Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

A Lisboa que eu Amo!

 

 Não é fácil caracterizar Lisboa por ser miscigenadamente complexa mas também não é difícil dada a atomicidade cultural e a diversificação de factores enigmaticamente atractivos, quando se gosta. Também fiz meu este lugar, tal como muitos de vós, como se daqui do ventre tivesse saído, inimaginável outrora, lá longe...

Pólo regional multifacetado, "LISBOA" é uma realidade que ardentemente amo e que a chama viva o tempo um dia apagará. No mundo não é famosa, jamais será a maior e muito menos a melhor. Cá dentro…é encantadora, amorosa e docemente provocante.

Do seu seio emana uma comunidade heterogénea, oriunda sabe-se lá donde, que lhe concede uma natureza tão distinta, cujos defeitos e virtudes são paixões de escritores e cantados por poetas, cantadores e cantadeiras. È uma gente sensivelmente sofredora, versátil, madura e dedicada. Sinto em cada momento que Lisboa trabalha, mesmo quando deprimida, se empenha cantando…

Ulisses (herói Grego) foi o fundador da cidade, cujo nome, por declinação no tempo, redundou em "Lisboa". A burocracia administrativa apela à confusão de termos: O Concelho de Lisboa, a Grande Lisboa, a Área metropolitana de Lisboa e a Região de Lisboa e Vale do Tejo são exemplos disso.

A abundância da fauna e flora, outrora determinou a cobiça dos Fenícios, Gregos, Cartagineses e Romanos, deixando dedadas legíveis como por exemplo fóruns, templos, termas, palácios, vilas e um teatro. Os Alanos, Suevos e Visigodos também marcaram presença de forma violenta. A ocupação Muçulmana (719-1147) deu grande impulso ao desenvolvimento da cidade, intra e extramuros, em distribuição anárquica de ruas sinuosas e estreitas (Alfama). A fixação da corte para Capital do Reino (1256), a cidade floresceu. Da era medieval herdamos grandes edifícios religiosos, conventos e a grande praça do Rossio.

No século XVI (descobrimentos) Lisboa, enriquecida pelas Índias, passou a ser o centro mercantil da Europa. Na zona ribeirinha, a crescer, surge o Terreiro do Paço (centro político e comercial). Desta época restou a Casa dos Bicos, o Convento Madre de Deus, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém (Manuelino) e o (boémio) Bairro Alto (para marinheiros e artesãos) é, actualmente noctívago, delícia das operadoras turísticas por proliferarem os bares e casas de fado famosas.

O vento espanhol (1580/1640) arquitectou um gosto barroco. No século XVII (D. João V), a prioridade do ouro do Brasil foi para carentes estruturas …, tais como conventos, igrejas e muitos e sumptuosos palácios. O restinho dos vinténs ainda chegou para que o Aqueduto das Águas Livres e chafarizes enchessem as bilhas e cântaros da gentalha.

O terramoto de 1755 permitiu um plano urbanístico (pela primeira vez) para a reconstrução da Baixa Pombalina (espírito iluminista), a qual beneficiou o Rossio e a Praça do Comércio. A primeira, principal ponto de encontro (equiparado às "Docas" de hoje) onde coexistem os mais antigos cafés, teatros e restaurantes. A Praça do Comércio, porta aberta para o Tejo, local de partida e chegada, com arcadas e arcos de triunfo.

No século XIX o Liberalismo e o início da revolução industrial dá agitação colorida à baixa e à zona elegante do Chiado onde se articulam lojas, tabacarias, cafés, livrarias, clubes e teatros.

O Estado Novo (1926/1974) trouxe novas urbanizações e edifícios públicos, a zona de Belém foi modificada (1940), surgiram os "pastéis…", bairros sociais na periferia da cidade e a ligação sobre o Tejo foi uma dádiva politicamente divina que o ingrato povo obedientemente agradeceu… Quase todos previram a degradação das fragatas, faluas varinos e batelões. O António contou que a ignorância dos barqueiros de traje remendado, por serem analfabetos, jamais contariam os dias..., embora sempre acompanhados de perto pelos incansáveis empregadores da rua António Maria Cardoso…

A Revolução de Abril trouxe os militares de volta, os portugueses lá residentes e, posteriormente, muitos africanos que se estabeleceram principalmente na periferia da cidade. Esta apresentava uma desordem natural e incontrolável (bairros clandestinos, a falência do mercado de arrendamento, paragem da construção civil, falências de empresas, desemprego, a fuga dos investidores, etc.), estabilizando com a adesão à Comunidade Europeia (1986). Politicamente tentou-se a modernização da sociedade e a subjugação de individualidades, surgindo, em substituição, as corporações que se muscularam. Os fundos comunitários reabilitaram bairros históricos, bairros degradados, o património cultural e arquitectónico, zonas ribeirinhas e substituição de bairros de barracas e habitações clandestinas por habitações sociais. Os Serviços monopolizaram a cidade e a indústria foi atirada para longe. A ponte Vasco da Gama foi factor importante no estender dos braços para outras áreas da margem. A cozinha portuguesa introduz na malga um picantezinho tropical. Posteriormente, pé ante pé, surge nova vaga de emigrantes instruídos que dão ao lisboeta um ar de importância balofa dado que as antigas empregadas foram entretanto substituídas também por loiras de olhos azuis.

As praças e mercados mergulham na actividade ao raiar do dia bem como a Feira da Ladra onde o negócio legal nunca foi ilegal. Na boca da noite a vida crepita nas docas e nas grandes superfícies, o fado em Alfama canta à luz da vela na calada da noite. As refeições são pasto de rica gastronomia, alimentando gente que não tem fome e passa horas a tentar, nos ginásios, libertar calorias que não escoam. Criamos água na boca saber do cozido ou ao cheiro da sardinha assada e que temos antigos pátios vazios de saudade onde se bailou a marcha que era popular e que a Avenida do Marquês subtraiu para encantar a liberdade.

O Camões que nunca conhecemos mas que sabemos ter existido por escrever qualquer coisa que só alguns percebem, ou julgam perceber…, os museus e bibliotecas que por vezes encerram quando os turistas mais procuram, as praias onde o sol fabrica moreninhos/as que posteriormente perdem a pele rapidamente, fazem parte dos roteiros por ser esta a região do País mais procurada pelos turistas.

Em qualquer parte perdemos longos períodos a discutir futebol ou questões fúteis sobre a vida dos visíveis que a comunicação social nos impinge, e que adoramos.

 

Muito mais ficou certamente por empolgar, é esta a Lisboa que eu amo com defeitos e virtudes.

 

14/8/2006

Abel Marques


Impressão Digital Cereza às 17:41
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56 comentários:
De Majoca muito Saloia a 18 de Outubro de 2006 às 19:00
Adorei este texto Abelito e se me dás licença faço copy past para mostrar aos meus alunos ( de Geografia)...
E sou lisboeta todinha benza Deus...oh que sorte a minha. Bejocas por aí....


De Selvagem Anónimo a 19 de Outubro de 2006 às 11:18
Claro que podes planear a aula. Faço figas para que a dita corra pelo melhor.

Faz o plano no papel
Guarda bem ó Majoquinha
Cá de dentro do Abel
Esvoaça uma florzinha


De Majoca/SaloiaLoira a 19 de Outubro de 2006 às 14:02
Ai a dita...adorei o termo ...mas está bem :) planeio bem e penso em ti ( se a Lua deixar valha-me a santa) eheheh . bejocas miudo


De lua_de_Avalon a 19 de Outubro de 2006 às 14:28
Oh Majoquinha...
/moi deixa tudo eheheheh
Vocês entandam-se ok????
beijos loira MaiLinda dos Paineleiros


De Majoca a 20 de Outubro de 2006 às 19:19
Oh LUA Maria...deixas tudo porque sabes que sou certinha né? olha-me esta...mas toma um bejo por seres tão fingidona.


De Gota-de-água a 18 de Outubro de 2006 às 17:46
Ahhh, só agora vi o vedio...Hummm, delicia, que inveja da Paz e tranquilidade...Vou ficar aqui, um pouco mais, a boiar na água, na musica e na vida...


De Queda_de_água a 18 de Outubro de 2006 às 17:48
VIDEO !

É assim que se escreve, ó loira!!!





De Majoca/SaloiaLoira a 19 de Outubro de 2006 às 14:04
Loira é ela...não sou eu caneco oh oh aiiiiii


De Gota-de-água a 18 de Outubro de 2006 às 17:37
Olá

Vivendo eu numa cidade de médias dimensões, sou fascinada pelas grandes cidades deste pais, amo o porto e adoro Lisboa, que não conheço muito bem.Mas deixa-me que te diga que, a par dos monumentos maravilhos que tem e dos deliciosos e inconfundiveis pasteis de Belém, o que eu mais aprecio nessa cidade, é a LUZ. A luz que banha essa cidade é magnifica, incomparável.Ai eu tenho que admitir que ganha a todas as outras que conheço...

Gostei da lição de história e de amor que nos contas

Um bj


De Abel a 19 de Outubro de 2006 às 11:34
Muito mar e paisagem para a Gotinha:

Nas Colinas e Vales que crês
Oceanos e céus navegaste
É Porto que agora vês
Por mim, e onde rebolaste


De WG a 18 de Outubro de 2006 às 12:57
Antes de mais, também eu nasci e fui criado em Lisboa, ainda que numa fase mais moderna, típica classe média dos subúrbios modernos de anos 70/80.
Apesar disso, sempre me encantou a cidade em si, nas poucas oportunidades em que me embrenhava nela, inicialmente sempre na companhia atenta dos progenitores.
Tendo tido a felicidade de visitar umas quantas cidades, seja por turismo ou até mesmo por nelas ter vivido largos meses em trabalho, continuo a amar Lisboa e a ser a minha cidade. Apesar das várias oportunidades bem interessantes de ter ficado a trabalhar no estrangeiro sempre quis voltar um dia, e voltei para ficar.
Ainda assim, sou capaz de reconhecer que há cidades mais bonitas e/ou com mais vida e/ou com mais seja lá o que for. Ou até mesmo com mais tudo. Mas nenhuma nunca ultrapassará Lisboa!

É por amar Lisboa, mas por ao mesmo tempo ter essa consciência que não me consigo também conter de, nesta 2ª parte do comentário, referir aquilo que são algumas imprecisões no texto. O Abel que me desculpe.
1. A comunidade de Lisboa não é tão heterogénea assim. Nesse aspecto até está a aumentar a heterogeneidade, mas comparada com as grandes metrópoles fica a anos luz.
2. Cuidado que há muita fome e miséria. Nem todos são gente que não tem fome e passa horas a tentar, nos ginásios, libertar calorias que não escoam.
3. Terreiro do Paço como a praça mais bela da Europa? Bom, é uma citação de um estrangeiro, e dos 3 comentários que faço é o mais subjectivo até porque se costuma dizer que gostos não se discutem, mas... a praça mais bela da Europa?! Eu gosto muito de Lisboa, Terreiro do Paço incluído, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra.


De Abel a 19 de Outubro de 2006 às 10:56
Relativamente à citação, torna-se interessante porque é a forma como os estrangeiros vêm Lisboa. A minha crítica sobre esta matéria é que são também frases de cobiça pela coisa muito desejada que frustrou espanhóis, facto de que ainda hoje padecem.
Sobre a heterogeneidade aconselho-te a leres o livro já citado (Couto, Dejanirah, História de Lisboa, 2006, Gótica 2000 - Sociedade Editora e Livreira, Lda.). Por acaso quando escrevi o texto do post já conhecia essa heterogeneidade de outras obras. A que agora refiro é mais precisa e esclarecedora. Grande parte dos nomes das nossas famílias têm origem espanhola, francesa, Italiana e algumas inglesas, fundamentalmente: “Arnaut (Inglesa), Arriaga, Soares (de Toledo) Lousada (Galiza), Bethencourt (francês), Pessanha (de Pezagno, de origem genoveza). Manuel Pezagno, ilustre figura da história de Lisboa, por volta de 1300 aportuguesou o nome para Pessanha. Não consta que tivesse voltado para Itália. (Sousa, Manuel, A Origem dos Apelidos das Famílias Portuguesas, SPORPRESS – Soc. Editorial e Distribuidora, Lda.). Os próprios romanos vieram da região que é hoje conhecida por Itália. O bairro da Mouraria foi construído para albergar e circunscrever a comunidade árabe que acabou por cá ficar, chamados de moçárabes. Junto a S. Apolónia também existiu um bairro de judeus cujas regras muito duras os circunscreviam. Mesmo que tivessem sido expulsos, muitos deles converteram-se ao cristianismo e esses acabaram por ficar. Há registos de que nos finais de 1500 (descobertas), um quinto da população de Lisboa era africana. Onde estão eles? Ou foram dizimados (improvável) ou se misturaram. Conhecemos uma terrinha do Alentejo, outrora possuidora de escravos, onde hoje pessoas escondem o couro cabeludo. No Algarve também há vestígios disso e da investigação científica sabemos que somos diferentes geneticamente de toda a Europa. Posto isto, parece que Lisboa sempre assim conviveu e é também por isso que é ímpar (com características próprias). O que os nossos olhos observam agora, não é de agora.
Relativamente à fome e aos ginásios apenas quis realçar, sem os revelar, os graves problemas sociais e as disparidades que cada vez mais são evidentes na nossa Lisboa, sei disso. Embora não tenha contacto directo com a realidade, a comunicação social a cada passo nos elucida. Eu sou assíduo frequentador de um ginásio, não para emagrecer porque não resulta só por si, mas para fazer mexer os ossos e as cartilagens porque já os vou sentido… no entanto, não deixo de ser um dos privilegiados. Sei que uma refeição por dia bastava mas funciono como tantos outros… Um abraço pela crítica interessante.


De Abel a 20 de Outubro de 2006 às 22:06
Ainda sobre a heterogeneidade, acrescento duas pequenas coisas do meu conhecimento que acho imperdoável guardar só para mim. Não me contive:

1º - Camões, o ilustre poeta do dia de Portugal, é de origem espanhola.

2º - Tendo em conta que Lisboa tem sido ao longo dos séculos um forte pólo de atracção social e empresarial, é raro encontrar alguém que não tenha origens numa qualquer outra região do País. Algarvios, beirões, minhotos, alentejanos, etc. etc. etc. para além dos emigrantes. De Lisboa, e com raízes de Lisboa, são escassos. Por isso se utiliza com muita frequência a palavra heterogeneidade social de Lisboa.


De marta a 18 de Outubro de 2006 às 11:30
É uma cidade mágica ... sim!!
Um beijo para ti Abel.


De Selvagem Anónimo a 19 de Outubro de 2006 às 11:07
Marta: Quando a chuva passar, sente as flores bem aberta e viçosas que te ofereço.

O solo exala perfume
Pela chuva que caiu
É momento sem queixume
Pelas flores que o Sol abriu


De Abel a 19 de Outubro de 2006 às 11:09
Maldito Selvagem anónimo. Ops...rrrrrrrr


De lua_de_Avalon a 19 de Outubro de 2006 às 11:43
Abel :) Toma atenção, assim o selvagem anónimo
já não aparece ihihihihihi
bjs


De Majoca/SaloiaLoira a 19 de Outubro de 2006 às 14:09
Até que te fica bem essa de Selvagem...TU VAIS AO GINASIO?????????? ololol haja quem sofra como eu :P


De marta a 20 de Outubro de 2006 às 12:06
Oh pra elas aqui à espreita que o sol apareça para me roubarem as flores!!
Trengas
:)))
AIII Abel,já não há homens como tu!!
:PP
Obrigada


De Cereza a 18 de Outubro de 2006 às 02:36
encantos mandar não consigo... posso é mandar o codigo, serve?????

jokasssssssssssssssssssss


De http://shakermaker.blogs.sapo.pt a 18 de Outubro de 2006 às 00:47
Ora viva Cara Cereza...

Lisboa, a minha cidade, a menina dos meus olhos.
Já namorisquei com outras mas volto sempre para os braços da minha Lisboa. A cidade que me criou e viu nascer, a cidade que me educou e ajudou a crescer.
Lisboa é uma mulher adulta, independente, linda de morrer. Daquelas que não esquecemos e que recordamos quando a comparamos com outras que não lhe chegam aos calcanhares.
Lisboa é única, um amor duma vida, o único.

Pronto, finalmente consegui fazer um comentário lamechas ou não fosse Lisboa o meu ponto fraco.
No entanto, torna-me forte, vaidoso e arrogante.
Para que conste, todas as noites deito-me com Lisboa.

Um abraço...
SHAKERMAKER


De Cereza a 18 de Outubro de 2006 às 02:32
shakermakerrrrr seja bem aparecido! Já tiha visto alguns comentaros teus na bogosfera, e pensava que te tinhas esquecido de nós.

por momentos ao ler o comentario, pareceu-me que a "cereza era a menina dos teus olhos" lollllllllllllllllllllll
a serio! tive de reler para ver, que afinal não era eu, mas LXlollll

estou feliz por te ter de volta ao UJ

beijossssssssss


De Abel a 19 de Outubro de 2006 às 17:56
Cuida-te porque, segundo consta, ela anda com muitos e é de outros tantos, a promíscua. Estou a falar de Lisboa, claro. Um abraço e volta sempre.


De Paulito a 18 de Outubro de 2006 às 00:02
N~~ao venho muito pa este lado...nao sei se gosto ser chamado de "paineleiro"

...gosto de ler o q se escreve sobre Lisboa :))

bjinhos


De Cereza a 18 de Outubro de 2006 às 02:33
PAULITOOOOOOOOOOOOOOOOOOO que bom ver-te por aqui!!!1

ah e já que és "paineleiro" fico á espera de um texto teu para publicar aquiiii

:PPPPPPPPPPPPPPPPP

bejosssssssssssssss


De Abel a 18 de Outubro de 2006 às 21:42
O que indico ao fundo deste pequeno texto é a última obra que estou a ler. Trata-se de um documento muito interessante e impressionante pelos relatos que encerram sobre a nossa Lisboa. Desde a Pré-História, transversalidade da Idade Média, as descobertas, os monumentos que desapareceram e outros que se erigiram nesses lugares, a origem dos bairros, hoje famosos, as ruelas, Alfama, Mouraria, o Bairro Alto, “os negócios da China”, os galegos, os espanhóis, os Italianos, os negros que trouxemos, escravizados, desapareceram sem nunca terem saído de cá…, os terramotos, o 25 de Abril até aos nossos dias, é simplesmente fabuloso. A escritora é uma senhora de origem Indiana (creio) e portuguesa, que nasceu em Lisboa e de tenra idade foi viver para Paris onde actualmente é professora Universitária. Nunca se esqueceu da terra onde nasceu e por isso surgiu a investigação para nos deliciar com esta espectacular maravilha.
Leiam e verão porque e como esta Lisboa se moldou no tempo pelas mãos da sua gente.

Couto, Dejanirah, História de Lisboa, 2006, Gótica 2000 - Sociedade Editora e Livreira, Lda.


De Selvagem Anónimo a 17 de Outubro de 2006 às 22:22
Aproveito para salientar como alguns ilustres estrangeiros apreciaram a nossa Lisboa.

“Se eu fosse rei de Lisboa, seria em pouco tempo rei do mundo.”
Carlos V, Imperador e rei de Espanha (1500 – 1558).

“Lisboa, a oitava maravilha do coração de Espanha”
Tirso de Molina, 1590

“Sinto-me no céu, porque nos aproximamos da famosa Lisboa.”
Miguel de Cervantes, 1616.

“Certos lugares tornaram-se-me familiares: os jardins, os terraços, o nobre espaço soalheiro do Terreiro do Paço, a mais bela praça da Europa, envolvido por palácios com arcadas, e a escadaria que desce até às águas do Tejo.”


De abel a 17 de Outubro de 2006 às 22:24
O Selvagem Anónimo que me desculpe esta troca. Desconheço a razão


De lua_de_Avalon a 17 de Outubro de 2006 às 22:49
Realmente Abel... só tu para me fazeres rir :),o Selvagem Anónimo és tu prórpio ehehehehehehehe.
Esta fez-me lembrar a celebre cena do Vasco
Santana, quando bebado discutia e chamava bebado ao candeeiro
ahahahahhaha


De abel a 17 de Outubro de 2006 às 22:26
O autor desta última: Valery Larbaud, 1927


De Cereza a 18 de Outubro de 2006 às 02:34
AIIIIIIIIIIIII VOCESSSS LOLLLLLLLLLLLLLLLLL

BEIJOCAS


De Majoca a 18 de Outubro de 2006 às 18:58
AQue raio de namorico aqui oh Abelito e Lua...!!! aiiiiiiii


De encantos_e_paixoes a 17 de Outubro de 2006 às 20:09
Adorável, e reconfortante, sonho.

E lembro-me de um grande português:

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
Pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

Gostava imenso de receber este clip, será que mo pode enviar Cereza?
Tão bom ver e ler, só por isso sou feliz.


De Abel a 19 de Outubro de 2006 às 18:21
Clip não tenho mas tenho poesia para a tua felicidade:

São para ti rubras flores
Que encontrei na Mouraria
Por ver sonhados amores
Do Gama e na poesia


De encantos_e_paixoes a 22 de Outubro de 2006 às 23:09
até toda arrepiada, vi agora o que escreveste, Abel, que contente que estou, lindo mil milhões de vezes lindo, adoro-vos a todos adoro o que escreves Abel, adoro o Urban, como boa Urbanita que sou e de Lisboa, menina e moça, menina.........às vezes basta-me chegar ao Campo Grande e o meu estomago fica cheio de borboleta.
Não há nada que mais goste de fazer, (quero lá saber da poluição) que andar em Lisboa a pé, descer a Avenida do Marquês do Pombal até ao Chiado, subir o Camões e tomar um cafézzzzzzzinhoooo, tão bom, montes de beijinhos

e Cereza podes mandar o código do clip, fait favôer
bigada


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