Quarta-feira, 16 de Março de 2005

The Verme is back: Think Ink, not Mink!

Eu sempre admirei pessoas exuberantes, radicais, sem regras, e sem problemas de assumirem os seus gostos! Daí eu ter confessado a admiração que tenho pela "mulher" que é Madonna. Hoje vou falar do ex jogador da NBA Dennis Rodam: o bad boy do basquetebol norte americano.



Ele já usou o cabelo verde, amarelo, roxo, vermelho... já se vestiu de mulher, já usaou a roupas mais extravagantes que se possa imaginar, ele é piercings e tatuagens por todo o lado... já fez cinema, cantou, casou com a Carmen Electra que deu em escandalo após escandalo...... enfim...desculpem... Mas eu acho-o fan-tás-ti-co pela sua exuberância, rebeldia e a coragem que tem de viver bem com isso!



rodaman copy.jpg


Agora Dennis despiu-se de preconceitos, e pousou nú, para uma boa causa!!!! Acabou de lançar uma campanha em associação com a PETA (People for the Ethical Treatment for Animals). O Verme (como é conhecido na liga de basquetebol americano) é o primeiro homem, e estrela do desporto, que se despiu por esta causa. O lema da campanha é "esteja confortável na sua pele e deixe os animais com a deles".... Mas o que o cartaz quer dizer literalmente é : Pense em tinta (tatuagens) e não em peles!!! Um slogan que cai na perfeição ao nosso Rodman, já que tem para aí 90 por cento do corpo coberto de tinta!



A conhecida associação, que recentemente ficou desagradada com a estilista Fátima Lopes,(próximo alvo da PETA) defende que o homem não tem o direito de matar animais para lhes tirar a pele e fazer peças de vestuário.



Nas campanhas da PETA já participaram muitas celebridades como: Pamela Andersson, António Banderas, Moby, Paul McCartney e Alicia Silverstone.



E já agora, não vistam peles! Usem as sintéticas, estão mais IN!



Para aqueles que levam este tema de animo leve, deixo aqui o site da PETA... vejam os videos, na qual se pode ver bem a crueldade dos homens! Fazem estas atrocidades apenas pela pele dos animais!!!!! TRISTE! Confesso que não consigo ver os videos até ao fim!





in: Http://peta.org



Impressão Digital Cereza às 16:02
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22 comentários:
De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 16:34
Era um show ve-lo jogar... ele era demais... como actor tb foi excelente... ele é como dizes... fora do normal e muito bom no q faz... Criador_Sonhos
(http://criadorsonhos.blogspot.com)
(mailto:miguel24lx@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 17:31
Uso de peles....por principio sou contra. Mas quem não usa uns sapatos de pele (apesar que a maior parte é "ecologica", ou seja plástico muito bem disfarçado, que de ecológico tem pouco ou nada)? Casacos de couro são de uso frequente. O que interessa discriminar é de que animais são feitas as roupas. Matar um animal só para lhe tirar a pele, sou obviamente contra essa ideia. Mas se o animal é morto para outros efeitos porque não aproveitar a pele para fins de vestuaério? Nada de fundamentalismos por favor.formasdolhar
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(mailto:formasdolhar@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 19:01
Dear All, escrevo indignado porque realmente isto de tirar a pele aos animais tem que acabar. Só de pensar nisso eriçam-se-me todos os cabelos do corpo. Depois os pobres animaizinhos ficam muito vulneráveis a frios, ventos, agressões ambientes das mais variadas e, não menos importante, perdem a sua identificação, a sua pose natural. Acabem lá com isso de tirar a pele aos animais. Já agora, a talhe de foice, acabem também com a posta mirandesa, com os rojões à moda do Minho, com o frango com arroz de cabidela, com o peixe grelhado, frito ou assado (cozido nem gosto, blerg), acabem com os enchidos, com os patês, acabem com todo e qualquer complexo proteico de origem animal. Acabem também, já agora, com o abate de árvores, acabem com a exploração mineira, acabem com a extracção de petróleo e gás natural. Bem, entretanto tenho que me interromper porque combinei um jantar num restaurante Argentino de grelhados fantásticos, ainda agora me telefonaram a dizer-me que já está na hora (este meu telefone de ultima geração é fantástico) e tenho que ir buscar o meu carro que deixei a lavar hoje de manhã, interiores e exterior, com uma linha nova de produtos geniais (deixam o carro como nunca esteve de brilho) e a colocar os novos pneus da Michelin para altas performances, ainda vou passar a levantar o meu Armani (com um bordado lindo, lindo. Recorreram a tecnologia fria com poliuretano nas cabeças de uma prensa para colocarem um contraste fabuloso sobre o bordado), tenho também que não me esquecer de ir buscar o cinto fabuloso para usar com os novos sapatos italianos. Ai, estou tão ansioso por ouvir o novo cd que comprei. Tenho um som assim super elevado, nova geração da Alpine no carro, vou delirar a caminho da minha party. Ah, lembrei-me agora, não me posso esquecer de telefonar ao empreiteiro por causa de saber se já recebeu do carpinteiro o soalho em madeira de Riga (pinho) para os quartos e para as escadas. Por falar nisso, não sei se fiz bem em escolher cerejeira para aquele quarto, hmm! Deve estar bem, agora é tarde demais para pensar nisso. Gosto mesmo é daquele mármore de tom ocre da sala. Bem, fiquem todos super felizes e não se esqueçam: nada de usar a pele dos animais, ok? Um beijo, deste V/ anjo, MaslowMaslow
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(mailto:manuel_Azevedo@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 19:19
Por mim andavamos sempre de tatuagens e piercing.. as roupas que se lixem! xP E de preferência xcom o corpinho delem, não com a altura.. :S Era bonito ver um montão de pessoal a passar na rua com BodyPaintings.. Que giro! Eu tb pousaria para essa campanha, a crueldade que fazem com os animais é penosa! Beijo*Succubus
(http://sukkub.blogspot.com)
(mailto:merylin.ruth@gmail.com)


De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 22:05
Uma vez ouvi alguém dizer, a propósito da extrema pobreza em alguns países africanos, que esta e as gerações dos próximos anos estão condenadas... nada se pode fazer para as salvar. Também neste caso as gerações nossas contemporâneas parecem estar condenadas à burrice cega e indigna que talvez já não as venha a afectar, mas por certo afectará os nossos filhos e netos. Já não falo apenas das peles, mas de todos os atentados ao delicado equilíbrio ecológico do nosso planeta. E não se trata aqui de fundamentalismos, óbvio, mas do que é fundamental para garantir a nossa sobrevivência enquanto parte de um sistema... Resta-nos a esperança que as gerações mais jovens acordem a tempo de se salvar. É triste e pesada a herança que deixamos aos nossos filhos... :( E agora, para amenizar um pouco do dramatismo, deixo aqui uma pergunta: o que é que o tal de Dennis Rodman terá tatuado no dito cujo para se sentar assim naquela posição tão pouco reveladora das partes (interessadas no conflito ou interessantes para a causa, como lhe quiserem chamar) lolllll :P alic
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(mailto:mceciliabpm@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 22:19
O Verme... Quando comecei a gostar da NBA fiquei fã (até hoje) dos Boston Celtics. Os tempos em que o Kevin McHale, o Robert Parish e principalmente o Larry Bird (com o seu ar de rapaz simplório do midwest americano com pinta de cegonha desengonçada)me faziam estar acordado até às tantas. Era um grupo de tipos de aparência normal, do mais normal possível, mas muito bons, mesmo muito bons no que faziam. Lembro-me que a seguir a esta fase, que tinha que ter um fim como qualquer fase, apareceram uns rapazes de Detroit a quem chamavam os "bad boys" e que tinham à cabeça um tal de Dennis Rodman, cheio de tauagens, turbulento q.b.e muito mais artista fora de campo do que dentro dele e eu disse cá para mim : " Hummm, isto já não é a minha vida..."Só voltei a ligar à NBA algum tempo mais tarde uns tempos mais tarde e pelas piores razões, quando nos arqui-rivais dos Celtics (os Chicago Bulls) passou a jogar outro rapazito (acho que se chamava Michael Jordan) e me diziam maravilhas dele.Nos primeiros confrontos Celtics-Bulls que vi dessa altura éramos copiosamente derrotados à conta do tal menino e eu gritava ""Que cabrão!" Há medida que o fui vendo jogar, ao longo do tempo, já mais conformado ia vociferando "Que magnífico cabrão..." até que chegou o dia em que já só dizia, cá para mim próprio "Que magnífico..." E assim se aprende a gostar de alguém...Se calhar era para comentar o uso das peles, mas como o comentário do Maslow está de tal forma irónica e sublimemente escrito que nesse aspecto nem toco apenas adiciono a máxima "cuidado que ao preocuparmo-nos com a árvore podemos esquecer-nos da floresta."Louis_Phere
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(mailto:jmcfilipe@oninet.pt)


De Selvagem Anónimo a 16 de Março de 2005 às 23:13
tanta tatoo...Morgaine
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(mailto:lab_marta@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 17 de Março de 2005 às 00:12
Para os que levam este tema de animo leve, deixo aqui dois videos, na qual mostra bem a crueldade dos homens! Fazem estas atrocidades apenas pela pele dos animais!!!!! TRISTE|

www.petatv.com/tvpopup/video.asp?video=save_the_sheep&Player=wm&speed=_med ------------www.petatv.com/tvpopup/video.asp?video=fur_farm&Player=wm&speed=_med--------cereza
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(mailto:lis_tv@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 17 de Março de 2005 às 09:57
Sim à tinta, nao às Martas? Desculpem lá, mas tinha que vir a terreiro defender a Marta, mesmo que ela só faça é dar-me murraças! hehehe Tema peles: aquilo que à partida parece tão óbvio ser um tema preto ou branco, facilmente se pode tornar uma enorme área cinzenta. No fundo, traduzindo a ironia do Maslow (e retirando os restantes delírios lolol), ou as meias palavras do formas e do Louis_Phere: Apesar de achar uma atrocidade enorme fazer tais coisas aos animais, pensemos por um momento o que lhes fazemos para depois os comer: alimentados com dezenas de aditivos, nascem crescem e são mortos em questão de semanas, nem chegam a ter cartilagens para se aguentarem em pé, mas como é para comermos ninguém diz nada, é o preço da nossa subsistência. E a utilização das respectivas peles para sapatos e casacos. Vejam como seria fácil enganarmo-nos a nós próprios promulgando legislação do género “pode-se comercializar peles de animais que sejam subprodutos de animais criados para comer”, tarda nada era aí uma data de martários e raposários a competir com os aviários, vendiam a carne para comer e já tinham a pele que queriam. E depois quem tinha moral para dizer que estava mal? Faz-me lembrar há dias um mail bem interessante que recebi acerca do discurso de um Ministro brasileiro nos EUA, quem o recebeu entenderá o paralelismo quando digo “falemos todos deste assunto quando todos virarmos vegetarianos”. Quanto à personagem que dá a cara e o resto do corpo pela campanha, é ineteressante, mediático, e ao contrário do que se quer fazer crer era um muito bom jogador, obviamente não era um jogador cuja função fosse construir jogo ou fazer belas jogadas individuais ou marcar muitos pontos, mas o jogo não é só feito disso, há também a defesa, a intensidade, o passar aos colegas essa intensidade e fazer com que aquela cambada de jogadores medianos de Detroit tivessem conseguido como equipa serem bi-campeões e ganharem às estrelas de outras equipas. Foi, claramente, o melhor Defesa do jogo enquanto jogou, não sei se o melhor de sempre ou não. Goste-se ou não do estilo! PS - Maslow também quero do que quer que seja que andas a "tomar"! lolololWG
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(mailto:a@a.com)


De Selvagem Anónimo a 17 de Março de 2005 às 10:03
Já agora, na medida em que acho que há algum paralelismo, e na medida em que nos últimos dias tem andado em voga a apologia do "Eu", para aqueles que não viram, ponho aqui a transcriçao do tal discurso do ministro brasileiro nos EUA.

Discurso do Ministro Brasileiro de Educação nos EUA...

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que Pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"

ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO, PORQUE FOI CENSURADO.WG
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(mailto:a@a.com)


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