Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

Tu és assim

Já há algum tempo tinha este texto da nossa mathiot, não estava esquecido...apenas esperava a altura certa para o colocar aqui





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Tens no rosto profundas cicatrizes,
De dias mais felizes,
Que o tempo apagou.

A tua voz, reflecte a tua alma,
Numa aparente calma
Que teimas em mostrar.

As tuas mãos, perfeitas e esguias,
Feiticeiro sem magias,
Prisioneiro de emoções.

Os teus olhos, cansados das viagens,
De repetidas paisagens,
Perdem-se pelo horizonte.

A tua pele tem sabor a maresia,
Suor de fim de dia,
Que o amor adocicou.

Os teus gestos, são brandos por instinto,
Moves-te num labirinto,
De contornos indefinidos.

A tua boca tem gosto a mentol,
Frescura numa tarde de sol,
Calor na noite fria.

E eu, não te digo o que sinto,
E nem sei porque te minto,
Quando chamas por mim…
mathiott




You say you don't want it again
And again but you don't really mean it
You say you don't want it
This circus we're in
But you don't you don't really mean it
You don't really mean it
if the Divine master plan is perfection
Maybe next I'll give Judas a try
Trusting my soul to the ice cream assassin
Here




Impressão Digital Cereza às 01:40
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14 comentários:
De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 02:01
É das poucas vezes que venho comentar poesia... A poesia não se comenta, lê-se, fecha-se os olhos e sente-se e dá-se o significado, que se quiser! Poesia desafia a tese do uno e é das raras coisas da vida que é uno, que transforma-se em divisível para voltar ao uno. Acho que deve ser por isso que detestava analizar poemas. ****** mathiott :)Suicidal_kota
</a>
(mailto:cromokamikaze@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 03:01
Diz quem sabe que a música é o sucedâneo do silêncio e com ela vem a poesia. Mathiotes está lindo e tão cheio de música. Beijinhos constancinha-maria
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(mailto:nao-tem@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 09:27
Mathiott, tu foste daquelas pessoas que me ficaram retidas na memoria desde o almoço, agora entendo o porque, tu escreves expectacularmente bem mulher. Possa o teu poema ta lindissimo. Parabensblocas
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(mailto:blocas@blo.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 11:26
Um extraordinário poema... e da sua mensagem intensa...o reviver do sentir… O trato sublime como misturas amo...Muito bonito agora, agora mesmo, ao som desta música maravilhosa...Beijinhos

lua_de_avalon
</a>
(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 12:07
Adorei o poema. Quando o frenesim nos invade, perdemo-nos no desejo de partilhar ou não as nossas mais íntimas emoções.
O amor, de verdade, destrói as barreiras da contenção.
O calor invade-nos o corpo, quando a loucura e a sofreguidão se apodera dos sentidos.
Depois, é o êxtase, a explosão do ser, o orgasmo da vida, a comunhão inexplicada por palavras. **********
RS
(http://ghif/jhhhh)
(mailto:neliaps@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 14:02
Mathiott,gostei!Quero mais! :))*Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 15:10
“Em ti o meu olhar fez-se alvorada /
E a minha voz fez-se gorjeio de ninho... /
E a minha rubra boca apaixonada/
Teve a frescura pálida do linho.../
//
Embriagou-me o teu beijo como um vinho /
Fulvo de Espanha, em taça cinzelada... /
E a minha cabeleireira desatada /
Pôs a teus pés a sombra dum caminho...///

Minhas pálpebras são cor de verbena/,
Eu tenho os olhos garços, sou morena, /
E para te encontrar foi que eu nasci...///
Tens sido vida fora o meu desejo/
E agora, que te falo, que te vejo,/
Não sei se te encontrei... Se te perdi...///
Eugênio de Andrade

Mina
</a>
(mailto:Mina_@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 17:24
Cereza, regista mais este momento para o livro do "O Melhor de Urban Jungle, O Blogue". Como diz o Suicidal_kota, a poesia não se comenta, é daquelas coisas que se deixa mais para os sentidos. mathiott, dá-nos mais... :)flyman
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(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 18:02
Leio... leio... leio... e embalo-me. Namoro com o texto. Selecciono algumas palavras. Por simpatia, por me soarem ainda melhor que as outras. Visualizo as palavras, as emoções. Encosto-me ao poema como se fosse sólido, de pedra. Mexo-lhe com os dedos... talvez se mova. Mas não. É mesmo só para ser absorvido com o olhar... com o olhar interior que depois digere. bonecarussa
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 18:19
Adorei!!!Muita coisa me surgiu na memória.....Bigada mathiott ;)*marta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


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