Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

Os BrancosNegros ou NegrosBrancos

Eu nem tenho palavras para uma introdução a este trabalho do Abel... Não tenho porque o acho simplesmente fantastico!

Sei que o Abel tem tido imenso trabalho, alias sei que nem sabe para onde se virar. A ele peço desculpa de não pôr uma musica portuguesa, mas achei que este video do Michael Jackson foi feito para ESTE TEXTO! Chama-se Black or White (Desculpem a qualidade, mas videos do MJ já não se encontram assim com tanta facilidade, sinais do tempo!)

Ao Abel quero apenas dizer... Benvindo, tinha saudades de te ler! Obrigada amigo!





mjackson1.jpg


Ao ler uma agenda bolorenta (de 2001) do Ministério da Saúde, deparei com uns versos perspicazes que me deram o mote para o assunto, já largamente debatido pela sociedade global e, de certa forma, incompreendido por uma boa parte das gentes. Antes de o apresentar vou fazer uma reflexão.

Embora a comunidade científica não seja unânime quanto à definição ou identificação, as raças que conheço são: negra, branca e amarela, vista numa perspectiva do senso comum. Os antropólogos dividem a espécie humana em raça Mongolóide (grupo ancestral do Continente Asiático), Negróide (grupo ancestral do Continente Africano) e Caucasiano (grupo ancestral do Continente Europeu).

Podemos verificar assim que as pessoas são negras e não pretas (é significativa a diferença) como tristemente muita gente ignora.
Segundo a comunidade científica, o ser humano provém do mesmo tronco dos símios, sem que (como erradamente por vezes se diz) “sejamos forçosamente descendentes dos macacos”.

Esta comunidade crê também que a origem do homem está no centro de África (por ter encontrado lá os primeiros vestígios do ser humano ou artefactos assim parecidos) e evoluiu ao longo de milhares de anos. Essa evolução de que falo, pressupõe transformações que determinaram a hereditariedade (genes) e as características físicas ou fisiológicas. A evolução resultou assim no ser humanos que somos hoje.

O ser humano não teve origem num bom Adão e numa bela Eva, mas sim num grupo ou grupos humanóides, ou em vias disso, expandindo-se pelo globo. Falo do Neanderthal (que predominou a Europa e Ásia Ocidental e desapareceu há 30.000 anos aproximadamente), Cromagnon (que apareceu há cerca de 50.000 anos atrás), Homo Sapiens, de quem somos descendentes (homem moderno) e tantos outros de que alguns investigadores apontaram ser diferentes espécies provenientes do mesmo tronco, tal como os símios.

Nessa sua expansão geográfica crê-se que, de África, caminharam para Sul e para Norte, e já com os continentes ligeiramente afastados entraram pelo Norte da Ásia, atravessaram o Alaska (hoje assim conhecido e muito antes de Cristóvão Colombo lá ter aportado) e povoaram todo o Continente Americano.

Como mudamos de cor? Qualquer ser sobre a terra leva, em média, cerca de 80.000 anos (Conceptualmente conhecemo-nos há cerca de 5.000 anos, tempo insuficiente para o funcionamento de qualquer fenómeno biológico) para se transformar e baseia-se nas cópias genéticas que vamos sucessivamente passando às gerações seguintes, o clima e as características das regiões em que o ser humano habita.

Por exemplo, as narinas alargadas, o cabelo carapinha, físico esguio e a pigmentação são adaptações do ser humano (negros) às regiões tórridas de sol intenso e muito calor. Os seus primos do Norte da Europa (esquimós) têm cabelo liso, tom de pele acastanhada (pigmentada) para se protegerem do gelo (que também queima) e engordam para protecção do frio. Mais abaixo, os Nórdicos, têm cabelo liso e pele esbranquiçada porque não necessitam de se proteger do sol nem do calor e o clima frio (do gelo) tem outra dimensão. Etc. Somos de certa forma todos primos e primas…em 1º, 2º, 3º …21, 22º grau….. etc….. (Bryson, 2003).

Assim sendo, como posso entender a raiva do Hitler, a luta entre Católicos e Protestantes, a agressão entre Judeus e Palestinianos, o ódio entre “pretos” e brancos (cenas de racismo na Europa) ou brancos e “pretos” (cito o caso de Robert Mugabe e as herdades de descendentes de colonos no Zimbabwe)? O nosso próprio país que se diz não racista, está e esteve envolvido nisso. Lembremo-nos da expulsão dos judeus cujos descendentes foram figuras proeminentes nos países Nórdicos em vários campos do saber. David Ricardo (Inglês de descendência Portuguesa) no campo da Economia e tantos outros são exemplos disso.

Somos poucos os que ficamos indiferentes ou nos regozijamos que um filho ou filha se case com um “preto(a)”, quero dizer negro(a)?
Por isso, falar de raça, quando nos referimos à espécie humana, passará a ser, no futuro, autêntico disparate. “Deveremos referir cultura e o termo etnia deverá ser aplicado com muito cuidado”. (Étnico – é característico de uma região). “Etnia negra e etnia japonesa são formas mal disfarçadas de racismo”, continuando a ser a frase um autêntico disparate.

Daqui a milhares de anos, se o Homem permitir, seremos certamente diferentes porque mudamos completamente o nosso modo de vida e a nossa estrutura mudará também. A facilidade com que saltamos de continente para continente, a nossa vida citadina atribulada e turbulenta, o comportamento do homem e da mulher em sociedade, as novas tecnologias, a comunicação, etc. etc... é a alavanca para a alteração que se adivinha.

Deixamos de ser caçadores…e passamos a ser nómadas … egoístas, destruidores da natureza, abatemos os outros seres, somos cheios de manias, curiosidades… e odiamos os outros pelas suas características infinitamente pequenas e insignificantes, quando comparadas com as primeiras. Temos uma vida inteira à nossa frente e essa mudança não é para o nosso tempo nem sequer para o dos nossos bisnetos. Um dia todos mudaremos de cor. Descansemos… por agora porque não é para já...



kkk_022.jpg



E agora, os tais versos:
“Amigo branco, algumas coisas deves saber:
Quando nasço, sou preto
Quando vou à escola, sou preto
Quando apanho sol, sou preto
Quando tenho frio, sou preto
Quando tenho medo, sou preto
Quando estou doente, sou preto
Quando morro, sou preto
E tu amigo branco?
Quando nasces, és cor-de-rosa
Quando vais à escola, és branco
Quando apanhas sol, ficas vermelho
Quando tens frio, ficas azul
Quando tens medo, ficas pálido
Quando estás doente, ficas amarelo
(Quando te zangas comigo, ficas verde
(Quando o Glorioso perde ficamos transparentes)
E quando morres, és cinzento
E és tu que me chamas pessoa de cor?

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<p><strong>Eu nem tenho palavras para uma introdução a este trabalho do Abel... Não tenho porque o acho simplesmente fantastico!

Sei que o Abel tem tido imenso trabalho, alias sei que nem sabe para onde se virar. A ele peço desculpa de não pôr uma musica portuguesa, mas achei que este video do Michael Jackson foi feito para ESTE TEXTO! Chama-se Black or White (Desculpem a qualidade, mas videos do MJ já não se encontram assim com tanta facilidade, sinais do tempo!)

Ao Abel quero apenas dizer... Benvindo, tinha saudades de te ler! Obrigada amigo!</strong></p>

<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><img alt="mjackson1.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/mjackson1.jpg" width="400" height="302" border="0" />
</td></tr></table>

<P>Ao ler uma agenda bolorenta (de 2001) do Ministério da Saúde, deparei com uns versos perspicazes que me deram o mote para o assunto, já largamente debatido pela sociedade global e, de certa forma, incompreendido por uma boa parte das gentes. Antes de o apresentar vou fazer uma reflexão.

Embora a comunidade científica não seja unânime quanto à definição ou identificação, as raças que conheço são: negra, branca e amarela, vista numa perspectiva do senso comum. Os antropólogos dividem a espécie humana em raça Mongolóide (grupo ancestral do Continente Asiático), Negróide (grupo ancestral do Continente Africano) e Caucasiano (grupo ancestral do Continente Europeu).

Podemos verificar assim que as pessoas são negras e não pretas (é significativa a diferença) como tristemente muita gente ignora.
Segundo a comunidade científica, o ser humano provém do mesmo tronco dos símios, sem que (como erradamente por vezes se diz) “sejamos forçosamente descendentes dos macacos”.

Esta comunidade crê também que a origem do homem está no centro de África (por ter encontrado lá os primeiros vestígios do ser humano ou artefactos assim parecidos) e evoluiu ao longo de milhares de anos. Essa evolução de que falo, pressupõe transformações que determinaram a hereditariedade (genes) e as características físicas ou fisiológicas. A evolução resultou assim no ser humanos que somos hoje.

O ser humano não teve origem num bom Adão e numa bela Eva, mas sim num grupo ou grupos humanóides, ou em vias disso, expandindo-se pelo globo. Falo do Neanderthal (que predominou a Europa e Ásia Ocidental e desapareceu há 30.000 anos aproximadamente), Cromagnon (que apareceu há cerca de 50.000 anos atrás), Homo Sapiens, de quem somos descendentes (homem moderno) e tantos outros de que alguns investigadores apontaram ser diferentes espécies provenientes do mesmo tronco, tal como os símios.

Nessa sua expansão geográfica crê-se que, de África, caminharam para Sul e para Norte, e já com os continentes ligeiramente afastados entraram pelo Norte da Ásia, atravessaram o Alaska (hoje assim conhecido e muito antes de Cristóvão Colombo lá ter aportado) e povoaram todo o Continente Americano.

Como mudamos de cor? Qualquer ser sobre a terra leva, em média, cerca de 80.000 anos (Conceptualmente conhecemo-nos há cerca de 5.000 anos, tempo insuficiente para o funcionamento de qualquer fenómeno biológico) para se transformar e baseia-se nas cópias genéticas que vamos sucessivamente passando às gerações seguintes, o clima e as características das regiões em que o ser humano habita.

Por exemplo, as narinas alargadas, o cabelo carapinha, físico esguio e a pigmentação são adaptações do ser humano (negros) às regiões tórridas de sol intenso e muito calor. Os seus primos do Norte da Europa (esquimós) têm cabelo liso, tom de pele acastanhada (pigmentada) para se protegerem do gelo (que também queima) e engordam para protecção do frio. Mais abaixo, os Nórdicos, têm cabelo liso e pele esbranquiçada porque não necessitam de se proteger do sol nem do calor e o clima frio (do gelo) tem outra dimensão. Etc. Somos de certa forma todos primos e primas…em 1º, 2º, 3º …21, 22º grau….. etc….. (Bryson, 2003).

Assim sendo, como posso entender a raiva do Hitler, a luta entre Católicos e Protestantes, a agressão entre Judeus e Palestinianos, o ódio entre “pretos” e brancos (cenas de racismo na Europa) ou brancos e “pretos” (cito o caso de Robert Mugabe e as herdades de descendentes de colonos no Zimbabwe)? O nosso próprio país que se diz não racista, está e esteve envolvido nisso. Lembremo-nos da expulsão dos judeus cujos descendentes foram figuras proeminentes nos países Nórdicos em vários campos do saber. David Ricardo (Inglês de descendência Portuguesa) no campo da Economia e tantos outros são exemplos disso.

Somos poucos os que ficamos indiferentes ou nos regozijamos que um filho ou filha se case com um “preto(a)”, quero dizer negro(a)?
Por isso, falar de raça, quando nos referimos à espécie humana, passará a ser, no futuro, autêntico disparate. “Deveremos referir cultura e o termo etnia deverá ser aplicado com muito cuidado”. (Étnico – é característico de uma região). “Etnia negra e etnia japonesa são formas mal disfarçadas de racismo”, continuando a ser a frase um autêntico disparate.

Daqui a milhares de anos, se o Homem permitir, seremos certamente diferentes porque mudamos completamente o nosso modo de vida e a nossa estrutura mudará também. A facilidade com que saltamos de continente para continente, a nossa vida citadina atribulada e turbulenta, o comportamento do homem e da mulher em sociedade, as novas tecnologias, a comunicação, etc. etc... é a alavanca para a alteração que se adivinha.

Deixamos de ser caçadores…e passamos a ser nómadas … egoístas, destruidores da natureza, abatemos os outros seres, somos cheios de manias, curiosidades… e odiamos os outros pelas suas características infinitamente pequenas e insignificantes, quando comparadas com as primeiras. Temos uma vida inteira à nossa frente e essa mudança não é para o nosso tempo nem sequer para o dos nossos bisnetos. Um dia todos mudaremos de cor. Descansemos… por agora porque não é para já...

<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><img alt="kkk_022.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/kkk_022.jpg" width="400" height="300" border="0" />
</td></tr></table>


E agora, os tais versos:
<strong>“Amigo branco, algumas coisas deves saber:
Quando nasço, sou preto
Quando vou à escola, sou preto
Quando apanho sol, sou preto
Quando tenho frio, sou preto
Quando tenho medo, sou preto
Quando estou doente, sou preto
Quando morro, sou preto
E tu amigo branco?
Quando nasces, és cor-de-rosa
Quando vais à escola, és branco
Quando apanhas sol, ficas vermelho
Quando tens frio, ficas azul
Quando tens medo, ficas pálido
Quando estás doente, ficas amarelo
(Quando te zangas comigo, ficas verde
(Quando o Glorioso perde ficamos transparentes)
E quando morres, és cinzento
E és tu que me chamas pessoa de cor?</strong>
<Anónimo>

<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><img alt="mjackson2.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/mjackson2.jpg" width="400" height="302" border="0" />
</td></tr></table>


Bibliografia que inspirou e baseou algumas das inserções ao tema
Jones, Steve (2002), Y A Descendência do Homem, Gradiva, Lisboa
Bryson, Bill (2003), Breve História de Quase tudo, Quetzal Editores/Bertrand Editora, Lda, Lisboa</P>

<P><STRONG>Abel Marques</STRONG></P>

Impressão Digital Cereza às 01:38
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29 comentários:
De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 15:11
"O racismo é um problema muito complexo. Existe um racismo manifestado e assumido - são as cabeças rapadas que lutam para a pureza da raça, são todos aqueles que, sem participarem em tais actividades, consideram inferiores as pessoas de outras raças. Mas também existe o racismo sub-consciente, um perigo escondido porque as próprias pessoas que tomam atitudes racistas as vezes não se apercebem disso. É um instinto animal que nos leva entre duas pessoas desconhecidas escolher aquele que se parece mais a nós.
Um bom exemplo disso é um concurso de jóvens cantores que ocorreu na televisão no ano passado. (Estou a referir-me à primeira edição dos "Idolos", os portugueses conhecem bem). O concurso tinha 3 fases, nas primeiras duas os candidatos eram seleccionados pelo juri. Em resultado disso passaram ao final 10 pessoas, entre eles 4 eram de origem africana. A terceira fase era diferente das outras porque já não era o juri a seleccionar os candidatos mas o próprio público. Aconteceu que os quatro cantores negros foram os primeiros a abandonar o concurso para a minha grande surpresa, porque uma das meninas tinha voz fantástica. Será que a maioria dos portugueses são racistas? Não acho. Pelo menos conscientemente não são. A maioria das pessoas condenam o racismo mas mesmo assim tomam atitudes racistas. Acredito que uma educação adequada pode tornar as pessoas menos racistas mas será que isto afectará as atitudes sub-conscientes?" Abel excelente texto e não pares de escrever ****
RS
(http://ehtiop/hhhh)
(mailto:Nelia_1345@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 15:52
só tenho uma coisa a dizer. porque então nos chamamos a nós brancos? somos brancos? Nao! entao deviamos ser os cor-de-"sei-la-o-k"? Nao vejo onde está o mal de se chamar preto a alguem. Em relação ao racismo cada um que pense por si...PauloTiago aka [M]orcego
(http://caderno-de-apontamentos.blogspot.com/)
(mailto:paulo_tiago_s@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 15:53
Eu já tive a oportunidade de ser vítima do racismo. Como se aprende com essa experiência!... Meus caros, uma coisa é estar-se em Portugal, onde a maioria da população é branca. Pois não temos consciência absolutamente nenhuma do que é ser-se discriminado. O peso que é ter pele negra por toda a vida, num país de brancos. Eu já estive várias vezes em países africanos. Já fiz voos em que quase a totalidade dos passageiros é negra. E nesses poucos momentos, apanho com "flashes de segregação" vindos da parte deles. É absolutamente desconfortável ser-se alvo de atitudes incompreensíveis, só explicadas pelo facto de se ter uma cor diferente. É, por outro lado enriquecedor para mim como alvo, porque me faz compreender um pouquinho o outro lado, a outra face da moeda. Quem vive na periferia das grandes cidades, e aqui destaco no caso português, Lisboa, e tem a experiência quotidiana de andar de transportes públicos, decerto terá alguma vez assistido à violência por parte de grupos de negros. São violentos. Porquê? Como já disse, o compartimentar da sociedade, a falta de igualdade oportunidades, a incompreensão, o deslocamento para fora do meio cultural e consequente falta de identificação, a perda de objectivos, o tratamento diferente que se dá, mesmo por aqueles que dizem que não são racistas, leva a um estado caótico. Por já ter passado pela experiência desagradável de ser objecto de tratamento racista, apesar de como disse, terem sido brevíssimos flashes, compreendo porque razão entramos neste absurdo ciclo vicioso. Não quero imaginar o que é ter uma cor de pele diferente noutro país e estar sujeito a caprichos alheios. O que falta a muitos de nós é a capacidade de ser imparcial no julgamento das situações. De compreendermos a outra parte. O facto de ser português, nesta perspectiva também é motivo para me sentir orgulhoso da minha nacionalidade: fomos o primeiro país a nível mundial a abolir a escravatura. Pelo menos isso.flyman
</a>
(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 15:54
Meu caro abel, excelente tema, excelente texto. Um abraço!flyman
</a>
(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 17:20
Ora bem..!! Em primeiro lugar, este senhor que dá pelo nome de Michael Jackson, quanto a mim é uma pessoa com duas caras, ouseja diz uma coisa e faz outra, se não veja-se: Então qual é a moral de um homem que tem o bom senso de fazer uma musica que apela ao não racismo, e depois porque não suporta a sua própria cor faz operações plásticas para ficar de cor branca, noto que aqui só o Marco Neves reparou neste pequeno grande promenor, senhores e senhoras para mim este homem se é que assim lhe posso chamar apesar de a vontade me faltar de o fazer é um ser horrivel e hipócrita do pior que eu já alguma vex vi.. Dai Cereza, isto é apenas uma opinião podia-se ter posto outro video.. Bem quanto à questão própriamente dita, vivemos num pais que embora ninguem o diga ou reconheça é racista e cada vex mais chenofobo, o problema não é esse mas sim não termos a consciencia que o somos, mesmo que inconscientemente, se n vejamos: basta um comentário ou pensamento que por vezes sem nos aperceber-mos é racista, "olha, tens uns ténnis á preto", "tás a ouvir musica de pretos".. Eu próprio reconheço que inconscientemente tenho este tipo de pensamentos ou atitudes; desenganem-se as pessoas que pensam que o racismo só se demonstra na violência fisica "o matar ou esfolar". Se todos fizer-mos uma analise mental vamos descobrir um racismo inconsciente em todos nós, e esse sim é um grande passo para combater-mos o racismo.. Quanto á raça, para mim só ha uma é a humana. A origem do homem claro, que ha a teoria cientifica e a teoria da igreja, ai já vai da educação e das convicções de cada um.. Abel o meus parabéns por nos teres trazido um assunto cada vez mais importante no Mundo, é de louvar, a ti o meu Bem Haja..!P-U-D-I-M
</a>
(mailto:luistefe@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 17:52
Acho que a Cereza não precisa de nenhum cavaleiro andante que a defenda. Muito menos em relação ás suas escolhas decorativas do blogue. Não gosto do MJ. No entanto, se se atentar única e exclusivamente no video e na mensagem da música, é perfeito para este tema. Deixem lá o ET que protagoniza o video e ouçam a mensagem da música. Vejam as imagens. A enorme variedade de traços humanos que se transfiguram uns nos outros. A fantástica e belíssima variedade de feições de povos e culturas existentes no mundo que é partilhado por todos. Seria bom que todos se aceitassem e compreendessem reciprocamente. Agora se o outro mudou a cor da pele, poderá ser tema de discussão, mas quanto a mim o tema relevante do VIDEO é perfeito para este post. O sacana do MJ nunca me explicou bem essa cena da mudança da cor da pele... e também não faço questão de compreender. Foi o livre arbítrio dele, que querem?... Foi uma escolha, e as escolhas dos outros, respeito-as desde que não interfiram, nem desrespeitem as minhas.flyman
</a>
(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 17:58
Excelente tema, mas que me é dificil comentar.Opiniões sobre este tema são-me dificeis e induziria em erro, de qulauer forma os meus parabens ao meu querido amigo Abel pelo seu regressoblocas
</a>
(mailto:blocas@blo.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 18:16
Há uns anos atrás, no outro século :-))) entrou pela turma, acompanhada do Reitor, uma rapariga com o ar mais assutado que possam imaginar.Vinha do Senegal e no meio de nós todos não podia passar despercebida, era negra. Mandaram-na sentar-se ao meu lado. Era alta, com uns olhos negros lindos e "dançava" enquanto se dirigia ao lugar dela. - Olá ! Eu sou a Cuca e tu como te chamas? Em sussurro respondeu Antonieta, mas chamam-me Nety. Amor á primeira vista. A partir daquele dia não andava o braço sem o baraço. Uma semana depois, numa aula de Religião e Moral, e uma vez que a turma era mista, as aulas eram dadas por um Padre e uma Professora.Não passou nem 5 minutos e ouviu-se:- Só dou aulas a brancos! Olhei e dei de caras com o Padre que ostentava um ar furibundo. estás tramado, pensei. - Como? Não se importa de repetir o que disse? - Disse que não dou aulas a pretos? - NÃOOO? - Pois bem, então a brancos também não dá. Levantei-me e quando abri a porta da sala para sair vinha a turma toda atrás. Ainda hoje, quando nos juntamos todos relembramos o que se passou e como "kotas saudosistas" que nos prezamos ser, largamo-nos a chorar. Racismo?? Claro que existe até na porta ao lado, onde vive o vizinho. Existe no Mundo e não tem a ver com a cor ou com a crença de cada um, mas sim com a vontade do Homem.
Abel gostei tanto do teu texto e sabes, ainda gostava de saber se na outra vida vivi em África porque dentro de mim existe uma nostalgia tão grande e , engraçado, que muitas pessoas pensam que vim de lá. Beijjinhos para ti ( a dobrar ;-) constancinha-maria
</a>
(mailto:nao-tem@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 19:08
Vamos lá a ver uma coisa: O MJ é fruto da ciencia estética. Por mais aderência que uma pessoa ganhe à ciencia estética humana a ciência genética prevalecerá! Se houver descendência (não sei se há e nem me interessa) a genética mantém-se durante quatro, repito, QUATRO GERAÇÕES!
Sabem o isto ker dizem não sabem!? É inevitável! Activa ou passiva, racional ou irracional, premeditada ou delibarada, as diferenças étnicas,de credo e outras estão incrostadas em nós. Umas das causas é a própria sociedade como uno que nos força, a todos - TODOS OS NIVEIS SEM EXCEPÇÃO - a este nivel de mentalidade quasi retrogado, diria até primitivo. É normal e aceitável perante estes padrões sociais pelo simples facto que apesar dos vários esforços que se tentam na evolução e introdução de várias sociedades ditas "discriminadas", estas pouco e até nem se esforçam a minimizar essa discriminação devido aos seus valores ditos "primordiais" trazidos de outras sociedades nemos avancadas que a nossa. E agora digam-me: a culpa é de quem? Quem é que tem de se moldar? Somos nós que já estamos enraizados neste pais ao qual já não basta o esforço que se faz para minimizar as diferenças entre o nosso nivel social e o nivel social de outros paises europeus e ainda temos de nos emoldurar em padrões sociais que não nos são estranhos mas, ao qual estamos a observar de outro ponto de vista? Ora que raio... se quiserem o isolacionismo que o tenham... pois isso não mudará a sociedade para melhor, pelo contrário, aumentará as diferenças sociais entre as várias comunidades existentes, logo aumentará o factor de coesão em certas cidades e areas metropolitas. Medo, medo e algum receio é o que se vive por causa desse factor craido não por nós, mas por algumas sociedades à parte destas comunidades que teimam em fazerem-se de "coitados"! Aliás não temos nós emigrantes por todo o lado à várias gerações? Nós não nos adaptámos a sociedades alheias à nossa? Não temos nós vários tipos de sangue nas nossas origens aliadas ao dito Lusitano? Então temos pena meus caros amigos! Temos pena. "Em Roma sê romano!"Suicidal_kota
</a>
(mailto:cromokamikaze@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 19:26
Pudim pois parece que não entendeste a razão deste video! Alias são varias. 1. Porque este video fala exactamente daquilo que o Abel falou no texto.Ora repara apenas nestas frases:"...It Don't Matter If You're Black Or White....I'm Not Going To Spend My Life Being A Color///
2. Nem precisas ler a letra, porque as imagens falam por si. Se olhares bem começa em Africa, passa pela Asia, estados unidos, pelo leste... ou seja fala das diferentes "cores" da especie humana!/// quanto ao MJ não o considero nenhuma aberração, nem tão pouco racista... acho que é um desiquilibrado, que tem o desejo de ter a pele mais clara.. exagerou, mas isso é uma opção dele... e não nos cabe a nós manda-lo para sitio nenhum... gostes ou não da musica, a verdade é que ele é o artista COMPLETO.--- Mas Pudim lá tens as tuas razões para discordar comigo, e estou aberta a sugestões a outros videos/// Quanto ao tema Abel, acho que está fantastico. O racismo tem muito mais que se lhe diga do que ser branco, amarelo ou negro. Pessoalmente não sou RACISTA, nem Xenofoba, nunca o fui, apesar de vir de uma familia que o é. Perguntam-me deixarias um filho teu casar com um negro/preto... A resposta é sim. Não me interessa cor, mas sim o caracter das pessoas, e se algo que me atinge profundamente o coração é a violencia que o homem BRANCO inflinge sobre as outras "cores". Abel falaste no Hitler... tb me pergunto que raio de odio moveu aquele homem. Eu já visitei um campo de nazi, e digo-te nunca me senti tão mal e tão envergonhada na minha vida. Chorei muito durante a visita, e passei o dia de cama. Só que fez uma visita destas entenderá o que é a XENOFOBIA. Vi as camaras de gás, vi as camas dos prisioneiros, vi a forca, senti aquele micro clima gelado, que só por si matava, vi a mesa onde eram feitas as experiencias sobre os judeus... e acreditem, nunca mais fui a mesma. /// Agora abel, só queria terminar com uma questão... uma vez falava com um amigo jornalista que é "negro" sobre a questão do racismo... perguntei-lhe se preferia que lhe chamassem negro ou preto... A resposta? PRETO. Segundo ele a palavra negro tem um sentido racista, apenas pq nós definimo-nos por brancos... então porque não chama-los pretos? Ainda hoje tenho algum receio ao dirigir-me a alguem de "cor negra", exactamente por isso! Por mim, não á Xenofobia e ao Racismo./// Abel aquele poema que juntaste ao teu texto, conheci-o atraves de uma musica, que não sei de facto que a canta, mas na net encontrei um coisa curiosa, dizem que foi escrito por um Shakespeare "negro"! Gostaria muito de poder continuar a falar sobre este assunto, pq me revolta profundamente... mas o comentario já vai longo, e agora a pataniska só o vai ler na diagonal LOLLLL///
Abel muito obrigada :)*
cereza
(http://www.urban-jungle.name)
(mailto:lis_tv@hotmail.com)


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