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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

15
Fev06

A organizadora

Cereza

Antes de mais, quero avisar que ontem tivemos um numero invulgar de visitas do Irão (isto é mesmo verdade ). Portanto Suicidal e Tex, se o blog apanhar com uma bomba... pensem já em passar para cá as vossas economias! Lol

Agora o post. Eu nunca soube lidar muito bem com elogios... claro que como qualquer pessoa gosto deles, mas a verdade é que me deixam sempre um bocadinho embaraçada... e foi isso que senti quando li este texto. Pensei, "ai como vou eu pôr isto no blog?"... mas tem de ser, até porque o Abel, chama a atenção para duas coisas importantes, os intrusos que aparecem aqui para ofender as pessoas (escondidos por nicks falsos - mas esse assunto já está legalmente encaminhado) e para o esforço que todos temos de fazer para manter este espaço vivo. Abel, obrigada pelos elogios (já disse isto mais que uma vez, mas não há nada que me deixe mais "mimada" do que me dedicarem seja o que fôr Lol) mas também acho que exageraste! :p

Agora o video... ultimamente tenho tido alguns problemas com o servidor da netcabo (pois esses!) ou seja nao consigo fazer o upload das musicas e videos que pretendo colocar em cada um dos textos). Bem, mas vamos ao que interessa agora... Como o Abel me babou tanto com este post loll... resolvi pôr uma música que gosto bastante. Acho-a muito "cool", não sei se me entendem? Tori Amos ( é que além da voz, a senhora tem uma cor de cabelo "fantástica", por isso xô loiras e morenas :p) a música chama-se Sweet the Sting! (sting de ferroada, e não sting cantor - isto é para aqueles que me andaram a fazer esta pergunta vezes sem conta :| )


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Swirl.gif


align=center>"With a strut into the room
With his hat cocked sure defiantly
He said "I, I have heard
That you can play the way I like it to be played."
I said, "I can play, anyway that you want.
But first I want, I want to know
.
Baby is it sweet sweet
Sweet the sting
Is it real this infusion
Can it heal where others before have failed?
If so could somebody
Shake shake shake me sane
'cause I am inching ever closer to the tip of this scorpion's tail..."
14
Fev06

O Cartoon da discórdia

Cereza

Dois "paineleiros" deste blog, resolveram escrever sobre um tema de extrema importancia e actualidade.... O cartoon da violência!

O "cartoon" foi publicado num jornal dinamarquês e depois reproduzido noutros órgãos de comunicação social europeus, e retrata o profeta Maomé vestido como uma bomba, com um rastilho a arder. Ora aqui não está apenas em causa a violência que daqui derivou, mas sim, a liberdade de expressão!

E se fosse um cartoon de Cristo, vestido exactamente da mesma maneira? E se fosse o Bush, Blair ou Socrates?

Estou certa que estes dois posts irão gerar alguma controvérsia. Duas opiniões, dois pontos de vista... do Suicidal, e da Tex ( os textos foram expostos, por ordem de chegada )




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maome.jpg


As Caricaturas de Maomé, Questões Religiosas
e Cartoons

Toda a gente se apercebe do que se passa nos paises islâmicos neste últimos tempos.
Invasões a embaixadas estrangeiras (Dinamarca e Noruega), revoluções, picardias por parte dos crentes de Alá a campos militares estrangeiros, açoites simbólicos acompanhadas de danças não menos importantes. E tudo deve-se ao facto de um desenho... UM DESENHO!!!

Ora não sendo eu propriamente um crente ( sou-o à minha maneira no que eu acredito) beato nestas questões que levam sempre ao mesmo lado... confusão, paradoxo, ambiguidade, dogmas e enigmas, são fosse isso uma norma nas discussões sobre religião e fé.

Como alguns já devem ter pensado vagamente sobre isto, devem ter chegado ao seguinte raciocinio: “ Como é possivel fazer tanto pagode por causa de uma caricatura??? É só mais um desenho, ora bolas!”

Depois de divagar um pouco e colocar a questão sobre o joelho, fazer mentalmente relacões entre vários campos que a questão envolve e subtraindo factores arrepiantes comuns a esta religião (como o fanatismo), criei o que se pode chamar de tese ou discurso sobre o assunto sob um ponto de vista algo interessante.

Eis aqui uns dados históricos ancestrais roubados às urmas do tempo:

A arte da pintura renasce desde o homem primórdio sob a forma de diário gráfico: As pinturas na pedra são tão velhas como a caça.
A religião remonta aos relâmpagos que trouxeram o conhecimento do fogo ao homem. Se bem que esta religião primórdia tenha características mais semelhantes com a fé ou crenças do que com a religião em si.
Ao descobrirem o manuseamento da pedra, do fogo, e a inovação da agricultura, tornaram-se semi-sedentários, com isso evoluiram para tribos mais complexas e houve a necessidade de criar prioridades sociais, funções ou cargos de acordo com a tarefas de cada um nesta mini-sociedade. Nasceu a política. Vou chamar á relação-evolução comum entre Política-Religião-Pintura como “Anel de Fogo”

A pintura ( aqui toma mutações como, arquitectura, escultura, etc...), a religião e a política desde essa altura evoluiram sempre com o homem. Em várias eras e impérios nota-se a velocidade de evolução das três. Notam-se mais evoluções rápidas e estonteantes em épocas como: Idade do Bronze, Grécia Antiga, Idade Negra( um recuo na evolução do “Anel de Fogo”), Renascimento, Iluminismo e Idade Contemporânea. Escolhi aleatóriamente estas fases porque é onde se notam transformações significativas e importantes no “Anel de Fogo”.

Mas isto não é tão simples como coloco aqui neste raciocinio! Ora vejamos: coloca-se aqui o “Anel de Fogo” como uno mas não é assim! Houve tantos Anéis de Fogo (imutáveis ou n, o comércio tornou-se importante para as relações entre civilizações) como tantas civilizações houveram! Assim, colocamos o Auge da relação de dois mundos conhecidos como o Auge do Império Romano de Marco Aurélio. A seguir veio a Idade Negra e com ela... As Cruzadas, que no sentido mais lato ( se bem que no aprofundamento da questão, posso entar em erro mas que não importa para a análise da questão em si. Esta separação já se nota desde a desmoronação da Grécia Antiga ou na destruição enigmática de Creta) foram a separação do Mundo Ocidental do Mundo Muçulmano. Dois “Aneis de Fogo” distintos.

Aqui entramos na nossa era... na actualidade. No mundo Oriental se bem que nas várias evoluções que teve, por vezes evoluções drásticas (notar algumas como: Alquímia, Fogueira das Vaidades, Maçonaria, Revolução Francesa, Duas Grande Guerras, etc...). o “Anel de Fogo” Ocidental sofreu uma evolução diferente do “Anel de Fogo” Medio-Oriental (que sofreu uma estagnação( a primeira vez que o Mundo Ocidental reparou nestas diferenças foi na Guerra Fria.)).

Omiti um factor que evolui de modo análogo ao “Anel de Fogo” que é importante: A crítica sob a forma de informação! A crítica sob a forma de pintura ( muitas vezes aparece sob a forma de Cartoon) é directa, letal, e de muitas maneiras cómica. Cartoons como “Calvin and Hobbes” entre outros, transmite uma crítica directa ao “Anel de Fogo” da sociedade Ocidental. Esta crítica é aceitável no Ocidente, graças ao lado “cómico” dos Cartoons mas porque a maneira de processamento da informação é muito liberal ( basta ver os preços destas obras para relacionarmos estes cartoons como colecções de grande valor informativo, sentimental ou com outras razões). A evolução do “Anel de Fogo” do Médio-Oriente, sofre uma evolução a seu passo! Basta reparar na comparação que o Mundo ocidental faz com o Médio-oriente ao dizer que ainda andam a braços com uma Inquisição(não vale a pena entrar em análise porque o discurso já vai extenso.).

Com este discurso acho que vos dei mais ou menos o “sumo” para chegar à minha tese que têm conclusões diferentes consoante a pessoa.

Partilho-vos a minha conclusão: Depois desta moral cansantiva para muitos e reparar em factos e em factores omitidos por serem vastos, cansativos, pormenorizados e por vezes com pouco interesse para quem não se importa, não quer saber, etc... chego à conclusão que não se pode culpar os criadores das Caricaturas de Maomé, ocidentais como são, que banalizaram uma figura central do Mundo Islâmico. A culpa não é deles... mas sim de dois mundos distintos. Inocentemente, os jornais publicaram os cartoons sem tomarem consciência que, apesar do mundo Ocidental achar engraçado os desenhos, os Muçulmanos iriam se sentir ofendidos por “banalizarem” o seu profeta. Isto prova um ponto de vista pessoal: o mundo Ocidental evoluiu sempre de maneira interior, para si mesmo e à sua maneira com poucas lições a receber fora do Ocidente! Como velhos inimigos, o mundo Muçulmano, recusa-se a aceitar lições dos Ocidentais para seu próprio proveito, ao contrário de outras Nações ( Japão, Coreia do Sul, Malásia). Estes cartoons e a polémica envolta neles são a prova que o Médio Oriente tem um modo de pensar muito diferente do Ocidental e que levam a peito coisas que o Ocidental vê como banais e de algum modo frivolas. Se se fizesse uma caricatura ou desenhos de Jesus (como existe) decerto que não havia tanta polémica.


Suicidal Kota



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bush_passion_2.jpg


Liberdade de expressão?

Já não é de agora que me irrita a desculpa da liberdade de expressão para se dizerem ou fazerem um sem numero de ultrajes.
Todos entendemos que a liberdade de expressão, é o suporte vital de qualquer democracia. No entanto, não podemos esquecer que o exagero pode torná-la prejudicial e danosa.

A liberdade de expressão é um direito fundamental sim, mas não é absoluto, e não pode ser usado para justificar a difamação, a subversão, a ofensa ou intimidação.
Quando é que o direito à ofensa se transformou em liberdade de expressão? Quando a liberdade de expressão se transformou em poder, digo eu.

Liberdade de expressão não é dizer (fazer) tudo o que se quer porque se pode. E lá temos os liberais a defendê-la com unhas e dentes. Têm de perceber que essa liberdade que pregam é presunçosa. A liberdade de expressão, não pode ser arrogante ao ponto de se achar superior às convicções de outras culturas.
E claro, tomo como exemplo o assunto do momento…quando a tal liberdade de expressão nada mais é do que simples provocação e ultraje.

Os ocidentais acham divertido fazer chacota à custa dos profetas dos outros e depois queixam-se que os muçulmanos respondem da pior maneira.
Neste caso foi na Dinamarca (país mais que xenófobo) onde um jornal publicou intencional e ofensivamente caricaturas de Maomé. Reparem que a ofensa não é só a representação de Maomé, é o modo como ele é representado. Como se de um terrorista se tratasse, pregando a violência e transformando todos os seus seguidores em terroristas. Nenhum povo pode aceitar tal provocação! Quando um povo é ridicularizado desta forma, a liberdade de expressão torna-se um instrumento de opressão.
Não terão eles o direito de protestar contra o ultraje, ainda que seja na linguagem do fanatismo?

Não se pode nem deve cercear a bendita da liberdade de expressão?
Ai não? Então e se fossem caricaturas (perdoem a brutalidade do exemplo), do menino Jesus a ser sodomizado por padres pedófilos? Ah pois, além de ilegal originava um tsunami. Cambada de hipócritas!

Justifica-se a proibição da liberdade de expressão quando esta é usada para ofender e humilhar, podendo desta forma incitar à violência?
Na minha opinião, sim!

Tex

13
Fev06

Limites do EU...

Cereza

Mais uma crónica do Esquizo, que tem muito a ver com a saudavel disscusão que deu o post que escreveu há dias.


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Porquê ??? Tens a certeza ????
São perguntas retóricas que atiram ao fundo o ego de quem as ouve. Não será um duvidar... Além do mais sempre que essa pergunta me é colocada tenho de me reposicionar, repensar, sentir o contexto, centrar-me no eixo e pôr-me em causa.

Por inseguraça? Por respeito a quem faz a pergunta? Por incerteza?
Nunca sei ao certo, mas no fundo o “Porquê?” retórico tem para mim um sentido muito mais positivo do que parece. “Aprendo-me” com um porquê, procuro mais um bocadinho de mim e pricipalmente cresco empurrado pela questão.

O “Porquê?” dissuade ilusões, leva a conclusões e faz girar a imaginação de uma criança.

É no “Porque?” que eu encontro os limites do eu. É como se o vento me mostrasse o meu contorno físico estando de olhos fechados. Sinto finalmente quem sou, quando reposiciono valores, ainda que estejam sempre a mudar.

Obrigado “Porquê?” por um milisegundo de lucidez,
Obrigado “Porquê?” por me mostrares
que “SER” é a unica maneira de existir,
assim sou, e toco os limites do eu.


12
Fev06

...

Cereza
Limites do eu…


Porquê ??? Tens a certeza ????
São perguntas retóricas que atiram ao fundo o ego de quem as ouve. Não será um duvidar... Além do mais sempre que essa pergunta me é colocada tenho de me reposicionar, repensar, sentir o contexto, centrar-me no eixo e pôr-me em causa.

Por inseguraça? Por respeito a quem faz a pergunta? Por incerteza?
Nunca sei ao certo, mas no fundo o “Porquê?” retórico tem para mim um sentido muito mais positivo do que parece. “Aprendo-me” com um porquê, procuro mais um bocadinho de mim e pricipalmente cresco empurrado pela questão.

O “Porquê?” dissuade ilusões, leva a conclusões e faz girar a imaginação de uma criança.

É no “Porque?” que eu encontro os limites do eu. É como se o vento me mostrasse o meu contorno físico estando de olhos fechados. Sinto finalmente quem sou, quando reposiciono valores, ainda que estejam sempre a mudar.

Obrigado “Porquê?” por um milisegundo de lucidez,
Obrigado “Porquê?” por me mostrares
que “SER” é a unica maneira de existir,
assim sou, e toco os limites do eu.

11
Fev06

Lilith versus Eva

Cereza

Sempre me atrairam as personagens mais diabolicas da mitologia... mas a que mais me intriga e fascina é Lilth, pela sua independencia, coragem, perversidade e intensidade. Já aqui contei aqui no blog a história dela... Lilith foi a primeira mulher de Adão, depois sim veio a Eva, submissa e obediente... tirada de uma costela do companheiro.

Hoje apetece-me tornar a Lilith mais real, e menos lenda!


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“It doesn't hurt me
Do you wanna feel how it feels?
Do you wanna know that it doesn't hurt me?
Do you wanna hear about the deal that I'm making?
It's you and me, yeah…”



Lilith, cheia de sangue e saliva, foi criada do mesmo pó que Adão, por isso exige ser considerada sua igual, desobedecendo a sua supremacia. Desta forma, renega também uma ordem do pai - Deus.

Lilith revolta-se com sua condição de submissão. Tal atitude traz-lhe conseqüências trágicas, acabando por se tornar a Rainha do Palácio do Demônio. Declarando guerra ao pai passando a atemorizar os homens.

A natureza de Lilith é astuta como a serpente. A sua sabedoria de demônio é grande, mas por isso grande também é o seu sofrimento. Lilith é a prostituta, é a sedutora, é a Bruxa, a mulher devoradora, a mulher fatal, a feminista,.... Opondo-se à virgem, à boa mãe, à deusa... quem sabe, a

Eva.



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Estamos diante do eterno tema do FEMININO-DIABÓLICO


Tudo começou assim:
Deus criou Lilith e adão ao mesmo tempo e do mesmo pó. O amor de ambos começa a ser perturbado quase imediatamente. Não havia paz entre eles porque quando se uniam na carne, evidentemente na posição mais natural - missionário- Lilith ficava impaciente, perguntava ao companheiro: “Porque devo deitar-me debaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Porque razão devo ser dominada por ti? Também eu fui feita do mesmo pó que tu, e por isso sou tua igual.”

Ela pede para inverter as posições sexuais para estabelecer a harmoinia... uma harmonia que deve significar a igualdade entre os dois corpos e as duas almas. Mal feito este pedido pela mulher, ainda húmido de calor súplice, Adão responde secamente não. Lilith é submetida a ele, ela deve estar simbolicamente sob ele, suportar o seu corpo. Portanto: existe uma ordem que não pode ser transgerida. Ela não aceita esta imposição e revolta-se contra Adão. É aqui que se dá a ruptura do equilíbrio. Qual é a regra do equilíbrio? Está escrito, que o homem é obrigado a reprodução, a mulher não.
Diante da recusa de Adão, Lilith pronuncia, irritada, o nome de Deus e ao acusar Adão afasta-se!

Enquanto isto sucede, Adão sente de imediato uma dor crua, uma angustia de abandono. O homem havia imposto uma não à sua mulher. E assim surgem as trevas.
Adão tem medo, sente que a escuridão o oprime. Sente que as coisas boas afundaram-se com o desaparecimento de Lilith.

Dirige-se a Deus: "Procurei no meu leito aquela que é o amor da minha alma; procurei e não encontrei. Agora há o desespero, o amargor por ter perdido Lilith." Deus quer saber de imediato a causa do litígio e compreende que a mulher desafiou o homem e, portanto o divino.
Lilith voou para longe, em direção às margens do Mar Vermelho, depois de haver profanado o nome de Deus Pai....

Assim é apresentada na tradição hebraica a história de Lilith. Não há conclusão: de resto, a conclusão poderá ser tirada por nós.

Lilith permanece na própria liberdade, demoniaca... desencadeando a sua força destrutiva e desde aquele dia nunca mais haverá para o homem.

Lilith torna-se numa mulher feita de fogo, instintiva, carnal, vingativa e devoradora de paixões até á ultima gota. Os homens são seu objecto de paixão e vingança... sem remorsos.



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vamp00001.jpg


Lilith:

"Nas noites escuras e frias,
quando tudo são trevas puras,
em tua casa penetrarei,
atravessando as grades da janela tua
sob a forma de uma sutil e inocente bruma,
para então materializar-me, deliciosamente nua,
sobre teu corpo inconsciente e dormente.
Podes acordar, debater , tentar gritar,
Mas, advirto que será em vão,
Ninguém te ouvirá, nada te poupará
Da minha fúria ardente e paixão.
Com meus dentes e unhas, tuas roupas rasgarei
E sobre ti cavalgarei, em selvagem êxtase,
Meus lábios pálidos e frios colando-se aos teus,
Sorvendo o néctar do teu calor,
Tuas mãos, resignadas em não poder lutar,
Meus seios acariciam, levadas pelo prazer
Que invade o teu ser.
As minhas unhas cravando-se em tuas costas,
Deixando um rastro rubro de sangue,
Já não mais te importas com a dor,
Não é, meu amor?
Nada mais te importa,
Medo, pecado, inferno, punição ou dor,
apenas o prazer que te dou
Em troca de algo tão ínfimo e sem valor:
Tua alma imortal.
E para que serve ela, afinal?
Estás perdido dentro do meu corpo
De sedutora beleza que em nada lembra a angelical pureza,
Envolto em desejos e fantasias pecaminosas
Que eu realizo com toda presteza.
Teu ser pertence a mim agora,
Tua sanidade foi-se embora,
Estás preso na minha teia de lascívia,
Meu escravo e fiel servo para sempre serás
E saciar o meu desejo incontrolável tentarás.
Teu sangue, gozo e vitalidade me darás,
Assim como a tua alma, sem pestanejar.
Porém, quando não mais puderes me agradar,
De ti me vingarei, jogando fora tua casca mortal inútil e vazia,
Prendendo tua alma impura a grilhões de infinda tortura,
Pois destinado estás a sofrer por toda a eternidade
Nas profundezas abissais do inferno."
(Thaís Drimel Andrade)


Agora peço que vejam o video de inicio e a simbologia que encontrei nele. Cada uma de nós saberá quem é: Lilith (de vermelho) ou Eva (de branco) ou então a junção das duas... duas mulheres diferentes num mesmo corpo. Agora escolham! Fica a letra deste “Running up that hill” dos Within Temptation, para melhor entenderem o que quero dizer.


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src=http://mfile.akamai.com/15453/wmv/mtvgermany.download.akamai.com/15453/wmv/ondemand/stars/within_temptation/within_temptation_running_up_that_hill_dsl.wmv width=350 height=300 type=video/x-ms-asf heigth=250 autoplay=false loop=false volume=50>




"It doesn't hurt me
Do you wanna feel how it feels?
Do you wanna know that it doesn't hurt me?
Do you wanna hear about the deal that I'm making?
It's you and me, yeah

And if I only could
Make a deal with God
And have him swap our places
Be running up that road
Be running up that hill
Be running up that building
So if I only could

Don't wanna hurt thee
But see how deep the bullet lies
Unaware I'm tearing you asunder
Oh, there is thunder in our hearts

Is there so much hate for the ones we love?
Oh tell me we both matter, don't we?
It's you and me that won't be unhappy
....

C'mon baby, c'mon darling
Let me steal this moment from you now
C'mon angel, c'mon, c'mon darling
Let's exchange the experience
...

So if I only could
Make a deal with God
And have him swap our places
Be running up that road
Be running up that hill
With no problems...



10
Fev06

Tu és assim

Cereza

Já há algum tempo tinha este texto da nossa mathiot, não estava esquecido...apenas esperava a altura certa para o colocar aqui


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beijo40 copy.jpg



Tens no rosto profundas cicatrizes,
De dias mais felizes,
Que o tempo apagou.

A tua voz, reflecte a tua alma,
Numa aparente calma
Que teimas em mostrar.

As tuas mãos, perfeitas e esguias,
Feiticeiro sem magias,
Prisioneiro de emoções.

Os teus olhos, cansados das viagens,
De repetidas paisagens,
Perdem-se pelo horizonte.

A tua pele tem sabor a maresia,
Suor de fim de dia,
Que o amor adocicou.

Os teus gestos, são brandos por instinto,
Moves-te num labirinto,
De contornos indefinidos.

A tua boca tem gosto a mentol,
Frescura numa tarde de sol,
Calor na noite fria.

E eu, não te digo o que sinto,
E nem sei porque te minto,
Quando chamas por mim…
mathiott



You say you don't want it again
And again but you don't really mean it
You say you don't want it
This circus we're in
But you don't you don't really mean it
You don't really mean it
if the Divine master plan is perfection
Maybe next I'll give Judas a try
Trusting my soul to the ice cream assassin
Here


08
Fev06

"Olá amor!"

Cereza

Acho que estamos todos a precisar de rir um bocadinho...

Então lembrei-me publicar este mail, se não me engano pela Alic. Ao lê-lo, pensei de imediato... "Onde é que já ouvi isto?" LOLLL


UmaThurman23e copy.jpg catwoman copy.jpg


- Olá! - Trabalhaste muito?
- Sim.
- Tás cansado?
- Um pouco.
- Toma um banho!
- Vou já... preciso de sair.......
- Ah!... vais sair?
- Vou dar uma volta.
- Sozinho?
- É... sozinho. - Vais aonde?
- Por aí. - Sozinho?
- Sim.
- De certeza?
- Sim.
- Queres que eu vá contigo?
- Não... deixa lá... prefiro ir sozinho.
- Vais sozinho andar pela cidade?
- Vou.
- De carro?
- Sim.
- Vais demorar?
- Não... p'raí de uma hora.
- Vais a algum lugar específico?
- Não... só andar por aí.
- Não preferes ir a pé?
- Não... vou de carro.
- Traz um gelado pra mim!
- Trago... que sabor?
- Chocolate.
- Ok... na volta eu passo e compro.
- Na volta?
- Sim... senão derrete.
- Passas lá, compras e deixas aqui.
- Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
- Ahhhhh!
- Ok! Beijo... volto logo...
- Ei!
- O que é?
- Chocolate não... Manga...
- Não gosto de Manga!
- Então traz de manga prá mim e o que quiseres prá ti.
- Ok! Vou indo.
- Vem aqui dar-me um beijo de despedida!
- Querida! Eu volto já... depois.
- Depois não... quero agora!
- Tá bem! (Beijo.)
- Vais com o teu ou com o meu carro?
- Com o meu.
- Vai com o meu... tem leitor de CDs... o teu não!
- Não vou ouvir música... vou espairecer...
- Tás a precisar?
- Não sei... vou ver quando sair!
- Não demores!
- É rápido... (Abre a porta de casa.)
- Ei! - Que foi agora?
- Pronto, malcriado! Vai embora!
- Calma... estou a tentar sair e não consigo!
- Porque queres ir sozinho? Vais encontrar alguém?
- O que queres dizer?
- Nada... !
- Olha lá... achas que te estou a trair?
- Não... claro que não... mas sabes como é...
- Como é o quê? - Homens!
- Generalizando ou falando de mim?
- Generalizando.
- Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!
- Tá bem... então vai.
- Vou.
- Ei! - Que foi, porra?
- Leva o telemóvel, estúpido!
- Pra quê? Pra me ligares?
- Não... caso aconteça alguma coisa, tens o telemóvel.
- Não... deixa lá...
- Olha... desculpa pela desconfiança... estou com saudades... só isso!
- Ok meu amor... Desculpa-me se fui chato. Tá.. eu amo-te!
- Eu também!
- Posso mexer no teu telemóvel?
- Prá quê?
- Sei lá! Joguinhos!
- Vais jogar com o meu telemóvel?
- Vou. - De certeza?
- Tá.. ok... então leva o telemóvel senão eu vou mexer...
- Podes mexer à vontade... não tem lá nada...
- Ai é?
- É.
- Então onde está?
- O quê?
- O que deveria estar no telemóvel mas não está...
- Como!?
- Nada! Esquece!
- Tás nervosa?
- Não... não estou...
- Então vou!
- Ei!
- Que ééééééé?
- Afinal não quero gelado!
- Ah é?
- É!
- Então porra, afinal também não vou sair!
- Ah é?
- É.
- Que bom! Vais ficar aqui comigo?
- Não... tou cansado... vou dormir!
- Preferes dormir a ficar comigo?
- Não... vou dormir, só isso!
- Estás nervoso?
- Claro, porra!!!
- Porque é que não vais dar uma volta para espairecer? "


Autor Desconhecido


07
Fev06

Ponto Final!

Cereza

Este é um texto na minha opinião muito bem feito... Não tem pontos finais, só mesmo no fim... e as ideias estão de tal maneira encadeadas, que nem se consegue mesmo fazer uma pausa.

Os espaços que deixo, são apenas para facilitar a leitura. Bonecarrusa parabens!


( Te escribo desde los dentros
De mi propia existencia
Donde nacen las ansias, la infinita esencia
Hay cosas muy tuyas que yo no comprendo
Y hay cosas tan mias pero es que yo no las veo )


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Passavam os dias e eu a pensar que tinha que contar, não podia deixar passar mais um dia, lembro-me claramente de todos os momentos em que decidi fazê-lo e em que nunca o fiz, por medo ,

por falta de oportunidade, por mudança de planos, por chover, por fazer sol, mas agora não podia passar, a cada dia era mais um sufoco e era mais um dia que passava e era mais uma mentira e depois arranjava falsas desculpas, se ele sabe mata-me, se eles não sabem mato-me eu a mim própria, mas eu sou tão cobarde, nunca me conseguirei matar,

para morrer que me mate outra pessoa que não seja eu, não quero ficar com as mãos sujas, mas que se lixem as mãos, eu tenho é que limpar a minha consciência, fugir também não consigo, então tenho que ser capaz de enfrentar quem não me quer matar, mas o mais provável é condenarem-me ao ostracismo, nunca mais me dirigem a palavra,

nunca mais partilhamos cumplicidades e sorrisos e gargalhadas e lágrimas e deixamos de trocar amizades verdadeiras que são os cromos dos crescidos que fazem da vida e do dia a dia as colecções, tanto que custam a sair certos cromos, são os mais difíceis e quando se têm não se podem perder, custe o custar e há coisas que custam tanto, tanto que eu queria não saber como certas coisas custam, mas sei e tento no dia a dia compensar com outras, esquecer, como se esquecer fosse tarefa fácil,

mas eu tenho tantas em cima de mim que até esquecer consigo, de vez em quando, mas de quando em vez lembro-me e lembro-me que não posso fazer mais disparates, já tenho a minha conta, já chega, com certeza não vim ao mundo só para isto,

deve haver alguém que quer disparatar também, tenho que deixar algumas asneiras para outras pessoas e tento-me convencer a que assim seja, mas depois há um íman qualquer que me puxa e que me leva ao desastre outra vez e por vezes gostava tanto de ser uma pessoa normal, com pensamentos normais, com gostos normais, mas afinal, penso também, que anormalidade é que tenho, nenhuma, sou vulgar, faço coisas vulgares, se não o fizesse, nada disto teria acontecido, e eu não me sentiria culpada, é sempre assim, sentir-me culpada de algo de que não tenho culpa, eu quero convencer-me disto, mas a verdade é que tenho culpa sim senhor, para a não ter tinha que ter estado sossegada, mas eu não sou capaz,

se ao menos a minha cabeça parasse um bocado, talvez eu conseguisse alinhavar as ideias, tanta esperança que eu tinha na semana que ia estar sozinha e ia pensar e ia-me decidir, ia rescrever as coisas e até era capaz de andar no tempo e apagar algumas coisas, mas não, alguém tinha que me mudar os planos, mais uma vez é sempre assim,

quando eu preciso desesperadamente de tempo para mim, roubam-mo, a mim que dou tempo a toda a gente, que invento tempo, que o faço nascer, mas não, não é uma recriminação, nem um lamento, é uma constatação pura e simples, até porque eu gosto de dar tempo seja a quem for, tenho prazer nisso e eu tenho que ter prazer nalguma coisa, não posso andar de prisão em prisão, as minhas asneiras não foram tão grandes assim, ou pelo menos é o que eu penso, mas devo pensar mal, só pode ser, senão já tinha aberto um buraco qualquer e já tinha fugido e eu ainda não fui capaz de o fazer,

tanto que eu gostava de ser como os homens que corriam mundo das histórias da minha avó, mas acabo por me contentar com os mundos que correm na minha cabeça e com a amizade de certas pessoas que valem mundos.

Corridos e por correr.


Bonecarussa


06
Fev06

A tarde do Raio

Cereza

Flyman tá demais, e parabens pela coragem :) O que estão a ver, é o trailler de King Kong :X


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kingkong.jpg


Foi mais ou menos numa altura, em que os dinossauros estavam já desaparecidos, as galinhas perdiam os últimos dentes, mas os animais ainda falavam, que eu nasci.

Sendo assim tão antigo, é natural que genes dos animais que deram origem ao Homem, ainda estivessem bem presentes na minha herança genética. Como tal, e sendo descendente de um antepassado comum com o macaco, seria natural preservar algumas parecenças com o esse meu primo.

Ora acontece que nesses tempos já longínquos do dia em que nasci, vim ao mundo coberto de pelo. A minha própria mãe afirma que nunca viu um bébé tão peludo. Apesar disso sempre conseguiu gostar de mim.

Na realidade, enquanto a minha vida foi passada em casa, nenhum mal do mundo me chegou. O problema começou quando tive de ir para a escola.

O meu farto bigode aos 10 anos, chamava a atenção, assim como a minha voz, muito mais grave do que a dos outros colegas de turma.

Aos onze estava a fazer a barba na cara toda, e aos quinze tinha o corpo coberto de pelos, quando muitos colegas meus não tinham ainda sequer pelos nas partes baixas. Isto tornava-se particularmente desconfortável no balneário da minha equipa de basquete.

Com o passar dos anos, e por me tornar homem adulto, aquele trauma suavizou-se. É normal os homens terem pelos. O que não é tão normal, é terem-nos numa forma de alcatifa, de teddy bear, de urso ou de gorila. Destas imagens, cada qual que escolha uma ou invente outra para melhor visualizar o estilo.

Ora sendo um amante de sol, claro que não ficava vestido quando ia no seu desfrute. Quando tirava a roupa haviam sempre comentários do género: "...então não te despes?...", ou "...bela camisola!...", ou "...os teus pais devem ter pago mais por ti – vieste alcatifado..." ou "...esqueceste-te de ir à tosquia?...", e outros mais ou menos jocosos, seguidos sempre de gargalhadinhas mais ou menos subtis.

Com a minha AUTOESTIMA a ir pelo cano, sempre achei que me devia depilar. Mas a depilação é coisa de senhoras e a cera provocava-me suores frios. Ainda por cima um tipo de voz grossa e modos brutos a ter pensamentos metrossexuais... Apesar desta postura, nunca coloquei essa ideia completamente de parte.

Li algures num blogue muito bom, que a raça humana levará 80.000 anos para se transformar. Pois eu quis provar que posso evoluir, sem ter de esperar todo esse tempo. Já seria demasiado cota quando atingisse o 80.000º aniversário.

Bem, o que é verdade, é que depois de um teste, para ver se eu era alérgico, avancei e bingo!... Fui ao raio laser. O suplício de ser diferente dos outros quando estava despido, ia acabar. Nessa manhã tirei umas fotografias do "antes", para depois comparar os resultados.

E lá estava eu, deitado na marquesa, a ouvir um som chillout qualquer para acalmar, enquanto a esteticista me rapava primeiro as costas e depois os ombros, a barriga e o peito. Ora a sensação era deveras estranha. Deitado, olhando para os pés, parecia que estava de t-shirt e não de tronco nu, tal era o efeito que a pele desprovida dos meus companheiros de tantos anos, me provocava.

Depois da lâmina, fui demarcado em zonas por um giz branco, qual região vitivinícola, e de seguida o gel, para aliviar o contacto do raio laser.

Ora se de início estava à espera de umas picadas dolorosas, bem surpreendido fiquei porque quase não se notava o efeito. No entanto à medida que se aproximavam as áreas onde eu tinha sido mais peludo, lá se ouviam uns treques e cliques da raiz do pelo a despedir-se. Dei por mim a lembrar-me dos tempos de infância em que nos meses de Inverno ia até ás matanças do porco. A imagem do porco a ser chamuscado, o cheiro desse acto, estava a vir-me à memória vá-se lá saber porquê.

Depois de mais de duas horas a ser torturado, o raio não me partiu, mas abrasou o maldito pelâme. Quando me levantei e me vi ao espelho, não me reconhecia! Eu tinha peito! Eu tinha mamilos! E... barriga!... Parecia que esta desgraçada se tinha escondido a minha vida toda e estava agora definitivamente fora da toca, sem qualquer hipótese de se esconder. Já não podia ir para as moitas, para os arbustos, para a floresta... Já não estava camuflada.

Eu estava diferente. Ao princípio custava reconhecer-me ao espelho. Mas gosto mais de me ver agora sem matagal. Principalmente nos ombros e costas.

Quando ia para tirar as fotografias do "depois", não encontrava o raio da máquina fotográfica!... Tudo revolvido, tudo revolvido... Nada... E de repente acordei!... Teria sido tudo um sonho?!... Como há para aí um blogue cujo tópico é "Pensamentos, divagações e tretas da selva urbana", resolvi partilhar esta treta toda.



flyman


04
Fev06

Energia

Cereza

É tão dificil escrever este tipo de texto. Nem eu sei bem o que escrevo e o que quero dizer. É talvez um estado de alma. Esta é a última vez, prometo! (Argh)


Whenever she is raging
She takes all life away
Haven't you seen?
Haven't you seen?
The ruins of our world


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bd1.jpg


Sou tempestade de alma,
um vendaval sem destino
perdida numa imensidão de emoções,
de insegurança e ódio.

Sou um quantum de energia
um fotão de luz
no aqui e agora !
Num tempo que não existe,
num espaço indefinido . . .
procurando o Absoluto

Sou a fotografia do instinto
do medo
do desejo.
Sou um sonho rejeitado
mal vivido e abortado
numa vida feita de ilusões
sensações..
Sou pecado e anjo
ardendo de mistério
com alma de sedução
sou céu
sou inferno...

Sou gélida tentação
que queima a tua boca
e arrefece o teu coração

Em resumo:
Sou energia condensada
Sou tudo...
Sou nada!


Meus amigos, fiquem bem

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