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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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25
Mai06

O filho pródigo

Cereza

A pedido de várias familia... não, estou a mentir... vou recomeçar.

        

A pedido da xinxa aqui estou eu a escrever sobre a paixão da vida dela: o Rui Costa! Alias até deixo o mail que ela mandou (Xinxa, não leces a mal, mas achei tanta piada, que me sinto na obrigação de o publicar – não leves a mal pff)

“Viva Cereza

Sem querer (por acaso apetecia-me...mas contenho-me) exigir nada, eu imploro que seja colocado 1 post sobre o RUI COSTA.
É uma história antiga.
Sou do FCP por herança do pai, e por herança dele esta paixão pelo Rui Costa.
Desde cedo me habituei a ouvir falar sobre a inteligência do seu jogo, os olhos no alvo e a precisão dos seus passes. O seu movimento de gazela, o seu porte de senhor, a sua postura humilde, mas sempre nobre!
Grande Rui Costa (de quem tenho o único autógrafo da minha vida, que 1 meu amigo me ofereceu) parabéns por dares cor ao campo de relva... Parabéns!
Ai de mim, que me vejo este ano com o coração dividido, entre 2 clubes rivais...tudo isto por ele?
Endoudeci? Porque não Cereza?
please...please...pleaaaaaaaaaaaaaseeeeeeeeeeeeeee!

Nota: Não me esqueço do conto uj...

xinxa”

 

Depois deste pedido, posso lá recusar? Lol

Deixem-me ver o que posso contar dele... falar sobre o homem fora do relvado.
Conheço o Rui há muitos anos... alias estive em Itália com ele. Morava num pequeno palacete num numa especie de monte mesmo á saida de Florença. Uma casa magnifica. A decoração não fazia muito o meu genero, mas gostos definitivamente não se discutem.
O rui, é uma pessoa extremamente simpática e inteligente. Não é de todo um bronco. Fala sobre tudo, é culto, e não se interessa apenas por futebol.

Quando estive na casa dele, descobri que tem um hobby engraçado. Perde horas a construir puzzles. Coisas gigantescas. Em cima da mesa da casa de jantar, tinha milhares de pecinhas, que pacientemente ía juntando. A mulher, Rute ganhou também o vicio, e pelos vistos passavam assim grande parte dos serões.


Sempre os achei muito cumplices e muito apaixonados, apesar de estarem casados há já alguns anos. O filho dele é uma curtição. É tão giro ve-lo falar italiano com o pai! Alias falam fluentemente. (verdade seja dita, o Rui já jogou mais anos futebol em Italia que em Portugal ).

Nesse dia fomos almoçar a um restaurante, que ele costumava frequentar. Sinceramente já não me lembro do nome. Comia-se a tipica pasta e pizza. (Ah, ficam a saber caso o queiram convidar para jantar, o Rui só gosta da pasta com molho “pomodoro” - ou seja só de tomate).
Continuando... Como ele ía frequentemente lá almoçar, o dono baptizou uma pizza com o nome dele, que se podia ver na ementa. Pizza a la Rui Costa.


Comecei a brincar com ele por causa disso, e não vai de modos.. foi ele para a cozinha fazer a Pizza. E não é que tem jeito? Moldou a massa, mandava-a ao ar, depois meteu os ingredientes, e de seguida com grande mestria, meteu-a no forno a lenha! Digo-vos estava uma delicia.

Os fiorentinos A-D-O-R-A-V-A-M----NO! De resto não podia sequer andar na rua, que apareciam logo “centenas” de pessoas a pedir-lhe autografos. É de facto um cavalheiro. Sempre sorridente, ajudava sempre os jornalistas portugueses que se deslocavam a Italia. É que não sei se sabem, os jogadores do calcio... estão-se bem a borrifar para o jornalista tuga! Com a ajuda dele acabei por entrevistar o Batistuta, que apesar de simpatico, não é muito de dar entrevistas.

Sejamos ou não do Benfica, temos de admitir que o Rui é dos jogadores mais carismáticos do nosso país! (Eu prefiro o Figo, mas isso é outra conversa loll)

Penso que o já ex jogador do Milan, só errou numa coisa... ou seja saiu-lhe o tiro pela colatra. Despedir-se da selecção, e sobretudo em vesperas da final do Euro 2006. Parece-me que o Rui achou que iamos ganhar o jogo, e consequentemente o Europeu! Seria uma saída em grande estilo... mas infelizmente perdemos. Tenho a certeza que a esta altura o rui também está arrependido da decisão que tomou. É evidente que temos o Deco, que neste momento é superior ao Rui... mas... um jogador com a experiência e a inteligência dele, fazem sempre falta a uma equipa, mais que não seja para manter a harmonia e liderança no balneário.

 

       

Não sei se sabem, mas o Rui jogou mais anos na Fiorentina, que jogou no Benfica. Hoje por acaso li um artigo sobre ele, e achei esse pormenor engraçado... É que apesar de só ter calçado as botas durante 3 anos no clube da Luz, mantém aquela paixão, tão propria dele.

Deixo aqui um artigo do Mais Futebol, que fala da carreira dele:

“Rui Costa fez manchetes de jornais durante Verões a fio. E com mais frequência a partir do momento em que se percebeu que as hipóteses de regresso tinham aumentado. Nem que fosse apenas um pouco. O namoro era correspondido. "Il Fantasista" queria o Benfica e o Benfica escancarava as portas ao filho pródigo. Doze anos depois da assinatura de contrato com a Fiorentina, e de jogar com o 10 de um dos clubes preferidos em Itália, o Milan, Rui Costa selou finalmente o regresso. Aos 34 anos.


Em Portugal, duas equipas. Chegou à Luz aos nove anos, saiu na primeira época de sénior para o Fafe. Mas começava o Campeonato do Mundo que daria o bicampeonato a Portugal e o então número 5 da equipa de Carlos Queirós brilhou intensamente. O golo brilhante que marcou à Austrália, na meia-final, valeu a presença da Selecção no jogo mais aguardado. Uma Luz a abarrotar, com bem mais do que os 120 mil de espectadores permitidos, teve de esperar até aos penalties, até ao seu penalty, para poder libertar a ansiedade. O guarda-redes Roger estava por terra, e com ele uma equipa onde figuravam nomes como Roberto Carlos, Paulo Nunes e Élber.


Sven-Goran Eriksson estava convencido. O miúdo tinha de ficar no plantel. E para jogar. Na primeira época, esteve em 32 encontros (21 no campeonato, com quatro golos marcados, três na Taça, um na Supertaça e sete na Europa). Na segunda fez mais quatro jogos entre as duas competições nacionais, mas menos três na Europa, com os mesmos quatro tentos apontados por cá. Na última temporada explodiu: 34 partidas e cinco golos para empurrar os encarnados para o título; e quatro tentos em oito jogos até às madrastas meias-finais da Taça das Taças frente ao Parma. Apenas duas equipas lhe estragaram a despedida, o Belenenses nos «oitavos» da Taça e o F.C. Porto na Supertaça.


Mais do que os números era o talento que impressionava: a facilidade com que antecipava as diagonais dos companheiros e lhes colocava a bola à frente sem obstáculos nem ressaltos; o remate forte e sempre intencional; a leveza com que segurava a bola e partia em túneis a adversários ou em tabelas até à grande área contrária. Até àquele passe. O decisivo. Os avançados agradeciam a «papinha feita» e brilhavam também. Com golos. Por isso, para Rui Costa, uma assistência sempre contou como se fosse um golo.

 
O Barcelona tinha estado muito perto de ficar com Rui Costa, mas foi a Fiorentina que o levou. Aprendeu a amar Florença e o clube, e pouco tempo depois já lhe chamavam «Príncipe». Só a crise o fez sair ao fim de sete épocas.

              
 

Comentário em Destaque:

De xinxa a 26 de Maio de 2006 às 00:16:
Estou sem palavras! Mil vezes obrigada Cereza! Estou emocionada... deveras! E sem mais... Viva o Rui.

30 comentários

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