Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006

Quanto mais simples menos ignorante….

Antes demais, aviso que hoje há dois posts! Sei lá porquê!

Eu acho incriveis estas divagações do Esquizo! Para ele há sempre algo para decifrar.

Quando ontem recebi este texto, estava eu a meio de uma pvt com uma amiga... em que mais parecia uma conversa de surdos mudos. Fazia tudo por tudo para fazer passar a minha "mensagem" de maneira correcta. Pensei: Desisto... um dia qualquer voltamos a falar!





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O primeiro paragrafo do texto do Esquizo é o exemplo acabado do que senti. O resto do post diz muito mais...




Quanto mais falo, mais corro o risco de me contradizer. Não por crescimento, mas por falta de ideias que surgem do mesmo rio, mas provêm de afluentes diferentes....

A simplicidade (ou ignorância) das minhas “fontes de inspiração”, isso mesmo “fontes de inspiração” foram a maior consequência deste tumor convertido em escrita.

Na música, por exemplo, sempre que tentava penetrar na filosofia do autor para saber o que ligava uma frase a outra, aparentemente distante, via-me obrigado a tecer uma malha indirigivel de ideias, na tentativa de estabelecer um sentido entre estas.

Claro que mais tarde o meu ego procurava a confirmação. E lá estava a grande desilusão, o desconcerto mental, no site de internet mais próximo.

....”estavamos todos animados, (tinham fumado erva claro!!!!) e o nosso baterista matou uma mosca por acidente. Começamos todos a tocar e eu ia dizendo o que me vinha à cabeça...”

Bem, por muito que me esforçasse para decifrar o código atrás da letra desta canção, a realidade ultrapassava a própria ficção. Este é um de muitos exemplos onde eu me empenhei no mais desafiador enigma, fazendo o meu cérebro florescer de teorias e conspirações, para depois encarar a triste realidade: TINHA SIDO PICADO POR UMA MOSCA MORTA.

Em suma, o meu maior desejo é ser simples e apreciar em vez de avaliar... Até lá cresco ao ritmo de sons que não posso entender, nado em ondas de imaginação que fulminam à mínima falta de compreensão.

A constante é que não desisto de procurar,
de porcurar essa mensagem escondida para mim,
de procurar esse segredo que me é revelado.
Permito-me a existir assim
aqui e ali, nas entrelinhas...


Esquizo





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Talk Talk:

"Well did I tell you before
When I was up
Anxiety was bringing me down
I'm tired of listening to you
Talking in rhymes
Twisting round to make me think
You're straight down the line

All you do to me is talk talk
talk talk, talk talk
All you do to me is talk talk..."



Impressão Digital Cereza às 01:59
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38 comentários:
De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 04:15
"...o tempo escaseia, não me consigo concentrar, sento-me num canto, ninguem me incomoda, acho que vou falar agora, não consigo falar agora, as palavras não saem como eu quero, sinto-me a afundar, sinto-me fraco mas não o posso demonstrar; ás vezes penso para onde vou.." Transcrevi isto de uma musica dos Pink Floyd, porque acho que tem tudo a ver com o texto.. P-U-D-I-M
</a>
(mailto:luistefe@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 08:15
Por vezes também sinto que as palavras que saem da minha boca, não mostram o significado que eu gostaria de lhes dar, por essas mesmas faltas de ideias, tornam-se contraditórias e pouco claras. A quem as ouve, noto, por vezes, uma falta de compreensão ou uma compreensão completamente distorcida e então penso: "é melhor deixar para mais tarde senão corro o risco de me contradizer".DevilGirl
(http://..)
(mailto:joana.patrici@sapo.pt)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 10:30
é nas entrelinhas que sempre está o mais importante... Independentemente das letras, há musicas que têm a melodia perfeita e nós nem ligamos à letra. Eu também sempre gostava de saber o que estava para ali escrito. O que é certo é que muitas vezes tambem ficava desiludida. E mais uma vez se alplica uma das coisas que eu digo: por vezes mais vale sentir do que pensar nas coisas.vanessa
</a>
(mailto:mina_aeternus@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 10:30
well dei comigo a pensar na Lei de Murphy "Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal" tenham um dia sei lá... intenso!IdeiasAvulso
(http://2)
(mailto:Ideiasavulso@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 11:26
Eu entendo as coisas e as pessoas com o coração.Quando gosto aceito...simplesmente aceitando.Podem-me fazer mil discurso,podem fazer testamentos..e nada muda uma virgula,do que eu sinto ou entendi,com as acções,ou os silêncios.Quando leio um livro,não tendo entender o autor,mas sim,sentir o que li,os meus pensamentos,á minha maneira,com a minha vivência...Nem tão pouco,fico preocupada quando não me entendem,por vezes nem eu me entendo!!Não nos podemos esquecer que o outro,só nos consegue entender á sua imagem...E nós só conseguimos entender as coisas á nossa imagem também!!Hoje pensamos de uma forma,amanhã,no outro dia,com a vivência que vamos tendo,a mesma coisa já nos toca de maneira diferente...Há uma base,que para mim é essencial, A VERDADE...O resto,não passa disso mesmo,são restos de cada um...É tão fácil!!!Aceitemos as coisas e as pessoas,tal com elas são,se não entendermos hoje,talvez amanhã se entenda melhor,e se nunca se entender de forma lúcida,o coração fará o resto que faltar.... marta
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(mailto:martax_30@hotmial.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 11:30
Estavam 3 submarinos em cima duma arvore a jogar às cartas. Passou um ovo cozido e os submarinos convidaram-no para jogar porque assim podiam jogar à sueca. O ovo cozido desculpou-se dizendo que a mãe o tinha mandado cortar o cabelo... /// Porque é que são sempre os outros que não nos percebem e não somos nós que não nos conseguimos explicar...? Já agora... Entrelinhas... o que é isso? bonecarussa
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 12:25
Ora nem mais Esquizo, ora nem mais...Marco Neves
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(mailto:megabife@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 12:32
"Se eu pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei"

(Fernando Pessoa)
Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 13:54
Cara bonecarussa, entrelinhas é o espaço que separa umas linhas das outras. Sentido implícito, ilação mental. Aqui é usado no sentido lírico para explicar a permeabilidade das palavras. As frazes estão cheias de buracos percebes, uma afirmação por muito sólida que seja, não é mais sólida que um queijo suiço. Resumindo e concluindo não percebo nada do que estás praí a perguntar.esquizo
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(mailto:alexandre_alfeirao@bluewin.ch)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 14:28
Já li uma tese sobre isto. Mas é ambigua. "Quanto mais informação existe sobre algo, mais indução à ignorância ocorre sobre esse assunto" - por outras palavras. E isto é ainda mais complicado quando se vive num mundo onde reina a informação sobre tudo!Suicidal_kota
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(mailto:cromokamikaze@hotmail.com)


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