30 comentários:
De Selvagem Anónimo a 23 de Julho de 2005 às 20:53
Sou um miudo ainda e pouco ou mesmo nada sei desse Senhor, a não ser o que ouço e leio plas bocas dos outros... Mas também sei que ele nunca será esquecido... O seu trabalho será para sempre por todos lembrado, como aqui o fazes... São estes pequenos gestos, como o que aqui mostras no blog, e outros, como os de Avós e Avôs que ouvem as suas musicas e as mostram aos netos/as, que farão com que ele não "morra"... Apenas partiu...

Acho que isto é tudo o que eu posso dizer... mais gostaria de dizer, se também mais soubvesse... Cereza, boa escolha da musica, a unica que dele conheço... Criador_Sonhos
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De Selvagem Anónimo a 23 de Julho de 2005 às 21:43
Ai que vocês não sabem nem sonham o que este tipo de música, tradutora da alma portuguesa, representa para mim, e para tantos outros portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo! Sobre Carlos Paredes, palavras para quê? Estes seus "Verdes Anos" tocam-me profundamente e, depois de ouvir isto, eu só posso mesmo deixar que me escorram estas lágrimas de saudade por tudo o que de "meu" tenho aí nesse nosso jardim (muito maltratado, diga-se de passagem)...Starry-Night
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De Selvagem Anónimo a 23 de Julho de 2005 às 21:50
...à beira mar plantado. A emoção foi tanta que parti o comentario ao meio e agora não consigo prosseguir. Deixo, no comentário seguinte, algo que hoje escrevi acerca de saudade, como se estivesse a adivinhar que vinha aí muita saudade para mim. Starry-Night
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De Selvagem Anónimo a 23 de Julho de 2005 às 21:51
“Revolvo-me na saudade dos tempos em que tinha o mundo nas mãos, nas saudades dos tempos em que tinha tempo, nas saudades do tempo em que fácil era fazer escolhas, era dizer não, era partir para outra, sempre e muito confiante de que as que se perdiam eram todas aquelas que caíam no chão. Sofro de saudade, tanta e muita saudade! Principalmente de mim, de tudo o que fui e já não sou, porque deixei de ser, dando espaço aquela que hoje sou, a qual creio não ser, ainda, aquela que acabarei sendo no momento em que encontrar o verdadeiro significado da minha passagem por este mundo insano em que me movo através de altos e baixos. Isto mais parece uma prova, uma forma de testar a minha capacidade de resistir!”Starry-Night
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De Selvagem Anónimo a 23 de Julho de 2005 às 22:20
Não somos nada!!...Somos apenas a memória dos que cá ficam.....O Carlos conseguiu deixar muito mais do que isso...marta
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De Selvagem Anónimo a 24 de Julho de 2005 às 00:00
Se até hoje houve alguém que ilustrasse a "alma portuguesa", o "sentir português", em toda a sua mágoa, em toda a sua nostalgia, em toda a sua saudade e esperança, para além da Amália, foi sem dúvida Carlos Paredes. Para mim um dos maiores virtuosos da guitarra. Jorros de notas, sons, música que através daqueles dedos lhe saíam de todo o corpo e de toda a alma. Pessoalmente prefiro mesmo a música de Carlos Paredes à Amália (ok, puristas, crucifiquem-me...). O som de Carlos Paredes sempre me emocionou e levou a estágios sensoriais, que a ouvir a Amália nunca cheguei. O seu legado ficará por todas as gerações vindouras. Saibamos apreciá-lo. Obrigado Carlos... :)flyman
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De Selvagem Anónimo a 24 de Julho de 2005 às 00:02
É a vida... os mestres vão deixando a sua sabedoria aos quem quiserem apreciar e aprender... Suicidal_kota
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De Selvagem Anónimo a 24 de Julho de 2005 às 00:03
Ah! Atenção que eu não disse que não gostava de Amália, OK? Gosto!... Prefiro é Carlos Paredes... obrigadinho...flyman
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De Selvagem Anónimo a 24 de Julho de 2005 às 00:53
Só de ouvir Carlos Paredes, sinto um enorme nó no peito... é algo que não tem explicação, uma sensação de melancolia, e ao mesmo tempo de enorme alegria. Concordo com o Fly, ninguém representa melhor a alma do povo portugues como este homem... Nem a Amália, de facto!
Já agora conto-vos uma história. Antes de vir aqui para Sintra, vivia em Lisboa, numa zona... num bairro onde a população é maioritáriamente idosa. Adorava aquilo... nesse bairro vivia muita gente ligada á cultura... Muitas vezes vi o Ruy de Carvalho e o filho (tb actor) o Armando Jorge(bailarino principal da companhia nacional de bailado, tornando-se depois encenador)lena de Agua, o pai Jose Aguas, politicos, enfim... Mas havia um senhor, que se vestia de maneira discreta e muito humilde, andava sempre acompanhado da mulher e da filha... pois é... era o Sr. Carlos Paredes. Lembro-me de ficar sempre muito entusiasmada quando o via... dizia sempre a quem estava comigo: olha ali o Carlos Paredes.. é aquele de cinza, tás a ver?????!!! Não conseguia resistir a seguir-lhe com o olhar. Ele era diferente dos outros todos, passava despercebido, sempre com um olhar triste e distante, cabeça em baixo, roupa escura e simples....Sentia sempre alguma pena, um sufoco enorme...(não me perguntem pq) a mesma sensação que a musica dele me transmite. lembro-me nos ultimos tempos, já bastante debilitado, saía á rua sempre de braço dado com a mulher e filha. Sentia-se um enorme carinho entre eles. Carlos Paredes, nunca teve o objectivo de ser estrela... era um homem simples, que sentia a alma lusitana como ninguém. Tive de fazer esta homenagem, não só pela sua mestria na guitarra portuguesa, mas sim por aquele senhor humilde que quase todos os dias ía tomar o seu "garoto" no mesmo café que eu. cereza
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De Selvagem Anónimo a 24 de Julho de 2005 às 05:10
Há pouco nao fui capaz de comentar apesar de ter sorrido,mas nao fui. Depois de ler o comentário da Cereza, recuei no tempo e vi-me percorrendo as ruas do mesmo bairro, a falar com as mesmas pessoas e a beber café na mesma pastelaria. Se a nostalgia que senti com a recordação do Carlos Paredes já foi grande imaginem, se forem capazes, o que é recordar o que foi viver naquele bairro? Lá cresci e lá me tornei Mulher e foi lá que conheci Carlos Paredes e manterei sempre viva a sua prsença enquanto isso me for permitido.
Bom domimgo a Todos beijinhosconstancinha
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