De flyman a 26 de Fevereiro de 2007 às 08:11
Como a maior parte das pessoas, gosto muito de cinema. O género "Terror" não me fascina particularmente, embora hajam filmes que ficaram bem retidos na memória. No suspense/terror nem são as grandes produções, com grandes efeitos especiais, que considero filmes marcantes ou bem conseguidos. Halloween's e Sextas fªs 13, são para um tipo de assistência formatada, e acho-os para além de fastidiosos, previsíveis e absolutamente desprovidos de imaginação. Foram concebidos para aquelas pessoas que gostam de ser assustadas e de dar uns gritos em público.

Agora se falarmos por exemplo do Projecto de Blair Witch, aí o caso muda de figura. É curioso que quando vi o filme o cinema, tenha ficado desconcertado. Não entendi na altura toda a agitação que a crítica levantava em torno desse filme. Mais: na altura não gostei do filme. Tinha ficado com um "vazio" e não sabia o que pensar daquilo.

Para quem não viu, Blair Witch foi feito com um orçamento ridículamente pequeno, por estudantes de cinema. É a história do desaparecimento de três estudantes, dois rapazes e uma rapariga, que investigavam a lenda da Bruxa de Blair Witch. O nome da bruxa provém da cidade onde os factos se teriam passado no século XVII ou XVIII. Ora nessa investigação, eles acabam por se embrenhar numa floresta e perdem-se. Aquilo que começara por ser um fim de semana divertido entre três amigos, acaba por se tornar no seu pior pesadelo, culminando com a morte dos três. Disto tem noção o espectador logo no início do filme, porque começa com a polícia a encontrar os restos mortais deles. As filmagens caseiras que eles fizeram até à sua morte é que permitem seguir o curso dos acontecimentos, que se teriam passado anos antes desta descoberta macabra por parte da polícia. Eles estiveram anos desaparecidos... Depois é ver o aumento de tensão que vai acontecendo ao longo do filme de uma forma vista através dos olhos deles, que são uma câmara de vídeo e uma máquina de filmar, daquelas velhinhas com filme a preto e branco. A margem de imaginação deixada ao espectador e a pressão são realmente extrordinárias, pelo desenrolar dos acontecimentos e pelas pistas que vão surgindo num crescendo arrebatador.

Houve uma sequela holywoodesca, comercial e com uma produção milionária. Mas essa já não quis ir ver.

Em suma... Ás vezes são as coisas mais simples, mais verosímeis, vividas por todos no dia-a-dia, cuja ordem é alterada, que têm um efeito mais forte na percepção da realidade (...ou da fantasia...).

Por nenhuma razão em especial sem ser a "da oportunidade de ver", só vi o Silêncio dos Inocentes, com a interpretação magistral de Sir Anthony Hopkins. É sem dúvida um filme marcante, inesquecível.

...mas como sou medroso prefiro ficar em casa a ver o canal Panda... ou então, naqueles dias em que me sinto realmente aventureiro, a vir aqui ao Urban Jungle...

:P


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