Domingo, 26 de Junho de 2005

A brincar, a brincar...

Falei com o "nosso" Fonz, para escrever mais um dos seus "imparáveis" textos... claro ficou logo empolgado, e em meia hora lá tratou de escrever um"tratado"... que a brincar, a brincar...
Mas vocês nem imaginam, é que ele ficou tal maneira empolgado, que de 5 em 5 minutos está a transcrever-me para o messenger parte dos texto.... grrrrr... mas valeu a pena!
Disse-me ele logo para fazer pub ao blog que tem agora (irra, é só concorrência)! Pediu-me para apresentar assim: "O Fonz como é maluco arranjou um blog para ele e aqui está mais um dos seus fascinantes poemas de casa de banho" Portanto pessoal toca a visitar o blog do nosso fedelho em: O Blog do meu amigo FONZ

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"Pois bem, como a maioria de vocês deve saber eu sou Estudante – Nesta parte surge um pouco a confusão entre o que é um Estudante e o que é um Aluno, do estilo, qual deles é que define quem vai às aulas e estuda e qual deles significa ir à faculdade passear os livros (Analogia: Trabalhador versus Empregado) - na área da Economia e Gestão, mais concretamente, frequento (ahah esta tem rasteira) o curso de Finanças. Isto torna-me além de português preocupado com o futuro, bem como um suposto leigo na matéria que percebe das cenas quando começam com o parlapié de “Ah e tal taxas de juro, coiso do défice, o camandro da inflação, obrigações com os gajos da União Europeia”.



Tal como todos os génios, além de momentos de investigação, também tenho os meus rasgos de criatividade em que parece que se liga o interruptor e surge logo qualquer ideia brilhante na minha cabeça. Contudo, fiquei assustado com os meus pensamentos – quem não ficaria ? LOL – mas mais à frente vão entender o que digo …



Nos últimos tempos, esta conversa do défice e governos tem sido constante. Recentemente, falei num outro dos efeitos que as Bebidas Alcoólicas podem ter sobre a Economia Nacional, agora num dos meus raros rasgos de genialidade surgiu-me uma teoria que eu fui aperfeiçoando e agora exponho perante vós.



Quero que saibam antes de mais que eu sou a favor de diversas Legalizações. Drogas, Aborto, Prostituição, Casamentos Homossexuais, etc … Porquê? Para aumentar as receitas do Estado. Não é disso que se queixam desde sei lá quando?? Passo a explicar:
A determinação de o preço de um produto vem além do seu custo de produção. Há que ter em conta vertentes como a oferta e a procura, custos comerciais, etc …



No caso das drogas, aborto e prostituição a verdade é que o preço também é determinado devido à margem de Risco dessa pratica. Uma vez que é ilegal, corre-se o risco de ser preso ou multado ou seja lá o que for ao recorrer a estes meios ilícitos. Por isso há que pagar o prémio de risco aos fornecedores (Clínicas, Dealers, Xulos, etc…)
O que fazer?:


1- Legalizar estas práticas para retirar a margem de risco que surge implícita no preço, tornando o bem/serviço mais barato;


2- Espetar-lhe com IVA (agora 21%) em cima para o Estado ter mais receitas.



Será assim tão difícil de ver?
1- Um aborto clandestino custa entre 300 a 400 euros mas se for legalizado, passa a uns 100 ou 200 euros. Acaba-se com a exploração maldosa por parte de pessoas que se aproveitam dos problemas das pessoas e o Estado ainda ganha com isso, uma vez que ainda arrecada uns 21 ou 42 euros em IVA por aborto praticado;


2- Prostituição – Epah por exemplo, o “beijinho” de uma senhora de rua custa por volta de 20 euros. Vamos supor que o preço se mantém apesar da liberalização, então o estado arrecada 4,2€ por “beijinho”. Se a senhora ( ou os “senhores”) tiverem uma noite activa, e conseguirem, sei lá, digamos 10 beijinhos, são 42€ para o Estado. Agora multipliquem pelo nº de dias de trabalho e pelo nº de profissionais do ramo em todo o país … Já para não falar que caso haja as casas próprias para a situação, deixa de se ver o degredo que se vê nas Ruas de Portugal…


3- DROGA – Pessoal, muita dela chega a custar 1000 vezes mais do que o seu real custo de produção (Ai como é que eu sei tanto sobre isto? :x). Além disso, a maioria das doses vem com farinhas, açucares, caldos Knorr e outras porcarias misturadas. À droga aplica os pressupostos do nº 1. Acaba-se com a exploração das pessoas que a vendem e se aproveitam de quem se perdeu pelas “ruas da amargura” … Mas mesmo assim, dado o tamanho do mercado, acho que o Estado é que devia ter o monopólio, tipo Portugal Telecom há uns anos. Toda a gente tinha de recorrer ao mesmo fornecedor…



Dá para terem uma ideia da minha teoria … Quando tiver disponibilidade, vou acrescentar alguns pontos que a tornem mais completa e fundamentada.



No início referi que isto me deixa assustado. Alguém já percebeu porquê? Bem, a verdade é que eu sou Estudante – sim, aqui está o dilema. Ainda estou a tirar o meu curso e nunca geri nenhuma grande empresa ou sequer uma pequena empresa, muito menos tive nas mãos o futuro de 10 milhões de habitantes…



MAS SERÁ ASSIM TÃO DIFÍCIL VER QUE EXISTEM FORMAS MAIS FACEIS DE ARRANJAR DINHEIRO PARA PONTES E ESTRADAS E SALÁRIOS E ESCOLAS E HOSPITAIS E EQUIPAMENTO PARA A POLICIAS E ESSAS CENAS IMPORTANTES, SEM SER EXPLORAR O COMUM DO ZÉ POVINHO???!?!?!?!



Eu tenho 21 anos e consigo …



Impressão Digital Cereza às 01:45
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17 comentários:
De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 02:59
Tu não estás mal desenhado não, Fonz! Não deixa de ter o seu quê de originalidade quando referes os diversos tipos de legalização de actividade que resultariam em receita ordinária e, consequentemente, permitiriam até, quiça, apaziguar a extrema ferocidade do actual sistema tributário. No entanto, convenhamos, continuo a achar que é minimalista a solução apontada!À imagem do excelente exemplo que nos chegou através do ministro Aznar, num passado recente, não abdicaria eu, na condição de ministro das finanças, também da respectiva colecta em "IRC" que, aproveitando a legalização dessas actividades, imporia às chamadas profissões liberais, encontrando, através de um intrincado complexo legislativo regulador, os ìndices e factores de dedução aplicáveis a cada um dos sectores de actividade. A título de exemplo, no caso das prostítutas, regulamentaria a taxa de "IRC" em função do local do exercício da actividade, horário do exercício, tez, medidas corporais, coeficiente ou grau dos factores de atracção e, obviamente, diversidade das competências profissionais. No caso de te tornares gestor dentro da administração da Fazenda, não deixes de me dar o teu contacto. Tenho uma enorme confiança na perspectiva de encetarmos uma colaboração entre os dois, obviamente, sempre no interesse da coisa pública. Um abraço do AnjoMaslow
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(mailto:manuel_azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 10:49
Eu voto!!!!!!!! Fonz a Ministro da Finanças! lol^Erina^
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(mailto:paula_m_sousa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 13:26
Isso seria mais em questões de agrupamentos ou sociedades (aka Bordeis ou Xulo + Mercadoria) ... IRC é para pessoas colectivas :x Hoje em dia elas já podem declarar IRS através do nº 88 "Trabalhos Não Especificados" ... Agora, seja IVA, seja IRC, seja IRS, o que interessa é que haja tributação - mas justa, portanto nada de duplas tributações.. Podemos analisar bem o objecto e a incidência do Imposto, modo de pagamento de preferencia em dinheiro, já que no ramo há tradições de pagamento em "generos" ... Bem, são 5 da manhã e tou eu aqui a falar de Fiscalidade. Blargh que tenho o exame daqui a uma semana e pouco :X
Fonz
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(mailto:malcato@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 13:35
Caríssimo Fonz ...please ...sê completamente aberto a todas as boas ideias ...a colectarmos esse tipo de actividades, façamo-lo de acordo com o que for mais conveniente ... na sua constituição, a partir do momento em que se legalizem, as ref's actividades, seja num ordenamento específicamente empresarial..."IRC" e mais nada ...IRS a descontar dos respectivos salários declarados e colectemos a actividade...então, o Azner não nos ensinou nada?
tss, tss, tss ....shame on you, shame on you, o AnjoMaslow
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(mailto:manuel_azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 14:20
Ya... biba o chulismo e tal!
Estou com esperanças que o nosso querido Primeiro ministro mude as coisas :/ senão vou viver para o estrangeiro :P

Realemente, bom ponto de vista Fonz, em vez que multas, IVA :D e o povo agradece a descida dos preços, mair poder de compra, maior consumo, mais dinheiro para o Estado! Muahahahahahah :P **********Bárbara (Narag)
(http://naragturg.blogspot.com)
(mailto:barbara10sofia@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 15:36
Algumas considerações ácerca destre tratado e forma alternativa de combater a crise:

1- Se o aborto fosse legal, seria uma despesa de saúde e portanto dedutivel no irs? Já estou a imaginar a cena na bicha das finanças... (eu disse bicha? perdão queria dizer fila)

2- Se a prostituição fosse legalizada, as prostitutas triplicariam no minimo, e como boas profissionais liberais por cada 10 beijinhos só declarariam um ou dois, engrossando a fuga ao fisco, crimes económicos de colarinho branco (aliás de mini-saia), desvio de fundos, branqueamento de capitais e o buraquinho do défice entre outros

3- Se a droga fosse liberalizada, os agarrados tripilicariam no minimo, aumentando consequentemente os arrastões, furtos por esticão a velhinhas, o buraco da camada de ozono, e o apocalipse Génesis capitulo 13, ver 14.

proponho: invadir um páis pequeno, de preferencia com petróleo, ou rico em qualquer coisa util, e bombardeá-lo como se nao houvesse amanhã, se resulta com os americanos, não ha-de resultar connosco porquê?netcat
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(mailto:ant@the-devil.dnsalias.net)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 17:19
Eu estou de acordo com as liberalizações em geral. Como dizia o netcat, deuvido é que isso se tranforme em grande receita fiscal devido às fugas (vamos ver quantas das "tuas" senhoras de rua passa recibo ao abrigo do artº 88 pelo "beijinho" que está a dar às 5 da manhã à porta de qualquer prédio nalguma artéria de alguma cidade). Pelo contrário, vão ser mais gastos públicos: passamos a pagar nós contribuintes esses abortos, bem como mais centros de desintoxicação e reabilitação de toxicodependentes, etc etc. Por isso, voto na cópia do Aznar e montamos uma fiscalidade ainda mais ditatorial que a actual em que o Estado não só determina sobre o que somos taxados, mas logo à cabeça quanto vamos ser taxados... reconheçamos que é surrealmente belo! Take care, folks!WG
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(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 19:11
quero lá saber das liberalizações.... eu vi foi o pacote ao Fonz essa é k é essa :Plaskinha
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(mailto:xana_granja@@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 26 de Junho de 2005 às 21:24
Eh pá ,não é solução!!O preço das portagens de uma viagem ás clínicas Espanholas ,dá muito mais lucro ao estado .O negócio dos beijinhos iria originar mais subsídios a fundo perdido e pior ainda os nossos polícias deixariam de ter os louros das apreensões e os lucros da revenda. Fonz mas eu hoje apanhei sol a mais, talvez até tenhas razão :)Pmarta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 27 de Junho de 2005 às 00:27
Todas as ideias que nós portugueses consigamos dar ao Estado para diminuir o défice público, e consequentemente serem sempre os mesmos a pagar, eu até corroboro as medidas do Fonz mas bem que se podiam implementar outras. Ainda por cima nesta legislatura a palavra mais ouvida é embuste e claro está que tinha que ser mais uma subserviência aos americanos.Passo a explicar: É do conhecimento público que a nossa economia está de rastos e sabem porquê?? Estamos a pagar o "embush" americano ( ate nisso as palavras tinham que ser parecidas. Mas já que somos tão amuiguinhos dos americanos porque não lhes pedimos algum petróleo que dê no minimo para uma década??? Já tinhamos a contenção da inflação por dez anos, logo podendo pagar melhores salários a quem de facto produz logo seria o inicio da nossa competitividade produtiva. Caso não se consiga fazer nada disso só nos vai restar mesmo a solução radical que passa pela colocação de arame em toda a volta do país com o letreiro "VENDE-SE"JATGO
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(mailto:jatgo@sapo.pt)


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