e pediu-me lume. Quase soltei uma gargalhada.
Eu, só tinha uma pequena caixa de fósforos. Estendi-lha. Ele aceitou.
Tirou um fósforo com vagar, transformando o gesto numa espécie de ritual.
Quando o fósforo se incendiou, aproximou-o do cigarro e ficou ali, quieto, a
olhar para a chama.
Olhei-o, deslumbrada. E em momento nenhum esquecerei aquele olhar. Profundo, que
permanecia…
Após alguns segundos, acendeu finalmente o cigarro.
Eu, apenas desejei dissecar a sua existência.
Bastava uma palavra. Um gesto. Um lapso de tempo.



Tex 10.02.06



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Domingo, 5 de Março de 2006

Paixão é assim...

...que dor é essa maldita paixão?
até ontem fostes doce emoção,
por que agora...triste desilusão?





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Silvia Rôse


Impressão Digital Cereza às 22:56
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