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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

18
Nov05

Let´s Party

Cereza

Vocês querem sexy? really sexy? Well here it is... "Get Of"
Pois é meninas e meninos, depois de tanto falatório sobre o "beijaço"... aqui está a minha versão de algo verdadeiramente "Hot"! Não há beijos, mas há fogo, desejo, vontade de tocar e não poder... os olhares, os movimentos, o ambiente, as roupas... paixão paixão paixão! :p

Ui, isto sim mexe com os sentidos... agora aquele beijaço, definitivamente... não me convence! Reparem bem na movimentação neste video e nas palavras... hot hot hot...


Gett off ?23 positions in a one night stand
Gett off ?I'll only call U after if U say I can
Gett off ?Let a woman be a woman and a man be a man
Gett off ?If U want 2, baby, here I am (Here I am)

I clocked the jizz from a friend of yours named Vanessa Bet (Bet)
She said U told her a fantasy that got her all wet (Wet)
Something about a little box with a mirror and a tongue inside (Yeah)
What she told me then got me so hot, I knew that we could slide (Ooh)


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E perguntam vocês a razão desta "Party".... Para os mais distraídos, olhem para o lado direito do vosso monitor, ali, nas visitas! Já viram? Pois é, 50 000 visitas no espaço de 1 ano... mais semana, menos semana!

Como já aqui disse várias vezes, o UJ está a crescer a alta velocidade... Não acreditam? Então eu mostro! Bora lá...

server.bmp

Ontem, no dia do Beijaço atingimos as 300 vistas! De resto, a nossa média ronda os 250 clicks por dia, com tendência a subir!

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De 19 de Outubro a 18 de Novembro, tivemos vários picos altos... mas o beijaço foi para já o recorde do mês! As quedas acentuadas que aqui podem ver, acontecem evidentemente ao fim de semana... Conclusão: De segunda a sexta ninguém faz nada! Trabalhar é mentira! Lol


E agora vamos ao gráfico do ano!

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De Dezembro de 2004, a Outubro deste ano foi sempre a SUBIR! Apenas se registou uma baixa nos meses de Agosto e Setembro, devido ás férias... (como seria de esperar).

Novembro ainda não está no Gráfico... mas pelo andamento das coisas, vai superar o mês passado! Reparem que já vamos nas 6000 visitantes por mês!!!!!

Conclusões?Fácil!
1 - O Blog segue no caminho certo!
2 - O êxito deve-se a vocês! Á vossa sempre generosa contribuição! Eu, tu, tu e tu...fazemos todos uma excelente equipa!

Desta vez não vou agradecer individualmente a cada um de vós... é que já são muitosss, além disso já vos dei demasiados mimos :P Depois desta rápida análise, Let´s Partyyyyyyyyyyyy Hoje a festa é aqui no blog, dia de Megarave, como costumamos chamar aos momentos históricos do Urban Jungle... Por isso comentem, comentem o beijaço, o tempo, o que quiserem! Ah, mas se pensam que a festa fica por aqui, estão enganados.... no dia 10 de Dezembro, festejamos ao vivo... batendo o recorde de presenças em relacção aos outros encontros que já fizemos! (Não se esqueçam de confirmar a vossa ida com a Lua ou a Driade)

Para os "paineleiros", comentadores, vistantes e amigos um bem haja!
SO LET´S PARTY... GET OFF!


Ah, mas antes... fiquem com a "prenda" da Lua... Nunca se esquece de nada esta rapariga *


"As palavras do poema colectivo,
Com outras de acrescento
Em homenagem ao UJ
... não comento!"


Mescla de Sonho e ADN
Divagações, Tristeza
Deslumbramento, Criança
Poema, Mulher, Cereza!

Ondas do mar, ondas da urbe
Ama, que eu Dou-me inteira
Ilusão, Terra, Mundo
Vida Derradeira

Nada, tudo, Paz e Amor
Alma em caravana
Transformação e esplendor
São as tangas da Selva Urbana

Aspirações... muitas!
Grande é a tenacidade
Em cada momento, em cada clique
Vivemos a Imortalidade!

Heróis do Urban Jungle
Todos diferentes todos iguais
Já passámos os 50 mil
Queremos mais, queremos mais"



16
Nov05

Beijaço

Cereza

Hoje não me apetece bolgar! Mas mesmo assim aqui vai este BEIJO... Divirtam-se! :P








Já me mandaram este beijo há mais de um ano... lembrei-me dele hoje... confesso que me enjoa um bocado :|



Como diz o Sr, Prince:

"...U don’t have 2 be rich
2 be my girl
U don’t have 2 be cool
2 rule my world
Ain’t no particular sign I’m more compatible with
I just want your extra time and your
Kiss"


16
Nov05

Filho Por Conveniencia

Cereza

O Criador de Sonhos, mandou-me este texto há algum tempo... também já o publicou no blog dele... mas mesmo assim acho que o devo editar! Acho que todos nós somos sensiveis a estas histórias de vida! Não é fácil viver com estes problemas... e uma palavra amiga é sempre um grande conforto. Um beijo Criador.

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Custa ter um pai ausente, mas o que custa mais, é ser um filho por conveniencia.
De um momento para o outro, após mais um desfecho negativo da vida, provocado pelo meu irmão mais novo.
Um pai, deixa de falar a um dos seus filhos, Eu.
Deixa de ligar, mandar sms ou simplesmente saber dele.
Passa-se o Natal e nada. Nem uma mensagem, nem um telefonema, nada...

Fim de Ano, o telemovel toca.
Nome? Pai... Não atendo. Pára de tocar... Uma mensagem de voz...Ouço atento:
"Boa noite filho. É o pai para dizer que não se esquece dos filhos. Bom Ano Novo."
Desligo o telemovel e penso para comigo:
"FODA-SE... Preferia que te lembrasses dos filhos no Natal!!!"

O tempo passa. Um dia, uma semana, um mês e sempre a mesma coisa. O meu pai? Só o vejo, quando me cruzo com ele por acaso na rua, sem aviso prévio, sem marcação.

8h15m, o telemovel toca.
Nome? Pai...
Atendo admirado:
"Bom dia filho, tens conta no BPI?"
Ainda a dormir, acordo com aquela pergunta e respondo que não.
"Ok, obrigado filho. É que o pai precisava levantar um cheque que está traçado. Xau."
Desligo o telemovel e fico ali na cama, a pensar no que tinha acabado de acontecer.

Mais uns meses e a mesma rotina. Um "Ola filho" quando por acaso nos encontramos na rua.
No meu aniversário e para meu espanto, ou talvez não, o meu telemovel tocou muitas vezes, mas nenhuma delas foi o meu pai.
Pois é verdade. Nem um telefonema, nem uma mensagem dele.
Esperei pelo dia seguinte. Nada também...

Passa uma semana exacta após esse dia que deveria ter sido especial e lá que num dos acasos da vida, adivinhem quem eu encontro.
É isso mesmo, o meu pai. Recebo, mais um "Ola filho"...
Apenas soube que mais este acaso se deveu porque ele tinha de ir ao médico e passar pela porta de minha casa.
Sobre o meu aniversário? Nada, nem nada me disse...
Mas pronto segui em frente.

Mais uns mesitos com muito poucos acasos, com isto tudo, ja quase um ano se passa sobre a situação originada pelo meu irmão.. quando... Recebo um telefonema do meu pai:
"Ola filho, podes falar agora?"
Estava nos correios mas disse que sim, pois era um momento único.
"Filho, qual é o valor do teu IRS?"
Eu ainda atordoado com a pergunta disse: "IRS?"
Do outro lado ouvi novamente:
"Sim, IRS..."
Eu, já calculando, apenas perguntei para quê?.
"É que o pai precisava que fosses meu fiador."
Naquele momento, não sei como fiquei, mas a funcionária à minha frente acho
que se assustou com a minha cara. Mas ainda disse que não iria dar, devido aos empréstimos que tinha no banco.
"Mas tens muitos?"
Naquele momento, acho que me deu vontade de rir, chorar e sair dali a correr...
"Tenho aqueles que tive de fazer devido as asneiras do teu filho mais novo..."
A resposta do costume:
"Ok, deixa estar então. Xau filho..."

Bem, acreditem, depois desta, tive a certeza que passei a "FILHO POR CONVENIENCIA"...

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corpus_g6 copy.jpg

Criador de Sonhos



14
Nov05

O Livro FDP

Cereza

Ora a boa disposição da Pataniska vai contagiar todos, com esta sugestão de leitura...

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Amigos bloguistas. Paineleiros e Paineleiras. Desculpem esta minha, quiçá, impertinência, presunção e ousadia. Mas, quero fazer-vos uma sugestão de leitura.

Não vai ser uma obra de ficção, nem tão pouco uma biografia, muito menos uma obra prima da literatura. Será talvez um guia prático.

Muitos até irão ficar chocados, outros acharão piada e soltarão ruidosas gargalhadas. Alguns, decerto irão descobrir-se nele, nele encontrar amigos, conhecidos. Mas acredito que a maior parte vai encontrar todas as pessoas que abominam.

Este livro tem também a vantagem de nos ajudar a conhecer melhor o nosso país e o nosso tempo. É um livro polivalente e multiusos, pode ser oferecido e recomendado a pessoas de ambos os sexos, de todas as classes sociais, de diferentes graus académicos e culturais até pode ser dado de presente de Natal ao vosso melhor amigo….ou inimigo.


Senhoras e Senhores, é como muito gosto e um enorme prazer que vos apresento, O livro do filho da puta:



“…O filho da puta é universal, embora encontre em Portugal as condições ideais para se transformar num grande filho da puta.

O filho da puta gostaria de ter heterónimos, como Fernando Pessoa, para poder dizer, como é seu hábito, que a culpa foi dos outros.

O filho da puta é tão egocêntrico que tem inveja de si próprio.

O filho da puta considera a política nojenta e insuportável, mas muda de opinião se um político lhe emprega um filho numa câmara ou num ministério.

O filho da puta confunde sempre vaidade com brio.

O filho da puta não sabe a diferença existente entre autoridade e autoritarismo.

O filho da puta, ao adquirir poder político, económico ou cultural, transforma-se, invariavelmente, num grande filho da puta.

O filho da puta raramente tem ideias próprias, mas gosta de se apropriar das alheias, apondo-lhes, sem escrúpulos, a sua chancela.

O filho da puta nunca tem sonhos, só ambições.

O filho da puta mede sempre a importância de um homem ou de uma mulher pelo preço e pela marca do carro.

O literato filho da puta, quando escreve nos jornais, copia artigos de publicações estrangeiras e depois gosta que o tratem por guru intelectual.

O filho da puta é subserviente para melhor poder trair.

O filho da puta gostaria de ter escrito este “guia prático”, mas, se fosse ele o autor, teria de lhe chamar autobiografia. “


O livro do filho da puta é da autoria de Manuel Maria Tolentino e foi editado pela Editorial Notícias em Junho de 2002.

Então?? Já pensaram a quem é que vão oferecer este livro pelo Natal????


13/11/05
PatanisKa

13
Nov05

E o beijo vai pra...

Cereza

E o Oscar vai para a Martaaaaaa com a palavra..... almaaaaaaa!!! Ganha um beijo do Shikote!!!!

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oscar.jpg

O mundo é uma palavra. Cada palavra um mundo. E sendo Portugal um País de poetas, aqui esta o grande poema deste amontoado de simplistas da Palavra.

Titulo: "ÁcidoDesoxirriboNucleico"Sonho,
Deslumbramento,
Mulher!
Criança!
Ama,
Dou-me
Ilusão.
Terra…
Tristeza…
Nada…
Mundo,
Vida,
Transformação!
Paz,
Amor
Divagações.
Derradeiro
Urban-Jungle !!!

Shikote


12
Nov05

Uma Palavra apenas.

Cereza

O nosso Shikote deixou-nos TPC, para o fim de semana! Vamos lá ver quem consegue ser o mais original. O prémio é um beijo do Shicolate no almoço de Natal (seja homem ou mulher) LOL

ElenaGetzieh copy.jpg

Stéphane Mallarmé, poeta francês que figura entre os iniciadores do simbolismo. Mallarmé destacou-se por uma literatura, em que se mostra ao mesmo tempo lúcida e obscura.


É por isso considerado um poeta difícil e hermético. Stéphane Mallarmé morreu em 1898, em Paris, sem ter chegado a concluir a grande obra de sua vida. A Grande Obra, com letra maiúscula, é um projecto que ele revela em cartas, em correspondências a amigos.


Três anos antes de sua morte ele escreve ainda um poema falando deste sonho, de constituir uma Grande Obra, no sentido quase que alquímico da palavra. Um livro em vários volumes que totalizasse o mistério órfico da terra.


Mallarmé morreu angustiado sem atingir seu objectivo. Um dia antes de morrer, Mallarmé pressentiu a chegada da morte. Pediu à mulher Marie e à filha Geneviève que queimassem todos os seus escritos, como fizeram Franz Kafka e o poeta Virgílio.



Ele morreu asfixiado no dia seguinte. Mas, felizmente, não cumpriram o seu ultimo desejo. Diz-se também que outro grande sonho do poeta era escrever um poema com uma palavra só. Ele buscava uma única palavra que contivesse o mundo. O que proponho é que tentemos fazer esse poema de uma palavra só.


Shikote

12
Nov05

A grande festa!

Cereza

Hoje dia 12 de Novembro, volto a lembrar que no dia 10 do próximo mês realiza-se o almoço de Natal do Urban Jungle... falta menos de 1 mês, por isso peço que confirmem o mais rápidamente possivel a vossa presença no nosso terceiro almoço!


Estão para já, 25 pessoas confirmadas... mas é pouco!!!! Queremos fazer um grande almoço, com a presença de todos os paineleiros, paineleiras, comentadores e visitantes deste blog! Vai ser uma festa!

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Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento que o país e o mundo atravessam, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho Urban-Jungle.

Tenho o sonho de ver este Blog levantar-se e viver o verdadeiro fim para que foi criado, a crença suprema na opinião individual dos seus frequentadores e na qualidade dos seus textos.



Tenho o sonho de reunir e sentar os bloguistas à mesa da fraternidade em perfeita confraternização, na margem sul do rio que banha a capital da nossa ditosa pátria.



Tenho o sonho de ver a saudade, um sentimento angustiante, sufocado pelo calor da ausência, ser transformada num oásis de felicidade, união e irmandade...


Tenho o sonho que no décimo dia do mês último deste ano do Senhor de dois mil e cinco, passado que for uma hora do meio do dia, se juntem as almas para um repasto de alimentos vindos do reino de Poseidon e a quem Santo António um dia pregou, acompanhado pelo néctar dos deuses.



Data: 10 de Dezembro de 2005

Local: MONTIJO

Hora: 13:00 horas

Ponto de Encontro: Igreja Matriz do Montijo, às 12:30 horas.


Menu: Rodízio de peixe grelhado (carapau / sardinha / besugo / dourada / lula).


Preço aproximada: 15 € (inclui: sopa + rodízio + vinho da casa (ou sumo) + café + digestivo + sobremesa (salada de frutas ou mousse de chocolate).


Confirmação da presença até ao dia 04/12/2005 por e-mail a enviar para a.p.correia@netcabo.pt, no qual deverá constar o n.º de pessoas, o endereço de e-mail e o n.º de telefone para contacto.


Nota: Pela proximidade da época Natalícia, cada “inscrito” deverá fazer-se acompanhar de uma lembrança no valor máximo de 5 €.



Lua, Driade e Shikote

11
Nov05

Castanha e Água pé

Cereza

Conta a lenda que um rico soldado romano saiu debaixo duma chuva fria para fazer uma ronda a cavalo.

roman.jpg

Estava-se em Novembro. De repente apareceu um velho homem esfarrapado e pediu-lhe esmola. O soldado, de seu nome Martinho, agarrou na capa que o tapava e com a espada cortou-a ao meio, minimizando a miséria do homem. Continuou a sua ronda mas foi rapidamente surpreendido com a mudança radical de tempo: a chuva parou e abriu-se um dia soalheiro e quente.



Daí que, hoje em dia, pelos meados de Novembro quando a temperatura sobe, falamos no Verão de S. Martinho.


Tendo em conta a época do ano, agriculturalmente (!) falando... os provérbios nasceram e dão voz e vida aos costumes e aos hábitos de muitos de nós.


Aqui ficam alguns exemplos e quem souber outros... que os partilhe!!!


S. Martinho... lume, castanhas e vinho...

No S. Martinho, assam-se as castanhas e prova-se o Vinho...

Pelo S. Martinho... semeia o teu cebolinho... ou Pelo S. Martinho mata o porco e semeia o cebolinho...

Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano

Pelo S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho.

Pelo S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.

Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca p'lo S. Martinho

Pelo S. Martinho, semeia favas e linho.

Pelo S. Martinho, nem nado nem cabacinho.

Depois do S. Martinho bebe o vinho e deixa a água para o moinho.

No S. Martinho vai-se à adega e fura-se o pipinho. Mas quem for honrado já deve ter furado.

Devo acrescentar que, dependendo do sotaque de cada um, a palavra vinho pode e deve ser substituída por binho... dá na mesma, desde que seja bom!


Lena

10
Nov05

Amor Incondicional

Cereza

Um anúncio que nos põe a vida em perspectiva!



Perante isto, que valem os nosso pequenos problemas do dia a dia? As atitudes mesquinhas, as raivas e as vinganças? De que valem as guerras e os ódios? De que nos vale pensar que o mundo gira á nossa volta, e o centro do Universo é o nosso umbigo?



Não vale nada! Este é o verdadeiro amor... o amor incondicional e puro!



_Annihilation, obrigada por este fantástico video!





10
Nov05

Portugal - Três Regiões

Cereza

Já ninguém tem dúvidas que o UJ cresce dia para dia... e uma das razões são os excelentes "paineleiros e paineleiras" e a grande diversidade de temas que por aqui passam... Por isso, para quem ainda não sabe, já temos um novo dominio, que em breve será a nossa nova e luxuosa casa!

De um conto erótico, na minha opinião irrestivelmente bem escrito pela nossa mais recente aquisição, a Lena, passamos para uma analise sobre o nosso país em relacção ao resto do mundo... O tema do Flyman é como as cerejas... parece que nunca estamos satisfeitos com o que escrevemos.. queremos sempre mais...

Hoje recebi este "verdadeiro" estudo feito pelo Abel, que apesar de estar "atulhado" em trabalho... não resistiu... é uma "perola" que vale a pena ler com atenção... Tentei esmerar-me na sua apresentação, porque de facto o merecia! Abel, sei que gostas que ponha música portuguesa no UJ... Para ti este "Pronuncia do norte para ti"!

papoilas copy.jpg


“Em Portugal tudo está feito para dar errado mas inexplicavelmente tudo dá certo” (João César das Neves). Os escassos recursos que nos oferece a nossa pobre terra devem ser estrategicamente bem geridos. Até aqui, o desenvolvimento tentado nunca resultou como o povo português gostaria, e os benefícios nunca compensaram os sacrifícios pedidos (está à vista).

Os problemas do Algarve não são iguais aos do Minho, aos de Trás-os-Montes, do Alentejo, de Lisboa, etc. Na diversidade, encontramos alternativas de actuação e até gostávamos de, em uníssono, não dizer que “para lá do Marão mandam os que em Lisboa cá estão …” (Mero engano? ou será que estes têm a mania da ubiquidade?). Nem tudo na governação deve gravitar à volta dos cérebros de Lisboa porque as Regiões também têm boa massa critica.

“O governo deve governar o País e não as Regiões. Isto já lhe dá muito que fazer do que se preocupar com problemas que dizem respeito às autoridades Regionais (não municipais) ” (Valente de Oliveira).

Na Europa, apenas nós e os gregos estão “in” neste tipo de comportamento. Esta questão é emocionante e gostaria de me alongar…porque há muito para explorar, tendo em conta que o meu trabalho na Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo (CCRLVT) permitiram-me muito contacto com esta realidade. Como exemplo, basta mencionar as Ilhas como senhoras autónomas da sua gestão, bem como dos seus dinheiros, Não se ouvem as autarquias das nossas Ilhas porque depositam confiança numa só voz que as representa. Há grandes dificuldades na gestão das autarquias do Continente por não possuírem um representante regional (de nível superior) que lhes ajude.

Já ouvimos opiniões e teses na comunicação social, embora opostas, que mereceram o meu respeito e aprovação porque foram bem fundamentadas e apresentadas e, como tal, válidas. O Senhor João Jardim gargalhou com o resultado do referendo porque continuou a ser o único a reivindicar direitos (bater o pé), dando a entender que faz tudo o que lhe vem à real gana… (nula rivalidade) A regionalização que se pretendia para o continente excluía a função legislativa (privilégio nas Regiões da Madeira e Açores). O que se pretendia era exclusivamente uma boa gestão dos recursos, a responsabilização dos seus gestores (e não a penalização dos partidos que governam o País) perante o eleitorado e uma certa ordem no planeamento, quer regional, quer municipal porque os Governos Distritais são inocuamente meros espectadores e não respondem às solicitações de competitividade global. Pretendia-se uma representação do poder Local, de nível superior ao actual, que fizesse valer os seus direitos junto do poder Central, dado que o actual está disseminado por 352 municípios dispersos pelo País, não fazendo estrategicamente qualquer sentido (dividir para reinar).

Em minha opinião, estes multi-feudos deveriam ser reduzidos porque são excessivos dada a nossa pequenez.
Em consequência, reduziria certamente o peso dos ministérios. Cinco Regiões eram, não direi óptimas, adequadas tal como preconizou o Senhor Valente de Oliveira, que durante os dez anos que esteve na governação foi, paulatinamente, preparando terreno para a alteração necessária ao desenvolvimento das regiões e do País, logo que fosse oportuno.

Embora seja saudável que opinemos sobre esta questão, é também muito importante que fundamentemos as nossas posições sem fazermos crítica gratuita. Por isso, devemos estar suficientemente esclarecidos porque esta é uma boa conselheira. Por não estarmos a ser informados, não critiquemos ninguém. A grande maioria não é analfabeta. Não esperemos obcecadamente pelos esclarecimentos dos outros porque são raros os que se prestam a isso. Nem os nossos políticos estão dispostos porque não tem sido seu apanágio e, normalmente, opinam consoante a sua cor clubista (arriscamo-nos a balir a sua melodia…). Nem esperemos que a comunicação social nos ajude porque essa normalmente baralha as nossas ideias.

Essa busca deve partir de nós próprios porque há no mercado alguma bibliografia sobre a matéria que nos poderá elucidar. A regionalização (ou não) tem como grande objectivo, o bem-estar das gentes da nossa terra.

Ao longo da nossa história houve apenas uma ou duas tentativas de concretização, embora a questão estivesse sempre muito presente em algumas mentes. “Meditar é familiarizar-se com uma nova maneira de ver as coisas” (Matthieu Ricard). Mas esta visão carece de persistente enriquecimento através do conhecimento dos fenómenos. A meditação sobre regionalização e conhecimento são indissociáveis, tal como um pássaro não pode voar com uma só asa. Sem conhecimento dos fenómenos a decisão é cega, tal como nos julgamentos populares (linchamentos). Devemos por isso procurar compreender a natureza última das coisas para sermos capazes de levar o nosso desenvolvimento ao mais alto nível. Modernamente, ilustres actores da nossa praça levaram à discussão tal tema, quer através de escritos ou pela simples palavra através da comunicação social: Freitas do Amaral (D.G.A.A.), Valente de Oliveira (Ministério do Planeamento), José António Santos (livros Horizonte), Nunes Liberato, Luís Sá (U.T.L), Manuel Porto, Marcelo Rebelo de Sousa e outros cujo conhecimento técnico não devemos pôr em causa.

“O mundo que criamos como resultado da mesma forma de pensar até agora, tem problemas que não podem ser resolvidos pensando da mesma maneira como fazíamos quando os originamos” (A. Einstein). Complementado, e sem se conhecerem, dizia Mahatma Ghandi que “nós temos que ser o veículo de transformação que desejamos ver no mundo”, em nosso benefício e no dos outros, independentemente das discordâncias de pensamento. Fela Moscovi refere que “divergências são portas abertas que se abrem para descobertas acerca de nós mesmos e dos outros”. Continua dizendo que “a discordância mobiliza o grupo e, por isso, é necessário saber aproveitá-la”.

Mas em que divergem os discordantes da nossa terra, dado que o bem-estar de todos é a maximização dos escassos recursos e objectivos? Em nada.
E onde convergem então os discordantes? No bem-estar de todos porque todos desejamos a dissipação dos problemas da Região.

“A César o que é de César” e as preocupações existentes no Marão são para os que lá estão. Esses têm personalidade e razões que não são do âmbito da nossa percepção. Nem nossa nem dos nossos governantes porque viveram, vivem e viverão para cá do Marão.
O que nos une então? Algumas preocupações e outras tantas … sem explicação… Não fora o nosso comportamento cultural, sempre sereno, e a riqueza da gastronomia (sardinha, bacalhau, cozido, sarrabulho, enchidos, caldeirada, xarém, peixinhos da horta, pezinhos de coentrada e muitas mais coisas deliciosas) teríamos problemas com a nossa Central Governação.

Infelizmente, quer o Einstein, quer o Ghandi ou Fela Mascovi desconheciam certamente as coisas maravilhosas das nossas regiões que nos orgulham na união e na separação. Azar o deles…


Abel Marques
9/11/2005

rio.jpg

Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte

É a pronúncia do Norte
Os tontos chamam-lhe torpe

Hemisfério fraco outro forte
Meio-dia não sejas triste
A bússula não sei se existe
E o plano talvez aborte

Nem guerra, bairro ou corte
É a pronúncia do Norte

Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram

Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte

E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco pareceido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar

E É a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar


GNR e Isabel Silvestre


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