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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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18
Nov04

Brincar com o Fogo

Cereza

Um amigo meu do #30-50, enviou-me este texto... o nick não interessa... interessa sim, esta reflexão, esta análise!
Eu entendo o que ele sente!






Realidade próxima ou irrealidade delirante ?
São as questões mais ou menos pertinentes quando nos interrogamos acerca de um mundo que não é totalmente transparente ?

Eu pensava que sabia o que se passava comigo. Fiz de tudo um pouco e senti, absurdamente senti, que ninguém me podia perturbar nesta minha distância provocada, de tudo e de todos.

A minha riqueza sempre foi o meu profundo individualismo. A forma como crio sem ter que dar satisfações, a forma como interajo com tudo sem prestar atenção a quem me foi visitando a vida.
Brinquei tantas vezes com o fogo! Este fogo que agora me atingiu como um murro no estômago... sem aviso prévio.

Agora olho para a minha vida como se a estivesse a ler num jornal diário. Como se alguém, outra pessoa qualquer que não eu, a estivesse vivendo. Interrogo-me – És tu mesmo que estás sentindo isto ? – mil vezes por dia.

O pior é que, se houvesse um estado de surrealismo no convívio de todos os dias, eu estaria integrado. Porque o que eu desejo não tem lugar num mundo caótico como este é. Precisava de viver num mundo legendado, em que todas as respostas surgissem imediatamente, sem que eu tivesse que pensar para poder actuar.

Anónimo (#30-50)



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Não resisti e junto agora aqui um comentário do [KitKat] a este post:

"...De uma coisa estou certo, fala de sentimentos e como tal vou deixar aqui uma pequena história intitulada "A ilha dos sentimentos". Leiam e reflitam. Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o Amor. Mas, um dia, os moradores foram avisados que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos se apressaram a sair da ilha. Pegaram nos seus barcos e partiram. Mas o Amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase a afogar-se, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento passava a Riqueza, num lindo barco. O Amor disse: - Riqueza, leve-ma contigo. - Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para ti. Ele pediu ajuda à Vaidade, que também vinha a passar. - Vaidade, por favor, ajuda-me. - Não posso ajudar-te, Amor, tu estás todo molhado e poderias estragar o meu barco novo. Então, o Amor pediu ajuda à Tristeza. - Tristeza, leve-ma contigo. - Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha. Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamá-la. Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar: - Vem Amor, eu levo-te! Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando ao outro lado da praia, ele perguntou à Sabedoria. - Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui? A Sabedoria respondeu: - Era o TEMPO. - O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe? - Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR"...." Enviado por [KitKat] em novembro 18, 2004 10:33 PM )




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