De abel a 2 de Outubro de 2006 às 17:13
Parabéns à Cereza por se ter lembrado deste lindo e interessante tema. Embora do passado nunca envelheceu e, contrariamente, todo o mundo continua a abraçá-lo desde a sua tenra idade e nunca recusa reverência. O senhor Piazzolla o engrandeceu com um toque de modernidade. Gostar do Tango é sentir “paixão em forma de arte…, o poder em forma de medo do homem sobre a sedução da mulher... (Frog citado pela Marta). Bem-haja a hora em que a Argentina o promoveu a exlibris nacional.
A Cereza fez-me recordar um post, em tempo apresentado, que originou muitas, longas e lindas intervenções, sobressaindo os relatos da vivência de uma senhora, antiga prostituta, que certamente muitos de nós se lembrarão. A sua vida de escolhos, contada no tempo, ajustou-se à transformação do real em poesia. A questão está relacionada neste pequeno espaço porque a origem do Tango, tal como o nosso Fado, nasce num ambiente de prostituição como foi referenciado no antigo post. Quando nasceu, embora criticado na época, o Tango teve força suficiente para invadir, com distinção, os luxuosos salões da sociedade.
O vídeo e a música estremeceram-me, impelindo-me também a procurar palavras para animar o momento. Gostaria antes, de ser também um dos dançarinos do vídeo, isto é, viver a música e a dança por dentro e não como espectador. Fica o sonho e uma possível participação numa outra encarnação.


De RS a 2 de Outubro de 2006 às 17:32
"Gostaria antes, de ser também um dos dançarinos do vídeo". Senhor Abel não está a pedir muito, prontos sei que sonha :)))
beijo


De abel a 2 de Outubro de 2006 às 21:41
Embora esteja a sonhar (pedir), sei que os anjos nunca atenderão a minha prece. Já não é possível participar por dentro porque nesta vida tudo se vai perdendo, incluindo a força da juventude.
Se eu tivesse 18 ou vinte aninhos, no vigor da idade, vivesse no sítio onde foi feito tal vídeo, gostasse suficientemente da dança e tivesse tido a oportunidade de frequentar uma Instituição de ensino com aquele fim, talvez houvesse alguma probabilidade de ser seleccionado e então passar a elencar aquele grupo para saltar, pular, correr e dançar artisticamente. Mas são apenas suposições de quem vê progressivamente faltar a vista mas ganhar sensibilidade na ponta dos dedos… Diz-se que lá se vai apalpando… Nesta fase da vida só pularia frente às câmaras se fosse no seio de um grupo de jovens… como eu para não me sentir ridículo nem transmitir uma imagem caricata. No entanto, no fim da dança, mesmo em “slow motion” seríamos um grupo de “condores…”. Por tudo isto, sonhar não é demais, embora tenha a noção exacta de que a obra se nascer será com a minha incapacidade….
E já agora, gostaria de te dizer que o “senhor” está no Céu… porque eu sou o Abel. No entanto, pelo alerta simpático, o meu obrigado. Com isto sempre se vai arranjando um pretexto para nos esticarmos na prosa… (para quem gosta…, claro…).


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