Quinta-feira, 14 de Julho de 2005

“ Estou farto desta merda…”

o Louis Phere escreveu este texto para nós, mas é a ele que o dedico, por causa do "Losing my Religion". Escreveu ele no mail: "Visto que o diabo vai de férias Sexta-Feira, mas prometeu ajudar a patroa a ganhar o Tour, sob pena de levar tautau, aqui fica mais um texto…este é ainda mais criminoso visto que é a junção de dois textos que vi postados em blogs diferentes, e que eu com o meu tridente e com o do Watergod consegui mesmo assim tricotar. É evidentemente algo que tive que pedir emprestado a outros artistas, mas nunca uma cópia descarada…esse tipo de conduta só é permitida aos génios." Este texto é FICÇÃO.


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“Reflecte sobre a frase, ouvida durante a tarde, de que no fundo sempre será melhor saber coisas inúteis do que não saber nada. Continua na mesma posição e com o mesmo olhar dirigido ao horizonte. Mais um ocaso. Mais um dia que dá lugar à noite. Os dias sempre iguais. As noites sempre longas. A janela permanece aberta e por ela continuam a entrar pedaços de certezas que não tem. Pega na vida, enlaça-a nos dedos e questiona-se por que absurda razão ainda ali permanece. Nas rádios começa a tocar "Losing my Religion"... Na televisão passa o noticiário. Ele, no refúgio tranquilo do escritório, em frente ao computador abre o seu blog e decide-se por mais um post. E começa assim : “ Estou farto desta merda…”



Ela, na sala, em frente ao televisor. Dá uma série banal na SIC Mulher à qual ela não presta qualquer tipo de atenção. Absorta nos seus pensamentos, equacionando a vida que tem e questionando-se sobre se este estado de espírito não se deverá a uma música ou algum poema que não ouviu naqueles tempos em que não tinha medo de nada e pensava que tudo era normal, como beber um copo de água para matar a sede. Pega então no caderninho que traz sempre consigo e escreve : “ Estou farta desta merda…”



Na cozinha as crianças jantam. Barafustam. Refilam. Riem. Fazem tropelias. Cúmplices… sabendo que, a dado momento, aquelas duas pessoas ali virão simultaneamente para gritarem a uma só voz : “ Calem-se e comam!!!”.



E nessa altura, ao fitarem-se olhos nos olhos, compreendem que é o único momento do dia em que estão de acordo…”


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Life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh no I've said too much
I set it up

That's me in the corner
That's me in the spotlight
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no I've said too much
I haven't said enough
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

Every whisper
Of every waking hour I'm
Choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt lost and blinded fool
Oh no I've said too much
I set it up



Impressão Digital Cereza às 23:59
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33 comentários:
De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 01:25
O texto é um plágio obsceno. Tal como tinha dito à Cereza, mesmo assim, achei (posso estar errado evidentemente) que daria um post "comentável". Ela, para variar, deu-lhe a marca "Urban Jungle" e foi buscar a música que lhe pedi, de joelhos, e se isso não bastasse até lhe adicionou o vídeo. Faz-me lembrar o Jack Nicholson no Batman, enquanto faz o papel de Joker, vendo o dito cujo estragar-lhe os planos maquiavélicos mas mesmo assim não deixa de se deslumbrar com os lindíssimos artefactos com que o morcego lhe faz a vida negra.I´m a Joker (há malta que não acha piada nenhuma a isso, é uma questão de Karma). Cereza you´re simply the best :) Agora vou-me andando, mas como diz (ou disse) o nosso governador da Califórnia : " I´ll be back" (não sei se será bom se mau, é uma questão de perspectiva).Louis_Phere
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 02:37
Olá Louis, grande texto ... irremediavel nas é um grande texto! Por definição, eu sou a antítese da situação que o texto contém, situo-me num plano de pensamento completamente incapaz de conviver sem plenitude e, talvez aí resida o segredo que trago comigo, também incapaz de enfrentar qualquer tipo de "fatalidade". Invento, como eu invento, mas todos os dias os meus momentos são sempre momentos de expressão, aventura e surpresa. Pagam-me em amor e, Thank God, nunca mando calar as crianças (ai, como eu adoro brincar!). Um beijo do AnjoMaslow
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(mailto:manuel_azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 09:22
Estou longe de pensar que um casal deva concordar em tudo... mas assim também é demais! LOL. Bom, dos males o menor... ao menos uma vez por dia estão de acordo!! :P Viva o amor e viva a vida!! *** a todos Safira
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 09:37
Bem, o texto esta interessante, e ate giro... Só não digo que "Estou farto desta merda", pois ja em tempos disse e ñ valia a pena... / Dass, q merda de coment o meu... / já como diz a Safira, axo q um casal e o q os une, ñ e concordarem em tudo, axo q passa por se entenderem, cada um ter ideias e se ajustarem, mas ñ ser uma concordancia absoluta...

"Bem isto hoje ñ sai nada de jeito"Criador_Sonhos
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 10:08
É inevitavel o balanço diário. Nem sempre tem que acabar com um: "Estou farto desta merda....", mas o que é certo é que muitas vezes acaba assim. Pior será se então fizermos o balanço num periodo de tempo mais alargado. Aí, apenas, vão sobresair aqueles dias que reluzem como pepitas de ouro num rio de cascalho cinzento. A vida é rotineira por natureza, até que nos resolvamos a atirar a pedra para o charco para agitar as águas. Eu estou a tentar fazer isso...vamos ver como correrá, darei noticias.formasdolhar
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 10:14
Desculpem o lapso, mas um casal não tem que estar de acordo em nada no principio, desde que depois saiba atingir o consenso. É uma negociação como outra qualquer, com a diferença que a maior parte das vezes nem nos damos conta que a estamos a fazer constantemente. Quanto às crianças, que brinquem enquanto é tempo disso, que de preocupações vão ficar elas cheias quando for tempo disso. formasdolhar
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 10:18
maldita monotonia, cansaço, falta de dinheiro, falta de tempo, demasiado trabalho, as prestações da casa e do carro, a crise, não há férias no Algarve quanto mais num país tropical, enfim... tanta coisa que leva um casal a afastar-se desta maneira. criador e safira voces ainda são jovens... a vida não é amor e uma cabana! Graças a Deus que não cheguei a este ponto, e espero não chegar nunca... mas esta é a realidade nua e crua da maioria dos casais por esse mundo fora! LOSING MY RELIGION - perde-se a esperança, a fé e o amor! Louis belo texto, belo retrato!!! *cereza
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 10:36
O texto por antítese fez-me recordar um casal que mora na minha rua!!Um casal,velhinho,velhinho.Não imaginam....Quando os vejo fico estática o olhar
para eles,cada gesto encerra uma ternura imensa,sempre de mão dada,sempre com um sorrioso,nota-se a comunhão,como se fossem apenas um.
Ambos aprumados,limpos,cuidados,modernos até...é ele que lhe faz a maquiagem...diz ela que já treme muito,e o traço não lhe sai bem.Imagino o ritual antes de sairem....
Curioso,não têm filhos...nada os prendeu,é apenas o amor que os tem mantido unidos.Louis,boas férias!!!ah!!!e escreve qq coisita pa nós nas férias:PP
marta
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 11:01
Cereza, que triste visão... :( Chama-me jovem, idealista, utópica... mas acredito sinceramente que a vida não tem que ser assim. É lógico que existem contrariedades e infortúnios, mas cabe-nos a nós dar a volta por cima. A vida não tem que ser uma merda! Marta, tocaste no ponto chave, muito bonito este teu comentário. Sabes, os meus avós têm quase 80 anos e estão casados há mais de 50. Ainda hoje dá gosto ver a ternura que transborda dos olhos de ambos quando falam um do outro. Para o meu avô, a minha avó continua a ser a mulher mais linda do mundo, apesar das rugas que insistem em marcar-lhe o rosto, os braços e as mãos. Haverá coisa mais fantástica que ter a certeza que, quando chegarmos a casa, teremos alguém à nossa espera, no matter what? O amor é possível e a felicidade é, cada vez mais, uma opção de vida. Faz tempo que eu escolhi ser feliz. Posso até nunca conseguir, mas morrerei tentando. Safira
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De Selvagem Anónimo a 15 de Julho de 2005 às 11:23
Eu sei que é muita da realidade que vemos....mas qto a mim fugi dela. Opção minha, mas nunca toleraria tornar minha vida de casada nessa rotina. Sou demais lutadora e exigente para deixar que meu dia se tornasse "isso". Aprendi com uns grandes pais como se pode ser feliz na rotina, na dificuldade na infelicidade, mantendo a magia da partilha de uma vida. Por isso prefiro agora estar só:)))) Que se cuide se houver um próximo:PPPP ai jasusssssssssssss bejossssssss Majoca
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(mailto:manejorge@mail.telepac.pt)


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