Sexta-feira, 4 de Novembro de 2005

Para todas as mães: uma historía de vida!

Não há amor mais puro e belo, como o amor de mãe. Acho que não preciso de dizer mais nada! É mais um caso de vida, do qual muito me orgulho ter neste blog.


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Na hora da despedida
Ficou tanto por dizer
Que ansiosa e aturdida
Atrás de ti quis correr



Os meus olhos de cansados
Estão vermelhos como brasa
É dos sofrer passados
E da mágoa que os abrasa



Partiste sem um achego
Chorei lágrimas sentidas
São saudades não nego
E rolam bem doridas



Na hora da despedida
Fiquei presa aos olhos teus
E os teus aos meus
E chorei de comovida



Minha casa ficou escura
Desde o dia em que partiste
Toda ela é amargura
E a saudade não resiste



(Uma mãe desesperada)
15/06/2002



Impressão Digital Cereza às 03:23
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26 comentários:
De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 04:14
Para mim é um sacrificio enorme estar a comentar uma coisa destas mas cá vai.

Como alguns dos que passam por aqui sabem eu já perdi uma filha, mandei a minha Inês de férias e 2 dias antes de fazer 4 anos faleceu num acidente de automovel em Ermidas do Sado, no dia em que fazia 4 anos a depositei onde está hoje no cemitério da Amadora junto do resto da minha familia.
Eu era sou e serei sempre o Pai Dela esteja ela onde estiver e se pudesse na hora tinha trocado a minha vida pela dela, a minha dor foi e é algo que nem consigo descrever mas a dor da mãe é diferente da minha.
A mãe sentiu os primeiros movimentos, a mãe sentiu o coração dela palpitar dentro dela a mãe morreu no dia que a filha foi enterrada.
Uma mãe que se digne chamar mãe morre com um filho, eu assisti a algo que não há palavras para descrever por muito que aqui pudesse escrever nunca vos podia descrever a perda de uma mãe quando perde um filho.

Bem ajam as mães que se dignem chamar mães bem aja a mãe da minha filha inês

p.s só a titulo de informação hoje nem sou casado com a mãe da minha filha Inês
Carlos Murat
</a>
(mailto:carlos.murat@clix.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 08:33
À mãe desesperada e ao Carlos Murat um grande beijoluadourada--
</a>
(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 09:16
Nunca tive filhos, mas tenho uma mãe que é o meu maior orgulho (a minha avó). Ela que já perdeu o seu marido e dois meses depois a sua filha. Se eu sofri por os ter perdido, imagino a dor que ela sentiu... ela morre aos poucos...sei que sente uma necessidade enorme de partir para junto deles, mas a única coisa que sei é que invejo a sua força, tem 74 anos e vive de forma digna, tenta esconder a sua dor assim como muitas outras mães. E é para ela, para uma mãe desesperada e para todas as mães que deixo o meu beijinho, que deixo parte da minha dor ao ler todas estas coisas, porque de facto não deve existir dor pior que a perda de um filho. *** Joanadevil_girl
(http://..)
(mailto:joana.patrici@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 09:23
Sou mãe...e as palavras não saem."Há lugares a q a escrita não ousa chegar por serem demasiado humanos para que os digamos..." (nunca sei o ke dizer nestas situações....só sei dar carinho, ternura, beijos e abraços fortes....)Para a Mãe Desesperada e para o Carlos um abraço forte e um beijo.
PatanisKa
</a>
(mailto:sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 09:30
Li com gigantesca emoção as palavras já escritas nos comentários. Cada letra é uma lágrima de dor e de sufoco inimagináveis, contudo que têm que se suportar. Porém, quero esclarecer que ainda tenho o supremo prazer de ver o sorriso da minha filha: ela (apenas) saiu de casa... parece tão pouco, não é? Mas com ela saiu uma parte de mim, carne e espírito, e agora sou acompanhada por um espaço vazio, o lugar dela. Mas se ela tivesse morrido... se ela tivesse morrido... não sei o que diga porque não sou capaz de imaginar. Um abraço do tamanho do mundo para o Carlos.Mãe desesperada
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(mailto:md@md.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 09:54
À "mãe desesperada" digo que entendo perfeitamente o q diz, tb eu senti essa ausencia na minha mae quando casei, vi o que lhe estava a fazer sentir, a tristeza q estava a deixar no rosto dela, mas felizmente soube acompanha-la de perto.
Ao Carlos Murat, acredito que sim, que uma mae qd enterra um filho, morre com ele, tb eu tenho um filho ja com 14 anos e nao consigo nem pensar sobre o q seria perde-lo. Os filhos são mais das mães q dos pais sem duvida, pq somos nos q os senti-mos, somos nós que os alimentamos, é dentro de nós q eles tomam vida.
Não cosigo avaliar o q passaram, mas cm tu dizes um bem aja á mae da ines e e outro p ti Carlos Muratblocas
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(mailto:blocas@blol.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 10:20
Diz-se que não basta ter um filho para se ser pai ou mãe, assim como ter um piano não faz de nós pianistas... Mas... ser Mãe é um estado universal: é Mãe dum filho mas podia ser doutro... é Mãe. Ponto final. Ser mãe é um puzzle, uma escada rolante em todas as direcções, que gira de acordo com o que vai acontecendo a cada momento... ser mãe é um estado de alma: somos escuteiras, sempre alerta; soldados, sempre prontos; enfermeiras, sempre acordadas; professoras, sempre a ensinar; engenheiras, sempre a planear; arquitectas, sempre a construir; detectives, sempre a investigar; administradoras, sempre a gerir; advogadas, sempre a defender; bombeiras, sempre a proteger; secretárias, sempre a arrumar; serralheiras, sempre a moldar; diplomatas, sempre a acalmar; policias, sempre a controlar; psicólogas, sempre a ouvir; técnicas de marketing, sempre a induzir; cozinheiras, contabilistas, decoradoras, cabeleireiras, costureiras, Amigas... ser mãe é um Mundo. /// Ser Mãe desesperada deve ser um desespero... passar pela situação do Carlos, um martírio. Deixo aqui um abraço caloroso para ti Carlos. /// E para ti Mãe desesperada... deixo um sorriso enorme, um sorriso de esperança, misturado com beijos doces como doces são os beijos que se dirigem às Mães. Lena
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 10:51
O sentimento de saudade pela partida de casa de um filho, deve ser duro. Alguma vez ele há-de acontecer. Dependendo das circunstâncias em que ele se dá, é assim que deve ser. Mas... Há dores que não se querem sentir. Há dores que não se querem imaginar. Há dores que surgem na vida. Há dores que o tempo de certeza não apaga nem ameniza. O meu mais profundo respeito para quem passa por esses momentos que ficam para sempre na vida de quem os vive.flyman
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(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 11:23
Uii!!Não quis abrir os comentários,porque precisava de respirar fundo,ainda me rolou uma lágrima...mas agora vejo que,é apenas uma ausencia...que podes continuar com a esperança de poderes dizer tudo o que faltou...E essas lagrimas que te rolam,no final,vão fazer-te sentir melhor,faz bem desabafar...Eu própia senti isso, quando escrevi o post de 21 de janeiro,com o titulo´´Até sempre Afonso``.Um enorme beijo para ti-mãe desesperado,e não percas a esperança, ainda tens tempo...Carlos,para ti um abraço bem apertaditooooo:)**marta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Novembro de 2005 às 12:42
As perdas são situações muito difíceis de suportar, e são tão mais difíceis quanto maior for a sua magnitude. Eu sei bem o que a minha Mãe passou quando saí de casa... sei a falta que ainda lhe faço. Porém, ao invés de fazer disso um problema, procuro por o meu amor em tudo aquilo que lhe faço e digo... e sei que ela me entende :) Agora aproveito muito melhor cada momento que passamos juntas. Quando a perda é provocada por uma morte de um filho, aí o dano é, para mim, incalculável. Sei que só de ler estas histórias fico com o coração apertado e com os olhos cheios de lágrimas. Não tenho filhos mas tenho dois irmãos lindos que são o meu maior orgulho. Se fosse crente pediria a Deus que não permitisse que eles fossem antes de mim... morreria nesse instante. Um beijo para todos os que passaram por estas provações, e a minha sincera admiração.Safira
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(mailto:ana.f.ferreira@hotmail.com)


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