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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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18
Abr06

Crise - À beira rio

Cereza

 

 

 

 Bem, antes de mais quero avisar que já temos o capitulo 4, do Conto UJ,

escrito pela Marta!

Espero agora alguém que siga com o quinto.

 

O texto que se segue é do Pudim, e nele está espelhado a crise tremenda

que estamos a atravessar

 

 

 

   

 

 

 

Fim de tarde, Cais do Sodré…

 

Terminei de jantar à pouco mais de cinco minutos, chego á esplanada, está frio, o Tejo está calmo, como se de um lago se trata-se, não há clientes.


As causas só penso em duas, o facto de estarmos no Inverno e a crise que se abate sobre todos nós, vá-se lá saber porque..? Em algumas conversas que tenho tido com alguns clientes, todos se queixam do mesmo, falta de Euros.


Uma hora e meia sem viva alma aparecer, que seca, bem vou olhando para os barcos e para os autocarros que chegam e partem, que rotina a dos pobres coitados que conduzem tamanhas “naves” lisboetas.


Ainda não apareceu ninguém, a não ser uma pobre coitada que me disse, “estou aflita” ao que eu respondi amavelmente indicando o caminho, “ó minha senhora a casa de banho é ali, faça favor”.


Vinte minutos depois disto, aparecem duas senhoras, dois cafés um é cheio, quando levo os cafés uma dá-me imediatamente os parabéns pela música, estava a ouvir a rádio Marginal FM, que para quem não sabe passa essencialmente jazz e blues.


Na meia hora seguinte mais duas senhoras chegaram ao meu local de trabalho, estas com gostos mais refinados, dois bayley’s com gelo, registo mesa oito dois licores importados.


Bem está na hora de ir espreitar o rio, está maré vazia, levanta se o vento, que frio brrrr, este é daquele tipo de frio que entra pelos ossos a dentro xissa!!


Bem vou começar a fechar o estaminé, que é como quem diz arrumar a esplanada, e não podia ter mais azar, começa a chover, ainda por cima está mais gelada que o costume a chuva, cada pingo que cai na minha fina camisa, mais parece uma golpe de uma faca muito bem afiada, mas as mesas e as cadeiras não se arrumam sozinhas, era tão bom não era..?

Mas a arrumação não fica por aqui, á que arrumar os bolos, lavar toda a maquinaria, e louça.


Depois de tudo isto faço a caixa, contos os poucos euros que se fez, confirmo se todas as portas e janelas estão fechadas, não vá o diabo tece-las, vou ás casas de banho ver se lá está algum larápio escondido, pego no envelope dos euros, desligo as luzes ligo o alarme e fecho a porta á chave com 2as voltas.


Olho mais uma vez para o rio Tejo como se me despedisse dele, até amanhã; afinal é o meu mais fiel amigo e companheiro..

Pudim

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