Domingo, 3 de Abril de 2005

O nosso filme

Com a morte do Papa, fiquei a matutar... Há poucos meses morreu a irmã Lúcia, num dia 13... agora o João Paulo II, que tinha uma devoção enorme por Fátima... coincidência ou não o terceiro segredo tinha a ver com ele... parece tudo tão interligado, não é?
É engraçado ver o rumo que a vida toma! Até que ponto somos responsáveis? Será que existe alguma força superior a influenciar? Por vezes parece que fazemos parte de um filme com o principio, meio e fim já definido. Acreditam que o nosso destino está traçado? Por vezes fico a pensar... mas...



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Não, não acredito. Aquela famosa força de expressão "se Deus quiser", na prática, só serve para acomodar e conformar as pessoas. Odeio determinismos. Tanto de um lado, como do outro. Acredito que podemos, sim, interferir no andamento dos acontecimentos, mas não ao ponto de determiná-los. Nem nós, nem nenhuma força superior! É um conjunto de factores.

Sempre tive consciência da minha participação nisso tudo... Mas na sede de entender os mecanismos da vida, nós pecamos por recorrer ao óbvio, e simplificar torna-se uma tendência.

Costumava dizer que o futuro nada mais era do que a conseqüência das nossas escolhas. Pretensioso, não? Hoje, vejo que é muito mais complexo do que isto! Somos seres humanos, vivemos em sociedade, relacionamo-nos, logo, o outro também tem alguma participação, mesmo que seja indirecta. No mínimo, vai influenciar nas nossas escolhas, que, conseqüentemente, vão influenciar no nosso futuro... e aí por diante. Sem contar com a tal "conspiração do universo"... Sei lá o que isto significa, mas acredito numa química qualquer capaz de favorecer ou desfavorecer um acontecimento, uma situação.

É a esta química, que alguns atribuem a essa força superior.... Já eu, acho que ela não é aleatória. Assim como a nossa intuição explica-se pelo que absorvemos inconscientemente... esta "química" é resultado da energia emanada daqueles que nos rodeiam. Cada um deles com a sua bagagem de vida e com o seu conceito (ou preconceito) a nosso respeito, baseado na experiência que tiveram conosco. Aí também somos responsáveis, certo?



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Enfim, somos protagonistas no espectáculo da vida, mas ela jamais será um monólogo. Por maior que seja a solidão, os coadjuvantes sempre terão um papel fundamental na trajetória da nossa vida.




PS: Enviem-me os vossos textos!!!!!!!!


Impressão Digital Cereza às 19:17
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15 comentários:
De Selvagem Anónimo a 3 de Abril de 2005 às 21:47
Deste Papa tivémos a maior lição de humildade de sempre...é das maiores virtudes, das que mais me sensibilizam. A nobreza de cada um está nos nossos actos e no nosso carácter, essa é que é a verdadeira nobreza. Com a sua humildade, o Papa conseguiu ser aceite por todo o Mundo, fora de qualquer credo político ou religioso e assim dar um contributo para a Paz. Sigamos o seu exemplo...francisco
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(mailto:frisco@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 3 de Abril de 2005 às 21:56
Coincidências ou não, elas existem! O que nos acontece é que passamos a vida a perguntar Porque a mim? quando nosrevoltamos por sentirmos que tudo nos acontece. Não tem razao de ser Nunca nos lembramos qu nesse preciso momento existe algúem muito pior ue nós. Dirão: Ora mas com o mal dos outros posso eu bem ! Claro, tipica atitude de um egoísta. Nada acontece sem uma razão. Nada acontece por um acaso. São sinais! Avisos! O mundo anda depressa demais para poder descurtinar tudo isso e nós corremos ao lado do tempo tentando sermos os primeiros a chegar à meta.. Está escrito que é assim. Onde? Não sei. Tu sabes? E tu? Está no nosso Eu andarmos sempre curvados, carregando um fardo. Reparem, quando nos perguntam: Como estas? respondemos: ora ... vou andando! Tentem de outra maneira. Como estás ? Respira fundo, endireita-te e responde: Melhor é impossível! Por mim ... Estou óptima, porque melhor seria impossível! Bom começo de semana a TODOS
Beijinhosconstancinha
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De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 02:22
Uma coisa e certa... este Papa foi unico... dificilmente teremos outro igual, virado para os jovens sobretudo... ele lutou ate ñ poder mais... Q descance em paz...Criador_Sonhos
(http://criadorsonhos.blogspot.com)
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De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 12:22
Claro que, inevitavelmente, estamos todos dependentes e condicionados uns pelos outros. Mesmo os "anti-sociais".
Temos, como é lógico, alguma influencia na nossa vida. Como se costuma dizer: "Faz-se o que se pode." Se isso advem unica e simplesmente das decisões que tomamos neste mundo ou se advem de uma qualquer entidade superior tem a haver com a fé de cada um. formasdolhar
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(mailto:formasdolhar@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 12:28
É sempre bastante complicado pensar nos diversos cruzamentos da vida, muito complicado mesmo quando pensamos acerca de questões existenciais. Se por um lado, temos normalmente a consciência de que temos nas mãos a condução dos nossos destinos, há situações em que quase parece certo que alguma coisa ou alguém toma para si essa tarefa de nos moldar o destino. Independentemente de tudo isso, acho que o melhor para todos nós é mesmo continuarmos este processo contínuo de vida, ponderada e imponderavelmente, batendo de frente contra todo o sofrimento mas reaparecendo, em cada vez, com um sorriso suficientemente grande para influenciar o destino de quem nos rodeia. Um beijo, deste V/ anjo, Maslow...Maslow
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De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 12:58
Não acredito que ninguém a não ser eu comanda a minha vida...Acredito no livre arbítrio e nunca tive necessidade de acreditar em algo supostamente "superior" para resolver os meus problemas ou para culpar pelos mesmos...
Tenho fé sim!
Em mim e nos outros!
Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 16:30
Podemos querer aceitá-lo ou não mas nós somos sempre nós e as nossas circunstâncias.O factor pessoal conta mas penso que é muito mais relevante o que nos rodeia.Às vezes penso no que seria se vivesse noutra época e noutro lugar, seria a nível humano a mesma pessoa? Quais seriam as minhas escolhas e o meu modo de vida? Foi já aqui bem abordado no blog a questão do holocausto e do horror nazi, e eu já me questionei "E se tivesse nascido alemão e em 1939 tivesse vinte e poucos anos, quem seria eu?"A maioria das conclusões que tiro, pragmaticamente, não me deixam nada tranquilo.Louis_Phere
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De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 17:21
Não acredito no destino. Nem em forças superiores. Nem em forças inferiores. Nem em forças médias. Nem em vida após a morte. Etc, etc, etc. São tudo coisas que o ser humano inventou porque dão paz de espírito pois supostamente explicam coisas que desconhecemos. Gostava também de ser ingénuo ao ponto de acreditar que apenas eu comendo a minha vida, se calhar vivia menos preocupado. Infelizmente, a sociedade, a cultura, o grau de avnço da sociedade, tudo nos influencia. Por muito que não queiramos. E, por vezes, mais do que influenciar, forçam-nos a certas coisas, por bem, por mal, ou por nada. Mas não haja dúvida que o futuro depende de nós e de que maneira! Por isso deixemo-nos de fatalismos e lutemos por ele!!WG
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De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 19:52
O nosso destino, o rumo da nossa Vida, pertence-nos! É cada um de nós, com as opções que vai tomando, que constrói o seu caminho. No entanto, há algo em que acredito, acredito que o momento em que esse caminho termina está marcado. De uma forma ou de outra, tendo tomado a opção A ou B, será naquele dia e àquela hora. Sorte a nossa que nunca saberemos quando, nem como. É essa sorte que faz com que a Vida nos sorria:) A atitude de João Paulo II perante a Vida e perante a Morte, deveria ser um exemplo para qualquer Ser Humano, independentemente de ideologias políticas ou religiosas.w´s
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De Selvagem Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 19:54
cada pessoa traça o seu destino, mas é claro que há algo a contribuir. e depois, a gaja da foto ali em baixo até me meteu medo!morgaine
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