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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

08
Dez05

E o beijo vai ser dado por...

Cereza

Quinta-feira, feriado, dia 8 de Dezembro... contagem decrescente para o grande almoço do Urban Jungle

glamour-kiss-01.jpg

Bem, já que este tem sido um mês de festa, vamos continuar, pelo menos até ao Natal.
Mas antes, temos para já a nossa terceira MegaRave, no Montigo. Como já todos devem saber o restaurante foi alterado... A Lua encontrou um lugar magnifico, onde podemos passar o dia se quisermos... e... e olhar o tejo! O local de encontro continua a ser o mesmo, ou seja na Igreja Matriz do Montijo, ao meio dia e meia, e o preço mantem-se nos 15€.

Ementa:

Entradas – Queijo, azeitonas e pão.
Rodízio de peixe – Carapau, sardinha, besugo, espada e choco.
Bebidas – Vinho tinto e branco da região do Montijo, sangria c/vinho branco ou tinto, sumo, água e cerveja.
Sobremesa – Salada de fruta, mousse de chocolate e café.

Para o Fonz acho que se arranjou um "cadito" de carne!

AHHH, e não se esqueçam da prenda até 5 euros!
Lembro-vos, tentem todos levar pelo menos uma VHS, para podermos entregar ao IPO do Porto


Bem vamos agora ao mais importante... como já devem saber o Shikote não vai poder estar no almoço, e por isso o prémio que tinha para a Marta (por ter ganho o concurso do poema, em uma só palavra) será atribuido por outra pessoa... Assim, a comissão, escolheu..........
......
......
.
.
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o...
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.
.
AZELOM!
(clap, clap, clap... batam palmasss)


No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tampoco te pido que vuelvas rogando perdón
Si lloras con los ojos secos
Y hablando de ella

Ay amor me duele tanto
Me duele tanto

Que te fueras sin decir a donde
Ay amor,
fue una tortura
perderte



Assim sendo, até sabado!

07
Dez05

A primeira vez!

Cereza

"O primeiro concerto... hummm... tenho estado para aqui a pensar... Acho que foi num espaço reservado para 50 pessoas... Acho que conhecem o conjunto musical: ROLLING STONES!!! Fui buscá-los a Berlim logo a seguir ao concerto que lá tinham dado! Chegaram ao avião ainda com a roupinha de palco, improvisaram uns reposteiros que dividiram o avião em 5 ou 6 partes, mudaram de roupa, sentaram-se e arrancámos para Lisboa. Eu, como chefe de cabine do voo, dei-lhes as boas vindas e umas ofertas da companhia. Depois do mata-bicho (o Keith Richards não deu hipótese ao bicho, com uma garrafinha de Jack Daniels só para ele... eheheheh), não é que o Mick Jagger vem pedir para cantar ao microfone (P.A.-Public Adress lol) do avião?!!! Então lá veio ele e mais outros da comitiva, e lá fizerem uma cantata ali mesmo junto a mim e ao resto do pessoal da tripulação, só pelo gozo de cantar... e nós não estavamos a acreditar na singularidade do momento. A Mandy Smith, companheira da altura do Bill Whiman, ainda foi à carteira de uma colega minha buscar o baton para pintar as beiças... Enfim, gente fina... lol Isto foi em Junho de 1990 num voo da Air Atlantis, especialmente fretado pela banda... Único!..."

flyman
@ dezembro 7, 2005 03:04 PM


Quem não se lembra do primeiro concerto a que assistiu? Eu nunca me vou esquecer!


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bryan-ferry.bmp


As primeiras grandes bandas só começaram a chegar a Portugal alguns anos após o 25 de Abril. Até então restava imaginar como teria sido o "tal" concerto dos Pink floyd, dos Genesis, Supertramp... nas suas tournés pelo mundo. Claro, Portugal passava sempre ao lado.


Quando ainda era uma "teenager inconsciente" uma das grandes bandas que sonhava poder ver um dia, eram os Roxy Music... mais pelo vocalista claro! Lembro-me como se fosse hoje - ainda vivia em Faro - chegar ao café e dizerem-me "Cereza" o Brian Ferry vem cá! Claro que não acreditei...impossivel! Um concerto em Portugal, não podia ser! Lá me disseram para ir ver o cartaz na montra de uma loja... e lá fui eu a correr! Bingo!! Os Roxy vinham mesmo a Portugal, e ainda por cima o concerto era no estádio do Farense (era Verão, e o Algarve estava replento de gente, a passar férias...para variar)!


Nunca mais me vou esquecer... eram 17 horas de um sabado, um calor de "morte" e lá estava eu numa fila enorme, para entrar no Estádio do Sporting Club Farense! Consegui ficar lá mesmo á frente, bem perto do palco... nos dias seguintes não conseguia pensar noutra coisa!


Depois disso, foi a dezenas de concertos. Rolling Stones, Prince, Tina Turner, Joe Cocker... enfim... alguns nem me lembro bem deles... mas Roxy ficará para sempre na minha memória!

E tudo isto a proposito porquê? Porque num dia destes, no UJ assim que se falou de concertos, foi tudo ao album de recordações... Por isso "Let´s take a walk down memory lane" e recordar o vosso primeiro "concerto"! Lembram-se da emoção de ir ver uma das vossas bandas preferidas ao vivo? Contem! Toca a aquecer para o almoço no dia 10...

Já agora, para quem ainda não sabe... foi alterado o restaurante... falem com a Lua ou com a Driade!

Até lá..."Don´t stop... don´t stop the dance"!

roxy copy.jpg

"Mama says: truth is all that matters
lying and deceiving is a sin.
Drifting through a world that's torn and tattered;
Every thought I have don't mean a thing.
Don't stop
dont' stop the dance.
Don't - mama says - don't stop the dance.

Mama says: love is all the matters

beauty should be deeper than your skin.
Living for the moment
lips and lashes;
Will I ever find my way again ?
Don't stop
don't stop the dance.
Don't - mama says - don't stop the dance.
Don't stop
don't stop the dance.

Mama says: only stormy weather

don't know why there's no sun in the sky.
Footsteps in the dark come together..."

06
Dez05

Filhos, e pais separados!

Cereza

Este é um tema que vai tocar fundo na maioria das pessoas que visitam este blog. Falar de filhos de pais separados, falar nas crianças que têm agora dois lares, dois “pais” duas “mães”, duas familias ... ou... no fundo, não têm nada! Falar deste assunto mexe com os mais profundos sentimentos, com feridas por sarar, tristezas, alegrias, com “terceiros”... enfim, um emaranhado de emoções!

Quer queiram quer não... a maioria dessas crianças sofrem, algumas não mostram, mas a magoa está lá!

Fica o texto de uma mãe separada... que faz o possivel e impossivel para que o filho ultrapasse a separação... uma mãe que se desdobra, para dar ao filho tudo o que precisa, sobretudo amor!
Deixo aqui a letra e o video que o Eminem dedicou á filha, depois de se separar da mulher. Chama-se Mockingbird.


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"...Daddy's always on the move, mamma's always on the news
I try to keep you sheltered from it but somehow it seems
The harder that I try to do that, the more it backfires on me
All the things growing up as daddy that he had to see
Daddy don't want you to see but you see just as much as he did
We did not plan it to be this way, your mother and me
But things have got so bad between us
I don't see us ever being together ever again
Like we used to be when we was teenagers
But then of course everything always happens for a reason
I guess it was never meant to be
But it's just something we have no control over and that's what destiny is
But no more worries, rest your head and go to sleep
Maybe one day we'll wake up and this will all just be a dream..."

[Chorus]
Now hush little baby, don't you cry
Everything's gonna be alright
Stiffen that upper lip up little lady, i told ya
Daddy's here to hold ya through the night
I know mommy's not here right now and we don't know why
We feel how we feel inside
It may seem a little crazy, pretty baby
But i promise momma's gon' be alright

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A transformação dá-se nos pais e nos filhos. A mágoa, a raiva, o desinteresse, novos interesses e mais mil outras situações levam os pais, muitas das vezes, a assumirem-se como pessoas diferentes das que tinham sido até ali. Frequentemente, o Dinheiro é o grande motivador. Os filhos são confrontados com uma dualidade, onde raramente se mantém a unicidade do ser, nas mais variadas perspectivas das suas ainda curtas vidas.

Penso que este é um dos exemplos onde a quantidade pode, e é, tantas vezes maléfica. As crianças passam a viver num mundo duplo onde os espelhos abundam e onde os reflexos se confundem com as identidades verdadeiras. Passam a ter duas casas, dois quartos, brinquedos a dobrar, fins-de-semana e férias diferenciadas, natais à vez, aniversários com ‘convidados’ impostos. Deixam de ter pais e passam a ter pai e mãe.


As exigências parecem andar de mãos dadas com a divisão das famílias, quer em forma de separação, afastamento ou divórcio efectivado. As crianças, as doces crianças, podem tornar-se em pequenos monstros que nos controlam, que nos seguram numa caverna fria e escura. Podem chantagear-nos também, como se tivessem aprendido tácticas e estratégias com os melhores mafiosos… mas também podem ser usadas como moeda de troca em muita coisa e, ai sim, são tratadas como objectos e de pouco valor, pois aquilo a que damos muito valor, não queremos trocar por nada na vida. E é nesta condição de moeda de troca que as crianças muitas vezes, apercebendo-se do seu novo valor, exigem tudo e mais alguma coisa, ameaçando mais ou menos silenciosamente com chantagens emocionais… e comerciais. ‘O pai dá-me isto e tu não dás…’ ou ‘A mãe leva-me ali e tu não levas..’ ou ainda ‘Ele/a deixa-me fazer isto e tu não deixas…’ Infelizmente os exemplos são muito variados. Mas, tal e qual como numa loja de brinquedos, onde as ofertas são muitas e a atenção dos miúdos é chamada para todos os lados em simultâneo, fazendo-os sentirem-se perdidos, sem o saberem, tal também acontece no processo da separação dos pais… as crianças ficam com (quase) tudo a dobrar, mas perdidas, quais meninos da Terra do Nunca, onde a imaginação funciona e faz aparecer coisas, mas onde não há lei nem roque… que o mesmo é dizer, nem mãe nem pai.

Assisti a isto diversas vezes, vezes demais, nos anos que trabalhei em colégios e infantários. No momento em que me separei temi o pior… o pai tem dinheiro e eu não tenho. O pai tem uma casa fantástica e eu não tenho. O pai passeia onde quer e eu vou ao café ao fim de semana. Hoje, separada, a viver sozinha com o meu filho, dá-me uma vontade de rir incontrolável, digna duma bebedeira enorme… vontade de rir, sem qualquer desrespeito pelo pai do meu do filho, com quem mantenho uma relação 100% saudável. Mas rio-me dos meus medos… o meu filho é o meu grande cúmplice em tudo: ajuda-me nas tarefas caseiras, quando suspeita que não tenho dinheiro para farras – tipo jantar no mcdonald’s… - paga do dinheiro dele (que eu reponho no princípio do mês), fazemos brincadeiras diversas, como por exemplo vestirmo-nos muito bem e jantarmos na sala à luz das velas, sopa de cebola com pão, e falando como se ao nosso lado estivessem duques e embaixadores (aproveitamos para treinar línguas…)… normalmente o jantar acaba connosco a dormir no sofá. Mais ainda: ontem mesmo, ele descobriu que eu fazia limpezas para equilibrar o nosso orçamento e prontamente se ofereceu para me ajudar a varrer, enquanto eu lavo.


Confesso que o meu filho baixou o rendimento na escola… o pai era super atento e dava-lhe explicações todas as noites e eu… eu todas as noites, ou quase todas, lhe falo dos nossos problemas. Considero-me cansativa… mas digo-lhe que sonhe todas as noites, sem faltar uma única. É a única obrigatoriedade que lhe imponho.


Se eu pudesse escolher, viveria com o pai do meu filho, como uma família tradicional. Mas valores mais altos se levantam, como por exemplo a minha sanidade mental. E a última coisa que a minha criança não precisa é duma mãe cansada e passada dos carretos. Aquilo que a minha adorada criança precisa é duma mãe saudável, brincalhona, bem disposta, para que lhe permita continuar a responder, quando lhe perguntam que defeitos tem a mãe: só um… não é rica.


Maria Mãe

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"...It's funny
I remember back one year when daddy had no money
Mommy wrapped the Christmas presents up
And stuck 'em under the tree and said some of 'em were from me
Cuz daddy couldn't buy 'em
I'll never forget that Christmas I sat up the whole night
crying
Cuz daddy felt like a bum, see daddy had a job
But his job was to keep the food on the table for you and mom..."

05
Dez05

From Lillie!

Cereza

Caros amigos, finalmente temos noticias da Lillie... ela ficou surpreendida e emocionada com os nossos comentários e mandou-me este mail:

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bergdorf-02-05 copy.jpg

Cereza, I tried to thank all the lovely people who commented in your blog, and in mine, but I cannot understand how to post to your blog because the buttons are all in Portuguese. I think I deleted what I wrote! Will you tell your friends that I have written to thank them in my blog: http://unsheltered.blogspot.com? Your kindness is a treasure.

I continue to look at your wonderful pictures and try to puzzle out the words you've written. I hope you are well and enjoy your emails.


Thanks again,
Lililie


Já podem ir ao blog dela e ver os vossos comentários e o pequeno mas sincero texto que ela deixou para todos! http://unsheltered.blogspot.com/


To my friends from Portugal

You have been so kind to me, and I cannot tell you how much I have appreciated your comments. It is a surprise to me that 10 minutes of admiration about Cereza's Urban Jungle blog has turned into my own blog and the wonderful support and sympathy you have all been so quick to offer. It is astonishing and reassuring that total strangers, from across the world, with limited shared language can still manage to say so much, so thoughtfully. Surely there can be very little wrong in a world where this can happen.
I see I must begin to learn Portuguese!

posted by Lillie at 7:54 PM | 0 comments


04
Dez05

Para aquecer o dia!

Cereza

A Erina mandou-me este mail, que por sua vez recebeu de alguem... enfim.... aqueles "fw" que todos conhecemos bem! O texto está um espanto... engraçadissimo!

Já todos tivemos uma vez ou outra, uma daquelas dores de barriga insuportáveis no momento mais inconveniente... só que neste caso, foi o caos! Pena o texto não vir assinado! Mesmo assim aqui fica! Lol


f444114 copy.jpg


"Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é... esta é uma simples história que poderia ter acontecido contigo...

Aeroporto de Lisboa, 15h30m.
Tenho um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma cagadela não aliviasse. Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade, de onde partiria o voo para Estocolmo, resolvi segurar as pontas "Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma cagadela tranquilo".

O avião só sairia as 16h30m.
Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a primeira contracção e tomei consciência de que a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no W.C. do aeroporto.

Virei-me para o meu amigo que me acompanhava e, subtilmente, disse-lhe:
"Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto porque preciso largar a farinheira."
Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as minhas cuecas, mas pus a força de vontade a trabalhar e segurei a onda.

O autocarro nem tinha começado a andar quando para meu desespero, uma voz disse pelo altifalante:
"Senhoras e senhores, devido ao muito trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto levará cerca de 1 hora".
Aí o cagalhão ficou maluco e tentou sair a qualquer custo! Fiz um esforço hercúleo para segurar o comboio de merda. Suava em bicas. O meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para gozar comigo.

O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais indicando que, pelo menos por enquanto, as coisas tinham-se acomodado por ali.
Tentava-me distrair vendo a paisagem mas só conseguia pensar numa casa de banho com uma sanita, tão branca e tão limpa que daria para almoçar nela! E o papel higiénico então: era branco e macio e com textura e perfume e...oops!

Senti um volume almofadado entre o meu traseiro e o assento do autocarro e percebi consternado que havia cagado. Um cocó sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e parentes e convidá-los a apreciar, na sanita, tão perfeita obra!

Daria até para a expor no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de solidariedade, e confessei-lhe de modo muito sério:
"Olha, caguei- me."
Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a ficar no centro da cidade, onde o autocarro faria escala a meio da viagem, e que me limpasse em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir viagem, pois agora estava tudo sob controlo. "Que se lixe, limpo-me no aeroporto," - pensei - "pior do que estou não fico".

Mal o autocarro entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.
Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar, e sem muita cerimónia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez como uma pasta morna.
Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e lambuzando o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças, meias e pés.

Logo a seguir, mais uma cólica anunciando mais merda, agora líquida, das que queimam o fofo do freguês ao sair rumo à liberdade. E, no instante seguinte, um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar...afinal de contas o que era um peidinho para quem já estava todo cagado?? Já o peido seguinte foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela quarta vez.

Lembrei-me de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu pôr um penso higiénico nas cuecas, mas colocou-o com as linhas adesivas viradas para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade dos pêlos do rabo junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a limpar a sujeira.

Finalmente cheguei ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse a minha mala na bagageira do autocarro e a levasse aos sanitários do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri para a casa de banho e entrando de porta em porta, constatei a falta de papel higiénico em todas as cinco portas. Olhei para cima e blasfemei:
Agora chega, Pá!!"

Entrei na última porta, mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para analisar a minha situação (que conclui como sendo o fundo do poço) e esperar pela mala da salvação, com roupas limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.

Entretanto, o meu amigo entrou na casa de banho cheio de pressa... já tinha feito o "check- in" e disse-me que tinha que ir depressa avisar o voo para esperarem por nós. Mandou por cima da porta o cartão de embarque e a minha maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte. Ele tinha-se enganado na mala que eu aguardava e já tinha despachado a mala com roupas.

Na mala de mão só tinha um pullover de lã com gola em bico. A temperatura em Lisboa nesta altura era de aproximadamente 37 graus.
Desesperado, comecei a analisar quais das minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. As minhas cuecas, mandei- as para o lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis, assim como as minhas meias, que mudaram de cor tingidas pela merda. Aos meus sapatos dava-lhes nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A invenção é filha da necessidade, então transformei uma simples casa de banho pública numa magnífica máquina de lavar. Virei as calças do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água.
Comecei a dar ao autoclismo até que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direcção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, calças vestidas do avesso e molhadas da cintura até ao joelho (não exactamente limpas) e o pullover de gola em bico sem camisa. Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam à espera do rapaz que estava na casa de banho" e atravessei todo o corredor até ao meu assento ao lado do meu amigo que sorria.
A hospedeira aproximou-se e perguntou-me se precisava de algo. Eu cheguei a pensar em pedir uma gilette para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidi não as pedir... e respondi-lhe com uma esforçada cara angélica:
"Nada, obrigado... eu só queria mesmo era esquecer este dia


Adaptado do original de: Luís Fernando Veríssimo
(a nossa Lena já nos deu o nome do autor)

02
Dez05

Ultima chamada!

Cereza

Pessoal ultima chamada para a nossa MegaRave!NÃO EMPURREM SFF

itc_014 copy.jpg

"...U're so cool (Cool)
Everything u do is success
Make the rules (Rules)
Then break them all cuz u are the best..."



Ora bem, caros "paineleiros", "paineleiras", comentadores, e visitantes da "Selva Urbana", de hoje a 8 dias, ou seja, no próximo sabado dia 10 de Dezembro, tem lugar o tão aguardado almoço de Natal deste blog... Portanto este post digamos que é a "ultima chamada"


Até ao momento temos 36 pessoas CONFIRMADAS, e 3 por confirmar... por isso meus carissimos amigos/as se querem ir á nossa MegaRave e ainda não disseram nada , têm até segunda-feira á noite para confirmarem a vossa presença com as nossas RP´s Lua Dourada e Driade!


como foi falado, TODOS, mas TODOS mesmo... (até os acompanhantes) têm de levar uma prendinha ATÉ 5 euros... é apenas uma lembrança para podermos fazer uma pequena brincadeira e nos divertirmos! (Ai nem quero pensar quem vai ficar com a minha prenda... vai ser lindooooo LOL)
Quanto mais originais e audaciosos forem, mais piada terá, como é evidente!
02
Dez05

Eles andam aí!

Cereza

A4143~Casino-Royale-2 copy.jpg

Dia 28.11.2005, pelas 18h30.

No aeroporto de Lisboa, pórtico de deteção de metais voos Schegen.
Um pouco à minha frente, na fila, um Deputado da Nação. Com um grupo de 3 outros cavalheiros. Para ajudar a passar o tempo iam-se dizendo coisas sobre o pórtico que apitava frequentemente.


O dito Deputado a certa altura comentou: "se tiver tomates de aço tá lixado".
Não sei a quem se referia mas a sua passagem pelo irrequieto pórtico não o fez tocar.
Um dos seus companheiros fez apitar a máquina. O que será?


dito Deputado alvitrou com bom humor "é uma pistola". Não me parece, o senhor em causa tirou as botas e passou sem mais alarido.

Pág. 3/3

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