Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005

Por Portugal

Com este titulo, descobri que o Flyman está em campanha eleitoral! loll


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A diferença entre os países pobres e ricos não é a idade do país. Vejam o caso de países como o Egipto e a Índia, que têm mais de 3000 anos e são pobres. A Austrália, o Canadá ou a Nova Zelândia que há 150 anos, quase não existiam, são hoje países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre os países pobres e ricos não reside nos recursos naturais disponíveis. O Japão é a segunda economia do mundo, com 80% de território montanhoso e impróprio para a agricultura e criação de gado. No entanto, o país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando todo o tipo de produtos.

A Suíça, apesar do seu pequeno território, cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Fabrica lacticínios da melhor qualidade e produz o melhor chocolate do mundo, importando cacau de África. Pequeno país, tem uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou numa caixa forte do mundo.

Os executivos dos países ricos em comparação com os dos países pobres, mostram que não há uma diferença intelectual significativa. A raça ou a cor da pele também não são importantes. Imigrantes rotulados de preguiçosos nos seus países de origem, são a força produtiva dos países ricos.

Então qual é a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo das gerações, pela educação e pela cultura.

Nos países desenvolvidos, a grande maioria das pessoas segue os seguintes princípios de vida:
A ética como princípio básico;
A integridade;
A responsabilidade;
O respeito pelas leis;
O respeito pelo direito dos demais cidadãos;
O amor ao trabalho;
O esforço pela poupança e pelo investimento;
A disciplina;
A pontualidade.
Nos países pobres apenas uma minoria segue estes princípios básicos na sua vida diária.

Somos pobres porque nos falta vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades desenvolvidas.

Portugal não é pobre porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel connosco. Somos assim por querer levar vantagem sobre tudo e todos. Somos assim por vermos algo errado e dizer "Deixa lá...". Os nossos políticos têm atitudes pouco dignificantes mas na hora da escolha, o que fazemos? Esbanjamos dinheiro em vaidades que depois faz falta para o essencial. Sacrificamos o ser ao ter...

Se gostam de Portugal, reflitam sobre isto...



Flyman



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33 comentários:
De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 07:54
Numa das noites em que estive na Russia fui apanhada no meio de uma "discussão" entre um alemão cuja mãe é russa e um canadiano. Só por isto dá pra ver que a probabilidade de eles discordarem bastante um do outro é enorme. E assim foi. O europeu acusava os americanos, especialmente os norte-americanos, de serem países "descobertos" e sem cultura. O canadiano respondeu-lhe que saber falar a língua de um país não é conhecer a cultura desse país. O europeu acusou o canadiano de eles só pensarem em terem grandes casas e eu todos os anos comprarem uma pick-up melhor do que a que têm. O canadiano disse que era verdade, que pensavam nisso, em ter uma namorada com bom aspecto, mas que tb se interessavam por outros países e pelo que se passa no resto do mundo. O europeu calou-se. O canadiano continuou a dizer que sim, eram países relativamente novos, mas que tinham tido a capacidade de aproveitar os recursos que lhes tinham sido dados e a partir disso "contruido império". Em parte concordo com o que eles disseram, pq os europeus andaram anos a tentar descobrir novas coisas, a aproveitar recursos dos paises que encontravam. Com isto aprenderam novas formas de estar e, apesar de por vezes terem maltratado muita gente, de certa forma tornaram-se mais abertos. Os americanos têm uma história curta, história que eu nem gosto de chamar história. Mas trataram de ver os recursos que tinham, aproveita-los e com base neles e em mentiras construiram um império norme que quer queiramos ou não, nos comanda a todos. O problema de Portugal é que qualquer pessoa que suba ao poder vai ter a mesma atitude do que o seu antepassado, pensar em si próprio primeiro e o resto vai-se andando... Concordo que devia ser feito um investimento a nível das cidades do interior, pq as pessoas que aí vivem tb são portugueses, mas se fizerem o investimento no litoral, há mais pessoas, logo mais votos (que é o que os politicos querem). Temos recursos que deveriam ser aproveitados, mas o dinheiro é canalizado pra outras coisasque por vezes não fazem sentido nenhum. Depois ainda dizem que "os grandes cérebros" saem do país... pudera! E o "engraçado" é ver que eles vao para a américa. E porque? Porque lá têm uma política diferente, e em termos de cultura e de desenvolvimento científicos resolveram apostar forte.Vanessa
(http://triptofinland.blogspot.com)
(mailto:mina_aeternus@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 09:06
O que me faz todos os dias ir trabalhar com um sorriso nos lábios, é sem dúvida o amor ao ao meu trabalho. Poque saber q faço parte dos trabalhadores mais mal pagos da europa realmente n é coisa q crie animo e dê vontade de trabalhar a ninguém. Por outro lado estar a excutar tarefas iguas a quem ganha o triplo do que eu, daria no minimo para me estar a "borrifar" e ser mais um dos trabalhadores desmotivados deste país...Diz-se mto mal de quem trabalha, mas infelizmente n vemos incentivos a quem o faz e a quem gosta de trabalhar. Há falta de técnicos especializados. Mas n se investe na formação. Muitos chefes ainda hoje não sabem ser líderes e motivar equipas de trabalho. Enfim... investe-se na aprendizagem do inglês ao primeiro ciclo...mas n se tenta perceber porque cada vez mais se reprova a matemática. Reforça-se a carga horária e conteúdos programáticos mas não se modificam métodos pedagójicos. Enfim... na inglaterra as crianças tem menos tempo de aulas, e lá por isso não reprovam a matemática....Pataniska
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(mailto:sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 09:26
Concordo. Não fui educado neste País, e hoje tenho filhos nas nossas escolas e vejo um abismo enorme, falta de empenho de garra em lutar pelo que é nosso mas como um todo. Vejo a mentalidade Portuguesa cheia de individualismo e de "desenrascas" que mesmo prejudicando os outros nada fazem para o bem em conjunto. E acredito piamente que enquanto a educação nas escolas for dada de forma quase que amadora, e enquanto os Pais não derem um exemplo sério aos seus filhos, nada mudará. Dou um exemplo: "filho não roubes e respeita os outros" passado um dia chega o Pai a casa com um DVD pirata que lhe arranjaram...PDivulg
(http://lacosazuis.blogs.sapo.pt)
(mailto:pdivulg@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 11:15
Em Portugal criou-se um mito,de que quem tem um canudo é rei!!Na verdade somos um país de tecanhos(claro que é legitimo os pais quererem o melhor para os filhos)mas um Dr,não é tudo,cabe na cabeça de alguém a entrada para um curso tendo média negativa??!!Há falta de técnicos especializados,há falta de gente que trabalhe com empenho,há falta de formação e sobretudo de vontade.O português pensa:tenho um curso,tenho um emprego,agora a q entidade patronal que me sustente...
Portugal está a deixar de ser um país de emigração para ser um país de imigração. Estão a aumentar o número de empresas portuguesas que acolhem colaboradores e mão de obra especializada, de outras nacionalidades e culturas.E depois aqui assiste-se,aos nossos doutorzinhos de fato e gravata,a darem as suas directrizes e voltarem costas,ao invés dos colaboradores estrangeiros que estão nas secções,vestidos como os trabalhadores e que os incentivam no terreno.Não é preciso ir muito longe basta ver a evolução das diferentes secções de um grande fábrica.Esta imigração é um fenómeno novo para as organizações e elas devem estar preparadas para lidar com ele porque lhes pode trazer inúmeras vantagens.No fundo é um questão de mentalidades.....
marta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 11:51
Acerca de politica, peço desculpa mas não me pronuncio... Sei que faço mal, pois tambem eu sou um cidadão do mundo. E é a politica que o faz girar, bem ou mal... Mas, acho que é mais complicado do que o nosso querido Flyman... Flyman a Presidente!!! uma boa semana para todosCriador_Sonhos
(http://criadorsonhos.blogspot.com)
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De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 11:57
Se está em campanha, já perdeu. Porque infelizmente é esse o resultado de campanhas assim, neste país que tem a cultura que tem, isto mesmo estando bem mais próximo da cultura dos mais desenvolvidos do que dos menos desenvolvidos (sim, também é importante termos essa perspectiva!). Mexe com os interesses estabelecidos. Já viram nos últimos meses cada vez que o governo tenta reformar algo a quantidade de resistência que encontra? Mesmo quando são medidas de correcção de situações particularmente bizarras e injustas. Até diria mesmo, encontra tanto mais resistência quanto mais bizarras e injustas são as situações que pretende alterar! Porquê? Muito simples, porque se são bizarras e injustas para a maioria, são fantasticamente beneficiadoras para outros!! / / / / / Somos o país dos "direitos adquiridos" e que se não alteramos isso rapidamente, os egoístas que agora cá andamos vamos levar isto à falência e à constante degradação da nossa ainda relativamente boa posição no ranking de desenvolvimento. / / / / / Sim, os políticos têm tido um boa quota parte de responsabilidade por isto, tal como qualquer líder sempre tem. Mas, convenhamos, com culturas assim nem o melhor político do mundo se calhar faria muito melhor... ou seja, enxerguemo-nos de uma vez por todas! É que da mesma maneira que é mais fácil e é melhor digerido pela nossa consciência dizermos "deixe lá" é igualmente muito mais fácil deitar toda a culpa para cima de políticos. Estou farto do deixe lá e do sacudir a água do capote, algo em que somos todos muito bons. / / / / / Bem, e com isto também eu não vou ser eleito nunca neste país! Loolllll Ass: alguém que trabalhou 5 anos no estrangeiro, em várias grandes empresas, líderes de mercado, em vários países.WG
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(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 12:32
Tema cinco estrelas... pela importância e pela actualidade! /// Os países, como os concebemos, com um risquinho em volta nos mapas, têm hoje enormes concorrentes que se chamam Multinacionais e que ‘mandam’ mais que Constituições inteiras... as multinacionais não querem saber dos países para nada porque não vivem em nenhum deles, habitam a aldeia global. Têm sedes múltiplas, assentam arraiais na Roménia e contratam pessoal em Bangalore, a Sillicon Valey indiana a preço reduzido, característico destes tempos de globalização. /// Quando dizes que “A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo das gerações, pela educação e pela cultura.”, concordo em parte pois a diferença está na atitude das pessoas sim; tal como disse a Pataniska, desconsidera-se a Formação quando devíamos andar permanentemente a ‘consumir aprendizagem’, como diz alguém que eu conheço e que considero um conceito fabuloso. Mas, voltando à frase, não concordo quando dizes que é moldada ao longo das gerações, pela educação e pela cultura pois, como dizes mais adiante, porque é que as pessoas vão trabalhar ‘para fora’ e têm bons desempenhos? Então nada tem a ver com o facto de estarem moldadas... as pessoas adaptam-se. E nos seus países, como em Portugal, nós adaptamo-nos mas infelizmente fazemos nosso o lema ‘vive e deixa viver’ que tem muito a ver a com a chamada cultura de limpar os pés antes de entrar... ninguém o faz porque a casa não é nossa... /// Relativamente ao respeito pelas leis, se por um lado numa rua de Tóquio ninguém passa um sinal vermelho para peões, mesmo que não haja trânsito, por outro, as multinacionais – os novos países sem território e sem fronteiras - são peritas em dar a volta e em ‘comprar e/ou encomendar’ legislação assim como em procurarem locais onde a legislação, nomeadamente laboral e ambiental, seja levezinha. Com excepções claro, (não estou a generalizar tudo) as atitudes acabam por ser reflexo da orientação governativa que nos encaminha, e tendo em conta que há um declínio, chamemos-lhe assim, da autoridade dos países enquanto tal, o respeito pela lei deixa muito a desejar, sendo substituído pelo respeito ao dinheiro... /// Por outro lado, concordo a 100% com a tua última frase sobre o esbanjamento e lembro a existência do estádio de futebol no Algarve e a inexistência dum Hospital digno desse nome na mesma região... /// Sublinho as palavras da Marta quando diz que somos tacanhos e fala no fato e gravata e darei um pequeno exemplo: por motivos vários vou a uma centenária universidade madrilena com muita frequência e desde o Reitor, aos directores de departamento, aos mais ilustres professores, ninguém se trata hierarquicamente e sim pelos nomes próprios, enquanto vestem calças de ganga e camisa de manga curta sem gravata... assim como sublinho as palavras do WG quando diz que somos o país dos direitos adquiridos, mas uma coisa é certa, falamos, falamos, falamos e... /// Flyman, se te candidatares, estou contigo!
Lena
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 13:04
Antes de continuarem, convém esclarecer que este texto me surgiu num email que alguns de vós, provavelmente também terão recebido. Conhecendo as diversas realidades dos povos, em vários pontos do mundo, reconheci imediatamente a importância desta perspectiva e resolvi juntar-lhe mais umas poucas ideias minhas. Não sendo um manifesto eleitoral (prezo muito o meu sossego e o meu anonimato... lol), poderia facilmente subscrevê-lo, pela forma como analisa os comportamentos que se verificam nestes países. Vejamos, na Suécia, nos parques de estacionamento das grandes empresas, os lugares que começam a ser ocupados primeiro pelos veículos dos funcinários, são os que se encontram mais longe da entrada... Porquê? Permite aos que se atrasam recuperar algum tempo no trajeto a pé para começarem a trabalhar. Impensável por cá. Na Dinamarca, se alguém se atrever a passar uma passadeira com o sinal encarnado para peões, é chingado na rua pelos restantantes. Então se é ensinado ás crianças que não o devem fazer, por que razão hão-de ver um adulto a dar o exemplo contrário? Em matéria de passadeiras, na Suiça, basta alguém mostrar a alguns metros da mesma ter intenção de atravessar a rua, que antes de lá chegar já tem os carros parados antes de lhe pôr o pé em cima. Em Espanha não há o tratamento de Dr. para ninguém, tal como nos EUA doutores são os médicos e mais nada. Em Espanha, a mentalidade tem vindo a mudar muitíssimo nestes últimos anos, e a forma de pensamento e tratamento entre as pessoas é bastante mais desempoeirada que a nossa. Lena a história de a atitude das pessoas, ser moldada ao longo das gerações, pela educação e pela cultura, continuo a concordar com ela, porque se por um lado, ao se deslocar a pessoa para outro país ela se adapta, também é bem verdade que no regresso, volta a comportar-se como se nunca tivesse saído e experimentado outra realidade... ou seja é um problema endémico de difícil resolução...flyman
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(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 13:27
Concordo com o Flyman quando diz que ao "se deslocar a pessoa para outro país ela se adapta, também é bem verdade que no regresso, volta a comportar-se como se nunca tivesse saído e experimentado outra realidade... ou seja é um problema endémico de difícil resolução...". Isto é uma questão cultural. Quem vai a Roma faz como os romanos, ou seja, as pessoas tendem a adoptar os padrões comportamentais do local em que estão inseridas. E, se quando estamos no estrangeiro, somos capazes de não cuspir nem deitar lixo para o chão e de respeitar passadeiras e sinais luminosos, então por que raio não o fazemos cá? Porque vivemos numa República das Bananas em que a maioria só se importa com o seu umbigo. Até já me aconteceu ver alguém sair da sua vivendinha, amachucar o maço de cigarros vazio, atravessar a estrada e deitá-lo ao chão logo do outro lado da rua. Ora por favor, e quando não me contive fui eu que passei por mal educada!!!
Safira
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(mailto:ana.f.ferreira@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 14:26
Na minha opinião bastaria fazer uma análise entre o fosso, real, existente entre pobreza e riqueza, já que no final a história repete-se de século para século, de país para país e em qualquer hemisfério. Mas a condição económica e financeira de cada um depende sempre das condições que lhe são proporcionadas para a formação de carácter e na forma de estar em sociedade, é claro que a educação é o elemento fulcral, elemento basilar de uma “democracia” ou de qualquer sistema.

Poder-se ia dizer que, tendo noção dessa necessidade última de bem formar os mais jovens de forma a criar uma base futura de bons cidadãos, seria mais fácil apostar nesse “ministério”, contudo temos uma condicionante muito importante que se chama governo ou os seus representantes e não obstante toda a evidência para a solução da maioria das nossas crises económico- financeiras passasse pelo grande investimento na educação, não tem sido essa a resposta dos governos em Portugal, por todas as razões que se conhecem preterindo a prevenção pelo bem estar de alguns no presente.

Como diz o Flyman não vale de muito identificar o problema se não agimos de forma a modificá-lo, quanto a mim é essa a peça fundamental, acabamos por eleger a melhor escolha entre as piores mas não fazemos nada para criar a escolha melhor, a questão é – como criá-la? Talvez fosse necessário um maior envolvimento dos cidadãos no sistema, um envolvimento mais activo e mais construtivo e então outra questão surge, estamos dispostos a arregaçar as mangas e avançar? Pois…
luadourada--
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(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


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