Quarta-feira, 13 de Abril de 2005

O nosso Português decadente...

Nunca vi tanta gente dar erros como na net! A nossa lingua está de rastos...Até eu que muito raramente dou erros, já penso duas vezes antes de escrever certas palavras...A tex também partilha da minha opinião, e mandou-me um texto bem ao jeito dela.



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"Hoje, enquanto tomava café assisti a uma conversa que me deixou, uma vez mais, a pensar no quanto a língua portuguesa, está na mais absoluta decadência…



Por entre toneladas de estrangeirismos, tipo “bués” e quejandos, os
intervenientes, lá foram mantendo a conversa que eu, confesso, tive alguma dificuldade em seguir.
Por isso, meus caros(as), venho aqui fazer um apelo para que sejamos puristas no que respeita à Língua Portuguesa!



No restaurante não peçam bife (do Ing. beef), peçam, fatia de carne; não se dirijam ao guiché (do Fr. guichet) mas sim à portinhola e não ponham na boca o batom ( do Fr. bâton), mas sim o pau ou vara,lolol, bem esta última soou muito mal lolool ….aceitam-se sugestões lololol."



Tex



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E por falar neste tema, resolvi deixar aqui a letra da música que está a tocar! Um belo exemplo da riqueza da nossa língua! É dos Mesa com a participação do "intemporal" Rui Reininho! Agora, levantem o som, e cantem!



Luz vaga, luz vesga, a tua cruz
Já não sai da cama, a minha luz
Da sala, do quarto



Pilha a palavra
Troca a quantidade, do assunto modal
A tensão está normal
O lábio fora da boca,
A boca fora do mal



Os teus olhos não são de gente
O teu ar foge para cima
Tens a perna no cimento,
Tens a mão no pensamento



Ciclope, cicloturismo
Na parte de fora, na nesga do abismo
Imaginário que remete, para onde ainda não fui



Convite ao Universo
Com a tua própria câmara
Fecho a luz num olho
Prego a tábua à sensação
Som da casa, quando não estás...



Dancei para te ver aqui,
eu sei que nada mais pode me ajudar
É do nono andar? Sim
Quis pedir ajuda, mas a língua estava morta
Sei lá! Parei de olhar,
tenho uma corda acesa, prestes a queimar
Não és capaz de me levar a sério.
Vou saltar em teu lugar.



Sei que nada mais pode me ajudar



Atrasa o passo
Leva o lenço à boca
Fica na mira do choque frontal
Não é doença, é um animal
Um ruído feito no acto de fingir
seres mau, mesmo a dormir



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ATENÇÃO


Já agora, lembro que o Urban Jungle continua a votos, toda a semana em: Na Blogosfera «----- cliquem aqui.
Podem votar todos os dias, até sabado á hora do almoço!




Impressão Digital Cereza às 23:18
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32 comentários:
De Selvagem Anónimo a 13 de Abril de 2005 às 23:36
Eu não sou um purista da lingua, portugesa ou não (no limite purista até ao ponto em que aconselhe uma senhora a passar um pau pelos lábios), de qualquer modo esforço-me porque tudo aquilo que escrevo seja, presumo, minimamente consentâneo com o que aprendi em quatro anos de escola primária (diz-se agora de ensino básico, creio)...se fizessem todos como eu imensas pessoas iam ficar bué de stressadas!!! Um beijo, deste V/ anjo, MaslowMaslow
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(mailto:manuel_azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 07:25
Cá ando "rondando"/dia os blogs avoots. Boa sorte p/ ti - parece n/ s ermtº necesária -mas nunca é demais."Aquilo! é letra de música????Onde,"adonde"??????Ai Jesus k lá vou eu...Bjs e;)TMara
(http://estranhosdias.blogspot.com/)
(mailto:Tostimara@gmail.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 08:38
"A minha pátria é a língua portuguesa" como dizia Fernando Pessoa. O nível da linguagem mais usado revela, principalemnte, que o analfabetismo substituiu-se pela iliteracia. O recurso aos níveis de linguagem como a gíria ou o calão são cada vez mais frequentes. E a palavra "bué" já não é um estrangeirismo, foi introduzida no nosso dicionário.LuisC
(http://graodeluz.blogs.sapo.pt)
(mailto:luisfcaeiro@yahoo.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 09:41
Sem dúvida. Muitas vezes já penso duas vezes se estou a escrever as palavras correctamente ou não. Mas isto é mesmo algo que, por empatia, vamos fazendo.Tantas vezes se vê uma palavra mal escrita, mas sempre escrita da mesma forma, que inconscientemente essa passa a ser a forma correcta.Louis_Phere
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(mailto:jmcfilipe@oninet.pt)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 10:35
Isso é verdade. Muitas vezes sou assaltado por duvidas básicas que antigamente não existiam. E acontece-me o mesmo quando escrevo com os velhinhos, papel e caneta. formasdolhar
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(mailto:formasdolhar@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 10:50
Confesso que entre vários anos no estrangeiro a falar e escrever em Inglês e Espanhol, e mais do que isso, a escrever nos chats, fizeram mossa no meu escrever. Mas eu não tenho nada contra alguns estrangeirismos que se usam, não sou um purista a esse ponto, até porque muitos dos campos onde se usam são reflexo de serem inovações oriundas de outros países, são coisas específicas como produtos ou serviços e não tanto palavras “gerais”, so to speak (toma um lol). Além disso a nossa Língua joga contra si própria ao gostar de complicar, já muito de vocês devem ter tido a experiência de ler um texto em Português e o mesmíssimo texto em Inglês e no segundo caso ocupa menos uns 20% da(s) folha(s)!!! Mas mais grave que os estrangeirismos, ou até o uso exacerbado de calão, são, a meu ver, os erros ortográficos e gramaticais que se vêem. Como dizia e bem o LuisC o analfabetismo foi substituído por iliteracia no domínio da Língua e por analfabetismo funcional no domínio da vida. De qualquer forma uma Língua é dinâmica, e este dinamismo é sinal de vitalidade. Aposto que a tetra-avó (que raios, a avó!!! hehehe) da Tex lutou até aos seus últimos dias para que se continuasse a escrever pharmacia tal como a tex irá lutar para que dentro de uns anos não de escreva ke ou q em vez de que. By the way (tungas, mais um), gostei da photo (como diria a avó da Tex) que ilustra o texto.WG
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(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 11:51
Não digam SEXO (do inglês Sex ..) utilizem antes uma expressão bem portuguesa tipo:
- saltar á espinha
:x
Shikote
(http://shikote.blogspot.com/)
(mailto:arturcb@gmail.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 11:56
Não acho q o analfabetismo substitui-se pela literacia, são coisas distintas, não acho q haja mais calão do q havia no tempo do meu pai....apenas outras palavras entraram na nossa lingua, outro calão, outra gíria, foi sustituindo o mais antigo, assim como outras culturas foram entrando no nosso pais. Tex e já agora "godemiché" tem uma sonoridade muito mais linda!!! LLLLLOOOOOOOOOOOLLLLLL :)))) beijosPatanisKa
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(mailto:sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 13:10
Patanisca o "miché" é ali com o God (Water) LOLOLOLOLOLOLTex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 14 de Abril de 2005 às 14:13
É sempre bom termos noção da lingua que falamos... Já eu me farto de rir qd se diz, "eu falo brasileiro" ... Lol... mas q é isto ??? o brasileiro ñ existe, ele é lingua portuguesa com sotaque, tão simples quanto isso... pessoal ñ vamos deixar a lingua portuguesa morrer... tex obgd pelo textoCriador_Sonhos
(http://criadorsonhos.blogspot.com)
(mailto:miguel24lx@sapo.pt)


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