De WG a 25 de Julho de 2006 às 11:14
Olhem que rica colecção de Velhos do Restelo que aqui temos! LOL

Vocês já repararam quantas vezes mudámos de bandeira e quantas vezes mudámos de hino? Isso diz-nos que nada é para sempre, e que devemos abraçar a mudança, sob pena de vivermos amarrados ao saudosismo, que é um dos grandes males de Portugal.
Não quero com isto banalizar estes importantíssimos símbolos, ou seja, não acho que se devam mudar por tudo e por nada, a toda a hora.
Apenas digo que por vezes fica por demasiado obsoleto que é preciso face lifts ou mesmo algo diferente.
Basta ver que este hino, que se referia aos bretões, era muito baseado no "sabor" da época, e ficou com isso enfermo até à revisão, que não mudou quase nada.

Nesta óptica, e apesar de também me arrepiar sempre que oiço o hino, porque é o nosso e porque para o bem e para o mal me sinto 100% Português, e também apesar de provavelmente não me arrepiar da mesma forma com qualquer novo hino que fizessem, por muito bom que fosse, porque este é o "meu" hino, acho que DEVIA SER MUDADO.

Sim, não se deve renegar a nossa História, até porque não temos grandes motivos de vergonha (pelo menos não numa óptica comparativa), mas um Hino não pode ser só isso. Um Hino tem que ser mais.
Tem que capturar os grandes valores e princípios subjacentes à cultura de uma Nação, aqueles que são históricos e que queremos projectar para o futuro, e sobre os quais queremos construir a visão do destino que se pretende para a Nação.
No fundo, e com as devidas distâncias, à semelhança das missões das empresas, que olham muito para a frente e q.b. para trás, para não ficarem presas no status quo que as aniquila.

Aqui o grande truque é determinar 2 coisas:
1) Quando é que uma mudança é tão grande a ponto de justificar uma mudança do Hino
2) Que princípios e valores são esses, e mais difícil, que visão / rumo é o nosso

Posto isto, ponham de lado aqueles arrepios que também eu gosto muito de sentir quando oiço o Hino, e assumam que a mensagem que passa contribui para o perpetuar do nosso saudosismo e fala de princípios que nunca foram a nossa verdadeira natureza (nunca fomos um povo de guerra, lutámos em auto-defesa e apenas o fizemos em ataque durante uma brevíssima parte da nossa história, já no sec XX, mas quem ler o Hino há-de pensar o oposto!!!).
Se o fizerem, vêem que MUDAR É IMPERIOSO, E O HINO É UM BOM COMEÇO.


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