29 comentários:
De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 11:07
Negro,amarelo,verde,ás riscas...tanto faz.Desde que sejam de PAZ,eu aceito...Um beijo ( que pelas saudades pode ser cor de fogo) para ti Abel ;)*marta
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(mailto:martax_30@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 11:10
O assunto não é propriedade absolutamente Português, porque é Mundial e como tal, uma música qualquer serve perfeitamente desde que seja articulada. Por isso a música que envolve o vídeo e o texto está perfeitamente adequada. Em minha opinião o Abel não se vai importar porque gosta de toda a música que seja boa e não importa de que país seja. Por isso Cereza parabéns pela escolha :))) e quanto ao texto volto mais tardelua_de_Avalon
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(mailto:ermelinda_1955@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 11:31
O racismo não tem fronteiras, existe até dentro da mesma raça. Chamem-lhe o que quiserem, nacionalismo, chauvinismo, regionalismo, o efeito é o mesmo: a intolerância frente ao Outro que não é igual a mim... no corpo, na língua, na religião, nos costumes...Tex
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(mailto:texazinha@iol.pt)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 11:34
Na altura da escola secundária andavam comigo dois irmãos gémeos negros. Um chamava-se Michael e o outro Jackson. Quando alguém diziz que eles erem negros eles irritavam-se com as pessoas e diziam que não eram negros, eram pretos. Eram portugueses e de uma familia com posses e educação e as unicas vezes que os vi irritados foi por os chamarem negros em vez de pretos. Não me perguntem o pq disto que eu não sei... Quando vim para a Finlândia um tio meu (que não se intitula racista, mas que diz "pretos só na terra deles) disse que eu ia encontrar um finlândes negro e que ia ficar aqui com ele. Ironia ou não o unico finlandes negro que encontrei foi no aeroporto de Londres e tinha 7 anos... Aqui na Finlândia divido o apartamento com uma rapariga do Quénia que está a estudar enfermagem. Saiu da sua terra quando era muito pequena e foi com a mãe para Moscovo (a mãe limpava quartos em hoteis). No inicio não tinha queixas delas, era uma pessoa civilizada como eu. Quando cá voltei depois da época natalicia vi que ela tinha comido parte da comida que eu cá tinha deixado. Como durante alguns dias ela não foi capaz de me dizer nada, confrontei-a eu com a situação. Deu-me umas desculpas tão esfarrapadas (sim, pq começou a dar uma e como viu que eu não me estava a acreditar começou com outras) que acho que nem a minha mana que é pequenina se acreditaria. Esta parte foi mais um desabafo, não quis dizer que se fosse um branco não faria isso (bem, se fosse finlandes a probabilidade de o fazer era quase nula). Os amigos desta rapariga são todos negros, é só gente negra cá em casa! Eu acho que os negros se puderem ficam só com negros, embora com os brancos já não se passe o mesmo (posso dizer o caso da zona de Chelas em Lisboa em que a mistura de etnias é muito grande). A cultura asiática nunca me fascinou muito, mas a das tribos de África fascina-me muito. ... Quando estive em Moscovo e em S Petersburgo não vi um unico negro. e pq? Pq a policia prende-os mesmo sem eles fazerem nada, o unico pretexto é serem negros. Mas também ouço muitas noticias de pessoas de raça branca que em áfrica são mortas (e não é por serem ricas!). O que eu quero com tudo isto dizer é que sim, há muita discriminação, mas isso vem de todos os lados, de todas as raças. O problema é que em todas as comunidades há conceitos pré- concebidos que afectam a forma como as pessoas partem à descobertas dos outros "mundos" (e isto também é antropologico). Nós temos piadas sobre pretos e eles têm sobre os brancos. O que é certo é que há coisas às quais não estamos habituados, por exemplo: sempre que vou a Lisboa não me faz confusão nenhuma andar pela zona J e L de Chelas no meio de negros, mas se for ao Continente do Colombo e olhar para as caixas faz-me muita confusão ver meia dúzia de brancos no meio de tantos negors. Mas quando vim para a Finlândia também me fez muita confusão ver tanta gente loira de olhos claros. Mas quer num caso quer noutro trato as pessoas da mesma maneira, porque não fui educada para ver as pessoas pela sua cor mas pelas suas capacidades humanas. ... Abel, acho que está aqui um texto muito bem elaborado, parabéns!Vanessa
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(mailto:mina_aeternus@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 11:35
Ui, desculpem, não tive a noção que escrevi tanto :(vanessa
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(mailto:mina_aeternus@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 12:19
Teoria e prática. Antes e depois. Etc, etc. Teoricamente não sou racista, na prática confesso que sou. Teoricamente todos à minha volta são pessoas, todas diferentes, todas iguais, mas se vou nos comboios da linha de Sintra, depois das 8 da noite, tenho medo... Porém, o melhor chefe que já tive (mais competente, mais humano, uma pessoa incrível!), era e é preto e ainda hoje mantemos uma amizade sólida à prova de todas as cores. No local onde trabalho atendemos dezenas, para não dizer centenas de pessoas pretas por dia... quando há um problema qualquer, eles são os primeiros a dizer que isto ou aquilo acontece porque eles são pretos, ou seja, o racismo está em todo o lado. Antes e depois. Antes de viver onde vivo agora, desde há quase um ano, as manifestações das pessoas pretas (de caracter cultural, musical, religioso, etc.,) passavam-me um bocado ao lado ou seja, não me incomodavam... agora... não é bem assim... moro num local onde existem mais pretos que brancos e raras são as noites em que não há rusgas policiais, zaragatas, confusões, carros danificados ou roubados e os perpetrantes são sempre os mesmos... como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto dá até que fura... sei que muitos dos problemas advêm de abismos sociais mas sou impotente para os ultrapassar. No entanto, o meu filho tem amigos brancos e pretos, e eu faço tudo para que ele mantenha estas amizades. Estimado Abel... assunto difícil, complicado e muito problemático. Penso que este tema mexe mais connosco do que possamos imaginar pois, tal como referes, quantos de nós poderão dizer em consciência e sem mentirem... que não se importam que os seus filhos tenham companheiros pretos...? É que se tiverem filhos, pretos serão os nossos netos... estamos preparados para isso?bonecarussa
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(mailto:bonecarussa@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 13:34
Michael Jackson o negro que não suportava a própria cor.. hum? Que tal? Foi apenas por uma questão de côr e tudo o que isso lhe pesava nos ombros? Que reflexo veria ele ao espelho? E hoje.. será que ainda se olha? Que racismo este... Estética? Modo de estar? Vive-se, respira-se, existe em nós. Vale qualquer coisa. E tantos anos que esta sociedade tem levado em discriminar a própria discriminação, fechando os olhos, aceitando... discriminando silenciosamente quem o faz e quem sofre.Marco Neves
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(mailto:megabife@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 14:13
Ó doce bonecarussa! Preparado? Mais que preparado estou! Pois tenho a maior honra em dizer que a minha avó era negra (não preta). A minha mãe é mulata e eu sou cabrito, misceginação a que muita gente identifica como negro (dizem que não pareço...). Sobre este caso lembremo-nos da primeira negra (segundo os americanos chamaram) que ganhou o primeiro prémio como artista principal de uma obra cinematográfica, penso que no ano transacto. Ela era dessa pura misceginação. Meu pai branco, descendentes de Poveiros, não me deixou fortes recordações relativamente ao convívio com minha mãe e comigo, embora gostasse de todos os filhos (uns escurinhos e outros clarinhos. Minha mãe dizia que era da fornada...). Minha mãe sim. Carregada de trabalho, de filhos, de humildade, de doçura e de outros adjectivos (como qualquer outra mãe) que vou guardar para mim. Não a trocava. Há passagens da nossa vida que recordo com agrado e alegria: Certo dia, ao passar na rua com três dos seus filhos de tenra idade, eu, um loiro e outro escuro, resolveu dar um bofetão a um de nós. A esposa de um médico, que estava à janela, barafustou (pensando que era criada) e quis saber a razão porque estava a bater nos meninos da branca. A tal senhora corou de espanto ao constatar que não era bem assim./ Certo dia, minha mãe estava sentada e a empregada (em minha casa) estava a passar a roupa a ferro. às tantas, meu filho entrou em casa com colegas. Um deles viu o quadro e perguntou: Ó Nuno! então a tua avó está a trabalhar e a empregada está sentada?... abel
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(mailto:barretomarques@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 14:38
Abel... muito bom! Até trouxeste David Ricardo ao barulho... interessante, muito interessante! Mas não nos podemos esquecer de uma coisa caro amigo... existiu, existe e exitirá racismo e xenofobia... sempre!!! É um facto do qual não podemos disfarçar com rosas e com alecrim. Deduções levados ao erro é humano! Podem criar uma outra 3ª Guerra Mundial... réplica da 2ª que não mudará grande coisa neste assunto! Não se esquecam que, especialmente na Europa e no Médio Oriente estas "discrepâncias" são mais notadas ( basta recordarmos a história Humana e a evolução nestes três mil anos) pelo simples facto: desde que foi criada a 1ª civilização (Babilónia) que o homem social, numa sociedade, tem de lutar para sobreviver e que isto pode trazer um sentido de superioridade perante outros membros da mesma! A queda da Babilónia foi exemplo disso: ramificou-se e deu lugar a tribos.
Abel repara bem nisto, quantas tribos-civilizações encontras tu só na Europa? E no Médio Oriente? Só as civilizações que viveram à volta do mar mediterrâneo chegam para as que existiram no mundo inteiro até hoje!! Repara que desde a Idade do Bronze houve tantas guerras por tantos motivos que a "discrepância racial" é apenas mais uma! Se estou a levar para segundo plano o assunto racial? Estou! Dá-se a importância necessária e nada mais, porque os Judeus, desde que se lembram, foram sempre perseguidos até aos meados do séc.XX, os negros foram escravisados "massivamente" desde o séc.XIV, e talvez até saibas que, depois de uma refrega tribal os vencidos eram feitos escravos. Agora pergunto-te Abel, somos ditos mais civilizados em quase todos os campos desde essas eras mas, seremos diferentes? A nivel moral estamos diferentes desde a Idade do Bronze? Felicito-te pelo texto de trouxeste para o blog mas, realmente este assunto dá agua pelas barbas pelo simples facto que existe muito factor a ponderar que não podem ser excluidos pela maior ou menor importância que têem! Racismo e xenofobia criam mudanças radicais no factor de coesão de uma sociedade.Suicidal_kota
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(mailto:cromokamikaze@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 14:41
Bem, antes de mais... Olaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ...
Peço desculpa pela minha ausência longa e não anunciada. Sei que também não devem ter dado pela falta, mas eu sim, sinto muito a falta deste espaço, das palavras e de todos aqueles que considero meus amigos. Refiro-me claro a vocês Paineleiros e Paineleiras...
Esta minha ausência deve-se a uma mudança de emprego e quem sabe um novo futuro... Muitos aqui me disseram e a nossa Patroa também, "melhores dias virão..." Chegaram... vamos a ver agora... beijos e abraçosCriador_Sonhos
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