Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Ciúmes...

"...I was feeling insecure
You might not love me anymore
I was shivering inside
I was shivering inside

I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
Oh no, I didn't want to hurt you
I'm just a jealous guy ..."

Ciúmes.. ai os ciúmes! Quem diz não ter ciúmes mente, esconde sentimentos, porque ter ciúmes, é algo natural quando se gosta de outra pessoa.

 

Fiquem com o ponto de vista de Tex, sobre este tema, acompanhado pelo Jealous Guy interpretado pelo "maravilhoso" Bryan Ferry (ai, dele morria de ciúmes lol )

 


  
O sentimento de posse, insegurança, ou somente a noção da realidade? Insuficiência afectiva ou amor levado ao extremo? Ou apenas uma emoção complexa e universal, que visa garantir a necessidade de estabelecer relações seguras e de exclusividade?
A origem etimológica da palavra ciúme, vem do latim “zelumen” e do grego “zelos” , e esta espécie de temor, que se relaciona com o desejo de conservarmos a posse de algum bem, muitas das vezes não provém tanto das razões que levam a julgar que podemos perdê-lo, mas de ser zeloso do que é seu.
 
 
Ora como devemos empenhar-nos mais em conservar os bens que são grandes do que os que são menores, em algumas ocasiões este sentimento pode ser justo e honesto.
 
 
As relações afectivas que desenvolvemos pela vida fora são frequentemente, minadas por sentimentos de insegurança, ameaça de perda ou substituição. Quando há um investimento afectivo e emocional na relação, uma entrega, é natural que a ameaça de perda do outro dê origem a esta emoção - ciúme. No entanto é importante que a satisfação das nossas necessidades e aspirações não se encontre dependente da relação exclusiva com o objecto da nossa afeição.
Penso que só podemos estabelecer relações saudáveis quando conseguimos garantir o nosso próprio sustento emocional.
E não ter ciúmes? Nunca duvidar, nunca pôr a hipótese de abandono ou substituição? Acreditar na incondicionalidade, na devoção, encontrar sempre a razão que tudo justifica?
 
 
Não ter o mais leve sinal de insegurança perante o objecto amado poderá significar que não só não se ama como se está nas tintas, ou que se é tão narcisista que não se consegue imaginar o outro sem nós.
Para Freud, a ausência de ciúme corresponde a um recalcamento. Isto porque a ausência de uma resposta emocional, face à ameaça da perda do parceiro, é um sinal mais patológico do que o próprio ciúme, visto ser menos ajustado à realidade.
O ciúme, pode funcionar como uma espécie de chamada de atenção sobre o interesse na manutenção da relação. Pode até ser um tempero para essa mesma relação. Mas também pode miná-la, quando levado ao extremo.
 
 
O ciúme exacerbado, acontece quando o indivíduo sente uma necessidade doentia de assegurar o amor do outro, estruturando a sua vida em função de suspeitas infundadas e deixando assim de ter um compromisso com a realidade. Por não conseguir controlar o outro, procede de um modo hostil, recorrendo à perseguição implacável e muitas vezes à agressão.
A baixa auto-estima, favorece este tipo de ciúme violento. É sempre mais fácil achar que são os outros que não gostam de nós do que admitir que somos nós que não gostamos de nós próprios.
 
 
E será que o que provoca ciúme num homem é diferente do que provoca esta emoção numa mulher?
O homem, será porventura mais sensível no que diz respeito à posse física do corpo da sua parceira. Um homem dificilmente perdoa a uma mulher a consumação da sua infidelidade.
Quanto às mulheres, são talvez mais sensíveis à intimidade psicológica do envolvimento emocional. Basta que o seu parceiro se envolva afectivamente com outra mulher, dedicando-lhe atenção, para que daí sobrevenha sofrimento.
TEX
 

Comentário em Destaque

De veinha a 1 de Junho de 2006 às 09:20

as atitudes que o sentimento ciume provoca nas pessoas tambem diferem dependendo do que se quer da relaçao e das vivencias que cada um teve.. acho que é importante que ja se tenha falado sobre isso antes de se assumir compromissos, antes que surja o ciume. a cultura em que se viveu tambem influencia, o grupo de amigos, a familia... concordo que a mulher seja mais sensivel ao contacto emocional do parceiro com outra mulher e o homem seja mais sensivel ao contacto fisico da companheira com outro homem. e às vezes, não se apercebem das insinuações entrelinhas que algumas mulheres lhes fazem à nossa frente, o que nos rovoca ciumes mas não nos permite justificar os nossos ciumes. mas também há homens extremamente sensiveis às amizades das companheiras e às intimidades delas com outros homens... isso depende das pessoas e da essência das pessoas. há pessoas com uma "essência" mais sensual e outras pessoas com uma "essência" mais emocional outra coisa é o pseudo ciume: o ciume que nao existe: quando nao há motivo nenhum para haver ciume mas na cabeça do agressor desenvolvem-se ali esquemas com tudo e mais alguma coisa explicado com todas as letras como a mulher o trai e ele acredita naquio piamente... é uma vergonha... mas o que é facto é que o ciume pode levar à violência doméstica e estamos a falar de 50% das mulheres portuguesas e isto é uma vergonha. claro que nao é so o ciume a sua causa, mas é uma delas.

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Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Esta praia é minha!

 

O calor aperta, e já só sonhamos com a praia, com a piscina, o bronzeado, noites quentes... ai ai.. enfim... o Verão! Venha ele!

É ali, em quilómetros envolventes, onde o horizonte se alarga,
em longas caminhadas de boas-vindas ao Sol,
nas areias pálidas,
em mergulhos nas tépidas e cristalinas águas azuis,
ou simplesmente esticar-me ao sol,
que me delicio num êxtase infindável.
 
 
O céu é azul,
o sol brilha e ouve-se o discreto eco das ondas.


Ali fica o mar, transparente, uma mistura de pinceladas virtuosas, onde apetece entrar,
O íntimo desejo de sentar na beira da praia e, deixar a onda leve bater, porque ela volta ao mar...
Vislumbro num baloiçar ritmado, as finas conchas que chegam à praia,
Numa viagem de embalo infinito, e melodias harmoniosas, deixo escapar entre os dedos as finas areias brancas. Serão infinitos os grãos de areia?


Sentir a leve brisa, num sussurro de quase repouso,
E num enlevo sonhador deixo-me ficar,
Até esse momento mágico, lento, de puro fascínio,
o instante de ver o brilho da primeira estrela que nasce,
e, no silêncio do crepúsculo, com um sorriso interior,
gritar baixinho

... Esta praia é minha!

xinxa

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De Marco Neves a 31 de Maio de 2006 às 15:28

A viagem que começava bem cedo... As curvas pela estrada que serpenteava as serras... O cheiro... Os pães de leite... A espectativa por ver o mar... Carros... Mais movimento... Bolas! E o mar? Impaciente, de olhos atentos... A excitação por ver aquele majestoso azul... A felicidade de chegar e... Rebolar... A boca amarga da àgua salgada... Mergulhar... Até ficar roxo... Respirar... Aquele doce cheiro da praia... O aroma... E os meus olhos brilhavam quando via que o azul do céu de todo o ano era o mesmo do mar...


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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Ás vezes...

   

Ás vezes há quem tome a vida como uma comédia outras nem por isso e por ignorância queixam-se. Os entendidos dizem que são almas insatisfeitas , outros que é não é defeito mas sim feitio e há quem ainda afirme que está na moda. Quando temos a capacidade de olhar à nossa volta sem nos limitarmos, nem nos apercebemos do bem que possuímos e até somos capazes de ficar felizes pelos outros, mesmo quando não podemos usufruir de algumas coisas que possuem.

Ás vezes nem a grande dose de humor e alegria que possuímos faz com que se sejamos capazes de ultrapassar a dúvida que nos coloca nas interrogações dos porquês e damos connosco a sentir uma ténue insatisfação por não termos pronta a entrar em acção a aceitação e a devida compreensão que seria de empregar nessas alturas .

Ás vezes olhamos para o espelho e dizemos :
- Que faço aqui? Falta-me qualquer coisa ! Estou cansada ! E, decidimos que o melhor é empaturrarmo-nos de merdas que nos fazem mal que aliviam a alma e nos dá força para continuar presentes na comédia da vida ou simplesmente, quem pode, resolvemos enfiarmo-nos num centro comercial qualquer e gastar por gastar, como se fosse a compensação pelo mal estar que se sente.

Ás vezes, olhamos para trás e temos a consciência que fomos felizes com tudo e com nada.

Ás vezes olhamos para o espelho e dizemos :
- Gosto de mim com o que sou capaz de ainda dar e com tudo que me foi dado e tirado.

Ás vezes até somos suficientemente corajosos para dizer a quem gosta de nós que somos uns tremendos egoístas e não acreditamos no amor incondicional.

Ás vezes também somos verdadeiramente valentes para continuarmos a viver a nossa vida percorrendo os caminhos, uns perfeitos outros nem tanto, em harmonia e num sonho fantástico que é estar-se vivo.

Ás vezes, somos capazes de ser humildes e agradecer por termos acordado mais um dia.

Ás vezes, mesmo que a atitude dos outros nos tente a criticar , “engolir sapos “ e deixar acumular a tristeza devemos esforçar-nos e à semelhança de tantas outras vezes, rever a nossa atitude porque,

Ás vezes somos mais ricos com o pouco que temos do que com o muito que o outro pensa ter.

Ás vezes, eu gostava de não ser tão chata mas hoje, acordei, fiquei feliz por ter acontecido, olhei no espelho e disse:

- Olá , bom-dia ! Sabes, tu aí, gosto de ti! Vamos lá a mexer essas pernas que ganhaste mais um dia.

Ás vezes todas as teorias que existem não têm qualquer valor ou sentido a não ser que sejamos capazes de as colocar na prática e que quem nos rodeia medite um pouco em tudo que tem de graça.
maria
PS. Não sei se repararam mas ultrapassamos os 90 mil visitantes!

 

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De DevilGirl a 30 de Maio de 2006 às 00:19

Às vezes: Acordo, e nem sequer tenho coragem de me olhar ao espelho, passo o dia a reflectir sobre o que devia ou não ter feito. Às vezes: sinto que o pouco que tenho me chega, sou (in)feliz a minha maneira, sei que aquilo que tenho foi uma luta constante fico feliz por ter conseguido. às vezes, sinto-me triste, revoltada, irritada com tudo, uma autêntica parva, que não dá valor ao que tem. Vivo numa constante luta comigo mesma. Mas sou praticamente feliz!!! Belo texto Maria


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Domingo, 28 de Maio de 2006

Roupa Fetiche

    
"You walked into the party
Like you were walking onto a yacht
Your hat strategically dipped below one eye
Your scarf it was apricot
You had one eye in the mirror
As you watched yourself gavotte
And all the girls dreamed that they'd be your partner
They'd be your partner, and

You're so vain
You probably think this song is about you
You're so vain
I'll bet you think this song is about you
Don't you? Don't you?.."
       
O fetichismo da roupa tem muito que se lhe diga. Geralmente quando se fala desse tipo de vestuário, pensa-se de imendiato, em lycras, meias de rede, sapato tipo agulha, ou botas acima do joelho. Mas, na minha opinião isso é muito subjetivo. O que é considerado fetiche para uns, não é para outros. Senão vejamos.

Há homens que simplesmente deliram com uma mulher vestida de calça justa de cintura baixa, de preferencia de marca. Alguns até gostam de ver a marca do bikini ao lado, sandálias de salto de madeira. Mini top mostrando a barriga e insinuando os seios pequenos. Cabelos jogados de um lado para outro, com madeixas mais claras, argolas prateadas nas orelhas, a perfeita betinha.
Depois há aqueles que adoram uma mulher com estilo executiva. Fato saia e casaco, sapato alto, duas perolas nas orelhas... e claro, tudo de marca.
 
O fetiche depende do gosto de cada um! Vamos então conhecer a Teoria da relatividade do fetiche:
 
A palavra fetiche é portuguesa, e vem de de "feitiço", encantamento. Fetiche é de facto o que nos atrai, ou seja exerce uma especie um poder mágico sobre as pessoas. Só que como já disse tudo isto é muito relativo.

Os homens que se interessam mais pelo estilo "bizarro" de apresentação pessoal são os que têm tempo e meios de pesquisar e encontrar alguma excitação em materiais sintéticos e referências de bondage – muito provavelmente porque não se excitam com qualquer coisa, ou apenas com um corpinho bonito.

A roupa de cabedal passa uma mensagem – ainda que falsa – de apreciação do sadomasoquismo. No entanto, uma rapariga toda de vinil assusta concerteza um sujeito "normal", desses que preferem um bom par de peitos a uma boa conversa – o ideal é quando o corpão e a conversa vem no mesmo pacote.

Em relação ao que se convencionou chamar de fetiche, é que seus adeptos  se preocupam em tornarem-se "únicos" – e daí as roupas mais ousadas, os piercings e tatuagens. Mas, por depender de roupas feitas de materiais e tecidos diferenciados, a "moda" fetiche implica em outras idéias: a de estilo e de poder aquisitivo.

E o que têm as "betinhas ou as executivas" a ver com isto? Fácil, se levarem em conta as miudas chamadas seguem um certo padrão de vestimenta, e se levarmos também em conta que basta olhar para elas para se sentirem atraidos... chamam a isto o quê?

Para vocês homens uma questão, qual o estilo de vestuario feminino que vos atrai mais?
Para as meninas, qual é o vosso estilo?
E no homens, qual é o vosso fetiche? Lol

 

          

 

Já agora aproveito para dizer, que já destaquei alguns comentários nos posts anteriores.
Preciso de textos vossos, para conseguirmos manter este blog diário.
Peço á menina Saloia Loira, para falar com a "mana" por causa do telefone do restaurante onde pretendemos fazer o almoço. A data marcada é para já no dia 1 de Julho, em Sintra.
Por fim, vamos tentar pôr o conto do UJ, a andar... Espero pelos vossos capitulos.

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De Paris a 29 de Maio de 2006 às 23:11

Futilidade,nada!!Eu chamo-lhe refinamento.lol Sempre ouvi dizer,cá em casa"para que quero eu 4 peças da Zara,quando posso ter uma comprada na Stivali" Mas atenção!!Também gosto da roupa dos Lelos, sei lá...gosto!!O charme é que vale,aquele não sei quê,que vem não sei de onde UI!!


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Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Explicação ciêntifica

No outro dia li um pequeno artigo na revista "Prevenir" que achei imensa piada! Uma explicação cientifica para a "insensibilidade" dos homens. Será? Vou então passa-lo para lerem e darem a vossa opinião.

 

"Os homens são insensiveis?

Por vezes temos essa sensação devido á forma como demonstram as suas emoções.Mas há uma explicação cientifica: o tempo que o cerebro demora a processar a informação que chega através dos sentidos é maior nos homens do que nas mulheres. Isso permite-lhes controlar mais as suas reacções, mas induz, por vezes ao refreio sa espontaniedade."

Pois, cerebros lentos... isso já eu sabia. loll

 

 

"...As he came into the window
Was a sound of a crescendo
He came into her apartment
He left the bloodstains on the carpet
She was sitting at the table
He could see she was unable
So she ran into the bedroom
She was struck down
It was her doom
...

Annie, are you OK
You OK
Are you OK, Annie
You’ve been hit by
You’ve been struck by
A smooth criminal..."

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De WG a 27 de Maio de 2006 às 22:23
Acho que isso é tudo inveja porque nós conseguimos ser mais felizes assim! :)PP

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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

O filho pródigo

A pedido de várias familia... não, estou a mentir... vou recomeçar.

        

A pedido da xinxa aqui estou eu a escrever sobre a paixão da vida dela: o Rui Costa! Alias até deixo o mail que ela mandou (Xinxa, não leces a mal, mas achei tanta piada, que me sinto na obrigação de o publicar – não leves a mal pff)

“Viva Cereza

Sem querer (por acaso apetecia-me...mas contenho-me) exigir nada, eu imploro que seja colocado 1 post sobre o RUI COSTA.
É uma história antiga.
Sou do FCP por herança do pai, e por herança dele esta paixão pelo Rui Costa.
Desde cedo me habituei a ouvir falar sobre a inteligência do seu jogo, os olhos no alvo e a precisão dos seus passes. O seu movimento de gazela, o seu porte de senhor, a sua postura humilde, mas sempre nobre!
Grande Rui Costa (de quem tenho o único autógrafo da minha vida, que 1 meu amigo me ofereceu) parabéns por dares cor ao campo de relva... Parabéns!
Ai de mim, que me vejo este ano com o coração dividido, entre 2 clubes rivais...tudo isto por ele?
Endoudeci? Porque não Cereza?
please...please...pleaaaaaaaaaaaaaseeeeeeeeeeeeeee!

Nota: Não me esqueço do conto uj...

xinxa”

 

Depois deste pedido, posso lá recusar? Lol

Deixem-me ver o que posso contar dele... falar sobre o homem fora do relvado.
Conheço o Rui há muitos anos... alias estive em Itália com ele. Morava num pequeno palacete num numa especie de monte mesmo á saida de Florença. Uma casa magnifica. A decoração não fazia muito o meu genero, mas gostos definitivamente não se discutem.
O rui, é uma pessoa extremamente simpática e inteligente. Não é de todo um bronco. Fala sobre tudo, é culto, e não se interessa apenas por futebol.

Quando estive na casa dele, descobri que tem um hobby engraçado. Perde horas a construir puzzles. Coisas gigantescas. Em cima da mesa da casa de jantar, tinha milhares de pecinhas, que pacientemente ía juntando. A mulher, Rute ganhou também o vicio, e pelos vistos passavam assim grande parte dos serões.


Sempre os achei muito cumplices e muito apaixonados, apesar de estarem casados há já alguns anos. O filho dele é uma curtição. É tão giro ve-lo falar italiano com o pai! Alias falam fluentemente. (verdade seja dita, o Rui já jogou mais anos futebol em Italia que em Portugal ).

Nesse dia fomos almoçar a um restaurante, que ele costumava frequentar. Sinceramente já não me lembro do nome. Comia-se a tipica pasta e pizza. (Ah, ficam a saber caso o queiram convidar para jantar, o Rui só gosta da pasta com molho “pomodoro” - ou seja só de tomate).
Continuando... Como ele ía frequentemente lá almoçar, o dono baptizou uma pizza com o nome dele, que se podia ver na ementa. Pizza a la Rui Costa.


Comecei a brincar com ele por causa disso, e não vai de modos.. foi ele para a cozinha fazer a Pizza. E não é que tem jeito? Moldou a massa, mandava-a ao ar, depois meteu os ingredientes, e de seguida com grande mestria, meteu-a no forno a lenha! Digo-vos estava uma delicia.

Os fiorentinos A-D-O-R-A-V-A-M----NO! De resto não podia sequer andar na rua, que apareciam logo “centenas” de pessoas a pedir-lhe autografos. É de facto um cavalheiro. Sempre sorridente, ajudava sempre os jornalistas portugueses que se deslocavam a Italia. É que não sei se sabem, os jogadores do calcio... estão-se bem a borrifar para o jornalista tuga! Com a ajuda dele acabei por entrevistar o Batistuta, que apesar de simpatico, não é muito de dar entrevistas.

Sejamos ou não do Benfica, temos de admitir que o Rui é dos jogadores mais carismáticos do nosso país! (Eu prefiro o Figo, mas isso é outra conversa loll)

Penso que o já ex jogador do Milan, só errou numa coisa... ou seja saiu-lhe o tiro pela colatra. Despedir-se da selecção, e sobretudo em vesperas da final do Euro 2006. Parece-me que o Rui achou que iamos ganhar o jogo, e consequentemente o Europeu! Seria uma saída em grande estilo... mas infelizmente perdemos. Tenho a certeza que a esta altura o rui também está arrependido da decisão que tomou. É evidente que temos o Deco, que neste momento é superior ao Rui... mas... um jogador com a experiência e a inteligência dele, fazem sempre falta a uma equipa, mais que não seja para manter a harmonia e liderança no balneário.

 

       

Não sei se sabem, mas o Rui jogou mais anos na Fiorentina, que jogou no Benfica. Hoje por acaso li um artigo sobre ele, e achei esse pormenor engraçado... É que apesar de só ter calçado as botas durante 3 anos no clube da Luz, mantém aquela paixão, tão propria dele.

Deixo aqui um artigo do Mais Futebol, que fala da carreira dele:

“Rui Costa fez manchetes de jornais durante Verões a fio. E com mais frequência a partir do momento em que se percebeu que as hipóteses de regresso tinham aumentado. Nem que fosse apenas um pouco. O namoro era correspondido. "Il Fantasista" queria o Benfica e o Benfica escancarava as portas ao filho pródigo. Doze anos depois da assinatura de contrato com a Fiorentina, e de jogar com o 10 de um dos clubes preferidos em Itália, o Milan, Rui Costa selou finalmente o regresso. Aos 34 anos.


Em Portugal, duas equipas. Chegou à Luz aos nove anos, saiu na primeira época de sénior para o Fafe. Mas começava o Campeonato do Mundo que daria o bicampeonato a Portugal e o então número 5 da equipa de Carlos Queirós brilhou intensamente. O golo brilhante que marcou à Austrália, na meia-final, valeu a presença da Selecção no jogo mais aguardado. Uma Luz a abarrotar, com bem mais do que os 120 mil de espectadores permitidos, teve de esperar até aos penalties, até ao seu penalty, para poder libertar a ansiedade. O guarda-redes Roger estava por terra, e com ele uma equipa onde figuravam nomes como Roberto Carlos, Paulo Nunes e Élber.


Sven-Goran Eriksson estava convencido. O miúdo tinha de ficar no plantel. E para jogar. Na primeira época, esteve em 32 encontros (21 no campeonato, com quatro golos marcados, três na Taça, um na Supertaça e sete na Europa). Na segunda fez mais quatro jogos entre as duas competições nacionais, mas menos três na Europa, com os mesmos quatro tentos apontados por cá. Na última temporada explodiu: 34 partidas e cinco golos para empurrar os encarnados para o título; e quatro tentos em oito jogos até às madrastas meias-finais da Taça das Taças frente ao Parma. Apenas duas equipas lhe estragaram a despedida, o Belenenses nos «oitavos» da Taça e o F.C. Porto na Supertaça.


Mais do que os números era o talento que impressionava: a facilidade com que antecipava as diagonais dos companheiros e lhes colocava a bola à frente sem obstáculos nem ressaltos; o remate forte e sempre intencional; a leveza com que segurava a bola e partia em túneis a adversários ou em tabelas até à grande área contrária. Até àquele passe. O decisivo. Os avançados agradeciam a «papinha feita» e brilhavam também. Com golos. Por isso, para Rui Costa, uma assistência sempre contou como se fosse um golo.

 
O Barcelona tinha estado muito perto de ficar com Rui Costa, mas foi a Fiorentina que o levou. Aprendeu a amar Florença e o clube, e pouco tempo depois já lhe chamavam «Príncipe». Só a crise o fez sair ao fim de sete épocas.

              
 

Comentário em Destaque:

De xinxa a 26 de Maio de 2006 às 00:16:
Estou sem palavras! Mil vezes obrigada Cereza! Estou emocionada... deveras! E sem mais... Viva o Rui.

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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Diário de uma dieta

Estamos naquela altura do ano, que tudo vale para perder peso! São aquelas dietas milagrosas, comprimidos... horas de ginásio, enfim... Sofrer, para bonita ser! Recebi  vários emails com este texto, que achei simplesmente uma delicia!

Já agora, alguém sabe de uma dieta rápida? Ou alguns truques, ou dicas? LOL

 

 

Querido Diário:


Vou começar a fazer dieta hoje. Preciso de perder oito quilos. O médico aconselhou-me a escrever um diário, onde devo apontar tudo aquilo que como e falar sobre o meu estado de espírito. Estou entusiasmada e sinto-me de volta à minha adolescência. Por mais sofrimentos que a dieta implique, vou-me sentir compensada quando conseguir caber naquele vestidinho preto maravilhoso. Vai ser óptimo!

 

Primeiro dia de dieta
Um triângulo de queijo magro. Um copo de diet shake. O meu humor está óptimo. Sinto-me mais leve. Uma leve dor de cabeça, talvez.

 

Segundo dia de dieta
Uma salada de alface. Uma torrada de pão integral. Um iogurte. Ainda me sinto muito bem. A cabeça dói-me um pouco mais, mas não é nada que uma aspirina não resolva.

 

Terceiro dia de dieta
Acordei a meio da madrugada com um barulho esquisito. No princípio, ainda pensei que fosse algum ladrão, mas depois percebi que era o meu próprio estômago a roncar tão alto, que até metia medo. Bebi um litro de chá e passei o resto da noite a levantar-me para ir à casa de banho.
Nota: Nunca mais tomo chá de camomila!

 

Quarto dia de dieta
Estou a começar a odiar as saladas. Sinto-me como se fosse uma vaca a mastigar ervas. Ando meio irritada. O tempo também não ajuda. A minha cabeça parece um tambor. A M. comeu uma pizza hoje ao almoço. Mas eu resisti.
Nota: Odeio a M.

 

Quinta dia de dieta
Juro por Deus que, se vir mais algum triângulo de queijo magro à minha frente, vomito! Ao almoço, senti como se a salada se estivesse a rir de mim.
Gritei com o J. e com a M. hoje! Preciso de me acalmar e de me voltar a concentrar. Comprei uma revista com a Sofia Aparício na capa. Não posso perder de vista o meu objectivo.

 

Sexto dia de dieta
Estou um caco. Não dormi nada esta noite. E o pouco que dormi, sonhei com pudim de ovos. Estou capaz der matar por causa de um pastel de nata, hoje...

 

Sétimo dia de dieta
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas. Cabrão! Andei a semana toda a comer ervas, só me falta mugir e ele ainda me diz que perdi 250 gramas! Ele explicou-me que isto é normal: as mulheres demoram mais a emagrecer e ainda mais na minha idade. O filho da puta chamou-me gorda e velha!
Nota: Procurar outro médico.

 

Oitavo dia de dieta
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava à beira da minha cama, a dançar o can-can.
Nota: O pessoal lá do escritório hoje olhou para mim com um ar esquisito.

 

Nono dia de dieta
Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a acordar-me, desta vez a dançar a dança do ventre. Passei o dia no sofá a ver TV. Acho que estou a ser vítima de uma conspiração. Todos os canais passavam receitas culinárias.
Ensinaram a fazer tarte de maçãs, salame de chocolate e sanduíches variadas e criativas, para fugir à rotina.
Nota: Comprar outro controle remoto: num acesso de fúria, mandei o meu pela janela fora.

 

Décimo dia de dieta
Meu Deus, como eu odeio a Sofia Aparício!!!

 

Décimo primeiro dia de dieta
Dei um pontapé no cão da vizinha. Gritei com a mulher da limpeza. O J. não entra na minha sala. As Secretárias encostam-se à parede quando eu passo.

 

Décimo segundo dia de dieta
Sopa
Nota: Nunca mais jogo póquer com o frango assado. Ele faz bluff.

 

Décimo terceiro dia de dieta
A balança não se mexeu. Ela não se mexeu! Não perdi nem um mísero grama!
Desatei a rir à gargalhada. Assustado, o médico sugeriu um psicólogo.
Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será por eu o ter ameaçado com um bisturí?
Nota: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.

 

Décimo quarto dia de dieta
O frango apresentou-me uns amigos dele. A picanha é óptima e a torta, embora meio enfezada, é um doce.

 

Décimo quinto dia de dieta
Matei a Sofia Aparício! Cortei-a em pedacinhos, a ela e a todas as fotos de modelos escanzeladas que tinha em casa.
Nota: O frango e os seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele ameaçou-me com um pedaço de salame.

 

Décimo sexto dia
Terminei a dieta. Chateei-me com o frango e comi-o, acompanhado com o pão.
Terminei com a tarte, Ela realmente era um doce.

 

          

"Could U be the most beautiful girl in the world?
It's plain 2 see U're the reason that God made a girl
When the day turns into the last day of all time
I can say I hope U are in these arms of mine
And when the night falls before that day I will cry
I will cry tears of joy cuz after U all one can do is die, oh

Could U be the most beautiful girl in the world?
Could U be?
It's plain 2 see U're the reason that God made a girl
Oh, yes U are..."

Comentário em Destaque:


De PatanisKa a 25 de Maio de 2006 às 00:21:
Dieta rápida......ou como perder quilos em 10 items.

1º Fechar a boca a tudo o q se sabe q engorda. (aquilo tudo q nós gostamos bué)
2ºBeber água
3ºBeber mais água ainda
4º Ver o 1º e não desistir
5ªRemete ao 2º
6ºRemete ao 3º
7ºBeijar..beijar muito
8ºfazer sexo arduamente 7 vez por semana
9ºSó para as mais exigentes....fazer sexo 2 vezes ao dia....
10ºolhar para o espelho antes de deitar e dizer 10 vezes "tás gorda q mem uma cadela!!"
Experiemntem e depois digam....queria perder 2
kilos...... eheheheheheheheh

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Terça-feira, 23 de Maio de 2006

Os beijos da minha vida…..

...ou a arte de beijar em vários módulos.
    
Dei por mim, depois de uma conversas no canal…a pensar, a reflectir nos beijos que já passaram por esta minha boca linda….Poderia até escrever uma tese, mas apenas vou descrever os primórdios da minha aventura na arte do beijo.
Realmente, cada vez mais me convenço que beijar é uma arte. Deveria até ser considerada património mundial…alguns beijos claro, que outros nem vale a pena lembrar…até “se me apetece” dizer que: Dos beijos fracos não reza a história!!!

O meu 1º beijo….foi no Alentejo, nem me lembro a idade que tinha, foi com um miúdo do meu tamanho, encostada a um moinho de vento, o moinho era lindo, o miúdo também não…..e do beijo….enfim, ficou uma recordação daquelas, que passados anos, só nos fazem é rir. Ainda por cima o miúdo em questão, cresceu e tornou-se num labrego feio e gordo.

Poderia ter ficado traumatizada, mas não….sempre me imaginei qual Scarlett O’Hara a beijar Rhett Butler, e a cena do beijo no filme Casablanca ainda hoje me arrepia a alma.
Por isso parti para a descoberta do “beijo”. No ciclo, no 1º ano era tão insignificante e pequenina, que até parecia transparente, ninguém reparava em mim….Também…entrava muda e saia calada…quem é que ia reparar na miúda mais pequena da turma e ainda por cima bué de antipática!!??
Qual não foi o meu espanto quando no 2º ano do Ciclo, ao entrar na sala de aula, reparei que várias cabeças se voltaram para mim, “ó diabo!!”, pensei eu, afinal a minha mãe tinha razão eu tinha crescido muito!!! E eu que nem tinha dado por isso!!!

Comecei logo a ter bilhetinhos dos miúdos, e até poemas me fizeram…passei o 1º período, numa de deslumbramento. Mas nenhum me agradava, os meus colegas eram todos mais baixos que eu!!!! Mas….reparei numa boca linda que andava por lá na minha escola, mas não era da minha turma. O rapazito não era muito grande….mas também há vezes eles são grandes e não são lá grande coisa!! Mas realmente a boca dele era linda mesmo, daquelas que parecem esculpidas….só me faz lembrar agora a estatua de Rodin, o Beijo!!
Era aquela boca que iria ser a minha cobaia, estava decidido!!! E sem dúvida que aquela boca beijava mesmo bem, com ele descobri o prazer de beijar (o nome não me lembro….mas da boca dele não me esqueci). Aliás, acho que descobrimos os dois na mesma altura e até aperfeiçoámos a técnica. Mas não imaginem coisas badalhocas!! Era mesmo só beijos!! Ficávamos os intervalos ali, a beijar, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Foi bonito!!

O pior é que fomos apanhados por uma empregada, numa das nossa aulas práticas, de como beijar bem em vários intervalos….eram por módulos as nossa aulas. Tínhamos módulos de 10 minutos e um módulo de 20 minutos. Era um bocado cansativo, mas realmente os objectivos foram cumpridos. Claro está que passei com distinção…

    
Pataniska 
Comentário em Destaque:
De Tex a 24 de Maio de 2006 às 14:09:

Oh o meu 1º beijo!
Eu tinha paí 16 anos, e ela era linda!Das mulheres mais lindas que eu já vi até hoje!
Foi bom e inesperado.
Anos mais tarde, tive o meu 1º namorado e nc chegou haver um beijo daqueles, aliás nem beijo nenhum...mas isso é outra história.
Mas em compensação o meu ultimo beijo, aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Impressão Digital Cereza às 22:50
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

Das faces da Lua...

 Antes de mais quero avisar que há um novo capitulo no Conto do Urban Jungle:   http://contouj.blogspot.com/  
Aproveito para fazer um desafio á nossa nova paineleira: Xinxa que tal escrever o proximo capitulo do Conto? lolll
    
O texto que se segue é dela... Um lindissimo texto sobre a mulher!
           
 
Tu.
És já meia-lua de uma órbita diferente...
Novos aromas, novos percalços,
Sussurros de dia a dia,
Como qualquer outra gente,
Sem história,
Agrupando memórias,
Entretidas como e com
A vida...
 
Mulher de extremos,
Mulher polar,
Revigoras o teu cendrário diurno,
Que exalas aos incautos,
Com os querubins celestes,
Do teu sorriso adormecido,
Tardiamente...
 
E tornas ao combate.
Horas depois, sempre poucas,
Com a mesma Teimosia
Com que rasgas, obsessivamente,
Com os imperceptíveis autocolantes
Dos meus bolígrafos baratos...
Com a igual teimosia que te elegeu
Rainha das artes de lidar a rotina caseira...
És tu. Inigualável no Teu Todo.
E grato fico, se depois de todo o escarcéu
Ainda te sobeja tempo...

... para me amares.

Xinxa


Impressão Digital Cereza às 22:08
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Domingo, 21 de Maio de 2006

A Festa das Fitas

A azáfama académica, norteada para a “Festa da Queima das Fitas”, leva os estudantes a atrair condiscípulos, amigos, professores e familiares em busca de pequenas lembranças pelo momento marcante nas suas vidas.
Tem sido para mim reconfortante colaborar nesses pedidos simpáticos, empenhando-me sempre com algo mais, para além de uma simples assinatura (que enriquece a recordação a perpetuar).
Desta vez lembrei-me de apresentar ao blog um desses meus manifestos, cujo enriquecimento é feito da seguinte maneira: Na fita, escrevo normalmente uma máxima ou um poema com uma ou duas quadras. Numa folha de papel (A4) escrevo esse poema separando-o de um breve comentário explicativo de alguma ideia ou palavra, que o presidiu, e algum eventual conselho que tenha em mente, no momento, ou ache a propósito.
Julgo que uma licenciatura (ou qualquer outro curso) deve ser encarada como um motivo de orgulho por se ter conseguido um objectivo que outros não conseguiram (por justificada razão), não puderam (dificuldades económicas ou outras) ou não quiseram (ausência de força de vontade) e ainda deve ser motivo de agradecimento a toda a comunidade por esta facultar o sistema que lhes proporciona o enriquecimento pessoal (quer por via do ensino público ou privado – quase gratuito ou não). Assim, a conclusão de uma licenciatura é um bem enquanto tal e enquanto for útil para os outros ou para a comunidade. Encher a cabeça de vaidades e arrogância, por possui-lo, significa perder todo o sentido quanto ao seu valor, significa rechear a mente de inutilidades e adquirir o diploma de “pobre de espírito”.
Para a Andreia Silva, Curso de Psicologia, 15/5/2006
Formatura, cultura assimétrica
Que os teus se orgulham assim.
Teve papoilas na paramétrica
Riqueza que te pareceu sem fim
Coragem da Carneira encantadora
Dourará a Psicóloga e seu trabalhão.
Que tropeces pela vida fora
Com os sonhos do teu coração
Abel Marques
Num país com elevado nível de analfabetismo, forte abandono e insucesso escolar (o pior da Europa), uma licenciatura é, certamente, cultura que marca a diferença e se posiciona desconcentrada desse meio, e os teus pais se orgulham dessa assimetria (“temos doutora…”).
Papoilas e cravos são as flores do teu signo e os testes de hipóteses (paramétricos ou não) são ferramentas que a Ciência Estatística não pode prescindir. Ora, as papoilas são riquezas da Natureza tal como os testes são para a Estatística e, consequentemente, importantíssimos para a Psicologia. No entanto, sei que para alguns de vocês (pelas fracas bases na área da matemática), é doloroso apreender esta matéria por terem dificuldade em perceber imediatamente a sua importância. Por isso, para ti, deve ter sido penoso assistir a essas aulas, ao ponto de te parecer nunca mais ter fim.
A “coragem” e ser “encantadora” são características do signo do “Carneiro” que enriquecem orgulhosamente o trabalhão que deu o curso e a postura da futura profissional de psicologia, por não ser fácil lidar com a complexidade da matéria e da mente humana. Por isso, «não me digam que um problema é difícil. Se não fosse difícil, não era problema.» <General F. Foch>.
A vivência do pós-curso requer humildade porque, ser licenciado, deve ser latentemente encarado como apenas um nível de instrução que se localiza acima de alguns poucos e muito muito abaixo de muitos outros.
A minha memória constantemente apela a uma máxima que adoro e transmito: “Nunca devemos olhar para os outros de cima para baixo, a menos que seja para ajudar alguém a levantar-se após uma queda”.
Abel
Comentário em Destaque:
De Andreia Silva a 22 de Maio de 2006 às 00:09:
Olá professor Abel! Foi com grande alegria que vi aqui publicada a mensagem que me escreveu na fita...Foi realmente para mim uma honra ter tido nestes 4 anos de Universidade professores tão bons e tão queridos como o professor. Muito obrigado por ter contribuído para a minha aprendizagem não só como aluna, mas essencialmente como pessoa.

Beijinhos Andreia Silva

Impressão Digital Cereza às 13:56
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Sábado, 20 de Maio de 2006

Blogs Bébés

Para o fim de semana vou destacar 3 blogs amigos:

Ora vamos lá então... do mais antigo ao mais recente (embora todos sejam novinhos)

   

So Simple da Marta em http://softverysoft.blogs.sapo.pt/ Um blog que tem como sub titulo: Apenas um arquivo de partes de mim... 

"Dá-me a mão e leva-me

Por entre a multidão, por entre tudo e todos

E não esperes nada de mim

Guia-me e dá-me a conhecer o teu mundo

Mostra-me a beleza das coisas

E não esperes nada de mim

Faz-me sentir que posso ter esperança

Derruba este muro que construí á minha volta

E não esperes nada de mim

Grita se for preciso

Ama-me se for preciso

E não esperes nada de mim

Acorda-me

Tira-me deste estado de dormência

E não esperes nada de mim

E..."

   

O segunda é da Morgaine. Chama-se CITADEL e podem aceder em: http://citadel.blogs.sapo.pt/ 

A Terra será assim algum dia?
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

 

   

Finalmente o blog do Marco Neves, chama-se Lampâda Mervelha, e podem chegar lá através do url : http://lampadamervelha.blogspot.com/

A primeira dói sempre (?)

 
"Bom... acho que deveria haver pelo menos champanhe. Pronto... acendo um cigarro e... haja saúde. Espero não me esquecer entretanto que isto necessita de alimento. Hum, não me apetece ter um tamagochi. Assim sendo, é quando eu quiser. Afinal este é o espaço do que se quer e apetece. Apenas lampâda mervelha... tem algum mal? "

Visitem!


Impressão Digital Cereza às 00:26
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Parabens Pataniska!

 Sinceramente não sei o que pôr aqui no blog.. não me aconteceu nada de importante, não há textos, não estou inspirada.. sei lá!

               

Mas resolvi encher isto com qualquer coisa. Ouvi dizer que uma Pataniska fazia para aí anos... uma pita com 24 anitos... Acho que não me resta outra alternativa senão dar-lhe os parabéns!

Aiii /me bocejaaaaaa

Pataniskaaaaaaaaaaaaaaaaaaa gaija gira PARABÉNSSSSSSSSSSSSSS

Tenho para ti 4 prendas:

1 flor

1 gaijo (o mesmo que ofereço a todas - o Vanderloo )

1 poema da florbela Espanca

e uma música que tu gostas, para dançar em cima da mesa! Parabenssssssss do UJ!!!

  

Charneca em Flor
 
Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
 
Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
 
E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...
 
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
 
                                                                      Florbela Espanca
Searching for a destiny that's mine there's another place another time.
Touching many hearts along the way
yeah
hoping that I'll never have to sa@
It's just an illusion - illusion - illusion.
Follow your emotions anywhere
is it really magic in the air?
Never let your feelings get you down. Open up your eyes and look around
It's just an illusion - illusion - illusion.
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now?
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now?
Could it be a picture in my mind? Never sure exactly what I'll find.
Only in my dreams I turn you on. Here for just a moment then you're gone.
It's just an illusion - illusion - illusion.
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now?
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now? . . .

.



Impressão Digital Cereza às 23:52
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Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

Pontapé de saída para uma tese

Por paixão fazemos muita coisa... algumas erradas, outras nem tanto.. lembrei-me de um texto da Paris, que encontrei no blog dela. Por acaso um blog que tem muito em comum com o UJ. 

 Ficam aqui mais duas fotos do calendário Pirelli: Kate Moss.

Volto a lembrar , não se esqueçam do Conto do UJ. Estou á espera que alguém pegue nele. Basta ir a http://contouj.blogspot.com/ e deixar nos comentários a intenção em continua-lo!  (Não é por nada, mas acho que está lá uma voluntária á força.

"Podemos esquecer a sida e as drogas, as bombas nucleares,as experiências genéticas ,a manipulação da informação por parte do poder.
Podemos esquecer todas as ameaças exteriores!!
A verdadeira ameaça, a mais presente, está
dentro de nós.
São os ciúmes e o desejo, o êxtase,
o arrebatamento,o momento em que nos toca e derruba as estruturas sobre as quais assentam o nosso equilíbrio.
A paixão é a maior ameaça, independentemente de sermos racionais.

Ninguém está a salvo!!!!

Senão vejamos....

         

APONTAMENTOS PARA A TESE:

Catulo dedicou toda a sua obra a Lésbia.
 
Antínoo atirou-se a um lago quando pensou que já não era suficientemente belo para
Adriano.
 
Marco António perdeu um império por
Cleópatra.
 
Lancelot atraiçoou o seu mentor e melhor amigo pelo amor da rainha Guinevere e, doente de amor e de remorso, empreendeu a peregrinação em busca do Santo Graal.

Robin Hood raptou lady Marian.

Beatriz salvou Dante do Purgatório.

Petrarca dedicou toda a sua obra a Laura.
 
Abelardo e Heloísa escreveram-se durante toda a vida.
 
Diego Marcilla em Turel, caiu morto aos pés de Isabel de Segura ao inteirar-se de que esta desposara o pretendente escolhido por seu pai.

Julieta bebeu uma taça de veneno quando viu morto Romeu.

Melibeia atirou-se pela janela aquando da morte de Calisto.

Ofélia atirou-se ao rio porque pensou que Hamlet não a amava.

Polifemo cantou Galateia até ao final dos seus dias, enquanto vagueava choroso entre prados e rios.

Botticelli enlouqueceu por Simonetta Vespucci,depois de imortalizar a sua beleza na maior parte dos seus quadros.
 
Joana de Castela velou Filipe,o Belo durante meses,dia e noite sem deixar de chorar, e em seguida retirou-se para um convento.

Dom Quixote dedicou todas as suas gestas a Dulcineia.

Garcilaso escreveu dezenas de poemas a Isabel Freire,embora nunca lhe tenha tocado.

São Francisco de Borja abandonou a corte aquando da imperatriz Isabel, e não voltou a tocar numa mulher.

Isabel de Inglaterra repudiou princepes e reis pelo amor de Sir Francis Drake.
 
Sandokan lutou por Marianna,pérola de Labuán.

Werther deu um tiro na fronte aquando lhe anunciaram o casamento de Carlota.
 
Rimbaud,que escrevera obras-primas aos 16 anos, não escreveu um única linha a partir do momento em que acabou a sua relação com Verlaine, converteu-se em negociante de escravos e suicidou-se literalmente.

Verlaine tentou assassinar Rimbaud, de seguida converteu-se ao catolicismo e escreveu as “Confissões”; nunca mais voltou a ser o mesmo.
 
Ana Karenina abandonou o seu filho pelo amor do tenente Vronski e deixou-se trucidar por um comboio quando julgou ter perdido aquele amor.

Camille Claudel enlouqueceu por Rodin, que nunca moveu um dedo por ela.

Ufa!!!!
Leram bem?? 
Querem mais??! LOooL
Ora isto é grave, muito grave ,meus Senhores!!!!...
Talvez dê uma boa Tese.."..

.in: http://nightinparis.blogs.sapo.pt/

 

Comentários em destaque:

De ^Erina^ a 18 de Maio de 2006 às 22:27:
Sansão/Dalila; D. Pedro e D. Inês de Castro; Scarlett O'Hara/ Rhett Butler; Liz Taylor/ Richard Burton; Erik/Christine Daae; Laurem Bacall/Humphrey Bogart; Frida Kalo/Diego Rivera. Este é o meu contributo para a tese. Sou uma eterna romântica... (um aparte... isto com corrector ortográfico é um luxo) :P

.

 

De flyman a 19 de Maio de 2006 às 21:37:
...e Helder e Paula?...

Impressão Digital Cereza às 23:26
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A nossa brincadeira

Confesso que tinha este texto aqui guardado na "gaveta" há algum tempo... se calhar porque pensei que fosse demasiado forte para alguns corações, ou algumas mentes mais tacanhas... mas esta noite pensei, que se lixe, eu acho que está o máximo!
Somos todos adultos, e todos sabemos que há muitas maneiras de expressar o amor que sentimos por outra pessoas, ou até mesmo muitas maneiras de ter prazer. Como posso ser muita coisa menos hipócrita, aqui vai... Espero que gostem, pois eu achei muito bom. Um beijo Alexandra.
Ah, já agora não se esqueçam do Conto do UJ. Estou á espera que alguém pegue nele. Basta ir a http://contouj.blogspot.com/ e deixar nos comentários a intenção em continua-lo!
  
Não existem quartos vazios. Onde estamos. Tu e eu.
Tentas resistir-me porque gostas de sofrer. Porque gostas de adiar o prazer mais e mais.
Gosto de provocar-te. Gosto sim. Muito. E quanto mais foges, mais me resistes, mais eu te provoco até conseguir levar-te ao extremo da loucura.

Deixo-te ficar imóvel. Sentado em cima da cama desfeita. Obrigo os teus olhos a observarem o meu corpo irrequieto e vou sorrindo com ares de miúda travessa. Desafio-te para a brincadeira.
Vou buscar a saia de menina colegial. Visto umas cuequitas brancas de pureza virginal. Fico sentada no parapeito da janela. Trinco uma maçã e baloiço as pernas para trás e para a frente. Insinuo o meu corpo ao teu. Sei que isto te dá tesão.

Peço-te que brinquemos aos papás... só mais uma vez. Só desta vez.
Tu és o meu papá. Tu gostas tanto desta brincadeira.
Tens medo do que as outras pessoas possam pensar. Tens medo do que possas pensar de ti próprio. Tu gostas. Eu sei. Também me dá gozo. Ser a tua menina.
Continuas imóvel. O teu corpo trava a luta do desejo que separa a alma da mente. Não queres mentir-te. Não queres que eu te minta. Mas é esta a verdade.

Levanto a saia inocente. Mostro-te a brancura das minhas cuecas. São novas. As últimas rasgaste-as com a fúria dos teus dentes aguçados. Lembras-te? Foi bom...
Tu queres-me. Queres-me muito. Eu sei...

Preferes ficar aí, com o corpo paralisado a observar a minha montra de brinquedos excitantes. Queres ser um menino também. Queres passar as tardes comigo, entretido, sentado no chão, no meio do teu quarto, a montar e desmontar as peças do puzzle que é o meu corpo. Queres ser um menino também. Mas não podes. Tu és o meu papá. A brincadeira é essa...

Deixo o meu corpo deslizar pela parede. Fico sentada no chão, de joelhos unidos e pés afastados. E lentamente, vou despindo as cuequinhas brancas que tu tanto adoras. Deixo-as ficar a meio das pernas. O teu olhar segue, inevitavelmente todos os meus movimentos. Eu sorrio. Sorrio á maneira de rapariguita sacana. Tu, também esboças um sorriso. Não queres rir. Esforças-te por manter a aparência de um rosto severo. Mas é difícil. Eu rio-me muito. Fico assim, alguns minutos perdida nas minhas risadas. Olho para ti com ar trocista. Para ver se te enfureço um bocadinho. Tu já começas a tremer. Detestas que eu troce destas situações.

- Gostas de mim, paizinho?
- És tão má...
- Não, papá... sou uma boa menina.
- És uma mentirosa!
- Ora! Tu gostas que eu te minta!
- Amas-me?
- Sim... amo-te...
- Não. Tu é que me saíste um grande aldrabão!
- Nunca mais voltes a repeti-lo.
- Volto sempre...
- Detesto que ponhas em causa os meus sentimentos por ti...
- Olha, o que vês aqui entre as minhas pernas?
- Um mar de depravação.
- Então anda... vem perder-te, meu amor... afoga-te em mim...
- És má... adoras provocar-me desta maneira, não é assim?
- É assim... quando te abro as pernas...
- És levada da breca. Sua tonta...
- Leva-me ao auge...
- Sua marota...
- Amanhã já não estaremos juntos...
- Mais dias virão...

Continuo assim sentada. Acabo de tirar as cuecas e brinco um bocadinho com elas.

- Quere-las?

Não dizes nada. Mando-as para cima das tuas pernas e mantenho as minhas afastadas.
Rio muito. Outra vez. Tu detestas isto. É um misto de querer e não querer. Já nem tu sabes.
Ficas perdido a olhar. Também me perco nos teus olhos.
Começo a andar ás voltas no quarto. Doem-me os joelhos. Gostas de os ver com um tom avermelhado.
Tu queres-me tanto... salto para cima de ti.

- És uma miúda má!
- Castiga-me.
- Sim... vou castigar-te.

Deito-me sobre as tuas pernas. Sinto a tua pulsação. Por todo o corpo. Ponho o meu rabo a jeito...
 
 
- És tão putinha...
- Sou a tua menina...
- És uma mentirosa, é o que és...
- Adoras que eu te minta!
- Mentes para eu te dar uns valentes açoites...

Sinto a dureza das tuas mãos... tu adoras isto... gostas tanto que já nem te importas com o que os outros possam pensar, e já nem pensas no que possas pensar de ti próprio.
Dói-me... não tens piedade. Atinges o cume da excitação e nem dás conta do tempo a passar. Não temos tempo. Já não posso mais. Tenho o rabo a arder. Pára.

- Gostas disto, não é miúda?
- Podemos fazê-lo mais vezes...
- Porta-te mal...
- Serei sempre a mesma...
- Não mudes... gosto de ti assim.

Enrosco o meu corpo no teu. Acaricias-me os cabelos. Não posso deitar-me. Dói-me o rabo. Não consigo suportar o peso do teu corpo assim neste estado.

- Põe-te de joelhos, então.
- Não consigo. Estão igualmente doridos.
- Não sejas matreira. É tudo fitas.
- Falo a verdade, papá.
- Não sou teu papá.
- Faz de conta, então.
- És uma doidinha.

Ponho-me de pé. Não tenho força nas pernas. Tento ficar esticada ao máximo. És tão alto. Sinto as tuas mãos a enterrarem-se nas minhas ancas. Quase me quebras os ossinhos. Estás doido. Queres entrar dentro de mim á pressa. Adiaste demais o momento desta vez. Nunca te vi assim tão doido. Queres arrancar-me a carne aos bocados. Dói-me tanto. Gostas de me possuir assim. Gostas de marcar o meu corpo em todos os sentidos. Uma estrada sem fim... exageradamente sinalizada.

- Não grites; desta vez não.
- Não consigo respirar.
- Cala-te! Respira para dentro, então.
- És mau. Vou chorar.
- Isso... chora então... se pensas que vou parar por aqui. As tuas birras não resultam comigo.
Encosto a minha boca a um dos meus braços que se apoiam na parede. Não posso mais. As lágrimas correm-me pela face. Consigo ouvi-las a cair no chão. A tua respiração é violenta. Já não tenho forças para me segurar. Agarras com mais força o meu corpo enfraquecido pelas tuas investidas. Não aguento. Peço-te que pares. Ordenas-me que me cale. Desfaleço.
Horas depois acordo. Não consigo mexer o corpo. Sentas-te á beirinha da cama. Ajeitas os lençóis e fazes-me uma festinha na cabeça.

- Estás com ar de doente.
- Fico cá esta noite, posso?

Sorris. Sinto que estás feliz por me teres mais esta noite. Mas amanhã terei de partir. Mais dias virão.

- És uma doidinha...
- Gostas de mim?
- Sim... gosto de ti assim, tal como tu és.
- Eu também... eu também gosto muito de ti... amo-te... papá.
 
 
 Alexandra
Comentário em destaque:
De WG a 18 de Maio de 2006 às 20:15:
Como exercício literário, o texto é interessante.
Por muito metafórica que pudesse ser a referência ao incesto e à prática de pedofilia, surpreende-me que ninguém tenha abordado os comentários por aí, quando ambas são práticas amplamente repudiadas pela sociedade.

Quanto ao incesto, diz-se (penso que esteja provado) que os filhos provenientes de uma relação de incesto têm uma alta probabilidade de terem deficiências, tanto mais alta quanto mais próximo for o grau de parentesco. Não sei se será isso que esteve na génese do repúdio desta prática, ou se foram outros motivos. Aqui uma pesquisa como aquelas que só o abel nos consegue brindar vinha mesmo a calhar!! Mas mesmo que o argumento seja esse, só é minimamente válido para aqueles mais fundamentalistas da religião, que defendem que sexo é só no casamento e só para procriação.
Isso não quer dizer que seja fã do conceito, ou que promova activamente que o pratiquem. Aliás, eu sempre tentei não me envolver com pessoas muito próximas com as quais tivesse que lidar regularmente depois, caso a relação falhasse (ex: colegas tanto de emprego como de estudos enquanto parte da mesma turma). Apenas acho que não faz sentido o repúdio.

Em relação à pedofilia, a partir do momento em que um menor não tem as mesmas armas de um adulto, acho errado, pois trata-se de um atentado aos direitos do indivíduo. Custa-me a compreender o fascínio, até porque sempre gostei mais de pessoas mais velhas que eu, mas a evidência demonstra que há quem tenha o fascínio. Também acho que a linha que define pedofilia não é fixa, mas por questões práticas é preciso determinar uma idade. O que não quer dizer que não tenha dúvidas que, com as crianças a começarem em média a sua actividade sexual cada vez mais cedo (entre elas), certamente muitas mais que uma mera mão-cheia de crianças de 14-15-16 anos seriam capazes de algo parecido com o que é narrado no texto. E quem é capaz disso pode ser tudo menos criança. Mas isto são dissertações teóricas sobre zonas cinzentas, que apesar de tudo é preciso assumi-las sem pudor, mas a triste realidade é que continuam a haver muitos casos de abuso de crianças sem capacidade de resistirem, fora os casos que não se conhecem.

Impressão Digital Cereza às 01:05
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

Sei-os de cor

Um poema divinal de Alexandre O'Neill -  "Sei-os de cor " Um hino à mulher, ao corpo feminino.

Basta olhar para estas fotos fabulosas da Kate Moss, que sairam no calendário Pirelli 2006, para entender esta fascinação do poeta.

Sei os teus seios.
Sei-os de cor.
Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.
Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.
Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!
Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!
Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?
Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?
Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!
Quantos seios ficaram por amar?
Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!
Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!
Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...
Seios fortes como os da Liberdade
-Delacroix-guiando o Povo.
Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...
Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!
Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...
O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"
Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!
Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.
Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!
Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!
"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos"
Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.
Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...
Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...
Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...
Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!
Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.
Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser.
Alexandre O'Neill
Comentario em Destaque:
De marta a 16 de Maio de 2006 às 10:29:
Realmente!!Somos abençoadas....;)

Impressão Digital Cereza às 23:49
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