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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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06
Jun06

Romance e Vinho

Cereza
   
"...Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram
Corre um rio para o mar..."
 
Sonhos benfazejos e sentidos apurados de fantasia ,
Luz e a cor inspiram romance.
Da terra brotam castas que mãos conspícuas manejam,
em ritmo pausado e ondulantes autos,
eis que nasce a obra prima, caprichosa e solene que apraz.
 
No Minho, verde e viçoso, que cresce em latadas,
No Douro, em socalcos de tons quentes e encantamento,
Nas Beiras, soltam-se espumantes esplendorosos.
No Ribatejo, têm o carácter das terras férteis que o rio inunda.
No Alentejo em herdades que se estendem pelas planícies... marcadas pelo calor e a força da terra.
No Sul, lembram os prazeres do mar...
 
Sentir o supremo licor e a quimera de um romance
numa viela de Alfama, com toques de guitarra e 1 Colares à Eça
no cais da Ribeira com pregões ao desafio e um Porto de Honra
numa planície alentejana derramada, num enlevo de soagem e fragrâncias fortes no tinto encorpado
na nascente do Mondego, num sussurro de água e aromas suaves
em Porto Moniz, num sorriso aberto, com toques de um Madeira poderoso
fim de noite numa praia... em tons difusos e espumante a adornar
junto à lagoa das Furnas, ao crepúsculo num hino de essências!
 
Um brinde para todos - em português!
 
 
Nota: Ai dou 1 bracinho por 1 Cartuxa de 1996... se alguém tiver.

Xinxa


Comentário em Destaque:

De isabel a 6 de Junho de 2006 às 14:22

 

 E por falar em Eça, no Crime do Padre Amaro o famoso jantar "todo cozinhado pelo abade de Cortegaça" é um regalo na escolha dos vinhos. Convidados o Padre Amaro, o Cónego Dias, o Padre Brito, o Padre Natário. Juntou-se a estes o Libaninho. Servia Gertrudes, "a velha e possante ama do abade". O jantar: "vasta terrina de caldo de galinha" ("sopa"); cabidela;"côdea de pão ensopado no molho"; ("a cabidela hoje saiu-me boa!... de tentar Santo Antão no deserto!"); "pires de pimentões escarlates"; "frescas malgas de azeitonas pretas"; vagens; broa; "nacos brancos de peito do capão recheado", um bocadinho de asa; vinho da Bairrada em "bojudas canecas azuis"; arroz-doce (o"arrozinho"); vinho do Porto de 1815, de que "não se bebe todos os dias", castanhas molhadas no vinho, pão torrado, café ("todos cambaleavam um pouco, arrotando formidavelmente") e depois, cigarros.

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