Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

17
Mai06

A nossa brincadeira

Cereza
Confesso que tinha este texto aqui guardado na "gaveta" há algum tempo... se calhar porque pensei que fosse demasiado forte para alguns corações, ou algumas mentes mais tacanhas... mas esta noite pensei, que se lixe, eu acho que está o máximo!
Somos todos adultos, e todos sabemos que há muitas maneiras de expressar o amor que sentimos por outra pessoas, ou até mesmo muitas maneiras de ter prazer. Como posso ser muita coisa menos hipócrita, aqui vai... Espero que gostem, pois eu achei muito bom. Um beijo Alexandra.
Ah, já agora não se esqueçam do Conto do UJ. Estou á espera que alguém pegue nele. Basta ir a http://contouj.blogspot.com/ e deixar nos comentários a intenção em continua-lo!
  
Não existem quartos vazios. Onde estamos. Tu e eu.
Tentas resistir-me porque gostas de sofrer. Porque gostas de adiar o prazer mais e mais.
Gosto de provocar-te. Gosto sim. Muito. E quanto mais foges, mais me resistes, mais eu te provoco até conseguir levar-te ao extremo da loucura.

Deixo-te ficar imóvel. Sentado em cima da cama desfeita. Obrigo os teus olhos a observarem o meu corpo irrequieto e vou sorrindo com ares de miúda travessa. Desafio-te para a brincadeira.
Vou buscar a saia de menina colegial. Visto umas cuequitas brancas de pureza virginal. Fico sentada no parapeito da janela. Trinco uma maçã e baloiço as pernas para trás e para a frente. Insinuo o meu corpo ao teu. Sei que isto te dá tesão.

Peço-te que brinquemos aos papás... só mais uma vez. Só desta vez.
Tu és o meu papá. Tu gostas tanto desta brincadeira.
Tens medo do que as outras pessoas possam pensar. Tens medo do que possas pensar de ti próprio. Tu gostas. Eu sei. Também me dá gozo. Ser a tua menina.
Continuas imóvel. O teu corpo trava a luta do desejo que separa a alma da mente. Não queres mentir-te. Não queres que eu te minta. Mas é esta a verdade.

Levanto a saia inocente. Mostro-te a brancura das minhas cuecas. São novas. As últimas rasgaste-as com a fúria dos teus dentes aguçados. Lembras-te? Foi bom...
Tu queres-me. Queres-me muito. Eu sei...

Preferes ficar aí, com o corpo paralisado a observar a minha montra de brinquedos excitantes. Queres ser um menino também. Queres passar as tardes comigo, entretido, sentado no chão, no meio do teu quarto, a montar e desmontar as peças do puzzle que é o meu corpo. Queres ser um menino também. Mas não podes. Tu és o meu papá. A brincadeira é essa...

Deixo o meu corpo deslizar pela parede. Fico sentada no chão, de joelhos unidos e pés afastados. E lentamente, vou despindo as cuequinhas brancas que tu tanto adoras. Deixo-as ficar a meio das pernas. O teu olhar segue, inevitavelmente todos os meus movimentos. Eu sorrio. Sorrio á maneira de rapariguita sacana. Tu, também esboças um sorriso. Não queres rir. Esforças-te por manter a aparência de um rosto severo. Mas é difícil. Eu rio-me muito. Fico assim, alguns minutos perdida nas minhas risadas. Olho para ti com ar trocista. Para ver se te enfureço um bocadinho. Tu já começas a tremer. Detestas que eu troce destas situações.

- Gostas de mim, paizinho?
- És tão má...
- Não, papá... sou uma boa menina.
- És uma mentirosa!
- Ora! Tu gostas que eu te minta!
- Amas-me?
- Sim... amo-te...
- Não. Tu é que me saíste um grande aldrabão!
- Nunca mais voltes a repeti-lo.
- Volto sempre...
- Detesto que ponhas em causa os meus sentimentos por ti...
- Olha, o que vês aqui entre as minhas pernas?
- Um mar de depravação.
- Então anda... vem perder-te, meu amor... afoga-te em mim...
- És má... adoras provocar-me desta maneira, não é assim?
- É assim... quando te abro as pernas...
- És levada da breca. Sua tonta...
- Leva-me ao auge...
- Sua marota...
- Amanhã já não estaremos juntos...
- Mais dias virão...

Continuo assim sentada. Acabo de tirar as cuecas e brinco um bocadinho com elas.

- Quere-las?

Não dizes nada. Mando-as para cima das tuas pernas e mantenho as minhas afastadas.
Rio muito. Outra vez. Tu detestas isto. É um misto de querer e não querer. Já nem tu sabes.
Ficas perdido a olhar. Também me perco nos teus olhos.
Começo a andar ás voltas no quarto. Doem-me os joelhos. Gostas de os ver com um tom avermelhado.
Tu queres-me tanto... salto para cima de ti.

- És uma miúda má!
- Castiga-me.
- Sim... vou castigar-te.

Deito-me sobre as tuas pernas. Sinto a tua pulsação. Por todo o corpo. Ponho o meu rabo a jeito...
 
 
- És tão putinha...
- Sou a tua menina...
- És uma mentirosa, é o que és...
- Adoras que eu te minta!
- Mentes para eu te dar uns valentes açoites...

Sinto a dureza das tuas mãos... tu adoras isto... gostas tanto que já nem te importas com o que os outros possam pensar, e já nem pensas no que possas pensar de ti próprio.
Dói-me... não tens piedade. Atinges o cume da excitação e nem dás conta do tempo a passar. Não temos tempo. Já não posso mais. Tenho o rabo a arder. Pára.

- Gostas disto, não é miúda?
- Podemos fazê-lo mais vezes...
- Porta-te mal...
- Serei sempre a mesma...
- Não mudes... gosto de ti assim.

Enrosco o meu corpo no teu. Acaricias-me os cabelos. Não posso deitar-me. Dói-me o rabo. Não consigo suportar o peso do teu corpo assim neste estado.

- Põe-te de joelhos, então.
- Não consigo. Estão igualmente doridos.
- Não sejas matreira. É tudo fitas.
- Falo a verdade, papá.
- Não sou teu papá.
- Faz de conta, então.
- És uma doidinha.

Ponho-me de pé. Não tenho força nas pernas. Tento ficar esticada ao máximo. És tão alto. Sinto as tuas mãos a enterrarem-se nas minhas ancas. Quase me quebras os ossinhos. Estás doido. Queres entrar dentro de mim á pressa. Adiaste demais o momento desta vez. Nunca te vi assim tão doido. Queres arrancar-me a carne aos bocados. Dói-me tanto. Gostas de me possuir assim. Gostas de marcar o meu corpo em todos os sentidos. Uma estrada sem fim... exageradamente sinalizada.

- Não grites; desta vez não.
- Não consigo respirar.
- Cala-te! Respira para dentro, então.
- És mau. Vou chorar.
- Isso... chora então... se pensas que vou parar por aqui. As tuas birras não resultam comigo.
Encosto a minha boca a um dos meus braços que se apoiam na parede. Não posso mais. As lágrimas correm-me pela face. Consigo ouvi-las a cair no chão. A tua respiração é violenta. Já não tenho forças para me segurar. Agarras com mais força o meu corpo enfraquecido pelas tuas investidas. Não aguento. Peço-te que pares. Ordenas-me que me cale. Desfaleço.
Horas depois acordo. Não consigo mexer o corpo. Sentas-te á beirinha da cama. Ajeitas os lençóis e fazes-me uma festinha na cabeça.

- Estás com ar de doente.
- Fico cá esta noite, posso?

Sorris. Sinto que estás feliz por me teres mais esta noite. Mas amanhã terei de partir. Mais dias virão.

- És uma doidinha...
- Gostas de mim?
- Sim... gosto de ti assim, tal como tu és.
- Eu também... eu também gosto muito de ti... amo-te... papá.
 
 
 Alexandra
Comentário em destaque:
De WG a 18 de Maio de 2006 às 20:15:
Como exercício literário, o texto é interessante.
Por muito metafórica que pudesse ser a referência ao incesto e à prática de pedofilia, surpreende-me que ninguém tenha abordado os comentários por aí, quando ambas são práticas amplamente repudiadas pela sociedade.

Quanto ao incesto, diz-se (penso que esteja provado) que os filhos provenientes de uma relação de incesto têm uma alta probabilidade de terem deficiências, tanto mais alta quanto mais próximo for o grau de parentesco. Não sei se será isso que esteve na génese do repúdio desta prática, ou se foram outros motivos. Aqui uma pesquisa como aquelas que só o abel nos consegue brindar vinha mesmo a calhar!! Mas mesmo que o argumento seja esse, só é minimamente válido para aqueles mais fundamentalistas da religião, que defendem que sexo é só no casamento e só para procriação.
Isso não quer dizer que seja fã do conceito, ou que promova activamente que o pratiquem. Aliás, eu sempre tentei não me envolver com pessoas muito próximas com as quais tivesse que lidar regularmente depois, caso a relação falhasse (ex: colegas tanto de emprego como de estudos enquanto parte da mesma turma). Apenas acho que não faz sentido o repúdio.

Em relação à pedofilia, a partir do momento em que um menor não tem as mesmas armas de um adulto, acho errado, pois trata-se de um atentado aos direitos do indivíduo. Custa-me a compreender o fascínio, até porque sempre gostei mais de pessoas mais velhas que eu, mas a evidência demonstra que há quem tenha o fascínio. Também acho que a linha que define pedofilia não é fixa, mas por questões práticas é preciso determinar uma idade. O que não quer dizer que não tenha dúvidas que, com as crianças a começarem em média a sua actividade sexual cada vez mais cedo (entre elas), certamente muitas mais que uma mera mão-cheia de crianças de 14-15-16 anos seriam capazes de algo parecido com o que é narrado no texto. E quem é capaz disso pode ser tudo menos criança. Mas isto são dissertações teóricas sobre zonas cinzentas, que apesar de tudo é preciso assumi-las sem pudor, mas a triste realidade é que continuam a haver muitos casos de abuso de crianças sem capacidade de resistirem, fora os casos que não se conhecem.

12 comentários

Comentar post

Pág. 2/2

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2006
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2005
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2004
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D