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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

22
Jul05

Estatua peão

Cereza

A mim não me choca nada...mas sei que algumas pessoas irão ler este texto, e ficarem no minimo sem saber o que pensar. É verdade, o Bondage ainda choca muita gente (e nem vamos entrar pelo BDSM). O Bondage "soft" pode apimentar bastante uma relacção. Este é tema controverso, podendo dar lugar a uma discussão bastante interessante.
Quanto ao texto, está muito bom. Parece grande mas lê-se bastante bem.

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Deixa-te ficar aí... isso... senta-te. Não te mexas. Espera... vou acender o candeeiro, correr as persianas e apagar todas as outras luzes. Não te mexas... agora vou sentar-me. Vou ficar aqui a observar-te. Vais fazer tudo o que eu disser, não vais? Sim... eu sei que vais... nunca deixaste de ser a boa menina que sempre foste. Xiiiiuuu... não fales... mantém-te em silêncio. Quero-te imóvel e silenciosa. Como uma pena de cisne negro, que outrora dançou com a fúria dos ventos, e que depois do bailado traumatizante, se deixou levar... e cair... Vês? Eu fui esse vento que te fez voar; eu fui esse vento que te fez subir e descer e cair. Numa inesquecível dança... ora de terror, ora de êxtase... Gostaste? Eu sei que gostaste. Tu gostas de terror. Aliás, na verdade tu odeia-lo com a mesma intensidade que o desejas.



Bem me recordo, com grande gozo, o dia em que te lancei, como uma flecha em forma de fuso, direita ao chão; tu abriste muito os olhos. Eu diria que a córnea quase saiu com a força da velocidade vertiginosa. Mas ao mesmo tempo que gritavas, eu via, com as minhas mãos, com os meus olhos... com um sem número de sentidos – que possuo – o quanto gritavas, interiormente, o quanto imploravas que eu te atirasse com mais força, cada vez mais rápido. É uma tortura. Eu sei. Porém, tem as suas vantagens. Eu gosto de o fazer. Tu adoras os meus actos. Estás a ouvir-me? Não precisas responder. Eu conheço o teu pensamento. Eu penetro no teu cérebro. Quando estás acordada. Quando dormes. Eu sou, na maioria das vezes, os teus pensamentos todos. Porque os roubo. Eu roubo-te o pensar. Eu contro-lo as tuas ideias e emoções. Os teus gostos e desgostos. Por isso gostas tanto de mim. Nunca tinhas pensado nisso? Também o sei. Sou eu que controlo as verdades que quero que descubras.


Gosto de observar-te. Gosto de ter-te assim. Como uma estátua e contemplar o teu silêncio exterior e apreciar todos os teus conflitos interiores. Os que eu controlo, como se fosse um jogo. Tu és a minha estátua peão. E não podes falar. Os peões de jogo não falam, não pensam. E tu és tudo isso. Pensas pela minha mente, através dela e moves-te pela minha mão.


Desaperta os três primeiros botões da camisa. Desaperta mais um. Mais outro. Abre-a. Quero ver a brancura do teu peito. Quero examinar daqui, quantas orquídeas pequeninas tens bordadas no teu soutien. Vira-te mais para a esquerda. Olha para o horizonte do quadro acima da minha cabeça.



Eu sei que querias ser um pardal. Vê-lo? Como é belo e frágil... eu tenho isso tudo de ti. Roubei-te esse voo, esse poisar e pintei-o naquela tela. Agora podes observar-te também...
Despe a camisa. Xiiiiuuuu... devagar... eu não tenho pressa e tu sabes o que isso significa para ambos, não sabes? Eu sei que sim....
Vira-te para mim. Isso... quero-te direita. Põe as costas rectas como eu te ensinei. Olha o horizonte. Fixa-o. Poisa os olhos nas asas do pardal. Isso... não te esqueceste... linda estátua. Linda menina. Lindo pardal.
Oiço a tua respiração. Hum... afasta as pernas. Mais um pouco... é bom brincar com a tua libido.


Atira-me o maço de cigarros que está atrás de ti em cima da mesa. Mantem as costas direitas. Roda apenas a cintura. Muito bem. Chegaste lá. Vá... atira-o. Sê gentil. Sê delicada. Sê ao meu gosto.
Sabes, sempre que acendo um cigarro penso no teu corpo. É branco e tóxico. É delicioso e um vicio. E eu adoro consumi-lo... ainda que isso me envelheça e me torne cada vez mais dependente. E manusear-te é como folhear um bom livro. É ter-te como o meu livro. Um livro só nosso que podemos marcar frases a tinta de caneta ou a lápis. Um livro que podemos ler centenas de vezes sem nos cansarmos da mesma história. Um livro ao qual podemos arrancar páginas ou simplesmente marcá-las dobrando-lhes as pontas. E eu faço-te tudo isso. Muitas vezes. Como se quisesse limar-te as arestas. Como se tivesse um lobo possuído dentro de mim que sai só para marcar território por todos os cantos e recantos. Porque tu és minha. E eu marquei-te assim.


Fecha os olhos. Abre mais as pernas. Quero sentir o silêncio que tens, o silêncio que me escondes por baixo dessa saia... não abras os olhos. Tenho um presente para ti. Se os abrires... será desagradável para ambos...
Quero que deslizes o teu corpo pela cadeira... quero ver essa saia a subir... abre as pernas enquanto cais... isso... linda menina... vou avançar para ti. O som dos meus passos dão um movimento quase que teatral ao teu corpo. Estremeces suavemente... tão bom sentir o teu terror... que será desta vez? Hum? Sorrio... tu divertes-me sempre... gostava que visses a tua imagem neste preciso momento. Gostava que visses os teus cabelos espalhados pelo chão. Está frio? Vou tirar-te o soutien para poder saborear a visão dos teus mamilos trémulos... de frio? De excitação? Ah! de terror...


Vou dizer-te o que tenho aqui. É uma pena não poderes ter todas as visões fantásticas que tenho. É uma pena não poderes ver o tabuleiro de jogo... mas eu vou dizer-te. É um telefone. Xiiiiuuu. Ah ah ah! um telefone mágico com um número mágico mas... és tu quem vai fazer o número da noite. És tu quem vai fazer a magia... queres? Não tenhas medo... eu vou estar aqui contigo. Vou observar-te como sempre. E tu vais ouvir tudo o que essa voz tem para te dizer acerca de ti. Vais ouvir o que essa voz gostava de poder fazer-te. Sabes? como se a tua mente fosse controlada à distancia. E tu vais imaginar tudo certinho, ouviste?


Já sabes quem é? Vejo que lhe reconheceste a voz... Vejo como o teu corpo ainda se contorce só de a ouvir. Não adianta moveres a cabeça. Não negues que eu bem vejo! Eu sinto. Eu farejo. Tu ainda estremeces... pena não poder mandar-te calar, nem gritar contigo, nem amarrar-te ou vendar-te os olhos. Estás absolutamente encurralada.
Vais ficar aqui sossegada na mesma posição. Pousa o auscultador. Quando eu regressar vou fazer-te tudo o que aquela voz te disse.


Lágrimas
e sangue
Terror
Prazer
Círculo fechado

alexandrantunes

20
Jul05

Cyber Amor

Cereza

Trata-se de mais um texto do nosso Maslow. Não será difícil alguns se identificarem nele.
Note-se este texto é FICÇÃO!

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- Olá! Um beijo.

- Hey, então? Estás bem? Um beijo e bom dia...

- Sim, estou. E tu? Aposto que nem ias dizer nada.

(Porque será que, de repente, o dia ficou melhor? Hoje já vou estar melhor, por aqui...Será que está sorrindo? Agora parece-me sempre que me levanto de manhã apenas porque pode estar aqui.)

- Eu? Ia pois... acabei de chegar! Ontem pensei em ti, sabes?

- Sim? E que pensaste?

(Se pudesse dizer-lhe o que pensei, aliás nem o saberia transmitir por palavras!)

- Epah, pensei em ti ...que mais? De repente dei por mim contigo na cabeça.

(Eu sou mesmo estúpido, contigo na cabeça? Bem, está dito.)

- Estás a dizer isso apenas por dizer. Quantas vezes já o disseste antes?

(Apenas quando foi verdade, claro!)

- Não, não o disse muitas vezes, a sério.

- Eu fico contente por teres pensado em mim.

(Ai! Ela fala-me estas coisas e eu corro, louco, para acreditar.)

- Ficas? Tanto ?

(Bolas, eu sei ser chatinho, claro...)

- Sim, muito contente...ontem também fiquei a pensar em ti.

(Hmm! Queria agora saber fazer a pergunta de um milhão de dólares.)

- Disse alguma coisa que não devia, foi?

(Eu não aprendo ... chato mesmo, mesmo.)

- Não, claro que não. Apenas porque sim, gosto de pensar em ti.

(Dizes isso e a mim apetece-me tocar-te. Quase me dói não te ter aqui.)

- Não digas isso, olha que é cruel...Deixas-me assim, esquecido de mim...

- Desde que não te esqueças de mim!

(Será que brinca? Começo a ficar a 200, bolas...acho que tenho que lhe dizer.)

- Sabes, começo a ficar viciado em ti ...imenso! Não sei, sinto saudades, muitas ...

(Porque será que se me eriçam os cabelos enquanto lhe escrevo isto?)

- Sentes? E não tens mais nada para me dizer? Eu espero, take your time!

(Bolas, ou está a rir-se de mim ou, então, sou o maior felizardo do mundo.)

- Sabes, eu sou brutal, e tenho sim, algo para te dizer! Quero-te!

(Agora fique lá com esta, menina mágica.)

- Se me queres, porque não me vens buscar?

(Como será que ela olha agora? Que expressão posso adivinhar no seu rosto, no que dizem seus olhos...Será que também se arrepia?)

- E será que tu vens?

(Quase ouço bater o meu coração. Como estará vestida? Será que a poderia beijar, nos ombros, talvez?)

- Quero que venhas, sim...

(Tremo, já sinto que tremo ao pensar no beijo que está a nascer aqui mesmo, dentro de mim. Como preciso de lhe tocar...)

- Quero tocar-te, os meus dedos já nem me obedecem nesta loucura de te querer
tocar.

- E eu queria tanto que me tocasses, agora!

(Será que ela consegue sentir o que se está a passar dentro de mim, a vontade que sinto de a beijar, de a abraçar...será que sente que lhe afasto a blusa, pouco a pouco, fazendo-a descair, escorregar, até que os ombros dela me pertençam definitivamente...onde me perco em beijos cada vez mais perdidos, na sua pele?)

- Só fazes sentido porque não te toquei, ainda, mas toco-te enquanto te escrevo...como podem ser tão quentes as palavras e tão doce a imagem longínqua de ti. Ferves no meu sangue, o meu sangue ferve também....

(Sinto-me como se os seus seios me chegassem através das letras, negras e rápidas, e se encostassem ao meu peito, nus, túmidos, entregues às minhas carícias e eles próprios, carícias.)

- Estás a fazer-me bem, sim! Quase posso sentir os teus beijos! Estás a beijar-me, eu sei que sim, que no teu pensamento apenas podes estar a beijar-me...

(Epah, o sabor da sua pele, bolas...como é possível que tenha na boca o sabor da sua pele? Queria sentir o cheiro, o cheiro dela... Ai, como me falta o cheiro dela!)

- Eu nem sequer estou só a beijar-te ...começo a imaginar a tua roupa, o formato da tua nuca, começo a imaginar como é bom sentir o calor que libertas nos meus lábios, sinto o teu sabor. Chama-me louco mas juro que sinto o sabor do teu corpo!

- Abraça-me, diz-me que me apertas contra ti e que me fazes sentir como se me quisesses dentro de ti. Diz-me tudo o que sentes, nesse abraço.

(Que estranho! Leio o que escreve e cada vez é mais nítida a sensação de que a tenho presente, aqui, aqui mesmo ao pé. Sinto como se me impelissem molas. A tensão de lhe tirar a roupa, de descobrir tudo aquilo que adivinho, com que sonho, com que alimento toda a minha fantasia, sim. É isso, estou quase louco, sem controlo. O meu pensamento voa e, de repente, sinto como se lhe beijasse o ventre, a curvatura da cintura, como se os meus dedos não parassem mais de a apertar, de a sentir, de a tactear gentilmente, procurando seguir-lhe a curvatura até à anca...quase posso ver a sua tez, a textura da sua pele agitada, uma angústia! A angústia de não lhe sentir o cheiro...)

- Sabes, eu quero-te! Quero-te como se fosses a minha ultima vontade. Não me abandones agora, decide...quando nos vemos?

- Não, não decido. Todas as promessas que encontraste nas palavras, toda a esperança que depositaste aqui, são para viveres aqui. Podes avançar até ao mais delirante amplexo, podes provocar-me até à mais impensada carícia, podes até levar o amor físico às ultimas consequências...mas vais viver tudo isto dentro desta janela. Não há outra realidade, não há amanhã, nem ontem, nem hoje! Há apenas, isso sim, que existe, a tua janela. Eu sou produto da tua imaginação, sou a forma como a tua paixão se consome em si própria! Sou o que não podes nunca ter. Para mim existes só em ideia. Se quiseres, és um pária, um condenado a ausência perpétua. És apenas o que fizeres com a tua escrita. Dou-te todas as coisas, mas não te entrego o meu “Cheiro”!


Acordei ensopado em suor. Esta noite ia jurar que sonhei contigo! Aliás, esta noite ficou marcada nos meus lençóis. Uma humidade e um cheiro a prazer envolvem-me, numa atmosfera estranha e promissora, mas não sei o seu significado. Porque será que me apetece levantar e correr para chegar à “janela” mágica da minha vida? Nunca me apeteceu tanto...


Maslow


19
Jul05

NOVIDADES DA MEGA RAVE

Cereza

Respire fundo, respire muito fundo... olhe-me nos olhos, e relaxe...leia este post com muita atenção, e depois feche os olhos e oiça a VOZ...relaxeeeeee...você vai ser hipnotizado!


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Chegou o momento de falar no assunto!!! Em Outubro vamos ter uma MEGA RAVE, mas ao VIVO!!! YES!! É que no dia de 1 desse mês o URBAN JUNGLE faz 1 ano!
PORTANTO DEPOIS DE MUITO PONDERAR... APONTAMOS PARA DIA 1 DE OUTUBRO... EM SANTO TIRSO. ESTÃO TODOS CONVIDADOS! ORGANIZAÇÃOÉ DAS "PRODUÇÕES" MASLOW. RELACÇÕES PUBLICAS STARRY NIGHT... ALGUMA DÚVIDA FALEM COM ELA!

AGORA FECHE OS OLHOS!

18
Jul05

Wellcome to the candy shop: 30 000

Cereza

Pessoal está na hora de “abanar o capacete”, e fazer a Rave dos 30 mil visitantes!
Alias, um ritual, cada vez que atingimos mais 10 mil visitantes… aconteceu aos 10, 20, e agora aos 30 mil… a próxima meta claro será aos 40, e quando chegarmos aos 50 mil fazemos uma MEGA RAVE! Hoje escrevam de tudo, façam declarações de amor, falem do tempo, chamem nomes uns aos outros... é com voces! Vamos é chegar aos 100 comments!!!!


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Desta vez não vou falar individualmente dos nossos habituais paineleiros, como tenho feito em outras festas. Desta vez vou falar dos nossos mais recentes reforços! Os novos “paineleiros” e “paineleiras.” deste Blog… Apareceram assim como quem não quer a coisa, meio envergonhados, e com medo de entrar neste grupo de gente que tanto comenta… Alguns quase pediram desculpa por deixarem um “commentzinho”, outros entraram a matar como a nossa SAFIRA. Apareceu tipo TSUNAMI, e encantou-nos logo com a sua boa disposição e inteligência.

Mas há outros nomes ou nicks que quero destacar:Vanessa, Patrícia, Narag, Ângela, Ideiasavulso, Dina, Death_god, Luisv, Play_111 e LuisC. Reparei que todos escrevem bem, sabem o que dizem, e dão um novo folgo ao UJ... Mas meninas e meninos isto não é só chegar, e estamos lá…. Há um especie de praxe!!!! Ah poizé!!! TPC´s… é isso mesmo...toca a escrever um texto para eu publicar neste blog! Escolham os temas e força!

Finalmente quero falar de uma pessoa que tem sido de vital importância para o desenvolvimento deste blog desde o primeiro momento… É sem dúvida muito querida por nós todos… porque todos conhecemos alguns dos seus muitos problemas… é a mulher mais corajosa que alguma vez conheci: a nossa Morgaine. A bruxinha, que de bruxa não tem nada, porque na verdade ela é um ANJO! Eu pelo menos vejo-a assim. Um anjo sempre pronta a ajudar, quando ela nem sabe para onde se virar…Mais que nunca ela precisa do nosso carinho e a nossa força!
Morgaine minha querida amiga, este post é para ti! Adoro-te!
E agora vamos à RAVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE… MOVE IT EVERYBODY!

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"Candy Shop"
(feat. Olivia)

[Intro: 50 Cent]
Yeah...
Uh huh
So seductive

[Chorus: 50 Cent & Olivia]
[50 Cent]
"I'll take you to the candy shop
I'll let you lick the lollypop
Go 'head girl, don't you stop
Keep going 'til you hit the spot (woah)
[Olivia]
I'll take you to the candy shop
Boy one taste of what I got
I'll have you spending all you got
Keep going 'til you hit the spot (woah)..."

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A Tsunami Safira até sonhou com o video!!!Bem pessoal, a festa de ontem bombou até tão tarde que hoje estou cheia de olheiras, até já me perguntaram se fui para a night!? :S Pois é, atão para quem não foi à festa eu vou contar a história...

A festa estava marcada para as 22 horas, em casa da Cereza. Devo dizer-vos que foi muito bonito ver toda esta gente com trajes de gala. A patroa seguiu o modelo da enfermeira do vídeo. Estava lindissima no seu vestido cor-de-rosa. O Guldan envergava um belo smoking, digno de um lord. De facto, os anfitriões estavam um must.

A malta ía chegando aos poucos. Quando entrei em casa já lá estavam, para além dos anfitriões, o Criador_Sonhos, o Suicidal_Kota, a luadourada , a Starry-Night e o luisv. A conversa estava animada e o ambiente de dança proporcionava um agradável clima de descontracção.

Fui lá ter com a Driade. Fomos muito bem recebidas e começamos logo a dançar. Aos poucos chegaram a Majoca, a Narag, o formasdolhar, o Death_God, a Pataniska e o IdeiasAvulso.

A ^Erina^ e o Flyman chegaram atrasados mas em boa hora. É que eu já estava a ficar preocupada quando vi a Starry de chicote na mão. Mais tarde percebi que estava a adestrar o Watergod, aí sosseguei. Nisto entra o galanteador Maslow, distribuindo poemas de amor por todas as suas morenas belíssimas.

Hummmm... mas estava a faltar alguém muito importante... onde andaria a Morgaine, a nossa bruxinha? Corremos a casa toda e... nada. Foi então que o Criador_Sonhos e a Narag, que namoravam no jardim, se deram conta que a vassoura estava estacionada junto ao Pégasus... não pode ser, ela estava dentro de casa!! E não é que andava disfarçada??? Estava mascarada de nxistence e não dizia nada a ninguém. De castigo enfiamo-la na banheira e cobrimo-la de chocolate :P

A alic e a marta também andavam por lá, a tentar ver se sacavam do flyman a morada do tarólogo do Rio de Janeiro. A coisa começou a ter ainda mais piada foi quando os meninos começaram a competir pela atenção da Driade, puxando pelos neurónios para conseguirem escrever declarações de amor dignas de registo... ai o que o alcool faz das suas às pessoas!

Quem não achou piada nenhuma a isto foi o Watergod, que já estava muito ciumento. Foi então que falou com o bot Urban-Jungle, pedindo-lhe que fizesse companhia à Starry enquanto ele se ía declarar à Driade. E não é que ela sucumbiu aos seus... "encantos"? Pois é, foi um ar que lhes deu, a partir daí num soube mais nada deles. Às tantas eu já estava tão cansada que a minha amiga linda ^Erina^ teve que me dar um redbull. Aí transformei-me na ^Safira^, com uma asinhas iguais às dela, e consegui ficar acordada o resto da noite.

Bom, agora vou acabar este meu relato mas olhem que muita coisa ficou, ainda, por contar... O que é que vocês acham que aconteceu quando o Fonz tentou beijar a Cereza? E sabem quem é que eu vi ir com a Majoca experimentar o tal colchão??? Bom... não percam os próximos episódios porque nós também não!! ****


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Safira
@ julho 19, 2005 09:54 AM


17
Jul05

Doença AMR (amores mal resolvidos)

Cereza

Ao ler os comentários, do poema da FLORBELA ESPANCA fiquei a pensar nesses amores, que mesmo quando estão moribundos há sempre uma esperança de os ressuscitar, tal como ela o demonstra. Com o comentário do Flyman, lembrei-me escrever sobre "os Amores ou paixões Mal Resolvidos” (AMR). Todos nós já passamos por isso em determinada fase da nossa vida, ás vezes até na infância, como aconteceu com o Fly. Muito sofremos nós, “maldito/a sejas” parece que deixamos de viver, e até nos esquecemos de respirar, as flores deixam de encher a nossa vida de cor… enfim um drama agonizante que a maioria das vezes acaba por ser ultrapassado pelo actual amor da nossa vida – para ti Guldan – afinal…pelo verdadeiro.

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Doença AMR – os sintomas são facilmente detectáveis: Tensão ao encontrar a pessoa, dúvida de se poderia dar certo, aquela sensação de ainda gostar do outro, tristeza ao vê-lo, ciúmes, impossibilidade de tornar-se amigo e pior… a impressão de que ninguém é melhor! O AMR acontece quando o amor/paixão é interrompido antes que esgote. O amor tem que ser vivido, até porque o platonismo apenas funciona nas novelas. Na vida real exige muita energia, sem falar do tempo que ninguém tem para esperar. É preciso vivê-lo na totalidade. É preciso passar por todas etapas: atração-paixão-amor-convivência-amizade-tédio-fim.


Ora, não há nada mais deprimente do que um AMR na bagagem. Aliás, tudo o que fica mal resolvido torna-se numa pequena, quase ínfima pedra no sapato. E essas pedrinhas, por mais que tentemos ignorá-las, estão lá. Elas vão ferindo os pés, e incomodam a nossa caminhada.


Um amor/paixão, quando chega ao fim, deve ser exorcizado! Precisamos de espaço para viver coisas novas. Precisamos estar abertos, disponíveis e sem traumas para que novas possibilidades possam chegar livremente. Mas quem tem um amor mal vivido faz do seu passado um sofá, e não um trampolim. Acomoda-se, senta-se e não consegue mudar de canal. A receita para prevenir o AMR é muito simples, mas quase ninguém segue a risca a “receita”: AMAR PRA C#$@&%§. Ops!
Desculpem-me, mas é isso! Quando é apenas uma atracção que não passou do platónico ou que fica a meio, não há grande mal… cura-se mudando de canal ou simplesmente desligando… depois é estar disponível para a vida!

Agora… o que torna o amor mal vivido é, o não 'gastar' o amor. É acabar com ele, antes do tempo. Enchemo-nos de medos, de restrições, e orgulhos, tanto que, quando o romance chega ao fim, o pouco que nos sobra é arrepender-nos de não ter feito ou vivido tanta coisa.


Amor/Paixão é para se gasto até a ultima gota, nem que isso signifique uma vida inteira. Sejamos intensos, para que, quando ele acabar, não haja dúvidas de que se viveu tudo o que pôde, de que não foram poupados esforços e isso nos fez feliz, e muito! Para que quando ele morrer, o amor, possa descansar em paz.
Se as pessoas se despissem do orgulho e abrissem o coração sem medo de se magoarem, não haveria amantes mal amados, amores mal vividos, casais incompletos, homens frustrados, mulheres defensivas, traumas e dor de cotovelo!



16
Jul05

Sonho Morto

Cereza


Nosso sonho morreu. Devagarinho,
Rezemos uma prece doce e triste
Por alma desse sonho! Vá... baixinho...
Por esse sonho, amor, que não existe!



Vamos encher-lhe o seu caixão dolente,
De roxas violetas; triste cor!
Triste como ele, nascido ao sol poente,
O nosso sonho... ai!... reza baixo... amor...



Foste tu que o mataste! E foi sorrindo,
Foi sorrindo e cantando alegremente,
Que tu mataste o nosso sonho lindo!



Nosso sonho morreu... Reza mansinho...
Ai, talvez que rezando, docemente,
O nosso sonho acorde... mais baixinho...


Florbela espanca

14
Jul05

“ Estou farto desta merda…”

Cereza

o Louis Phere escreveu este texto para nós, mas é a ele que o dedico, por causa do "Losing my Religion". Escreveu ele no mail: "Visto que o diabo vai de férias Sexta-Feira, mas prometeu ajudar a patroa a ganhar o Tour, sob pena de levar tautau, aqui fica mais um texto…este é ainda mais criminoso visto que é a junção de dois textos que vi postados em blogs diferentes, e que eu com o meu tridente e com o do Watergod consegui mesmo assim tricotar. É evidentemente algo que tive que pedir emprestado a outros artistas, mas nunca uma cópia descarada…esse tipo de conduta só é permitida aos génios." Este texto é FICÇÃO.

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“Reflecte sobre a frase, ouvida durante a tarde, de que no fundo sempre será melhor saber coisas inúteis do que não saber nada. Continua na mesma posição e com o mesmo olhar dirigido ao horizonte. Mais um ocaso. Mais um dia que dá lugar à noite. Os dias sempre iguais. As noites sempre longas. A janela permanece aberta e por ela continuam a entrar pedaços de certezas que não tem. Pega na vida, enlaça-a nos dedos e questiona-se por que absurda razão ainda ali permanece. Nas rádios começa a tocar "Losing my Religion"... Na televisão passa o noticiário. Ele, no refúgio tranquilo do escritório, em frente ao computador abre o seu blog e decide-se por mais um post. E começa assim : “ Estou farto desta merda…”


Ela, na sala, em frente ao televisor. Dá uma série banal na SIC Mulher à qual ela não presta qualquer tipo de atenção. Absorta nos seus pensamentos, equacionando a vida que tem e questionando-se sobre se este estado de espírito não se deverá a uma música ou algum poema que não ouviu naqueles tempos em que não tinha medo de nada e pensava que tudo era normal, como beber um copo de água para matar a sede. Pega então no caderninho que traz sempre consigo e escreve : “ Estou farta desta merda…”


Na cozinha as crianças jantam. Barafustam. Refilam. Riem. Fazem tropelias. Cúmplices… sabendo que, a dado momento, aquelas duas pessoas ali virão simultaneamente para gritarem a uma só voz : “ Calem-se e comam!!!”.


E nessa altura, ao fitarem-se olhos nos olhos, compreendem que é o único momento do dia em que estão de acordo…”

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Life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh no I've said too much
I set it up

That's me in the corner
That's me in the spotlight
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no I've said too much
I haven't said enough
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try

Every whisper
Of every waking hour I'm
Choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt lost and blinded fool
Oh no I've said too much
I set it up

14
Jul05

Astrologia Cármica

Cereza

Pronto lá fizemos um ligiero intervalo na astrologia, com um debate sobre "jogos preversos"( alias este post continua com o video para receber mais comentarios) vamos ficar com um outro tipo de astrologia... a cármica. Parece-me muito semelhante á teoria Budista.Será de facto possivel reencarnar sempre em algo melhor?

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Já que se falou em astrologia, lembrei-me de partilhar convosco um resumo do que andei a pesquisar sobre astrologia cármica (e não só), que é algo que, confesso, exerce sobre mim algum fascínio...
Não me perguntem se acredito nisto, porque a resposta é: NÃO SEI!

A Astrologia Cármica é um ramo da astrologia que se baseia em duas crenças fundamentais: por um lado, a crença de que a alma existe e, por outro, a crença na reencarnação. Nestas mesmas crenças assenta a técnica da regressão a vidas passadas, de que ultimamente muito se tem ouvido falar.


Partindo do princípio que estes dois pressupostos sejam aceites (e cada um acredita no que quiser), diz a Astrologia Cármica (e não apenas ela)que a alma escolhe o momento (dia, hora, local e situação) em que quer reencarnar consoante os aspectos do carma que queira “trabalhar” no sentido de progredir.


Muitos de nós por vezes usamos o termo “carma” para nos referirmos a aspectos negativos da nossa vida que se apresentam com um padrão relativamente constante e a que também chamamos destino. É assim que muitas vezes damos connosco, desalentados perante (mais uma vez!) uma determinada situação, a exclamar: “não há nada a fazer! É o meu carma!”


Mas não é desse carma que se trata aqui. Convém também referir que, embora seja um denominador comum a muitas religiões orientais, o conceito de carma de que a Astrologia Cármica faz uso insere-se numa lógica daquilo a que hoje se chama a espiritualidade moderna. Não é fácil definir o que é o carma; definem-no como o conjunto de acções e respectivas consequências, podendo ser negativo, quando a acção gera efeitos negativos para a pessoa e para as que a rodeiam (por exemplo, a dificuldade em perdoar, o sentimento de rejeição e tantos outros podem ser exemplos de carmas negativos), ou positivo, o que, por oposição, podemos considerar como as virtudes que possuímos, os talentos que herdámos de outras vidas pelo esforço de progressão que nelas fizemos.


Portanto, cada vez que uma alma reencarna ela procura progredir no sentido de se purificar. O que um astrólogo cármico faz ao ler o mapa astral da pessoa (e atenção que a Astrologia Cármica assume-se como um estudo que se baseia na observação e não em dotes de adivinhação) é desvendar o que essa pessoa trouxe de vidas passadas para a vida presente em termos de carma (negativo e positivo). Usando uma técnica diferente da regressão, o astrólogo cármico examina padrões surgidos no mapa astral da pessoa que revelam material herdado de vidas passadas, ou seja, o carma.


Uma questão que desde logo se levanta é a de saber se as pessoas nascidas no mesmo dia, ano, hora, minuto, segundo e local transportam o mesmo carma. Provavelmente terão carmas semelhantes sim, mas não esquecer que a alma escolhe também a situação envolvente da pessoa em quem encarna; pode, por exemplo, decidir encarnar no seio de uma família pobre ou rica, numa criança filha de mãe solteira ou não, numa criança com uma malformação ou noutra perfeitamente saudável, no seio de uma família em desavença ou noutra equilibrada. Tudo isto, como já disse, dependendo dos aspectos do carma em que ela quer progredir.


Isto pressupõe outra ideia interessante e que é a de que a alma que vai encarnar conhece não apenas o carma que transporta mas as situações por que terá de passar para progredir. Concretizando, a alma que encarna um determinado corpo “sabe” à partida que, por exemplo, essa pessoa poderá ficar órfã em tenra idade ou sofrer um divórcio dos pais, etc, etc... Essa escolha tem, pois, a ver com os aspectos do carma em que a alma quer progredir, que podem ser diferentes das de outra alma que nasça em tempo e local semelhantes.


Outro aspecto que é preciso não esquecer é que depois de encarnar, a pessoa que recebeu essa alma não conhece ou não se lembra das escolhas que ela fez, e daí o seu desalento perante os obstáculos que vai encontrar pela sua vida fora pelo quais a sua alma quis passar.


Cada vida é sempre uma oportunidade para melhorar, mas se o iremos conseguir ou não, depende do nosso livre arbítrio. O futuro depende das escolhas que fizermos no presente.

Se há aqui uma ideia que, de alguma forma, parece tranquilizante e que é a de que não temos apenas uma única oportunidade, também é verdade que se na nossa vida presente não conseguirmos evoluir em termos do nosso carma, na próxima oportunidade poderão as condições ser ainda mais difíceis para conseguirmos essa evolução. Isto porque uma lição não aprendida acumula a outras que ainda teremos de aprender ou, se quiserem, fazendo uso de um ditado popular, “quem semeia ventos colhe tempestades”. Talvez por isso, para nos criar essa intranquilidade, a Igreja mantenha os seus dogmas do paraíso, do purgatório, do inferno e do juízo final...


alic

12
Jul05

Jogos perversos...

Cereza

Este é um post muito especial para mim... Há muito que queria lançar aqui este teledisco... E por várias razões. Primeiro porque é uma musica intemporal, e o clip é de uma sensualidade sem limites!

wg17 copy.jpg

Realizado por Herb Ritts, um dos fotografos mais famosos dos Estados Unidos, foi este o clip que tornou Helena Christensen num ícone da moda e beleza...lançando-a rápidamente para o estrelato, tal como aconteceu com o cantor. Atenção que vai levar algum tempo a fazer o download, mas depois já o conseguem ver em optimas condições!

Curiosamente este post não foi criado da maneira habitual... Desta vez mostrei primeiro o video ao Maslow, e pedi para escrever o que lhe viesse á cabeça ao ouvir a música e ao ver as imagens... O maslow aceitou o desafio e aí temos mais um belo texto... é mera ficção, mas de uma maneira outra já aconteceu com todos nós, certo? Na minha opinião este será um dos trabalhos mais bonitos deste blog. Espero que gostem!

chris_wickedgame copy.jpg

Para ver o video wicked game


"Por momentos paro no tempo e, num flash back louco, recuo um ano e suspendo-me a recordar. A recordar-me de como tudo aconteceu.
Parece-me agora totalmente insano. Nunca pensei poder acontecer-me, como aconteceu, partir-me em dois ou três pedaços, só porque alguém resolveu poder brincar comigo como um gato caçador de ratos brinca com um ratinho, atirando-o ao ar, rolando-o pelo chão apenas pelo prazer perverso de o saber "perdido", controlado ... Mas dando-lhe algum espaço para ele poder pensar que pode escapar, para logo a seguir o prender, imóvel, quase asfixiado, entre as patas, mas sem o matar?

É verdade que os seus olhos são os mais bonitos do mundo. É verdade que o seu sorriso me fez, sempre, suster a respiração. É também, ainda, verdade que me arrepio quando penso nela, inteira... Brilhante, não é? Mas será que nunca vi antes uma mulher bela? Não, não é verdade. Eu vivi sempre, se não exactamente naquele momento, desde sempre tinha vivido, rodeado de mulheres tão belas quanto ela. Pelo contrário, muitas mulheres belas puderam dizer que viveram rodeadas de mim. E diziam-no, ainda hoje o dizem, como se tivessem provado a sua maior ambição.

Recordo-me bem que quando a conheci nem sequer lhe prestei muita atenção. Sim, é duma beleza esfuziante, mas não lhe prestei mais atenção do que o faria se não o fosse. Recordo que a minha mente estava pejada de ideias, ideias mais importantes do que a simples presença de algo belo. Reparo que me poderia ter preenchido uma qualquer dose mágica de beleza, a dose que necessito diariamente para me manter vivo, mas apenas isso. Poderia ser um quadro, uma música, uma mãe que segura a mão de um filho pela rua da baixa, ou ela!


Lembro-me bem que, de repente, sem eu nada ter feito para que isso acontecesse, me começou a inundar com a sua presença. Parecia ter uma habilidade especial para me encher inúmeros espaços. Quando olhava para qualquer lado, lá estava ela. Sorrindo, conversando, contando-me os seus dias, falando-me das suas músicas, sendo brilhante... Aparentemente, fazia-o apenas porque eu lhe fornecia o melhor dos espelhos para a sua experiência e para as suas experiências. Naturalmente côncavo, dando-lhe perspectiva, eu não desconfiei de nada.

Como se dos braços de um polvo se tratasse, envolveu-me completamente numa estratégia, acredito que involuntária e pueril, própria de quem conquista. Objectiva e inexorável! Hoje, intriga-me que isso tenha partido de alguém com um percurso tão pequeno, com um tempo de vida tão insuportavelmente curto. Onde foi ela buscar essa sabedoria? Essa forma de moldar completamente alguém como eu, à imagem do seu capricho, da sua vontade experimental, à imagem da sua curiosidade!

Insinua-se pela extrema sensualidade dos seus gestos até quando parece parar, suspensa, no meio de uma viagem pelo exotismo das suas preferências, num autocarro que parece ter sido colocado só para satisfazer a sua vontade de viajar. Insinua-se também pela forma como mitiga a grandiosidade das estátuas junto às quais se faz fotografar, como reduz a nada a multidão que, rodeando-a, pulula “inundantemente” banhos antigos que ela visita entre duas catedrais. Até se insinuou pela forma como me disse sempre que não!

Ela conseguiu transformar este jogo num jogo perverso.

Não me conformo por ter sido tão absolutamente fácil. Por me ter entregue tão infantilmente. Não me conformo porque a paixão me foi semeada tão racional e injustificadamente. Os seus gestos, foram gestos de quem conhece o feitiço dos seus actos. Gestos de quem sabe que pode ferir letal e definitivamente e sem qualquer admissão de defesa. Mortal! Comparo-a a uma predadora que se sacia pela incredulidade que vê estampada na expressão da sua vítima.


Tirou-me o rapazinho que me tinha devolvido. Matou-o.


Quando brincávamos aos “treze anos de idade” sabia que eu acabava sempre sem fôlego. Mas insistia sempre. Afastava-se um pouco, mostrava-se sempre um pouco mais, virava-se com um ar de quem tinha caminhado por pedras imemoriais, sem concorrência, divertida e cândida, mas mortífera na sua supremacia. Todos os seus caminhos resultaram na mais infame promessa. Consumi-me num amor sem retorno que me abriu uma ferida maior do que a alma, na alma. Matou-o, ao rapazinho que me tinha devolvido.


Hoje sou incapaz de amar. A herança que me deixou, como um vampiro, foi o legado da sua competência ...num “JOGO PERVERSO”!

Maslow

wg08 copy.jpg


Wicked Games
The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you


No, I don't want to fall in love

[This love is only gonna break your heart]

No, I don't want to fall in love

[This love is only gonna break your heart]

With you

With you


What a wicked game you play

To make me feel this way

What a wicked thing to do

To let me dream of you

What a wicked thing to say

You never felt this way

What a wicked thing to do

To make me dream of you

v And I don't wanna fall in love

[This love is only gonna break your heart]

And I don't want to fall in love

[This love is only gonna break your heart]


World was on fire

No one could save me but you

Strange what desire will make foolish people do

I never dreamed that I'd love somebody like you

I never dreamed that I'd lose somebody like you..."



















11
Jul05

Que las hay, las hay!... II

Cereza

Agora sim, comentem meninos... agora pode começar a verdadeira discussão... como explicam isto?


Marieant copy.jpg

( Fotografia de Erwin Olaf - "Maria Antonieta" ) é isto que vai acontecer a todas as loiras que se aproximarem do Flymoço )


"Quando entrei naquele mini-sotão improvisado, encontro um individuo novo, na casa dos trinta anos, se tanto, com um aspecto completamente normal. Cabelo preto, um pouco mais baixo que eu, enfim um pacato cidadão carioca. Cumprimentámo-nos e pediu-me para me sentar numa das cadeiras que ele tinha junto a uma mesa e ao sentar-me pediu-me de imediato para me levantar que estava a sentar-me na dele... “Começamos bem...”, pensei eu... Depois de perguntar se eu ia lá por alguma razão especial e ter-lhe respondido que não, passou-me um baralho de cartas de tarot que depois vim a saber serem tarot cigano. Mandou-me baralhar as cartas e dividi-las aleatoriamente numa linha de cinco montes.


Agarrando monte a monte e olhando para as cartas, começa com um “soco demolidor”: diz-me que eu estava a pensar comprar um carro novo, bom e grande... e que o iria comprar até ao fim do ano! Era isso exactamente que mais ocupava o meu pensamento nos últimos tempos. Para mim, tudo estava dependente da aprovação do Orçamento de Estado para 2001 e do voto do deputado do PP de Ponte de Lima, que querendo proteger a sua região e queijo limiano, poderia levar à passagem da proposta do governo de Guterres. Ora essa aprovação iria levar ao encarecimento dos veículos todo-o-terreno e o que eu queria comprar era exactamente desses (novo, bom e grande...). O orçamento passado menos de um mês foi aprovado e eu comprei o carro.

Depois disse-me que eu viajava muito em trabalho (aí as expectativas arrefeceram...) mas que pouco tempo antes tinha estado nos Estados Unidos de férias com a família! Eu tinha estado um mês antes em Orlando, na Disneyworld da Florida, com a Erina, a nossa filhota e os meus pais!!!

A seguir, perguntou-me se a minha mãe sofria do estômago. Aí disse-lhe que não e ele não reagiu. Pensei que tinha errado... Quando cheguei a casa fiquei desconcertado quando a minha mãe me disse que tinha uma endoscopia marcada.

Depois disse-me que tinha sido padrinho de casamento há pouco tempo (tinha-o sido há menos de três meses!...) mas que iria dentro de pouco tempo ser convidado para padrinho de baptizado. Quando contei isto à minha irmã, ela sorriu enigmaticamente e um mês depois disse-me que estava grávida, convidando-me mais tarde para padrinho do bebé.

Disse-me se o meu pai tinha problemas de saúde. Diabetes com glaucoma associado e era desleixado no tratamento. Certíssimo!

Quando estou em cidades brasileiras, tiro a aliança e o fio por causa dos assaltos: disse-me que eu era casado, que a Erina trabalhava com papéis, numa instituição governamental e que o nosso casamento tinha sido talhado no céu e estava abençoado para toda a vida. Só teria de ter cuidado com uma loura de olhos azuis que podia ser a ruína da nossa relação. Aí, eu completamente rendido, perguntei se ia ser assim... Respondeu: “ Agora que você sabe, só acontece se quiser...” Até hoje ainda não dei por nenhuma marafada... mas estou alerta!... LOL

Disse-me ainda que tinha um processo em tribunal que iria demorar muito até ficar resolvido (verdade) e que eu o iria ganhar (ainda não sei, mas tudo indica que sim...).

Falou-me de um acidente, da minha protecção divina, do meu anjo da guarda e de mais algumas coisas que não recordo já... O que é certo é que entre uma grande quantidade coisas por ele ditas, mesmo as que eu pensei ele ter errado, vieram mais tarde a confirmar-se. Aquilo que à partida para mim não passava de um ritual folclórico iniciático à cultura brasileira, e ainda para mais à espera de um discurso generalista com muitas perguntas, que tanto se poderia aplicar a mim em 50% e a mais umas centenas de colegas meus, acabou por se tornar uma revelação extraordinariamente enigmática e completamente inesperada, para além de muitíssimo precisa.

Alguns meses depois tive de lá levar a Erina...

O que ele lhe disse encaixava perfeitamente no que me tinha dito a mim, completando-se. Ah!... Dessa vez ele nem me viu...

Não creio em bruxas, pero que las hay, las hay!... E vocês já tiveram uma experiência destas tipo Twilight Zone?..."

Flyman

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