Quarta-feira, 25 de Maio de 2005

Infidelidade?

UmaThurman copy.jpg


Um destes dias vi-me confrontada com este tema, na pessoa duma amiga muito querida…

Não é assunto para considerar de ânimo leve, de tanto que envolve.
O conceito de infidelidade não pode ser definido sem mencionar-se a Fé e a Fidelidade, já que a fidelidade é uma quebra de fé ou a negação da mesma.

Se ser infiel é trair a confiança (fé) que o outro depositou em nós e quebrar a promessa de lealdade que se fez, deveríamos ser fiéis a todas as promessas que fazemos ao longo da vida?
Deveríamos então, por exemplo, ficar para sempre fiéis ao nosso primeiro amor?

Não me parece assim tão linear.
Algumas promessas estão condenadas a serem quebradas, pelo passar dos anos e circunstâncias.

Falar-se só de sexo quando se fala de infidelidade, também me parece redutor. A infidelidade é a ruptura de um “contrato afectivo”, sendo este de valor cultural e não só, está implícito na relação de compromisso.

Para muitos a infidelidade é algo que necessitam para se afirmarem, um jogo privado que mesmo não lhes minando a consciência nunca ou quase nunca confessarão…por pudor, até por medo…..
Para mim, infidelidade é faltar à fidelidade.

Somente isto.


Tex



07MM.gif


STRANGE LITTLE GIRL:
One day you see a strange little girl look at you
One day you see a strange little girl feeling blue
Walking home in her wrapped up world
She survived but she's feeling old
'cause she found
All things cold


Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl
Where are you going?






Impressão Digital Cereza às 00:02
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25 comentários:
De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 10:12
Muitos infelizmente pensam q trair é so qd envolve sexo... Eu axo q ñ, por vezes com palavras traimos... pois qd nos "comprometemos" é por tudo e não so na cama... Ou assumimos algo ou entao se não somos capazes de o cumprir, não devemos assumir qq tipo de relacionamento ou compromisso... eu infelizmente ja fui traido... e sei como doi...Criador_Sonhos
(http://criadorsonhos.blogspot.com)
(mailto:miguel24lx@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 10:53
Enfim, lá teria que chegar o dia em que o tema fosse irritante. Fidelidade, depois de correctamente contextualizado o conceito acerca do qual estamos a falar, é uma das mais distorcidas aplicações da corrupção sistemática da individualidade, quando nos referimos à fidelidade conjugal, bem entendido. Sim, porque não encontro nada de perverso na fidelidade aos princípios desde que imanando da nossa unidade fundamental como indivíduos. Em minha opinião, o conceito da fidelidade está ao serviço de propósitos que tendem a defender estatutos sociais e resultam muito bem porque estamos profundamente impregnados, pela aculturação, com sentimentos contraditórios e paradoxais, porque não são naturais nem inatos ao ser humano. Aliás, a evolução do pensamento e dos diversos critérios civilizacionais, por via da sucessiva e complexa adaptação a contextos sociais, criou imensas rupturas com a essência do ser e origina conflitos e disfunções, com maior ou menor pendor dito patológico, em cada indivíduo. Daí que, pela força ilógica do primado da maioria, quem não alinha pelo socialmente correcto está em rota de colisão com o dogma. Senão pensem bem! – Que será a infidelidade numa sociedade matriarcal? (Talvez a atitude ofensiva do princípio do matriarcado, digo eu). O que será infidelidade numa sociedade poligâmica inscrita numa determinada fé ? (Talvez a negação da fé através da concubinagem com infiéis, também digo eu). E nesse caso, da sociedade poligâmica, o que confere ao acto da relação conjugal com mais do que um único parceiro o estatuto de fiel? O rito que cobre a realidade conjugal com um manto de pureza? Enfim, creio que são demasiadas as vertentes e realidades, assim como as interrogações, que envolvem este tema e, para desgraça dos puristas da fidelidade, completamente antagónicas tanto as conclusões como as respostas. Nas sociedades ocidentais ou ocidentalizadas, permitam-me dizer, a fidelidade baseia-se em critérios éticos, tradicionais e morais para os quais eu não contribuí, sendo que me desresponsabilizam em absoluto enquanto não me perguntarem nada. Estabeleçam, caríssimos, parâmetros sérios de lealdade nas vossas relações e libertem-se do mito, confortável para muitos, eu sei (mitigam o factor comparação), da fidelidade. A felicidade está sempre ao alcance de quem se atreve e se liberta de complexos, aceite a moratória do preço a pagar pelos actos da (dita) infidelidade e entregue livre e espontaneamente o que melhor tiver em si sempre que ama. Um beijo, do Anjo Maslow
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(mailto:manuel_azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 11:25
Quantas vezes eu já usei a expressão: Sou leal, fiel....
Mas para além dos limites impostos por quem vive numa sociedade organizada (e se quer manter dentro dessa mesma sociedade), existem os nossos próprios limites que podem ter mais ou menos amplitude que os sociologicos. Chamam-se principios de vida. O que acontece, é que quando esses limites se tornam demasiado latos ou restritos, corre-se o risco de cair na marginalidade, por excesso ou por defeito. Há quem aceite isso de bom grado, há quem prefira ficar ficar dentro dos limites. Eu, feliz ou infelizmente, pertenço ao 2º grupo. Certo que o que disse não serve apenas para o caso da relação fidelidade (lealdade)-infidelidade, mas para todos os aspectos que nos rodeiam e que mais ou menos nos são impostos pela sociedade em que estamos inseridos. É claro que em muitos aspectos, aquilo que nos torna "normais", no local e época, em que vivemos, nos tornaria perfeitos excluidos noutra cultura/local/época qualquer.formasdolhar
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(mailto:formasdolhar@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 11:29
Ser fiel essencialmente aos nossos princípios e, à nossa individualidade. O resto é subjectivo, dependendo da forma como assumimos os nossos compromissos e relacionamentos, como os racionalizamos, tendo sempre em conta a projecção que estes têm na individualidade do outro (ou outros). Não é decididamente, assunto para uma análise linear ou generalista.mathiott
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(mailto:cecilia_mathiotte@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 12:42
Cereza a autora do texto sou eu!Já o enviei há k tempos eheehhe
sua cabeça de nuvem :))Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 15:10
Só mais uma coisa! Esqueçam litigâncias com argumentos religiosos porque para mim, religião são morenas belíssimas. Um beijo do AnjoMaslow
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(mailto:manuel_Azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 15:55
Bem, ali o grande paineleiro Maslow tirou-me as palavras da boca, e diga-se em abono da verdade que fez um bom trabalho com elas :). A Tex ficou-se por questionar algo que é bom ser questionado, mas bom mesmo é questionar a raiz das coisas, como o Maslow acabou por fazer. Por outras palavras, porquê ficarmos por questionar se a promessa é realista ou não em vez de questionar se a dita promessa alguma vez deve ser feita em 1º lugar? Afinal de contas, como também disse o Maslow há outras sociedades que vivem com outro conjunto de valores neste domínio. Passando à segunda parte da questão, a definição de (in)fidelidade: se formos a dizer que qualquer olhar (com ou sem pensamento impuro associado) na direcção de outra pessoa que não a respectiva cara metade, então nem vale a pena existir um conceito de infelicidade, de tão utópico ser, pois nesse caso somo TODOS (sim TODOS) uns grandessíssemos infiéis. Convenhamos que tem que haver algum limiar, agora achar que se pode chegar a uma definição consensual sobre qual é esse ponto, nem pensar. Finalmente, a mim cheira-me que com estas retóricas todas, quer-me parecer que a Tex não está nada convencida de se ir casar (leia-se da instituição que é o matrimónio), será que ainda tenho hipóteses com ela? looolllllllllllllll (kidding). Bem, e chega que tenho que bulir!WG
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(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 18:34
Tex ohhhh pa tu tb escreves assim coisa de jeito??
ehehehhehe :pPpPppP
bom o tema e tão subjectivo como a personalidade de cada um de nos...pode se comentar de mil e umas maneiras e nunca se chegar a conclusão nenhuma....faz demais parte da natureza humana..! (o meu dia foi longo...foi foi ta visto!)heaven-hell
(http://heavenhell72.blogspot.com)
(mailto:heavenhell72@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 18:36
Para ser curta...penso o mesmo que a Mattiott...eis um assunto que facilmente se tende a não ser sincero...nunca se faz aquilo que pensa, melhor é realmente tentar ser coerente com aquilo que sentimos e tentar não magoar e não sair magoado.Majoca
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(mailto:manejorge@mail.telepac.pt)


De Selvagem Anónimo a 25 de Maio de 2005 às 20:06
Ser-se infiel somos todos, querem queiram ou não. Somos todos os dias , a qualquer hora em qualquer lugar porque o somos em pensamento. Logo, podemos não sê-lo fisicamente mas somos espiritualmente. Seja qual for a promessa que seja quebrada é uma infedilidade mas no geral apenas pensamos nas "promessas" que fazemos qunado assumimos um compromisso seja ele de papel passado ou não. Depois, existem aquelas outras infidelidades, que com alguma simplicidade apelidamos de trazer por casa. Erro nosso, porque elas são tao ou mais importamntes que as outras. Como simplista que sou, ser infiel é TRAIR tenha que natureza tenha. Quando acontece, dói e deixa marcas. Com o tempo elas acabarão por se desvanecer porque faz parte do ciclo da vida que haja renovação. No entanto, em dias menos bons , elas martelar-nos-ão sem apelo nem agravo e, nós recuaremos no tempo enquantos as imagens desfilarão aos nossos olhos como se tivesse acontecido ontem. Ser-se infiel é trair a confiança (fé) que o/a outro/a depositou em nós ou depositámos em alguém..
Que raio de depósito este que levamos uma Vida a pagar juros ..
Até ..constancinha
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(mailto:ola_cusca@hotmail.com)


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