24 comentários:
De Tex a 25 de Outubro de 2006 às 11:43
OH gente de pouca fé!


De marta a 25 de Outubro de 2006 às 12:24
Mas eu em ti tenho fé,ora!!!
;)
Sai um tapé para as bandas do Porto...
:p


De Tex a 25 de Outubro de 2006 às 17:19
Martinha, agradeço emocionada o tapé nas costas!lol


De flyman a 25 de Outubro de 2006 às 15:38
Mas ò Texazinha!... Queres povo de maior fé, do que aquele que tem no seu país um dos maiores centros de romagem de peregrinos?!...

Eu cá por mim, fico-me com a nossa história cíclica e repetitiva: Desde que Portugal é Portugal, que existem uns períodos breves de prosperidade, seguidos por longos períodos de austeridade. Claro que como país com uma longa faixa costeira, quando o mar está bravo e bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão. Os peixões de águas profundas nem sentem o embalo das ondas. Não é preciso ler muitos livros, nem fazer grandes pesquisas. No ano passado a minha filha estava no 6º ano e eu gosto de a ajudar nos estudos... Dá-me para aí!... A matéria do livro de história do 6º ano abarcava toda a história de Portugal. Um elemento de pesquisa barato, conciso e bastante elucidativo daquilo que molda a nossa mentalidade colectiva.

Sempre que as coisas começavam a correr melhor neste país, apareceu sempre alguém que estragava tudo. Ou porque era um despesista ostensivo, ou porque fazia acordos económicos absolutamente desastrosos, ou até porque tinha um bocadinho de medo do futuro (falta daquilo com que se faz salada encarnada).

Por outro lado, quase sempre que ousamos enfrentar o desconhecido, nos demos bem. Digo quase sempre, porque com a história da batalha de Alcácer-Quibir, as coisas não correram nada bem. Apesar do conselho sábio de D. Fernando de Noronha, para que El-Rei D. Sebastião desistisse da ideia de investir contra os mouros, na terra deles, para mais sabendo que 110 mil deles estavam à espera, não lhe foram dados ouvidos. Ficou Portugal assim sem rei e sem a alta nobreza. D. Sebastião não deixou herdeiro, já que para ele "...nenhuma mulher é melhor do que o amor à pátria!" Devia gostar de filmes de cobóis, sua alteza... O lucro foi só um: de 1580 a 1640 Portugal e Espanha eram governados pelos mesmos, o Tratado de Tordesilhas não tinha razão de ser, e o Brasil ficou com a dimensão que tem hoje...

O que é certo, é que mais uma vez Portugal ganhou mais uma valente cicatriz, da qual nunca mais nos livramos, bem como aquela que 177 anos mais tarde destruiu Lisboa e grande parte do território.

São estes factos da história que vão moldando aquilo que somos hoje, e o que me aflige, é que não há meio de aprendermos com o passado. Nem com os sucessos, nem com os erros. Ainda há pouco tempo vi uma reportagem na SIC sobre os cérebros geniais portugueses subaproveitados. Gente com mestrados nas mais importantes universidades americanas e inglesas, que acabam por decidir ficar cá pelo amor ás raizes e à família. Resultado?... Uns dão aulas, outros fazem investigação em condições ridículas. Têm ordenados absolutamente comuns. Não são reconhecidos.

Eu graças a Deus, não me posso queixar da vida que levo em Portugal, e até me considero para além de privilegiado quando olho à minha volta, um optimista! Mas se as coisas para mim não fossem assim, já me tinha pirado daqui para fora.

Enoja-me por exemplo, que hajam uns parasitas na EPUL que são ADMINISTRADORES VITALÍCIOS e que haja quem lhe baste uns poucos anos como gestor de uma qualquer empresa pública para ter uma choruda reforma. E não se confunda isto com inveja. Acho isto absolutamente imoral, quando pedem ao povão para trabalhar mais anos e receber menos quando tiver direito à sua reforma.

Quando se pedem sacrifícios a quem trabalha, o exemplo tem de vir de cima. Sempre de cima para baixo e isso nunca aconteceu, não acontece e infelizmente nunca acontecerá. Pelo menos. enquanto a consciência política do comum cidadão não mudar. Parece que anda tudo anestesiado com morangos e floribelas!

Pacientemente aguardando por esse país apregoado, mando-te daqui mais um pontapé no fundo das costas.


De Tex a 25 de Outubro de 2006 às 17:21
Flycoiso, tb te agradeço das profundezas lolols


De hapito a 17 de Setembro de 2007 às 16:53
e viva a cidadania, meu. Afinal Don Sebastião existe!


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