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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

10
Mar05

Just wait

Cereza

E com este tema sobre Aristides Sousa Mendes, que me é tão querido... dou por encerrado para "balanço" este blog. Não é adeus, apenas uma maneira de resolver algumas magoas que sinto. De facto estou cansada, pq fazer um blog assim, ou seja diário, com imagens, com musica, com tudo quanto consegui arranjar para o tornar mais apelativo não é fácil... rouba-me algumas horas por dia. Confesso que o faço com gosto, desde que as pessoas o apreciem. Mas nos ultimos tempos li coisas pouco agradáveis e acho que tenho que repensar se me expor assim, vale a pena. A minha vontade era ser mais dura neste texto, mas nao o vou ser... já que a ultima vez que desanimei fui acusada de coisas muito injustas. Além das criticas meio disfarçadas aqui e noutros sitios, (cobardes como sempre - e dessa gente quero é distância), também percebi que apesar de ter novos visitantes a frequentar o Urban Jungle, os comentadores que costumavam cá escrever algo, o foram deixando de fazer gradualmente...não os critico, é uma opção...Mas quando vi o post da Emmanuelle com meia dúzia de comentarios, confesso que me chocou! Doi-me mais ver os textos dos outros com pouca participação do que os meus.
Eu vou continuar a blogar noutro sitio, e um dia volto ao Urban Jungle.



Agora peço que não se percam aqui, e comentem o texto sobre o Dr, Aristides Sousa Mendes, que merece muito mais o vosso tempo.



PS: Deixo um mês de posts aqui no blog, para verem a "vossa" obra, que acho excelente :)



JINHOS

09
Mar05

Não participo em chacinas, por isso desobedeço a Salazar!

Cereza

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Tal como prometi aqui fica mais um impressionante relato sobre o Herói Nacional, que continua a ser esquecido pela nossa história. É preciso juntar esforços e fazer alguma coisa. Ao Francisco já prometi ajudar, e estou a fazer tudo que me é possível, para tentar ajudar na reconstrução da casa de ARM em Cabanas de Viriato. Depois de Francsico SM, recebi este mail de António SM, primo do Francisco. É com muito orgulho que deixo aqui mais um post sobre o Senhor Aristides Sousa Mendes!



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(Trancrevo aqui parte do mail que recebi do António.)
olá Cereza
Voltei de frança onde fui a uma conferência/debate sobre o meu avô,
Aristides Sousa Mendes. Foi organizada pela biblioteca Municipal da cidade de Anglet que fica mesmo ao lado de Biarritz e de Baiona, uma zona onde em 1940 apareceram muitos refugiados e por onde andou certamente Aristides SM salvando-os. Devo dizer que houve um grande entusiasmo em relação à figura de ASM e muitas pessoas incluindo a própria Biblioteca aderiram à Associação Francesa de Homenagens a Aristides de SM. Haverá outras iniciativas a partir deste evento.
Segue como prometido um artigo sobre o enquadramento histórico do gesto de ASM se gostares e achares útil podes pô-lo à disposição dos leitores do Blog.
Até breve, Antonio Moncada de Sousa Mendes




Aristides de Sousa Mendes, o Shindler Português.... ou o contrário?


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(Shindler, ladeado por oficais Nazis - terceiro a contar da esquerda)

Muitas pessoas tendem a comparar o Cônsul português com Schindler ou com Wallenberg, talvez porque estes dois últimos nomes sejam ainda, para alguns mais conhecidos. Mas se tivermos conta dos factos históricos veremos que será mais justo o contrário. De facto o grande especialista em História do Holocausto, Yehuda Bauer, diz de Sousa Mendes que se trata da "maior operação de salvamento realizada durante a segunda guerra mundial por um só indivíduo e contra tudo e todos"In "A History of the Holocaust".
Quando a segunda guerra começa em Setembro de 1939, Salazar envia a todos os postos diplomáticos portugueses ordens bem claras proibindo aos diplomatas de darem vistos de entrada para Portugal a várias categorias de pessoas... " Judeus expulsos dos seus paises de origem" muito em especial. Essas ordens encomtravam-se inscritas na 'circular 14' que entretanto já se tornou ´"tristemente célebre".


Aristides de Sousa Mendes foi não somente o autor da "maior operação de salvamento" cerca de 30000 pessoas, mas foi também o primeiro, num momento em que os alemães entravam em França como grandes vencedores da guerra.... tudo fazia crer que as vitórias alemãs continuassem, como aliás foi o caso até fins de 1943, até à derrota de Stalinegrad.... aí começou tudo a mudar ...Salazar voltou-se para os aliados anglo-americanos e começou a negociar o empréstimo das Lages nos Açores.

Schindler que tinha uma fábrica na Polónia onde trabalhavam judeus, começou a pensar que talvez fosse bom para ele, protegê-los. No fim da guerra salvou mais de 1000 vidas e salvou a pele!
Em 1944 depois da invasão da Normandia, a Suécia envia Wllenberg para a Hungria com a missão de "proteger judeus". Este organiza uma rede de casas de protecção onde viverão judeus sob a protecção da Suécia e de outros paises neutros, salvando assim mais de 100000 judeus... estava-se em 1944 e 1945.

Hoje cada vez mais os historiadores de todo o mundo reconhecem que ASM, o Cônsul de Portugal em Bordéus foi o primeiro e foi ele a abrir a porta de Portugal aos refugiados e como diz a Dra Manuela Franco, ex- secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros " é a Aristides de Sousa Mendes que se deve o epíteto Portugal- porto de esperança.
Antonio Moncada de Sousa Mendes


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(Visto passado por ASM)




Encontrei um site muito interessante na net… transcrevo aqui algumas passagens:
O RABINO KRUGER

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(Rabino Kruger e ASM)


“…Pelas ruas de Berlim judeus são perseguidos, espancados e mortos - é que nos escrevem, é que nos dizem, é o que lemos, oi gewalt. O meu nome é Chaim Kruger e sou rabino numa klein statle, num pequeno povoado. “A guerra é inevitável”, prevejo, “e em breve os nazis estarão aqui”. Não é fácil mas, com economias feitas penosamente, com a minha mulher e as nossas seis crianças, em 1938 conseguimos escapar de Varsóvia para Bruxelas…”

“…Para fugir à hecatombe, agora a nossa esperança é chegar à fronteira, atravessar a Espanha, entrar em Portugal e dali embarcar para América, onde parentes nossos esperam por nós.
Chegamos a Bordéus em Maio de 1940 e a cidade está repleta de fugitivos. Procuro o Consulado espanhol para obter o visto no passaporte da minha família mas um funcionário diz-me que sem antes obter o visto português não conseguirei o espanhol….”



“…- Quem é o Dr. Mendes?
- É o Cônsul de Portugal em Bordéus, Dr. Aristides de Sousa Mendes.
Mendes, Mendes... O nome bate-me nos ouvidos, reconheço-o, é marrano, é judeu. Tenho que falar com o Dr. Mendes.


Dirijo-me ao Consulado de Portugal. O jardim e as ruas vizinhas estão repletas de refugiados, todos a aguardar vistos para seguirem viagem, são milhares em desespero. Identifico-me, peço para falar com o Dr. Mendes. Três horas depois sou recebido. É um cavalheiro muito distinto, porém com feições angustiadas. Deve estar a viver uma grande tragédia, bem posso imaginar qual seja ela. Apresento-lhe a minha mulher e os meus filhos, conto-lhe do nosso êxodo de Varsóvia até Bordéus. Entende o meu sofrimento porque também ele tem muitos filhos, acho que doze.


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(ASM, a esposa, e os filhos)


Convida-nos a pousar em sua casa para darmos algum descanso às crianças. Aceito, agradeço e pergunto-lhe se também ele é judeu. Sorrindo, esclarece:
- Rabi, não se iluda com o meu apelido Mendes. Até onde eu posso rastear, a minha família, há pelo menos cinco gerações, é de católicos fervorosos. Se, por acaso, tivemos um ancestral judeu, não é nada que nos desmereça, mas disso não temos conhecimento.


Errei o alvo, main mazle, má sorte a minha,... Não sei como continuar a conversa. Engasgo-me. Depois ouso perguntar-lhe quando podemos contar com os vistos para seguir viagem para Portugal. Acabrunhado, diz-me que nada pode garantir, ainda não tem a necessária autorização do seu Governo.
- Então, Dr. Mendes, vamos ficar aqui em Bordéus à espera da matança?
Levanta-se. Amargurado, segura-me o braço.
- Rabi, tenha fé, nem tudo está perdido, confie na Divina Providência.
Conduz-nos a sua casa, que fica no Quai Louis XVIII, por trás do Consulado. Apresenta-nos à sua esposa, D. Angelina, e a três dos seus filhos mais velhos. Indica os aposentos que nos destina. Deseja-nos um bom descanso. Apesar de gentio, apesar de goi, este Dr. Mendes is a Mensche, é realmente um Homem…”


“…É um espanto, este Dr. Mendes. Na manhã do dia 17 de Junho de 1940 avisa-me:
- Rabi, sossegue, vou passar vistos a toda gente.
Nos dias 17, 18 e 19, ele e dois dos seus filhos mais velhos trabalham sem parar, nem sequer para almoçar ou jantar, exaustão. Passam milhares e milhares de vistos, os refugiados já organizados em filas. Os passaportes são colectivos, familiares. No meu constam oito nomes, o meu, o da minha mulher e os dos meus filhos. Assim acontecendo com quase todos, calculo que o Dr. Mendes, nesses três dias, tenha passado uns 30 mil vistos, dos quais 10 mil a judeus, pelo menos.
Não se dá por contente. Obedecendo às instruções que recebera de Lisboa, o Cônsul de Portugal em Bayonne recusa-se a passar vistos aos refugiados de guerra. Porém o Dr. Mendes é seu superior. Desloca-se a Bayonne, que fica junto da fronteira franco-espanhola, e é ele-mesmo quem, mais uma vez, passa milhares de vistos.
O mesmo acontece com o Consulado de Portugal em Hendaye. Também aí o Dr. Mendes passa milhares de vistos.
No dia 24 de Junho o Dr. Mendes mostra-me e traduz-me um telegrama que acabara de receber. É chamado imediatamente a Lisboa e acusado por Salazar, o Primeiro Ministro português, de “concessão abusiva de vistos em passaportes de estrangeiros". Depois de 32 anos de serviço, o Dr. Mendes vai ser demitido sem receber qualquer reforma ou indemnização, e 12 filhos tem ele para criar. Já teve 14, mas morreram 2, o segundo e o último, se não estou em erro. Cuidar de 12 filhos é obra! Eu que o diga, que só tenho 6 e bem sei como custa criá-los. Compadeço-me, voz embargada, ihre mazle, má sorte a sua. Mas é ele quem atalha, quem me anima:
- Rabi, se tantos judeus sofrem por causa de um demónio não-judeu, também um cristão pode sofrer com o sofrimento de tantos judeus...
A grosse Mensche, um grande Homem!...”





“O meu nome é Schmil Goldberg. Mas, se quiserem, podem tratar-me por Samuel. Sou judeu e americano.


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(Schmil Goldberg)


Em 1941 estou em Portugal para dar assistência a refugiados de guerra, trabalho voluntário. Na Cozinha organizada pela Comunidade Israelita de Lisboa tenho a oportunidade de conhecer o Dr. Aristides de Sousa Mendes. Foi ele o diplomata, o Cônsul que, em França, passou milhares e milhares de vistos a judeus fugidos do nazismo. Uns já partiram para a América, outros ainda estão em Portugal. Também prestamos auxílio ao Dr. Sousa Mendes, pois ele e a família estão muito carenciados. Foi demitido, não recebe qualquer pensão do Governo e, apesar de licenciado em Direito, está proibido de exercer a advocacia e os seus filhos foram impedidos de frequentar a Universidade. O seu irmão, que era embaixador, também foi demitido. Vê-se que Salazar jamais perdoará o gesto humanitário do Dr. Sousa Mendes. Num povoado do Distrito de Viseu, o ex-Cônsul possui um palácio onde chegou a albergar muitas famílias de refugiados, às quais, em França, passara vistos para entrada em Portugal. Mas, para atender às necessidades da sua numerosa família, foi obrigado a hipotecar todo o recheio.


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(A casa em ruínas de ASM, em Cabanas de Viriato - futuro museu do holocausto)


O Dr. Sousa Mendes já não dispõe de meios financeiros para sobreviver, está condenado à miséria. Temos o dever de auxiliá-lo e auxiliamos. Até lhe proporcionamos condições para que alguns dos seus filhos emigrem para os Estados Unidos e Canadá. Os que lá se estabelecerem mandarão cartas de chamada para os outros, estou certo disso.”



“…Lisboa, 3 de Abril de 1954. Estou no Hospital da Ordem Terceira, na Rua Serpa Pinto. Abro a mala, retiro o lenço, enxugo os olhos. O meu tio, Dr. Aristides de Sousa Mendes, acaba de falecer, trombose cerebral agravada por pneumonia. A sua esposa, a minha tia Angelina, morreu em 1948 com uma hemorragia cerebral e ficou vários meses em coma, coitada. Todos os seus filhos, meus primos, vivem hoje nos Estados Unidos e no Canadá, conseguiram escapar a tempo deste purgatório... Sou eu a única familiar presente. O meu tio era um homem bom, sempre a pensar no bem dos outros. É por isso que morre pobre e desonrado.”


Trabalho de Fernando Correia da Silva
in:www.vidaslusofonas.pt/sousa_mendes.htm


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(Uma rosa para ASM)

09
Mar05

Deus no Céu....

Cereza

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Arsene Wenger, Alex Ferguson, e José Mourinho morreram num desastre de avião e vão conhecer o seu criador.
A entidade divina virou-se para Wenger e perguntou,
"Diz-me o que é mais importante para ti?"
Wenger respondeu que ele sentia que a terra era a importância suprema e que proteger o sistema ecológico da terra era o mais importante.
Deus olhou para Wenger e disse
"Gosto da tua forma de pensar, vem e senta-te ao meu lado esquerdo."
Deus perguntou então ao Ferguson pelo que tinha mais respeito.
Ferguson respondeu que as pessoas e as suas escolhas eram o mais importante.
Deus respondeu
"Gosto da tua forma de pensar, vem e senta-te ao meu lado direito".
Deus olhou para o Mourinho que estava a olhar para ele de forma indignada. Deus perguntou
"Qual é o problema Mourinho?"
Mourinho respondeu
"Eu acho que estás sentado na minha cadeira!"


E com esta meus senhores, encerro este blog para balanço!Apenas publico esta noite o artigo sobre o Dr. ASM, tal como prometi.



08
Mar05

A Tradição já não é o que era!

Cereza

E na sequência dos anteriores textos, deixo aqui mais um belo post da Emmanuelle! Já agora, ficam a saber, que em breve irei editar um testemunho de mais um dos netos do Dr Aristides Sousa Mendes...Depois do Framcisco é a vez de António SM...fico muito orgulhosa!

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A cultura mudou! A busca do prazer é uma atitude humana. Homens e mulheres flirtam com igual intensidade, ambos querem ter prazer na cama. As mulheres deixaram de se limitar à fantasia! As mulheres criticavam nos homens a tendência para fazerem sexo sem compromisso. Hoje elas agem do mesmo modo. Ganharam coragem e decidiram consumar os seus desejos, nem que por uma só noite. O casamento não é mais o sonho dourado de muitas donzelas. Aquela do: "Vós, que seguis o caminho do matrimónio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida? " Admiro quem acredita na instituição do casamento. Não sou moralista, apesar de saber que o sexo é realmente melhor quando as pessoas se conhecem, se amam e estão dispostas a ficar juntas. Nem que seja apenas por um período. A sociedade que é muito castigadora, aponta facilmente o dedo a quem não adere ao politicamente correcto! O facto das pessoas se sentirem desejáveis faz muito bem ao ego e à auto-estima. Também penso que é uma estupidez pensar que as relações fora do casamento podem salvá-lo. Se uma relação se esgotou, o melhor é acabar com ela. Mas isto também é outra conversa.

Basicamente, o sexo sem compromissos é movido pelo trinómio desejo sexual, experimentação sexual e prazer físico. Nem que seja uma vez na vida, queremos satisfazer um impulso. Porque apenas uma ínfima percentagem dos relacionamentos de sexo casual se transforma em romance. No caso de alguns homens, o sexo casual é sinónimo de estatuto e de poder perante os amigos...Se o encontro casual proporcionar prazer aos parceiros, pode ser uma experiência extremamente positiva. É através do prazer que se alcança um estado de graça físico e espiritual com resultados visíveis na saúde e no rendimento profissional ou não é verdade?

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Eu por exemplo, sou alegre, gosto de viver, nunca fumei drogas ou tomei pastilhas. Não me caso, não tenho filhos, sou tão pouco normal e, no entanto dou-me bem. Algumas pessoas não compreendem, mas isso também é outra estória. Sexo é muito bom, mas está longe de ser encarado como parte essencial da minha vida, como ver e ouvir. Sexo não é crucial. O facto de muitas mulheres não colocarem o sexo no centro da vida, não quer dizer que não possam ser sexualmente felizes. A relação sexual é tão poderosa que é capaz de ser satisfatória de qualquer maneira, com maior ou menor frequência. Por vezes uma boa gargalhada com um companheiro ou amigo, dispensa sexo, pode dar tanto prazer quanto fazer sexo. Alguns homens, já são uns Casanovas! Têm relações sexuais com várias mulheres e depois rejeitam-nas. Fazem terrorismo psicológico, alimentando o amor nas parceiras e depois desaparecem. É uma maneira que alguns homens encontram de se sentirem poderosos quando estão sem poder. Na realidade, vivem tão frustrados em relação ao sexo quanto algumas mulheres que se sentem intimidadas ao colocar o sexo no centro das suas vidas, e não conseguem fazê-lo plenamente. Os Casanovas praticam imenso sexo, mas sofrem por não encontrarem o amor verdadeiro, relações estáveis em que haja espaço para a vulnerabilidade e a paixão.

A monotonia que toma conta das relações é assunto frequente hoje em dia. A magreza por exemplo; a apologia do corpo perfeito é uma das mais cruéis fontes de frustração feminina dos nossos tempos. A obsessão pela magreza transformou-se numa epidemia. Daí que existem tantas anorécticas. Considero a busca do corpo (in) perfeito um retrocesso no processo de emancipação feminina. Continuo a dizer que o físico não é importante. Essencial e interessante, é o que conseguimos fazer com ele e felizmente que ele é independente da mente. Por vezes sinto tédio, raiva em relação a certas pessoas (nicks) e nestes casos pergunto-me: Porque é uma pessoa tão chata? Vou ao fundo do sentimento para entender melhor...Tento compreender não só o que pensa ou deseja, mas também o impacto das reacções em mim. Isto serve-me para aprender e agradecer aos deuses, fadas ou feiticeiras, o facto de ter conhecido alguns Homens fantásticos na internet. Fiquei mais inteligente, mais consensual e solidária. E fiquei com maior consciência da responsabilidade ao ir esperar um "desconhecido" ao aeroporto e uma certeza estranha, indiferente às convenções, fizeram-me sentir mais Mulher por tê-los seduzido e conquistado. E foi-me dito: não é nada físico pois nem a conheço, mas preciso vê-la! E não era mesmo, não mando fotos na internet, não falo de mim fisicamente. Sou uma pessoa exigente. Não tenho poderes, posso ser uma mulher poderosa, sim, no sentido de sentir que me vai acontecer alguma coisa má e pensar como lhe dar a volta. Ter pessoas a depender de mim é uma preocupação, não é um poder!

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A ira é uma coisa que me agrada nos homens. Atiço-os, seduzo-os e...Daí, ao desejar tirar estes do monitor, não demorou muito pelo resto do tempo no qual fomos conversando, rindo, falando do gozo, do tesão que nos provocava todo aquele jogo, do misterioso que nos atraía cada vez mais numa curiosidade, um tanto ao quanto estimulante. Então aquelas mãos, que me escreviam palavras bonitas, pareciam pensadas para não cometer nenhuma gaffe, sempre educados, mas nas entrelinhas, quase jurava que me apertavam toda, agarravam o corpo que recuava, o que fazia apertar mais forte e sussurrar "não fuja". Pronta para o abate se fossem uns tarados, uns psicopatas daqueles que usam, abusam das mulheres, e matam a seguir para um prazer maquiavélico. Resolvi confiar, afinal a minha alma não poderia estar a enganar-me perante o que sentia sobre aqueles desconhecidos, mas tão amáveis personagens...O nervosismo anunciava-se pela expectativa de ir viver uma aventura que ambos desejávamos. Às vezes penso que se as pessoas pudessem imaginar tudo o que já fiz, certamente morreriam de inveja:) Não sou eu que digo sempre, preferir amigos libertinos? Desagradar de início certas mentes conservadoras e, assim, evitar falsas esperanças quanto à minha natureza?
Sobra para mim, portanto, divagar sobre duas nuances desse termo, as quais me interessam, e reflectem de alguma forma os meus sentimentos.
Se eu perguntasse às minhas queridas amigas, e para todas as baunilhas que conheço, se o amor tem limites? A paixão conhece limites? A entrega é limitada? Se assim for, não é verdadeiro, a paixão é perene, e a entrega é parcial, medrosa, cheia de culpas. Mas nem vou perder o meu precioso tempo a perguntar coisa alguma, tão queridas as minhas amigas, tão castas, tão conservadoras, em fachadas de hipocrisia. Com amigas assim, descobri que não preciso de inimigos!

A minha filosofia trata-se, antes de tudo, de afecto entre um homem e uma mulher que consentem submeter-se numa entrega livre, sem preconceitos, para que se alcancem todos os prazeres do corpo e do espírito…Pessoas que se envolvem num relacionamento responsável na sua plenitude e, portanto...Sem limites. Oh! Que falácia o relacionamento sem limites, exclamarão alguns. Mas as minhas palavras são bem menos utópicas do que soam aos descrentes ouvidos, desde que o homem e a mulher estejam, realmente, engajados numa relação responsável.
Então, dentro dessa relação adulta, responsável e consensual, deverá ser limitada? Um deleite inigualável, que ninguém me tirará:) Ficam as saudades, as suaves lembranças, toda a alegria que nos proporcionamos em passeios e deliciosas gargalhadas e as excelsas conversas. Apesar do pouco tempo, da brevidade de tudo, senti que cada gesto era intenso, que os beijos não eram movimentos automáticos, que os abraços não eram vazios...O resto obviamente que não conto:) E ainda nos encontramos de vez em quando, aqui no Rio das Pérolas ou no mar de Andaman:) Ainda bem que deixei de ser tão distraída e fechada para o mundo:) Isto foi desde que descobri que o mar é salgado por causa dos bacalhaus:)
Emmanuelle

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Soube que esta noite, no Jornal Nacional na TVI, vai dar uma grande reportagem sobre “amores na net”.

08
Mar05

O que as mulheres pensam!

Cereza

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Pois é, meninas, aconteceu. Eu sei o que as meninas pensam! – Manuel, sabes mesmo o que as meninas pensam! – descobri, também, repentinamente. Não pensem que é a “piece of cake”, antes pelo contrário. Atinge-nos na “boca” do estômago como um murro. Agora, já consigo lidar com isso sem que uma náusea me revolva as entranhas, mas ao princípio, acreditem, tinha que me sentar ou agarrar a alguma coisa para não cair, estonteado, no chão.


Não surpreende absolutamente nada que os homens, em geral, não “pesquem” nada de como funciona a mente feminina. Vocês são, realmente, uma coisa inenarrável. Os vossos pensamentos, na minha opinião, fariam corar o mais ignóbil de todos os carroceiros. Outros, porém, fariam recriar profundas correntes de modéstia a Maquiavel.



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Descobri que no âmbito da fluência do pensamento feminino se percorrem zonas do mais pornograficamente gráfico até á mais inusitada conspiração. São capazes de nos transformarem numa amálgama fálica, invadindo e profanando espaços que nem sabia que tinham, como também são capazes de nos armarem teias imensas em que somos transformados em personagens impotentes, em criaturas de nojo e irrisórias. Usam-nos e julgam-nos num ápice.



As unhas, os sapatos, a perfeita definição do “tónus” muscular abdominal, uns glúteos irrepreensíveis, uma pele perfeitamente hidratada, uma barba desfeita ou então completamente selvagem, um olhar de desejo, uns lábios apelativos. Se soubessem à velocidade com que se cruzam estes pensamentos numa mente feminina, creio que em 80% do tempo, entenderiam que nós, homens, mais não somos, dentro dos seus universos, do que meros objectos. Por elas somos transformados em seres abjectos.


Saibam também que já foram, na sua enorme torrente imaginativa, o sem abrigo agressivo que as viola ininterruptamente, o “puto” que viaja, alucinante, dentro do balcão do bar do clube, que as assedia e as transporta para o recanto mais escuro do recinto, ao fim da noite, para uma insana digi-party, meio consentida, meio conquistada, o marinheiro exótico e solitário que atravessa a cidade, noite dentro, horas antes de partir, de novo e para sempre, e que as seduz em parcos minutos de fúria marítima e perene. Já foram também o primeiro namorado, o namorado da melhor amiga, o artista da novela, o símbolo sexual de Hollywood. Pior, já foram o amante, casual ou persistente. Não consigo enunciar tudo aquilo que já foram no imenso universo da imaginação feminina.


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Aos simples mortais que são incapazes de entender o que as mulheres estão a pensar, a única orientação que posso dar é a de procurarem, nos seus olhares, pistas para o que lhes vai no pensamento. É escusado acreditarem nas palavras. Nunca dizem exactamente aquilo que estão a pensar. Quando o que dizem se aproxima daquilo que estão a pensar nós nunca o entenderíamos e é inconsequente iniciarmos qualquer tipo de comunicação baseados na única lógica que conhecemos.


Acreditem-me, as mulheres nunca procuram zonas de branco ou preto, deambulam incessantemente em áreas de um cinzento que não nos é acessível como se estivessem sintonizadas numa frequência demasiado alta ou demasiado baixa, completamente herméticas ao mais irregular dos homens.


Finalizo expressando uma ideia que li por aí. Vejam lá se entendem: “Elas adoram odiá-los, eles odeiam adora-las”!



Regards
Maslow


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Abrunhosa e Lenine – Diabo no Corpo"...Leva o meu
Corpo,
Por um momento eterno,
Fazes-me a vida um inferno.
Escondo um louco no meu
Corpo,
Um infinito prazer,
Por isso: "Qu'est-ce qu'on va faire?".
.....
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo,
Uhuuu, tenho o Diabo no Corpo..."


06
Mar05

Preto e Branco

Cereza

Uma histórica mais que veridíca do IRC, do Heaven! Linda esta música -*suspiro*


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"Penetraste o meu olhar...sem eu te ver, nem sentir...perdi-me nas tuas palavras sem poder sequer imaginar os traços do teu rosto...nem um único movimento dos teus lábios...como um cego segui os teus passos... bastava ler-te e já me aprrepiava... perdi-me num mundo a preto e branco... encontrei-me mais tarde num mundo ao qual soubemos dar cor!!"


Fizemos de cada palavra um porto seguro,de cada sorriso um pedaço de nòs
mesmos,de cada letra uma base para o pilar da nossa amizade que haveria de
se transformar neste amor..!
Nunca eu imaginava abrir-me assim...nem o poderia fazer,abristes portas em
mim que eu proprio desconheçia...em cada conversa,em cada comentario,em cada
momento crescia em mim mais um sentimento,mais uma emoção....aquele espaço
que eu tantas vezes achei demasiado sombrio,demasiadamente vazio e
cru...tornava-se agora o espelho do meu sorriso,o amparo dos meus suspiros,o
aconchego das minhas lagrimas..!
A minha unica vontade e necessidade ja nem era escrever,mas sim ansiosamente
esperar e voltar a ler-te...sim,são estas as palavras que um dia me marcaram
numa mensagem que me mandastes "Tenho saudades de te ler"
Li tal mensagem e sorri...parcas palavras iamos trocando..sinceras
sempre...emocionadas pela electrizante vontade de teclar até a exaustão e
quando damos por nòs,horas a fio estavamos ali...embrenhados nesta
sintonia,elevados pela sensação de o querer dizer e sem nunca ter receio de
retribuir com a atenção do ouvir..!


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Algo mais nascia nestas conversas triviais mas com sentido...trocavamos
ideias,debatiamos temas...futilidades até talvez,tudo servia para estarmos
ali falando horas sem conta...a nossa sintonia estava mesmo aí..não nos
cansavamos,bem pelo contrario cada vez a nossa necessidade era maior,alguns
lhe poderão chamar dependencia...e talvez até tenham razão,pois para se amar
tb dependemos do amor de alguem...!
E inocentemente em nòs era um amor que crescia...e lembro como era grande a
certeza do incerto...a certeza pois eu ja não duvidava do sentimento que em
mim crescia...do incerto,pela duvida e pelo medo que nos invade quando esse
sentimento realmente ganha espaço em nòs..continuavamos afinal,neste mundo a
preto e branco onde as palavras sò se tornam maiores,se ditas no seu tempo e
no seu espaço...onde a nossa sinceridade ao dize-la è que as tornam
especiais e com sentido...desligava o computador e continuava a
lê-las,continuava a sorrir como se tu ainda estivesses a escreve-las...nunca
imaginei viver tanto o desconheçido,como poderia eu me apaixonar por alguem
que pela logica de qualquer mortal não passava de um nick que neste mundo a
preto e branco se exprimia da mesma maneir,que outros milhares de
nicks...nunca demasiadamente te tentei imaginar,preferi deixar-me embalar e
sabia que naturalemente isso aconteceria,sem forçar as portas,sem calcar
entradas,sem tentar dar passos apressados..e assim foi...!


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Este mundo a preto e branco foi ganhando cor...a cor que ele sempre
teve,embora não o aparente...a cor que ele tem,e aquela que um de nòs lhe
quiser dar...nòs demos-lhe a sua cor natural,sincera e pura...e hoje ao
entrar neste mundo,ja vejo o teu rosto,ja sinto o teu abraço e todos aqueles
asteriscos ja são para mim os ternos beijos com os quais ja me
presenteastes....demos vida a aquilo que muitos continuarão a chamar de
realidade virtual...mas que talvez esqueçem e que quem inventou esta
realidade como quem um dia inventar outra qualquer,não podera nunca
ultrapassar as vontades dos corações e das almas...esses quando o
querem,desfazem qualquer barreira,basta para isso pureza e sinceridade em
cada palavra,em cada acto e no dia a dia ser-mos iguais a nòs proprios...!
Assim me apaixonei a preto e branco e hoje o meu mundo tem mais cor..!

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"heaven"


Josephine – Reamonn


When you're here every thought I ever had becomes clear
But when you're far the only light I ever see is the stars
And when you go the feelings burn as they grow
Cause to me... to me you're beautiful

But when you're here Josephine the stars don't shine so bright
But yeah with me Josephine you'd never sleep at night
But when you're here Josephine the stars don't shine so bright
But yeah with me Josephine you'd never sleep at night
But when you go I never sleep as I do
And in my dreams I hold you like I never will release

05
Mar05

Red Storm

Cereza

Tento fazer diáriamente uma pausa kit-kat naquele site que me deste de fotografia, e hoje logo no início vinha uma foto espetacular, nao tivesse sido eleita foto do dia e tenha ficado em 2º lugar na categoria côr.
E agora estás tu a pensar, porque é que ele se lembrou de mim por causa de uma foto...a foto diz tudo

AV7

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Maslow esta é para ti... já não posso ouvir falar em morenas belissimas!!! lol

AV7 tu é que tens bom gosto*

04
Mar05

Memórias de 5 anos no irc

Cereza

Mandaram-me esta história... simples, sem grandes floreados...tal qual o Irc...Uma história de amor e desamor, como muitas outras que povoam este mundo virtual.


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Sinto-me triste e só, se calhar é por isso que escrevo isto, não consigo dormir, é estranho...
Há cerca de 5 anos juntei-me á turma do irc, julgo que apontei para um nick algures e começei a teclar com ela, quase exclusivamente com ela durante dois anos, sem nunca ver uma foto sua, nem ouvir a sua voz, veio a tornar-se na unica pessoa que penso sinceramente, alguma vez me compreendeu.

Um dia tive a ideia de registarmos um canal onde ela e eu estivessemos, rápidamente começaram a aparecer mais nicks e a coisa correu bem durante os primeiros tempos.
Um dia aconteceu... Resolvemos encontrarmo-nos, a partir daí, foi sempre a abrir... saímos inumeras vezes, sempre até ás tantas, claro que nem eu nem ela ficámos por aí, conheci as amigas dela do canal e ela os homens, o castelo de cartas começou a desmoronar. Foi o inicio das hostilidades! A dada altura, aquilo parecia um bordel, toda a gente andava com toda a gente, e quem não andava queria andar. Uma conversa nossa azedou e estragou-se tudo...

Tenho saudades dela...
Conheci mais pessoas depois, claro. Tinha a ideia que se podia fazer bons amigos a partir da internet, afinal porque não? È um sitio tão bom para conhecer gente como qualquer outro... Penso que me enganei, estas amizades tornaram-se demasiado rápidas, demasiado fáceis de fazer, 'easy come, easy go'... Tive namoradas, encontros sexuais, até com mulheres casadas, tschh, 'shame on me...'
Estou farto disto e penso desistir, ir para onde o ar seja mais puro e as pessoas mais simpáticas, era uma boa ideia... Se soubesse onde raio esse sitio fica.
Actualmente namoro com uma rapariga que conheci no irc, ela adora-me mas eu não a amo, mas foi o melhor que arranjei...


Tenho mesmo muitas saudades dela...

Anónimo

02
Mar05

Usar e Amar

Cereza

Hoje deixo aqui um reflexão da minha querida Tex! Ao texto dela juntei mais fotos da Madonna, quero apenas que entendam, que as escolho porque são fantásticas e transmitem emoção...mais nada! A música é uma das minhas bandas favoritas...Tex espero que gostes!



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“Se as coisas foram feitas para serem usadas e as pessoas amadas, porque usamos as pessoas e amamos as coisas”.


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A propósito, apraz-me dizer que, há coisas que não foram feitas para serem
usadas, são de tal modo intangíveis que só as podemos amar.
Pode até ser um paradoxo, se atentarmos que "coisa" é por definição qualquer
objecto inanimado, logo tangível....mas atrevo-me a considerar que certas coisas são prenhes de intangibilidade.
Eu amo coisas. Uma tela...um qualquer objecto, que só pelo facto de ser belo me enche a vida sem precisar de usá-lo.
Já as pessoas, algumas uso-as a meu belo prazer na medida em que estão na nossa vida para isso mesmo, mas nem por isso as tenho de amar...muito embora ame algumas...mas essas que amo, queria eu que me usassem…

Tex


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Muse – Sing for Absolution


“…sing for absolution
I will be singing
falling from your grace

there's nowhere left to hide
in no one to confide
the truth runs deep inside
and will never die…”

01
Mar05

O Diário de Marilú

Cereza

Então é assim meus amigos e amigas, guerra de sexos? O texto dos rabinos era machista? Cada um tem a sua opinião como é evidente... Por isso hoje resolvi deixar aqui deixar um texto do nosso amigo Boavisteiro, tirado do blog dele chamado: O Diário de Marilú. Pessoalmente acho os textos dele super divertidos, e farto-me de rir! Não levo a mal, porque sei que ele escreve aquilo mesmo para chatear... mas se querem machismo, aí está ele!

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Querido Diário:


Pois isto de papar as gajas pressupõe uma série de actividades.
Uma bastante eficaz é a Ida Ao Cinema.
Não esquecer que nunca se leva uma gaja ao cinema só por levar. Como tudo que se faz com elas, o objectivo é saltar-lhe em cima.
Ora, há algo no cinema que deixa as gajas de pito aos saltos, ou pelo menos bastante mais receptivas.
Será o escurinho do cinema, como dizia a Rita Lee na cantiga?
Será a perspectiva de ser visto em pleno acto?
Talvez seja o facto de estarmos a gastar dinheiro com elas. Isso é sempre um afrodisíaco para as gajas.
Não sei, nem me importa. O que interessa é que resulta.

Para começar, temos que ter muito cuidado com a escolha do filme.
Temos que "pensar" como as gajas (elas na realidade não pensam, mas bem sabes o que quero dizer).
As gajas só gostam de filmes de merda. E, dentro da merda, só certo tipo de merda.
Não podemos escolher um filme bom: Schwarzenegger, Stallone, Steven Seagal, etc.
Não. Nada disso.
O género de que mais elas gostam é o raio das comédias românticas: Pretty Woman, O Casamento Do Meu Melhor Amigo, etc.
Também pode ser ou um filme a puxar à lágrima, estilo Filadélfia, ou então daqueles realizadores europeus merdosos, a armar ao intelectual. As gajas são burras, mas estão convencidas de que são inteligentes.
Devemos alimentar bem essa ilusão. Tudo a bem de uma queca.


Sim, que estes filmes são uma seca. Insuportáveis. Mas pensem nos benefícios! Faz-se tudo por uma queca.
Aliás, nem é dos maiores sacrifícios, por acaso. É bem pior ter que aturar os chatos dos pais dela.
Por outro lado, o cinema, apesar de tudo, é bem mais barato do que um jantar, por exemplo.
Um cuidado importante a ter: não dormir durante o filme! As gajas não se contentam com arrastar-nos para ver aquela bosta de filme. Depois temos que falar do filme.
Porém, se tivermos sorte, vamos falar do filme na cama.
E não podemos dizer o que realmente pensamos do filme. Isso é o pior que se pode fazer, com uma gaja.
Devemos, isso sim, mentir. Descaradamente. Que foi um filme muito bom. Que a história é tocante. Que aquele personagem isto, e aquele aquilo. Enfim, aquele paleio de merda de que as gajas tanto gostam.
Aliás, por acaso uma boa maneira de nos vermos livres da gaja é dizer a verdade sobre o nojo de filme que ela quis ver. Duas ou três sessões disto costuma ser suficiente.


Durante o filme, também temos que ter atenção à disposição da gaja.
Algumas gajas querem que lhes apalpemos a mercadoria durante a fita. Se for esse o caso, e não o fizermos, podemos atrasar muito a chegada à meta.
Porém, aqui temos que ter muito cuidado. Se nos enganarmos a avaliar o grau de humidade da passarinha, pode ser um sarilho. Por isso, muita atenção.
Outra vantagem dos filmes é o DVD.
Meus amigos, um leitor de DVD é dos mais importantes acessórios fodilhófilos da vida moderna.
Para começar, estamos mais perto da cama, do quarto, do tapete em frente à lareira, etc.
Além disso, sempre é o recanto do lar.
Um homem prevenido não pode deixar de ter um leitor de DVD.
Eu já tenho um. E você?

# posted by Paulo

in: http://odiariodemarilu.blogspot.com



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Frankie - F.U.R.B
"...You thought you could really make me moan
I had better sex all alone (ha ha ha ha)

Fuck all those nights I moaned real loud
fuck it, I faked it, aren't you proud?
fuck all those nights you thought you broke my back
well guess what joe,your sex was wack..."




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