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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

19
Dez05

XMAS - Um milagre

Cereza

Tenho deliberadamente tentado adiar o tema Natal, mas como é obvio não é possivel fugir mais. É uma época que me deixa extremamente deprimida, e muito triste! Para mim a o Natal deixou de fazer sentido há cerca de 13 anos. Mas sobre isso falarei na vespera de natal. Talvez seja o meu caso de vida!

Christmas copy.jpg

Depois aquela sensação angustiante que temos de estar felizes nesse dia, e comprarmos “obrigatóriamente” prendas para toda a gente... sinceramente, só me apetecia adormecer nesta altura, e acordar depois da passagem de ano... mas como não é possivel, vou pensando nos “amores” da minha vida... os meus sobrinhos... que estão na fase de pedir os “Sherks”, as “fionas”, os “spiderman´s”, e essa gentinha toda... J Para eles sim, compro este mundo e o outro se fôr necessário... e se quiserem o Shrek em carne e osso, eu vou á procura dele, e não descanso até o encontrar... Alias o Manuel, (o do meio, que tem 3 anos) até pensa que o Shrek mora aqui ao pé da minha casa, e o Rei Fakua (será assim que se escreve?)mora no castelo dos mouros, e o principe Charming no palácio da Pena... Até já lá fomos... escusado será dizer que quando cheguei ao castelo tivemos que fugir porque o Rei viu-nos e queria-nos apanhar... Lá fomos nós assustadissimos e a correr para o carro! O meu sobrinho, claro que não viu nada... mas sentiu, ai isso sentiu...

Bem chega de falar neles, que me perco...

Vou começar a publicar os textos de natal que muita gente me tem mandado nos últimos dias... (apenas quarta-feira será um excepção, já que vai haver um aniversariante muito especial) .Depois da data tenho uma série de textos fantásticos para publicar (desde já peço desculpa a quem ainda não viu os trabalhos postados aqui no Urban Jungle... mas descansem... eles vão aparecer!

O meu pedido de desculpas também pelo video... aos mais susceptiveis peço que não vejam... basta clicar no stop. Não são imagens inéditas... mas chocam sempre... a mim partem-me o coração, e sinto-me impotente para fazer seja o que fôr... e se há coisa que me deixa desorientada é sentir-me impotente para ajudar, nem que seja apenas com um carinho ou uma palavra amiga... Por isso por favor, aproveitem esta altura, para fazer bem á alma, e menos á carteira (mais que não seja) e vão ao site da organização, “Make Poverty History” e juntemse a milhões de pessoas em todo o mundo que com apenas um click e o nome tentam pressionar os mais ricos lideres mundiais a acabar com a pobreza extrema. ( www.makepovertyhistory.org )

Enfim a introdução já vai longa, e não vos quero deixar também deprimidos nesta quadra. Apenas quero que reflitam no verdadeiro sentido do Natal. A Constancinha mandou-me este lindissimo texto.

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Milagre de Natal
Desde que sou gente, que me lembro de no dia 1 de Dezembro, os meus pais colocarem numa mesa, ladeada com uns panos dourados , as figuras do Presépio, menos o Menino Jesus, que seria colocado à meia–noite de 24 para 25 de Dezembro e um pinheiro que traziam de Tomar. Cresci e comecei a ajudar. Uns anos depois, já éramos dois que em vez de ajudarmos, “desajudavámos”. A tradição manteve-se, tendo sido quase quebrada em 1979 mas sobreviveu até 2001. Em 1980 “ganhei” o meu espaço e com humildade conseguia ter um presépio e um pinheiro artificial, ambos minúsculos, em cima de uma mesinha de apoio, num canto da salinha para não incomodar os menos crentes.

Fui Mãe. Os Natais começaram a ter outro sabor e com eles a tradição de casa dos meus Pais estendeu-se até à nossa. Durante quase quatro anos, manteve-se o ritual. Nesse ano, 1987, eu queria que o meu Filho tivesse a alegria de colocar as figurinhas, uma a uma e enfeitasse o pinheiro mas não sabia como o iria fazer porque não conseguia comprar um pinheiro por mais pequenino que fosse.

Saímos os dois naquela sexta-feira e caminhámos pela rua. “Encasacados” até aos ossos fomos vendo as iluminações, as montras e até dois beijinhos ele recebeu do Pai Natal, que badalava um sino dourado. Mas e o pinheiro? A tristeza que me roía os ossos fazia-me esquecer o frio que estava. Como iria eu conseguir arranjar um pinheiro com 500$00?

Demoramo-nos por lá e já a noite tinha chegado encontrámos uma barraquinha, daquelas que a Câmara Municipal distribuía pela cidade, repleta de pinheiros.
– Ó Mãe, Mãe olha tantos pinheiros.
Encolhida e a muito custo consegui balbuciar.:
- Tantos sim e tão lindos , Filho.

A vendê-los estava uma Senhora preta, gorducha como as “amas” que apareciam nos filmes da Shirlley Temple. À sua volta, três crianças brincavam numa alegre algazarra.

- Boa-noite, não se importa de me dizer quanto custam os pinheiros?
Num sorriso doce e rasgado respondeu-me.
- 300 escudos.
Ganhei vida ao ouvir o preço.
- Mãe, podemos levar um, podemos?
Olhei para aquela carinha e os olhos saltavam de felicidade.
- Podemos sim, Filho. Vamos lá escolher um.

A Senhora ajudou-nos e dei-lhe, não os trezentos mas os quinhentos escudos pelo pequeno milagre, o do ter encontrado um pinheiro tão barato. Mas se eu pensava que tinha sido milagre mal sabia eu o que ia acontecer.

No mesmo passeio ficava, nessa altura a praça de táxis e como ainda tinha algumas moedas no bolso pedi a um motorista, se nos levava a casa mais a nossa compra.
Coloquei o pinheiro na mala do carro e quando me voltei para desejar-lhes um Bom Natal, não encontrei vestígios nem dela, nem das crianças e muito menos dos pinheiros. Fiquei ali, parada, com o meu Filho pela mão tentando entender o que se passava.
- Mãe onde está a Senhora?
Não sabia o que responder e não encontrava as palavras certas. As lágrimas que se soltaram embargaram-me a voz e balbuciei:
- Não sei Filho, não sei.

Os anos passaram e entretanto, por uma questão de príncipios, abolimos de vez o pinheiro natural e optámos por um artificial, maior, “muito mais maior” do que aquele que eu tive, no meu espaço e no dia 1 de Dezembro, todos os anos nos lembramos daquela sexta-feira, da Senhora rodeada dos três filhos e do pequeno grande milagre que aconteceu e, sem dar por isso os meus olhos continuam a encherem-se lágrimas.


Constancinha

19
Dez05

Queremos a sua voz, não o seu dinheiro!

Cereza

Estes homens e estas mulheres têm feito mais pela pobreza no mundo, que os todos os politicos mundiais metidos num saco!

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Sir Bob Geldof (mais conhecido pelo “homem que nasceu para mudar o mundo”) e Bono (vocalista dos U2) têm sido a face mais “distinta” da “Make Poverty History” (Faz com que a pobreza passe à história), uma organização que tem como objectivo obrigar os líderes do G-8 (G-7 mais Rússia) a tomar medidas drásticas para reduzir as diferenças de desenvolvimento no mundo – tendo o continente africano como alvo principal.

É deveras interessante perceber como estas caras ( que vemos nos videos, na tv, no cinema, nos palcos ) não precisam comandar nenhum país, nem nenhum lobby , para alertar a opinião publica de maneira tão energica para a miséria instalada em certos paises do mundo.


A credibilidade deles, tem gerado uma onda de solidariedade extraoridinaria e quase impensavel. Basta ver o sucesso que foi o Live 8! Os números mostram a grandeza do evento: 10 concertos, com cerca de 100 artistas... a que terão assistido nos locais ou pela telvisão e rádio ou pela Internet uns estimados 5,5 mil milhões de pessoas em 140 países, o que equivale a 85% da população mundial. O objectivo? Segundo Geldof : “Fazer com que esses oito homens, se reúnam numa sala para impedir que 30 mil crianças morram todos os dias vítimas da pobreza extrema”.

http://www.makepovertyhistory.org/video/

Aqui pode encontrar os videos do Make Poverty History... “click” foi o último a ser feito, e conta com a presença da Brad Pitt, Kate Moss, J.Timberlake, Bono... uma série de grandes estrelas.
Ou seja, um click no vosso PC pode ajudar a pressionar os lideres do mundo a ajudarem os mais desfavorecidos.Por isso aceitem a minha sugestão e vão ao site da organização humanitária MPH em www.makepovertyhistory.org

Leiam as noticias, vejam os videos e juntem-se ás estrelas no combate contra a pobreza!

Tal como eles dizem “Queremos a sua voz, não o seu dinheiro”

18
Dez05

Boa noite! Eu sou a ...

Cereza

Quanto a mim despeço-me com muita pena, mas tem de ser. Boa Noite, continuo a ser a Manuela Moura Guedes.”

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Confesso que vou sentir a falta dela! Na passada sexta-feira a "dama forte" da TVI disse adeus aos ecrãs! É pena!

Devo ser das poucas pessoas á superficie da terra que gostam da Manuela Moura Guedes. (Apesar das audiências dispararem quando ela apresenta o Jornal Nacional). Alias acho que se tornou moda falar mal dela... mas muita gente desconhece a verdadeira Manuela. Ela por vezes exagera, ninguém tem dúvidas disso (nem mesmo o marido, o Homem Forte da TVI) ... mas a verdade é que é uma mulher forte, justa, e que se está a borrifar para ser mais uma pivot bonitinha, que não tem opinião!

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Os tempos mudaram, e o jornalismo já não tem que ser cinzento... pode ter opinião, pode alertar para injustiças, pode defender os mais fracos!


Eu gosto de personalidades fortes, gosto de pessoas que que não têm medo de dizer o que pensam... se calhar porque eu própria, não sou de trato muito fácil.


Contra a opinião da maioria das pessoas (e com muitos politicos a soprarem de alivio)... Manuela volta rápido!

“Não dá para andar com ‘rodriguinhos’. Em nome do interesse público, há que fazer as perguntas certas e o mais directas possível. Aquele espírito de subserviência e do culto do senhor doutor nunca o tive. Acho que não é compatível com o jornalismo”

“Quando se apresenta um noticiário, não estamos a falar de coisas abstractas ou de ficção. Estamos a falar de pessoas, de situações inacreditáveis que acontecem no mundo de hoje, coisas dramáticas como gente a passar fome, a vi-ver em circunstâncias injustas… O que podemos nós fazer? É uma pergunta poderosa. Podemos chamar a atenção da sociedade, tentar arranjar respostas, abrir olhos e levar à acção”, afirma. E exalta-se: “Que digam que sou agressiva, quero lá saber. À medida que fui envelhecendo, fui ganhando a tendência de me estar nas tintas.”

In: Máxima

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Foram Cardos, Foram Prosas:

Há luz sem lume aceso
Mas sem amar o calor
À flor de um fogo preso
À luz do meu claro amor


Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto
Dedos que tens em respeito
Oh, meu amante deposto



Não foram poemas nem rosas
Que colheste do meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancadas do meu solo



Tu que ainda me queres
O amor que ainda fazemos
Dá-me um sinal se puderes
Sejamos amantes supremos



Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim. . .



Musica: Miguel Esteves Cardoso
Letra: Ricardo Camacho
Voz: MMG

17
Dez05

Cry me a river...

Cereza

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tuca3.jpgtuca4.jpg

O Amor…
O desejo…
A fantasia…
Cada um tem seu lugar…
Cada um tem sua vontade…
Encontrá-los na mesma forma…
Dentro das mesmas linhas…
Dentro do mesmo Ser…
É possível mas não é fácil?
Ou será fácil sem ser possível?
Conseguirá o Homem amar o Príncipe sem desejar o Canalha?
Conseguirá o Homem desejar o Príncipe depois de possuir o Canalha?
Eu amo o Canalha… Desejo o Príncipe, até possuí-lo.
E o que isto faz de mim…

Badboy
in: http://www.stuffipost.net/


"...I know that they say
That somethings are better left unsaid
It wasn't like you only talked to him and you know it
(Don't act like you don't know it)
All of these things people told me
Keep messing with my head
(Messing with my head)
You should've picked honesty
Then you may not have blown it..."

"...The damage is done
So I guess I be leaving
Oh
(Oh)
The damage is done
So I guess I be... leaving..."


16
Dez05

Amar...

Cereza

Um tema muitissimo interessante proposto pela Tex

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Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?

As implicações de qualquer resposta, a esta pergunta, sim ou não, envolvem dois níveis de realidade: a dos sentimentos e a das convenções sociais.
Além dos instintos, possuímos uma consciência capaz de regular o nosso comportamento. Há também a convenção social que determina quantos parceiros alguém pode ter. Dependendo da cultura, da sociedade ou da época histórica, esse número pode mudar. Na sociedade ocidental cristã admite-se a monogamia. O amor por uma única pessoa é um comportamento relativamente recente na história da humanidade. A partir do surgimento do amor romântico, o homem passou a regular o seu comportamento admitindo apenas um parceiro.

Isto não impede que nós possamos desejar outras pessoas. Mas nem por isso somos forçados a sucumbir toda a vez que nos sentimos atraídos, uma vez que a construção de uma relação exige entrega e energia. Compreender que o sentir não é construído, mas que a relação é.
O amor, a paixão têm movimento próprio, são potencialmente ilimitados. Não se subordinam às conveniências nem à vontade.

Se alguém ama duas pessoas e vive numa sociedade monogâmica, terá de enfrentar o conflito entre os seus sentimentos e os sentimentos das pessoas envolvidas. A sua decisão não poderá excluir nenhuma das partes e vai envolver sacrifício e comprometimento com as consequências da sua escolha.
Contudo, não há dúvida de que podemos amar várias pessoas ao mesmo tempo. Não só pais, irmãos, amigos e filhos, mas também aqueles com quem mantemos relacionamentos afectivos. E podemos amar com a mesma intensidade, do mesmo jeito ou diferente. A questão é que nos obrigamos rapidamente a fazer uma opção, descartar uma pessoa em benefício da outra, embora essa atitude costume vir acompanhada de muitas dúvidas e conflitos.

Mas afinal, porquê tanto medo de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?
Existe uma certa “mesquinharia afectiva” que se desenvolveu a partir da crença de que somente através da relação amorosa com uma única pessoa é que nos sentimos completos. Não é à toa que exigimos que o outro seja tudo para nós e nos esforçamos para ser tudo para ele. Mesmo à custa do empobrecimento da nossa própria vida.
Eu acredito que podemos sentir amor por várias pessoas. É o amor incondicional, o amor pelos pais, pelos amigos, pelo namorado, pelas amigas. Acho que é contra a natureza humana amar só uma pessoa.

O amor não deve prender, muito pelo contrário deve libertar. O amor não mata, não destrói, mas une as pessoas e não somente duas pessoas, mas pode unir a humanidade.
E no entanto acredito não ser possível estar-se apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo. A paixão é um sentimento absoluto de entrega e não comporta mais do que um protagonista. O amor, por sua vez, é um sentimento menos obsessivo que a paixão. Acredito que qualquer relação duradoura deve ser composta de amor e surtos de paixão. Sem esses "surtos" o amor torna-se um sentimento difuso no que diz respeito à exclusividade. Isto porque é possível amar-se não só duas pessoas mas o mundo inteiro :)

Tex

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15
Dez05

Wild Roses...

Cereza

Já tinha saudades de um belo poema de amor, uma bela música e belas imagens.

wild-roses.jpg

Como me partiste o coração em pedaços
Com esse teu gesto tão repente,
Foram meus beijos assim tão escassos
Que te levassem subitamente?



Como me conseguiste desmanchar
E deixar-me tão só e malamente.
Tão mergulhado em loito, sem ar,
Porquê esse teu acto tão imprudente?



Como me não sentir desgarrado
Por esse teu falimento tão duro
Que esfria a cama do teu lado.
Onde se escondeu o nosso futuro?



Como me foi possível em ti não ver
Por entre as carícias o padecimento,
Por entre abraços o teu sofrer,
Que escondias com teu alento?



Como me culpo de não reparar
Em teu sorriso que nunca sorria,
Olhos donde nunca te vi chorar,
Merecia eu esta dor, esta tua tirania?



Como me desdobro a cada só momento,
Sem ti ao meu lado vivo tediosa tortura,
Tu, que me enchias o pensamento,
Porque partiste em tão má altura?



Como me desgrenho ultimamente
E as palavras que me dirigem nada são,
Quando só importas tu, somente,
Alma que me levou o coração.



by Bárbara Sousa aka Narag
10 de Dezembro de 2005

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Comentário da Bonecarussa a este poema.

Não posso falar, mas posso escrever… e escrevendo digo-te, como sempre disse, muito mais do que algum dia direi falando…

Digo-te que não há dia com sol ou chuva ou vento ou frio ou calor em que não me lembre de ti. Digo-te que te revejo em cada presente que compro ou que me oferecem, pois o acto de dar, estará para sempre associado a este sentimento em que me dou constantemente, silenciosamente, quase clandestinamente…

Digo-te que podem passar dias, semanas ou meses em silêncio, mas que nada pode quebrar o laço que se criou, que se estabeleceu e que se mantém. Digo-te que não consigo esquecer… quisesse Deus que eu fosse capaz e tudo seria mais fácil…

Digo-te que comprei um isqueiro para cada um dos meus funcionários… tenho este defeito: passo a vida a pedir lume e fico com os isqueiros…era o mínimo que podia fazer… Digo-te que guardo um isqueiro na carteira que anda sempre comigo. Deste-mo quando te contei deste meu vício. Raramente o uso. É como um amuleto… um talismã…não sei. Acende-me os cigarros naqueles dias em que tu, dono duma enorme teimosia, não me sais da cabeça… Consegui nunca o perder e vive no meio da barafunda sem qualquer originalidade que são as malas das mulheres.

Digo-te que nunca acendeu cigarros senão meus. É como aqueles tesouros escondidos que estão tão à vista de todos que ninguém dá por eles… quem sonharia que aquele objecto tem o valor que tem… só mesmo em sonhos…

Digo-te que é preciso algo muito forte para conseguir reconstituir a emoção da surpresa dos presentes do dia de natal, antigamente abertos apenas na manhã desse dia, e amontoados em frente ao fogão ao lado dos sapatos que ali passavam a noite. Digo-te que era um dos meus momentos mágicos… em que eu saia da cama descalça ( para variar…) e devagar, como quem quer fazer demorar um momento único mas que sabe que não foge… lá ia eu espreitar e… com a respiração suspensa …constatava o que já sabia…lá estavam os presentes…

Digo-te que este Natal, sem o saberes, sem o suspeitares, fizeste-me reviver esses momentos… quando hoje me levantei e li o teu desejo… que gostarias que um dos melhores Natais do mundo fosse meu. Porque sim.

Digo-te que misturei o perfume e o álbum de fotografias – os presentes que recebi no ano passado– com as lágrimas que me correram pela cara enxovalhada pela almofada e com o cabelo despenteado pelo sono.

Digo-te que à dias que a garganta não me deixava fumar mas naquele instante acendi um cigarro com o tal objecto que descansava no fundo da minha mala… enchi a sala de fumo e, deitada no sofá, deleitei-me a imaginar formas, como gosto de fazer deitada na areia a olhar para as nuvens que vêm e vão e se transformam ao sopro da minha imaginação…

Digo-te que hoje ao ler a tua mensagem li mais devagar quando me apercebi do tempo verbal desta frase: Das conversas, das ideias, da identificação do espanto que me causavas quando me contavas as tuas fantásticas histórias.... Digo-te que parece que falas de alguém que morreu… morri… e sinto-me um daqueles fantasmas que não sabendo que morreram teimam em querer continuar a comunicar com os vivos...

Digo-te que adorava continuar a contar-te histórias, estórias, coisas, enfim… esta frase é desnecessária. Mas precisei de a escrever… Absolutamente desnecessário também… queria tanto ver-te... agora não parava … ficava aqui a escrever-te … até à eternidade.

bonecarussa
@ dezembro 15, 2005 01:58 PM

barraflor.gif

Where the wild roses grow

"...On the third day he took me to the river
He showed me the roses and we kissed
And the last thing I heard was a muttered word
As he knelt above me with a rock in his fist

On the last day I took her where the wild roses grow
And she lay on the bank, the wind light as a thief
As I kissed her goodbye, I said, "All beauty must die"
And lent down and planted a rose between her teeth..."

13
Dez05

2 Euros

Cereza

E assim dou por encerrado o tema jantar!


Há uns dias recebi este texto do Formasdolhar, tema que acho bastante interessante... até porque me toca pessoalmente. Seja como fôr, gosto sempre de abordar problemas sociais aqui no blog!

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Noticia SIC

Família despejada por não pagar renda de 2 euros por mês.



Hoje vi a noticia que uma família tinha sido despejada por não pagar uma renda de 2 euros por mês. Chocante, não pela incapacidade de pagar a renda. Permitindo-me fazer juízos de valor, não creio, nem quero crer, que alguém seja incapaz de pagar tal montante por um tecto condigno.
Mais sendo uma família constituída por 4 membros. Pais e respectivos 2 filhos. Pouco para darem aos filhos… 2 euros!!!


Sou capaz de apostar que os pais não prescindem dos seus pequenos luxos diários (coisa que também não faço), leia-se o cafezinho, tabaco e talvez, quem sabe, uma cervejinha quando o calor aperta.


Para mim, é um daqueles casos típicos de que “não pago porque não quero”. “A habitação é camarária, o montante é reduzido, a justiça é lenta e burocrática. Alguém vai dar importância ao caso? Nem pensar!!!”


É o que se chama a vigência da sensação de impunidade. O comentário da mãe da família é o exemplo disso: “ É incrível como se despeja uma família por tão pouco dinheiro.” (valor que ascende a 50 euros, contando com os juros). Eu diria que isto até é indiciador de alguma premeditação na atitude que tomaram. Bem-haja a jornalista que imediatamente deu a volta ao texto e perguntou como era possível alguém deixar de pagar tal montante de renda, deixando a tal mãe de família semi-desarmada.


Na minha opinião é apenas pobreza social e não monetária. Perda de valores e de vergonha. Suponho eu que bastaria pensar nos filhos para não se deixar cair nessa situação.


Formasdolhar


13
Dez05

A saga continua!

Cereza

E assim dou por encerrado o tema: ALMOÇO! Apenas porque não aguento maisssss! LOL!
Mas este texto é optimo para terminar! Está demaisssssssssss!

O próximo encontro é em Sintra, lá para o fim do mês de Fevereiro... talvez 25..ah e vai ser jantar! Aguardem informações!

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Ora veremos a causa do meu silêncio no meio de tanta euforia!

Custa sempre muito, mostrar a nossa total contradição a uma alegria, satisfação e tantas emoções, demonstradas por trinta e tal palermas.

Sim de certeza, eu deveria ser a única pessoa normalzinha no meio de tanto maralhal esquisito e variado.

Mas, como é do meu hábito aqui vai a explicação que de certeza nunca vai ser compreendida:

Achei o restaurante o mais piroso possível, depois de uma viagem atribulada em que o caminho era continuamente mal assinalado pela inculta criatura que me acompanhava.

Enfim, pensando que pelo menos poderia usufruir de uma visita a uma terra típica portuguesa, em que o local de encontro seria uma majestosa Igreja Matriz não !!! o impacto de uma feroz música pimba e acrescentado por uma cabeça vadiando numa procura qualquer, amarela ( que horror), levou-me a fugir rapidamente para um café.

Aí começou outro tipo de martírio. Cumprimentar um monte de trengos. A que normalmente dão um nome de paineleiros (palavra que não encontrei no dicionário, a que sempre associei a uma forma de energia renovável), fazendo eu o papel da eterna sorridente e simpática e maravilhosa Majoca/SaloiaLoira.

Meu intelecto começou a trabalhar (apesar de ser fim de semana) na procura da identidade de cada um.

Alguns tive a infelicidade de reencontrar (mas eu sei que tenho de pagar na terra pelos meus pecados) e como a educadeza me ensina, abracei, bejoquei e fingi amar!

Depois, novamente fui baralhada e confundida até chegar ao célebre restaurante.

Ai, como escolher numa mesa com aquele feitio, o lugar ideal e ao pé de quem!!

Claro que pensei a redonda. Sempre posso fazer minha ginástica andando à volta e talvez esteja num lugar ideal para observar.

Aí meu pensamento parou e disse : parva come e bebe depois logo olhas bem!

E assim foi. Uns conhecia, os mesmos trengos que infelizmente tinha arrumado no meu coração, outros, ao longe!!!!!!!! Guardei lugar para eles, mas como sempre penso em pagar todos os meus pecados, estão todos registadinhos nos meus ventrículos e aurículos e respectivas válvulas, artérias e veias.

Agora , vem a parte mais difícil. Descrever meus sentimentos.

Gajos bons...todosssssssssssssssssss e nada em que eu pudesse tocar com um dedinho!

Gajas safadas... como qualquer mulher que se preze, nem me deixaram chegar perto.

Perdi o apetite e mais uma vez reconheci que ia a um almoço mal organizado (parvas aquela Lua e a Driade), com umas amostras de peixe, nada de sangria de champanhe, um vinho vermelhinho que pouco experimentei, na esperança de um célebre garrafão que nem a visão tive dele, sobremesa nada de especial. Ainda tive esperança quando vi algo em forma de Lua, amarelaaaaa e com três mixirucas cerejas a enfeitar e ahhhhhhhhhhh e umas velinhas que arderam , arderam e arderam ( valentes). Parece que era para alguém especial que também teve direito a beijos a torto e a direito e flores!!!

Do meu lugar tive de aturar um par de apaixonados, só com conversa calientes, que pior me faziam. Ao meu lado esquerdo gramei com dois alunos meus ( ups pareceram-me ). Ao longe, numa névoa, que eu sou ceguinha de todo, havia mais, nem se eram homens ou mulheres. Eu conseguia distinguir (o tal problema do escudo invisível). Ainda percebi que deveria de haver gente aproveitável ( não digo em k) mas sem óculos e sem me deixarem tocar , nada de poder confirmar.

Já escrevi demais! Meu coração sangra pela desilusão que tive e pelo investimento mental que tinha feito de tal encontro.

Vou pedir ao pai Natal que tenha dó de mim... que me meta no sapatinho, ou noutro sitio melhor um rabanete que se preze, que me dê uma santa paciência para continuar a aturar este monte de gajos malucos, e que faça meu coração elástico para continuar a meter lá dentro os que vão aparecendo.

Depois disto...ADORO-VOS !!!!!!!!!!!! cambada de malucos.


Majoca

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Este texto está simplesmentes sublime(para quem nos conhece)! É de ir ás lágrimas! PARABÉNS BOAVISTEIRO!

ALMOÇO NO MONTIJO
DESMENTIDO OFICIAL


Mal acabou o almoço oficial do blog no Montijo, logo se espalharam rumores insidiosos e completamente falsos, que acho imperativo refutar.

1º Eu não fiz strip em cima da mesa.

Ninguém fez strip em cima da mesa.
Já por baixo da mesa, isso não posso garantir. Se o fizeram, foi com muito cuidado, que eu cá não senti nada.

3º Não saiu um homem nu (ou uma mulher nua) do bolo.
Isto é pena que seja mentira, por acaso. Eu teria gostado, especialmente se fosse um homem bem fornecido pela natureza.

4º Eu não fui violado pelo dono do restaurante.
Violado? Eu pedi-lhe, carago! Foi consentido. Mutuamente.

5º Eu não violei o Water em cima da mesa.
Pelo menos em público. Em privado, é cá connosco, tá?

6º Eu não fui apalpado pelo corpo todo, de forma pública e notória.
Que mentira infame! Foram só os meus pujantes seios, com especial ênfase nos mamilos. Ah, sim, e também no meu amplo traseiro. E em mais alguns recantos de interesse turístico. Mas não foi no corpo todo!

7º A manta que me deram não tem uma mulher nua.
A manta tem, isso sim, o símbolo da Playboy, o célebre símbolo da cabeça da coelhinha. Por acaso… Bem que podia ter sido uma mulher nua. Era bom. E melhor ainda se fosse o Water todo nuzinho. Iam!

Parem lá de espalhar mentiras, seus venenosos. Que coisa!

Boavisteiro

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Foto do Setembro

11
Dez05

Capitulo II e III -almoço do UJ

Cereza

Ora bem, aqui estou eu para repor toda a verdade e apenas a verdade!

Depois de ler atentamente o guião do almoço, os comentários deixados por todos, de ter falado com alguns dos presentes e sobretudo de ver as fotografias, cheguei à conclusão, o que se torna muito mais cómico é que o almoço onde estive presente foi o mesmo sem tirar nem põr, porque em tudo é igualzinho. Senão vejamos, o dia lindo cheio de Sol, aquela paisagem da Ponte Vasco da Gama, com Lisboa na outra margem, não me era de todo desconhecida.

A refeição era rodízio de peixe, embora os sacrificados tenham sido os carapaus, os besugos e os peixes-espada e o bolo, aiii o bolo, não foi imaginação minha, sim, porque me “abotoei” com uma fatia e estava uma maravilha e depois o mais engraçado é que quase todos que estavam sentados à mesa me eram familiares. Vá-se lá saber porqûe, não é ? ;-))

Bom quase todos, porque não conhecia umas cabecitas vermelhas, uns olhares castanhos, outros azuis e ainda uns esverdeados e sobretudo pelo doce do Boavisteiro que passa a vida a dizer que é chato:-P .

Chego à conclusão que sou mesmo distraída e foi por pouco, que no regresso a Lisboa, e a culpa não era da sangria a saber a Sumol, que não ia até ao Algarve, quando disse à minha Mana, para virar à esquerda quando se tinha de virar à direita.

Quero agradecer do coração à LuaDourada que é a doçura em pessoa, com um sorriso lembrando as noites de Verão e à Dríade que é uma valente, deu 350 para baixo e 350 para cima, quilómetros claro, que não pára quieta , a tarefa árdua que tiveram para juntar um lote magnifico de “paineleiras” e “paineleiros”.

A todos pela vossa alegria, boa disposição e por me aturarem – não vou dizer os nicks de todos senão ainda me esqueço de algum e arrisco-me a “levar” com um texto como o da constancinha :-DD – continuem a ser como são e já que estão todos juntinhos um Santo e Bom Natal. Beijinhos a Todos sem excepção.

Constancinha

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( Antes de passar ao texto escrito pelo Fonz, (ainda faltam alguns) quero aproveitar para fazer alguns agradecimentos, e brindes a paineleiros deste blog.


Primeiro, agradecer do fundo do coração á Lua, que tudo fez para que este encontro fosse um sucesso... e foi! As caras de felicidade da nossa organizadora e a sua assistente a Driade, não enganavam ninguém! Estava tudo nos conformes! Parabens meninas!
Claro que a Lua, aproveitou logo para me pregar um partida, oferecendo-me um bolo de aniversário em forma de Lua e Dourada... e imaginem com quê? Cerejas! Lá tive que ouvir cantarem-me os parabens e soprar as velas!! ai ai!

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Um beijo enorme para a Alic, adorei as rosas vermelhas que me ofereceu... como ela diz, "apeteceu-lhe"... e isso assim é que tem valor, acreditem :) jokas alica*

Recebi de prenda de natal, um fantastico livrinho de citações, que vou muitas vezes transcrever para o blog... Obrigada .... que sei que foste tu! LOL

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Ao abel, um beijo especial, porque sei que anda CHEIO de trabalho e não faltou ao almoço... Em breve estará a escrever regularmente no blog! Finalmente!!!! Escreveu um poema lindo, daqueles de babar mesmo... e uma joaninha (simbolo da sorte) numa lindissima flor! é um verdadeiro cavalheiro este Abel! Um jinho pra ti!


Queria no fundo fazer um brinde a todos os paineleiros/as que fazem destes encontros algo de mágico!
Dos que não estiveram presentes um brinde muito especial para a Vanessa (que ficou tristissima por estar lá longe na Filândia), outro para os "nossos" Shikote e Ideiasavulsos que também não puderam estar na nossa companhia! HIP HIP HURRA!)
10
Dez05

Capitulo I: Estamos de volta!

Cereza

Acabou-se a folga! Vá tudo de volta ao trabalho... ai jesus estes empregados, que abusam logo!

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Pois é, já foi o maior almoço de sempre do Urban Jungle! 34 pessoas! é escusado dizer que foi o maior sucesso... isso já sabiamos á partida!
Mas desta vez, tivemos momentos de grande animação... e muitaaaa gente nova! Gente linda, só vos digo!
O beijo do Shikote (dado pelo Azelom)..... na Truzinha (Nem o Xanito faria melhor)Ai que calor!
E prendassss... a Erina ganhou um ambientador para o carro do Benfica (Lol) Houve quem ganhasse um fio dental, uma abelha Maia para o telemovel, um livrinho com citações... Um U e um J do imaginarium... mas isso são outras histórias que irão ser publicadas ao longo da semana juntamente com as fotos! Ai o bolo que me ofereceram... em forma de Lua Dourada!
Para os curiosos o almoço foi no Restaurante "Moinho da Praia", com o Tejo e a ponte Vasco da Gama a servir de cenário, para um belo convivio. Basta ver aqui nas fotos!

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Aqui vai o primeirissimo texto a chegar a esta "redacção", da nossa irrequieta reporter... ela pede desde já desculpa se esqueceu alguém, mas é que não teve tempo de conhecer todos os "nicks", o que é compreensivel!

À mesa
Texto de Josefa Quitéria

Ali no Samouco encontram-se vários moinhos. Um deles com função nada desvirtuada, embora diferente da original, já se vê, serve refeições, sendo aquilo que normalmente se chama, um Restaurante e dá pelo nome de Moinho da Praia.
Cozinha à vista para quem queira espreitar a confecção das refeições, oferece serviço um pouco lento para quem quer ir saltando de besugo para besugo.

Vamos ao qu’interessa. Lista fixa:
Chiffonade de Pataniskos, vinagreta de Suicidal_kota acompanhada de pequeno legume que não identifiquei. Carpaccio de Boavisteiro com ovo escalfado à flor de sal, confit de Driade com figos e coentros, marinado de Cabeça Vermelha com ervas finas e alho, folhado de Blocas salteado de pinhões.
Creme de Mathiott, sopa de Frisco com óleo de trufas.
Filete de azeloM com cenouras novas, Leoa Mortífera a la plancha, ravioli de Leoa Intocável, postas de Guldan com creme de crustáceos e baunilha.
Fatias de Erina com beringela e sésamo, presas de Abel estufado com alho francês e gengibre, salteado de Majoca com ervas aromáticas, Leowf gaufrette, costeleta grelhada de Anasimplesmente com nozes, crocante de Luadourada com cominhos e perfume de laranjas, cannelloni de WG com penacho de alecrim, noisettes de Flyman com cilindros de batatas, espargos braseados e galette de Cereza, foie gras de Fonz com cogumelos morilles, Strogonoff á Constancinha com cogumelos e pimenta verde.
Sabayon de True_Collours, bolo de Alic e tartelette de bonecarussa.
Num espaço restaurativo desta natureza deu-se pela falta de alguns Pudins, pela inexistência de gelado LuadeCristal, roquefort Shikote e mousse de IdeiasAvulso merengado.

Constatou-se que os ingredientes eram muito diferentes, mas com união valorizada em massa mais ou menos inteira, compacta e macia. A frescura dos pratos era incontestável e de expressividade patente, copiosamente acompanhados de vinho branco e tinto (que estagiaram em barricas de carvalho francês novo) e sangria (sóbria e convincente), embora a galhardia artística também se demonstrasse em sumos e cervejas que, embora não lhes visse a marca, eram de boas datas, que reconheci pela cor que prova a longa maceração pós-fermentativa.
Utensilagem cabal, numa boa refeição, harmoniosa e confortável, talvez demasiado aquecida pelo sol. Os pratos eram bons e recomendam-se ali ou noutro sitio qualquer…


Bonecarussa

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Fotos tiradas pelo Fonz

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