Domingo, 4 de Dezembro de 2005

Para aquecer o dia!

A Erina mandou-me este mail, que por sua vez recebeu de alguem... enfim.... aqueles "fw" que todos conhecemos bem! O texto está um espanto... engraçadissimo!

Já todos tivemos uma vez ou outra, uma daquelas dores de barriga insuportáveis no momento mais inconveniente... só que neste caso, foi o caos! Pena o texto não vir assinado! Mesmo assim aqui fica! Lol



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"Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é... esta é uma simples história que poderia ter acontecido contigo...

Aeroporto de Lisboa, 15h30m.
Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma cagadela não aliviasse. Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade, de onde partiria o voo para Estocolmo, resolvi segurar as pontas "Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma cagadela tranquilo".

O avião só sairia as 16h30m.
Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no W.C. do aeroporto.

Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e, subtilmente, disse-lhe:
"Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto porque preciso largar a farinheira."
Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda.

O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:
"Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora".
Aí o cagalhão ficou maluco e tentou sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali.
Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho com uma sanita, tão branca e tão limpa que daria para almoçar nela! E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops!

Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra!

Daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:
"Olha, caguei- me."
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, onde o autocarro faria escala a meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo. "Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que estou não fico".

Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.
Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés.

Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar...afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado?? Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez.

Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.

Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas. Olhei para cima e blasfemei:
Agora chega, Pá!!"

Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o "check- in" e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava e já tinha despachado a mala com roupas.

Na mala de mão só tinha um pullover de lã com gola em bico. A temperatura em Lisboa nesta altura era de aproximadamente 37 graus.
Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As minhas cuecas, mandei- as para o lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do rapaz que estava na casa de banho" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:
"Nada, obrigado... eu só queria mesmo era esquecer este dia



Adaptado do original de: Luís Fernando Veríssimo
(a nossa Lena já nos deu o nome do autor)


Impressão Digital Cereza às 12:46
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22 comentários:
De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 13:13
meus deus...como é possivel..LOL..
Ontem, enquanto trabalhava, fui abordada pela minha gerente que me disse em tom alegre; "Desculpa mas tens que ir limpar a casa de banho." Coisa que eu achava normal ela pedir, a empregada de limpeza não estava e os nossos clientes tem por hábito deitar os papeis para o chão. pensei que fosse apenas tirar os papeis do chão. Inocente que eu fui. Qual não é o meu espanto quando entro na casa de banho e para alem dos ditos papeis espalhados pelo chão, vejo merda, muita merda naquele chão imenso, merda nas paredes, autoclismo, etc. é claro que nem uma mão consegui meter ali, e antes que para além de merda, passasse a haver vomitado sai e disse que n limparia aquilo. é claro que ainda levei com a ameaça de ser despedida, mas penso: não sei se será pior que limpar merda. Um bom domindo para todosdevil_girl
(http://..)
(mailto:joana.patrici@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 13:15
ai se hoje aparece o link nalgum jornal lolWG
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(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 13:40
Este texto engraçadíssimo é da autoria de Luís Fernando Veríssimo, escritor brasileiro e filho do super consagrado Erico Veríssimo. Embora seja uma adaptação, o cómico da situação está cá todo. Ideal para nos fazer rir de vontade… mas atenção, não exagerem nas gargalhadas, não vá alguma incontinência incontrolável aparecer de repente… lolllLena
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 13:58
Eu já volto!!!É que a 1ª gargalhada foi tão grande, que soprei café,por tudo quanto era sítio,ele é secretária,ele é teclado,ele é ecran.....aiiiiiii valhameasantadaagrélaque nãohásantacomoelamarta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 14:27
Quanto ao texto é sinónimo de RIR...ehehehheheheheheh, até mesmo das nossas próprias "desgraças"... tudo parece mais leve e com menos importância depois de uma gargalhada ou um breve sorriso. Devil_girl tiveste mesmo azar ehehehehehehe desculpa mas também achei graça e tu marta vê se limpas tudo para logo podermos falar ihihihihihih jokas !!!!!!!!!!! luadourada--
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(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 15:26
Pessoal… não me levem a mal e se me consideram chata… paciência. Mas se keremos participar em grande no próximo concurso de blogs há pormenores k devemos atender: o texto num é do LFV, é adaptado do original dele; pelo sim, pelo não, como não sabemos se estas situações são ou não alvo dos critérios de apreciação, o melhor é dar-lhes atenção. /// Só mais um pormenor, o blog k ganhou este ano e foi considerado o melhor a nível mundial, é feito por dois portugueses (PARABÉNS!!!) existe desde Junho de 2003 e vai na casa das 21 mil visitas… e o prémio foi-lhe atribuído pelo público (o júri do concurso premiou um blog argentino). Todos sabemos que as estatísticas valem o k valem, mas comparem os números… Parabéns ao UJ, sempre!Lena
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 15:46
Qual concurso Lena!!!Fazemos isto para nós...para nos sentirmos bem.Nada de competições...please!!!Não gostaria de ir por aí...marta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 15:55
Não quero saber de concursos...interessa é o que partilhamos...maluqueiras, mágoas, amizades e muita "painelice"...e caramba até sofri a ler o texto ..tadinhoooooooo do gajo!!!!! e ele nem tocou no odor...o que deve ter sofrido quem ia ficando ao lado dele... e ele nem se lembrou de pedir ajuda a uma mulher ( que temos sempre daquelas coisinhas cheirosinhas e húmidas na mala) enfim! já comprei cenouras para o Murat!!!! Majoca
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(mailto:manejorge@netcabo.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 15:56
Bem acontece que mijei-me a rir...Sorte a minha que não estava em nenhum aeroporto....Carlos Murat
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(mailto:carlos.murat@clix.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Dezembro de 2005 às 15:59
ok...ok... já cá não está kem falou. Eskeçam o concurso e desculpem a sugestão.Lena
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


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