Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

Os BrancosNegros ou NegrosBrancos

Eu nem tenho palavras para uma introdução a este trabalho do Abel... Não tenho porque o acho simplesmente fantastico!

Sei que o Abel tem tido imenso trabalho, alias sei que nem sabe para onde se virar. A ele peço desculpa de não pôr uma musica portuguesa, mas achei que este video do Michael Jackson foi feito para ESTE TEXTO! Chama-se Black or White (Desculpem a qualidade, mas videos do MJ já não se encontram assim com tanta facilidade, sinais do tempo!)

Ao Abel quero apenas dizer... Benvindo, tinha saudades de te ler! Obrigada amigo!





mjackson1.jpg


Ao ler uma agenda bolorenta (de 2001) do Ministério da Saúde, deparei com uns versos perspicazes que me deram o mote para o assunto, já largamente debatido pela sociedade global e, de certa forma, incompreendido por uma boa parte das gentes. Antes de o apresentar vou fazer uma reflexão.

Embora a comunidade científica não seja unânime quanto à definição ou identificação, as raças que conheço são: negra, branca e amarela, vista numa perspectiva do senso comum. Os antropólogos dividem a espécie humana em raça Mongolóide (grupo ancestral do Continente Asiático), Negróide (grupo ancestral do Continente Africano) e Caucasiano (grupo ancestral do Continente Europeu).

Podemos verificar assim que as pessoas são negras e não pretas (é significativa a diferença) como tristemente muita gente ignora.
Segundo a comunidade científica, o ser humano provém do mesmo tronco dos símios, sem que (como erradamente por vezes se diz) “sejamos forçosamente descendentes dos macacos”.

Esta comunidade crê também que a origem do homem está no centro de África (por ter encontrado lá os primeiros vestígios do ser humano ou artefactos assim parecidos) e evoluiu ao longo de milhares de anos. Essa evolução de que falo, pressupõe transformações que determinaram a hereditariedade (genes) e as características físicas ou fisiológicas. A evolução resultou assim no ser humanos que somos hoje.

O ser humano não teve origem num bom Adão e numa bela Eva, mas sim num grupo ou grupos humanóides, ou em vias disso, expandindo-se pelo globo. Falo do Neanderthal (que predominou a Europa e Ásia Ocidental e desapareceu há 30.000 anos aproximadamente), Cromagnon (que apareceu há cerca de 50.000 anos atrás), Homo Sapiens, de quem somos descendentes (homem moderno) e tantos outros de que alguns investigadores apontaram ser diferentes espécies provenientes do mesmo tronco, tal como os símios.

Nessa sua expansão geográfica crê-se que, de África, caminharam para Sul e para Norte, e já com os continentes ligeiramente afastados entraram pelo Norte da Ásia, atravessaram o Alaska (hoje assim conhecido e muito antes de Cristóvão Colombo lá ter aportado) e povoaram todo o Continente Americano.

Como mudamos de cor? Qualquer ser sobre a terra leva, em média, cerca de 80.000 anos (Conceptualmente conhecemo-nos há cerca de 5.000 anos, tempo insuficiente para o funcionamento de qualquer fenómeno biológico) para se transformar e baseia-se nas cópias genéticas que vamos sucessivamente passando às gerações seguintes, o clima e as características das regiões em que o ser humano habita.

Por exemplo, as narinas alargadas, o cabelo carapinha, físico esguio e a pigmentação são adaptações do ser humano (negros) às regiões tórridas de sol intenso e muito calor. Os seus primos do Norte da Europa (esquimós) têm cabelo liso, tom de pele acastanhada (pigmentada) para se protegerem do gelo (que também queima) e engordam para protecção do frio. Mais abaixo, os Nórdicos, têm cabelo liso e pele esbranquiçada porque não necessitam de se proteger do sol nem do calor e o clima frio (do gelo) tem outra dimensão. Etc. Somos de certa forma todos primos e primas…em 1º, 2º, 3º …21, 22º grau….. etc….. (Bryson, 2003).

Assim sendo, como posso entender a raiva do Hitler, a luta entre Católicos e Protestantes, a agressão entre Judeus e Palestinianos, o ódio entre “pretos” e brancos (cenas de racismo na Europa) ou brancos e “pretos” (cito o caso de Robert Mugabe e as herdades de descendentes de colonos no Zimbabwe)? O nosso próprio país que se diz não racista, está e esteve envolvido nisso. Lembremo-nos da expulsão dos judeus cujos descendentes foram figuras proeminentes nos países Nórdicos em vários campos do saber. David Ricardo (Inglês de descendência Portuguesa) no campo da Economia e tantos outros são exemplos disso.

Somos poucos os que ficamos indiferentes ou nos regozijamos que um filho ou filha se case com um “preto(a)”, quero dizer negro(a)?
Por isso, falar de raça, quando nos referimos à espécie humana, passará a ser, no futuro, autêntico disparate. “Deveremos referir cultura e o termo etnia deverá ser aplicado com muito cuidado”. (Étnico – é característico de uma região). “Etnia negra e etnia japonesa são formas mal disfarçadas de racismo”, continuando a ser a frase um autêntico disparate.

Daqui a milhares de anos, se o Homem permitir, seremos certamente diferentes porque mudamos completamente o nosso modo de vida e a nossa estrutura mudará também. A facilidade com que saltamos de continente para continente, a nossa vida citadina atribulada e turbulenta, o comportamento do homem e da mulher em sociedade, as novas tecnologias, a comunicação, etc. etc... é a alavanca para a alteração que se adivinha.

Deixamos de ser caçadores…e passamos a ser nómadas … egoístas, destruidores da natureza, abatemos os outros seres, somos cheios de manias, curiosidades… e odiamos os outros pelas suas características infinitamente pequenas e insignificantes, quando comparadas com as primeiras. Temos uma vida inteira à nossa frente e essa mudança não é para o nosso tempo nem sequer para o dos nossos bisnetos. Um dia todos mudaremos de cor. Descansemos… por agora porque não é para já...



kkk_022.jpg



E agora, os tais versos:
“Amigo branco, algumas coisas deves saber:
Quando nasço, sou preto
Quando vou à escola, sou preto
Quando apanho sol, sou preto
Quando tenho frio, sou preto
Quando tenho medo, sou preto
Quando estou doente, sou preto
Quando morro, sou preto
E tu amigo branco?
Quando nasces, és cor-de-rosa
Quando vais à escola, és branco
Quando apanhas sol, ficas vermelho
Quando tens frio, ficas azul
Quando tens medo, ficas pálido
Quando estás doente, ficas amarelo
(Quando te zangas comigo, ficas verde
(Quando o Glorioso perde ficamos transparentes)
E quando morres, és cinzento
E és tu que me chamas pessoa de cor?

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<p><strong>Eu nem tenho palavras para uma introdução a este trabalho do Abel... Não tenho porque o acho simplesmente fantastico!

Sei que o Abel tem tido imenso trabalho, alias sei que nem sabe para onde se virar. A ele peço desculpa de não pôr uma musica portuguesa, mas achei que este video do Michael Jackson foi feito para ESTE TEXTO! Chama-se Black or White (Desculpem a qualidade, mas videos do MJ já não se encontram assim com tanta facilidade, sinais do tempo!)

Ao Abel quero apenas dizer... Benvindo, tinha saudades de te ler! Obrigada amigo!</strong></p>

<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><img alt="mjackson1.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/mjackson1.jpg" width="400" height="302" border="0" />
</td></tr></table>

<P>Ao ler uma agenda bolorenta (de 2001) do Ministério da Saúde, deparei com uns versos perspicazes que me deram o mote para o assunto, já largamente debatido pela sociedade global e, de certa forma, incompreendido por uma boa parte das gentes. Antes de o apresentar vou fazer uma reflexão.

Embora a comunidade científica não seja unânime quanto à definição ou identificação, as raças que conheço são: negra, branca e amarela, vista numa perspectiva do senso comum. Os antropólogos dividem a espécie humana em raça Mongolóide (grupo ancestral do Continente Asiático), Negróide (grupo ancestral do Continente Africano) e Caucasiano (grupo ancestral do Continente Europeu).

Podemos verificar assim que as pessoas são negras e não pretas (é significativa a diferença) como tristemente muita gente ignora.
Segundo a comunidade científica, o ser humano provém do mesmo tronco dos símios, sem que (como erradamente por vezes se diz) “sejamos forçosamente descendentes dos macacos”.

Esta comunidade crê também que a origem do homem está no centro de África (por ter encontrado lá os primeiros vestígios do ser humano ou artefactos assim parecidos) e evoluiu ao longo de milhares de anos. Essa evolução de que falo, pressupõe transformações que determinaram a hereditariedade (genes) e as características físicas ou fisiológicas. A evolução resultou assim no ser humanos que somos hoje.

O ser humano não teve origem num bom Adão e numa bela Eva, mas sim num grupo ou grupos humanóides, ou em vias disso, expandindo-se pelo globo. Falo do Neanderthal (que predominou a Europa e Ásia Ocidental e desapareceu há 30.000 anos aproximadamente), Cromagnon (que apareceu há cerca de 50.000 anos atrás), Homo Sapiens, de quem somos descendentes (homem moderno) e tantos outros de que alguns investigadores apontaram ser diferentes espécies provenientes do mesmo tronco, tal como os símios.

Nessa sua expansão geográfica crê-se que, de África, caminharam para Sul e para Norte, e já com os continentes ligeiramente afastados entraram pelo Norte da Ásia, atravessaram o Alaska (hoje assim conhecido e muito antes de Cristóvão Colombo lá ter aportado) e povoaram todo o Continente Americano.

Como mudamos de cor? Qualquer ser sobre a terra leva, em média, cerca de 80.000 anos (Conceptualmente conhecemo-nos há cerca de 5.000 anos, tempo insuficiente para o funcionamento de qualquer fenómeno biológico) para se transformar e baseia-se nas cópias genéticas que vamos sucessivamente passando às gerações seguintes, o clima e as características das regiões em que o ser humano habita.

Por exemplo, as narinas alargadas, o cabelo carapinha, físico esguio e a pigmentação são adaptações do ser humano (negros) às regiões tórridas de sol intenso e muito calor. Os seus primos do Norte da Europa (esquimós) têm cabelo liso, tom de pele acastanhada (pigmentada) para se protegerem do gelo (que também queima) e engordam para protecção do frio. Mais abaixo, os Nórdicos, têm cabelo liso e pele esbranquiçada porque não necessitam de se proteger do sol nem do calor e o clima frio (do gelo) tem outra dimensão. Etc. Somos de certa forma todos primos e primas…em 1º, 2º, 3º …21, 22º grau….. etc….. (Bryson, 2003).

Assim sendo, como posso entender a raiva do Hitler, a luta entre Católicos e Protestantes, a agressão entre Judeus e Palestinianos, o ódio entre “pretos” e brancos (cenas de racismo na Europa) ou brancos e “pretos” (cito o caso de Robert Mugabe e as herdades de descendentes de colonos no Zimbabwe)? O nosso próprio país que se diz não racista, está e esteve envolvido nisso. Lembremo-nos da expulsão dos judeus cujos descendentes foram figuras proeminentes nos países Nórdicos em vários campos do saber. David Ricardo (Inglês de descendência Portuguesa) no campo da Economia e tantos outros são exemplos disso.

Somos poucos os que ficamos indiferentes ou nos regozijamos que um filho ou filha se case com um “preto(a)”, quero dizer negro(a)?
Por isso, falar de raça, quando nos referimos à espécie humana, passará a ser, no futuro, autêntico disparate. “Deveremos referir cultura e o termo etnia deverá ser aplicado com muito cuidado”. (Étnico – é característico de uma região). “Etnia negra e etnia japonesa são formas mal disfarçadas de racismo”, continuando a ser a frase um autêntico disparate.

Daqui a milhares de anos, se o Homem permitir, seremos certamente diferentes porque mudamos completamente o nosso modo de vida e a nossa estrutura mudará também. A facilidade com que saltamos de continente para continente, a nossa vida citadina atribulada e turbulenta, o comportamento do homem e da mulher em sociedade, as novas tecnologias, a comunicação, etc. etc... é a alavanca para a alteração que se adivinha.

Deixamos de ser caçadores…e passamos a ser nómadas … egoístas, destruidores da natureza, abatemos os outros seres, somos cheios de manias, curiosidades… e odiamos os outros pelas suas características infinitamente pequenas e insignificantes, quando comparadas com as primeiras. Temos uma vida inteira à nossa frente e essa mudança não é para o nosso tempo nem sequer para o dos nossos bisnetos. Um dia todos mudaremos de cor. Descansemos… por agora porque não é para já...

<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><img alt="kkk_022.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/kkk_022.jpg" width="400" height="300" border="0" />
</td></tr></table>


E agora, os tais versos:
<strong>“Amigo branco, algumas coisas deves saber:
Quando nasço, sou preto
Quando vou à escola, sou preto
Quando apanho sol, sou preto
Quando tenho frio, sou preto
Quando tenho medo, sou preto
Quando estou doente, sou preto
Quando morro, sou preto
E tu amigo branco?
Quando nasces, és cor-de-rosa
Quando vais à escola, és branco
Quando apanhas sol, ficas vermelho
Quando tens frio, ficas azul
Quando tens medo, ficas pálido
Quando estás doente, ficas amarelo
(Quando te zangas comigo, ficas verde
(Quando o Glorioso perde ficamos transparentes)
E quando morres, és cinzento
E és tu que me chamas pessoa de cor?</strong>
<Anónimo>

<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width=100%><tr><td align=center><BR><BR><img alt="mjackson2.jpg" src="http://bbb.blogs.sapo.pt/arquivo/mjackson2.jpg" width="400" height="302" border="0" />
</td></tr></table>


Bibliografia que inspirou e baseou algumas das inserções ao tema
Jones, Steve (2002), Y A Descendência do Homem, Gradiva, Lisboa
Bryson, Bill (2003), Breve História de Quase tudo, Quetzal Editores/Bertrand Editora, Lda, Lisboa</P>

<P><STRONG>Abel Marques</STRONG></P>

Impressão Digital Cereza às 01:38
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29 comentários:
De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 21:38
O que o Abelito me fez ler e recordar....minhas aulas de préhistória na faculdade e que muita controvérsia davam!!! e aqui os comentários deram-me uma trabalheira!! O engraçado é que não deixei de pensar que na min ha santa escola só temos 20 nacionalidades diferentes em que quase 40% é de raça xiclate ( como eu chamo aos meus lindinhos).Agora estava feita se fosse racista!!!! não é que por vezes não me dê ganas do o ser...mas passa:P pq a série branquinha ou caucasiana como se diz, é coisa fina, também!!!!!!!
Pronto perdi-me....bejosMajoca Maria
</a>
(mailto:manejorge@netcabo.pt)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 22:06
Abel, excelente texto, o racismo tá em todo o lado, desde q não haja tolerância nem bom senso. Falava hoje com um colega meu à hora do café...."como o mundo seria bem melhor se houvesse bom senso...fala-se de amor mas até o amor, se não houver bom senso, se torna numa obecessão...fala-se de paz....mas se não houver bom senso essa paz vira guerra....fala-se de solidariedade, mas se não houver bom senso, nós q somos todos iguais....uns irão sempre ser mais iguais q outros". Já tinha saudades de te ler :))) asteriscos em forma de beijos!!! :)))PatanisKa
</a>
(mailto:sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 22:44
Antes de fazer os agradecimentos finais, que posteriormente apresentarei, vou aproveitar para, com a minha opinião, esclarecer um dos pontos que está a suscitar insistentes indecisões nos diversos comentários e que a Cereza renovou. O que vou dizer não passa da mera opinião como resultado da vivência (junto dos meus e dos amigos) e bebida num ou noutro livro.
/Esclareço ao Paulo Tiago que não tem mal nenhum chamarmos “preto” ou “negro” a um qualquer indivíduo negro desde que o façamos com respeito. Em tom depreciativo, nem nós gostamos quando nos chamam “ó branco”… tu aí... Che…, etc, porque o branco tem nome, embora a nossa reacção seja menos desabrida porque temos, inconscientemente pré concebido, desculpem-me, o toque da superioridade e eles o toque da inferioridade, por isso se desbocam com maior revolta.
/O dicionário diz: “Preto”, homem de raça negra e “Negro”, indivíduo de raça negra. A minha gente dizia e diz que preto é uma cor e é a cor do carvão, não da raça das pessoas.
/Paciente e doce Cereza, diz ao teu amigo que deve procurar ler um pouco mais, em especial sobre esta matéria, e que o sentido racista (de que ele apregoa) está sempre presente, na cabeça dele ou quando alguém queira. Por vezes basta um gesto, ou um silêncio. Para mim, a palavra “preto” carrega uma carga negativa, talvez depreciativa, mesmo quando a intenção é inócua. Para mim, o “preto” ou “negro” é sempre um “senhor (a), tal como trato qualquer branco (a). Nunca tenho necessidade de utilizar essa palavra em qualquer circunstância porque ele sabe muito bem que o é, nem preciso fazer lembrar. Só a utilizo na brincadeira com os meus para reinar e eles dizem que são interinos porque estão à espera que um branco morra para o substituírem. Outras vezes dizem que já têm os dentes e as palmas das mãos, tal como o M.J. Este até parece que leu o livro que eu li (Bryson, 2003).
/Sobre o vídeo e a música acho que foi uma doçura da tua perspicácia. Entendo que está lá tudo e embora já o tenhas explicado quase em pormenor, as imagens falam por si. Está lá tudo do que escrevi. A natureza, a criação, as transformações, os processos naturais da vida, a revolta, a suástica, a insignificância das coisas e, em simultâneo, a importâncias das outras coisas realmente importantes. É espantoso e curiosos por ter sido feito por um indivíduo que tem vergonha da cor que enverga.
/Sobre os campos de concentração e morte, dos quais Auschivitz foi o mais tenebroso, também estive lá e também chorei como qualquer normal sensível. A Lua entrou e imediatamente saiu porque começo a sentir-se mal. Sobre a razão pela qual o malvado fez o que fez, existem várias e penso um dia farei um texto sobre isso. Ainda hoje os alemães parecem carregar uma constante manifestação de desculpa quando contactam com os judeus, sente-se. Nem precisam abrir a boca para se perceber o fardo que carregam. Parece trazerem na testa um cartaz… Eu vi nas viagens que fiz pela Europa esse comportamento latente e sempre muito saliente. A senhora Merkel foi lá recentemente na sua viagem inaugura. Será psicológico? Quais as razões que a moveram?abel
</a>
(mailto:barretomarques@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 23:32
Independentemente, de cor, raça ou credo, o q realmente, me choca por vezes, é reparar, ou cosntactar para ser mais precisa, q nas raças asiáticas, não existe racismo declarado. Ou seja q não vemos casos de incomformismo, de revolta por parte de chineses, asiáticos ou até hindus. Escolheram o nosso país para aqui tentarem a sua sorte, escolheram o nosso país para qui terem um nível de vida q não conseguiam ter nos paízes oriundos. Escolheram o nosso país para trabalhar!
Aqui vivem, aqui progridem e até enriquecem conseguindo consiliar as nossas leis, com os seus credos religiosos diferentes. Aqui têm a sua comunidade bem regida e gerida conseguindo uma adaptação q não vejo na raça negra. Que a meu ver, e não querendo de modo algum generalizar, são uns insatisfeitos q estão de mal com o mundo e com a vida estando à espera de mão beijada q nós lhe resolvamos os seus problemas. Ainda não ouvi nem li nada acerca de Bandos Asiáticos a assaltar bombas de gasolina, nem a assaltar lojas de telemóveis....Pataniska
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(mailto:sissacc@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 31 de Janeiro de 2006 às 23:47
E lá voltamos aos campos de concentração! Pois é! Mas relembro-vos que as lições esquecem-se depressa! Israel... como um estado de Judeus deviam relembra-se dessa lição... criam uma "muralha de ferro" só comparada à do muro da vergonha e criam grupos xenófobos... poizé... controlam um povo vizinho à lei da bala em escolas e jardins de infância ( até mesmo em Jerusalém)... a Paletina cria um governo e o que é k se espera? O extreminio da raça judeia! Não se pode controlar violência com violência! Desculpem-me se acham que eu estou em relação a este assunto insensivel, mas bastaram-me dois documentários sobre o que se passa na Cisjordânia, na Palestina e em Israel. Passados quase 50 anos estao-se a tornar em hitleres autenticos apenas com uma diferença... Hitler não foi hipocrita. Tenho pena que estes documentários não passem num horário mais acessivel para todos... parece que até o mundo ocidental está de costas viradas para o Islão... não interessa. Por muito que isto possa chocar-vos eu vou dizê-lo porque 5000 anos de refugio atrás de refugio é muito tempo e dá tempo para reflectir. Uma das passagens do Torah diz: "se te fazem mal... VINGA-TE!" Bela religião... até parece obra de Lúcifer. Não tenho pena dos tais 5000 mil anos de perseguição que apregoam. "Não faças aos outros aquilo que não queres que façam a ti!" e "Quem semeia ventos, colhe tempestades" e a tempestade chama-se Palestina.Suicidal_kota
</a>
(mailto:cromokamikaze@hotmail.com)


De Selvagem Anónimo a 1 de Fevereiro de 2006 às 11:20
-O racismo e algo que existe, e um dos primeiros passos para combate-lo e perceber a que ponto nos mesmo o somos.
Limita-lo a uma questão de cor de pele, não faz sentido.
Basta ver a segregação que a propria "raça branca" faz no meio da mesma.
(Judeus, Árabes, Ciganos, e por ai fora).
-Falando de evolução e de aparecimento de raças, bem que gostava de ver o mundo daqui 80.000 anos.Com negros a tentar esclarecer e brancos a tentar escurecer... (o tal do bronze).Quem sera o branco? quem sera o preto?
-Quanto á mudança de tom da pele do MJ, o cantor sofre de uma doença de pele denominada de vitiligo.


Corto_Maltese
</a>
(mailto:corto.nemo@gmail.com)


De Selvagem Anónimo a 2 de Fevereiro de 2006 às 16:38
O racismo é mais uma daquelas pragas mesquinhas que talha a evolução da espécie humana. Contribui para a pastosidade e lentidão do desenvolvimento do Homem. Respeito pelo ser humano em si. Parece que é pedir muito e para já está no campo da mais completa utopia. Infelizmente.flyman
</a>
(mailto:flyman_pegasus@msn.com)


De Selvagem Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 18:33
Nos férteis comentários, sobre o texto exposto, encontrei questões polémicas, interessantes, ricas em conteúdo, pertinentes e não despidas de razão. Conviver com a realidade que nos abana no quotidiano, é uma forma pedagógica de encontrar soluções para ultrapassar problemas (inexistentes…) que quando resolvidos a quente têm normalmente desfecho disparatado. Muito para além dos conhecimentos adquiridos, usar o bom senso e o tempo são dois bons conselheiros que evitam desgraças ou mazelas a terceiros./ Aproveito para falar mais uma vez no vídeo. Ele, só por si, já justificava plenamente um poste isolado e por todos comentado. O Michel Jackson também justificava outro, quer pelos aspectos negativos (assim julgamos) quer por ser dotado para a arte que tem desde que nasceu. Pelo facto de ter trazido um vídeo maravilhoso, mais uma vez aproveito para dar os parabéns à organizadora, coordenadora e moderadora deste espaço./ Jovem Constancinha Maria, se acreditas na encarnação, é muito provável que numa delas tivesses passado por um desses locais maravilhosos que a África (também minha) contém. Alguém me segredou um dia destes que “a nossa passagem nesta terra são férias que a morte nos concede” (sarcástico mas original). De facto, vamos passar certamente mais tempo do lado de lá do que por cá. Talvez já não sejam as primeiras férias que tens e, se assim é, deves ser uma sortuda. Se não acreditas nesta filosofia de vida, opta então pela questão da hereditariedade portuguesa, segundo a qual foi constituída por muitas comunidades diferentes, inscritas na nossa história. Os Suevos, Gregos, Romanos, Árabes (Esta comunidade também contém negros, como sabemos) e, por último, os Africanos (o nosso Alentejo evidencia fortes vestígios em famílias autóctones que absorveram antigos escravos) do Sul de África. Ainda hoje há indivíduos, por todo o país, com evidência na Região do Algarve, com traços negróides que provêm do tempo dos Mouros. Estudos científicos sobre o Ácido Desoxirribonucleico (ADN), contendo toda a informação que constitui os genes dos portugueses, é diferente dos genes do resto da Europa. Assim sendo, talvez as tuas percepções ou tendências não estejam de todo descabidas. Se um dia tiveres oportunidade de lá ir, não hesites, trás-me um “maboque” porque o desejo saudoso me consome./ Os povos não têm todos a mesma forma de pensar nem de comportamento, por variadíssimas razões. Os genes, a região em que habitam e o “modus vivendi” do seu passado distante são factores que os caracterizam./ Nós, portugueses, somos trabalhadores produtivos e incansáveis quando fora do país. Cá dentro somos afamados na fraca produtividade. Temos um comportamento agressivo dentro do país (em condução) e fora muito obedientes. Temos uma baixa auto estima e nunca estamos satisfeitos connosco próprios. Embora sejamos um povo simpáticos, para quem nos visita, somos nada respeitados no resto do mundo (Neves, César), e neste, comovemo-nos quando ouvimos coisas da nossa terra e a nosso respeito. O que ganhamos quase de imediato gastamos nas estradas que se enchem de viaturas e os restaurantes e espectáculos abarrotam. Quinze dias após o salário, volta tudo ao normal Os cachuchos nos dedos e as correntes ao pescoço brilham quando enriquecemos. A razão é porque o tempo e outras coisas mais nos moldaram para o bem e para o mal. As autoridades bem se esforçam para alterar o rumo mas, como eles também têm idênticos genes, torna-se muito difícil a transformação das mentalidades, bastas vezes apregoada./ Os Chineses têm uma região geográfica diferente, trabalhadores incansáveis quer fora ou dentro do país, habituados a obedecer durante o seu passado remoto e a colocar a cabeça no cepo ao dispor do imperador. Embora seja uma população muito numerosa, cada casal tem, em média, poucos filhos, talvez por terem baixos níveis de testosterona (A restrição de filhos por casal é uma tentativa de reduzir a população e nada tem a ver com esta questão). Pela testosterona são normalmente pouco agressivos – não se exaltam tanto como nós…- e as várias filosofias que praticam ajudam a serem indiferentes às situações menos desejadas. Por serem muitos e se preocuparem muito com o futuro, são também muito poupados e, para eles, é uma forma de se defenderem./ Os negros nunca tiveram hábitos de trabalho. A “patanisca” tem toda a razão. Todo o trabalho da cubata e da pequena horta é feita pelas mulheres da comunidade. Só trabalham o necessário para comer, fora disso dançam, brincam e cantam. Enquanto houver que comer não precisam de trabalhar e esta situação pode durar dias ou semanas. A colonização portuguesa foi há cerca de 500 anos, tempo insuficiente para alterar seja o que for, mesmo sendo obrigados e vigiados quando trabalhadores por conta de outrem. No entanto, não deixam de ser gente humilde e trabalham quando são obrigados a isso mas sempre vigiados, caso contrário descansam. As manifestações de revolta e roubo que se verificam entre nós, acho que também tem a ver com uma questão de sobrevivência e receio por não saberem nem quererem fazer nada. Os guetos a que estão sujeitos não ajudam a alterar esse comportamento ou a pensar de forma diferente, tal como os europeus. O emprego será bem-vindo, não o trabalho. Roubar pode ser mais fácil e a cadeia pode ser um abrigo. Quando a colonização terminou, eles vieram atrás, depois vieram outros e todos eles serviram para determinados trabalhos. E agora? Seus filhos já não são mais africanos mas sim portugueses descendentes de africanos que já não querem o tal trabalho porque muitos deles já têm habilitações idênticas às dos nossos, continuando eles sem acesso aos empregos desejados...que se supõe de todos. E agora? Como se resolve o problema? Com guetos? Com prisões? Com…volta p´rá tua terra…? E os nossos que estão lá fora, também ouvem isso? Talvez o comportamento e o modo de pensar deles seja tão fácil… de ser alterado… como o nosso… Então mãos à obra…/ A nossa pirâmide etária está abaulada de envelhecimento e a necessitar urgentemente de rejuvenescimento. Os malabarismos governamentais não encorajam a natalidade. Como resolver então o problema? Importando mão-de-obra barata? O que se lhes dá em troca? Guetos, empregos temporários entre outras coisas? E depois quando envelhecidos deitamo-los fora como fraldas descartáveis como se fossem coisas? E os herdeiros entretanto paridos o que fazer com eles? Será a mais cómoda solução dizendo-lhes apenas, voltem para as vossa terras? Quais terras se já não pertencem nem conhecem o lado de lá?/ E de que estirpe são feitos os judeus? E os Palestinianos? Porque será que entre gente dita civilizada e do primeiro mundo não há entendimento? É necessária a matança? Ou têm outros problemas genéticos diferentes dos nossos e muito mais complicados? Acredito que os tenham. Ó Suicidal_kota, não temos que ter pena de ninguém…temos apenas que compreender os outros. E se os outros actuam da maneira que acham a mais correcta é porque possivelmente têm “razões que a razão desconhece”. Não deve ser certamente por prazer. Nem uns nem outros são tontinhos. Acho eu que são pessoas normais, como nós, e que tendo a fibra que têm apenas lutam pelos seus direitos e pelo que acham justo para poderem ter paz no seu espaço geográfico./ “Quem será o preto e quem será o branco?”, diz o Corto_maltese. Foi essa a ideia que presidiu ao título do texto “Os BrancosNegros ou NegrosBrancos” quando visto numa perspectiva cultural./ Também concordo com a Cereza quando diz que Michael Jackson é um artista completo. Mas só foi ele que exagerou? Quantos artistas não exageraram? São indivíduos, normais como nós, sujeitos a uma pressão tal que eu não quero imaginar. O lugar deles também é bom para passar à anormalidade. Parece ser esse o preço que têm de pagar pela fama. Ser idolatrado, venerado, são poucos os que não gostariam. Mas quantos não acabam na droga (Elvis), álcool e outras coisas mais. São as suas fatalidades... e o seu “trade off” (anonimato pela fama). Deixemos as aberrações do MJ e guardemos na memória o que ele teve de bom e que nos deu. Manias ou defeitos, quem não os tem? Quem quer atirar a primeira pedra?...Dado que há muita gente como eu que pouco percebe de inglês, vou tentar traduzir os dois versos do artista que a Cereza teve a amabilidade de apresentar.//”Eu não me importo se és preto ou branco/ Eu não vou parar a minha vida por ter uma cor//.Também encontrei no texto do Suicidal_Kota um interessante conteúdo sobre os problemas de adaptação dos emigrantes. Adaptação de quem chega e não de quem está. Certamente que um texto sobre o assunto completaria o agora exposto e que originou estes comentários./ Atava, para terminar, estas diferenças culturais com um elucidativo adágio popular: “Cada roca com seu fuso, cada terra com seu uso”.Doce bonecarrussa! Também um dia, um deles me disse: “…as coisas acontecem porque sou preto...”. Também a minha avó era como tu e o meu nariz é largo como o teu, respondi eu. Acabou o azedume sem saber o que me responder. Esse comportamento só prova que adoram fazerem-se de vítimas. Por isso há que refreá-los sem complexos (relativos à colonização) fazendo-os entender apenas que são como os outros e não seres diferentes, inferiores ou superiores, e que vivem no mesmo país com os mesmos problemas./ Todos quantos participaram neste poste estão de parabéns./_Abel
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De Selvagem Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 22:35
tou sem palavras! clap clap clap clap!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!cereza
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